Dia: 7 de julho de 2025

  • Com crescimento recorde no turismo no primeiro semestre, DF se consolida como destino em alta

    Com crescimento recorde no turismo no primeiro semestre, DF se consolida como destino em alta Gestão estratégica de fomento ao turismo cultu…

    Com crescimento recorde no turismo no primeiro semestre, DF se consolida como destino em alta
    Gestão estratégica de fomento ao turismo cultural, gastronômico, cívico e de negócios, faz da capital destino em alta para visitantes do Brasil e exterior
    O Distrito Federal encerra o primeiro semestre de 2025 como destino turístico consolidado, com cada vez mais visitantes do Brasil e do exterior. Neste ano, Brasília foi eleita um dos 25 destinos globais mais procurados, segundo pesquisa da Airbnb, e entrou para o ranking global da InsureMyTrip como destino favorito para trabalhadores digitais.

    Neste ano, Brasília foi eleita um dos 25 destinos globais mais procurados, segundo pesquisa da Airbnb | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Para se ter uma ideia do aumento do número de visitantes no Distrito Federal, o movimento de turistas internacionais no Aeroporto Internacional de Brasília cresceu 39%. Em abril, o terminal atingiu volume recorde de passageiros, conforme dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Foram contabilizados 890.989.974 passageiros-quilômetros pagos (RPK), métrica utilizada na aviação para medir a demanda por transporte aéreo.

    O aumento no turismo reflete, também, a movimentação gerada por grandes eventos realizados na capital federal. O Aniversário de Brasília, por exemplo, reuniu cerca de 1 milhão de pessoas, a Via Sacra do Morro da Capelinha contou com 150 mil fiéis e o 33º Congresso Abes/Fitabes trouxe mais de 10 mil participantes.

    O presidente da Associação de Artesãos da Área Externa da Catedral Metropolitana de Brasília, Glauco Lopes, afirma que o período tem sido lucrativo

    A arquitetura, as atrações cívicas e as belezas naturais já não são as únicas atrações de Brasília. A capital federal foi eleita pela segunda vez a cidade mais sustentável do Centro-Oeste, segundo o Ranking de Cidades Sustentáveis 2025, da plataforma Bright Cities.

    Segundo o secretário de Turismo do Distrito Federal, Cristiano Araújo, os bons resultados são fruto de uma gestão que aposta no potencial cultural, cívico e criativo da cidade. “Temos trabalhado com planejamento, inovação e diálogo com o setor para transformar experiências e fortalecer a imagem da capital como destino nacional e internacional”, revela. Para o secretário, o turismo em Brasília não é apenas uma atividade econômica. “É, também, uma forma de conectar pessoas à história, à arte e à diversidade do nosso território,” conclui.

    O técnico da assessoria da Secretaria de Turismo Bernardo Córdova estima que o número de visitantes cresceu exponencialmente na capital

    O presidente da Associação de Artesãos da Área Externa da Catedral Metropolitana de Brasília, Glauco Lopes, afirma que o período tem sido lucrativo. “Aumentou em 100% o turismo. Só temos a agradecer à Catedral Metropolitana, que tem parceria conosco, que nos deixa mostrar nosso artesanato e ao Governo de Brasília também. Somos muito gratos e esperamos que continuemos assim com o nosso turismo bem aquecido aqui no DF”, comemora.
    Entre os investimentos do Governo do Distrito Federal (GDF) estão os repasses para a manutenção da Catedral. Foram pagos R$ 957 mil de um total de quase R$ 3 milhões, que será repassado em quatro parcelas até abril de 2026. O recurso será utilizado no restauro e conservação de vitrais, esculturas, sinos, pinturas e mobiliário litúrgico, além de intervenções técnicas especializadas em conformidade com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
    O técnico da assessoria da Secretaria de Turismo Bernardo Córdova estima que o número de visitantes cresceu exponencialmente na capital. “Do meu ponto de vista pessoal, acho que os turistas aumentaram em uns 250%, pelo menos, porque o volume de atendimento dentro dos CATs [Centros de Atendimento ao Turista], já dobrou e está quase triplicando. Então a gente vê um aumento exponencial”, estima.
    Córdoba falou com a reportagem na Casa de Chá, espaço gastronômico na Praça dos Três Poderes, reaberto desde junho de 2024. O local já é um dos pontos mais visitados do Centro Histórico, e recebe mais de 14 mil visitantes por mês. O espaço funciona também como café-escola e Centro de Atendimento ao Turista (CAT).

    Por Carlos Eduardo Bafutto, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

  • Inscrições para 5º Prêmio de Artesanato e 4º Prêmio de Manualistas do DF vão até sexta (11)

    Premiação vai contemplar obras artísticas que remetam ao artesanato do Cerrado | Foto: Divulgação/Setur-DF

    “São oportunidades concretas para que nossos artesãos e manualistas mostrem pelas suas mãos a rica cultura do Cerrado”, reforça o secretário de Turismo, Cristiano Araújo. “São chances reais para que eles exponham e comercializem seus produtos em eventos e feiras, gerando renda e movimentando a economia criativa do Distrito Federal. Valorizamos o talento local, a inovação e a tradição, reafirmando o artesanato como parte essencial da identidade cultural da nossa capital.”

    A diretora-superintendente do Sebrae-DF, Rose Rainha, reforça a importância da parceria para o desenvolvimento sustentável do setor: “Ao unir forças com a Secretaria de Turismo e o BRB, conseguimos criar uma plataforma que premia o talento, capacita e projeta nossos artesãos e manualistas para novos mercados. Esse é um exemplo de como ações conjuntas entre apoiadores da cultura e empreendedorismo podem transformar vidas e fortalecer a economia local”.

    Critérios e etapas

    Podem participar do prêmio todos os artesãos e manualistas que possuem em status ativo a Carteira Nacional do Artesão ou a do Trabalhador Manual. Os candidatos devem escolher a categoria que melhor se adequa à sua experiência e capacidade de produção. A inspiração para criação das peças tem como tema “A riqueza do Cerrado e a identidade cultural de Brasília”.
    A novidade deste ano é a etapa regional, com as 35 regiões administrativas organizadas em sete unidades de artesanato do Sebrae (UAS). Assim, ao menos um representante de cada território será contemplado nas seletivas. Os jurados avaliarão as peças com base em critérios como criatividade, acabamento, funcionalidade, iconografia e complexidade.
    Os vencedores receberão certificados, troféus e prêmios em dinheiro com valores entre R$ 4 mil e R$ 10 mil, além de certificados e troféus. As obras também ganharão destaque em um catálogo impresso que servirá como a vitrine viva de obras eternizadas com técnicas, narrativas e memórias.

    Histórico de sucesso

    O prêmio integra, anualmente, o calendário cultural de Brasília. Desde sua criação, tem proporcionado reconhecimento e oportunidades para centenas de artesãos e manualistas. No ano passado, o setor registrou um crescimento de 33% nas vendas, com arrecadação de mais de R$ 2 milhões, beneficiando diretamente cerca de 1,5 mil famílias.

    Além disso, o projeto Artesanato de BSB, mantido pela Setur-DF, conta com três lojas físicas em locais estratégicos: Pátio Brasil, Alameda Shopping e Feira do Guará. Cada loja abriga o trabalho de 30 artesãos, selecionados via edital público, fortalecendo ainda mais a presença do artesanato local no cotidiano da cidade. A secretaria também organiza a participação em feiras nacionais e internacionais ao longo do ano, ampliando a visibilidade dos artistas.

    Inscrições

    4º Prêmio Brasília Manualistas
    5º Prêmio Brasília de Artesanato
    ► Prazo final: sexta-feira (11).

    *Com informações da Setur-DF

  • Campanha Julho Dourado alerta para importância da vacinação de pets e prevenção de zoonoses

    Campanha Julho Dourado alerta para importância da vacinação de pets e prevenção de zoonoses Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde atua…

    Campanha Julho Dourado alerta para importância da vacinação de pets e prevenção de zoonoses
    Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde atua para prevenir doenças como hantavirose, raiva, leishmaniose e leptospirose
    Este mês é marcado pela campanha Julho Dourado, que visa à conscientização sobre a saúde animal e à prevenção de zoonoses, doenças infecciosas transmitidas entre animais e pessoas. No Distrito Federal, a Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde (SES-DF) atua na prevenção, diagnóstico e controle dessas doenças. As enfermidades podem ser causadas por vírus, bactérias, parasitas ou outros agentes patogênicos, com transmissão por contato direto com animais, fluidos, alimentos ou água contaminados, ou por vetores como mosquitos e carrapatos, por exemplo.

    Além das ações de vigilância, a unidade também disponibiliza animais para adoção responsável. Atualmente, 32 cães estão aptos a serem adotados | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

    A Diretoria de Vigilância Ambiental de Zoonoses do DF conta com uma estrutura composta de laboratórios para diagnóstico da leishmaniose em cães, de animais sinantrópicos e silvestres, que identificam espécies hospedeiras de agentes causadores da febre amarela, hantavirose e leptospirose, além de canil e gatil públicos, onde são observados animais que possam representar risco à saúde pública.

    Segundo a gerente da Zoonoses, Camila Cibeli Soares, o recolhimento de animais não é feito de forma rotineira, e ocorre apenas em casos com vínculo epidemiológico, como contato com morcegos, ou quando o animal apresenta sinais clínicos compatíveis com doenças de importância em saúde pública. “Nessas situações, os animais são mantidos sob observação por períodos que variam de 10 a até 180 dias, de acordo com a avaliação técnica”, explica.

    Os exames laboratoriais para diagnóstico de leishmaniose em cães são realizados utilizando duas provas e avaliação clínica, conforme explica a gestora: “O Ministério da Saúde preconiza a realização de diagnóstico laboratorial da leishmaniose com base em critérios clínicos e laboratoriais. Se o resultado for positivo, o tutor é notificado e orientado, já que se trata de uma doença de relevância para a saúde pública no meio urbano”.

    A Diretoria de Vigilância Ambiental de Zoonoses do DF conta com uma estrutura composta de laboratórios para diagnosticar leishmaniose em cães, além de canil e gatil públicos

    Já em casos suspeitos de raiva, não há tratamento, e é preciso isolar o animal e adotar medidas preventivas rigorosas, inclusive observação in loco, quando necessário. “O atendimento segue protocolo específico, com avaliação criteriosa. Já quando há histórico de contato com morcegos, é feita a coleta de material e possível encaminhamento do mamífero para observação”, complementa.

    Prevenção e vacinação

    A vacinação antirrábica gratuita, ofertada pela SES-DF nos postos de Vigilância Ambiental do DF, é uma das principais estratégias para o controle da raiva e outras doenças graves. “A vacinação é um compromisso de todos os tutores. Ela protege o animal e também evita riscos à população, especialmente em áreas urbanas”, destaca Camila Soares.

    O trabalho da Zoonoses inclui ainda ações contínuas de monitoramento epidemiológico, orientação à população e atendimento especializado. A equipe, composta por 35 profissionais, recebe capacitações regulares para garantir respostas técnicas rápidas e qualificadas às demandas de vigilância em saúde ambiental.

    Adoção responsável

    Além das ações de vigilância, a unidade também disponibiliza animais para adoção responsável. Atualmente, 32 cães estão aptos a serem adotados.

    Para realizar a adoção, é necessário:

    * Ter mais de 18 anos;
    * Apresentar documento com foto;
    * Preencher um formulário de responsabilização;
    * Passar por uma entrevista com a equipe técnica.

    *Com informações da SES-DF

  • COLUNA DO RAIMUNDO RIBEIRO: Vitória da alma tricolor

    COLUNA DO RAIMUNDO RIBEIRO: Vitória da alma tricolor

      O Fluminense entrou em campo para enfrentar o poderoso Al Hilal que eliminou o Manchester City. Foi um primeiro tempo cauteloso, com os 2 …

     

    O Fluminense entrou em campo para enfrentar o poderoso Al Hilal que eliminou o Manchester City.Foi um primeiro tempo cauteloso, com os 2 times buscando a posse de bola para evitar erros.
    E foi num erro da defesa adversária que Fuentes recuperou uma bola, tocou para Martinelli que enganou o marcador e chutou no ângulo para fazer 1×0.
    A partida continuou muito estudada, com os 2 times cuidando de manter a posse de bola.
    No final do primeiro tempo, equivocadamente o árbitro marcou pênalti contra o Fluminense, mas o VAR acertadamente corrigiu a marcação de campo.
    Foi um primeiro tempo de muita marcação e poucas oportunidades.
    Voltamos para o segundo tempo com Hércules no lugar de Martinelli, e após uma sequência de escanteios que o adversário levava vantagem, empataram a partida aos 5 minutos.
    A partir daí os 2 times se abriram mais, e aos 9 minutos Cano perde um gol imperdível.
    Aos 11 minutos, Cano perde novamente.
    O Fluminense cede muitos escanteios, e o adversário sempre leva vantagem na bola alta.

    Aos 23 minutos, entram Lima e Everaldo, saindo Nonato e Cano.
    As alterações surtiram efeito, e 2 minutos depois Hércules faz 2×1.
    O Fluminense voltou a marcar melhor e com vantagem no placar, os espaços para o contra ataque aparecem.
    Aos 36 minutos, sai Samuel Xavier machucado, para entrada de Guga.
    Aos 41 minutos Árias perde grande oportunidade.
    Aos 43 minutos entra Thiago Santos para saída de Bernal.
    Nos minutos finais a partida se torna um ataque contra defesa, com o Fluminense encurralado na própria área.
    O Fluminense resiste e conquista uma vitória sofrida, com o gol do PIAUIENSE Hércules.
    É uma vitória da alma tricolor, com um time cuja folha de pagamento é apenas 10% da folha do adversário, mas a conta corrente não entra em campo, e o Fluminense é o primeiro classificado para as semifinais.
    O Fluminense está entre os 4 melhores times do mundo, e na próxima terça feira as 16 horas vamos em busca de mais uma vitória e o passaporte para a final.
    Bora Fluzão 🇭🇺🇭🇺🇭🇺🇭🇺
    Raimundo Ribeiro
    Apaixonado por futebol e, naturalmente Tricolor

  • Caesb investe R$ 100 milhões para reduzir perdas de água e atender ao Marco Legal do Saneamento

    Caesb investe R$ 100 milhões para reduzir perdas de água e atender ao Marco Legal do Saneamento

    Caesb investe R$ 100 milhões para reduzir perdas de água e atender ao Marco Legal do Saneamento Governador Ibaneis Rocha assinou contrato de…

    Caesb investe R$ 100 milhões para reduzir perdas de água e atender ao Marco Legal do Saneamento
    Governador Ibaneis Rocha assinou contrato de financiamento para substituição de mais de 550 mil hidrômetros no DF, o que vai melhorar qualidade da medição de consumo, evitar desperdícios, facilitar identificação de vazamentos internos por clientes e aumentar a eficiência da rede
    O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), assinou nesta segunda-feira (1°) um financiamento de R$ 100 milhões com o Banco do Brasil para reforçar o combate às perdas de água no DF, uma das exigências do Marco Legal do Saneamento.
    “Nós vamos trocar 550 mil hidrômetros, e com isso pretendemos diminuir as perdas que existem e modernizar todo o sistema do Distrito Federal. Vamos continuar avançando cada vez mais”, anunciou o governador Ibaneis Rocha.
    A redução de perdas é um dos fatores utilizados pela Adasa no cálculo da tarifa. Com maior eficiência operacional, a Caesb vai poder reduzir os gastos com produção, transporte e tratamento. Isso ajuda a manter o sistema e evita custos que poderiam ser repassados ao consumidor.
    A operação
    O recurso será investido na substituição de mais de 550 mil hidrômetros ao longo de cinco anos. 

    A troca do equipamento é fundamental, pois hidrômetros antigos podem registrar consumo menor do que o real (a chamada submedição), mascarar desperdício e desestimular a economia de água. A submedição pode esconder vazamentos internos, dificultar o controle do gasto e gerar prejuízo para a rede.
    “O parque de hidrômetros de Brasília é bastante antigo e precisa ser totalmente renovado”, explica o presidente da Caesb, Luis Antonio Reis. “Nós já temos feito esse trabalho nos últimos anos, mas esse financiamento nos permitirá, nos próximos cinco anos, fazer a troca de 550 mil hidrômetros.”
    O novo investimento permite economia de cerca de 500 litros de água por segundo — aproximadamente 15 milhões de metros cúbicos por ano, equivalente a cerca de seis mil piscinas olímpicas, o suficiente para abastecer cerca de 225 mil pessoas.
    “Dá um volume parecido com o que é produzido na Estação de Tratamento de Água do Lago Norte. É como se a gente estivesse construindo uma nova estação de tratamento sem afetar a natureza, ou seja, diminuindo o volume que a gente gasta”, avalia o presidente da Caesb.
    Esse trabalho de troca dos hidrômetros já vem sendo feito pela companhia. Entre 2023 e 2024, a substituição de mais de 150 mil deles permitiu recuperar aproximadamente 4 milhões de metros cúbicos de água por ano, o suficiente para abastecer cerca de 60 mil pessoas. Também houve economia de energia elétrica — redução de mais de três milhões de quilowatts-hora, o que ajudou a evitar a emissão de gás carbônico na atmosfera.
    Financiamento
    O financiamento obtido junto ao Banco do Brasil ocorre por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). Dos R$ 100 milhões, R$ 80 milhões serão financiados e R$ 20 milhões serão de contrapartida da companhia. A Caesb pagará esse financiamento em 15 anos, com cinco anos de carência e dez anos para a amortização.

    Matéria originalmente publicada no endereço: 
    Crédito da foto: Renato Alves/Agência Brasília

  • Proteção contra meningite, vacinação ACWY é disponibilizada para bebês no DF

    Proteção contra meningite, vacinação ACWY é disponibilizada para bebês no DF Antes ofertada pelo SUS a jovens de 11 a 14 anos, dose reforça,…

    Proteção contra meningite, vacinação ACWY é disponibilizada para bebês no DF
    Antes ofertada pelo SUS a jovens de 11 a 14 anos, dose reforça, agora, proteção também de crianças com 12 meses; imunizante age contra quatro sorotipos de bactéria
    Israel tem apenas 1 ano de idade, mas já construiu um escudo poderoso contra a meningite. Na companhia dos pais, a criança recebeu a nova dose da vacina ACWY, que, neste mês, passou a ser ofertada também a bebês de 12 meses como dose de reforço à meningocócica C, conforme orientação do Ministério da Saúde (MS).

    Fabyanne Nabofarzan, mãe do pequeno Israel, comemora a disponibilidade gratuita da vacina: “Agora, com a oferta pelo SUS, posso economizar e concluir essa imunização aqui mesmo na UBS, protegendo meu bebê e minha família” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF

    “Antes, ele tomava essa vacina na rede particular. Agora, com a oferta pelo SUS [Sistema Único de Saúde], posso economizar e concluir essa imunização aqui mesmo na UBS. Isso protege não só o meu bebê, mas toda a nossa família”, afirmou a mãe, Fabyanne Nabofarzan, na sala de vacinação da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Norte.
    Antes, a vacina ACWY era disponibilizada pelo SUS a adolescentes de 11 a 14 anos de idade. Além do público-alvo, a medida amplia a proteção para os outros três sorotipos de bactéria (A, W e Y), prevenindo casos de meningite bacteriana e infecções generalizadas.
    De acordo com o infectologista José David Urbaez, da Secretaria de Saúde (SES-DF), a vacina é essencial diante da gravidade da doença. “A infecção pode evoluir de forma extremamente rápida, com risco de morte em menos de 24 horas após o início dos sintomas. Por isso, a dose é indispensável para impedir que esse quadro grave se desenvolva”, reforça.

    No DF, foi registrado um aumento de 1,78% da cobertura vacinal, com 30,9 mil doses aplicadas em 2024 contra 30,3 mil doses em 2023. No ano passado, a cobertura chegou a 95,3%, enquanto em 2023, o valor foi de 86%.

    Esquema vacinal

    O imunizante está disponível nas diversas salas de vacina distribuídas nas UBSs do DF, que podem ser conferidas neste link. O esquema vacinal contra meningite começa com duas doses da vacina meningocócica C, aos 3 meses e aos 5 meses; e, agora, reforço aos 12 meses, que passará a ser feito com a vacina ACWY.

    De acordo com a Nota Técnica nº 77/2025, do Ministério da Saúde, bebês que deixaram de tomar a dose de reforço aos 12 meses podem receber a vacina até os 4 anos, 11 meses e 29 dias. Já aqueles que receberam a dose aos 12 meses com a vacina meningocócica C são considerados vacinados, sem necessidade da dose de reforço.

    A vacina ACWY está disponível em diversas salas distribuídas nas UBSs do DF

    A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, esclarece que uma única ida a um local de vacinação pode servir para atualizar diversos esquemas. “A dose da meningite pode ser aplicada junto a qualquer outra vacina do calendário”, explica.

    Sinais de alerta

    Urbaez também alerta para os sinais de perigo em bebês e crianças: “Febre alta, irritabilidade, recusa alimentar e letargia são alguns dos sintomas que exigem atenção. É fundamental procurar atendimento médico imediatamente”. A meningite é considerada endêmica no Brasil, com casos ao longo de todo o ano. Até o momento, o DF confirmou 37 ocorrências da doença, sendo 16 bacterianas.

    *Com informações da SES-DF

  • Governo de Minas oficializa posse da diretoria da Artemig e consolida marco regulatório para transportes no estado

    Governo de Minas oficializa posse da diretoria da Artemig e consolida marco regulatório para transportes no estado

    Governo de Minas oficializa posse da diretoria da Artemig e consolida marco regulatório para transportes no estado Nova autarquia inicia ope…

    Governo de Minas oficializa posse da diretoria da Artemig e consolida marco regulatório para transportes no estado
    Nova autarquia inicia operação com foco em segurança jurídica e qualidade nos serviços de concessões e PPPs do Estado
    Dirceu Aurélio / Imprensa MG

    O Governo de Minas Gerais deu um passo decisivo para o fortalecimento da infraestrutura de transportes no estado com a posse oficial da diretoria colegiada da Agência Reguladora de Transportes de Minas Gerais (Artemig), realizada nesta segunda-feira (7/7) pelo governador Romeu Zema, durante a abertura da Reunião Estratégica P3C, na Cidade Administrativa.

    A cerimônia marcou a entrada em operação da nova autarquia, criada pela Lei Estadual nº 25.235/2025, com a missão de regular e fiscalizar contratos de concessões e parcerias público-privadas (PPPs) nas áreas rodoviária, ferroviária, aeroportuária e hidroviária.

    A Artemig nasce com um portfólio robusto, que inclui mais de 2.250 quilômetros de rodovias concedidas, o Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e diversos projetos em fase de estruturação.

    “No início do meu governo, Minas Gerais tinha apenas uma rodovia concedida. Hoje já temos várias e ainda vamos aumentar”, disse o governador.
    “Queremos que esses processos avancem com muito critério, escutando a população, a cidade. Estamos trabalhando muito para que a infraestrutura do estado seja cada vez mais desenvolvida, com conforto e segurança para os mineiros”, pontuou Romeu Zema.
    Nova diretoria

    A diretoria colegiada, indicada pelo governador e aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 1/7, é composta por profissionais com sólida experiência técnica:

    • Breno Longobucco (diretor-geral) – Administrador público e advogado, com mais de 15 anos de atuação no setor público mineiro, foi subsecretário de Regulação de Transportes e de Obras e Infraestrutura da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra).

    • Isabela Cristina Diniz Baruffi (diretora técnica) – Engenheira de produção com carreira na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e na Seinfra-MG, onde atuou na fiscalização de contratos e projetos regulatórios.

    • Carlos Roberto Alvisi Júnior (diretor técnico) – Engenheiro civil com passagens por Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e Infra S.A., com atuação em concessões estratégicas como Fernão Dias e Rota das Gerais.

    Atuação e competências

    A agência atuará com autonomia técnica, transparência e foco no controle social, promovendo um ambiente regulatório mais eficiente e confiável.

    A posse da diretoria representa o início da fase operacional da Artemig, que já cumpriu etapas como a publicação do decreto de estrutura. Os próximos passos incluem ajustes normativos e a publicação do regimento interno.
    “A Artemig nasce com a responsabilidade de garantir que os contratos de concessão e PPPs sejam executados com qualidade, transparência e foco no usuário. Nosso compromisso é atuar com rigor técnico e independência, assegurando segurança jurídica aos investidores e entregando melhores serviços à população. Estamos preparados para enfrentar os desafios e contribuir para um ambiente regulatório moderno, eficiente e confiável”, destacou Breno Longobucco.


    Inovações e futuro da infraestrutura mineira

    O evento é realizado no contexto da Reunião Estratégica P3C, promovida pela Seinfra e Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), reunindo autoridades, especialistas e representantes do setor privado para discutir os desafios e oportunidades das concessões em Minas Gerais.

    A programação inclui painéis sobre inovação tecnológica, consensualismo, reforma tributária e o papel estratégico da nova agência reguladora.

    A atual gestão do Estado foi responsável pela retomada dos investimentos em parcerias público-privadas em Minas. Atualmente, existem 20 contratos em execução, entre PPPs e concessões comuns, nos setores de mobilidade, rodoviário, viário, social, cultural e de parques, que totalizam R$ 23,4 bilhões de investimentos.
    “Este evento, é mais do que um espaço de debate — é um ponto de virada. Reunimos aqui especialistas, autoridades e o setor privado para pensar o futuro. E esse futuro passa, necessariamente, por uma regulação forte, que assegure segurança jurídica aos investidores e serviços eficientes à população”, compartilhou o secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno.
    “Por isso, a Artemig será um instrumento fundamental para consolidar esse ambiente. Com ela, damos mais um passo rumo a uma infraestrutura inovadora e conectada com as necessidades de Minas Gerais”, concluiu.

    Crédito Agência Minas Gerais 

  • Governo de Minas entrega viaturas, armas e drones para a Polícia Civil

    Governo de Minas entrega viaturas, armas e drones para a Polícia Civil

    Governo de Minas entrega viaturas, armas e drones para a Polícia Civil
    Equipamentos, avaliados em mais de R$ 11 milhões, vão reforçar a segurança em 64 cidades do estado
    Dirceu Aurélio / Imprensa MG

    O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, entregou viaturas, armas e drones para a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), nesta segunda-feira (7/7), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte.

    São mais de R$ 11 milhões investidos na aquisição de 32 drones, 51 viaturas, 587 pistolas 9 mm, 114 fuzis (Arad), 66 fuzis (T4), 37 espingardas (Military 12) e 16 submetralhadoras (SMT9). Com isso, Minas incrementa os recursos logísticos para as investigações desenvolvidas pela Polícia Civil em 64 cidades do estado, aprimorando os trabalhos investigativos e reforçando as ações de repressão ao crime.
    “Ter a condição de entregar esses equipamentos é avançar na direção de uma Minas mais segura, de uma Minas que cuida das pessoas e que entende que investigar significa avançar na direção de um estado mais seguro”, afirmou Mateus Simões.
    “Eu espero que a gente possa continuar comemorando a chegada de cada vez mais verbas para a nossa segurança, que Minas Gerais possa oferecer a segurança pública que cada um daqueles que são daqui e que vêm de fora merecem e precisam”, acrescentou o vice-governador.

    Simões ainda reforçou o esforço contínuo para tais melhorias. “Contamos com o apoio de deputados federais, deputados estaduais, do Ministério Público do Trabalho, nesse caso específico, para a compra de equipamentos para a nossa polícia. A Polícia Civil, ao longo dos anos, foi sendo preterida na aquisição de equipamentos e a gente inverteu essa lógica ao longo do governo Zema para garantir que a gente possa ter não só o armamento mais moderno, mais adequado, mas os equipamentos para o trabalho de forma mais adequada”.

    Entrega para todo o estado

    Foram investidos R$ 7.157.480 nas viaturas, R$ 3.499.247 nas novas armas e R$ 958.793 nos drones. Os recursos provêm de emendas parlamentares federais e estaduais, de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrados pelo Ministério Público do Trabalho, do Fundo Nacional Antidrogas, de repasses do Fundo a Fundo, além de convênios federais e municipais.

    Os equipamentos serão entregues para unidades da PCMG nas cidades de Alto do Rio Doce, Araguari, Arcos, Araçuaí, Barbacena, Belo Horizonte, Bocaiúva, Bom Despacho, Buritis, Capelinha, Carmo do Paranaíba, Caratinga, Caxambu, Cristina, Contagem, Curvelo, Divinópolis, Elói Mendes, Formiga, Governador Valadares, Ibirité, Iguatama, Ipanema, Ipatinga, Itaúna, Itajubá, Itambacuri, Ituiutaba, Jaboticatubas, Januária, João Pinheiro, Juiz de Fora, Lagoa da Prata, Lavras, Matipó, Matozinhos, Medina, Nanuque, Nova Lima, Paracatu, Patrocínio, Pedro Leopoldo, Pirapetinga, Pitangui, Poços de Caldas, Ribeirão das Neves, Rio Casca, Rio Pardo, Sabará, Santa Luzia, Santa Maria do Suaçuí, Santa Rita do Sapucaí, Santana do Riacho, São Gonçalo do Pará, São João del-Rei, Sarzedo, Teófilo Otoni, Três Corações, Turmalina, Uberaba, Uberlândia, Unaí, Varginha e Vespasiano.
    “Hoje temos uma instituição mais moderna, mais eficiente e que faz melhores entregas. Entregas essas que são demonstradas por meio das operações policiais e das investigações qualificadas. Elas têm nos permitido tanto a prisão desses autores de crimes como também o bloqueio de bens e valores que tenham sido obtidos com a prática da infração. Então, estamos aí, de fato, num outro patamar”, destacou a delegada-geral Letícia Gamboge, chefe da Polícia Civil.
    Reforço estrutural
    No ano passado, a Polícia Civil abriu um novo concurso com 255 vagas para incrementar a capacidade de investigação, prevenção e combate ao crime em Minas, sendo 54 vagas para delegado, 165 para investigador, dez para médico-legista e 26 para perito criminal. Também ingressaram 68 novos escrivães no curso de formação técnico-profissional da PCMG.

    Desde 2019, houve aumento de 60% nos investimentos para a área de segurança pública em Minas Gerais. Neste período, até março de 2025, o Governo de Minas entregou 1.343 viaturas, 2.881 armas de fogo e 170 drones para a PCMG. Além disso, 177 unidades policiais da corporação foram reformadas ou inauguradas.

    Com esse apoio, Minas Gerais tem se destacado com uma redução expressiva de crimes violentos, que passou de 95,5 mil em 2018 para 32,3 mil em 2024, de acordo com o Observatório de Segurança Pública, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp). Nesse intervalo, o número de roubos caiu 76%, saindo de 76,6 mil para 18,6 mil casos no ano.

  • HUB faz mutirão com mais de 350 procedimentos em um dia

    HUB faz mutirão com mais de 350 procedimentos em um dia

     

    O Hospital Universitário de Brasília (HUB) realizou, neste sábado (5/7) um mutirão de cirurgias eletivas e procedimentos, incluindo exames de mastologia, coloproctologia e ecodoppler, além de cirurgias de várias especialidades, como oftalmologia e cirurgias vasculares. Mais de 350 procedimentos foram ofertados, somados cirúrgicos e de diagnósticos, nas diversas especialidades médicas.

    Para viabilizar a ação, o mutirão contou com o apoio de cerca de 120 profissionais de saúde entre médicos especialistas, enfermeiros, farmacêuticos, técnicos de enfermagem, técnicos de radiologia e residentes, diretamente envolvidos no mutirão. A ação de atendimentos integra o Dia E, um esforço coordenado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e alinhado ao programa Agora Tem Especialistas, lançado pelo presidente Lula com o Ministério da Saúde.

    Segundo o presidente da Ebserth, Daniel Beltrammi, acontecerão outros mutirões em setembro e dezembro. “Os procedimentos são feitos com recursos do governo federal via Ministério da Educação e da Saúde. A regulação dos pacientes fica por conta do Governo do Distrito Federal”, disse. “Os mutirões serão realizados em todo o Brasil. Serão 10300 procedimentos em todo o país, 1100 cirurgias eletivas, 7900 exames, 1300 consultas só no sábado.

    De acordo com a professora Fátima Sousa, da Universidade de Brasília (UnB), a importância do projeto vai além da redução das filas. “O objetivo é tornar os atendimentos mais acolhedores, evitando que os pacientes esperem por anos. A proposta permite acelerar o processo de forma mais humana e eficiente”, disse.

    Procedimento

    A aposentada Maria de Jesus Aragão Mendes, 65 anos, vive a expectativa de um momento aguardado, a realização de uma cirurgia para desobstrução do aparelho lacrimal, no Hospital Universitário de Brasília (HUB). O procedimento chamado darcriocistorrinostomia, representa o alívio de um incômodo que há tempos afetava sua qualidade de vida.

    “Era algo que me atrapalhava muito. As lágrimas escorriam o tempo todo, quentes, me causavam muito desconforto. Cheguei a ter infecções por causa disso. Então, eu estava com muita vontade de resolver logo”, contou Maria de Jesus ao Correio.

    Ela relatou que procurou atendimento inicialmente no Hospital Pacini, onde realizou consulta com um oftalmologista. No entanto, o plano de saúde não cobria internação ou cirurgia na unidade. Na clínica, a aposentada recebeu indicação para procurar o doutor Gustavo Magalhães, referência no procedimento no HUB.

    Após chegar no hospital, a paciente se diz satisfeita com a estrutura e o acolhimento recebidos na unidade. “Eu estou muito feliz por chegar aqui, porque tem toda uma equipe, tem todo um cuidado, todo um preparo especial com a gente. Só de estar aqui já é um caminho andado”, afirmou.

    Apesar da ansiedade natural antes da cirurgia, principalmente por conta da anestesia e da idade, Maria mantém o otimismo. “A gente fica um pouco nervosa, nem consegui dormir muito bem durante a noite. Mas eu acho que vai dar tudo certo”, declarou Maria com emoção.

    Após um ano e meio de espera, a atendente de padaria, Gardênia Passos Rodrigues, 38 anos, fez uma topoplastia, procedimento cirúrgico oftalmológico que visa remodelar a córnea, para corrigir astigmatismo, especialmente após transplante de córnea. “Fiz o transplante e agora estou muito feliz em fazer a cirurgia para poder enxergar melhor”, disse.

    Os dados de fila de espera estão no site do Ministério Público. “As filas são únicas. O complexo regulador direciona o pacientes para as vagas disponíveis em toda a rede dentro das prioridades de acordo com fila única”, explicou a professora Fátima Souza.

    Por Painel da Cidadania

    Fonte Correio Braziliense

    Foto: Davi Cruz/CB/DA Press

  • Programa Adote uma Praça: 12 espaços públicos de cara nova somente em 2025

    Programa Adote uma Praça: 12 espaços públicos de cara nova somente em 2025

    Lançado em 2019 pelo Governo do Distrito Federal (GDF), o programa Adote uma Praça já transformou mais de 145 espaços públicos. Só neste ano, foram recuperados 12 locais no Guará, Lago Sul, Gama, SIA e Taguatinga. O objetivo da Secretaria de Projetos Especiais (Sepe-DF), pasta responsável pelo programa, é ampliar o número de parcerias com empresas, associações e pessoas físicas.

    O projeto promove ações urbanas comunitárias que visam desenvolver o senso de pertencimento e melhorar a qualidade de vida da população local. Além das praças, o programa contempla jardins, rotatórias, estacionamentos, canteiros de avenidas, pontos turísticos, monumentos, parques infantis e pontos de encontro comunitário (PECs).

    Um dos exemplos mais recentes é a reforma da Praça Renato Russo, na QI 11 do Lago Sul. Antes da ação, o local era motivo de preocupação por parte da comunidade, devido ao abandono.

    Entretanto, há quatro meses, o empresário do ramo da construção civil Fábio Fernandes Oliveira decidiu aderir ao programa e reformou a praça localizada em uma movimentada área comercial do bairro. “Tenho uma construtora que atua muito aqui na região do Lago Sul e acabo frequentando bastante esse local por também ser morador do bairro. Fizemos por genuína retribuição mesmo”, conta. “Entregamos, fizemos com muito carinho, mas agora é a sociedade que precisa cuidar”, acrescenta.

    Após a parceria, o local recebeu reassentamento do revestimento de piso (com pedra portuguesa), criação de novo nível de bancos, manutenção dos bancos existentes, adequação de rampa, recuperação da iluminação e do relógio já presentes, instalação de irrigação automática, paisagismo completo, entre outras melhorias. Toda a reforma respeitou o projeto urbanístico original. “É um jeito de retribuir, né? O bairro nos acolheu muito bem. Temos grandes obras, inclusive nesta quadra, e entendi que essa é uma forma de agradecer”, conclui o empresário.

    Ocupar para preservar

    O secretário de Projetos Especiais, Marcos Teixeira, conta que, ao assumir a pasta em janeiro deste ano, percebeu que o projeto precisava se tornar ainda mais conhecido. “Estamos realizando um trabalho para dar mais visibilidade ao programa, para que as pessoas entendam melhor a proposta. E tem funcionado. As pessoas têm nos procurado para propor reformas e projetos grandes”, comemora. “A intenção é que as pessoas voltem a usar os equipamentos públicos. O princípio de adotar uma praça é fazer com que a população volte a ocupar os espaços públicos, promovendo sua preservação — seja uma quadra ou um local para caminhadas. Assim, moradores e empresários podem desenvolver projetos próximos às suas residências ou empresas, garantindo o uso adequado do local”, explica.

    O secretário destaca ainda que existe uma contrapartida indireta para os empresários que aderem ao programa. “Há um ganho indireto, seja na movimentação das pessoas, seja na segurança, na qualidade de vida ou na utilização do espaço. Apenas ao deixar um ambiente mais limpo e agradável, as pessoas se sentem mais tranquilas para circular na área, o que fomenta os negócios locais”, afirma Marcos Teixeira.

    A empresária Meire Reis, proprietária de um salão de beleza em frente à praça, concorda. Segundo ela, antes da reforma, o local enfrentava problemas urbanísticos e atraía usuários de drogas. “Isso intimidava e afastava nossas clientes. Já presenciamos até brigas entre usuários de drogas aqui em frente”, relembra.

    Meire se diz satisfeita com a readequação da área. “Não sou só eu que estou satisfeita. Minhas colaboradoras e clientes também estão. Essa praça floresceu após a reforma”, comemora. “Acho que todos nós devemos cuidar deste espaço. É um bem para todos, não apenas para os comerciantes, mas para todos os moradores”, conclui.

    A bancária Juliana Lima, moradora da região e frequentadora do comércio local, elogiou a iniciativa. “Achei linda, ficou muito ‘clean’. Esses grafites que retratam Renato Russo [compositor e cantor brasiliense] deram leveza ao espaço, que ficou bem mais aprazível. Essa obra, combinada com a paisagem do lago à frente, ficou excepcional. Se houver eventos aqui, virei com certeza”, afirma. “Acho que a iniciativa do empresário que ‘adotou a praça’ demonstra cuidado. Um olhar de atenção para nossa cidade, e isso faz toda a diferença para a população. Precisamos disso: cuidado”, conclui.

    Como adotar um espaço público

    As pessoas interessadas em participar do projeto Adote uma Praça e contribuir para o bem-estar de suas comunidades devem procurar a administração regional responsável pelo logradouro público e pelo mobiliário urbano, e apresentar requerimento contendo as seguintes informações:

    – Proposta de manutenção e dos serviços a serem realizados;
    – Descrição das melhorias urbanas, paisagísticas e ambientais, devidamente instruída com croqui e projeto básico para análise e avaliação;
    – Período de vigência da cooperação.

    Para pessoas físicas, o requerimento deve conter:
    – Cópia do documento de identidade;
    – Cópia da inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);
    – Cópia do comprovante de residência.

    Para pessoas jurídicas, o requerimento deve conter:
    – Cópia do registro comercial, da certidão simplificada expedida pela Junta Comercial, do ato constitutivo e de suas alterações subsequentes, ou do decreto de autorização para funcionamento, conforme o caso;
    – Cópia da inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília

    Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

  • Coleção Rotas Brasília apresenta roteiros turísticos temáticos na capital

    Coleção Rotas Brasília apresenta roteiros turísticos temáticos na capital

      Geovana Albuquerque/Agência Brasília Setur mapeia mais de 80 atrações para promover turismo cultural, ecológico, arquitetônico e religioso…

     

    Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Setur mapeia mais de 80 atrações para promover turismo cultural, ecológico, arquitetônico e religioso no DF

    A Secretaria de Turismo do Distrito Federal lançou a Coleção Rotas Brasília, uma iniciativa que reúne sete roteiros temáticos com o objetivo de valorizar e divulgar o potencial turístico da capital. A proposta é estimular a visitação a mais de 80 atrativos espalhados pelo DF, indo além dos pontos mais tradicionais e promovendo o turismo cultural, rural, ecológico, arquitetônico e espiritual.

    As rotas foram desenvolvidas em parceria com instituições e conselhos ligados à arquitetura, meio ambiente, cultura e turismo, e incluem:

    Rota Cívica: reúne monumentos, palácios e marcos da história política de Brasília;
    Rota Arquitetônica: destaca obras do modernismo e os traços icônicos de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa;
    Rota Cultural: abrange espaços como teatros, centros culturais, bibliotecas e museus;
    Rota do Cerrado: foca no ecoturismo com trilhas, cachoeiras e parques naturais;
    Rota Náutica: explora os atrativos do Lago Paranoá e atividades aquáticas;
    Rota da Paz: apresenta espaços de fé, reflexão e diversidade religiosa;
    Rota Fora dos Eixos: valoriza atrações nas regiões administrativas fora do Plano Piloto.

    Cada trajeto foi cuidadosamente planejado para oferecer experiências completas e seguras, promovendo o turismo como ferramenta de desenvolvimento econômico e inclusão social. A Coleção Rotas Brasília fortalece o posicionamento do DF como um destino turístico multifacetado, pronto para receber visitantes com diferentes interesses.

    Com informações da Agência Brasília

  • IA não pode ser privilégio de poucos países, diz Lula no Brics

    IA não pode ser privilégio de poucos países, diz Lula no Brics

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu durante reunião da Cúpula dos Brics, neste domingo (06), que a Inteligência Artificial não pode ser um privilégio de poucos países, nem mesmo um instrumento de manipulação por parte de bilionários.

    “O desenvolvimento da Inteligência Artificial não pode se tornar um privilégio de poucos países, ou instrumento de manipulação na mão de milionários. Tampouco é possível progredir sem a participação do setor privado e das organizações da sociedade civil”, disse durante o evento que acontece no Rio de Janeiro até a próxima segunda-feira (07).

    A fala do presidente vai na mesma linha de uma declaração paralela produzida pelos líderes da Cúpula, em que pedem uma governança da IA que possa “mitigar riscos potenciais” e “atender às necessidades de todos os países, incluindo o Sul Global”.

    “A inteligência artificial representa uma oportunidade histórica para impulsionar o desenvolvimento rumo a um futuro mais próspero. Para alcançar esse objetivo, ressaltamos que a governança global da IA deve mitigar riscos potenciais e atender às necessidades de todos os países, incluindo o Sul Global”, diz um trecho da declaração, obtida pela CNN.

    Para Lula, o texto envia uma “mensagem clara e inequívoca”:

    “As novas tecnologias devem atuar dentro de um modelo de governança justo, inclusivo e equitativo”

    O Brics antecipou para este domingo, primeiro dia da XVII Cúpula no Rio de Janeiro, sua declaração final.

    O grupo é um mecanismo de cooperação internacional, pelo qual países aliados buscam coordenar interesses comuns, de modo que o grupo é um centro de discussões entre seus membros.

    Por Por Brasília

    Fonte CNN Brasil     

    Foto: Reprodução

  • Arapoanga recebe novo sistema de drenagem para combater alagamentos

    Arapoanga recebe novo sistema de drenagem para combater alagamentos

      Matheus H. Souza/Agência Brasília Investimento de R$ 465 mil melhora infraestrutura urbana e qualidade de vida na região A região de Arapo…

     

    Matheus H. Souza/Agência Brasília

    Investimento de R$ 465 mil melhora infraestrutura urbana e qualidade de vida na região

    A região de Arapoanga, no Distrito Federal, recebeu recentemente a instalação de um novo sistema de drenagem de águas pluviais, visando mitigar os frequentes alagamentos que afetam a área durante o período chuvoso. A obra, concluída na quadra N, contou com um investimento de aproximadamente R$ 465 mil e foi executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

    O sistema implantado inclui 14 novas bocas de lobo, mais de 30 metros de ampliação da rede de drenagem existente e a instalação de um ramal adicional de 10 metros para receber outras três bocas de lobo. Essas melhorias visam otimizar o escoamento das águas da chuva e reduzir os transtornos causados pelos alagamentos.

    O administrador regional de Arapoanga, Sérgio de Araújo, destacou que a escolha da quadra N para o início das obras foi estratégica, com base em um levantamento das áreas mais necessitadas de intervenção. Ele também informou que o próximo passo será a execução de obras no conjunto L, onde está prevista a reforma de quatro esquinas, dando continuidade ao cronograma de melhorias na infraestrutura da região.

    Com a conclusão dessa etapa, espera-se não apenas a redução dos alagamentos, mas também a valorização imobiliária e a melhoria na qualidade de vida dos moradores, refletindo o compromisso do Governo do Distrito Federal com o desenvolvimento urbano e a infraestrutura das regiões administrativas.

    Com informações da Agência Brasília

  • “Cuidar do solo é cuidar do nosso futuro”, diz brasileiro na maior produtora global de fertilizante

    “Cuidar do solo é cuidar do nosso futuro”, diz brasileiro na maior produtora global de fertilizante

    Há três anos o brasileiro Leonardus Vergütz viu sua carreira ser impulsionada com a guerra entre Ucrânia e Rússia, dois países que, por causa de sanções advindas do conflito, deixaram de exportar fertilizantes, um nutriente importante para o crescimento não só de plantas, mas de várias economias que tem o agronegócio como um motor de crescimento, como o Brasil.

    Com formação em agronomia, e com diferentes especializações internacionais em agronegócio passando por universidades como Stanford, Columbia e Harvard, Vergütz agregou conhecimento internacional em nutrição e saúde do solo. Essa especialidade o levou até Marrocos, país que se tornou peça-chave para o agronegócio internacional por ter a maior reserva de fosfato do mundo, que é operada desde 1920 pela empresa pública OCP Group. 

    “Eu era professor da Universidade Federal de Viçosa e vim para o Marrocos lecionar a matéria ‘ciência do solo’ na Universidade Politécnica Mohammed VI (UM6P)”, afirma o brasileiro que depois de três anos como professor, foi promovido a diretor executivo do OCP Group, que é a fundadora da universidade UM6P.

    Como cientista e filho de agricultores do Rio Grande do Sul (descentes de alemães), Vergütz conhecia bem a agricultura tropical e a importância de estudar o nutriente em diferentes partes do mundo.

    “Minha família toda é de agricultores. Foram parte dos gaúchos que saíram do Sul para abrir as terras do Cerrado brasileiro”, diz o cientista, que conta que os pais hoje são produtores de café em Minas Gerais, sua terra natal. “O agro está no sangue”.

    Em entrevista à EXAME, Leonardus Vergütz, diretor cientifício da OCP Group, fala sobre a origem da empresa centenária ‘OCP Group’, as oportunidades de uma carreira internacional que já está ‘dando frutos’ para o Brasil e as expectativas com o agronegócio global.

    Uma empresa marroquina de 100 anos
    Durante o governo do monarca Sultão Moulay Youssef, em 1921, o governo de Marrocos investiu na criação do OCP (Office Chérifien des Phosphates), uma empresa pública focada em explorar as vastas reservas de fosfato do país, nutriente que ajuda a promover crescimento de plantas – e consequentemente da economia do país africano.

    Após um século de história, a companhia se consolida como a maior produtora mundial de fertilizantes fosfatados e líder em nutrição de plantas.

    “Hoje a OCP Group representa cerca de 70% das reservas globais de fosfato”, diz Vergütz.

    O trabalho de mineração se estendeu em outras minas e unidades de processamento, que transformam o fosfato em fertilizantes e ingredientes para nutrição animal, produtos hoje exportados para mais de 160 países. O grupo também criou a Universidade Politécnica Mohammed VI, em 2013.

    Com filiais no Brasil, América do Norte e Índia, além da sede em Marrocos, a companhia tem cerca de 30% do market share global de fosfato, que a ajudou a chegar em um faturamento de US$ 9,8 bilhões em 2024 globalmente, crescendo 9% em relação ao ano anterior.

    De Marrocos para o mundo: o brasileiro que lidera pesquisas e conexões 
    É nessa empresa centenária de Marrocos que Vergütz trabalha desde 2023. Depois de trabalhar como professor, liderando uma equipe de doutorandos entre 2019 e 2022 sobre o estudo da saúde do solo, o brasileiro recebeu uma proposta para sair da faculdade e trabalhar na empresa, na divisão chamada OCP Nutricrops – que se tornou o braço da OCP dedicado a fornecer nutrientes e soluções de saúde do solo e planta para agricultores no mundo todo.

    Lá entrou como diretor de inovação e ficava entre o laboratório e a mina estudando a estratégias científicas para a OCP gerar fertilizantes fosfatados focados na saúde do solo e na nutrição da planta. A ideia era desenvolver soluções cada vez mais ESG.

    “A agricultura pode, e deve, ser protagonista no combate às mudanças climáticas, enquanto atende à crescente demanda mundial por alimentos”, diz o brasileiro.

    Neste ano, o cientista brasileiro recebeu outra promoção como diretor técnico da OCP Group. Agora, como um dos profissionais C-Level, Vergütz saiu do laboratório e das minas para ajudar a implantar as soluções em parceria com outros países, como o Brasil, e instituições, como as Nações Unidas.

    “Hoje estou no Brasil para conversar com a Embrapa sobre as relações que temos como os nossos pesquisadores. Na semana passada estava na França e na outra na Itália, mostrando a nossa estratégia para o mundo”, afirma.

    O executivo afirma que o contrato com a Embrapa fortalece a cooperação entre Brasil e Marrocos e tem três objetivos principais:

    Criar e transferir tecnologias avançadas;
    Apoiar o desenvolvimento profissional de pesquisadores e estudantes; e
    Disseminar as melhores práticas agrícolas entre os produtores rurais.
    Além da Embrapa, outra parceria que Vergütz ajudou a estreitar com o Brasil foi com a Esalq/USP e a universidade UM6P.

    “É um intercâmbio de técnicos, estudantes e cientistas. Atualmente, três doutorandos da UM6P (dois do Marrocos e um da Nigéria) estão passando um ano no Brasil, no Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP”, diz o cientista brasileiro.

    Carreira internacional: “Tem que estar aberto para o novo”
    Trabalhar em outro país exige se adaptar a cultura e as exigências locais. Antes da pandemia, Vergütz lembra de alguns costumes no ambiente de trabalho. “Os costumes são parecidos com os do Brasil, eles, por exemplo, usam a comida para estimular relacionamentos, era comum ver todos reunidos na hora do almoço”.

    Mas depois da pandemia, Vergütz conta que a cultura da empresa mudou um pouco. Hoje, o modelo de trabalho é híbrido, e mesmo tendo escritório dentro da universidade e na sede em Casablanca, não existe uma necessidade de estar presencial no escritório. “A flexibilidade nos ajuda a estar mais com a nossa família também, algo que a cultura árabe valoriza muito”.

    Junto com a esposa e dois filhos, Vergütz conta que foi muito bem recebido, mesmo tendo religião e idioma diferente.

    “Aqui falo em inglês com todos os profissionais, mesmo entendendo bem o francês. Também vou à igreja católica com a minha família. Eles abraçam e respeitam a diferença aqui”, diz o brasileiro que se sente muito seguro no país e vê os filhos se tornando poliglotas ainda na infância. “Meus filhos já falam inglês e estão aprendendo o francês e o árabe aos poucos. Para aproveitar os benefícios de uma carreira internacional é preciso estar aberto ao novo”, afirma.

    Um cenário fértil para aliança entre Brasil e Marrocos
    O PIB, tanto do Brasil quanto de Marrocos, depende de um bom resultado do agronegócio para avançar no mercado interno. No Brasil, o setor representa cerca de 25% do PIB. Já em Marrocos, a agricultura é responsável por 15% do PIB e emprega 40% da população.

    “O Brasil é uma potência agrícola com grandes centros de pesquisa, como a Embrapa. Já o Marrocos, com sua posição geográfica estratégica e crescente investimento em novas universidades e centros de pesquisa, está se tornando um polo de inovação”, afirma Vergütz.

    Mesmo com limitação hídrica em grande parte do país, além de ter as maiores reservas de fosfato do mundo, Marrocos se destaca no setor do agronegócio como o quarto maior produtor de tangerina e o terceiro maior produtor de azeitona do mundo.

    “Por questões naturais, o fósforo é o nutriente mais limitante à produção vegetal em condições tropicais, como é o caso do Brasil”, afirma o cientista brasileiro que explica a dependência do Brasil com esse nutriente.

    Enquanto o Brasil importa produtos como fertilizantes, tangerina e azeitona, Marrocos importa carne bovina de elevada qualidade, além de outros produtos e tecnologias agrícolas, ajudando o Brasil a crescer no setor.

    “Pela proximidade, estabilidade e planos de longa duração, o Marrocos deve ser a porta de entrada para o Brasil na África, e o Brasil a porta de entrada do Marrocos na América do Sul. Existe muita sinergia a ser explorada entre Brasil e Marrocos”, diz Vergütz.

    Brasil: um país que saiu de importador para potência agrícola – e tecnológica
    A situação do solo agrícola no Brasil já foi mais preocupante. No passado, Vergütz explica que a baixa fertilidade natural dos solos brasileiros, particularmente no que se refere ao fósforo, fez com que eles tenham sido declarados como tendo pouca ou nenhuma aptidão agrícola.

    “Aprender a utilizar os nutrientes nesses solos tropicais mudou o destino do Brasil, permitindo que ele saísse de uma condição de importador de alimentos até os anos 1970 e 1980 e se tornasse a potência agrícola sustentável que é hoje”, afirma o cientista.

    Com a recente escassez de fertilizantes, agravada pela guerra entre Ucrânia e Rússia, o crescimento do agronegócio do Brasil, segundo Vergütz, promete ser cada vez mais focado em parcerias internacionais, tecnologia e na proteção do meio ambiente.

    “A aliança de longa data entre Brasil e Marrocos deve se fortalecer ainda mais, por meio da evolução tecnológica e da troca de conhecimento. O objetivo é que possamos aumentar a eficiência de uso de fertilizantes e fazer com que os solos brasileiros sejam cada vez mais saudáveis e produtivos”, afirma o cientista brasileiro. “Afinal, cuidar do solo é cuidar do nosso futuro”.

    Por Por Brasília

    Fonte Exame.    

    Foto: OCP Group/Divulgação

  • Trânsito no DF será alterado durante o fim de semana; veja mudanças

    Trânsito no DF será alterado durante o fim de semana; veja mudanças

      Trânsito no Distrito Federal, em imagem de arquivo — Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília Trânsito no Distrito Federal, em imagem de arq…

     

    Trânsito no Distrito Federal, em imagem de arquivo — Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

    Trânsito no Distrito Federal, em imagem de arquivo — Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília O trânsito do Distrito Federal passará por alter…

    O trânsito do Distrito Federal passará por alterações neste fim de semana devido a eventos culturais e esportivos. 

    De acordo com o Departamento de Trânsito (Detran-DF), haverá interdições na Asa Sul, no Eixo Monumental e no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES) (saiba mais abaixo).

    O Detran-DF orienta os motoristas a ficarem atentos à sinalização nas áreas afetadas e, sempre que possível, buscarem rotas alternativas para evitar congestionamentos.

     Sobre o transporte público, o Metrô-DF informa que terá horário ampliado no domingo (6), dia da marcha do Orgulho LGBTQIAPN+. Das 7h às 21h30, estações estarão abertas para embarque e desembarque. Das 21h30 às 23h, Estação Central estará aberta para embarque e mais estações para desembarque.
    Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES)

    Trânsito no DF será alterado no fim de semana. — Foto: Detran-DF/Reprodução

    De sexta-feira (4) a domingo (6), o trânsito no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES) será alterado devido ao festival Na Praia.
    A partir das 8h de sexta-feira, será fechado o acesso da rotatória no Trecho 2 da via SCES.
    Haverá ainda a interdição de retornos, sinalização especial e uso de painéis eletrônicos para orientar o público.
    Asa Sul

    Trânsito no DF será alterado durante o fim de semana — Foto: Detran-DF/Reprodução

    No domingo (6), a filmagem do longa “Marcos e Arnaldo” vai modificar o tráfego nas vias W3 e W2 Sul, na altura da 506 da Asa Sul.

    A partir das 12h30, a via W3 Sul, no sentido sul-norte, será interditada nas imediações da Biblioteca Demonstrativa.

    Trânsito no DF será alterado durante o fim de semana — Foto: Detran-DF/Reprodução

    O acesso à W2 Sul, próximo ao supermercado Comper, também será fechado, assim como o cruzamento da W3 nas proximidades do Cartório JK.

    Já no sentido norte-sul da W3, a interdição será na altura da 705 Sul, e o trânsito será desviado para a W4. As vias devem ser liberadas por volta das 16h30.

    Eixo Monumental

    Trânsito no DF será alterado durante o fim de semana. — Foto: Detran-DF/Reprodução

    Também no domingo (6), a corrida Eco Run 7, com percursos de 5 km e 10 km, vai bloquear parte do Eixo Monumental.

    A largada será às 6h30 na Praça do Palácio do Buriti, de onde os corredores seguirão pela via N1, passando pelo viaduto Renato Russo e pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), retornando antes da via Estrutural.

    Trânsito no DF será alterado durante o fim de semana — Foto: Detran-DF/Reprodução

    Durante a prova, três faixas da via N1 próximas ao canteiro central serão interditadas entre o Buriti e o viaduto. As demais faixas seguirão abertas ao tráfego.

    Haverá também bloqueios na EPIA, no acesso do viaduto Renato Russo, e na S1, entre a Praça do Cruzeiro e a Praça do Buriti. As vias devem ser reabertas ao meio-dia.

    Trânsito no DF será alterado durante o fim de semana — Foto: Detran-DF/Reprodução

    No mesmo dia, ocorre a Corridona, também no Eixo Monumental, com percursos de 2 km, 5 km e 10 km.

    A largada e chegada estão previstas para a via N1, próximo ao Centro de Convenções Ulysses Guimarães. Os corredores vão circular pelas vias N1 e S1, até a alça oeste da Rodoviária do Plano Piloto.

    As interdições começam às 6h30, com faixas de rolamento reservadas aos participantes.

    O tráfego de veículos será compartilhado com os corredores ao longo do percurso, sob controle de agentes do Detran. A previsão é que o trânsito seja normalizado por volta das 10h30.

    Por Ygor Wolf, g1 DF — Brasília

  • Pesquisa distrital sobre segurança pública começa nesta segunda (7) no DF

    Pesquisa distrital sobre segurança pública começa nesta segunda (7) no DF

    A partir desta segunda-feira (7), a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) inicia uma das mais importantes pesquisas já realizadas na capital sobre segurança pública. Serão 19.537 entrevistas domiciliares em todas as regiões administrativas, com visitas realizadas diariamente até o fim do ano — inclusive aos finais de semana e feriados.

    O objetivo é ouvir a população para além dos números oficiais, captando informações sobre crimes não reportados, sensação de segurança, confiança nas instituições e avaliação dos serviços prestados pelas forças de segurança. A iniciativa marca a 5ª edição da pesquisa. A última foi realizada em 2018.

    “Queremos compreender a percepção das pessoas sobre a segurança. Cada resposta será essencial para construirmos políticas públicas ainda mais eficazes e alinhadas à realidade de cada região”, destaca o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar.

    Apesar da queda contínua dos índices criminais desde 2013, o secretário ressalta a importância de escutar a população: “Somos a segunda capital mais segura do país, mas precisamos entender como os cidadãos se sentem diante dessa realidade.”

    Entrevistadores identificados

    A pesquisa será realizada por empresa especializada, com profissionais previamente avaliados, uniformizados e identificados com crachá, QR Code de verificação e telefone oficial para checagem de autenticidade. As entrevistas serão gravadas por áudio, garantindo transparência e integridade na coleta das informações.

    O levantamento será feito entre 7h e 22h, com uma pessoa entrevistada por domicílio, desde que tenha 16 anos ou mais.

    “Trata-se de uma ação estratégica para fortalecer o sistema de informações em segurança pública e qualificar a tomada de decisão. Os dados vão subsidiar o planejamento, o monitoramento e a avaliação de políticas baseadas em evidências”, explica o subsecretário de Gestão da Informação, George Couto.

    Com metodologia estatística que garante representatividade por sexo, faixa etária e distribuição territorial, a pesquisa permitirá a construção de uma série histórica contínua e comparável, contribuindo diretamente para o aprimoramento das ações de segurança no DF.

    *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília    

    Foto: Divulgação/SSP-DF

  • Lian Gong: prática chinesa ajuda a aliviar dores no DF

    Lian Gong: prática chinesa ajuda a aliviar dores no DF

    Para reduzir filas, aliviar dores crônicas e promover o autocuidado, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) capacitou 30 profissionais da rede pública em Lian Gong em 18 terapia, prática chinesa que integra movimento corporal, respiração e foco mental. A formação, realizada ao longo de junho no Centro de Referência de Práticas Integrativas de Planaltina (Cerpis), foi voltada principalmente a agentes comunitários de saúde da Região Norte.

    Oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006 e aplicado no DF desde 1998, o Lian Gong é considerado uma tecnologia leve de cuidado em saúde. “O curso de capacitação colabora para o aumento da oferta e ampliação do acesso a esta tecnologia de saúde aos usuários do SUS e também como um cuidado aos próprios servidores”, explicou a pasta.

    A formação foi promovida pela Gerência de Práticas Integrativas em Saúde da SES-DF em parceria com a Escola de Saúde Pública do DF (ESPDF) e com o apoio da Diretoria Regional de Atenção Primária à Saúde da Região Norte (DIRAPS). O objetivo é formar facilitadores da técnica para atuação dentro das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “Por ser uma atividade coletiva, um único profissional ou uma dupla de profissionais atende várias pessoas ao mesmo tempo, otimizando recursos humanos e reduzindo filas e sobrecarga no sistema. Ao incentivar o autocuidado, promove a autonomia do paciente sobre seu processo de saúde”, destacou a SES.

    O que é o Lian Gong?

    Para a fisioterapeuta Patrícia Falcão, referência técnica distrital em Lian Gong, a prática vai além de uma atividade física comum. “O Lian Gong em 18 terapias é uma prática corporal terapêutica baseada na medicina tradicional chinesa, mas que conversa com os saberes da medicina moderna. São 54 exercícios organizados em 3 partes. Os movimentos são contínuos, coordenados com a respiração, sem impacto, e têm um efeito profundo sobre o corpo e a mente”, explica.

    Patrícia reforça que, apesar da origem oriental, a técnica é incorporada de forma estruturada na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do SUS desde 2006, e integra a Política Distrital desde 2014. “Não se trata de uma ginástica recreativa. É uma tecnologia leve, indicada para todas as idades e parte do cuidado integral oferecido pelo SUS”, pontua.

    Segundo a especialista, o Lian Gong é indicado para diversos públicos, especialmente pessoas com dores crônicas como lombalgia, artrose e cervicalgia; idosos com fragilidade ou risco de quedas; jovens com dores musculares; pacientes com insônia, estresse, ansiedade leve; e pessoas com doenças crônicas controladas, como hipertensão e diabetes. “Não é exclusiva para idosos, como muitos pensam. Pode ser adaptada a diferentes faixas etárias e condições de saúde”, afirma.

    Entre as principais indicações estão dores musculoesqueléticas em ombros, pescoço, coluna e joelhos; disfunções respiratórias leves, como asma e bronquite; além de quadros de estresse, insônia, ansiedade e até hipertensão leve. Embora seja considerada segura, há algumas contraindicações. “Não deve ser realizada por gestantes nos 3 primeiros meses de gravidez, nem por pessoas com febre ou doenças contagiosas no momento da atividade”, orienta Patrícia.

    Ela explica ainda que os grupos de Lian Gong costumam ter horário fixo semanal, o que facilita a participação regular da comunidade. Na Atenção Primária, a prática ocorre principalmente nas UBSs, mas também pode ser realizada em quadras, praças, escolas ou outros espaços acessíveis. “Nas unidades da atenção secundária, como CAPS e Policlínicas, a prática é oferecida para pacientes que já estão regulados dentro daquele lugar. Já na UBS, o acesso é livre e direto”, pontua.

    Patrícia ressalta a importância de reconhecer o Lian Gong como prática oficial do SUS, com base em evidências científicas e respaldada pelas diretrizes nacionais de saúde. “A implementação dos grupos de Lian Gong como atividade coletiva representa um avanço estratégico no cuidado integral e territorial em saúde. Ela está dentro das diretrizes do SUS e tem evidências científicas”, frisou.

    Bem-estar

    Facilitadora da prática há quase seis anos, Janine Batista, 48 anos, conheceu o Lian Gong em 2010, por meio de um curso de capacitação divulgado no site da Secretaria de Saúde. Moradora de Águas Claras, ela não apenas passou a praticar regularmente, como também conduz os grupos de pacientes na unidade onde atua. “O Lian Gong com certeza oferece benefícios à minha saúde. Sinto mais disposição, calma e percebo redução nas dores musculares, nos tendões e articulações”, relata.

    Janine destaca que os facilitadores seguem em constante aprendizado. “Como facilitadores somos alunos também, pois temos aulas periódicas para se manter preparados para repassar para os pacientes”, explica.

    A prática do Lian Gong é oferecida de forma gratuita em 10 unidades da rede pública de saúde do Distrito Federal. Não é necessário encaminhamento médico para participar, nem há filas ou exigência de critérios específicos. As atividades acontecem em grupo, com horários fixos definidos por cada unidade de saúde.  Para mais informações sobre locais e horários da prática, acesse o site da Secretaria de Saúde do DF.

    Por Por Brasília

    Fonte Jornal de Brasília      

    Foto: Divulgação

  • Câmara tem ao menos 64 propostas para mudar funcionamento do Judiciário

    Câmara tem ao menos 64 propostas para mudar funcionamento do Judiciário

    Ao menos 64 PECs (Propostas de Emenda à Constituição) que visam alterar o funcionamento do Poder Judiciário estão com tramitação travadas na Câmara dos Deputados, segundo levantamento da CNN.

    A análise incluiu todas as propostas em tramitação que tratam de mudanças na estrutura, funcionamento, composição e controle externo do Poder Judiciário, assim como de órgãos diretamente relacionados, como o Ministério Público e os Tribunais de Contas.

    As PECs que têm o STF como foco são as mais recorrentes: pelo menos 15 projetos propõem mudanças nos critérios de escolha, nomeação, mandatos ou funcionamento dos ministros da Corte. Apesar disso, nenhuma das propostas são robustas ou apresentam alterações significativas no sistema de Justiça.Play Video

    A proposta mais antiga é do ex-deputado João Campos (PSDB-GO), apresentada em 2005. Ela altera a forma de escolha dos ministros do STF, transferindo essa responsabilidade do presidente da República para o Congresso Nacional.

    A proposta também estabelece uma “quarentena” de quatro anos para impedir a indicação de pessoas que tenham exercido mandato eletivo, cargo de ministro de Estado ou presidência de partido político, com o objetivo de reduzir a influência político-partidária nas nomeações.

    A última movimentação do projeto ocorreu em 2023, com a apresentação do parecer favorável do relator Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ).

    As propostas mais recentes são de 2023 e 2024, marcando uma ofensiva do Congresso com uma série de matérias que limitam os poderes do Supremo em meio a uma crise política entre os Poderes.

    Em outubro de 2024, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou uma PEC que permite ao Congresso derrubar decisões do STF caso entenda que a Corte ultrapassou os limites da função jurisdicional.

    A comissão também aprovou outra proposta que restringe decisões monocráticas do Judiciário, ou seja, aquelas proferidas por um único magistrado.

    “É isso que nós, parlamentares, temos que fazer: criar leis que enquadrem o Supremo, que façam com que ele trabalhe como um colegiado e não como 11 ministros isolados, como se tivéssemos 11 Supremos Tribunais Federais”, afirma o senador Oriovisto Guimarães, autor da proposta. Os dois textos aguardam análise de comissão especial antes de irem a plenário.

    Outros dois projetos que avançaram na CCJ ampliam as hipóteses de crime de responsabilidade de ministros do STF, que poderiam fazer com que eles respondessem a processos de impeachment.

    A leitura feita pelos ministros é a de que o avanço das propostas representa uma retaliação ao STF após a decisão que suspendeu a execução das emendas parlamentares por falta de transparência e de rastreabilidade. Segundo alguns magistrados, as decisões não são compatíveis com a democracia.

    Dentre as propostas levantadas pela CNN, outro eixo comum é o fim ou a limitação do foro por prerrogativa de função, com pelo menos seis PECs tratando do tema.

    Também são frequentes as propostas que alteram regras de ingresso e disciplina de juízes e membros do Ministério Público, além de mudanças na composição e nas competências de conselhos como o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

    Nos últimos 20 anos, somente 2020 e 2006 não contaram com propostas para alterar o funcionamento do Judiciário brasileiro. No entanto, até então, não houve grandes alterações sobre competências e organização estrutural, mantendo o sistema de justiça no mesmo formato.

    Reforma do Judiciário

    A última reforma da Justiça ocorreu com a Emenda Constitucional 45, publicada em 31 de dezembro de 2004, após 13 anos de tramitação no Congresso Nacional.

    Na última atualização, novas diretrizes foram implementadas para o ingresso e a promoção na magistratura, redefiniram-se as competências da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal, além da criação do CNJ como órgão de controle e planejamento do Judiciário.

    Na avaliação Lígia Azevedo Ribeiro Sacardo, especialista em direito civil e advogada no escritório Rayes e Fagundes, a reforma do Judiciário é um tema relevante e necessário na atualidade. Segundo ela, o sistema precisa encontrar alternativas para reduzir o volume de processos, desafogar os tribunais superiores e da aumentar o tempo de tramitação dos processos.

    A advogada ainda cita que pontos de melhoria devem ser sobre a valorização da solução consensual de conflitos, o fortalecimento da primeira instância, a ampliação da digitalização e o aprimoramento dos critérios de acesso aos tribunais superiores.

    “Qualquer proposta de reforma, no entanto, deve preservar a independência do Poder Judiciário, a segurança jurídica e os direitos fundamentais”, pondera Lígia Sacardo à CNN.

    O tema sobre a reforma do Judiciário volta ao debate público após a instalação de uma comissão na OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de São Paulo), que pretende elaborar propostas de anteprojetos para ajustes no sistema de Justiça.

    Comissão OAB-SP

    Em entrevista à CNN, o presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, explica que a capacidade de autocorreção é uma regra para toda instituição na democracia. “Está na hora de a gente discutir de maneira democrática algumas autocorreções”, relatou.

    Na avaliação de Sica, ao longo dos anos, o STF “alargou” suas competências, especialmente na esfera criminal. “O STF se tornou um grande tribunal penal, julga muitos políticos”, afirmou.

    Além disso, outras discussões que são disputas entre o Legislativo e o Executivo acabam chegando para definição pela Corte, como o caso recente do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). “Isso politiza o tribunal. Por um lado, temos uma constituinte que permite isso, mas a nossa Constituição também prevê regras de autocontenção”, detalhou.

    Segundo ele, o ministro Edson Fachin, que tomará posse como presidente do STF ainda neste ano, já se mostrou favorável à discussão. “A gente confia muito que os ministros estão abertos à discussão. Até porque vai ser uma discussão levada em tom cordial, moderada, longe dos extremos”, explicou.

    A comissão da OAB-SP que estuda propostas para a reforma do Judiciário foi instituída em 23 de junho. O grupo estabeleceu cinco eixos de debates: morosidade, integridade, acesso à Justiça, estabilidade e STF.

    Após discutir as mudanças e ouvir colaborações dos setores da sociedade, a comissão deve elaborar propostas de reforma do Judiciário. Uma proposta de anteprojeto de lei será levada para debate no Congresso Nacional no início de 2026. Outro texto será apresentado ao setor do Judiciário.

    Por Por Brasília

    Fonte CNN Brasil  

    Foto: Leonardo Sá/Agência Senado