Dia: 28 de julho de 2025

  • Trechos 1 e 2 da Epig facilitarão acesso da EPTG ao centro de Brasília

    Trechos 1 e 2 da Epig facilitarão acesso da EPTG ao centro de Brasília

     

    Parte dos viadutos, ambos fundamentais para a mobilidade da região, está praticamente concluída | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    A divisão por trechos facilita o controle e a execução das obras de mobilidade na Epig. O trecho 1 tem início na intersecção da EPTG com a Epig, entre a DF-085 e a DF-011, nas imediações da Octogonal. Ele passa por baixo da passarela da Octogonal e termina próximo à entrada do Sudoeste. Já o trecho 2 começa na mesma região, entre a Octogonal e o Sudoeste, e segue até a altura do Parque da Cidade, passando pela Polícia Civil.

    Parte dos viadutos, ambos fundamentais para a mobilidade da região, está praticamente concluída. Essas estruturas são essenciais para conectar a região oeste de Brasília ao centro da cidade. Atualmente, cerca de 110 mil veículos circulam diariamente pela Epig, em um trecho que ainda possui perfil rodoviário, mas que está sendo transformado em um corredor com características urbanas.

    Na prática, segundo o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, o grande benefício da obra será percebido pelos motoristas e, principalmente, por quem utiliza o transporte coletivo. “O corredor exclusivo de ônibus terá início no Sol Nascente e Hélio Prates, passando pela EPTG, onde o sistema já está em funcionamento, e seguirá até o Terminal da Asa Sul e o Eixo Monumental. O objetivo é reduzir significativamente o tempo de deslocamento dos usuários do transporte público”, afirma.

    “A via, que antes contava com muitas interseções e semáforos, será totalmente transformada. A proposta é eliminar os semáforos, substituindo as travessias por passagens inferiores para pedestres, além de viadutos que farão a conexão entre o Sudoeste, a Epig, a EPTG e o Parque da Cidade. Tudo isso trará mais fluidez ao trânsito e maior eficiência ao sistema de transporte coletivo”, completa.

    No primeiro viaduto, o fluxo de veículos se divide: parte segue em direção ao Setor Policial Sul e parte ao Plano Piloto. A estrutura contará com quatro faixas de rolamento, com três destinadas a veículos leves e uma exclusiva para o BRT. Sob o viaduto, haverá ainda duas faixas, uma em cada sentido, também reservadas ao BRT, que seguirá em direção ao Setor Policial.

    O tráfego do BRT será contínuo: vindo da EPTG, os ônibus permanecerão à esquerda, na faixa exclusiva, e passarão por uma nova estação próxima à passarela da Octogonal, ponto de integração com ciclistas e pedestres. Depois, seguirão por baixo do viaduto em direção ao Setor Policial. No sentido contrário, para quem vem da ESPM em direção a Taguatinga, o BRT utilizará inicialmente a faixa da direita, passará sob o viaduto e, em seguida, se deslocará para a faixa da esquerda até acessar novamente a EPTG.

    Por solicitação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foi construída uma grande rotatória no trecho entre o Sudoeste e a Octogonal. A medida buscou preservar a integração entre os modais, pedestres, ciclistas e usuários da ciclovia, para evitar uma separação física por meio de passagem subterrânea.Para o motorista de ônibus Fernando Fialho, 53 anos, que atua na área há três décadas, as obras de mobilidade na Epig podem causar transtornos temporários, mas os resultados serão positivos

    Além da rotatória, a obra inclui dois novos viadutos que trarão mais fluidez ao tráfego. Com eles, motoristas poderão acessar diretamente Octogonal e Sudoeste ou sair do bairro em direção ao Plano Piloto por meio de alças viárias.

    Impacto

    As mudanças promovidas pelo GDF trazem benefícios para toda a população, desde quem mora perto das obras ou dirige o próprio carro, até, principalmente, quem sai das regiões administrativas por meio do transporte público. É o que acontece com a estudante Kailane Souza, 21 anos, moradora de Samambaia. Ela anda de ônibus todos os dias e vê com bons olhos a criação de faixas exclusivas para o transporte coletivo. “Acho uma boa ideia, principalmente na hora de ir embora, porque tem muito trânsito. Isso faz muita diferença pra quem pega ônibus”, avaliou.

    Para o motorista de ônibus Fernando Fialho, 53 anos, que atua na área há três décadas, as obras de mobilidade na Epig podem causar transtornos temporários, mas os resultados serão positivos no futuro. “A população cresce a cada dia, a demanda aumenta, então essas obras são necessárias, mesmo sendo desconfortáveis agora”, destaca.

    Segundo ele, os passageiros reconhecem os benefícios dos corredores exclusivos. “Eles comentam que o tempo de viagem diminui. Quem inventou esse corredor está de parabéns, é uma verdadeira chave na mão. A mobilidade evolui muito. Ajuda bastante, é benéfico para todo mundo.” Como motorista, Fernando também confirma que os corredores realmente reduzem o tempo de deslocamento entre os pontos da cidade.

  • Centro Interescolar de Línguas completa 50 anos com histórias de transformação e inclusão

    Centro Interescolar de Línguas completa 50 anos com histórias de transformação e inclusão

     

    Centro Interescolar de Línguas completa 50 anos com histórias de transformação e inclusão O ensino de idiomas oferecido gratuitamente já imp…

    Centro Interescolar de Línguas completa 50 anos com histórias de transformação e inclusão
    O ensino de idiomas oferecido gratuitamente já impactou a vida de mais de 350 mil estudantes com oportunidades acadêmicas, profissionais e culturais

    Aprender um novo idioma é mais do que memorizar palavras estrangeiras. É acessar culturas, abrir portas para o mundo e ampliar horizontes pessoais e profissionais. Há 50 anos, o Centro Interescolar de Línguas (CIL) cumpre esse papel no Distrito Federal. Com 17 unidades espalhadas por 14 regionais de ensino, a rede é uma política pública consolidada que já formou milhares de estudantes do ensino público em inglês, espanhol, francês, japonês e alemão — o último oferecido exclusivamente no CIL 01 de Brasília.

     

    De 2019 a 2025, mais de 350 mil estudantes passaram pelas salas dos CILs, de acordo com o Censo Escolar | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    Somente de 2019 a 2025, mais de 350 mil estudantes passaram pelas salas dos CILs, de acordo com o Censo Escolar. No mesmo período, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 1,37 milhão em serviços de manutenção predial para garantir a qualidade dos espaços. Atualmente, 829 professores integram o corpo docente desses centros, cuja missão vai além do ensino gramatical: promove uma formação integral voltada a comunicação, expressão e inclusão.

    Jornadas além da fala

    Essa trajetória de cinco décadas é contada também por histórias pessoais de superação e conquista. Fernando da Veiga Feitoza, hoje com 52 anos, é um exemplo. Ex-aluno da rede pública, ele se formou em inglês no CIL da Asa Sul em 1989. Foi a base que o impulsionou a construir uma carreira sólida no setor privado.

     

    Com deficiência motora, Clara Marinho também encontrou no CIL um espaço de acolhimento | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    “Minha mãe me incentivava a continuar, mesmo quando eu queria desistir. Hoje faço o mesmo com meus filhos, porque olho para trás e vejo como isso foi importante. Trabalhei por quase 30 anos em uma multinacional e agora estou em outra, representando três regiões do país. Tudo começou com o inglês do CIL, que foi crucial desde o meu primeiro emprego. Você usa muita conversação, mas a base gramatical do CIL é muito boa, exige bastante e ajuda a consolidar o idioma”, relata.

    Para Clara Marinho, de 26 anos, o CIL foi também um espaço de acolhimento. Com deficiência motora, ela encontrou nas aulas não apenas o aprendizado linguístico, mas um ambiente acessível e inclusivo. “Se não fosse pelo CIL, eu não teria como pagar um curso de idiomas. Ali, me senti em casa. Tive acompanhamento na Sala de Recursos, provas adaptadas e apoio constante dos professores”, conta. Clara concluiu o inglês, está finalizando o espanhol e cursou Letras – Português.

     

    “A inclusão que ela teve ali fez toda a diferença. Hoje, usamos o conhecimento dela em casa até para traduzir filmes”, afirma Adriana Marinho, mãe de Clara

    Além de ter participado de eventos acadêmicos como monitora e atuar como palestrante na área de educação inclusiva, a influência também foi na área pessoal, sendo chamada para uma viagem à Argentina como tradutora pela família. “Fui responsável por traduzir a viagem toda. Conseguir me comunicar na Argentina sem muitos problemas, as pessoas até perguntavam se eu era local antes de eu dizer que era brasileira. O sistema de uma política pública é fundamental para quem não tem condições de pagar, dando a oportunidade de ter um estudo completo e de qualidade”, acrescenta.

    A mãe de Clara, Adriana Marinho, testemunha o impacto do CIL na vida da filha. “Ela cresceu muito, tanto pessoalmente quanto intelectualmente. A inclusão que ela teve ali fez toda a diferença. Hoje, usamos o conhecimento dela em casa até para traduzir filmes”, conta, orgulhosa da filha. Ela destaca que a outra filha também usufrui da política pública: “As duas sempre foram muito bem-tratadas lá e sempre tiveram esse suporte com os professores e demais profissionais do CIL no que precisassem”.

    Novos horizontes

     

    “Aprender uma nova língua foi uma das maiores trocas culturais que já tive, mudou minha vida”, diz Emilly de Britto Dutra | Foto: Arquivo pessoal

    Outra estudante que viu no CIL a chance de ampliar seus caminhos foi Emilly de Britto Dutra, de 19 anos. Ela estudou espanhol e inglês no CIL 2 da Asa Norte entre 2018 e 2024 e, graças a uma bolsa da Secretaria de Educação, atualmente cursa francês na Aliança Francesa. “Falar esses idiomas me abriu muitas portas, não só acadêmicas, mas também em projetos sociais. Abre muitas oportunidades para laboratórios de pesquisa ou cursos profissionalizantes no exterior, desde pós-graduações até doutorados. Ajuda inclusive a ter uma carga de conhecimento maior na hora de consumir livros que não são traduzidos para o nossa língua nativa”, afirma.

    Emily vê o estudo de idiomas como algo sempre útil, não só pelo profissional, mas para conhecer um pouco do mundo sem sair do Brasil. “Aprender uma nova língua foi uma das maiores trocas culturais que já tive, mudou minha vida. Estamos acostumados a viver em uma bolha pequena, mas quando você conhece uma nacionalidade diferente, te expande de uma forma tão grande que você não enxerga mais da mesma maneira, abre os horizontes de uma maneira incrível. Aprendemos como os falantes daquela língua se comportam, a língua é a identidade de um povo”.

    Para a gerente da Gerência de Educação Ambiental, Língua Estrangeira, Memórias e Arte-Educação (Geapla), Rosana Correia, o CIL é uma política pública consolidada de alta qualidade voltada para comunicação que se reinventa constantemente. “É uma oportunidade ímpar na formação global do estudante. Ao dominar um novo idioma, ele acessa outras culturas, tem mais chances de vencer os desafios acadêmicos e profissionais. O CIL transforma vidas”, reforça.

     

    Por Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

  • Mais que natação, Projeto Golfinho leva educação e cidadania a jovens em situação de vulnerabilidade social

    Mais que natação, Projeto Golfinho leva educação e cidadania a jovens em situação de vulnerabilidade social

    Prestes a completar 25 anos, o Projeto Golfinho, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), já atendeu 8.343 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa conta com dois núcleos, em Ceilândia e Itapoã, e promove práticas esportivas, com ênfase na natação, atividades pedagógicas e educação ambiental. Os alunos de 6 a 14 anos participam das aulas em dias alternados, no contraturno escolar, de janeiro a dezembro.

    O projeto é totalmente financiado pela Caesb, com recursos de um percentual das multas e infrações aplicadas pela companhia. Nos últimos nove anos, o investimento foi de cerca de R$ 13 milhões. Os alunos recebem uniforme completo (camiseta, short, casaco, calça e bolsa), alimentação, transporte e material esportivo e pedagógico. Criada em 28 de setembro de 2001, a ação já contemplou moradores da Estrutural, Guará, Recanto das Emas, Samambaia, Ceilândia e Itapoã.

     “O objetivo do projeto é trabalhar as questões ambientais que fazem parte do escopo da Caesb e estimular a prática desportiva, principalmente a natação, que sempre foi o maior foco do Projeto Golfinho, mas também futebol, vôlei, basquete e outros jogos cooperativos”, afirma o coordenador de Responsabilidade Social da Caesb, Manoel Lucas. “Tem um impacto social muito forte. Muitas crianças têm a primeira, às vezes a única, refeição aqui. Por isso, damos um lanche completo, com cinco itens, pensando no bem-estar de todos.”

    Há sete anos trabalhando com a iniciativa, o gestor pontua que a evolução das habilidades sociais e da integração dos estudantes é notória e dá orgulho aos servidores. “As crianças e adolescentes são inseridas em um cenário voltado à educação e ao desenvolvimento da autonomia e da cidadania. Atualmente, temos 366 alunos nas duas unidades e conseguimos perceber a evolução em relação ao respeito, à civilidade, aos estudos. Mostra o impacto positivo e todo mundo fica encantado, nós aprendemos muito com eles”, salienta.

    Acolhimento

    Ao longo do ano, os estudantes participam de passeios pedagógicos, como visitas ao zoológico, ao teatro, a unidades de tratamento de água, ao cinema e a pontos turísticos do DF. Também ocorrem palestras sobre temas como conscientização e prevenção sobre o uso de drogas, abuso sexual, alienação parental, bullying, gravidez na adolescência e a importância da educação e dos vínculos familiares.

    Há, ainda, a comemoração dos aniversariantes do trimestre e a promoção do Natal Solidário, demonstrando a importância de cada aluno para a iniciativa. Na campanha natalina, cartinhas feitas pelos alunos para o Papai Noel são adotadas por empregados da Caesb. Todos os alunos são contemplados com os presentes solicitados, que, em geral, são material escolar, brinquedos e equipamentos como bicicleta, skate e patins.

    Neste mês, devido ao recesso escolar, o projeto funciona como uma colônia de férias, com festas juninas, brincadeiras e dias temáticos. Emanuelly Bento da Silva, 9 anos, foi a primeira ganhadora do bingo. “Meus prêmios foram três barrinhas de cereal e dois lápis”, conta a menina, que participa da ação desde 2022. “É muito legal. Agora sei nadar melhor e aqui tem várias brincadeiras, aulas, muitas coisas.”

    Outro ganhador da atividade foi Dennys Moreira, 10, que levou uma garrafinha. Ele comenta o quanto aprende e se diverte. “Aprendi coisas ambientais e a nadar, fazer mergulhos. Mostraram como cuidar da natureza, que não podemos não jogar lixo nas ruas, se não entope os esgotos e tal”, diz.

    Os amigos Thomaz Alves, 9, e Daniel Oliveira, 9, também gostam da iniciativa governamental. “A gente chega, lancha, tem a aula pedagógica, os esportes e as brincadeiras. Depois das aulas de matemática daqui, eu nunca mais reprovei na matéria”, conta Thomaz. O amigo completa: “Eu e minha irmã aprendemos a nadar aqui. Comecei sem conseguir, me afogando, parando no meio, mas melhorei. Hoje sei que se a gente cair numa piscina funda, podemos nadar tipo cachorrinho para sair.”

    Participação

    Podem ingressar crianças de 6 a 13 anos de famílias de alta vulnerabilidade social que residam em Ceilândia, Sol Nascente e Itapoã, e que estejam matriculadas em alguma das escolas parceiras. Em Ceilândia, as instituições parceiras são a Escola Classe 47, Escola Classe 50 e Centro de Ensino Fundamental 14. No Itapoã, são a Escola Classe 1, Escola Classe 2 e Centro de Ensino Fundamental Dra. Zilda Arns.

    Os estudantes podem permanecer na iniciativa até os 14 anos. Após esta idade, são incentivados a participarem do programa Empregado Aprendiz da Caesb.
     

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília      

    Foto: Divulgação Caesb

  • Governo de Minas transfere a gestão do Parque da Gameleira para a Associação de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador

    Governo de Minas transfere a gestão do Parque da Gameleira para a Associação de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador

    Governo de Minas transfere a gestão do Parque da Gameleira para a Associação de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador Durante evento, nes…


    Governo de Minas transfere a gestão do Parque da Gameleira para a Associação de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador
    Durante evento, neste sábado (26/7), também foram anunciadas medidas para a implantação do passaporte sanitário equídeo entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo
    Maria Teresa Leal

    Governo de Minas oficializou, neste sábado (26/7), a transferência da gestão e operação do Parque de Exposições Bolivar de Andrade, mais conhecido como Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, para a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), vencedora do edital de seleção pública do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) para a escolha de uma entidade de registro genealógico para a gestão do parque e o fortalecimento dos registros de raça.

    A assinatura simbólica do contrato de gestão com a ABCCMM foi feita durante a abertura oficial da 42ª Exposição Nacional do Mangalarga Machador, realizada no Parque da Gameleira pelo secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, e pela diretora-presidente da ABCCMM, Cristiana Gutierrez, acompanhada da diretora-geral do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Luiza de Castro, e marca uma nova etapa na história do parque de exposição agropecuária.

    “Esse contrato de gestão vai potencializar o uso do Parque da Gameleira, que tem área de 9 hectares no coração de Belo Horizonte, vai melhorar a estrutura do local para a realização de eventos. Há possibilidade de vigência do contrato por até 20 anos e isso dá condição de investimento na estrutura para que o local seja uma vitrine do agronegócio mineiro”, avalia o secretário de Agricultura, Thales Fernandes.

    A diretora-presidente Cristiana Gutierrez ressalta a importância do trabalho em parceria. “Queremos que este espaço seja um centro de referência de estrutura, visibilidade e oportunidades para o agro mineiro e todas as associações sediadas no parque. Este futuro, tenho certeza, será construído por muitas mãos”.

    Passaporte equídeo

    O secretário de Agricultura Thales Fernandes também anunciou a abertura de consulta pública para a implantação do passaporte sanitário equídeo (equinos, asininos e muares), que vai facilitar o trânsito desses animais O documento poderá ser utilizado para substituir a Guia de Trânsito Animal (GTA) exclusivamente em eventos e atividades específicas previstos na normativa. As contribuições poderão ser enviadas a partir das 8h deste domingo (27/7), no site oficial de consultas públicas do Estado (neste link) e ficará aberta até o dia 28/8.

    Dando continuidade às ações do projeto de implantação do passaporte, também foi assinado o protocolo de intenções entre os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo para a implantação do sistema. “É uma demanda antiga que está virando realidade e vai desburocratizar o trânsito desses animais nesses estados, com a eliminação da Guia de Trânsito Animal (GTA). Será montado um banco de dados acessível pelos agentes de defesa agropecuária dos três estados para a emissão do passaporte. Isto vai facilitar o trânsito dos equídeos e a realização de eventos de raças nesses estados”, explica Thales Fernandes.

    Durante a agenda, também foi inaugurada a placa que dá nome ao complexo formado pelo Expominas e pelo Parque da Gameleira como Complexo de Exposições, Feiras e Eventos Alysson Paolinelli, atendendo a legislação criada para homenagear o ex-ministro e ex-secretário de Agricultura de Minas Gerais. “É um nome que deve ser sempre lembrado e uma homenagem justa e merecida ao ex-ministro, que é referência no agronegócio mineiro e nacional reconhecido como o pai da agricultura tropical”, explica o secretário Thales Fernandes.

    Crédito Agência Minas Gerais 

  • Zambelli diz que é exilada política e que sanções ajudam entendimento

    Zambelli diz que é exilada política e que sanções ajudam entendimento

    A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) afirmou em vídeo publicado nas redes sociais que é uma “exilada política” e agradeceu ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por pedir que autoridades italianas “abram a porta” para ela na Itália.

    “Eu queria dizer que hoje acordei com uma notícia muito boa, que é um vídeo do Flávio Bolsonaro falando por mim, pedindo por mim para a Giorgia Meloni, para o Matteo Salvini, que é o vice-primeiro-ministro daqui, pedindo para que me recebessem porque sou uma exilada política, sou uma perseguida política no Brasil”, disse Zambelli.

    Sem mencionar diretamente as tarifas de Donald Trump ou a revogação de vistos de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), Zambelli afirmou que as recentes sanções ajudam o caso dela.

    “Tudo isso que vem acontecendo só vem a facilitar o entendimento aqui. Se não tivesse acontecido tudo isso, com a sanção, não daria pra entender o que está acontecendo comigo”, afirmou.

    O vídeo foi publicado em um perfil alternativo no Instagram, já que a conta de Zambelli está bloqueada por decisão do ministro Alexandre de Moraes.

    Zambelli está proibida de usar as redes sociais desde que Moraes determinou sua prisão preventiva no início de junho deste ano. A deputada licenciada foi condenada a 10 anos de prisão pelos crimes de falsidade ideológica e invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    A decisão também incluiu o bloqueio de suas contas no X (antigo Twitter), Instagram, Telegram, YouTube, TikTok, LinkedIn, Meta e Gettr.

    Zambelli foragida

    A deputada licenciada é considerada foragida há mais de um mês. Zambelli deixou o Brasil para evitar a execução de sua prisão após a condenação.

    Logo depois, Moraes acatou um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) e determinou sua prisão preventiva.

    A ordem incluiu também o bloqueio de bens, redes sociais, contas bancárias e a inclusão de seu nome na lista de difusão vermelha da Interpol.

    Em entrevista à CNN no início de julho, o advogado de Carla Zambelli, Fábio Pagnozzi, negou que a deputada esteja foragida e disse que ela está “à disposição das autoridades italianas”.

    Por Por Brasília

    Fonte CNN Brasil    

    Foto: Reprodução CNN Brasil

  • Passaporte Mineiro do Conhecimento: estudantes da rede pública iniciam intercâmbio internacional em projeto do Governo de Minas

    Passaporte Mineiro do Conhecimento: estudantes da rede pública iniciam intercâmbio internacional em projeto do Governo de Minas

      Passaporte Mineiro do Conhecimento: estudantes da rede pública iniciam intercâmbio internacional em projeto do Governo de Minas Selecionad…

     


    Passaporte Mineiro do Conhecimento: estudantes da rede pública iniciam intercâmbio internacional em projeto do Governo de Minas
    Selecionados iniciam embarque para exterior; iniciativa está beneficiando quase 150 jovens em 2025
    SEE-MG / Divulgação

    Novos estudantes selecionados da primeira edição do Passaporte Mineiro do Conhecimento já estão com o pé no avião e o coração cheio de expectativa. Na noite de quinta-feira (24/7), três alunos da rede pública estadual embarcaram rumo ao Chile, onde vão cursar o 2º ano do ensino médio com todas as despesas custeadas pelo Governo de Minas.

    Ana Oliveira, da Escola Estadual Alfredo do Carmo (Amparo do Serra), David Veloso, da E.E. Presidente Tancredo Neves (Belo Oriente), e Kleber Barboza, da E.E. Professor Ilídio Alves de Carvalho (São Sebastião do Anta), são os primeiros, de um novo grupo no total de 107 jovens de 57 municípios mineiros, a iniciarem a jornada internacional neste segundo semestre.
    “O Passaporte Mineiro do Conhecimento é um projeto inovador, com o impacto transformador, comprovado em edições anteriores com menor número de participantes. Agora, nós ampliamos o programa para abrir as portas para que mais de cem estudantes da rede pública realizem um intercâmbio internacional, com a oportunidade de estudar em outro país e retornar a Minas Gerais com a bagagem cheia de experiências enriquecedoras”, destacou o vice-governador Mateus Simões.
    Representando diferentes regiões do estado, os estudantes levaram na bagagem o orgulho de fazer parte da rede pública e o sonho de viver uma experiência transformadora. Outros 40 alunos de escolas estaduais de Ibirité, já haviam iniciado o embarque em janeiro e hoje estudam em diversos países

    “Ver nossos estudantes embarcando para viver uma experiência internacional como essa é motivo de grande orgulho. É o resultado de um trabalho sério, comprometido com a valorização da educação pública e com a construção de oportunidades reais para a juventude mineira”, destaca o secretário de Estado de Educação (SEE-MG), Igor de Alvarenga.

    O projeto cobre todos os custos da experiência: passagens, vistos, passaporte, seguro saúde, hospedagem, taxas escolares e ajuda de custo. Os embarques seguem de forma escalonada, com suporte da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) e da Fundação Helena Antipoff (FHA), garantindo uma transição segura e bem acompanhada para os estudantes.

    Jornada transformadora

    Mais do que um intercâmbio, o Passaporte Mineiro do Conhecimento promove uma formação integral. Ao vivenciar novas culturas e idiomas, os estudantes ampliam horizontes, desenvolvem competências socioemocionais e fortalecem a empatia, a autonomia e o pensamento crítico.

    Para Kleber, de 17 anos, a viagem é a realização de um sonho. “Desde o começo do projeto, percebi que essa oportunidade que o Governo de Minas deu pra gente era algo que eu nem imaginava viver um dia. Um intercâmbio, a chance de conhecer uma nova cultura, novas pessoas, uma nova culinária e ainda levar um pouco de Minas pra lá”, conta o estudante.

    A seleção dos participantes foi criteriosa, considerando desempenho escolar, engajamento social e perfil de liderança. Todos passaram por uma Trilha Formativa, com palestras e oficinas baseadas nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

    Os destinos incluem países como Canadá, Alemanha, Suíça, Austrália, Japão, Costa Rica, África do Sul, entre outros.

    Investimento para a juventude mineira

    Em 2024, o Passaporte Mineiro do Conhecimento foi ampliado. A iniciativa, pioneira no país em abrangência e impacto social, garante intercâmbio internacional gratuito para estudantes da rede estadual de escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI).

    Na primeira edição, lançada no ano passado, quase 150 alunos foram contemplados, com um investimento de R$ 26 milhões. A ação reforça o compromisso do Governo de Minas com uma educação pública de qualidade e com a criação de oportunidades que transformam vidas. A segunda edição do projeto já está em andamento e prevê a concessão de outras 150 bolsas para estudantes do EMTI em 2026.

    Crédito Agência Minas Gerais 

  • PGR pede para STF manter prisão de Marcelo Câmara

    PGR pede para STF manter prisão de Marcelo Câmara

    O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para manter a prisão preventiva do coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro, por suspeitas de tentativa de interferência no acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid.

    Gonet se manifestou contra um recurso da defesa de Câmara solicitando sua liberdade.

    O ex-assessor foi preso no mês passado depois que o seu próprio advogado, Eduardo Kuntz, apresentou ao STF uma petição na qual relatou ter mantido conversas com Mauro Cid para tentar obter informações da delação premiada.Play Video

    Procurado na manhã deste domingo (27), Kuntz não respondeu aos contatos. O espaço está aberto para manifestação.

    Nos diálogos apresentados por Kuntz, mantidos com um perfil de Instagram que o advogado atribuiu a Mauro Cid, ele pediu ao tenente-coronel que deixasse Marcelo Câmara de fora dos seus depoimentos e também sugeriu a ele que trocasse de advogado e lhe contratasse.

    “As capturas de tela anexadas por Luiz Eduardo de Almeida Santos Kuntz incluem mensagens enviadas pelo procurador ao suposto perfil de Mauro César Barbosa Cid, como: ‘Poxa…pede para ele falar sobre o Câmara…vc sabe que ele não fez nada de errado’ e ‘Aquela história da Professora… o Câmara falou que se você disser que Professora é a Madre Tereza, ele passou a informação errada (…)’”, escreveu Gonet.

    Para o procurador-geral, “os trechos insinuam que Marcelo Costa Câmara não apenas conhecia a conversa conduzida por seu advogado, mas dela se beneficiou ao utilizá-la como argumento defensivo”.

    Gonet argumenta que esses elementos de prova indicam a existência de riscos concretos ao andamento do processo e à aplicação da lei penal, o que justifica a manutenção da prisão de Marcelo Câmara. A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar esses fatos.

    “A pretensão do agravante de adquirir dados afetos a acordo de colaboração premiada então protegidos por sigilo evidenciam o concreto risco à conveniência da instrução criminal e à aplicação da lei penal”, afirmou o procurador-geral da República.

    O coronel já havia ficado preso entre janeiro e maio do ano passado depois que a Polícia Federal detectou que ele realizou ações de monitoramento dos passos do ministro Alexandre de Moraes. Câmara foi solto com a imposição de medidas cautelares, mas o ministro decretou a nova prisão após os fatos revelados por sua própria defesa.

    Por Por Brasília

    Fonte Correio Braziliense      

    Foto: Reprodução

  • Secretaria de Estado de Saúde orienta sobre prevenção de doenças diarreicas e infecções transmitidas por água e alimentos

    Secretaria de Estado de Saúde orienta sobre prevenção de doenças diarreicas e infecções transmitidas por água e alimentos

      Secretaria de Estado de Saúde orienta sobre prevenção de doenças diarreicas e infecções transmitidas por água e alimentos Trabalho integra…

     Secretaria de Estado de Saúde orienta sobre prevenção de doenças diarreicas e infecções transmitidas por água e alimentos

    Trabalho integrado entre Vigilância Epidemiológica e Atenção Primária fortalece campanhas educativas e notificação de surtos
    Jeyaratnam Caniceus / Pixabay

    A prevenção das Doenças Diarreicas Agudas (DDA) e das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) passa, principalmente, por hábitos simples de higiene. Neste sentido, o trabalho integrado entre a Vigilância Epidemiológica e a Atenção Primária à Saúde é fundamental para proteger a população.

    Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) destaca que o papel das equipes de saúde vai além do atendimento clínico, abrangendo ações de promoção da saúde, análise de risco e resposta rápida a possíveis surtos.

    A referência técnica da SES-MG no Programa de Vigilância das DDA e DTHA, João Pedro Evangelista, reforça a importância dos cuidados básicos com a higiene no dia a dia.

    “As medidas mais simples são as mais eficazes. Lavar bem as mãos, consumir água tratada, cozinhar adequadamente os alimentos, armazená-los na temperatura correta e higienizar frutas e verduras fazem toda a diferença para evitar essas doenças”, explica o técnico da SES-MG, João Pedro Evangelista.

    Sobre as doenças

    As Doenças Diarreicas Agudas (DDA) são causadas por vírus, bactérias ou parasitas e se manifestam por meio de aumento no número de evacuações, geralmente mais de três vezes ao dia, com fezes líquidas ou pastosas, e duração de até 14 dias.

    A principal preocupação é com crianças menores de 5 anos e idosos com mais de 60, por apresentarem maior risco de desidratação.

    Em 2025, já foram registrados 386.447 casos de DDA nas unidades de saúde monitoradas em Minas Gerais. Em 2024, foram notificados 822.036 casos.

    Já as Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA) são provocadas pela ingestão de água ou alimentos contaminados por microrganismos ou toxinas. Crianças, gestantes, idosos e pessoas imunocomprometidas demandam atenção especial.

    Essas doenças são mais comuns em áreas com falhas na cadeia de produção e conservação de alimentos, e os surtos geralmente ocorrem em locais populosos ou onde há precariedade na preparação de alimentos e no acesso à água potável.

    Em 2023, foram registrados 1.667 casos por DTHA. Em 2024, até o momento, já são 5.823 casos.

    Cuidados e tratamento

    O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para essas doenças, com atendimento disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e unidades hospitalares. A hidratação com água, sucos, chás e o uso do soro de reidratação oral (SRO) são essenciais. Nos casos mais graves, pode ser necessária internação para reposição intravenosa de líquidos e tratamento das complicações.

    João Pedro salienta que é importante a atenção aos sinais de alerta.“É preciso oferecer líquidos com frequência e estar atento a sinais como boca seca, sonolência, tontura e olhos fundos. Ao menor agravamento dos sintomas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde”.

    Ações da SES-MG

    A SES-MG atua junto aos municípios com ações de prevenção e promoção da saúde, priorizando capacitações, apoio técnico e distribuição de materiais informativos. A estratégia é reforçada em regiões com maior vulnerabilidade socioeconômica, como os Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, o Norte de Minas, o Triângulo Mineiro e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

    O Estado também orienta os municípios quanto aos protocolos de manejo clínico, coleta de amostras e notificação de casos. A notificação é uma ferramenta essencial para identificar surtos, investigar fontes de contaminação, implantar medidas de controle e definir políticas públicas de saúde mais eficazes.

    Crédito Agência Mina Gerais 

  • McDonald’s virou Méqui. E o que isso me ensinou sobre liderança?

    McDonald’s virou Méqui. E o que isso me ensinou sobre liderança?

    Em uma manhã chuvosa em Chicago, entrei na sede global do McDonald’s ao lado de João Branco, então CMO no Brasil, para apresentar uma decisão que já havíamos colocado de pé: trocar o nome da marca para “Méqui”.

    A campanha já estava no ar, os resultados começavam a aparecer, mas sabíamos que o movimento causaria resistência interna. Aquele voo Guarulhos–Chicago foi um dos mais tensos da minha vida.

    Ele levava todos os gráficos, pesquisas e dados que comprovavam nossa decisão. Ainda assim, o clima na matriz era de contrariedade. A diretora de marketing da América Latina estava visivelmente incomodada.

    Foi quando percebi que, às vezes, liderar não é só defender com números, é conectar com significado.

    Antes da apresentação, chamei o head global Kevin para uma conversa informal e disse: “Quando minha esposa está brava, me chama de ‘Paulo Sérgio de Camargo’. Quando está tudo bem, é só ‘Gordinho’. Para os brasileiros, ‘McDonald’s’ é o nome formal. Já ‘Méqui’ é o apelido carinhoso, que aproxima a marca das pessoas.”

    Kevin ficou alguns segundos em silêncio, estático por alguns segundos, que pareceram minutos. De repente, sorriu e disse que ele também tinha um apelido, usado apenas por quem tinha muito carinho por ele. E então nos parabenizou pela ousadia e sensibilidade.

    A decisão foi reconhecida e celebrada como um dos movimentos de marca mais bem-sucedidos do país. Naquele momento, ficou claro para mim que liderança não é apenas sobre performance: é sobre sensibilidade, contexto e coragem para bancar escolhas com significado.

    Esse aprendizado foi se consolidando ao longo de mais de três décadas como executivo. Com o tempo, percebi que os líderes que realmente transformam organizações não se apoiam apenas na estratégia, em metas e métricas, mas especialmente em três pilares: gestão, autoliderança e liderança.

    Gestão: direção com consistência
    Liderar exige capacidade de definir metas, delegar com clareza, resolver conflitos e desenvolver talentos. Gestão sem visão estratégica esgota a equipe e compromete os resultados.

    Autoliderança: antes de liderar alguém, você precisa liderar a si mesmo
    Quem não está bem consigo mesmo não consegue liderar ninguém. Autoliderança é o compromisso diário com o autoconhecimento, o equilíbrio emocional e o autocuidado.

    É entender o impacto que se causa no time, agir com responsabilidade e manter a coerência entre o que se diz e o que se faz. Envolve presença, escuta genuína e a coragem de olhar para dentro antes de apontar para fora.

    Liderança e propósito: o porquê que engaja.
    Gente engajada não precisa de vigilância. Quando o trabalho tem significado, as pessoas se comprometem de verdade. Propósito não precisa ser grandioso, basta gerar impacto real na vida de alguém.

    Esses três eixos não competem, se sustentam. A gestão sem propósito vira cobrança fria. O propósito sem gestão vira devaneio. E sem autoliderança, tudo isso desmorona diante da primeira crise.

    Depois de liderar marcas como McDonald’s, Burger King, Subway e Starbucks no Brasil, decidi me dedicar a apoiar líderes e empresas que querem dar esse salto.

    Acredito que o Brasil não precisa de mais chefes, precisa de líderes inteiros: técnicos, humanos e inspiradores.

    A liderança que transforma empresas se constrói com consistência, escuta e coragem. Não nasce pronta, mas pode, e deve, ser desenvolvida.

    Liderar é um hábito. E quanto antes começarmos, melhor será o futuro das nossas organizações.

    Todas essas reflexões ao longo da carreira me fizeram escrever o livro “Seja o líder que você gostaria de ter como chefe”, em que convido a todos a se tornarem um líder que valoriza as pessoas, desafia o status quo e transforma o ambiente ao seu redor.

    Liderar é hábito: comece hoje a ser a mudança que quer ver.

    • Paulo Camargo é mentor de CEOs, palestrante, autor de Seja o líder que você gostaria de ter como chefe e ex-CEO de organizações como McDonald’s Brasil, Zamp, Espaçolaser e Iron Mountain

    Por Por Brasília

    Fonte Exame   

    Foto: Divulgação

  • Educadoras mineiras ganham viagem à sede do Google nos EUA por práticas inovadoras na rede estadual

    Educadoras mineiras ganham viagem à sede do Google nos EUA por práticas inovadoras na rede estadual

    Educadoras mineiras ganham viagem à sede do Google nos EUA por práticas inovadoras na rede estadual Selecionadas pelo Programa Multiplica Pl…


    Educadoras mineiras ganham viagem à sede do Google nos EUA por práticas inovadoras na rede estadual
    Selecionadas pelo Programa Multiplica Plus, seis profissionais vão participar de imersão na Califórnia com tudo custeado pelo Governo de Minas e Google
    Google / Divulgação

    Seis educadoras da rede estadual de ensino de Minas Gerais foram selecionadas para uma experiência internacional única: uma imersão na sede do Google, em Mountain View, na Califórnia (EUA). A iniciativa faz parte do Programa Multiplica Plus, realizado pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) em parceria com o Google for Education, e reconhece práticas pedagógicas inovadoras com uso de tecnologias educacionais.

    As selecionadas, duas professoras, duas diretoras escolares e duas formadoras multiplicadoras, se destacaram entre mais de 500 educadores inscritos, com base nos critérios definidos em edital. A viagem está prevista para outubro e terá todos os custos com passagens, hospedagem e alimentação cobertos pelo Governo de Minas e pelo Google.

    Para o secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga, a iniciativa valoriza o protagonismo de quem transforma a sala de aula com criatividade e tecnologia. “Nosso objetivo é reconhecer o esforço de quem está na linha de frente, inovando e transformando a educação com o uso da tecnologia. Quando apostamos em formação e inovação, quem ganha são os estudantes”, destacou.

    Educadoras contempladas

    As seis educadoras selecionadas atuam em diferentes regiões do estado e em distintas funções dentro da rede estadual. A diversidade de perfis reforça o compromisso da SEE-MG com a valorização de práticas inovadoras em todos os níveis da educação pública. As selecionadas são:Mariza Alves Pereira, diretora da E.E. Américo Alves, em Lagamar — SRE Patos de Minas;
    Ireniane Correa Julião, professora da E.E. Américo Alves, em Lagamar — SRE Patos de Minas;
    Miteli Naisa Ferraz de Queiroz, diretora da E.E. de Educação Especial Antônio de Gouvêa Lima, em Visconde do Rio Branco — SRE Ubá;
    Mavelucia Aparecida Pinto, professora da E.E. de Educação Especial Antônio de Gouvêa Lima, em Visconde do Rio Branco — SRE Ubá;
    Aline Alcione Guerra, do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) da SRE Metropolitana A, em Belo Horizonte;
    Gabriela Pinheiro Rocha, do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) da SRE Metropolitana A, em Belo Horizonte.
    Para participar da viagem, as educadoras devem atender aos requisitos previstos no edital, como ter passaporte válido, visto americano e seguro saúde internacional. Caso alguma delas não esteja apta, o próximo colocado será contemplado.

    Critérios da seleção

    A avaliação dos participantes levou em conta a adesão às formações presenciais e on-line, a aplicação de atividades pedagógicas com ferramentas do Google Workspace for Education Plus, o engajamento dos estudantes nas plataformas digitais e o incentivo ao uso das tecnologias entre os colegas e na comunidade escolar.

    A comissão avaliadora, designada pela SEE/MG, considerou relatórios enviados pelos educadores, registros de participação e dados fornecidos pela organização parceira. A análise ocorreu entre junho e julho deste ano.

    Sobre o Multiplica Plus

    O Programa Multiplica Plus tem como foco formar educadores da rede estadual como multiplicadores de práticas pedagógicas inovadoras. Atualmente, cerca de 1,4 mil profissionais atuam como referência em suas escolas, promovendo o uso criativo das tecnologias digitais.

    O programa oferece formação continuada, encontros presenciais e virtuais, além de acompanhamento das atividades desenvolvidas pelos educadores em suas unidades de ensino.

    Tecnologia que transforma

    O pacote Google Workspace for Education Plus reúne ferramentas como Google Sala de Aula, Documentos, Planilhas, Apresentações, Drive e Meet, promovendo ambientes de aprendizagem mais interativos e colaborativos.

    Uma das novidades recentes é o recurso Série de Exercícios, que permite criar atividades com correção automática e acompanhamento individualizado do desempenho dos estudantes. A funcionalidade, desenvolvida em parceria com a SEE/MG, é pioneira no país e reforça o papel da tecnologia como aliada do ensino público de qualidade.

    Crédito Agência Minas Gerais 

  • Regiões de Brasília recebem palestras sobre violência doméstica

    Regiões de Brasília recebem palestras sobre violência doméstica

    Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), vai lançar, a partir de 7 de agosto, o I Ciclo de Palestras dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública voltado à proteção da mulher. O evento passará por seis regiões administrativas (RA) com palestras para conscientizar a população sobre a violência doméstica e fortalecer redes de apoio às vítimas. 

    Os encontros marcam o início da campanha Agosto Lilás e serão das 8h às 12h. Passando pela Estrutural Rural em 7 de agosto; Águas Claras e Vicente Pires em 28 de agosto; Ceilândia e Sol Nascente em 9 de setembro; Guará em 25 de setembro; Gama em 9 de outubro; e São Sebastião em 23 de outubro. Os locais serão definidos pela própria comunidade em cada RA, como escolas, universidades, associações, administrações regionais e a Casa da Mulher Brasileira

    Organizado pelos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs), a ação integra o Eixo Mulher Mais Segura, e reunirá especialistas para abordar temas como prevenção à violência, apoio psicossocial e jurídico, empoderamento feminino, autonomia econômica e emocional das mulheres, além da importância do engajamento comunitário na proteção das vítimas. 

    Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

    Para participar, é preciso se inscrever, gratuitamente, pelo link: Clique para se inscrever. Para mais informações, entre em contato pelo telefone 3441-8703 ou pelo email conseg@ssp.df.gov.br

    Por Por Brasília

    Fonte Correio Braziliense      

    Foto: Caio Gomez

  • Guardião Rural alcança mais de 1,6 mil propriedades e reduz criminalidade no campo

    Guardião Rural alcança mais de 1,6 mil propriedades e reduz criminalidade no campo Com atuação em 21 regiões administrativas, programa da Po…

    Guardião Rural alcança mais de 1,6 mil propriedades e reduz criminalidade no campo
    Com atuação em 21 regiões administrativas, programa da Polícia Militar cobre 67,5% do DF e 98% das divisas; modelo de segurança comunitária tem reconhecimento nacional

    O programa Guardião Rural, da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), encerrou o primeiro semestre de 2025 com mais de 1,6 mil propriedades cadastradas em 21 regiões administrativas. A iniciativa já cobre 67,5% do território do DF e 98% das divisas. Voltada à segurança comunitária, a ação busca fortalecer a presença da PM nas áreas rurais e promover sensação de bem-estar e proteção no campo, por meio do contato direto com a população e do uso de tecnologia.

    O programa Guardião Rural encerrou o primeiro semestre deste ano com mais de 1,6 mil propriedades cadastradas em 21 regiões administrativas | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    Operado por equipes especializadas do Batalhão Rural, o programa é dividido em três companhias. A 1ª Companhia cobre a área oeste, que inclui Ceilândia, Brazlândia e Samambaia. A 2ª Companhia atua na região leste, que abrange Planaltina, Sobradinho, Fercal, Paranoá e PAD-DF. Já a 3ª Companhia é responsável pelas regiões ao sul, como Gama, Santa Maria, São Sebastião, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Park Way e Jardim Botânico.
    O programa foi implantado no DF em 2018, com apenas 30 propriedades cadastradas. Desde então, cresceu significativamente. “A presença da placa do Guardião Rural na porteira de uma propriedade tem forte efeito inibitório e já afasta muita tentativa de furto ou invasão”, destacou o tenente Flávio Hermógenes, que atua na companhia Oeste. Embora furtos de animais e materiais, como cabos de usinas fotovoltaicas, ainda ocorram, os índices criminais nas áreas atendidas caíram significativamente.
    O sucesso do programa atraiu o interesse de outras corporações. Em maio de 2025, representantes da PMDF foram convidados para apresentar o programa à Polícia Militar do Tocantins. Já foram recebidas delegações do Espírito Santo e da Bahia, interessadas em replicar o modelo.
    Para o produtor rural Marcos Boechat, participar do programa Guardião Rural proporciona uma sensação muito grande de segurança. O processo de cadastro, realizado há cerca de dois anos e meio, segundo ele, foi simples e bastante completo. “Além da propriedade, cadastramos também os veículos e os funcionários. Isso é importante porque, às vezes, você pode acabar descobrindo alguma coisa com um funcionário que nem sabia. Então foi bem interessante. Fizemos tudo com a documentação certa e, graças a Deus, deu tudo certo”, conta.

    A relação com a Polícia Militar, diz Boechat, é próxima e frequente. Ele destaca ainda que o programa oferece diversos canais de comunicação. “Tem telefone, WhatsApp por região e até grupos onde circulam informações importantes, como alertas de roubo, veículos abandonados. Às vezes a gente está aqui na roça e não sabe o que está acontecendo ali na frente, então essas mensagens ajudam muito. Já teve caso de carro abandonado, por exemplo, que eles identificaram rápido como sendo fruto de furto e logo tomaram as providências.”

    O produtor rural Marcos Boechat participa do programa: “Fizemos tudo com a documentação certa e, graças a Deus, deu tudo certo”

    Cadastro

    Para ser cadastrada no programa Guardião Rural, a propriedade deve atender a uma série de critérios. É necessário que esteja localizada em área rural, tenha no mínimo dois hectares, apresente documentação que comprove a posse ou propriedade e não possua irregularidades fundiárias. Também é preciso garantir condições mínimas de segurança, como cercas conservadas, controle de acesso, iluminação, câmeras e até cães de guarda. Esses requisitos são avaliados por meio de um questionário técnico, seguido de uma visita da equipe do programa, que orienta o morador sobre as adequações necessárias.

    O cadastramento inclui o georreferenciamento da entrada e da sede da propriedade, uma vez que a comunicação em áreas rurais costuma ser limitada. Segundo o tenente Hermógenes, esse mapeamento é essencial para agilizar o atendimento em caso de emergência, já que muitas vezes os moradores indicam a localização com referências vagas, como “depois do pé de manga e dois mata-burros”. Além da localização, são registrados dados sobre os moradores, trabalhadores, veículos, maquinários, gado, animais de estimação e outros bens de valor econômico ou afetivo.

    As propriedades cadastradas no programa passam a ser incluídas nas rotas regulares de patrulhamento da PM

    Todos os moradores e colaboradores têm os antecedentes criminais verificados. O tenente explicou que, em muitos casos, os próprios produtores acabam contratando trabalhadores de boa fé, sem saber que são foragidos da justiça. Somente em 2024, o Batalhão Rural cumpriu 42 mandados de prisão com apoio do Guardião Rural, e 15 deles dentro de propriedades cadastradas.

    As propriedades aprovadas recebem uma placa de identificação, que é fixada na entrada. A partir daí, passam a ser incluídas nas rotas regulares de patrulhamento da PM. As visitas podem ser preventivas, quando a viatura apenas circula e sinaliza presença, ou comunitárias, com entrada na propriedade para conversar com os moradores. Nessas visitas, muitas vezes os policiais recebem informações relevantes que são encaminhadas ao setor de inteligência da corporação e, eventualmente, ao grupo tático rural.

    Por  Karol Ribeiro, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo

  • Don Juan seduz viúva, leva todo dinheiro e vende casa milionária no DF

    Don Juan seduz viúva, leva todo dinheiro e vende casa milionária no DF

    A manipulação emocional, a sedução e uma falsa sensação de segurança foram algumas das principais armas usadas por um homem para enredar, iludir e esvaziar a conta bancária de uma viúva, de 45 anos. A vítima fez uma série de transferências bancárias para o golpista, que simulava ser policial em Goiás. O ápice do estelionato amoroso veio quando a mulher foi convencida a vender uma casa avaliada em R$ 1,5 milhão. O picareta abocanhou boa parte do dinheiro e saiu da relação a bordo de um carrão avaliado em R$ 200 mil.

    A coluna teve acesso a detalhes do caso apurado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Tudo começou em março deste ano, quando a viúva conheceu o homem em Ceilândia. Ambos tinham amigos em comum e trocaram telefones. Poucos dias depois, o falso policial pediu a vítima em namoro. Com 15 dias de relacionamento, o casal já havia conhecido todos os familiares.

    Após um mês, o plano do Don Juan começou a ser posto em prática. Ele contou que havia feito uma dívida de R$ 130 mil com um agiota e corria risco de morte. As chances de “nunca mais voltar” eram grandes. A mentira fez com que a vítima acreditasse que a vida do namorado estava em jogo. Com 45 dias de união, o policial fake começou a “sumir” com frequência, ficando até três ou quatro dias sem fazer contato.

    Golpe final

    Quando o estelionatário do amor retornava, costumava estar com as roupas sujas e justificava que estava na companhia do grupo armado do suposto agiota a quem devia. Dizia que precisava “acalmar” o credor que o pressionava diariamente com cobranças e ameaças.

    Quando percebia que a mulher ficava assustada, o golpista aproveitou para lançar mais uma mentira: alegou estar envolvido em uma negociação para regularização de terras com pessoas ligadas ao Governo do Distrito Federal, e que, ao concluir tal negócio, poderia quitar a dívida. Enquanto isso, solicitava ajuda financeira, e, acreditando nas narrativas, a viúva realizou diversas transferências via Pix, totalizando R$ 26,3 mil.

    Após receber os valores, o Don Juan intensificou os relatos sobre as falsas ameaças que sofria, alegando que a dívida com o agiota já havia ultrapassado R$ 300 mil. Em desespero, a mulher foi convencida a acreditar que o namorado corria risco de morte e resolveu colocar um apartamento à venda para ajudar o estelionatário. O golpista ainda orientou a viúva que todas as negociações dos bens fossem feitas por meio dele.

    Casa milionária

    No entanto, diante da crescente pressão emocional, a mulher decidiu vender sua casa em Vicente Pires, avaliada em R$ 1,5 milhão. O estelionatário aceitou prontamente e afirmou que, ao concluir a negociação da regularização fundiária mencionada anteriormente, devolveria o valor integralmente. O imóvel acabou vendido após o interessado oferecer apenas R$ 10 mil em espécie, uma chácara, três apartamentos, dois automóveis e uma lancha.

    Após a conclusão da venda, o policial fake passou a tratar diretamente com o comprador, informando que, de comum acordo com a então namorada, ele ficaria com um dos veículos para revenda. Contudo, segundo a vítima, sem sua autorização, o criminoso também negociou a lancha e um dos veículos recebidos na transação anterior, sem sua anuência. Em contrapartida, o golpista recebeu um veículo Volvo S60 T5 e aproximadamente R$ 50 mil em espécie.

    Após tomar conhecimento da negociação realizada à sua revelia, a mulher resolveu registrar ocorrência policial e solicitou medidas protetivas de urgências.

    Por Por Brasília

    Fonte Metrópoles

    Foto: Reprodução

  • No Dia do Motociclista, motoboy que sobreviveu a graves lesões alerta para riscos no trânsito

    No Dia do Motociclista, motoboy que sobreviveu a graves lesões alerta para riscos no trânsito

    Na manhã do Dia das Mães de 2024, o motoboy Walysson Concheski Machado, de 35 anos, saiu para mais um dia de trabalho sem imaginar que estava prestes a enfrentar o maior desafio de sua vida. Durante uma entrega, ele sofreu um grave acidente de moto e foi levado  em estado crítico para a Sala Vermelha do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). “Fiquei 21 dias na UTI lutando pela vida”, lembra. “Quando acordei, percebi que estava vivo por um milagre e por causa de cada profissional que cuidou de mim. Renasci naquele hospital”.

    Walysson quebrou três vértebras da coluna, precisou usar colar cervical e perdeu temporariamente os movimentos das pernas. Passou por mais de 50 sessões de fisioterapia para recuperar a capacidade de andar. No Dia do Motociclista, comemorado neste domingo (27), ele enfatiza a importância de manter cuidados ao conduzir motocicleta.

    “A moto era meu ganha-pão”, conta. “Estou reaprendendo a viver  e torcendo para poder voltar a rodar. Mas de um jeito novo: com mais calma, com mais prudência. Também faço um alerta para que motoristas de carro tenham mais cuidado com quem está em duas rodas, porque boa parte das vezes a culpa do acidente nem é do motociclista.”

    Atendimento

    Histórias como a de Walysson são mais comuns do que se imagina nas emergências do Distrito Federal. Só no primeiro semestre deste ano, o Centro de Trauma do HBDF, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), atendeu 1.050 vítimas de acidentes de moto. Mil foram para a Sala Amarela e 50, para a Sala Vermelha. Isso faz das motocicletas a principal causa de atendimentos graves (Sala Vermelha) e a segunda maior entre os casos moderados (Sala Amarela) no hospital.

    No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), também administrado pelo IgesDF, os números seguem a mesma tendência. Foram 705 atendimentos por acidentes com motociclistas em 2024 e outros 375 apenas no primeiro semestre de 2025. Os dados reforçam a urgência de campanhas educativas e medidas de prevenção no trânsito.

    Gravidade

    Segundo o médico Renato Lins, chefe do Centro de Trauma do HBDF, o perfil dos acidentados é, em sua maioria, de pessoas entre 25 e 40 anos que utilizam a moto como ferramenta de trabalho: “São adultos jovens, pais e mães de família, que saem para trabalhar e voltam em cadeiras de rodas, acamados ou com sequelas graves. São histórias que marcam toda a equipe”.

    Para ele, o grande desafio no atendimento está na gravidade das lesões. “A maioria dos motociclistas chega com traumas por todo o corpo, com lesões no crânio, tórax, abdômen e membros”, relata. “Isso exige um atendimento rápido e coordenado por várias especialidades médicas. Mesmo com todo o preparo, nem sempre conseguimos devolver ao paciente a vida que ele tinha antes”

    Já na ortopedia do HBDF, onde são tratadas as fraturas mais complexas, o médico Rodrigo do Carmo, chefe do setor, aponta o impacto social e econômico desses acidentes: “Os pacientes geralmente são jovens, sem comorbidades, e não têm reserva financeira. Quando quebram um osso, ficam 90 dias ou mais sem poder trabalhar. Isso afeta a renda, a estrutura familiar e, em muitos casos, gera depressão e afastamento definitivo da atividade profissional”.

    Com longas jornadas e prazos curtos, Rodrigo do Carmo ressalta o aumento dos casos graves entre os entregadores por aplicativo: “Muitos não têm seguro, não usam os equipamentos adequados e dirigem sob pressão. O resultado, infelizmente, chega até nós”.

    Apesar dos desafios, os especialistas reforçam que muitos desses acidentes podem ser prevenidos com atitudes simples. “O trauma é uma condição evitável”, orienta Renato Lins. “Usar capacete de qualidade, respeitar os limites de velocidade, não usar celular ao volante e não conduzir sob efeito de álcool são cuidados que salvam vidas”.

    Neste 27 de julho, a mensagem de Walysson é sobre a urgente necessidade de mais responsabilidade na direção e valorização da vida: “Hoje, eu olho para minha família e agradeço por estar vivo. Quero voltar a andar de moto, mas com mais consciência. O que vivi me ensinou que no trânsito todo cuidado é pouco”.

    *Com informações do IgesDF

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília      

    Foto: Bruno Henrique/IgesDF