Dia: 31 de outubro de 2025

  • Mais de 600 mil pessoas devem visitar os cemitérios do DF no Dia de Finados

    Mais de 600 mil pessoas devem visitar os cemitérios do DF no Dia de Finados

    Mais de 600 mil pessoas devem visitar os cemitérios do DF no Dia de Finados Ação especial oferecerá acolhimento psicossocial, informações so…

    Mais de 600 mil pessoas devem visitar os cemitérios do DF no Dia de FinadosAção especial oferecerá acolhimento psicossocial, informações sobre serviços funerários e distribuição de cartilha com orientações à população
    Cerca de 600 mil pessoas devem visitar os seis cemitérios do Distrito Federal entre esta sexta-feira (31) e domingo (2/11), quando é celebrado o Dia de Finados. Para acolher e orientar a população durante esse período, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) promoverá, no domingo, das 7h às 18h, uma ação especial nas unidades cemiteriais de Planaltina, Sobradinho, Brazlândia, Gama, Taguatinga e Asa Sul.

    A iniciativa oferecerá uma estrutura especial em cada cemitério para orientação psicossocial, informações sobre serviços cemiteriais e funerários, além da divulgação dos canais oficiais de comunicação entre o cidadão e o Governo do Distrito Federal (GDF).

    No domingo, equipes da Sejus-DF vão distribuir material de informações e acolher os visitantes que precisarem nos cemitérios do DF | Foto: Divulgação/Sejus-DF

    Durante a ação nos cemitérios, também será feita a distribuição da Cartilha de Serviços Funerários e Cemiteriais, que traz informações sobre direitos, deveres e procedimentos relativos aos serviços. O material está disponível em formato digital no site da Sejus-DF.

    “Nosso objetivo é estar ao lado das pessoas, oferecendo não apenas informações e orientações, mas também uma escuta sensível e apoio emocional para quem vivencia o luto. É um gesto de respeito e empatia com cada família”, destaca a secretária de Justiça e

    Cidadania, Marcela Passamani.


    Os seis cemitérios do DF vão funcionar das 7h às 18h. Confira abaixo os endereços.

    Campo da Esperança — 916 Sul, Plano Piloto
    São Francisco de Assis — SOFHN, Área Especial, Taguatinga Norte
    Cemitério do Gama — SOE, Quadra 3, Área Especial Cemitério, Setor Oeste
    Cemitério de Sobradinho — AR 7, Área Especial Cemitério, Sobradinho II
    Cemitério de Planaltina — SNO, Conjunto E, Área Especial Cemitério
    Cemitério de Brazlândia — SNO, Quadra 6, Área Especial Cemitério.

    Mais informações sobre os serviços cemiteriais podem ser obtidas pelos telefones da Subsecretaria de Assuntos Funerários (Suaf): (61) 2244-1124 ou (61) 98314-0675.

    *Com informações da Sejus-DF

  • Rock, teatro e velocidade embalam o fim de semana no Distrito Federal

    Rock, teatro e velocidade embalam o fim de semana no Distrito Federal

    Parque Diversão marca presença na Praça do Cidadão, em Ceilândia | Foto: Divulgação

    O Parque Diversom transforma sons e movimentos em experiências musicais. Depois de passar pelo Parque da Cidade, o projeto está na Praça do Cidadão, em Ceilândia, até 19 de novembro, e segue para o Gama de 24/11 a 23/12.

    Idealizado pelos artistas Luciano Porto e Márcio Vieira, do Circo Teatro Udigrudi, o parque conta com brinquedos sonoros acessíveis, como o Metalossel, o Xilossel e o Rotachu, que convidam à interação entre crianças e adultos. O projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF).

    ⇔ Ceilândia – Praça do Cidadão (até 19/11);
    ⇔ Gama – Praça do Cine Itapuã (24/11 a 23/12);
    ⇔ Funcionamento diário, das 8h às 20h. Entrada gratuita.

    Jardim Botânico e Zoológico

    O programa Lazer para Todos garante entrada gratuita no Jardim Botânico de Brasília (JBB) e no Zoológico de Brasília aos domingos e feriados. A iniciativa ampliou o acesso da população aos espaços e tem atraído um número crescente de visitantes.

    O Zoológico oferece visitas guiadas sempre às 9h30 e às 14h30, com acompanhamento de profissionais e atividades de educação ambiental. Já o Jardim Botânico abre de terça a domingo, das 9h às 17h, com trilhas e jardins temáticos.

    Inaugurado em 1957, o Zoológico de Brasília é a primeira instituição ambientalista do DF e tem como foco a educação ambiental e a conservação da fauna brasileira. Ele abriga cerca de 600 animais de 180 espécies, incluindo aves, répteis e mamíferos, e destaca-se pelo trabalho de conservação e pesquisa, além de ser um importante ponto de lazer, com atrações como o Museu de Ciências Naturais, borboletário, áreas para piquenique e playground.

    Por sua vez, o Jardim Botânico de Brasília (JBB), criado em 1985, é uma das principais áreas de conservação do Cerrado e promove educação ambiental, pesquisa científica e lazer por meio de trilhas, jardins temáticos e espaços de visitação.

    ⇔ Jardim Botânico: entrada R$ 5 (gratuita aos domingos e feriados);
    ⇔ Zoológico: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) | gratuita aos domingos e feriados.

    Vai de Graça

    O Programa Vai de Graça, do Governo do Distrito Federal (GDF), permite que a população utilize ônibus e metrô gratuitamente aos domingos e feriados, incentivando o lazer e o deslocamento para parques, eventos e equipamentos culturais. A iniciativa busca ampliar o acesso dos cidadãos ao lazer, à cultura e ao turismo local, fortalecendo o vínculo da comunidade com os espaços públicos.

    Além disso, linhas específicas ligam as principais regiões do DF ao Zoológico e ao Jardim Botânico, garantindo transporte gratuito de diferentes pontos da cidade.

    Linhas que atendem o Jardim Botânico de Brasília aos domingos

    → 0.147: São Sebastião (Residencial do Bosque)/L2 Sul/Rodoviária do Plano Piloto;

    → 0.181: São Sebastião (Residencial do Bosque)/Paranoá/Itapoã/Lago Sul (QI 23);

    → 0.186: São Sebastião/Lago Sul (Ponte das Garças)/Rodoviária do Plano Piloto;

    → 181.2: São Sebastião (Residencial do Bosque)/Lago Sul (Gilberto Salomão);

    → 183.2: São Sebastião (Vila do Boa)/Condomínios (Esaf-Big Box);

    → 183.6: São Sebastião (Residencial do Bosque)/Morro da Cruz/São Francisco/Mangueiral;

    → 183.7: São Sebastião (Capão Comprido — João Cândido — Itaipu — Condomínio Estrada do Sol);

    → 197.3: São Sebastião (Bairro São Francisco Qd. 09 — QI 23)/Rodoviária do Plano Piloto (Ponte JK).

    Linhas que atendem o Zoológico de Brasília aos domingos

    → 0.089: Ceilândia (M2 Norte e Sul)/Taguatinga (Avenida Comercial Norte/Avenida Centro)/Guará/Faculdade Euroamericana/Samdu Norte;

    → 0.160: Núcleo Bandeirante (Zoológico)/Rodoviária do Plano Piloto (Eixo);

    → 0.172: Riacho Fundo I (EPNB)/Rodoviária do Plano Piloto (Zoológico – Eixo);

    → 0.373: Samambaia Norte (2ª Avenida)/Rodoviária do Plano Piloto (EPNB-Eixo);

    → 0.809: Recanto das Emas/Rodoviária do Plano Piloto (Eixo);

    → 0.821: Samambaia Sul (1ª Avenida)/Rodoviária do Plano Piloto (EPNB);

    → 0.825: Samambaia Sul (2ª Avenida)/Rodoviária do Plano Piloto (EPNB);

    → 154.2: Guará e Guará II/Rodoviária do Plano Piloto;

    → 336.1: Setor P Sul/Rodoviária do Plano Piloto;

    → 373.2: Samambaia Norte (1ª Avenida)/Rodoviária do Plano Piloto (EPNB);

    → 813.2: Recanto das Emas (EPNB – Epia)/W3 Sul – Norte;

    → 870.1: Riacho Fundo II (QS 18 — Caub II)/Rodoviária do Plano Piloto (Eixo);

    → 870.7: Recanto das Emas (Qd. 800)/Rodoviária do Plano Piloto – via Eixo.

  • DF apresenta boas práticas e inovação no Fórum Brasileiro de Segurança Pública

    DF apresenta boas práticas e inovação no Fórum Brasileiro de Segurança Pública

    DF apresenta boas práticas e inovação no Fórum Brasileiro de Segurança Pública Projetos da Secretaria de Segurança Pública se destacaram nas…

    DF apresenta boas práticas e inovação no Fórum Brasileiro de Segurança Pública
    Projetos da Secretaria de Segurança Pública se destacaram nas discussões nacionais sobre modelos de gestão integrados e políticas baseadas em evidências
    O compartilhamento de experiências, dados e boas práticas marcou a participação da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) na etapa virtual do 19º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Três trabalhos desenvolvidos pela pasta foram apresentados durante o evento, que reuniu profissionais, gestores e pesquisadores de todo o país para discutir inovação, governança e humanização na área da segurança pública, na quarta (29) e quinta-feira (30).
    “A presença da SSP-DF no Fórum Brasileiro de Segurança Pública representa muito mais do que o reconhecimento de três trabalhos — é o reconhecimento de uma política pública construída com base em evidências, integração e participação da população”Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública
    “A presença da SSP-DF no Fórum Brasileiro de Segurança Pública representa muito mais do que o reconhecimento de três trabalhos — é o reconhecimento de uma política pública construída com base em evidências, integração e participação da população. Cada projeto apresentado reflete o esforço contínuo das nossas equipes em transformar dados, diagnósticos e experiências em ações reais que previnem o crime e protegem pessoas”, destacou o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar.
    A participação da secretaria no evento virtual reforça o protagonismo do Distrito Federal nas discussões nacionais sobre modelos de gestão integrados e políticas baseadas em evidências.
    “É uma alegria ver o DF reconhecido nacionalmente por iniciativas que colocam a vida das pessoas no centro da política pública de segurança. A SSP-DF mostrou que inovação, sensibilidade e gestão baseada em evidências caminham juntas quando o compromisso é proteger e cuidar da nossa população. Parabenizo todas as equipes envolvidas por esse trabalho que salva vidas, acolhe famílias e constrói um futuro mais seguro para todos”, afirmou a primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha.

    O projeto de combate ao feminicídio no DF foi uma das iniciativas apresentadas no fórum nacional | Foto: Divulgação/SSP-DF

    Um dos trabalhos do DF apresentados foi o Projeto de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas. A iniciativa integra segurança pública, assistência social, saúde e comunicação, com foco na prevenção de desaparecimentos e no acolhimento às famílias.

    “A apresentação desses trabalhos no fórum é o reconhecimento do esforço técnico e humano das equipes da secretaria. Cada projeto traduz nosso compromisso com uma segurança pública mais integrada e sensível. É uma honra compartilhar com o país experiências que unem dados, empatia e resultados concretos para a sociedade”, comentou o subsecretário de Integração de Políticas em Segurança Pública, Jasiel Tavares Fernandes.

    Outro destaque foi o livro da 1ª Conferência Distrital de Segurança Pública (Confedisp), intitulado Integralidade e Participação Social. A obra reúne as propostas e debates da conferência, que consolidou o diálogo entre Estado e sociedade civil. O material reafirma o compromisso da SSP-DF com a transparência e a construção participativa de políticas públicas, princípios centrais do programa Segurança Integral.

    O coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios, Marcelo Zago, apresentou o estudo Governança baseada em evidências no DF: como a CTMHF transforma dados de feminicídios tentados e consumados em decisões operacionais e políticas públicas. 

    O trabalho detalha o modelo de governança de dados que permite acompanhar o ciclo completo dos casos — da ocorrência ao desfecho processual —, gerando diagnósticos estratégicos que orientam decisões e políticas de prevenção.

    Segundo ele, o método consolida o uso de evidências como ferramenta de gestão. “Apresentamos como a câmara transforma dados em decisão: padronizamos informações, acompanhamos o caso do início ao fim e geramos diagnósticos que viram operação, captura e prevenção. É evidência guiando prioridades — e prioridade se traduzindo em proteção às mulheres”, conclui.

    *Com informações da Secretaria de Segurança Pública

  • A um mês da reinauguração, governador Ibaneis Rocha visita obra do Autódromo de Brasília

    A um mês da reinauguração, governador Ibaneis Rocha visita obra do Autódromo de Brasília

    Após 11 anos fechado, o Autódromo Internacional de Brasília se prepara para o retorno do som e da emoção do ronco dos motores, do canto dos pneus e do eco das curvas da maior pista de automobilismo em extensão do Brasil. Um mês antes da reinauguração, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi conferir de perto o estágio final das obras. A reabertura oficial, marcada para o dia 30 de novembro, contará com uma etapa nacional da Stock Car e um show de Bell Marques, celebrando a volta definitiva do espaço ao calendário esportivo e cultural do país.

    A reforma, encabeçada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), garante a modernização da infraestrutura e recoloca a capital federal no circuito de competições automobilísticas, devolvendo à cidade mais um complexo esportivo, turístico e de lazer. O investimento na primeira etapa é de cerca de R$ 60 milhões, com previsão de R$ 100 milhões, ao todo.

    Durante a visita, Ibaneis Rocha lembrou dos desafios do GDF para conseguir dar início às obras em um espaço bastante deteriorado. “Temos que ressaltar que nós tentamos iniciar essa obra em 2022. Tivemos muitos problemas na questão do asfalto. A licitação também ficou parada por um período no Tribunal de Contas. Graças a Deus conseguimos ultrapassar esses entraves burocráticos e a empresa começou as obras aqui”, recordou. 

    O chefe do Executivo também destacou a importância da reabertura do autódromo para a cidade, tanto como espaço gerador de emprego e renda, quanto local de lazer e pertencimento da comunidade. “Hoje todo o percurso que foi feito coloca a pista de Brasília como uma das melhores do Brasil. A gente quer transformar isso aqui num grande espaço para a população do Distrito Federal, tanto para fazer caminhada, quanto para andar de bicicleta. Nós queremos trazer para cá também empreendimentos automobilísticos, algumas concessionárias de marcas, trazer eventos de apresentação de veículos e manter a cidade também movimentada com o automobilismo, a motovelocidade e várias modalidades, todos os finais de semana a partir de 2026”, completou Ibaneis Rocha.

    A reestruturação do autódromo foi planejada em três fases. A primeira, em fase de conclusão, consiste na entrega da pista reformada, que habilita o espaço para receber corridas oficiais e ficar aberto ao público para atividades esportivas, como caminhadas e passeios de bicicleta. A segunda etapa, prevista para abril de 2026, contemplará a entrega definitiva dos boxes, do kartódromo e do centro médico — inicialmente, as corridas contarão com uma estrutura temporária de boxes. Já a terceira fase inclui a instalação de novos empreendimentos dentro do complexo, como lojas de carros e equipamentos esportivos, áreas de eventos e um Museu do Automobilismo, consolidando o espaço como polo permanente de esporte e entretenimento.

    “Trabalhamos muito nessa primeira etapa e, para a gente, a mais importante de todas, que foi para qualificar a pista para que a gente pudesse voltar a ter corridas. As regras de segurança mudam muito ao longo do tempo. Então, a gente procurou preservar o traçado original, que era um pedido antigo dos pilotos e da população, e criar variações, por exemplo, para a MotoGP e o Anel Externo. A gente está falando hoje de três traçados que podem ser organizados em seis formas diferentes de correr, aptos a receber qualquer tipo de corrida nacional ou internacional, do que a gente chama de grade, até nível 2”, revelou o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. 

    Reforma estrutural

    Esta é a primeira grande reforma estrutural do autódromo desde sua inauguração, em 1974. O projeto inclui a modernização do traçado — mantendo a característica original e permitindo corridas de diferentes categorias — e a substituição completa do pavimento por um asfalto idêntico ao de Interlagos, com camada de 20 centímetros, durabilidade estimada em 20 anos e tecnologia que evita o acúmulo de água nas linhas de drenagem, garantindo mais aderência e segurança.

    Também foi feita a inclusão de 13 áreas de escape e mais de 10 mil metros de guard rails, além de espaços para arquibancadas temporárias, que permitirão a presença de até 100 mil pessoas, e toda a terraplanagem e drenagem do espaço.

    Inaugurado em 1974, o Autódromo de Brasília foi pioneiro desde a construção pelo tamanho da pista — são 5.384 metros de extensão, 16 curvas, seis traçados, duas variantes e duas entradas de boxes. A infraestrutura completa do complexo soma 15.592 m².

    Evento de reabertura

    A reabertura oficial do espaço está marcada para 30 de novembro, com a penúltima etapa da Stock Car 2025, que deve atrair cerca de 50 mil pessoas. A programação começa na quinta-feira (27), quando carros da Stock Car desfilarão pelas ruas da capital. Na sexta-feira (28), estudantes da rede pública de ensino serão os primeiros a visitar o autódromo. No sábado (29), ocorrem os treinos oficiais e a corrida sprint, uma disputa curta que soma pontos extras para o campeonato. Já no domingo (30), além da prova principal com mais de 20 carros da modalidade, o público poderá curtir um show de Bell Marques, encerrando o fim de semana de celebração.

    “São quase 12 anos que o autódromo não funcionava e, agora, a gente devolve isso para a sociedade, para a população do Distrito Federal. Nós faremos um evento apresentando os veículos na cidade. Teremos três dias aqui no autódromo, sendo um dia de corrida. E vamos fechar com aquilo que também está na memória do brasiliense, que é a Micarecandanga. Nós vamos fazer um grande show para a população. Os ingressos serão distribuídos de forma gratuita para toda a população do DF que queira acessar aqui”, reforçou o governador Ibaneis Rocha.

    Além dos ingressos gratuitos, o governador também anunciou a extensão do programa Vai de Graça, que isenta o pagamento da tarifa do transporte público aos domingos e feriados, para o sábado, dia 29. O objetivo é permitir o acesso fácil da população ao evento comemorativo de reinauguração do autódromo.

    Mesmo antes da reabertura, o espaço já desperta grande interesse: das 52 semanas do ano, 28 já têm solicitações de uso do autódromo para eventos e competições. “Brasília tem um vínculo enorme com o automobilismo. A gente já tinha recebido 28 pedidos de data. Nas duas semanas posteriores a essa primeira corrida, já tem quatro pedidos de data, com eventos, inclusive, durante a semana e no final de semana. Então, todo mundo aguardava ansiosamente esses 12 anos que o autódromo ficou fechado. A gente espera que isso seja não só um local de geração de emprego e renda, fixação de Brasília como cidade de referência e diversão das nossas pessoas, mas que também vire uma fonte de emprego em torno do automobilismo. Esperamos que isso gere uma energia, um engajamento e um vínculo da cidade cada vez maior”, complementou o presidente do BRB.

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília

    Foto: Renato Alves/Agência Brasília

  • Projeto leva cursos de capacitação tecnológica gratuitos a Santa Maria e Recanto das Emas

    Projeto leva cursos de capacitação tecnológica gratuitos a Santa Maria e Recanto das Emas

    O Projeto Aceleratech, que oferece cursos de capacitação tecnológica a pessoas em situação de vulnerabilidade, já tem seus próximos dois destinos definidos: Santa Maria e Recanto das Emas. As inscrições para ambos estão abertas e podem ser feitas por meio do WhatsApp (61) 98200-0429.

    Serão oferecidas, ao todo, 240 vagas na modalidade presencial e 400 para a modalidade online. Em Santa Maria, as aulas ocorrerão de 3 de novembro a 1º de dezembro. Já no Recanto, o curso começa em 2 de dezembro e vai até 2 de janeiro.

    A ação é fruto de parceria entre o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), e o Instituto Bem Viver DF, e conta com investimento de R$ 700 mil por parte da pasta.

    “O Aceleratech é a materialização do nosso compromisso em levar inclusão digital para onde ela é mais urgente. Ao capacitar 640 moradores de Santa Maria e Recanto das Emas, áreas com alta vulnerabilidade social, estamos oferecendo ferramentas concretas para que essas pessoas possam competir no mercado de trabalho e estimular o empreendedorismo local”, destacou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino.

    A iniciativa oferece três cursos, com duração de duas semanas, cada: informática básica e intermediária para o mercado de trabalho; design gráfico; e editor mobile (voltado ao uso de aplicativos móveis).

    Podem participar desde iniciantes até aqueles que buscam aprimorar conhecimentos que já possuem. Há, inclusive, uma reserva de 10% das vagas para pessoas idosas — que, caso não sejam preenchidas, serão disponibilizadas ao público geral. O objetivo é promover a capacitação tecnológica e levar conhecimento a todas as pessoas.

    “Nosso propósito é transformar realidades por meio do conhecimento. Sabemos que o domínio das ferramentas tecnológicas é essencial para qualquer profissão hoje, e queremos que mais pessoas, especialmente das comunidades periféricas, tenham a oportunidade de se capacitar, empreender e conquistar autonomia econômica”, arrematou a presidente do Instituto Bem Viver DF, Samara da Silva.

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília

    Foto:  Joel Rodrigues/Agência Brasília

  • Prêmio que estimula inovação no setor público bate recorde com mais de 40 iniciativas

    Prêmio que estimula inovação no setor público bate recorde com mais de 40 iniciativas

    A segunda edição do Prêmio Ipê de Inovação em Transparência, promovido pelo Conselho de Transparência e Controle Social do Distrito Federal (CTCS), por meio da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), alcançou um marco histórico: 42 iniciativas inscritas, mais que o dobro da edição anterior que contou com 19 projetos.

    O controlador-geral do DF e presidente do CTCS, Daniel Lima, celebrou o resultado: “Nossa intenção é criar espaços que incentivem a inovação e, por fim, a melhoria de serviços e entregas para a população. Temos trabalhado fortemente para motivar os servidores, que convivem no dia a dia com os desafios, a trazer esse olhar único a fim de fortalecer o Governo do Distrito Federal”.

    A diversidade e o volume de projetos inscritos refletem o engajamento crescente dos órgãos e entidades do GDF em promover ações que vão além das exigências legais, tornando a administração pública mais acessível, compreensível e conectada com a população.

    Para a subcontroladora de Transparência e Controle Social da CGDF, Rejane Vaz, o aumento nas inscrições é um sinal claro de amadurecimento institucional: “Cada iniciativa representa um passo importante rumo a uma gestão mais aberta e participativa. O Prêmio Ipê é mais do que uma premiação, é um movimento que inspira e transforma”.

    As inscrições foram feitas entre 1º de setembro e 3 de outubro, por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Agora, os projetos serão avaliados por uma comissão julgadora com base nos critérios de inovação, acesso à informação, controle social e linguagem simples. Os três mais bem-avaliados serão premiados com troféus, em cerimônia prevista para o fim do ano.

    *Com informações da CGDF

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília

    Foto: Divulgação/CGDF

  • A um mês da reinauguração, governador Ibaneis Rocha visita obra do Autódromo de Brasília

    A um mês da reinauguração, governador Ibaneis Rocha visita obra do Autódromo de Brasília

    A um mês da reinauguração, governador Ibaneis Rocha visita obra do Autódromo de Brasília
    Complexo será reaberto oficialmente no dia 30 de novembro com etapa da Stock Car e show de Bell Marques
    Após 11 anos fechado, o Autódromo Internacional de Brasília se prepara para o retorno do som e da emoção do ronco dos motores, do canto dos pneus e do eco das curvas da maior pista de automobilismo em extensão do Brasil. Um mês antes da reinauguração, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi conferir de perto o estágio final das obras. A reabertura oficial, marcada para o dia 30 de novembro, contará com uma etapa nacional da Stock Car e um show de Bell Marques, celebrando a volta definitiva do espaço ao calendário esportivo e cultural do país.

    A reforma, encabeçada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), garante a modernização da infraestrutura e recoloca a capital federal no circuito de competições automobilísticas, devolvendo à cidade mais um complexo esportivo, turístico e de lazer. O investimento na primeira etapa é de cerca de R$ 60 milhões, com previsão de R$ 100 milhões, ao todo.Ibaneis Rocha: “Nós queremos trazer empreendimentos automobilísticos, algumas concessionárias de marcas, eventos de apresentação de veículos e manter a cidade também movimentada com o automobilismo, a motovelocidade e várias modalidades, todos os finais de semana a partir de 2026” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

    Durante a visita, Ibaneis Rocha lembrou dos desafios do GDF para conseguir dar início às obras em um espaço bastante deteriorado. “Temos que ressaltar que nós tentamos iniciar essa obra em 2022. Tivemos muitos problemas na questão do asfalto. A licitação também ficou parada por um período no Tribunal de Contas. Graças a Deus conseguimos ultrapassar esses entraves burocráticos e a empresa começou as obras aqui”, recordou.

    O chefe do Executivo também destacou a importância da reabertura do autódromo para a cidade, tanto como espaço gerador de emprego e renda, quanto local de lazer e pertencimento da comunidade. “Hoje todo o percurso que foi feito coloca a pista de Brasília como uma das melhores do Brasil. A gente quer transformar isso aqui num grande espaço para a população do Distrito Federal, tanto para fazer caminhada, quanto para andar de bicicleta. Nós queremos trazer para cá também empreendimentos automobilísticos, algumas concessionárias de marcas, trazer eventos de apresentação de veículos e manter a cidade também movimentada com o automobilismo, a motovelocidade e várias modalidades, todos os finais de semana a partir de 2026”, completou Ibaneis Rocha.

    A reestruturação do autódromo foi planejada em três fases. A primeira, em fase de conclusão, consiste na entrega da pista reformada, que habilita o espaço para receber corridas oficiais e ficar aberto ao público para atividades esportivas, como caminhadas e passeios de bicicleta. A segunda etapa, prevista para abril de 2026, contemplará a entrega definitiva dos boxes, do kartódromo e do centro médico — inicialmente, as corridas contarão com uma estrutura temporária de boxes. Já a terceira fase inclui a instalação de novos empreendimentos dentro do complexo, como lojas de carros e equipamentos esportivos, áreas de eventos e um Museu do Automobilismo, consolidando o espaço como polo permanente de esporte e entretenimento.

    “As regras de segurança mudam muito ao longo do tempo. Então, a gente procurou preservar o traçado original, que era um pedido antigo dos pilotos e da população, e criar variações, por exemplo, para a MotoGP e o Anel Externo”Paulo Henrique Costa, presidente do BRB

    “Trabalhamos muito nessa primeira etapa e, para a gente, a mais importante de todas, que foi para qualificar a pista para que a gente pudesse voltar a ter corridas. As regras de segurança mudam muito ao longo do tempo. Então, a gente procurou preservar o traçado original, que era um pedido antigo dos pilotos e da população, e criar variações, por exemplo, para a MotoGP e o Anel Externo. A gente está falando hoje de três traçados que podem ser organizados em seis formas diferentes de correr, aptos a receber qualquer tipo de corrida nacional ou internacional, do que a gente chama de grade, até nível 2”, revelou o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.

    Reforma estrutural

    Esta é a primeira grande reforma estrutural do autódromo desde sua inauguração, em 1974. O projeto inclui a modernização do traçado — mantendo a característica original e permitindo corridas de diferentes categorias — e a substituição completa do pavimento por um asfalto idêntico ao de Interlagos, com camada de 20 centímetros, durabilidade estimada em 20 anos e tecnologia que evita o acúmulo de água nas linhas de drenagem, garantindo mais aderência e segurança.Com a reforma, o autódromo ganhou um asfalto idêntico ao de Interlagos, com camada de 20 centímetros, durabilidade estimada em 20 anos e tecnologia que evita o acúmulo de água nas linhas de drenagem | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Também foi feita a inclusão de 13 áreas de escape e mais de 10 mil metros de guard rails, além de espaços para arquibancadas temporárias, que permitirão a presença de até 100 mil pessoas, e toda a terraplanagem e drenagem do espaço.

    Inaugurado em 1974, o Autódromo de Brasília foi pioneiro desde a construção pelo tamanho da pista — são 5.384 metros de extensão, 16 curvas, seis traçados, duas variantes e duas entradas de boxes. A infraestrutura completa do complexo soma 15.592 m².

    Evento de reabertura
    A reabertura oficial do espaço está marcada para 30 de novembro, com a penúltima etapa da Stock Car 2025, que deve atrair cerca de 50 mil pessoas. A programação começa na quinta-feira (27), quando carros da Stock Car desfilarão pelas ruas da capital. Na sexta-feira (28), estudantes da rede pública de ensino serão os primeiros a visitar o autódromo. No sábado (29), ocorrem os treinos oficiais e a corrida sprint, uma disputa curta que soma pontos extras para o campeonato. Já no domingo (30), além da prova principal com mais de 20 carros da modalidade, o público poderá curtir um show de Bell Marques, encerrando o fim de semana de celebração.
    “São quase 12 anos que o autódromo não funcionava e, agora, a gente devolve isso para a sociedade, para a população do Distrito Federal. Nós faremos um evento apresentando os veículos na cidade. Teremos três dias aqui no autódromo, sendo um dia de corrida. E vamos fechar com aquilo que também está na memória do brasiliense, que é a Micarecandanga. Nós vamos fazer um grande show para a população. Os ingressos serão distribuídos de forma gratuita para toda a população do DF que queira acessar aqui”, reforçou o governador Ibaneis Rocha.

    Além dos ingressos gratuitos, o governador também anunciou a extensão do programa Vai de Graça, que isenta o pagamento da tarifa do transporte público aos domingos e feriados, para o sábado, dia 29. O objetivo é permitir o acesso fácil da população ao evento comemorativo de reinauguração do autódromo.

    Mesmo antes da reabertura, o espaço já desperta grande interesse: das 52 semanas do ano, 28 já têm solicitações de uso do autódromo para eventos e competições. “Brasília tem um vínculo enorme com o automobilismo. A gente já tinha recebido 28 pedidos de data. Nas duas semanas posteriores a essa primeira corrida, já tem quatro pedidos de data, com eventos, inclusive, durante a semana e no final de semana. Então, todo mundo aguardava ansiosamente esses 12 anos que o autódromo ficou fechado. A gente espera que isso seja não só um local de geração de emprego e renda, fixação de Brasília como cidade de referência e diversão das nossas pessoas, mas que também vire uma fonte de emprego em torno do automobilismo. Esperamos que isso gere uma energia, um engajamento e um vínculo da cidade cada vez maior”, complementou o presidente do BRB.

  • “Pobre também precisa de segurança pública”, diz Barroso após ações no Rio

    “Pobre também precisa de segurança pública”, diz Barroso após ações no Rio

    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso afirmou nesta sexta-feira (3), em São Paulo, que “pobre também precisa de segurança pública”, em referência às recentes operações policiais no Rio de Janeiro que deixaram mais de 100 mortos.

    A fala ocorreu durante o painel “Uma Visão do Brasil”, no 29º Congresso da Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde). Barroso, que pediu aposentadoria do STF na última semana, evitou dar entrevistas após o evento e não comentou o tema novamente.

    Durante sua trajetória na Corte, Barroso foi relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que trata da atuação das forças de segurança em comunidades do Rio.

    A ação foi apresentada em 2019 pelo PSB e por entidades de direitos humanos, que apontaram violações de direitos constitucionais durante incursões policiais em áreas de vulnerabilidade.

    O pedido pedia medidas como a redução de mortes em operações, proibição do uso de helicópteros como plataformas de tiro, limites para buscas em residências e restrições a ações em horários escolares ou próximas a unidades de saúde e ensino.

    Em abril de 2025, o STF consolidou um conjunto de regras que definem como devem ocorrer as operações policiais em comunidades. A decisão foi baseada em um despacho anterior do ministro Edson Fachin, que havia restringido as ações apenas a situações excepcionais.

    Com a aposentadoria antecipada de Barroso na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes foi designado na terça-feira (28) para tomar decisões urgentes relacionadas ao processo até a nomeação de um novo relator definitivo.

    Logo após assumir a condução provisória da ADPF 635, Moraes solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido de informações apresentado pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), que acompanha as ações e investigações sobre as recentes operações no estado do Rio de Janeiro.

    Por Por Brasília

    Fonte CNN Brasil

    Foto: 01/08/2025 REUTERS/Adriano Machado

  • Ciclo de palestras dos Consegs mobiliza quase 1,5 mil pessoas no DF

    Ciclo de palestras dos Consegs mobiliza quase 1,5 mil pessoas no DF

    O enfrentamento à violência contra a mulher foi o principal tema das palestras do ciclo dos Consegs | Foto: Divulgação/SSP-DF

    Iniciado em agosto – durante o Agosto Lilás, que é o mês de enfrentamento à violência contra a mulher –, o ciclo contemplou, ainda, Estrutural, Vicente Pires, Ceilândia e Gama. As palestras abordaram temas como os tipos de violência doméstica, empoderamento feminino, autonomia econômica, apoio psicossocial e jurídico às vítimas, além do papel fundamental da sociedade civil na prevenção.

    “Os Consegs têm se consolidado cada vez mais como a ligação entre o poder público e as comunidades, relação que é fundamental”, avaliou o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. “Encontros como o desta quinta-feira convocam a população a contribuir para uma política de segurança mais humana, integrada e próxima da realidade de quem mais precisa. Proteger as mulheres é pauta prioritária para o Governo do Distrito Federal, e isso se torna possível com o engajamento de todos os setores.”

    Políticas públicas

    “A responsabilidade é de todos nós. É saber reconhecer e saber o que fazer diante de uma situação de violência” Alexandre Patury, secretário-executivo de Segurança Pública

    A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, falou sobre a importância das políticas públicas voltadas à proteção e à segurança das mulheres: “A nossa missão é enfrentar a violência doméstica e de gênero, levando informação e prevenção por meio de diversas ações. Contamos com 31 equipamentos públicos voltados ao atendimento da mulher, distribuídos por todo o DF. É fundamental falar sobre os tipos de violência, que muitas ainda desconhecem”.

    As palestras foram proferidas por representantes das forças de segurança, do Ministério Público do DF, da Secretaria da Mulher (SMDF), do Sebrae, da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) e de outras instituições. O ciclo também contou com apoio das administrações regionais e do setor empresarial local.

    “A responsabilidade é de todos nós”, resumiu o secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury. “É saber reconhecer e saber o que fazer diante de uma situação de violência. A informação pode e salva vidas.” Por sua vez, o secretário-executivo institucional de Políticas de Segurança Pública, Paulo André Vieira Monteiro, reforçou: “Essa iniciativa expressa o verdadeiro espírito dos Consegs: atuar em rede, junto à comunidade, em pautas que transformam realidades e promovem mudanças concretas. Encerramos a última edição do ano com a certeza de que o conhecimento compartilhado fez a diferença na vida de muitas mulheres. A violência doméstica é um problema cultural — e só será superada com engajamento e ação em todos os níveis.”

    Impacto

    Para Kiara Carvalho, moradora de São Sebastião, essa iniciativa é fundamental. “Um evento como esse é muito importante para educar e conscientizar a mulher”, disse. “Muitas vezes ficamos presas em relações de subserviência, sem saber que podemos ser o que quisermos. Esse ciclo de palestras mostra que somos capazes e que temos apoio para romper com a violência”.
    Aline Rayane, também moradora de São Sebastião, também gostou de participar. “Foram abordados vários temas sobre violência contra a mulher, sobre o direito que elas têm em relação a isso”, lembrou. “Foram palestras muito importantes, e eu estou aqui para falar para todas vocês que sofrem de violência, ou já sofreram, ou conhecem até alguém que sofre, para darmos apoio e sempre aconselhar essas mulheres a procurar os órgãos competentes”.

    Participação popular

    O subsecretário dos Consegs, Gustavo Danzmann, lembrou que a mobilização comunitária é fundamental para a política pública de segurança. “Os encontros fortalecem a corrente do bem promovida pelos Consegs, que ampliam o diálogo com a sociedade e qualificam o debate sobre temas fundamentais”, enfatizou. “O ciclo de palestras foi criado como ferramenta prática de mobilização, incentivo à participação e promoção de mudanças reais”.

    Marcelo Zago, coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios e palestrante, ressaltou que o evento permite levar dados, evidências e conhecimento técnico para dentro das comunidades: “Quando falamos de violência doméstica, a informação salva vidas. Nosso papel, enquanto gestores da política pública, é garantir que essas informações cheguem de forma clara, acessível e transformadora. E isso só é possível quando a comunidade participa ativamente, como vimos ao longo deste ciclo”.

    *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do DF

  • Megaoperação no RJ foi maior apreensão de armas e de criminosos, diz Zema

    Megaoperação no RJ foi maior apreensão de armas e de criminosos, diz Zema

    O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta quinta-feira (30) que a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, foi a “maior apreensão de armas e coletiva de criminosos de alta periculosidade”, além de afirmar que a ação foi bem-sucedida e bem planejada.

    A declaração de Zema foi feita durante a coletiva após a reunião com outros governadores aliados, em apoio a Cláudio Castro (PL), onde anunciaram um consórcio de estados focado na área de segurança pública.

    “Fiz questão de estar aqui hoje com o governador Cláudio para me solidarizar e também dar os meus parabéns a ele, as forças de segurança do Rio de Janeiro, que fizeram no meu entender uma operação que vai fazer parte da segurança pública no Brasil. Tem sido erroneamente considerada a mais letal, deveria ser considerada a mais bem-sucedida“, disse Zema.

    Na última terça-feira (28), a Operação Contenção, realizada pelas Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, “foi o maior baque da história contra o CV (Comando Vermelho)”, de acordo com o governo fluminense. Durante a ação, mais de 120 pessoas morreram.

    Ao todo, o efetivo mobilizado chegou a cerca de 2.500 agentes, com o objetivo principal de frear o avanço territorial da facção Comando Vermelho e cumprir uma centena de mandados de prisão contra criminosos nos Complexos do Alemão e da Penha. Dentre os alvos, 30 são de outros estados, com destaque para membros da facção no Pará, que estariam escondidos nessas regiões.

    Além disso, 113 pessoas foram presas, 118 armas apreendidas, 14 artefatos explosivos e uma quantidade ainda em contagem de drogas.

    Segundo Castro, a ideia é de que sede do consórcio, nomeado como “Consórcio da Paz”, seja no Rio de Janeiro. “Para que a gente possa dividir experiências, soluções, e somar”, declarou, em entrevista coletiva.

    Na reunião desta quinta, no Rio, também participaram governadores como: Ronaldo Caiado (União), de Goiás; e Eduardo Riedel (PP), do Mato Grosso do Sul. Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou por videoconferência, e Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, enviou a vice, Celina Leão (PP).

    Ainda durante sua fala, o governador de Minas afirmou que “o Brasil me parece que virou o paraíso dos criminosos e o inferno das pessoas de bem”.

    Em tom de crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Zema também disse que “temos um presidente que vai lá fora tentar negociar a paz em guerra da Ucrânia e deixa aqui 44 mil brasileiros morrendo por ano”.

    “Me parece que nos acostumamos e passamos a lidar com naturalidade (…) estou aqui porque acredito no trabalho de Castro”, afirmou o líder do Executivo mineiro.

    *Sob supervisão de Douglas Porto

    Por Por Brasília

    Fonte CNN Brasil

    Foto: Reprodução/CNN

  • Debate define como meta aprovar a criação do Conselho Distrital LGBTI+ até dezembro

    Debate define como meta aprovar a criação do Conselho Distrital LGBTI+ até dezembro

    Debate define como meta aprovar a criação do Conselho Distrital LGBTI+ até dezembro Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF A Comissão de Defe…

    Debate define como meta aprovar a criação do Conselho Distrital LGBTI+ até dezembro
    Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

    A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa da Câmara Legislativa do Distrito Federal debateu nesta quinta-feira (30) o projeto de lei 1962/2025, do Executivo, que cria o Conselho Distrital de Proteção e Promoção dos Direitos das Pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Travestis, Intersexos e demais dissidências de gênero e sexualidade (CDLGBTI+). Os debatedores defenderam a aprovação do projeto até dezembro e a implantação do Conselho no próximo ano.

    A discussão contou com a participação de representantes do governo e da sociedade civil. O presidente da Comissão dos Direitos Humanos, deputado Fábio Felix (Psol), destacou que o projeto é fruto da mobilização dos atores sociais ao longo dos anos e defendeu a importância do Conselho como “verdadeiro espaço de participação social e de deliberação de políticas públicas”.

    O projeto de lei chegou à CLDF no dia 1º de outubro e busca assegurar à população de lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, travestis, intersexos e demais dissidências de gênero e sexualidade o pleno exercício de sua cidadania. Entre as funções do Conselho estão encaminhar às autoridades competentes as denúncias e representações que lhe sejam dirigidas e estudar e propor soluções de ordem geral para os problemas referentes à defesa dos direitos fundamentais da pessoa LGBTI+.

    O presidente do grupo Estruturação, Michel Platini, afirmou que o projeto é “uma conquista e foi construído em boa parte pelos movimentos sociais”. Ele apresentou sugestões de melhoria no texto do projeto, como estabelecer que o Conselho tenha natureza deliberativa e consultiva; garantir que as entidades integrantes sejam de atuação no campo LGBTI+; incluir a possibilidade de requisição de documentos de órgãos e realização de diligências, por exemplo em presídios; e garantir que órgão tenha autonomia política.
    Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

    A promotora de Justiça Adalgiza de Medeiros, do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos do Ministério Público do DF, defendeu a criação do Conselho por meio de uma lei. Ela observou que nas conferências nacionais ao longo do ano, os conselhos tiveram papel fundamental. Para ela, o Ministério Público precisa estar ao lado dos conselhos e atuar em conjunto.

    O coordenador de políticas de proteção e promoção dos direitos da população LGBTQIA+ da secretaria de Justiça do DF, Eduardo Felype, explicou como funcionam os conselhos de direitos e destacou que os conselheiros “vestem a camisa mesmo e carregam nas costas o peso da responsabilidade”. Os conselhos de direitos estão administrativamente ligados à secretaria de Justiça.

    Já o analista jurídico do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do DF Rudá Alves disse que a proposta é uma luta antiga do movimento social e sugeriu algumas alterações para aperfeiçoar o texto. Entre elas, a inclusão do princípio da não discriminação, disponibilização de atas acessíveis e a inclusão da Defensoria entre as entidades que podem integrar o Conselho.

    O presidente da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil no DF, Gabriel Borba, ressaltou que a necessidade de implantação do Conselho ficou ainda mais latente no processo de elaboração da Conferência Distrital LGBTI+.

    A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) lembrou a luta pela implantação do Conselho dos Direitos Humanos, quando ela exercia mandato como deputada distrital, e reforçou a importância do CDLGBTI+ poder deliberar e investigar denúncias.

    O texto do projeto prevê que o CDLGBTI+ será integrado por 20 conselheiros designados, com os respectivos suplentes, observada a composição paritária entre representantes do poder público e da sociedade civil que atuam na promoção de direitos de pessoas LGBTI+.

    Foto: Andressa Anholete/ Agência CLDF

    Relatório de denúncias de violações

    Antes do debate sobre o projeto, a equipe técnica da Comissão dos Direitos Humanos apresentou um relatório sobre as denúncias de violações dos direitos contra a população LGBTI+ em 2024. De acordo com os dados, as denúncias recebidas estão divididas em três tipos: homotransfobia institucional (33%), homotransfobia social (55%) e homotransfobia familiar (12%).

    Maior número de casos de violações ocorreu em estabelecimentos comerciais e estabelecimentos de ensino. Nos estabelecimentos comerciais, as maiores violações foram registradas em bares e restaurantes. Em relação aos autores de homotransfobia, aparecem principalmente servidores públicos, prestadores de serviços e clientes de bares e restaurantes.

    Luís Cláudio Alves – Agência CLDF

  • Aprenda com o fracasso: cinco passos para transformar erros em força de liderança

    Aprenda com o fracasso: cinco passos para transformar erros em força de liderança





    Nenhuma experiência de liderança está livre de fracassos. Mesmo com anos de trajetória, perder um projeto importante, errar uma estratégia ou ver um plano desandar ainda pode abalar a confiança de qualquer profissional.

    O verdadeiro desafio não é evitar erros, mas aprender com eles. Veja a seguir cinco formas de como transformar contratempos em aprendizado e crescimento pessoal e coletivo. As informações foram retiradas da Forbes.

    1. Aceite o fracasso como parte do crescimento
      Para Gisela Carere, presidente da Benchmark Benefit Solutions, o erro é inevitável, e quanto mais cedo o líder o reconhece, mais rápido se recupera. O primeiro passo é aceitar que falhar faz parte da inovação e da construção de uma trajetória sólida.
    1. Regule as emoções antes de reagir
      Após um revés, é natural sentir decepção, frustração e tristeza. O importante é permitir-se sentir, mas sem se deixar dominar.

    Carere propõe um processo em três etapas: reação emocional, regulação emocional e aprendizado com motivação. Essa pausa consciente ajuda o líder a recuperar o equilíbrio e enxergar as lições da experiência.

    1. Transforme o erro em aprendizado
      O verdadeiro fracasso é não aprender nada com ele. Ao praticar uma análise construtiva, o líder identifica o que funcionou, o que pode melhorar e como aplicar o aprendizado em futuras decisões. Esse olhar objetivo fortalece a resiliência e mantém a motivação da equipe.
    1. Siga o ciclo de valor do fracasso
      Pesquisadores de Berkeley, John Danner e Mark Coopersmith, desenvolveram o conceito do Failure Value Cycle, que mostra como transformar falhas em crescimento.

    O modelo inclui sete etapas: reconhecer, se preparar, detectar cedo, reagir com responsabilidade, refletir, se reerguer e compartilhar os aprendizados. Assim, o erro deixa de ser tabu e passa a ser uma ferramenta de evolução.

    1. Encare os reveses como redirecionamentos
      Nem toda perda é definitiva. Carere relembra o caso de um jovem que fracassou em um programa escolar, mas encontrou sucesso em outro mais alinhado às suas habilidades. Às vezes, o que parece um obstáculo é apenas um desvio para algo melhor.

    Liderança que inspira resultados
    Transformar a forma de liderar não é apenas uma escolha, mas uma necessidade para quem busca crescer na carreira. 

    Por Por Brasília

    Fonte Exame

    Foto: foto/Thinkstock




  • Desenvolvimento nacional é tema de fórum na CLDF com presença Luiz Fux e Ciro Gomes

    Desenvolvimento nacional é tema de fórum na CLDF com presença Luiz Fux e Ciro Gomes

    Desenvolvimento nacional é tema de fórum na CLDF com presença Luiz Fux e Ciro Gomes
    Os palestrantes abordaram temas como a eficiência e o uso de tecnologias no Judiciário, a redução de desigualdades e a conjuntura socioeconômica do país
    Foto: Carlos Gandra/CLDF

    O ministro do STF criticou a longa duração de processos judiciais no Brasil. “O investidor não vai entrar aqui sabendo que se tiver um problema vai levar 20 anos [para resolver]”, afirmou Fux
    Nesta quarta-feira (29), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) sediou a oitava edição do Fórum O Otimista Brasil. O evento — organizado pelo grupo de comunicação O Otimista — reuniu representantes dos três Poderes e do setor produtivo para debater temas relevantes para o desenvolvimento do Brasil.

    O fórum contou com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, do ex-governador Ciro Gomes, e dos deputados distritais Wellington Luiz (MDB) e Paula Belmonte (Cidadania), respectivamente presidente e segunda vice-presidente da CLDF.

    “Nós estamos aqui, na Casa do povo, representando os 3 milhões de habitantes do Distrito Federal. Esse é um dia extremamente importante para nós, um dia histórico”, classificou Wellington Luiz. Já Belmonte ressaltou os valores que devem nortear a atividade legislativa: “Nós acreditamos em um país democrático, com liberdade, segurança jurídica e igualdade de oportunidades”.

    Eficiência no Judiciário

    O ministro Luiz Fux conduziu a primeira palestra, com uma aula magna sobre Análise Econômica do Direito, campo que estuda o sistema judiciário sob a ótica da eficiência.

    Fux destacou alguns preceitos da teoria, entre eles a busca pela consensualidade e por soluções extrajudiciais para evitar um número excessivo de processos; o uso de estatísticas para diagnosticar a situação do Judiciário; e o tempo adequado de duração processual.

    Ministro Luiz Fux (Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF)

    “A duração razoável do processo é algo que preocupa o ambiente de negócios do Brasil e o próprio sistema de Direito. O investidor não vai entrar aqui sabendo que se tiver um problema vai levar 20 anos [para resolver]”, avaliou o ministro do STF.

    O magistrado falou também sobre a elevada litigiosidade no ambiente brasileiro. “O CNJ informa que, para cada dois brasileiros, um litiga em juízo. Então, isso abarrota o Poder Judiciário”, analisou Fux. Ele também o citou o contexto empresarial: “No Brasil, o nível de litigiosidade entre as empresas é de 96%”.

    Fux ressaltou que o Brasil tem conseguido diminuir a duração processual, com a redução de formalidades e o uso de instrumentos como o Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas (IRDR), por meio do qual os tribunais fixam teses que devem ser aplicadas em casos semelhantes.

    Desenvolvimento socioeconômico

    O ex-governador e ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes realizou a segunda palestra magna do evento, abordando a atual conjuntura socioeconômica do Brasil e as perspectivas para o futuro. Ele avalia que a polarização política observada no país nos últimos anos tem sido extremamente prejudicial à nação, impedindo que a população compreenda com clareza as reais necessidades do país e dificultando o enfrentamento de problemas estruturais.

    “Nenhuma sociedade apaixonada por político está sadia. Estão todas extremamente doentes. A política é uma atividade complexa, contraditória, e precisamos abordar a contradição com frieza, racionalidade e método”, ponderou.

    Ciro Gomes (Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF)

    Dentre as “tragédias sociais” diagnosticadas pelo político, o crescimento desenfreado do crime organizado é uma das mais preocupantes. Segundo ele, mais de 25% do território urbano brasileiro é dominado por alguma facção criminosa, e o Estado tem se mostrado ineficiente no controle da situação.

    Ciro Gomes traçou ainda um panorama sobre os dados de desemprego e renda no país, questionando a metodologia utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para aferir os índices.

    Ele argumenta que os dados oficialmente divulgados revelam uma possível incoerência na forma como a instituição classifica a população ocupada. Isso ocorre porque, segundo a metodologia aplicada, qualquer pessoa que tenha realizado alguma atividade remunerada — mesmo que informal, esporádica ou de subsistência — é considerada ocupada, independentemente da estabilidade ou da renda gerada.

    Além disso, o ex-ministro mencionou o fato de indivíduos inscritos em programas assistenciais, como o Bolsa Família — que atende 49,40 milhões de pessoas atualmente — poderem ser classificados como em atividade remunerada, o que, segundo ele, mascara a real dimensão do desemprego e da precarização do trabalho no país.

    “Não estou falando contra [os programas assistenciais], estou apenas constatando, a partir de uma metodologia, que isso é algo completamente patológico, doentio. O que coloca uma nação para frente é o trabalho qualificado e decentemente remunerado”, destacou.

    O baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nas últimas décadas é, segundo ele, um sintoma da falta de planejamento de Estado — ao contrário do que ocorre na China. Ciro Gomes apresentou dados que evidenciam o descolamento do Brasil em relação ao país asiático do ponto de vista econômico.

    Conforme destacou, em 1985 o Brasil tinha uma população de 130 milhões de habitantes e um PIB de US$ 835 bilhões, enquanto a China registrava um PIB de US$ 710 bilhões para uma população de 800 milhões de habitantes. Em 2024, o PIB brasileiro passou para US$ 2,27 trilhões, enquanto o chinês chegou a US$ 18,4 trilhões — o que representa um crescimento de 26 vezes em relação a 1985.

    Inclusão de mulheres


    O evento contou com o painel “O papel da Justiça na promoção de igualdade e desenvolvimento”, com a mediação da deputada Paula Belmonte. “Nós precisamos de mais mulheres no Parlamento, no Judiciário, no Executivo. O importante é nós conseguirmos fazer com que as nossas meninas sonhem”, disse a deputada.

    Representando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Renata Gil ressaltou medidas para a inclusão de mulheres no Judiciário, em especial nas instâncias superiores. Ela mencionou ações afirmativas do CNJ, como uma resolução que estabelece que as promoções por merecimento deverão alternar entre listas mistas e listas exclusivas de candidatas mulheres.

    Inteligência artificial

    Também participou do painel o advogado Marcos Rogério de Souza, ex-secretário especial de assuntos jurídicos da Casa Civil da Presidência da República. Entre outros assuntos, ele abordou a necessidade de atualizar a legislação do Brasil para abarcar o contexto atual.

    “Ainda hoje não temos marco regulatório de inteligência artificial, de redes sociais, de cibersegurança e tantos outros temas que são fundamentais”, apontou. Ele considera que o ecossistema de Justiça precisa de leis capazes de captar as diferentes dimensões da realidade.

    “E essa realidade que o século XXI nos impõe precisa de uma boa regulação e precisa sobretudo de julgadores que tenham consciência sobre esses temas, para que possam produzir boas decisões”, refletiu o advogado.

    Marcos Rogério de Souza (Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF)

    “A inteligência artificial não é isenta”, alertou Marcos Rogério. Ele lembrou de uma “experiência desastrosa” dos Estados Unidos com o uso de inteligência artificial na Justiça: “Pela maneira como foram alimentadas as bases de dados, a IA expressou um viés algorítmico que associa negros e regiões pobres com criminalidade”. A forma de alimentação da inteligência artificial, portanto, poderia conduzir a decisões enviesadas.

    O fórum também teve a participação do secretário nacional de microempresa e empresa de pequeno porte, Maurício Juvenal. Ele representou o ministro do Empreendedorismo, Márcio França. “Estamos tentando oferecer algumas respostas para os 23 milhões de CNPJs ativos no país, trazendo simplificação burocrática e letramento digital”, destacou o secretário.

    O seminário teve ainda a apresentação do gerente corporativo de licenciamento e meio ambiente da Galvani Fertilizantes, Christiano Brandão.

    Auditório da CLDF durante o fórum O Otimista Brasil (Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF)

    Ana Teresa Malta e Christopher Gama – Agência CLDF

  • Mais de 600 mil pessoas devem visitar os cemitérios do DF no Dia de Finados

    Mais de 600 mil pessoas devem visitar os cemitérios do DF no Dia de Finados

    Cerca de 600 mil pessoas devem visitar os seis cemitérios do Distrito Federal entre esta sexta-feira (31) e domingo (2/11), quando é celebrado o Dia de Finados. Para acolher e orientar a população durante esse período, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) promoverá, no domingo, das 7h às 18h, uma ação especial nas unidades cemiteriais de Planaltina, Sobradinho, Brazlândia, Gama, Taguatinga e Asa Sul.

    A iniciativa oferecerá uma estrutura especial em cada cemitério para orientação psicossocial, informações sobre serviços cemiteriais e funerários, além da divulgação dos canais oficiais de comunicação entre o cidadão e o Governo do Distrito Federal (GDF).

    Durante a ação nos cemitérios, também será feita a distribuição da Cartilha de Serviços Funerários e Cemiteriais, que traz informações sobre direitos, deveres e procedimentos relativos aos serviços. O material está disponível em formato digital no site da Sejus-DF.

    “Nosso objetivo é estar ao lado das pessoas, oferecendo não apenas informações e orientações, mas também uma escuta sensível e apoio emocional para quem vivencia o luto. É um gesto de respeito e empatia com cada família”, destaca a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

    Os seis cemitérios do DF vão funcionar das 7h às 18h. Confira abaixo os endereços.

    • Campo da Esperança — 916 Sul, Plano Piloto
    • São Francisco de Assis — SOFHN, Área Especial, Taguatinga Norte
    • Cemitério do Gama — SOE, Quadra 3, Área Especial Cemitério, Setor Oeste
    • Cemitério de Sobradinho — AR 7, Área Especial Cemitério, Sobradinho II
    • Cemitério de Planaltina — SNO, Conjunto E, Área Especial Cemitério
    • Cemitério de Brazlândia — SNO, Quadra 6, Área Especial Cemitério.

    Mais informações sobre os serviços cemiteriais podem ser obtidas pelos telefones da Subsecretaria de Assuntos Funerários (Suaf): (61) 2244-1124 ou (61)  98314-0675.

    *Com informações da Sejus-DF

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília

    Foto: Divulgação/Sejus-DF

  • Relatório final da CPI do Rio Melchior será entregue no dia 15 de dezembro

    Relatório final da CPI do Rio Melchior será entregue no dia 15 de dezembro

    Relatório final da CPI do Rio Melchior será entregue no dia 15 de dezembro
    Além do anúncio sobre a data, a comissão informou que, em novembro, vão começar obras para levar água encanada para a Comunidade da Cerâmica, localizada próxima ao rio.

    Foto: Ângelo Pignaton/ Agência CLDF

    O colegiado também apresentou um breve relato das visitas técnicas realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, para conhecer tecnologias e práticas de saneamento ambiental

    A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Rio Melchior divulgará seu relatório final no dia 15 de dezembro. O anúncio foi feito pela presidente da CPI, deputada Paula Belmonte (Cidadania), durante a 16ª reunião do colegiado, realizada nesta quinta-feira (30) na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

    “Nós estamos caminhando para a conclusão da CPI. No dia 15 de dezembro, vamos fazer a leitura do relatório”, informou Belmonte. A comissão começou em abril deste ano, com o propósito de investigar e propor soluções para a poluição do Rio Melchior, localizado entre as regiões de Samambaia e Ceilândia.

    “Nós vamos apresentar um relatório que vai trazer grandes conhecimentos e projetos ao governo”, disse o relator, deputado Iolando (MDB).“Não teremos a causa específica de atingir o governo. Não é somente o governo o culpado, somos nós, a sociedade, estamos todos envolvidos nesse ciclo. Nós precisamos nos unir para nos ajudarmos, pois essa é uma causa comum de todos nós”, analisou o parlamentar.

    “Às vezes, quando se fala em meio ambiente, se lembra de apenas um segmento ideológico. Mas meio ambiente é para todos, é para a sociedade como um todo”, reforçou o deputado Martins Machado (Republicanos).

    O Rio Melchior está enquadrado na classe IV, a pior categoria de qualidade das águas, o que impede o uso e o contato humano. Belmonte ressaltou que o rio recebe efluentes da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), do Serviço de Limpeza Urbana do DF (SLU), de abatedouros e de poluição difusa.

    A comissão almeja que o rio seja classificado em níveis menores de poluição. O deputado Gabriel Magno (PT) ressaltou que a conclusão da CPI irá formalizar “a necessidade urgente da mudança do enquadramento do rio”. Ele considera que, atualmente, o rio “está condenado à morte ao ser decretado classe IV”.

    Resultados

    A deputada Paula Belmonte destacou que a CPI já trouxe resultados para a população, com a instalação e abastecimento constante de uma caixa d’água na Comunidade da Cerâmica, localizada próxima ao rio. “E agora no mês de novembro a Caesb vai começar a fazer obras para levar água encanada até as casas das pessoas”, anunciou Belmonte.

    A deputada lembrou que a principal motivação para instauração da CPI foi proteger a saúde da população ribeirinha, que sofre com a falta de infraestrutura de água e esgoto.

    “A Comunidade da Cerâmica é de produtores familiares que vivem há mais de 50 anos no local. Ali, as crianças estavam tendo erupções na pele e as senhoras apresentando queda de cabelo. Há uma questão de saúde pública no lençol freático”, apontou a parlamentar.

    Os deputados também ressaltaram a contribuição da CPI para impedir a instalação de uma termelétrica no Distrito Federal, que iria utilizar as águas do Rio Melchior para resfriamento de caldeiras, bem como realizar o despejo de efluentes. A CPI realizou oitivas públicas com especialistas que abordaram o tema.

    “Nós mostramos a preocupação que existia com a instalação da termelétrica, por conta da questão ambiental e também pela necessidade de demolição de uma escola que atende quase 500 crianças”, contou Belmonte. O deputado Gabriel Magno endossou a avaliação: “Essa CPI foi capaz de desvendar, no caso da termelétrica, um negócio bilionário que não atendia as necessidades da população”.

    “Nós já temos grandes entregas e queremos continuar entregando muito”, comprometeu-se a presidente do colegiado. “Essa CPI vem fazendo história. É a quarta CPI do Brasil sobre meio ambiente e a primeira CPI de Brasília sobre meio ambiente”, ressaltou Paula Belmonte.

    Experiência de São Paulo

    A presidente resumiu a trajetória da investigação, destacando a visita ao maior aterro sanitário da América Latina, realizada em São Paulo na semana passada.

    “Eles fazem a manipulação de 10 mil toneladas por dia. Aqui no aterro de Brasília o volume é de 2,5 mil toneladas, um quarto do tamanho de lá”, comparou Belmonte. “Foi muito importante para conhecermos as tecnologias e pensarmos em como transformar o aterro sanitário em um ativo”, avaliou a deputada.

    Ainda em São Paulo, a comissão esteve presente na Feira Nacional do Saneamento Ambiental — evento que abordou temas como gestão dos resíduos sólidos, reciclagem, limpeza pública, saneamento urbano e geração de energia sustentável — e visitou uma estação de tratamento da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

    “Na Sabesp, eles conseguem tratar a água de esgoto até se tornar água potável, se quiserem. Hoje eles estão fazendo água industrial que utilizam para abastecer o polo industrial de Mauá”, relatou Belmonte.“Essa é a oportunidade de trazermos o que há de melhor para o Distrito Federal. O nosso objetivo é trazer proposições que possam beneficiar a nossa sociedade”, afirmou a deputada.

    Experiência do Rio de Janeiro

    Na semana passada, a comissão também conheceu um aterro sanitário no Rio de Janeiro. Desse estado, o deputado Iolando destacou o uso “fenomenal” do gás metano proveniente do chorume, produzindo energia.

    “Nós vimos no Rio de Janeiro o aproveitamento de 100% do gás metano que seria lançado na atmosfera. Lá tem uma empresa que compra o gás e o utiliza em outras possibilidades, como o GNV [Gás Natural Veicular]. Eles podem abastecer mais de 500 mil veículos com esse gás de metano”, ressaltou o parlamentar.

    “Aqui em Brasília, o gás metano é queimado, aumentando a liberação de dióxido de carbono. Tudo isso é poluente e gera alterações climáticas”, lamentou Iolando. “Nós estamos queimando dinheiro”, definiu Belmonte.

    Na reunião desta quinta-feira, a CPI realizou oitivas com representantes do SLU. Clique aqui para acessar todas as notícias da Agência CLDF acerca da CPI e revisitar a trajetória da investigação.

    Ana Teresa Malta – Agência CLDF

  • Parques ecológicos do DF contarão com poços artesianos

    Parques ecológicos do DF contarão com poços artesianos

    Os parques ecológicos Riacho Fundo, Ezechias Heringer e Águas Claras contarão, em breve, com poços artesianos, de onde será possível retirar água para todas as atividades que não exijam água tratada. A iniciativa do Instituto Brasília Ambiental está em plena execução, e é realizada com recursos de compensação florestal. O valor estimado para custeio da perfuração dos poços é de R$ 295.500,00.

    A vice-governadora Celina Leão enfatizou a sustentabilidade e a economia que será gerada. “A captação de água do subsolo elimina ou reduz drasticamente a dependência do fornecimento da concessionária, gerando uma significativa economia nos custos mensais, além de avançarmos em direção a uma gestão mais sustentável dos recursos naturais.”, disse.

    O presidente da autarquia, Rôney Nemer, também destacou a questão da sustentabilidade. “A água subterrânea é um recurso natural que, quando bem gerenciado, pode contribuir para a preservação ambiental. O uso de poços artesianos diminui a pressão sobre as fontes de água superficiais, como rios e represas”, lembrou.

    O superintendente de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Água do Instituto, Marcos Cunha, explica que a proposta, aprovada por unanimidade na Câmara de Compensação Ambiental e Florestal (CCAF), abrange a elaboração do projeto construtivo, perfuração dos poços artesianos, laudo geológico, teste de bombeamento e instalação de bomba submersa nos três parques. Cunha esclarece que, a princípio, todos os parques, sob a gestão do Brasília Ambiental, têm condições hídricas de contar com poços artesianos. “E o objetivo é que esta ação, que está só iniciando no momento, chegue a todas as Unidades de Conservação”, garantiu.

    O superintendente lembrou que o Sistema Distrital de Unidades de Conservação do Distrito Federal (SDUC) prevê, entre os objetivos dos parques ecológicos, recuperação de áreas degradadas e estímulo às atividades de lazer e recreação. “E essas atividades, principalmente às ligadas ao lazer e à recreação geram gastos elevados com água. Essas necessidades, como também a produção de mudas para recuperação de áreas degradadas, poderão agora ser supridas através da utilização de água bruta, sem tratamento para potabilidade, que será gerada pelos poços artesianos”, explicou.

    A execução das etapas da instalação dos poços artesianos varia de 10% a 40%. Com o menor percentual está a execução da etapa de entrega dos relatórios técnicos, e com maior, a etapa de colocação dos três poços e instalação das placas. A previsão é que até o mês de fevereiro de 2026 os três parques já estejam usando água dos poços.

    *Com informações do Instituto Brasília Ambiental

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília

    Foto: Divulgação/Brasília Ambiental