Dia: 27 de julho de 2025

  • Projetos sociais movimentam a comunidade com esporte, cultura e apoio às famílias

    Projetos sociais movimentam a comunidade com esporte, cultura e apoio às famílias

    Deputado Distrital Martins Machado (Republicanos-DF) Projetos sociais movimentam a comunidade com esporte, cultura e apoio às famílias Mais …

    Deputado Distrital Martins Machado (Republicanos-DF)

    Projetos sociais movimentam a comunidade com esporte, cultura e apoio às famílias

    Mais uma vez, os projetos sociais realizados pelo Instituto Comunitária de Santa Maria e Regiões- ICSM movimentaram a comunidade com atividades que unem esporte, cultura e inclusão. 

    Com o apoio da Secretaria de Esporte e do Deputado Federal Júlio César, foi realizado o torneio Infantil de Futsal, reunindo crianças em um momento de integração, lazer e incentivo ao esporte desde cedo.
    Na área da cultura, o destaque foi a emocionante apresentação das turmas de balé, conduzida pelas professoras Malu e Raquel, com quatro turmas divididas entre os grupos Baby e Teens. 

    O evento foi marcado por muita emoção e pela presença das famílias, que acompanharam uma linda avaliação do semestre através da dança.
    Um dos momentos mais marcantes foi a entrega das sapatilhas para as alunas, um gesto de apoio do Deputado Distrital Martins Machado, que acredita no poder da arte e da educação como ferramentas de transformação social.
    Todo esse trabalho só é possível graças ao esforço da equipe de voluntários, apoiadores e parceiros que caminham junto com o projeto. 

    A idealizadora, Alzira Folha, agradece a todos que fazem parte dessa família, rede de amor, cuidado e oportunidade. 

  • Trânsito terá alteração temporária em trecho da BR-020 para obras da terceira faixa

    Trânsito terá alteração temporária em trecho da BR-020 para obras da terceira faixa

    O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) informa que, a partir das 9h da próxima terça-feira (29), haverá mudança no tráfego da BR-020. A intervenção é necessária devido às obras de implantação da terceira faixa na rodovia, que terá 50 km de extensão, com um investimento de R$ 25 milhões.

    A ação temporária ocorrerá no trecho entre o Viaduto do Complexo Viário Padre Jonas Vettoraci, no km 9,44, e a passarela localizada no km 10,14, com a criação de uma faixa reversa no sentido Sobradinho–Planaltina. Mais de 70 mil motoristas trafegam pelo trecho.

    O objetivo da intervenção temporária, prevista para durar 60 dias, é garantir o fluxo contínuo do tráfego durante os serviços. O tráfego será mantido com duas faixas operando em cada sentido da rodovia. Confira o mapa:

    Imagem: Divulgação/DER-DF

    Para dar sequência aos trabalhos de execução das obras da terceira faixa da BR-020, o DER iniciou em 29 de maio a intervenção que ocorre no trecho entre a Fazenda Embrapa, no km 13, e o Núcleo Rural do Arrozal, no km 16. Nesse trecho também foi criada uma faixa reversa.

    O DER-DF orienta os motoristas que trafegam pela região a redobrarem a atenção e a respeitarem a sinalização provisória implantada nos locais, visando à segurança de todos.

    *Com informações do DER-DF

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília

    Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

  • Juristas listam exageros em decisões de Moraes contra Bolsonaro

    Juristas listam exageros em decisões de Moraes contra Bolsonaro

    Juristas ouvidos pela CNN criticaram exageros em decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    Na última segunda-feira (21), Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro explicasse o descumprimento da proibição de usar redes sociais, uma das medidas cautelares impostas ao ex-presidente no âmbito da investigação pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução à Justiça e ataque à soberania nacional.

    Após os advogados do ex-chefe do Executivo solicitarem explicações sobre a medida, o magistrado reiterou na quinta-feira (24) que Bolsonaro não está proibido de conceder entrevistas aos veículos de imprensa, mas de fazer o uso de redes sociais, de forma direta ou por meio de terceiros.

    De acordo com Moraes, a medida cautelar será considerada descumprida caso haja a replicação, por parte de “terceiros”, com conteúdo de Bolsonaro nas redes relacionadas à determinação judicial.

    Caio Paiva, professor e ex-defensor público, considera que o parecer trouxe esclarecimentos que poderiam ter sido feitos ainda nas primeiras decisões quanto às medidas cautelares. “Um episódio que deveria ter sido evitado pelo ministro, considerando todo o acompanhamento que há em torno do caso”, destacou.

    Paiva, no entanto, considera que o episódio deixou saldo para o STF que não parece positivo, tendo em vista que Moraes considerou que houve descumprimento de medida cautelar, mas decidiu relevar.

    Além da proibição de uso de redes sociais, Bolsonaro cumpre recolhimento domiciliar entre 19h e 7h, de segunda a sexta-feira, e em tempo integral aos finais de semana e feriados. E também é monitorado por tornozeleira eletrônica, além de não poder manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e nem se aproximar de sedes de embaixadas e consulados.

    questão foi referendada pela maioria da Primeira Turma do STF.

    Para o ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello, a imposição de uso de tornozeleira a Bolsonaro é contrário à Presidência da República e bastaria o recolhimento de seu passaporte.

    “Eu vejo, por exemplo, a colocação de tornozeleira no ex-presidente Bolsonaro como algo contrário à grande instituição, não contrário a ele, cidadão, mas contrário, principalmente, à grande instituição, que é a Presidência da República”, disse Marco Aurélio.

    “Onde é periculosidade? Ah, bastaria recolher simplesmente o passaporte, como parece que já foi recolhido, do ex-presidente Bolsonaro. Mas tem-se a utilização de tornozeleira que alcança a dignidade em si da pessoa, que não deixa de ser uma medida cautelar apenadora, já que a liberdade de ir e vir do cidadão fica prejudicada”, seguiu.

    ex-presidente teve seu passaporte apreendido pela PF em fevereiro de 2024.

    Divergência de Fux

    A imposição de medidas cautelares foi referendada pela maioria da Primeira Turma do STF. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia seguiram o entendimento de Alexandre de Moraes.

    Último a votar, o ministro Luiz Fux divergiu. Para ele, neste momento, as medidas cautelares impostas ao ex-presidente não são necessárias.

    “Em decorrência dessa constatação, verifico que a amplitude das medidas impostas restringe desproporcionalmente direitos fundamentais, como a liberdade de ir e vir e a liberdade de expressão e comunicação, sem que tenha havido a demonstração contemporânea, concreta e individualizada dos requisitos que legalmente autorizariam a imposição dessas cautelares”, citou o ministro.

    “Mesmo para a imposição de cautelares penais diversas da prisão, é indispensável a demonstração concreta da necessidade da medida para a aplicação da lei penal e sua consequente adequação aos fins pretendidos”, finalizou.

    Por Por Brasília

    Fonte CNN Brasil

    Foto: Reprodução CNN Brasil

  • Presidente do União Brasil cobra Lula: “Tem que ligar para Trump”

    Presidente do União Brasil cobra Lula: “Tem que ligar para Trump”

    O presidente nacional do União BrasilAntonio Rueda, criticou o empenho do governo brasileiro nas negociações com os Estados Unidos conforme se aproxima da data de 1º de agosto, quando passa a valer a tarifa de 50% contra produtos brasileiros exportados para o território americano.

    Participando de painel no evento Expert XP, em São Paulo, o dirigente afirmou que Lula instigou a situação ao defender a extinção do dólar como moeda padrão no comércio global — durante a Cúpula do Brics — e cobrou o chefe do Executivo.

    “Quem deve dialogar é o presidente da República. Ele devia pegar o telefone, ligar para Trump e dizer que quer dialogar, ao invés de estar tentando colher dividendo eleitoral. Essa postura é danosa para o país”, disse.

    O União, comandado por Rueda, possui três ministros que fazem parte do governo Lula: Celso Sabino (Turismo), Waldez Góes (Integração Nacional) — indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) — e Frederico Siqueira Filho (Comunicações).

    O dirigente que preside a federação União-PP comentou ainda sobre o cenário fiscal e cobrou responsabilidade com as contas públicas. Rueda considerou a peça orçamentária como uma “ficção”.

    “Temos que pautar eficiência. Não adianta ir para a arrecadação, porque não vai ser suficiente. Temos que cortar a carga no legislativo, judiciário”, completou.

    Questionado se apoiaria uma eventual diminuição das emendas parlamentares, o líder do União afirmou que defende a pauta através de um pacto entre os poderes.

    Por Por Brasília

    Fonte CNN Brasil

    Foto: GABRIEL SILVA/E.FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

  • Entrevista de emprego para cargos de liderança: veja perguntas mais frequentes – e como respondê-las

    Entrevista de emprego para cargos de liderança: veja perguntas mais frequentes – e como respondê-las

    Por que devemos te contratar? Como você resolve conflitos? Qual seu estilo de liderança? É provável que perguntas como essas já tenham sido feitas para você durante uma entrevista de emprego, especialmente em cargos de gestão. Mas como respondê-las? O melhor caminho é sempre falar a verdade.

    Mas não é raro encontrar profissionais que ficam nervosos, não conseguem responder e acabam perdendo oportunidades. Por isso, para quem está se preparando para uma entrevista de emprego em busca de cargos de liderança , conhecer as perguntas mais realizadas nesses processos com antecedência pode ser a chave para o sucesso.

    Veja, a seguir, quais são elas e como respondê-las de forma eficaz.

    Quais as perguntas mais frequentes nas entrevistas de emprego?
    Quais são suas experiências anteriores?

    Quase toda entrevista de emprego começa com a mesma pergunta. Para respondê-la de forma assertiva, busque destacar sua formação acadêmica, tempo de experiência e conquistas significativas. O segredo é reforçar aos recrutadores sua capacidade de inovação e demonstrar de que maneira você poderá contribuir com o sucesso da empresa.

    Exemplo: “Tenho uma sólida formação e experiência em economia, com doze anos de atuação em cargos de liderança. Ao longo da minha carreira, conquistei resultados significativos, como a estruturação de uma área de finanças, demonstrando minha capacidade de liderança, inovação e meu comprometimento com o sucesso da empresa.”

    Qual seu estilo de liderança?

    Para escolher um profissional que vai ocupar uma posição de liderança , os recrutadores precisam entender qual o perfil de líder do profissional. Se essa pergunta for feita, é importante descrever a forma de liderança de forma concisa, destacando os valores mais importantes, como colaboração, comunicação, inovação, resiliência e organização, por exemplo. Busque trazer exemplos concretos de quando esses valores foram empregados.

    Exemplo: “Meu estilo de liderança é baseado na colaboração e na inspiração. Pude colocar isso em prática na minha experiência anterior, quando foi preciso valorizar a comunicação aberta e incentivar os membros da equipe a contribuírem com ideias.”

    Como você pretende inovar para o sucesso da empresa?

    Os recrutadores buscam líderes capazes de impulsionar a inovação das organizações. Por isso, é importante demonstrar a capacidade de pensar estrategicamente e identificar oportunidades de crescimento. Mostre como a criatividade será incentivada em sua gestão e como novas ideias serão implementadas. Se houver certificações em inovação, lembre-se de ressaltá-las em sua entrevista – essa é uma habilidade bastante valiosa.

    Exemplo: “Pretendo promover a inovação através da criação de um ambiente que valorize o pensamento criativo e o compartilhamento de ideias. Estou comprometido em buscar soluções inovadoras que impulsionem o crescimento da empresa.”

    Como você fará a gestão de conflitos?

    Líderes precisam ser hábeis na resolução de conflitos – e é isso que os recrutadores querem entender com essa pergunta. Mostre sua abordagem para resolver situações desse tipo de forma construtiva, promovendo a comunicação aberta e trabalhando em equipe para encontrar soluções. Busque sugerir caminhos criativos e diferentes do convencional.

    Exemplo: “Minha abordagem para a gestão de conflitos é baseada na escuta ativa e na busca por soluções colaborativas. Procuro entender todas as perspectivas envolvidas e trabalhar junto com a equipe para encontrar uma solução que seja mutuamente benéfica.”

    Por que devemos te contratar?

    Essa é outra pergunta que aparece com frequência nas entrevistas de emprego. Ela permite aos recrutadores entenderem melhor a motivação do funcionário, suas habilidades e como elas se encaixam na cultura e nas necessidades da empresa.

    Exemplo: “Você deve me contratar porque eu trago uma combinação única de experiência, habilidades e paixão que me capacita a contribuir significativamente para o sucesso da empresa. Minha abordagem orientada para inovação, tecnologia e resultados me permite motivar e inspirar minha equipe a alcançar objetivos ambiciosos.”

    Por Por Brasília

    Fonte Exame.

    Foto: FG Trade/Getty Images

  • Justiça decreta falência da Disbrave Consórcios em Brasília

    Justiça decreta falência da Disbrave Consórcios em Brasília

    A Vara de Falências, Recuperações Judiciais e Litígios Empresariais do Distrito Federal decretou a falência da empresa Disbrave Administradora de Consórcios LTDA, com sede na Asa Norte, em Brasília. A decisão foi tomada após a própria companhia solicitar a medida, alegando grave crise financeira.

    A Disbrave Consórcios informou à Justiça que seus ativos não são suficientes para cobrir nem metade de suas dívidas, o que, segundo a empresa, configura a hipótese prevista no artigo 21, alínea “b”, da Lei nº 6.024/74. A solicitação foi feita com autorização da autoridade reguladora do setor e demonstra o esgotamento das alternativas de recuperação financeira.

    Na sentença, o juiz responsável pela Vara destacou que a Disbrave atuava na formação e administração de grupos de consórcio, sendo inteiramente responsável pela organização e funcionamento dessas operações. Ele nomeou uma administradora judicial para conduzir os próximos passos do processo falimentar, conforme determina a Lei de Falências (Lei nº 11.101/2005).

    Com a decretação da falência, foram suspensas as ações e execuções judiciais movidas contra a empresa, inclusive as que envolvem credores particulares de sócios solidários, desde que os créditos estejam sujeitos ao processo falimentar.

    Além disso, o magistrado proibiu qualquer tipo de bloqueio ou apreensão dos bens da empresa, seja por meio judicial ou extrajudicial, salvo nas exceções previstas no artigo 6º, §§1º e 2º da Lei de Falências. Ele também declarou indisponíveis os bens da empresa e advertiu seus representantes sobre obrigações legais previstas no artigo 104 da LRF, sob pena de responderem por crime de desobediência.

    A nomeação da administradora judicial inclui responsabilidades como a elaboração do quadro de credores, comunicação aos interessados e condução das etapas de arrecadação de bens, pagamento dos débitos e encerramento formal da falência.

    *Informações do TJDFT

    Por Por Brasília

    Fonte Jornal de Brasília

    Foto: Divulgação/Disbrave

  • Para ninguém esquecer: trânsito mata mais do que armas de fogo no DF

    Para ninguém esquecer: trânsito mata mais do que armas de fogo no DF

    “Recebi a notícia por ligação, na noite de um domingo nublado. Minha primeira reação foi olhar para a janela do apartamento de nossa mãe. Me perguntava como contaria a ela que sua filha fora atropelada e não havia resistido. Daquele momento, me lembro apenas de seus gritos de desespero”, recorda Fernando Braz, 30 anos, irmão de Amanda Martins Machado, atropelada enquanto pedalava em 24 de novembro de 2024. 

    A jovem nutricionista foi morta aos 27 anos por um motorista que dirigia a mais de 100km/h em uma via cuja velocidade máxima permitida é 60km/h. Para ninguém esquecer Amanda, sua bicicleta, partida ao meio com o impacto da batida, foi soldada, pintada de branco e posicionada na marginal norte da Estrada Parque Taguatinga (EPTG). A ghost bike — homenagem feita a ciclistas que morreram atropelados — lembra a todos que ali uma vida foi interrompida por uma tragédia no trânsito. 

    Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) dão conta de que os sinistros de trânsito matam 1,19 milhão de pessoas no mundo a cada ano. No Brasil, números mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde contabilizam 34.881 óbitos em 2023, 2,91% a mais que em 2022. Já no Distrito Federal, o balanço do Departamento de Trânsito (Detran/DF) destaca que, na última década, 2.829 pessoas perderam a vida nas vias da capital do país — uma média de 280 por ano. A título de comparação, é como se uma aeronave Boeing 737 caísse em solo brasiliense todos os anos nesse período e ninguém sobrevivesse. Uma tragédia.

    “Cada um por si”

    Se a queda de um avião e a morte de seus passageiros comovem um país inteiro e têm repercussão internacional, por que não ocorre o mesmo quando se trata de vítimas de trânsito? “O fato de nos deparamos todos os dias com esses eventos provoca, gradativamente, essa falta de sensibilização. Chega a um ponto em que nós, enquanto espectadores, não aguentamos mais assistir a tantas catástrofes”, explica Hartmut Günther, professor de psicologia ambiental e do trânsito da Universidade de Brasília (UnB).

    “Então, um mecanismo de defesa é tentar ignorá-las. É ‘cada um por si, e Deus por todos’. A não ser, claro, que isso nos toque de forma direta”, completa. A normalização dessas mortes afeta, como uma via de mão dupla, a responsabilidade de condutores e as medidas de prevenção, “que se tornam lentas e paliativas”, avalia o professor. 

    Somente em 2024, 229 pessoas morreram nas vias da capital, de acordo com o Detran. O número é 151% superior à quantidade de mortes por arma de fogo, 91, conforme dados do Anuário de Segurança Pública do DF nesses mesmo período. Segundo o Detran-DF, até maio de 2025, a capital já registrou 107 mortes — 15 óbitos a mais que o mesmo período do ano anterior, que contabilizou 92 mortes.

    Segundo um levantamento da Associação Brasileira do Medicina do Tráfego (Abramet), a falta de reação, resposta tardia ou ineficiente ao volante foram as principais causas de mortes e ferimentos no Brasil, seguidas de velocidade incompatível e ingestão de álcool. Questões relacionadas à via, ao veículo e a fatores ambientais completam a lista, como: iluminação deficiente, presença de animais na pista, ausência de sinalização, curva acentuada, falhas elétricas no automóvel, desgaste do pneu e chuva. O estudo reforça que “os sinistros de trânsito são eventos não intencionais e evitáveis”. 

    Trecho perigoso

    Em Sobradinho, 150 passos separam duas cruzes localizadas no km 10, da BR-020. Cravadas à beira da estrada, ambas recordam as vidas de Antônio Marcos dos Santos e Anísio de Oliveira, que tiveram fim em sinistros de trânsito no Distrito Federal. Destas vítimas, pouco se sabe. Sem datas de nascimento ou falecimento nem mensagens fúnebres, resta a quem transita pelo trecho curiosidade e consternação. 

    A cruz de Antônio, miúda, é tomada por um matagal e tem aos poucos o nome apagado pelo tempo. A de Anísio está acompanhada de uma bicicleta branca retorcida, com pneus danificados e sem pedais, indicando que o homem morreu sobre duas rodas. Com movimentação constante de pedestres e ciclistas, fluxo intenso de veículos pesados e iluminação insuficiente, o trecho é um dos mais perigosos de todas as BRs que cortam o DF. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou, nos últimos cinco anos, 264 sinistros somente neste ponto da BR-020.  

    Durante três meses, a reportagem percorreu diferentes vias do DF e, por meio dos registros em cruzes, ghost bikes, capacetes e capelas, investigou as histórias por trás de cada tragédia; além de conversar com sobreviventes e familiares de vítimas; e obter dados, pesquisas e análises de especialistas em segurança viária que apontaram os caminhos para conter as tragédias nas vias. 

    Luto à beira da pista

    A fragilidade e a finitude da vida são escancaradas por meio dos memoriais de luto à beira das estradas servem como “placas de trânsito não oficiais”, que alertam para os perigos das rodovias e mantêm viva a memória de quem se foi. É o que defende Renner Vilela, professor, historiador e mestrando pela Universidade Estadual de Goiás, cuja tese é sobre cruzes de beira de estradas. “Se eu passo em um trecho de rodovia e vejo vários desses elementos, logo assumo que trafegar por aquele ponto é arriscado e, portanto, preciso ter atenção redobrada”, destaca.  

    “No passado, era comum posicionar cruzes onde ocorreram batalhas, assassinatos e outros tipos de morte violenta, não só para marcar o local, mas como forma de sacralizar aquele espaço, livrando-o de espíritos malfeitores e demônios”, ressalta o historiador. 

    Em um cruzamento que dá acesso a via para Formosa (GO), no km 25,9 da BR-020, está a ghost bike de Armando Leite de Santana, morto aos 62 anos, em 2022, após ser atropelado por um carro. Imagens da época mostram o párabrisa do veículo completamente destruído devido ao impacto da batida. “Dá uma tristeza quando passamos por aqui. Nessa concorrência entre motoristas e ciclistas, somos o braço mais fraco. É desleal”, comenta Geraldo Gomes, 55, militar da reserva, que costuma pedalar em grupo nas rodovias do DF.

    Por meio de Geraldo e do colega ciclista Eduardo Fernandes, 55, a reportagem descobre que Armando era professor em Planaltina e gostava de pedalar sozinho. A família da vítima, porém, não foi localizada. “Além dele (Armando), perdemos outro colega de pedal nessa mesma via, atropelado por um motorista embriagado. Temos o acostamento, mas de nada adianta, pois não é respeitado. Uma ciclovia resolveria o problema”, avalia Eduardo. 

    Saudade de Amanda

    Apaixonada pela profissão, Amanda Martins Machado, que morreu atropelada na marginal da EPTG, conquistou uma carreira bem-sucedida de nutricionista em um hospital de Brasília. Lá, desenvolveu um projeto, que mais tarde levou seu nome, no qual criava pratos especiais para crianças doentes internadas na instituição. 

    “Ela era sonhadora e tinha pressa de viver, então, queria conquistar tudo muito rápido. Corajosa, colocava uma mochila nas costas e viajava sozinha todos os anos. Um mês antes de sua morte, começou a pedalar, era seu novo hobby”, diz o irmão Fernando. A jovem foi enterrada com o jaleco de nutricionista. 

    Filhos de mãe solo, os irmãos nunca ficaram longe um do outro. Em Ceilândia, compraram cada um seu apartamento no mesmo condomínio. Ambos cuidavam da matriarca, de idade avançada. Eram um trio. “Apesar de unidos, não tínhamos muito o costume de nos abraçar e dizer frases bonitas. Falávamos ‘eu te amo’ somente com o olhar”, conta o analista de sistemas. 

    “Dia 23 de novembro, passei por uma ghost bike voltando para casa. Como Amanda tinha começado a pedalar recentemente, me bateu a preocupação e pensei ‘preciso alertá-la sobre isso (andar de bicicleta em rodovias movimentadas), pode ser perigoso’. Mas não deu tempo. Ela foi morta no dia seguinte”, lembra o irmão. 

    Lidar com as burocracias funerárias foram, para uma família, uma dor ainda maior. “É tudo muito protocolar. Nos sentimos pequenos”, comenta Fernando. Oito meses após a morte de Amanda, o medo do trânsito ainda reverbera. “Sempre que vamos atravessar a rua, ficamos com aquela aflição. Minha mãe conta que, se eu não estou em casa e ela escuta o barulho, ou vê uma ambulância, já entra em desespero”, relata. 

    A pedido de Fernando, a bike foi reformada e instalada na EPTG pela organização não-governamental Rodas da Paz. “Eu não tinha mais condições de ver aquela bicicleta partida na minha garagem todos os dias. Precisava dar um destino a ela. Então, quando a instalaram na estrada, senti um misto de emoções, principalmente, de dever cumprido”, ressalta. 

    No início de julho deste ano, o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) recebeu a denúncia que prevê a ocorrência de crimes de trânsito. O processo tramita no Tribunal do Júri e o julgamento ainda não foi marcado. Fernando espera que a Justiça seja feita em relação ao motorista. 

    Aumento de sinistros

    A falta de infraestrutura adequada associada ao crescimento da frota de veículos resulta no aumento de sinistros. Nesse contexto, as motocicletas são protagonistas. É o que aponta o estudo Mortalidade no Trânsito, Desenvolvimento Econômico e Desigualdades Regionais no Brasil, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicado em neste ano. 

    “As motos são opções mais acessíveis e atrativas, em especial, para o público jovem, que está iniciando a vida econômica. Além disso, houve um crescimento considerável na quantidade de motociclistas que trabalham para aplicativos de entrega”, aponta o autor do estudo, Carlos Henrique de Carvalho, mestre em engenharia de transportes, doutor em economia e pesquisador do Ipea. 

    Além disso, o especialista alerta que melhorias restritas às pistas, como recapeamento, não são suficientes para sanar os problemas no trânsito, visto que ‘estimulam’ o aumento da velocidade, a energia das colisões e a quantidade de sinistros. “Aperfeiçoamentos viários mais completos são fundamentais. Isso inclui sinalizações de segurança, intervenções adequadas para o transporte ativo, moderação de tráfego nos pontos críticos e, claro, campanhas de conscientização permanentes”, completa o pesquisador. 

    Podia ser evitado

    O termo “acidente de trânsito” traz a conotação de algo imprevisível e incontrolável, muitas vezes minimizando a responsabilidade dos envolvidos, enquanto a expressão “sinistros” reconhece que esses eventos podem ser evitados e são geralmente resultado de negligência, imperícia ou imprudência de condutores e pedestres. 

    *Estagiário sob a supervisão de José Carlos Vieira

    Por Por Brasília

    Fonte Correio Braziliense      

    Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press   

  • Primeira edição do projeto Luz, Som e Ação marca trajetória profissional de diversas mulheres

    Primeira edição do projeto Luz, Som e Ação marca trajetória profissional de diversas mulheres

    A primeira edição do projeto Luz, Som e Ação chegou ao fim com impacto direto e expressivo na vida profissional de dezenas de mulheres. Viabilizado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, a iniciativa ofereceu, de forma gratuita, cursos técnicos nas áreas de roadie e técnicas de iluminação e som — funções tradicionalmente dominadas por homens no setor cultural. Com turmas de 30 alunas, o projeto formou 60 mulheres no Instituto Federal de Brasília (IFB), no Recanto das Emas, e no espaço Jovem de Expressão, em Ceilândia.

    Com 119 inscrições de participantes vindas de 20 regiões administrativas do Distrito Federal, a ação mostrou sua capilaridade e relevância. Para a idealizadora do projeto, Ellen Oliveira, o projeto é um exemplo do papel das políticas públicas na promoção da inclusão produtiva e na redução das desigualdades de gênero: “Há uma grande dificuldade de encontrar mulheres nas áreas técnicas, o backstage ainda é um ambiente muito masculinizado. Nosso intuito é mostrar que é possível elas atuarem nesses espaços e que existe mercado para isso, faltam cursos para a capacitação. Tem mulheres, faltam oportunidades”, afirmou.

    As alunas tiveram a chance de aplicar os conhecimentos adquiridos no festival Divas do Samba, evento que também tem como princípio a valorização da equidade de gênero. Ellen explicou, ainda, que o objetivo principal foi abrir caminhos reais para a inserção profissional das participantes, além do caráter exclusivo da formação ter contribuído para um ambiente mais acolhedor e estimulante. “Por ser um curso só para mulheres, elas se sentiram mais à vontade para perguntar, tirar dúvidas e compartilhar experiências. Muitas disseram que foi uma porta de entrada para o mercado”. A faixa etária das participantes variou entre 25 e 40 anos.

    A publicitária Sâmela Borges participou do curso e ressaltou a importância do aprendizado, não apenas para o currículo, mas para o desenvolvimento pessoal. “Gostei bastante da troca de experiências, de ver outras mulheres que estão passando pela mesma busca. Saindo daqui eu vi que tem uma ampla gama de possibilidades, vou sair daqui mais completa como profissional e como uma pessoa criativa também”, declarou.

    Todos os cursos contaram com intérprete de Libras e recursos de audiodescrição, garantindo acessibilidade para todas as alunas. A idealizadora também destacou a importância do apoio financeiro do FAC: “É fundamental que existam esses aportes para que possamos ampliar oportunidades. A ideia é dar continuidade ao projeto, com novos módulos, e seguir formando mais mulheres ao longo do tempo”.

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília

    Foto: Jully Kathleen