Dia: 28 de setembro de 2025

  • Ibaneis Rocha é homenageado em almoço com bombeiros no Park Way

    Ibaneis Rocha é homenageado em almoço com bombeiros no Park Way

    O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, participou, neste sábado (27), de um almoço promovido pelo deputado distrital Roosevelt Vilela para homenagear o trabalho do Governo do Distrito Federal (GDF) em prol do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF).

    Entre 2019 e 2025, o chefe do Executivo nomeou mais de 1,6 mil soldados e, no ano passado, autorizou a maior redução de interstício da história da corporação, beneficiando mais de 2,8 mil militares.

    Em abril deste ano, o governador anunciou um novo concurso para compor o quadro de servidores do CBMDF, devido às aposentadorias dentro da corporação. A primeira promoção de 2025 ocorreu em 30 de março, com 588 praças promovidos, desde subtenentes a cabos.

    Durante o evento, que reuniu mais de 3 mil bombeiros, o chefe do Executivo destacou o sentimento de grande orgulho por ser tão bem recebido, em meio a tantas pessoas que fazem a diferença na sociedade. Ele ressaltou que ele e a vice-governadora, Celina Leão, estão comprometidos com todas as causas do Corpo de Bombeiros e com todos os envolvidos. “Também vamos cumprir a promessa do início do mandato, em 2019, de entregar 40 escolas cívico-militares, com a perspectiva de avançar para 50 unidades”, afirmou.

    “Acertamos no início do ano, junto às forças de segurança, o reajuste que era possível conceder dentro do nosso Fundo Constitucional. O Governo Federal agora está negociando, e aguardamos o aval deles para encaminhar a proposta ao Congresso Nacional. Tenho certeza de que aprovaremos rapidamente, com o apoio de nossos parlamentares e de todas as bancadas, esse reajuste mais do que merecido por todos vocês”, ressaltou Ibaneis Rocha. Ele afirmou ainda que encerra o mandato com a sensação de missão cumprida e com o compromisso de continuar cuidando da população até o último dia.

    Durante a homenagem, o deputado Roosevelt destacou que poucos políticos cumprem compromissos, e o governador tem honrado o que prometeu. “Assim como prometeu as escolas cívico-militares. Além disso, destaco a importância do projeto que leva instrutores às escolas cívico-militares para formar jovens de 15 e 16 anos como adestradores de cães, oferecendo perspectivas de profissão e renda”.

    Segundo ele, iniciativas como essa dão orgulho e mostram resultados concretos do governo.

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília

    Foto: Renato Alves/Agência Brasília

  • Drones ampliam eficiência do Corpo de Bombeiros do DF em salvamentos e no combate a incêndios florestais

    Drones ampliam eficiência do Corpo de Bombeiros do DF em salvamentos e no combate a incêndios florestais

    Drones ampliam eficiência do Corpo de Bombeiros do DF em salvamentos e no combate a incêndios florestais Com câmeras térmicas e zoom de long…

    Drones ampliam eficiência do Corpo de Bombeiros do DF em salvamentos e no combate a incêndios florestais
    Com câmeras térmicas e zoom de longo alcance, tecnologia promove mais assertividade e eficiência à atuação dos militares, que passam por capacitação antes de operar dispositivos

    O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) conta com 11 drones para auxiliar no combate a incêndios florestais, ações de busca e salvamento, monitoramento de áreas de risco e apoio à defesa civil. Os aparelhos são estratégicos para as operações, gerando assertividade e eficiência para a atuação das equipes. A gestão dos dispositivos, tecnicamente intitulados como aeronaves tripuladas remotamente, cabe ao 3º Esquadrão de Aviação Operacional (3º ESAV), instituído por decreto em 2024.

    A tecnologia começou a ser empregada há dez anos, com a aquisição do primeiro equipamento do tipo Mavic 2, apelidado como Zangão 01. De lá para cá, a aeronave passou a ser amplamente utilizada pela corporação, que investiu na capacitação de cerca de 300 militares e obteve, com recursos próprios e por doação, outros exemplares do dispositivo. Atualmente, estão disponíveis cinco drones do modelo Mavic 2, que se destaca pelo zoom de longo alcance, e seis do Mavic 3T, que conta com câmera termográfica e indicado para operações em campo.

    “Com o Mavic 3T, conseguimos identificar obstáculos, vítimas em áreas de mata e até definir prioridades no combate às chamas. Já o Mavic 2, mesmo sendo mais antigo, continua sendo útil para investigações a longas distâncias”, explica o tenente Rony Junio Rodrigues da Costa, responsável pela coordenação do uso dos aparelhos.

    Atualmente, estão disponíveis cinco drones do modelo Mavic 2, que se destaca pelo zoom de longo alcance, e seis do Mavic 3T, que conta com câmera termográfica e indicado para operações em campo | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Novos drones devem ser incorporados em breve. Está em andamento um processo para doação pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e a compra de outros exemplares com recursos da própria corporação. Recentemente, o CBMDF recebeu dispositivos da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e acessórios, como câmeras e cartões de memória, da Receita Federal.

    Combate

    Os dispositivos estão integrados a grupamentos especializados, como o de Busca e Salvamento (GBS), Proteção Ambiental (GPRAM), Proteção Civil (GPCIV) e Prevenção e Combate a Incêndio Urbano (GPCIU). Durante a Operação Verde Vivo, promovida anualmente entre abril e novembro, ao menos três aeronaves são empregadas nas missões. “Os equipamentos são muito úteis no combate a incêndios por permitirem a visualização completa da região afetada e a direção do fogo, trazendo mais eficiência ao trabalho”, salienta o tenente.

    Com o reconhecimento da região atingida pelo fogo, o drone também contribui com a segurança dos bombeiros, reduzindo a exposição das tropas às chamas, e agiliza a resolução das situações de emergência. “O maior ganho é a questão do monitoramento em tempo real, já que é possível antecipar mudanças no comportamento do fogo, prever a direção que pode ser causada pelo vento, por exemplo, e assim ter uma resposta mais rápida e precisa no combate”, ressalta Costa.

    “Com o Mavic 3T, conseguimos identificar obstáculos, vítimas em áreas de mata e até definir prioridades no combate às chamas. Já o Mavic 2, mesmo sendo mais antigo, continua sendo útil para investigações a longas distâncias”, explica o tenente Rony Junio Rodrigues da Costa

    No ano passado, durante o período de vigência da Operação Verde Vivo, foram registradas 9.005 ocorrências de queimadas, com 22.250,40 hectares de área afetada. Setembro, agosto e julho foram os meses com maior número de chamados, representando, juntos, quase 73% do total de ocorrências. Neste ano, de abril a agosto, foram recebidos 4.848 casos de incêndios florestais, que afetaram área de 8.797,70 hectares. Os dados de setembro ainda estão em fase de apuração.

    Capacitação

    Para operar os dispositivos, os militares passam por treinamento que aborda desde os princípios básicos de navegação até legislação e normas de segurança. São oferecidos três cursos por ano, além de oficinas para órgãos externos. O curso tem duração de três semanas, sendo duas online e uma presencial.

    O cabo Henrique Senna concluiu a formação no ano passado e atualmente está lotado no 3º ESAV. Para ele, o emprego da tecnologia durante incêndios florestais gera mais eficiência e assertividade ao combate, impactando diretamente a proteção da população e da natureza. “Quando chegamos por terra, não sabemos a dimensão do fogo nem a direção que está tomando, se tem casas no caminho ou não. Com o drone, podemos ter essa visão antes de partir para o combate, facilitando o controle dos focos e nos ajudando a proteger as pessoas”, salienta.

    Outro militar capacitado para a operação dos dispositivos é o subtenente Ricardo Cruz. Ele destaca as demais atividades que podem ser monitoradas pelo aparelho, como é o caso de grandes eventos como shows e festivais. “Temos uma maior visão das vias de acesso, da localização das viaturas e, no caso de operações de busca e salvamento, podemos usar para encontrar pessoas, principalmente em matas”, conclui.

    Por Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

  • Lula vê oportunidade de encontro com Trump na Malásia

    Lula vê oportunidade de encontro com Trump na Malásia

    O governo brasileiro considera a Cúpula da ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático), que acontecerá no fim de outubro na Malásia, como uma oportunidade promissora para um encontro presencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. O evento, que ocorrerá em Kuala Lumpur, é visto como um terreno neutro ideal para essa possível reunião. Apuração é de Débora Bergamasco e Daniel Rittner, no CNN 360°.

    A perspectiva de um encontro ganhou força após a demonstração de receptividade mútua durante um breve contato na sede da ONU, que durou 39 segundos. A evolução da relação, que anteriormente era marcada por hostilidades e críticas à distância, agora caminha para uma aproximação gradual.

    Estratégia diplomática

    Assessores avaliam que um encontro em território neutro seria mais adequado do que uma visita à Casa Branca ou a Mar-a-Lago, residência de Trump na Flórida. A preocupação é evitar situações que possam sair do controle ou colocar Lula em posição vulnerável, como ocorreu com outros líderes internacionais.

    A escolha do local também permitiria um maior equilíbrio nas decisões sobre o formato do encontro, incluindo a presença de assessores, cobertura da imprensa e duração da reunião. A ASEAN, que reúne 10 nações do sudeste asiático, representa uma região de crescente interesse para o Brasil, que busca estreitar laços comerciais com países como Indonésia e Vietnã.

    Construção de relações

    Especialistas em diplomacia ressaltam que o desenvolvimento de uma “química” entre líderes requer contato pessoal, com gestos como apertos de mão e conversas face a face. Uma possível estratégia seria iniciar com uma videochamada ou telefonema antes do encontro presencial, embora reconheçam que interações virtuais tendem a ser mais frias e menos efetivas para construir relações diplomáticas.

    Por Por Brasília

    Fonte CNN Brasil

    Foto: CNN

  • GDF autoriza pavimentação de 5,35 km da VC-351, no Gama

    GDF autoriza pavimentação de 5,35 km da VC-351, no Gama

    “Estamos tratando de mais de 40 anos de atraso em entregas que estão sendo realizadas agora e devem ser concluídas ainda no ano que vem, já no governo da Celina”, destacou o governador Ibaneis Rocha

    Durante a execução dos serviços, o trecho receberá sinalização especial e redutores de velocidade para garantir a segurança de motoristas e trabalhadores. O projeto também inclui medidas ambientais, como reaproveitamento de solo e implantação de reservatórios de água pluvial, reduzindo riscos de erosão e alagamento.

    Para o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha, trata-se de uma obra estratégica para o desenvolvimento regional. Além de melhorar o tráfego, vai valorizar áreas de chácaras, pesque-pagues e imóveis do entorno, além de impulsionar o turismo. “Temos empreendimentos já instalados aqui, como dois pesque-pagues, que serão diretamente beneficiados. Essa valorização é fundamental para o crescimento econômico da região”, destacou.

    “Temos empreendimentos já instalados aqui, como dois pesque-pagues, que serão diretamente beneficiados. Essa valorização é fundamental para o crescimento econômico da região”Gustavo Rocha, secretário-chefe da Casa Civil

    Com a nova rodovia, a expectativa é melhorar o escoamento da produção agrícola local e oferecer mais segurança a quem trafega diariamente pela região, como aponta o presidente do DER/DF, Fauzi Nacfur Junior. Ele destaca que o trecho funciona como um elo estratégico entre duas rodovias relevantes, que entende diretamente a área produtiva da Ponte Alta Norte.

    “Essa região tem recebido uma série de melhorias, com diversas ruas já pavimentadas e outras em fase de início de obras. A Ponte Alta Norte hoje já é praticamente uma cidade, com muitos moradores e produtores rurais que necessitam do apoio do governo. Por isso estamos aqui, garantindo obras que realmente beneficiam a comunidade”, afirmou.

    A obra conta recursos do GDF, do Banco do Brasil e com emendas parlamentares dos deputados distritais Paula Belmonte e Eduardo Pedrosa. Além de melhorar o tráfego e a segurança viária, a obra vai gerar aproximadamente 100 empregos diretos, contribuindo também para a economia local.

    Benefícios

    A pavimentação é uma obra muito aguardada pela população e chega em um momento especial, às vésperas do aniversário da cidade, segundo a administradora do Gama, Joseane Feitosa. “Esse novo trecho vai beneficiar, além dos moradores, produtores rurais e linhas de ônibus escolares”, destaca. A administradora ressaltou ainda que a obra trará avanços importantes para a agricultura local, já que o Gama tem forte produção de hortaliças, frutas, como o mirtilo, e conta com polos de pesca e parques.

    Quando se trata de acesso escolar, o presidente do Sindicato de Transporte Escolar de Brasília, Nazom Simões Vilar, destaca que a obra vai melhorar a mobilidade, facilitar o transporte e trazer mais conforto às crianças, que antes chegavam às escolas cobertas de poeira. “Agora, graças a Deus, teremos esse benefício feito pelo nosso governador, que vai atender toda a população”, afirmou.

    A aposentada Maria das Neves Melo, 81, contou que a pavimentação é um sonho antigo dos moradores da região. Usuária frequente da estrada, ela relatou as dificuldades enfrentadas com a poeira.

  • Haddad diz que Lula será candidato à reeleição em 2026

    Haddad diz que Lula será candidato à reeleição em 2026

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse neste sábado (27) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será candidato à reeleição em 2026.

    O ministro é citado como possível candidato se Lula não concorrer, assim como ocorreu em 2018. “Ele (Lula) é candidato a presidente, sim”, afirmou Haddad durante entrevista ao Podcast 3 Irmãos.

    Um dos apresentadores citou que sua tia gostaria de votar em Haddad para presidente em 2030. “Manda um abraço pra sua tia”, respondeu o ministro.

    Segundo o ministro, ser candidato depende de circunstâncias e do destino. “Se não fosse a facada, será que o Bolsonaro seria eleito presidente? Possivelmente não.”

    Em discursos recentes, Lula tem reforçado sua disposição em concorrer novamente à Presidência no ano que vem e que só não vai ser candidato se a saúde não permitir. “Só tem uma hipótese de eu não ser candidato, é se eu tiver algum problema de saúde”, disse o petista em entrevista ao SBT no dia 9 de setembro.

    Por Por Brasília

    Fonte CNN Brasil

    Foto: CNN

  • Ibaneis Rocha reforça apoio a organizações religiosas durante missa no Núcleo Bandeirante

    Ibaneis Rocha reforça apoio a organizações religiosas durante missa no Núcleo Bandeirante

    Ibaneis Rocha reforça apoio a organizações religiosas durante missa no Núcleo Bandeirante Desde 2019, o Governo do Distrito Federal tem adot…

    Ibaneis Rocha reforça apoio a organizações religiosas durante missa no Núcleo Bandeirante
    Desde 2019, o Governo do Distrito Federal tem adotado uma série de medidas voltadas ao fortalecimento das organizações religiosas

    Neste domingo (28), o governador Ibaneis Rocha participou de missa na Paróquia São João Bosco, na Praça Padre Roque, no Núcleo Bandeirante. O chefe do Executivo destacou o papel das religiões no acolhimento às famílias e ressaltou o respeito e apreço por todas elas.

    Desde 2019, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem adotado uma série de medidas voltadas ao reconhecimento e fortalecimento das organizações religiosas, incluindo o trabalho de regularização de templos e igrejas. Por meio do Programa Igreja Legal, a Agência de Desenvolvimento (Terracap) já regularizou 554 imóveis.

    Governador Ibaneis Rocha e primeira-dama Mayara Noronha Rocha participaram da missa | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

    A Praça Padre Roque, que abriga a sede da administração regional e recebe os principais eventos da cidade, passou recentemente por reforma para ampliar a segurança e a acessibilidade dos pedestres e frequentadores.

    Durante a celebração da missa, o padre Roberto Modesto agradeceu ao governador Ibaneis Rocha, pelas ações do GDF que possibilitaram a transformação e reforma da igreja. “Sem a ajuda de vocês, não seria possível realizar as melhorias já feitas e dar continuidade às que ainda são necessárias. A próxima grande empreitada será a reforma da torre, prevista para começar na próxima semana”, destacou.

    Reforma

    A Praça Padre Roque, no Núcleo Bandeirante, foi reinaugurada no dia 19 de setembro pelo governador Ibaneis Rocha, após passar por uma ampla reforma que incluiu troca do piso, instalação de mais pontos de iluminação pública e novo projeto de paisagismo. Foram investidos pelo GDF cerca de R$ 2,7 milhões na obra, que gerou cerca de 300 empregos diretos e indiretos.

    Padre Roberto Modesto agradeceu ao governador Ibaneis Rocha: “Sem a ajuda de vocês, não seria possível realizar as melhorias já feitas e dar continuidade às que ainda são necessárias. A próxima grande empreitada será a reforma da torre, prevista para começar na próxima semana

    A obra contou com a substituição do piso de pedra portuguesa por concreto semipolido armado em uma área de 5.089 m². Mais resistente e acessível, o novo pavimento, de 12 cm de espessura, foi projetado para suportar veículos de manutenção e estruturas de eventos. Os serviços incluíram as instalações de 1.078 metros de meio-fio, 41 postes de iluminação em LED, 40 bancos, 20 lixeiras, dois abrigos de ônibus e um parquinho.

    O administrador regional, José de Assis, comentou sobre a reforma da praça e destacou a alegria da comunidade com as melhorias. Segundo ele, o espaço agora é amplamente utilizado por crianças, idosos e moradores em geral, bem diferente de antes, quando era ermo e sem iluminação. “Hoje temos uma iluminação de primeiro mundo, que trouxe mais segurança e permite que as pessoas frequentem a praça também à noite”, disse.

    Por  Karol Ribeiro, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

  • É melhor crescer dentro da mesma empresa ou ganhar experiência em várias?

    É melhor crescer dentro da mesma empresa ou ganhar experiência em várias?

    O mercado de trabalho brasileiro mudou radicalmente nos últimos anos, e com ele a forma como profissionais encaram suas trajetórias. Se até uma década atrás passar 20 ou 30 anos na mesma empresa era motivo de orgulho, hoje profissionais com cinco anos no mesmo emprego já começam a se questionar se não estão perdendo oportunidades.

    Essa mudança de mentalidade reflete uma transformação profunda nas relações de trabalho, onde a promessa de estabilidade deu lugar à busca por experiências diversas e aprendizado acelerado. Mas será que mudar de empresa constantemente é sempre a melhor estratégia, ou existe valor em construir uma presença sólida dentro de uma única organização?

    Joaquim Santini, pesquisador e palestrante internacional sobre vida organizacional, conversou com a EXAME sobre o que está em jogo nessa decisão que pode definir os rumos de uma carreira.

    Crescer dentro da mesma empresa: vantagens e desvantagens
    Ficar muito tempo na mesma empresa traz diversos benefícios para quem quer construir uma carreira sólida. Entre eles, Joaquim aponta que o profissional passa a conhecer bem como a empresa funciona, constrói relacionamentos de confiança e tem a chance de assumir projetos cada vez maiores.

    “A permanência em uma única empresa ao longo da carreira sempre foi vista como sinônimo de estabilidade”, explica Santini. Apesar disso, o especialista afirma que atualmente essa questão está mais “ambígua”, já que também pode sinalizar uma zona de conforto.

    “As desvantagens aparecem quando o profissional deixa de se desafiar”, alerta o veterano. “Permanecer em um mesmo ambiente por muitos anos pode gerar acomodação, reduzir a capacidade de inovar e limitar o repertório de práticas de mercado”.

    Prós e contras de ganhar experiência em várias empresas
    Se ficar paralisado em uma mesma organização pode reduzir capacidades, mudar de empresa na hora certa pode acelerar e muito o crescimento profissional. A grande questão é analisar o momento e a ação certa para cada carreira.

    “Mudanças bem conduzidas entre empresas enriquecem o currículo porque demonstram capacidade de adaptação, versatilidade e aprendizado em contextos diferentes”, destaca Santini. “Esse tipo de vivência amplia a visão de mundo, expõe o profissional a múltiplas culturas organizacionais e acelera a maturidade para lidar com ambientes complexos.”

    É por isso que os recrutadores de hoje veem com bons olhos determinados currículos com várias experiências, na expectativa do profissional conseguir conectar aprendizados de diferentes setores.

    Entretanto, existe um limite que não deve ser ultrapassado. “Experiências excessivamente curtas, sem resultados concretos, fragilizam a narrativa”, alerta o especialista. “O enriquecimento acontece quando cada passagem deixa um legado claro, seja um projeto entregue, uma habilidade adquirida ou uma promoção conquistada”.

    O que é mais valorizado pelas empresas na hora da promoção
    A diferença entre quem apenas faz bem seu trabalho e quem é considerado para uma promoção está menos nas habilidades técnicas e mais no comportamento no dia a dia. Joaquim Santini explica que as empresas observam atitudes que mostram se a pessoa está pronta para liderar em um nível maior.

    Entre as características mais importantes estão entregar resultados sólidos, estar sempre aprendendo coisas novas, saber lidar com pressão, assumir desafios além do que foi pedido e construir bons relacionamentos no trabalho.

    “De modo geral, a soma de performance consistente + atitude colaborativa + visão de futuro é o que mais pesa para promoções”, afirma o especialista.

    Riscos de estagnação e como evitá-los
    A história de um profissional dedicado a mesma empresa por mais de 20 anos pode soar bonita, entretanto, existe um risco muito grande no caminho: a estagnação profissional.

    “A estagnação não acontece de um dia para o outro”, alerta Santini. “Alguns dos sinais mais comuns são: realizar as mesmas tarefas há anos sem o aumento da complexidade, a falta de reconhecimento mesmo entregando bons resultados, a rotina sem desafios ou projetos novos”.

    Outros sinais ainda incluem o medo de mudança mesmo estando insatisfeito e ver colegas avançando enquanto você fica no mesmo lugar. São esses indicadores que pedem ação rápida para não comprometer a carreira a longo prazo.

    “Para evitar a estagnação, é fundamental adotar uma postura de protagonismo”, orienta o especialista. “Isso passa por investir em aprendizado, buscar feedbacks, fortalecer habilidades comportamentais, se voluntariar para projetos transversais e construir uma rede de contatos.”

    E quando a empresa não oferece espaço para crescer, cabe ao próprio profissional buscar por novos caminhos. Santini é categórico ao afirmar que trocar de emprego pode ser a melhor saída nessas situações.

    Como avaliar seu perfil e seus objetivos de carreira
    Repensar a carreira exige uma análise bem honesta sobre o que realmente importa para cada profissional. Portanto, não existe uma fórmula pronta, mas sim algumas perguntas que ajudam a encontrar o melhor caminho. Joaquim Santini aponta algumas delas:

    “Quais são minhas prioridades agora? Crescimento, estabilidade, propósito ou qualidade de vida?”;
    “O que funciona e o que não funciona na minha carreira atual? Quais aspectos me trazem energia e quais me drenam?”;
    “Minha insatisfação é passageira ou estrutural? Estou apenas em uma fase difícil ou em um caminho que não faz sentido para mim?”.
    Outras reflexões importantes também incluem avaliar se a carreira está afetando a saúde ou o bem-estar e identificar paixões que ainda não foram exploradas.

    Por Por Brasília

    Fonte Exame

    Foto: We Are/Getty Images

  • Após cumprir 3 km na corrida do MEC, Lula provoca: “Não tem motociata, tem caminhada”

    Após cumprir 3 km na corrida do MEC, Lula provoca: “Não tem motociata, tem caminhada”

    Após cumprir 3 km na corrida do MEC, Lula provoca: “Não tem motociata, tem caminhada” O evento reuniu autoridades, servidores, ter…

    Após cumprir 3 km na corrida do MEC, Lula provoca: “Não tem motociata, tem caminhada”
    O evento reuniu autoridades, servidores, terceirizados, atletas amadores e a comunidade em geral, em trajetos de 3 km, 5 km e 10 km

    Presidente Lula na caminhada de celebração dos 95 anos do MEC – (crédito: Ricardo Stuckert / PR)

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, neste domingo (28/9), da corrida que celebra os 95 anos do Ministério da Educação (MEC), realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Após cumprir 3 km de caminhada em 35 minutos, o presidente recebeu uma medalha. Em um breve discurso, Lula fez uma provocação a seu antecessor, Jair Bolsonaro e destacou o caráter simbólico do evento. “Aqui não tem motociata, não tem pornochanchada, tem caminhada. Caminhada de educadores. E eu tenho o privilégio de estar aqui com os dois melhores ministros da educação do Brasil”, afirmou ao lado de Fernando Haddad e Camilo Santana.

    Fernando Haddad foi ministro da Educação em 2005, durante o governo Lula. E Santana é o atual ministro da Educação.


    “A segunda coisa é que essa medalha que nós recebemos aqui, na verdade, elas não são medalhas para nós. Elas são medalhas para todos os professores de todos os graus de ensino do Brasil”, afirmou Lula.

    A largada ocorreu por volta das 7h15, com Lula dando início ao percurso de mãos dadas com a primeira-dama, Janja. O evento reuniu autoridades, servidores, terceirizados, atletas amadores e a comunidade em geral, em trajetos de 3 km, 5 km e 10 km.Leia também: Deputado federal do Ceará sofre AVC e é internad

    Entre os presentes estavam os ministros Camilo Santana (Educação), Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Alexandre Padilha (Saúde). Em alguns momentos, Lula também se arriscou a correr.

    O presidente também destacou os avanços no setor educacional. “A gente encontrou esse país com praticamente 68% da população com o ensino fundamental mal construído. Então a nossa evolução é muito grande. Ela não é só na comida, não é só no emprego, não é só no salário, ela tem que ser na educação.”Leia também: Eduardo Bolsonaro atormenta a direita e vira empecilho para eleição de 2026

    Antes de se despedir, Lula estendeu a homenagem aos participantes do evento. “E essa medalha aqui também é para as pessoas que estão caminhando seis quilômetros, para as pessoas que estão correndo dez quilômetros, porque esses, sim, são atletas. Nós somos apenas participantes. Um beijo no coração de vocês, e viva a educação!”

    Crédito Correio Braziliense 

  • Desigualdade salarial persiste e mulheres ganham até 16% menos no DF

    Desigualdade salarial persiste e mulheres ganham até 16% menos no DF

    A diferença de salários entre homens e mulheres que exercem funções de igual valor ainda persiste no mercado de trabalho brasileiro. No Distrito Federal, os levantamentos mais recentes do Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF) mostram que, mesmo com avanços na formalização e na participação feminina no mercado, a equiparação salarial segue distante.

    Os dados de rendimento médio mensal expõem o peso da desigualdade. Em 2023, homens recebiam em média R$ 5.588, enquanto as mulheres tinham R$ 4.543 — uma diferença de quase R$ 1.050. A disparidade se manteve em 2024: enquanto eles receberam R$ 5.525, elas ficaram com R$ 4.660, o que significa que as brasilienses ganham, em média, cerca de 16% a menos que os homens.

    O contraste aparece em quase todas as formas de ocupação. Entre trabalhadores com carteira assinada, por exemplo, o rendimento médio masculino em 2024 foi de R$ 3.268, contra R$ 2.740 para as mulheres. No setor público, a diferença é expressiva: homens receberam R$ 11.971 em média, enquanto mulheres ficaram em R$ 9.717. Mesmo em trabalhos autônomos, os rendimentos foram superiores para eles (R$ 3.486) do que para elas (R$ 2.743). 

    Essa disparidade se torna ainda mais acentuada quando levamos em conta que o DF está na 8ª posição no ranking de implementação de políticas de incentivo à contratação de mulheres. A informação é do “Painel do Relatório de Transparência Salarial”, produzido pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

    Rotina no mercado

    Para além de estatísticas, essa desigualdade se mostra na prática. A advogada Ana Lydia Seabra, especialista em direito administrativo e integrante da coordenação do Comitê de Diversidade, Inclusão e Compromisso Social de um escritório de advocacia, relata que enfrentou situações de desvalorização no exercício da profissão apenas por ser mulher. 

    “Me deparei com olhares que subestimavam a minha fala, com interrupções em audiências, que não aconteciam quando um homem conduzia, e até com a sensação de que minha presença era vista como ‘menos técnica’. É duro, porque não se trata de preparo ou conhecimento, mas de uma barreira estrutural. É como se fosse necessário provar o tempo todo”, afirma.

    Em alguns casos, o tratamento desigual não fica só na esfera velada e passa a ser incisivo. Mariana Leite* (nome fictício), construiu uma carreira em grandes empresas de tecnologia e do varejo, onde chegou a gerenciar equipes numerosas. Apesar de ter feito sucesso no âmbito profissional, relata ter enfrentado situações de assédio sexual e moral em cargos de liderança, além de pressão para deixar funções após denunciar episódios de violência.

    Ela chamou atenção para a disparidade salarial no setor. “Em tecnologia, isso piorou muito mais. Setenta por cento das pessoas demitidas nos layoffs eram mulheres, que, para retornar ao mercado de trabalho, precisaram aceitar salários muito abaixo do que recebiam antes”, afirma.

    Desafio histórico

    Para a Organização das Nações Unidas (ONU), a desigualdade salarial é reflexo de fatores históricos e estruturais, como a divisão sexual do trabalho, a sobrecarga das mulheres em funções de cuidado e a baixa presença feminina em áreas de maior valorização econômica, como indústria e construção. Globalmente, a diferença média de rendimentos entre homens e mulheres é de cerca de 20%. No DF, os números mostram que essa distância permanece próxima, mesmo diante de avanços recentes.

    O desafio, segundo especialistas, é garantir políticas públicas que incentivem a equidade a valorização da presença feminina. O advogado trabalhista Alessandro Vietri, especialista em direito do trabalho, avalia que a desigualdade salarial persistente não pode ser explicada apenas por fatores econômicos, mas também por questões estruturais da sociedade. 

    “Há uma horizontalização, em que mais mulheres ocupam cargos de base, e uma verticalização, em que poucas chegam a postos de liderança. A maternidade e a sobrecarga de responsabilidades domésticas também pesam na trajetória profissional, limitando oportunidades”, explica.

    Mesmo com legislações que asseguram a igualdade de gênero, como a Constituição Federal e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Vietri lembra que os avanços têm sido lentos, muito influenciados por uma visão de que a mulher deve assumir a maior responsabilidade pela família. “A dinâmica familiar muitas vezes leva a interrupções de carreira, o que impacta a progressão salarial ao longo do tempo. Mesmo no serviço público, onde as regras são mais claras, a ascensão ainda é mais lenta para mulheres”, avalia.

    Para reverter esse cenário, o especialista defende medidas práticas que unam políticas públicas e ações internas nas empresas. Entre elas, ele destaca a necessidade de relatórios transparentes sobre remuneração, auditorias internas para detectar distorções, programas de diversidade e inclusão e políticas que conciliem vida profissional e familiar. “É preciso criar condições para que as mulheres possam competir em pé de igualdade, com acesso a cargos de liderança, formação qualificada e ambientes que respeitem a diversidade. Só assim conseguiremos acelerar a redução da disparidade salarial”, conclui.

    O cientista político e sociólogo Rócio Barreto chama atenção para o peso da desigualdade estrutural enfrentada pelas mulheres chefes de família no DF. “A divisão sexual do trabalho sempre destinou às mulheres a responsabilidade pelos filhos, idosos, casa e alimentação, o que reduz drasticamente o tempo para o trabalho formal. Elas não partem do mesmo ponto que os homens na disputa por uma carreira”, explica. Segundo ele, a sobrecarga doméstica e a ausência masculina — financeira e afetiva — ajudam a entender por que tantas famílias monoparentais femininas acabam em situação de vulnerabilidade, reforçando o fenômeno da feminização da pobreza.

    Diante desse cenário, Barreto defende políticas públicas que vão além do assistencialismo e atuem sobre as raízes da desigualdade. “A educação é o ponto de partida. É fundamental oferecer capacitação em áreas de maior valorização, como tecnologia, engenharia e gestão, com bolsas, auxílio-creche e transporte para permitir que mulheres chefes de família permaneçam no ensino técnico ou universitário”, afirma. Ele acrescenta que metas de empregabilidade, incentivos para empresas, transparência salarial e linhas de crédito para mulheres empreendedoras também são medidas essenciais. “Políticas de cuidado e corresponsabilidade, como a expansão de creches públicas e a ampliação da licença-paternidade, são igualmente necessárias para reduzir a sobrecarga e ampliar a autonomia feminina”, conclui.

    Fortalecimento

    Frente a esse cenário, a Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) tem ampliado sua atuação para além do acolhimento e da proteção, com foco no fortalecimento da autonomia econômica e profissional das mulheres. Em quatro anos, os recursos destinados às políticas da pasta cresceram 743%, o que possibilitou a expansão de programas de capacitação, inserção no mercado de trabalho e estímulo ao empreendedorismo feminino. Só em 2024, cerca de 6 mil mulheres foram certificadas em cursos que vão de auxiliar administrativo a eletricista, passando por áreas da beleza, gastronomia e saúde.

    As parcerias institucionais são um dos pilares dessa estratégia. Em colaboração com IFB, Sebrae, Fecomércio, Neoenergia e outros, a Secretaria oferece não apenas qualificação técnica, mas também acesso a crédito, orientação para pequenos negócios e suporte para ingresso no mercado de trabalho. Um dos destaques é o programa Movimente DF, lançado em 2024, que integra governo, setor privado e sociedade civil para ampliar o acesso das mulheres a serviços públicos voltados ao empreendedorismo, além de fomentar a produção de dados sobre o universo feminino nos negócios.

    Outro avanço está nos Acordos de Cooperação Técnica firmados com órgãos federais, do Judiciário e do Legislativo, que garantem a contratação de mulheres em situação de violência doméstica. Atualmente, 250 já foram inseridas em locais como STJ, Senado e Câmara Legislativa. A política também abrange mulheres trans, quilombolas, indígenas e refugiadas, refletindo o esforço da pasta em promover inclusão de forma mais ampla.

    A coordenadora-líder da Câmara de Mulheres Empreendedoras da Fecomércio-DF, Bernardeth Martins, destaca que a luta por igualdade salarial está longe de ser novidade, que o princípio consta na própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). No entanto, ela ressalta que, na prática, mulheres ainda enfrentam barreiras tanto para ocupar todos os cargos disponíveis quanto para receber salários equivalentes.

    A coordenadora também chama atenção para a necessidade de ampliar a participação feminina em cargos estratégicos, capazes de garantir acesso a posições de liderança e remuneração mais alta. Ela lembra que medidas de apoio às mães, como o auxílio-creche, são fundamentais para equilibrar as condições de disputa no mercado. “Isso impacta a capacidade de mulheres competirem em igualdade de condições, limitando suas jornadas e o avanço na carreira”, explica.

    *Nomes fictícios 

    Artigo

    Impacto social

    Por Cristina Alves Tubino, mestre em direito pelo IDP e assessora no STJ

    Dados divulgados pelo governo federal em abril de 2025 (referentes ao ano de 2024) indicam que, no Brasil, mulheres recebem 20,9% a menos que os homens ainda que exerçam as mesmas funções. As informações divulgadas têm como base o Rais (Relatório Anual de Informações Sociais) e confirma dados obtidos em todo mundo.

    De acordo com o Fórum Econômico Mundial serão necessários 131 anos para que seja alcançada a igualdade salarial entre homens e mulheres, desde que os países mantenham a atual velocidade de progresso econômico, de saúde, educação e participação política.

    Ainda que a presença de mulheres no mercado de trabalho tenha aumentado e a desigualdade salarial tenha diminuído na última década, ela permanece e continua causando grande impacto social, não apenas porque fomenta a discriminação e a segregação ocupacional, mas porque muitas daquelas mulheres são responsáveis pelo sustento das suas famílias.

    Em que pese a entrada em vigor da Lei 14.611/23, que trata da igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens no ambiente de trabalho, para alterar a disparidade é necessário que haja mudanças estruturais na sociedade, que perpassam pela conscientização da igualdade de gênero e pela mudança de mentalidade das empresas, as quais precisam compreender que a adoção de medidas de políticas, naquele sentido, significa melhoria para todos. O Banco Mundial afirma que se mulheres tivessem as mesmas oportunidades que os homens, no mercado de trabalho, o PIB global poderia crescer mais de 20%.

    Em 1949, Simone de Beauvoir afirmava que o trabalho é o caminho para a autonomia feminina. É uma realidade indiscutível. Todavia, é preciso que as barreiras invisíveis e visíveis sejam superadas e que as mulheres recebam remunerações justas e compatíveis com sua aptidão e qualificação. Sem que seu gênero tenha primazia.

    Impacto social

    Dados divulgados pelo governo federal em abril de 2025 (referentes ao ano de 2024) indicam que, no Brasil, mulheres recebem 20,9% a menos que os homens ainda que exerçam as mesmas funções. As informações divulgadas têm como base o Rais (Relatório Anual de Informações Sociais) e confirma dados obtidos em todo mundo.

    De acordo com o Fórum Econômico Mundial serão necessários 131 anos para que seja alcançada a igualdade salarial entre homens e mulheres, desde que os países mantenham a atual velocidade de progresso econômico, de saúde, educação e participação política.

    Ainda que a presença de mulheres no mercado de trabalho tenha aumentado e a desigualdade salarial tenha diminuído na última década, ela permanece e continua causando grande impacto social, não apenas porque fomenta a discriminação e a segregação ocupacional, mas porque muitas daquelas mulheres são responsáveis pelo sustento das suas famílias. 

    Em que pese a entrada em vigor da Lei 14.611/23, que trata da igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens no ambiente de trabalho, para alterar a disparidade é necessário que haja mudanças estruturais na sociedade, que perpassam pela conscientização da igualdade de gênero e pela mudança de mentalidade das empresas, as quais precisam compreender que a adoção de medidas de políticas, naquele sentido, significa melhoria para todos. O Banco Mundial afirma que se mulheres tivessem as mesmas oportunidades que os homens, no mercado de trabalho, o PIB global poderia crescer mais de 20%.

    Em 1949, Simone de Beauvoir afirmava que o trabalho é o caminho para a autonomia feminina. É uma realidade indiscutível. Todavia, é preciso que as barreiras invisíveis e visíveis sejam superadas e que as mulheres recebam remunerações justas e compatíveis com sua aptidão e qualificação. Sem que seu gênero tenha primazia.

    Cristina Alves Tubino, mestre em direito pelo IDP e assessora no STJ

    Numeralha

    • Em 2023, homens recebiam em média R$ 5.588, enquanto as mulheres tinham R$ 4.543 — uma diferença de quase R$ 1.050
    • A disparidade se manteve em 2024: enquanto eles receberam R$ 5.525, elas ficaram com R$ 4.660, o que significa que as brasilienses ganham, em média, cerca de 16% a menos que os homens
    • Entre trabalhadores com carteira assinada, por exemplo, o rendimento médio masculino em 2024 foi de R$ 3.268, contra R$ 2.740 para as mulheres
    • No setor público: homens receberam R$ 11.971 em média, enquanto mulheres ficaram em R$ 9.717. Mesmo em trabalhos autônomos, os rendimentos foram superiores para eles (R$ 3.486) do que para elas (R$ 2.743)

    Por Por Brasília

    Fonte Correio Braziliense

    Foto: Valdo Virgo

  • O uso de Drones pelo CBMDF representa um marco nas atuações, principalmente no combate a incêndios em vegetação

    O uso de Drones pelo CBMDF representa um marco nas atuações, principalmente no combate a incêndios em vegetação

      Equipamento possibilita uma atuação mais rápida e precisa, otimizando o combate e monitorando toda a área O Corpo de Bombeiros Militar do …

     

    Equipamento possibilita uma atuação mais rápida e precisa, otimizando o combate e monitorando toda a área
    O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) acaba de dar um passo decisivo na modernização de suas operações aéreas. Com a criação do 3º Esquadrão de Aviação Operacional (3º ESAV), instituído pelo Decreto nº 46.434/2024, a corporação fortalece o uso de aeronaves remotamente pilotadas (drones) em missões de salvamento, combate a incêndios, monitoramento de áreas de risco e ações de defesa civil.

    A tecnologia, que começou a ser testada em 2015 com a aquisição do primeiro equipamento — o “Zangão 01” —, evoluiu para um programa estruturado que já capacitou 300 pilotos remotos e reúne hoje 17 drones em operação e manutenção. Esses equipamentos estão integrados a grupos especializados da corporação, como Busca e Salvamento, Defesa Civil e Combate a Incêndio, e têm ampliado significativamente a segurança e a eficiência das missões.

    Entre as aplicações mais relevantes estão:

    Localização de vítimas em áreas de difícil acesso;

    Apoio ao combate de incêndios florestais, com sobrevoo estratégico e monitoramento em tempo real

    Identificação de áreas de risco e suporte à defesa civil;

    Monitoramento de incêndios urbanos e estudo de novas técnicas de combate;

    Registro de operações e ações administrativas, reforçando a transparência e a imagem institucional.
    Incêndios em vegetação e o uso dos drones

    No combate a incêndios em áreas de vegetação, como os que vêm ocorrendo em setembro, os drones vêm transformando a forma como o Corpo de Bombeiros atua. Antes mesmo de as equipes entrarem em campo, os equipamentos podem fazer um reconhecimento aéreo detalhado da região, permitindo traçar rotas de acesso mais seguras e identificar os pontos onde o fogo oferece maior risco. Durante a operação, as imagens transmitidas em tempo real ajudam a acompanhar a evolução das chamas e a ajustar a estratégia rapidamente, seja diante da mudança dos ventos, seja na identificação de novos focos que surgem de forma repentina. Na etapa final, conhecida como rescaldo, os drones continuam sendo fundamentais: com sensores e câmeras de alta precisão, localizam pontos quentes que ainda podem gerar reignição e registram toda a área queimada, fornecendo informações valiosas tanto para avaliação dos danos ambientais quanto para a prevenção de novos incêndios.

    Segundo o comando do CBMDF, a expectativa é expandir o uso de drones para outras unidades da corporação nos próximos anos, consolidando o Distrito Federal como referência nacional no emprego da tecnologia em prol da segurança e da proteção da população.

    QCG – Quartel do Comando Geral
    SAM Lote D Módulo E – CEP 70620-000
    CNPJ – 08.977.914/0001-19
    Brasília – Distrito Federal – Brasil

  • Megaoperação de Lei Seca encerra Semana Nacional do Trânsito 2025 no DF

    Megaoperação de Lei Seca encerra Semana Nacional do Trânsito 2025 no DF

    O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou, na noite dessa sexta-feira (26), em Taguatinga, uma megaoperação da Lei Seca que marcou o encerramento das ações de fiscalização para a Semana Nacional do Trânsito 2025.

    Durante a operação, 350 veículos foram abordados. As equipes flagraram 65 motoristas sob efeito de álcool, dois deles foram conduzidos à delegacia por crime de alcoolemia. Também foram autuados 15 condutores sem habilitação, seis com a CNH vencida e dois com o direito de dirigir suspenso. Além disso, quatro veículos estavam com escapamentos adulterados.

    Imprudências

    Durante a blitz, o motorista de um Gol branco foi abordado e autuado por dirigir sem habilitação e por se recusar a realizar o teste do etilômetro. Após a notificação, ele contratou um motorista de aplicativo para retirar o veículo do local.

    No entanto, alguns quilômetros depois, o motorista do aplicativo entregou o carro novamente ao condutor, que já havia sido flagrado e notificado. Nesse momento, ambos foram abordados pelas equipes de fiscalização. O motorista de aplicativo foi preso em flagrante por entregar a direção a pessoa alcoolizada e o outro condutor foi autuado novamente, desta vez por dirigir inabilitado e sob influência de álcool.

    De acordo com o artigo 310 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), permitir, confiar ou entregar a direção de veículo automotor a pessoa não habilitada, com a habilitação cassada, com o direito de dirigir suspenso ou, ainda, a quem não esteja em condições de conduzi-lo com segurança em razão de embriaguez ou problemas de saúde, constitui crime. A infração prevê pena de detenção, de seis meses a um ano, ou aplicação de multa.

    Para o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, Bruno Baruque, a operação demonstra a importância do trabalho ostensivo no combate à imprudência: “A Semana Nacional de Trânsito terminou com uma grande operação, que mostrou de forma clara o quanto o esforço integrado salva vidas. Nossa prioridade é retirar das vias aqueles que oferecem risco, seja por dirigir alcoolizados, sem habilitação ou em descumprimento da lei”, destacou.

    A operação contou com um efetivo de 18 viaturas, cinco guinchos e uma aeronave, além do apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).

    *Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília

    Foto: Divulgação/Detran