Dia: 3 de novembro de 2025

  • Luíza do Clezão desponta como nova voz do conservadorismo no Distrito Federal

    Luíza do Clezão desponta como nova voz do conservadorismo no Distrito Federal

    Luíza do Clezão Luíza do Clezão desponta como nova voz do conservadorismo no Distrito Federal A jovem Luíza Cunha, conhecida nacionalmente c…

    Luíza do Clezão

    Luíza do Clezão desponta como nova voz do conservadorismo no Distrito Federal

    A jovem Luíza Cunha, conhecida nacionalmente como Luíza do Clezão, vem ganhando destaque no cenário político e social do Distrito Federal. 

    Filha de Clériston Pereira da Cunha, o “Clezão”, que faleceu em 2023 enquanto estava preso injustamente por participar nos atos de 8 de janeiro, Luíza tem transformado a dor pessoal em bandeira pública de luta por justiça, liberdade e valores conservadores.
    Trajetória e engajamento
    Com formação em Odontologia e atuação como assessora parlamentar na Liderança do PL no congresso nacional, Luíza se apresenta como uma jovem cristã e conservadora, comprometida com a defesa da família, da liberdade de expressão e da fé.
    Além do trabalho no congresso, ela também preside a União Conservadora dos Estudantes (Unice), movimento que reúne jovens e universitários em defesa de pautas ligadas à direita.
    Herança e causas
    Desde a morte do pai, Luíza tem participado de manifestações e eventos em todo o país, denunciando o que chama de injustiça contra os presos dos atos de 8 de janeiro. 

    Em diversos discursos, afirma que sua família “foi completamente destruída” e que busca respostas sobre as condições da prisão e da morte de seu pai, apelidado de “mártir do 8 de janeiro” por apoiadores.
    Apoio político
    A ligação com a senadora Damares Alves, uma das principais lideranças do campo conservador, tem fortalecido a imagem pública da jovem. Segundo aliados, Luíza vem se preparando para disputar um cargo eletivo em 2026, possivelmente para  federal, com o apoio de setores ligados ao Republicanos e ao PL.
    Projeção e futuro
    Nas redes sociais, onde soma milhares de seguidores, Luíza compartilha mensagens de fé, patriotismo e engajamento cívico. Seu discurso tem atraído simpatizantes que veem nela uma “voz jovem e autêntica” do conservadorismo no país.
    Analistas avaliam que seu nome pode representar uma renovação geracional dentro do movimento, especialmente entre o público feminino e estudantil.
    “Transformar a dor em propósito é o que me move. Meu pai me ensinou a nunca desistir da verdade”, declarou Luíza em um de seus pronunciamentos recentes.
    Com apenas pouco mais de 20 anos, Luíza do Clezão desponta como um dos nomes mais comentados do novo conservadorismo brasiliense — unindo militância, religiosidade e discurso político em ascensão.

    Da redação F5-Politica

  • Edson Mattos: o talento sertanejo que leva o nome da Estrutural aos palcos do DF

    Edson Mattos: o talento sertanejo que leva o nome da Estrutural aos palcos do DF

    Cantor Edson Mattos Edson Mattos: o talento sertanejo que leva o nome da Estrutural aos palcos do DF.  A música sertaneja tem revelado grand…

    Cantor Edson Mattos

    Edson Mattos: o talento sertanejo que leva o nome da Estrutural aos palcos do DF. 

    A música sertaneja tem revelado grandes nomes pelo Brasil, e no Distrito Federal um talento em especial vem ganhando destaque: Edson Mattos, cantor da Cidade Estrutural que conquista o público com sua voz marcante e interpretações cheias de emoção.
    Com carisma e presença de palco, Edson Mattos se tornou um dos principais representantes da música sertaneja na região. Sua trajetória começou de forma simples, se apresentando em eventos locais e encontros familiares, até que o talento natural chamou atenção de produtores e fãs da boa música.
    O cantor traz em seu repertório o melhor do sertanejo romântico e raiz, interpretando sucessos consagrados e também canções autorais que falam de amor, fé e superação. Em suas apresentações, Edson transforma o palco em um espaço de conexão e alegria, sempre valorizando suas origens na Estrutural.
    “Canto com o coração. 

    Tudo que sou e que faço vem da minha história e da força da minha comunidade”, afirma o artista, que segue com planos de gravar novas músicas e ampliar sua presença nos eventos do Distrito Federal e Entorno.
    Com humildade, talento e muita dedicação, Edson Mattos representa uma nova geração da música sertaneja brasiliense — aquela que nasce do povo e encanta pela verdade em cada verso.

    🎤 Edson Mattos: o sertanejo da Estrutural que emociona e inspira

    Contato para show (61) 99837-7582

    Redação-F5 Politica 

  • CPI do Rio Melchior cobra transparência e melhorias na gestão de resíduos pelo SLU

    CPI do Rio Melchior cobra transparência e melhorias na gestão de resíduos pelo SLU

    CPI do Rio Melchior cobra transparência e melhorias na gestão de resíduos pelo SLU
    Salto de R$ 2 bilhões em edital de licitação da autarquia foi alvo de questionamentos
    Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

    A diretora técnica do SLU Andrea Rodrigues de Almeida, durante reunião da CPI

    A 16ª reunião da CPI do Rio Melchior, realizada nesta quinta-feira (30), foi marcada por questionamentos a representantes do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Os parlamentares cobraram explicações sobre a gestão dos resíduos sólidos, a transparência no lançamento de efluentes no rio e os contratos com empresas terceirizadas.

    A presidente da CPI, deputada Paula Belmonte (Cidadania), destacou a importância de tornar visível à população o ponto de lançamento do efluente tratado no Rio Melchior e criticou novamente o uso de um cano subterrâneo, identificado em uma das visitas, para o despejo. “Se estão fazendo bem feito, não há por que esconder”, indagou a parlamentar.

    A diretora técnica da autarquia, Andrea Rodrigues de Almeida, alegou, no entanto, que a estrutura foi pensada para preservar a área de proteção permanente vizinha ao aterro de Samambaia — que recebeu visita da comissão em maio —, mas se comprometeu a estudar alternativas mais transparentes.

    A servidora apresentou um histórico da atuação do SLU e defendeu que a operacionalização do aterro vem sendo feita em atendimento a elevados critérios técnicos estabelecidos pelos órgãos de controle.

    “O aterro sanitário é um grande ganho para o Distrito Federal. Ele foi escolhido com base em estudos ambientais, e a gente tenta fazer a melhor operação. Temos um compromisso com o meio ambiente. O fato de o rio ser classificado como classe 4 jamais foi um salvo-conduto para poluição por parte do SLU”, argumentou Andrea.

    Outro questionamento feito pela deputada está relacionado à coloração da água despejada no corpo hídrico. Em inspeções recentes, Belmonte constatou que o resíduo lançado no Melchior, após o processo de tratamento do chorume gerado no tratamento do lixo, tinha cor esverdeada.

    A técnica defendeu que a coloração não seria, necessariamente, um parâmetro de qualidade, mas a parlamentar rebateu a informação, afirmando que, segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), a cor é, sim, um parâmetro.

    Empresas terceirizadas

    Conforme explicado pelos técnicos, quatro empresas contratadas pelo SLU são responsáveis pela operacionalização da coleta de lixo e pelo tratamento dos resíduos no Aterro Sanitário de Brasília (ASB).

    A Sustentare Saneamento e a Valor Ambiental compõem um consórcio que opera o manejo do lixo no aterro, além de efetuarem a coleta residencial. A Hydros Soluções Ambientais faz o tratamento do chorume e a Frau Consultoria é responsável pela análise qualitativa do sistema de impermeabilização e drenagem.

    Os deputados questionaram o modelo de contratação adotado pelo SLU, que envolve múltiplas empresas atuando em diferentes etapas do processo, o que, segundo especialistas ouvidos pela CPI, compromete a eficiência e a responsabilização. Com relação à Hydros, parlamentares indagaram se a empresa estaria com autorização ambiental precária, mas o corpo técnico do SLU pontuou que uma nova autorização foi emitida para a empresa no último mês.

    O deputado Gabriel Magno (PT) mencionou que empresas contratadas pelo SLU têm histórico de multas e processos judiciais, inclusive por despejo irregular de efluentes. Ele defendeu maior rigor na fiscalização e no cumprimento das cláusulas contratuais.

    O parlamentar destacou também a importância das cooperativas de catadores na coleta seletiva e na educação ambiental. Ele apontou que os resultados obtidos por essas cooperativas são superiores aos das empresas privadas, mas que os contratos atuais não valorizam adequadamente esse trabalho, com catadores recebendo menos que um salário mínimo.

    Licitação bilionária

    A publicação de um novo edital para contratação de empresas responsáveis pela coleta de lixo, operação do aterro sanitário e outros serviços relacionados foi alvo de indagações. Inicialmente, o SLU havia elaborado um edital estimado em R$ 3,5 bilhões. No entanto, após a contratação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para revisar e ampliar o planejamento, o valor saltou para R$ 5,5 bilhões — um acréscimo de R$ 2 bilhões.

    Para Belmonte, o acréscimo expressivo precisa ser explicado pela autarquia. “Estamos falando de R$ 2 bilhões. Não é nenhum pré-julgamento, mas nós vamos acompanhar, eu como Poder Legislativo, ou estando em outro cargo, a implementação disso”, afirmou.

    Segundo os técnicos do SLU, esse aumento se deve à ampliação do escopo do contrato. O novo edital inclui não apenas os serviços já existentes, mas também novas demandas, como, por exemplo, a zeladoria das cidades, que envolve ações de conservação, limpeza, segurança e manutenção do espaço público, como ruas, praças, parques e equipamentos urbanos.

    Álvaro Henrique Ferreira, diretor do SLU, informou que, além disso, foram incorporados mais critérios técnicos na seleção das empresas, com maior peso para propostas que apresentem soluções sustentáveis e inovadoras, como o reaproveitamento do chorume e do biogás.

    Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

    Exemplos

    O relator da CPI do Rio Melchior, deputado Iolando (MDB), compartilhou experiências positivas que pôde conferir pessoalmente durante visitas técnicas realizadas pela comissão a estações de tratamento de água e aterros sanitários nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

    Em São Paulo, ele destacou a visita à Sabesp e ao projeto Aquapolo, onde conheceu tecnologias avançadas de reuso de água. Segundo ele, a Sabesp trata cerca de 8 mil litros por segundo de esgoto e consegue transformar essa água em água industrial.

    No Rio de Janeiro, a comissão visitou um aterro sanitário que processa cerca de 10 mil toneladas de resíduos por dia — quatro vezes mais que o aterro do Distrito Federal. Iolando ressaltou o aproveitamento do gás metano gerado pelo chorume, que é captado e transformado em biocombustível. “Não podemos desconsiderar a receita que pode se extrair do lixo”, ressaltou.

    Durante a reunião, Paula Belmonte cobrou do SLU explicações sobre a ausência da osmose reversa — tecnologia de purificação de água que utiliza membranas semipermeáveis para remover impurezas, contaminantes e partículas indesejadas — nos processos atuais, e pediu que o novo edital de contratação valorize empresas que apresentem soluções tecnológicas mais eficazes.

    Ela argumentou que o uso de novas tecnologias pode contribuir diretamente para o reenquadramento do Rio Melchior, atualmente classificado como classe 4, e reforçou que “o meio ambiente não tem preço” — sendo essencial investir em métodos que tragam benefícios duradouros para a população e para o ecossistema local.

    Quadro técnico defasado

    Os técnicos do SLU foram enfáticos ao afirmar que o órgão enfrenta um grave déficit de servidores, o que compromete a capacidade de planejamento, fiscalização e execução de serviços essenciais. Segundo a diretora técnica Andrea Rodrigues e o diretor de limpeza urbana Álvaro Henrique Ferreira, o SLU conta atualmente com cerca de 700 servidores, mas precisaria de pelo menos mais 150 profissionais, especialmente técnicos especializados, para suprir aposentadorias e atender à crescente demanda.

    Eles explicaram que muitos dos servidores mais experientes estão em abono de permanência ou já se aposentaram, e que os concursos públicos realizados nos últimos anos não foram suficientes para recompor o quadro.
    Diante desse cenário, os técnicos defenderam o reforço do quadro de servidores, com a abertura de concursos públicos e valorização das carreiras técnicas, como forma de garantir maior eficiência, transparência e sustentabilidade na gestão dos resíduos sólidos do Distrito Federal.

    O relatório final da comissão será apresentado em 15 de dezembro. A reunião desta terça-feira (30), que também contou com a participação dos deputados Martins Machado (Republicanos) e Joaquim Roriz Neto (PL), pode ser assistida na íntegra pelo YouTube da CLDF.

  • Caesb informa que parte da região do Guará, Estrutural, Setor de Indústrias e Sudoeste/Octogonal ficarão sem água na próxima terça-feira (4)

    Caesb informa que parte da região do Guará, Estrutural, Setor de Indústrias e Sudoeste/Octogonal ficarão sem água na próxima terça-feira (4)

    Caesb informa que parte da região do Guará, Estrutural, Setor de Indústrias e Sudoeste/Octogonal ficarão sem água na próxima terça-feira (4)…

    Caesb informa que parte da região do Guará, Estrutural, Setor de Indústrias e Sudoeste/Octogonal ficarão sem água na próxima terça-feira (4) 

    A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) comunica que realizará o remanejamento da rede de água próximo à Octogonal, possibilitando a execução dos serviços de pavimentação e construção do viaduto da EPIG. 

    Os trabalhos ocorrerão no dia 04/11/2025 (terça-feira), das 8h às 23h30 e o fornecimento de água será suspenso durante esse período nas localidades abaixo. 

    Os imóveis residenciais, comerciais e industriais que possuem caixa d’água abastecida não serão afetados durante a execução dos trabalhos. As áreas abrangidas pelo serviço são:       P RO 03/11/2025, 10:38 Caesb informa que parte da região do Guará, Estrutural, Setor de Indústrias e Sudoeste/Octogonal ficarão sem água. 

    1/2 Sudoeste/Octogonal Sudoeste: CLSW 105, 305, 306, HFA (Hospital das Forças Armadas) Octogonal: SAOS 01 à 08 SPO (Setor Policial Sul) SMAS (Setor de Múltiplas Atividades Sul) Guará SGCV (Setor de Garagem e Concessionária Sul) SAIS (Setor de Áreas Isoladas Sul) SOF-Sul (Setor de Oficinas Sul) SIA SIA (Setor de Indústria e Abastecimento) SIN (Setor de Inflamáveis) STRC (Setor de Transporte Rodoviário e Carga) SCIA (Setor Complementar de Indústria e Abastecimento) Estrutural Cidade Estrutural A Caesb informa que a normalização do fornecimento de água ocorre de forma gradual, após o término dos serviços de manutenção. 

    A Companhia reforça que todo cliente deve ter caixa d’água com capacidade correspondente ao consumo médio diário, de acordo com o artigo 50 da Resolução da Adasa nº 14, de 27 de outubro de 2011. 

    A Caesb pede que a população faça o consumo consciente de água durante a execução dos serviços de manutenção. 

    Todos devem ter cuidado ao utilizar a água, pois o volume de água consumido individualmente por cada um impacta diretamente no abastecimento a todos. 

    Mais informações para a população pelo número: 115

  • Atriz brasiliense realiza sonho adiado e celebra envelhecer com arte

    Atriz brasiliense realiza sonho adiado e celebra envelhecer com arte

    Márcia Amaral sonhava em fazer teatro desde a adolescência, mas o pai achava que aquele não era um ofício adequado para “moças de família”. A mineira casou-se, mudou-se para Brasília, teve filhos, precisou lidar com o diagnóstico de bipolaridade, e o desejo foi ficando de lado. Quando subiu ao palco pela primeira vez, teve a certeza de que aquele era o seu lugar. 

    Hoje, aos 64 anos, a atriz, poeta e escritora exerce com orgulho e autoconfiança a sua arte e se sente “uma criança na terceira idade”. No 11º episódio do podcast podEnvelhecer, Márcia falou às jornalistas Sibele Negromonte e Mila Ferreira sobre etarismo, aceitar as rugas e os quilos a mais e fazer as pazes com a velhice.

    Em alguns momento, emociona-se, quando fala do companheiro de vida que morreu há pouco tempo ou declama o poema que escreveu aos 40 anos e que, acredita, é uma premonição do que vive hoje. A seguir, confira os principais trechos do bate-papo.

    Paixão pela arte

    “Eu quis fazer teatro na minha adolescência, mas meu pai não deixou, porque, naquele tempo, o preconceito era muito forte. Eu me formei em artes plásticas e vim para Brasília acompanhar meu marido. Eu já trabalhava como professora em Belo Horizonte e segui como professora aqui. Minha veia artística sempre foi muito abafada, porque não dei continuidade à arte que fazia na UFMG, que era gravura em metal. Logo engravidei, e a vida foi seguindo esse caminho, de mãe e dona de casa contemporânea, que sai para trabalhar. Por volta dos 35, eu ingressei no Dulcina de Moraes para fazer licenciatura em artes plásticas porque passou a ser exigida para dar aula. E lá, no básico, a gente tinha as disciplinas de teatro, música e artes plásticas. E quando eu pisei no palco, nossa, eu fiquei emocionada. Eu tive certeza de que era isso que eu queria”. 

    Sonho adiado

    “Meus filhos ainda eram crianças, meu marido trabalhava no fim de semana, à noite, como jornalista, e eu não tive essa coragem (de se dedicar integralmente ao teatro). E aí, eu adiei, adiei, adiei, adiei. Quando foi por volta dos 40, eu adoeci. Tive uma depressão que durou seis meses e, em seguida, fui diagnosticada com o transtorno bipolar. Quando veio a primeira crise de euforia, a minha vida começou a passar por uma grande revolução. Houve um empenho familiar. Meu marido foi muito companheiro, para poder me ajudar a vivenciar essa primeira fase de diagnóstico e tratamento. Então, primeiro veio a poesia. Eu escrevia compulsivamente, e isso fez uma revolução positiva. Eu diria, inclusive, que trouxe à tona a causa desses demônios que estavam se tornando aqueles dons que eu aprisionei. Não consegui mais voltar a dar aula”.

    Convivência com jovens

    “Uma ex-aluna muito querida, a Alexandra Medeiros, me ligou e disse: “Dona Márcia, eu e o Diogo estamos indo fazer uma oficina de teatro, hoje à noite, e lembrei de você. Quer ir com a gente?”. E eu fui, fiz a oficina com eles, fui colega dos meus alunos. E essa convivência com os jovens permaneceu. Eu acho que isso me ajudou demais, porque quando eu, depois de ter vivido todo esse processo do transtorno e ter achado um equilíbrio funcional, comecei a fazer teatro com Adriana Lodi, no Espaço Cultural Renato Russo. Tinha gente de 17, de 27, e eu tinha 47 anos, começando uma nova vida”.

    Etarismo

    “O etarismo está presente em todas as profissões e em todas as idades. Ontem, eu estive com uma moça, de 26 anos, vendendo uma roupa, em uma loja. Começamos a conversa e chegamos à questão da idade. Eu falei: eu estou feliz com a minha idade, estou acima do peso, mas estou feliz com esse corpo, com a cara que tenho, eu me olho no espelho e gosto. E ela falou: eu não gosto disso aqui em mim, eu detesto isso aqui em mim. Ela falou da ruga de expressão, do bigode chinês… Vinte e seis anos e bem preocupada. A vida é boa em qualquer idade. E, se não está, vamos buscar (a felicidade). 

    Primeira protagonista em um filme, gravada aos 61 anos, Rosa está cansada de viver só, está querendo viver um romance, ter um par para dançar forró. E aí a amiga dela a convence a entrar em um aplicativo de namoro. Por fim, ela acaba topando e, na hora de colocar a foto, não tem coragem de colocar a foto atual. Aí ela vai numa caixa de fotos antigas, e pega uma dela nova e coloca lá. E, aí, num instantinho, dá match. E ela escolhe o Lírio, o mestre de obras por quem se encanta e que, por sua vez, também colocou uma foto dele novo. E quando eles se encontram, é muito lindo, porque é um encontro verdadeiro, eles sentem um alívio por não precisar mais mentir — eu sou essa aqui, não aquela da foto. Enfim, mostra com uma beleza, uma leveza a velhice como ela é”. 

    Memória

    “Parei de brigar com a minha memória. Eu me vi muitas vezes falando, ‘ah, a minha memória está péssima’. Parei, não está péssima não. Minha memória é ótima. Quando eu acordo todos os dias, eu sei meu nome, minha idade, onde eu moro, quem eu sou e o que eu vou fazer nesse dia. Eu vou ficar reclamando do quê? Reclamando da minha memória? Ela é linda. E, se eu começar a ficar me queixando muito dela, ela pode ficar brava comigo e falar, ‘ó, então tá, tchau’”. 

    Solidão

    “Envelhecer é lidar com perdas. Essa é a idade em que está todo mundo morrendo. São as perdas, e faz parte da vida. Tem a perda da beleza, aquela beleza da juventude; tem a perda, às vezes, dos cabelos. É uma fase de perdas. E, para vivenciar isso de forma legal, a gente precisa abraçar a velhice, ter a velhice como parceira, como aliada e não como inimiga. É preciso aliviar o peso que se dá para a velhice, para poder falar de boca cheia: eu sou velha”.

    Poesia

    Eu tinha feito o meu primeiro livro, aos 40 anos, e resolvi publicar — publiquei com 42. Poemas que eu escrevi quando era adolescente, desde os 13 anos. Aos 40, escrevia compulsivamente. O livro foi chamado Menina, Mulher, Poemas. Achava que faltava um poema para fechar o livro, aí, escrevi esse poema que eu vou declamar. Foi premonitório, porque eu falava de mim hoje:

    Te ser

    Te vejo pela janela

    Sentada no seu tear

    Serena, cantarolando

    O tato a “tatetear”

    A vista já bem cansada

    Os olhos sempre a mirar

    Esse ponto no infinito

    Onde os tempos vão chegar.

    Tanto passado…

    Futuro?

    Porto seguro de se aportar.

    As fiadas de algodão

    Brincando na tecelagem

    Unindo todos os pontos

    Desta infinita viagem

    Não sei quem são seus amigos

    Quem ainda te acompanha

    Mas te vejo bem consigo.

    Tecendo…

    Tecendo…

    Te sendo…

    Sendo só você mulher.

    Por Por Brasília

    Fonte Correio Braziliense

    Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press

  • Rainha do Carnaval de Brasília falece aos 70 anos deixando um legado de amor a vida e ao próximo

    Rainha do Carnaval de Brasília falece aos 70 anos deixando um legado de amor a vida e ao próximo

    Neide de Paula, nossa eterna Rainha do Carnaval de Brasília, faleceu na madrugada desta segunda-feira em Brasília, após uma luta contra o c…

    Neide de Paula, nossa eterna Rainha do Carnaval de Brasília, faleceu na madrugada desta segunda-feira em Brasília, após uma luta contra o câncer. 

    Sua história se confunde com a da nossa capital e, principalmente com a da cidade do Cruzeiro, onde foi fundada a Escola de Samba da Aruc e onde a sede é sinônimo da resistência carnavalesca da cidade. 

    Na última década transformou sua dedicação ao samba em dedicação aos mais humildes e desassistidos da nossa sociedade brasiliense. 

    Moradora do Riacho Fundo I, sempre esteve envolvida com todos movimentos que trouxessem alegria e movimentação na cidade. 

    Como o Garota Riacho Fundo. 

    Casada com Márcio Macrini, perdeu seu único filho na última década, o que a debilitou, mas não deixou sua garra de servir ao próximo.

  • Comissão pauta isenção do IR e projeto deve ter semana decisiva no Senado

    Comissão pauta isenção do IR e projeto deve ter semana decisiva no Senado

    A CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado pautou para a próxima terça-feira (4) a análise da isenção do IR (Imposto de Renda) para quem ganha até R$ 5.000 por mês.

    Presidente do colegiado e relator do texto, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) ainda não apresentou seu parecer. Ele analisa possíveis mudanças ao texto, mas quer evitar que a matéria retorne para análise da Câmara, onde foi aprovada no início de outubro.

    Para isso, o senador apresentou um novo projeto que mira a compensação financeira da isenção. A matéria também está pautada na CAE na terça e tem como relator o senador Eduardo Braga (MDB-AM), que divulgou parecer favorável na sexta-feira (31).

    O projeto de Renan aumenta a taxação de apostas e amplia a alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido para instituições financeira, incluindo fintechs. A estimativa total de impacto das duas medidas no próximo ano é de R$ 4,9 bilhões.

    Os pontos constavam na medida provisória que caducou sobre alternativas ao aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Pelo texto, a CSLL para fintechs passará de 15% para 20%. Para instituições de pagamento, administradoras de mercado de balcão organizado e bolsas de valores, de mercadorias e futuros, a alíquota iria de 9% para 15%.

    Em relação às bets, a alíquota sobre a receita bruta com apostas e jogos online aumentará de 12% para 24%. De 2026 a 2028, o arrecadado com o acréscimo de 12% deverá ser repassado para os estados, o Distrito Federal e os municípios para compensar perdas da isenção do IR.

    Análise no plenário

    Na última semana, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou querer pautar o projeto no plenário até quarta-feira (5), caso ela seja aprovada na CAE. “Se votar [na comissão], eu voto na mesma hora”, disse a jornalistas no Senado.

    O aumento da isenção é uma pauta prioritária para o governo. Foi uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Câmara aprovou o texto negociado pelo relator, deputado Arthur Lira (PP-AL).

    Lira manteve a isenção total para quem ganha até R$ 5.000 por mês e ampliou o limite da isenção parcial para quem ganha até R$ 7.350. O aumento da faixa de isenção será compensado taxando mais quem ganha acima de R$ 600 mil por ano (ou R$ 50 mil por mês).

    Por Por Brasília

    Fonte CNN Brasil

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

  • CLDF celebra 130 anos da amizade Brasil-Japão

    CLDF celebra 130 anos da amizade Brasil-Japão

    CLDF celebra 130 anos da amizade Brasil-Japão Foto: Rinaldo Morelli/CLDF O deputado Thiago Manzoni, autor da sessão seolene, ressalta os laç…

    CLDF celebra 130 anos da amizade Brasil-Japão
    Foto: Rinaldo Morelli/CLDF

    O deputado Thiago Manzoni, autor da sessão seolene, ressalta os laços históricos, culturais, diplomáticos e econômicos construídos entre os dois países

    Nesta segunda-feira (3), às 19h, a Câmara Legislativa do Distrito Federal celebra os 130 anos do tratado de amizade entre Brasil e Japão. A iniciativa do deputado Thiago Manzoni (PL) prestigia a comunidade nipo-brasileira do DF e a personalidades de destaque que contribuíram para fortalecer a parceria entre ambas as nações.

    A relação entre os dois país, estabelecida oficialmente com o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação de 1895, teve início na chegada do navio Kasato Maru, em 1908, que deu origem à imigração japonesa em larga escala no Brasil.

    Superando o rompimento diplomático durante a Segunda Guerra Mundial, com o restabelecimento do vínculo em 1952, a amizade entre Brasil e Japão evoluiu para uma importante parceria econômica, que atualmente envolve diversas áreas, como ciência, tecnologia, desenvolvimento agrário e sustentabilidade.

    Segundo Manzoni, a solenidade enaltece os laços históricos, culturais, diplomáticos e econômicos construídos entre os dois países ao longo de mais de um século. “Essa comemoração reconhece a contribuição da comunidade japonesa à sociedade brasileira e fortalece a relação bilateral”, enfatiza o parlamentar.

    O evento desta segunda-fera pode ser acompanhado pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e pelo canal da CLDF no YouTube.

    Agência CLDF

  • Sob Hugo Motta, Câmara aprova mais urgências e desprestigia comissões

    Sob Hugo Motta, Câmara aprova mais urgências e desprestigia comissões

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), assumiu o posto com a proposta de revigorar as comissões permanentes. Após nove meses de gestão, a concentração de temas cruciais no plenário e esvaziamento da atuação dos colegiados é alvo de reclamação dos parlamentares.

    Levantamento da CNN aponta que, sob Motta, a Câmara aprovou 147 requerimentos de urgência entre os meses de fevereiro e outubro. Na prática, a aprovação de urgências acelera a tramitação de um projeto ao levar a discussão diretamente ao plenário, dispensando a tramitação nos colegiados.

    A proposta de Motta era reverter cenário instaurado pela gestão de Arthur Lira (PP-AL), que concentrou as discussões cruciais no plenário. No ano passado, entre fevereiro e outubro, entretanto, ainda sob Lira, a Casa aprovou 137 requerimentos.

    Em 2023, foram 138 requerimentos de urgência aprovados e, em 2022, 90. No primeiro ano de gestão de Lira, em 2021, foram aprovados 132 requerimentos para acelerar a tramitação das matérias.

    Na última semana, Motta foi questionado no plenário pelo alto número de requerimentos de urgências incluídos na pauta do Plenário. O presidente da Câmara justificou que há matérias que são urgentes, a exemplo das matérias de segurança pública.

    “Essa é uma demonstração clara de que nós precisamos responder com veemência, com firmeza… o combate ao crime organizado e às facções criminosas”, completou em resposta ao General Girão (PL-RN), na última terça-feira (28).

    O regimento da Câmara, por exemplo, prevê que cabe às comissões permanentes discutir e votar as proposições sujeitas à deliberação do Plenário. A aprovação do requerimento de urgência, embora acelere a tramitação, diminui a oportunidade de discussão das matérias.

    Por Por Brasília

    Fonte CNN Brasil

    Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

  • “Cena de filme de terror”, diz testemunha de colisão que matou PM de Goiás

    “Cena de filme de terror”, diz testemunha de colisão que matou PM de Goiás

    “Cena de filme de terror”, diz testemunha de colisão que matou PM de Goiás O condutor do veículo era o 3º sargento da PM de Goiás,…


    “Cena de filme de terror”, diz testemunha de colisão que matou PM de Goiás
    O condutor do veículo era o 3º sargento da PM de Goiás, Fernando Jansen Silva, 42 anos. A passageira, Simara de Almeida Cavalcanti, está no Hospital de Base

    Veículo pegou fogo após colidir contra pilar de sustentação de viaduto – (crédito: Material cedido ao Correio)
    O grave sinistro de trânsito que matou o 3º sargento da PM Goiás, Fernando Jansen Silva Araújo, 42 anos e deixou Simara de Almeida Cavalcanti Monteiro ferida, chocou as testemunhas. “Cena de filme de terror”, disse um motorista de aplicativo que trafegava pela via quando o sinistro ocorreu. A colisão ocorreu na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), próximo a um shopping, por volta das 4h30 deste domingo (2/11). Logo após a batida, a Mercedez-Bens pegou fogo.

    O Correio conversou com o motorista de aplicativo que ajudou a tirar a mulher do carro. “Eu estava com uma passageira em direção ao Gama e, quando chegamos perto do viaduto de acesso ao Guará, vimos aquela cena terrível. Paramos, a passageira ligou para os bombeiros e eu desci para ver se tinha alguma vítima. Encontrei um homem bastante machucado na pista. Ele já estava morto”, narrou. O condutor da Mercedez-Bens colidiu contra o pilar de sustentação do viaduto de acesso ao Guará.
    O motorista, então, correu até a Mercedez-Bens e encontrou uma mulher desacordada no banco do passageiro, com o rosto sobre o câmbio. Nesse momento, o veículo começou a pegar fogo. “Só pensei que precisava tirar ela de lá, senão morreria queimada. Duas pessoas que também passavam pela pista desceram e me ajudaram a socorre-lá. Eu a peguei pelos braços e eles pelos pés. Conseguimos levar ela para longe do fogo”, contou.

    Carro colide com pilastra em viaduto na EPIA(foto: Divulgação/CBMDF)

    Segundo a testemunha, ao ser socorrida, a mulher chegou a acordar e a dizer algumas palavras. “Chamou o nome de alguém e perguntou o que tinha acontecido. Parece que tinha quebrado um dos braços”, acrescentou. Em poucos minutos, os bombeiros chegaram. “Lembro de ter visto muito sangue na pista. Já o carro ficou destruído“, disse o motorista.

    Vítimas

    Até a mais recente atualização desta matéria, não havia sido divulgado o horário do velório e enterro de Fernando. Já Simara de Almeida Cavalcanti Monteiro foi encaminhada ao Hospital de Base de Brasília, onde passou por cirurgia. Ainda não há informações sobre seu estado de saúde.

    Crédito Correio Braziliense/p

    or Letícia Mouhamad

  • A armadilha do “novo gênio”: quando a ambição se desconecta da realidade

    A armadilha do “novo gênio”: quando a ambição se desconecta da realidade

    O mundo corporativo adora celebrar líderes visionários, ou seja, pessoas capazes de enxergar o que ninguém mais vê e inspirar equipes com grandes ideias. 

    Mas há um risco real quando a visão deixa de se apoiar em realismo e empatia, em que o líder pode cruzar a linha e se tornar delirante, guiado por metas impossíveis e desconectadas do que é viável. As informações foram retiradas do site NOBL.

    O que separa o visionário do delirante
    Tanto o líder visionário quanto o delirante enxergam oportunidades invisíveis para os outros. A diferença está no fundamento da visão. O primeiro se apoia em dados, colaboração e realismo, enquanto o segundo se move por ego, isolamento e fantasia.

    Segundo o psicólogo Daniel Goleman, líderes verdadeiramente visionários “articulam para onde o grupo vai, mas não exatamente como chegará lá”, estimulando a autonomia e a inovação das equipes. 

    Já o líder delirante, ao contrário, ignora limites e subestima o esforço coletivo necessário para transformar ideias em resultados.

    Como encontrar o ponto de equilíbrio
    Em vez de tentar ser o “novo gênio visionário”, líderes eficazes devem buscar se tornar otimistas conscientes, ou seja, pessoas que equilibram imaginação e evidências, inspirando o time sem perder o pé no chão.

    1. Avalie seu próprio estilo de liderança
      Reserve momentos para refletir sobre o impacto das suas decisões. Se o feedback da equipe não chega até você, talvez falte confiança e segurança psicológica dentro da organização. Nesse caso, abra canais anônimos ou reuniões de escuta para reconstruir o diálogo.
    2. Mostre-se como quer ser percebido
      O estado emocional de um líder é contagioso. Pesquisas sobre inteligência emocional mostram que o humor e o comportamento de quem lidera afetam diretamente toda a equipe. Por isso, equilíbrio pessoal e autenticidade são essenciais para inspirar de forma genuína sem precisar fingir otimismo ou esconder vulnerabilidades.
    1. Escute sua equipe de verdade
      Peça opiniões antes de grandes decisões, mantenha-se acessível e leve em conta o impacto que suas ações têm sobre os outros. Afinal, você contratou pessoas competentes, e a sabedoria coletiva é uma das maiores fontes de inovação.
    2. Valorize o aprendizado contínuo
      Visões grandiosas motivam, mas pequenas vitórias sustentam o progresso. Crie metas de curto prazo que mostrem evolução e permitam que o time aprenda com acertos e erros. Liderar é mais sobre refletir e ajustar do que sobre ter todas as respostas.

    Por Por Brasília

    Fonte Exame

    Foto: Getty Images

  • GDF reforça crédito e investe mais de R$ 16 milhões no Fundo de Desenvolvimento Rural

    GDF reforça crédito e investe mais de R$ 16 milhões no Fundo de Desenvolvimento Rural

    O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), tem intensificado os investimentos no Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), um dos principais instrumentos de fomento à agricultura no território. Desde 2019, o programa já aplicou R$ 16,6 milhões em 175 projetos, com destaque para o crescimento nos últimos dois anos — quando o número de financiamentos e o valor investido praticamente dobraram.

    De acordo com o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, o FDR tem se consolidado como um mecanismo de apoio direto aos pequenos e médios produtores, viabilizando o acesso a crédito com juros reduzidos e condições acessíveis. “O crédito é uma das partes mais pesadas para o produtor rural. Sem esse apoio, ele não consegue investir em tecnologia, irrigação, adubação ou em sementes de qualidade. O FDR oferece um recurso acessível, com juros baixos, para que o agricultor possa crescer e continuar produzindo no Distrito Federal”, destacou.

    Segundo o secretário, o fundo é uma alternativa às linhas de crédito bancário, que costumam ter taxas mais altas e exigências mais rígidas. “O produtor pode financiar até R$ 200 mil como pessoa física, e até R$ 500 mil se for associação ou cooperativa, com juros de apenas 3% ao ano e desconto de 25% para quem paga em dia. É um estímulo direto ao investimento e à produtividade”, explicou Bueno.

    O programa financia desde a compra de máquinas, equipamentos e sistemas de irrigação até projetos de energia renovável e agroindustrialização, com prazos que podem chegar a dez anos para pagamento. O diferencial, segundo Bueno, é permitir o financiamento conjunto de custeio e investimento. “O produtor pode comprar adubo, semente e corretivos de solo e, no mesmo financiamento, investir em equipamentos e infraestrutura. Isso é raro nas linhas bancárias tradicionais, mas o FDR foi criado exatamente para fomentar a produção e garantir a permanência do homem no campo”, pontuou.

    Expansão e foco em fruticultura

    Nos últimos dois anos, o FDR recebeu aportes adicionais de recursos do Tesouro do Distrito Federal, ampliando o alcance das ações. O investimento tem se concentrado, entre outros setores, no fortalecimento da fruticultura local, por meio do projeto Rota das Frutas, desenvolvido em parceria com a Emater-DF, a Embrapa e a iniciativa privada.

    “O governo aumentou os aportes especialmente para culturas de alta rentabilidade, como o mirtilo e o açaí. Estamos financiando desde o material básico da produção até veículos para o escoamento das frutas. O resultado é mais renda e qualidade de vida para as famílias rurais”, afirmou o secretário.

    Bueno destaca ainda que o programa tem efeito direto sobre a sustentabilidade ambiental e a geração de empregos no campo. “O FDR não é apenas uma linha de financiamento. Ele é uma política de fomento que ajuda o produtor a investir em sistemas mais eficientes, com uso racional da água e incremento de tecnologia. Isso mantém a família no campo, gera emprego e renda e fortalece a economia rural do DF”, ressaltou.

    O secretário explica que, além de investir na produção, o GDF também garante o escoamento da colheita por meio de programas públicos de compra direta de alimentos. “O governo investe na produção e também compra essa produção. Programas como o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos], o PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar] e a Cesta Verde asseguram mercado e preço justo, fortalecendo o ciclo de desenvolvimento rural no DF”, completou.

    Como acessar o FDR

    Os interessados em solicitar financiamento devem procurar a Emater-DF, que presta apoio técnico e elabora os projetos necessários à aprovação. O atendimento também é feito na sede da Seagri, no Parque Estação Biológica, Asa Norte, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

    O FDR oferece duas modalidades:

    — FDR-Crédito: financiamento para atividades rurais, aquisição de equipamentos, irrigação e agroindústrias;
    — FDR-Social: apoio financeiro não reembolsável a projetos comunitários apresentados pelos Conselhos Regionais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CRDRS).

    As taxas são de 3% ao ano, com prazos que variam conforme o tipo de investimento: até 10 anos para construções, 8 anos para máquinas e veículos, e 5 anos para estufas e mudas.

    Mais informações: (61) 3051-6374 / 3051-6369 / 3051-6303
    Endereço: Parque Estação Biológica s/n — Asa Norte, Edifício Sede da Seagri-DF
    Atendimento: Segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília

    Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

  • W3 Sul de cara nova: em sete anos, GDF investiu R$ 90 milhões em acessibilidade e mobilidade na via

    W3 Sul de cara nova: em sete anos, GDF investiu R$ 90 milhões em acessibilidade e mobilidade na via

    Umilton Aquino: “Antigamente o estacionamento era ruim, era difícil achar vaga e o acesso não era bom. Agora está tudo pintado, organizado, com espaço para as pessoas transitarem nas calçadas”

    “Antigamente o estacionamento era ruim, era difícil achar vaga e o acesso não era bom. Agora está tudo pintado, organizado, com espaço para as pessoas transitarem nas calçadas. Ficou bem melhor”, contou. Umilton afirmou que a transformação da via teve impacto direto nas vendas. “O movimento da loja melhorou muito, está só crescendo, graças a Deus. Muitas pessoas estão voltando a frequentar a região e vindo conhecer minha loja. A cada dia a situação melhora mais”, disse.

    Intervenções

    As intervenções realizadas desde 2019 transformaram significativamente a infraestrutura da avenida

    As intervenções realizadas desde 2019 transformaram significativamente a infraestrutura da avenida, segundo o engenheiro responsável pelas obras na W3 Sul, Adoney de Jesus. Ao longo desses anos, foram executadas diversas melhorias, como a troca das calçadas e o assentamento de novos pisos, com o objetivo de proporcionar não apenas uma valorização estética, mas também sensorial e funcional.

    Uma das principais mudanças foi a substituição do pavimento da faixa central dos ônibus por concreto, o que garante maior durabilidade, segurança e menor custo de manutenção para o Estado, além de melhorar o fluxo do transporte público, antes prejudicado por irregularidades na pista.

    As calçadas foram refeitas nos dois lados da via, tanto no sentido das quadras 500 quanto no das 700, e também no canteiro central. A obra incluiu ainda a requalificação de praças importantes, como a Praça do Povo, no Setor Comercial Sul, e a Praça 21 de Abril, entre as quadras 707 e 708 Sul, que está em execução. O Setor de Rádio e TV Sul também passou por melhorias, com a criação de bolsões de estacionamento, atendendo a uma antiga demanda da população.

    A nova sinalização de trânsito foi outro ponto de destaque, solucionando problemas que antes causavam confusão e transtornos. O tráfego agora flui de forma mais segura e organizada. Também houve intervenções nos acessos à W3 Sul, como no setor da Polícia Militar, e novas etapas estão em andamento, entre elas a ligação com a W3 Norte.Adoney de Jesus: “Quanto mais urbanizado é um local, mais a população se sente à vontade para ocupar aquele espaço”

    O projeto de requalificação vai além da superfície e abrange toda a infraestrutura da via, com melhorias na drenagem, iluminação pública, troca de meio-fios danificados, acessibilidade, instalação de mobiliário urbano, arborização e paisagismo, formando um conjunto completo de modernização urbana.
    Adoney enfatizou que a requalificação vai além da estética, e geram benefícios amplos para a cidade. “Quanto mais urbanizado é um local, mais a população se sente à vontade para ocupar aquele espaço. E quando a sociedade se apropria desse lugar, a criminalidade tende a se afastar, o que reduz os índices de violência e contribui de forma positiva em diversos outros setores, inclusive na saúde”, afirma. “Um ambiente limpo e urbanizado diminui os riscos de epidemias e o surgimento de focos de dengue ou outras doenças. Com a drenagem adequada, por exemplo, evitam-se poças de água parada que podem gerar contaminações ou problemas respiratórios e de pele.”
    Ele explica ainda, que a obra se trata de um conjunto de melhorias integradas. “Além de urbanizar a cidade no sentido da infraestrutura, traz avanços em várias áreas, como saúde e educação. Pessoas que moram longe e tinham dificuldade de acessar escolas no centro, hoje se sentem mais seguras e confortáveis para matricular seus filhos nessas instituições. Também observamos o impacto positivo em espaços de convivência, como o centro de lazer da região, que atualmente tem um movimento muito maior. Ou seja, as obras de infraestrutura vão além dos benefícios estruturais, elas promovem qualidade de vida e fortalecem o convívio social”, destaca.

  • Resenha de Futebol – Fluminense

    Resenha de Futebol – Fluminense

    O Fluminense visitou o Ceará e logo abriu a caixa de erros mostrados em partidas anteriores: Mal escalado, sem nenhum jogador de criação, f…

    O Fluminense visitou o Ceará e logo abriu a caixa de erros mostrados em partidas anteriores: Mal escalado, sem nenhum jogador de criação, foi facilmente dominado e encurralado no próprio campo, errando passes, não chutando a gol, aliás sequer chegando ao campo ofensivo, e atuação nula, de Lima, Serna e JK.
    Aos 28 minutos ocorreu pênalti em JK, e aí a má utilização do VAR se escancarou: O pênalti é claro, mas o VAR resgata imagem de um lance anterior em que numa disputa de bola, a mão de Serna toca levemente no pescoço do adversário, o Ceará sai jogando, o Fluminense retoma e JK sofre pênalti que não é marcado.
    O VAR acerta quando chama para ver o pênalti, erra quando resgata uma jogada que não é prá cartão vermelho, e o árbitro erra ao não marcar o pênalti. Com a série de erros já listados acima aliado à falta de ambição do time que entra em campo sem qualquer comprometimento com a vitória, ressurge a lição de que a “bola pune” e aos 38 minutos TODO o sistema defensivo falha assistindo o jogo, e o Ceará faz 1×0. A partir daí o time faz uma descoberta extraordinária: só faz gol quem ataca, e aí o time avança um pouquinho, mas sem nenhuma organização. Voltamos para o segundo tempo com Keno, Fuentes e Nonato, saindo Hércules, Renê e Serna. Inexplicável a permanência de JK. Para piorar, o atacante adversário é lançado entre 3 defensores do Fluminense, Ignácio entra atabalhoado, faz falta e é expulso. O time continua desorganizado e aos 26 minutos Fábio falha e o Ceará faz 2×0.
    Aos 29 minutos entra Everaldo, saindo JK (finalmente, não deveria nem ter entrado). Numa demonstração clara de desconhecimento do elenco, zubeldia coloca Tiago Santos no lugar de Lima, que também não deveria ter entrado. 

    Absurdo que Lezcano, comprado por 30 milhões sequer entre em campo. Absurdo também que Fidélis sequer seja relacionado para as partidas. Aos 45 minutos Canobio dá um passe precioso para o atacante adversário (a velha mania de tocar prá trás), o atacante faz gol mas é anulado por toque de mão do atacante. 

    Esta derrota não se explica só com as limitações técnicas dos jogadores e os erros do treinador. São vários motivos: A principal é a mentalidade pequena da diretoria que contamina a comissão técnica e os jogadores; Daí decorre a falta de ambição em ganhar, se conformando em perder de pouco; Os intermináveis erros de passe, principalmente no nosso setor defensivo; Por Jornal Infocruzeiro – 2 de novembro de 

     A falta de movimentação dos jogadores, o que faz com que não tenhamos nem transição nem jogadas ensaiadas. Enfim, são muitos erros acumulados, nunca corrigidos, mas todos os erros são originados na figura do presidente Mário Bitencourt que tem a obrigação, mas não tem estatura, para dirigir um gigante como o Fluminense com toda uma história vencedora. 

    Na próxima quinta-feira às 19:30 horas, receberemos o Mirassol com a obrigação de reencontrar o caminho das vitórias. 

    Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺 Raimundo Ribeiro 

    Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor