Dia: 2 de junho de 2025

  • Justiça determina desinterdição da Penitenciária Nelson Hungria, a maior de Minas Gerais

    Justiça determina desinterdição da Penitenciária Nelson Hungria, a maior de Minas Gerais

      Decisão ocorre após juiz fazer nova inspeção na unidade prisional A Justiça mineira determinou a desinterdição parcial do Complexo Peniten…

     

    Decisão ocorre após juiz fazer nova inspeção na unidade prisional

    A Justiça mineira determinou a desinterdição parcial do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, localizado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão foi proferida pelo juiz Wagner de Oliveira Cavalieri, cinco meses após a unidade ter sido parcialmente interditada por conta de problemas estruturais e operacionais. Na época, a falta de servidores, a precariedade nos atendimentos médicos e falhas na segurança interna foram alguns dos pontos críticos identificados durante inspeção judicial.

    A interdição parcial, iniciada em dezembro, visava corrigir uma série de irregularidades, como a ausência diária do banho de sol aos detentos, dificuldades na movimentação interna e externa dos presos e o aumento de casos de indisciplina. Também foi apontada a falta de médicos disponibilizados pelo Estado para atendimento à população carcerária, comprometendo a saúde dos internos. Diante desse cenário, a Justiça entendeu que a permanência da situação poderia comprometer tanto a segurança quanto a dignidade dos detentos e servidores.

    Segundo nota do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), a Polícia Penal apresentou relatórios detalhando as ações adotadas para retomar a normalidade do funcionamento da penitenciária. Entre as medidas, destaca-se a troca na direção da unidade, o que resultou na revisão de rotinas e na otimização dos procedimentos operacionais, permitindo melhor aproveitamento da equipe. O órgão também apontou o desafio de realocar presos em outras unidades da Região Metropolitana durante o período de interdição parcial.

    Após nova inspeção, o juiz Wagner Cavalieri concluiu que a unidade voltou a operar de forma regular, com boas condições de segurança e disciplina. Com isso, determinou o fim da interdição, permitindo que a penitenciária volte a funcionar plenamente. A Nelson Hungria, considerada a maior de Minas Gerais, é uma das principais estruturas do sistema prisional do estado e sua retomada plena representa um alívio para o sistema carcerário da região.

    Da Redação Direto do Congresso

  • Com investimento de R$ 57 milhões, GDF moderniza limpeza da rede pluvial e retira 192 mil toneladas de resíduos

    Com investimento de R$ 57 milhões, GDF moderniza limpeza da rede pluvial e retira 192 mil toneladas de resíduos

    Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    Equipes de limpeza receberam o reforço de robôs e veículos de alta tecnologia; mais de 1.040 caminhões-caçamba carregados foram retirados do sistema de drenagem somente neste ano

    Mais de 192 mil toneladas de resíduos sólidos foram retiradas dos sistemas pluviais do Distrito Federal em 2024. Os números são resultado direto da nova estratégia adotada pelo Governo do DF para ampliar a eficiência na limpeza e manutenção das redes de drenagem por meio de contrato com empresas especializadas, uso de caminhões-pipa adaptados com tecnologia de sucção e hidrojateamento, e da atuação de robôs para inspeção remota das tubulações.

    O investimento na operação alcançou R$ 57 milhões no último ano, recurso direcionado à modernização dos serviços executados pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). O novo sistema conta com 25 caminhões-pipa adaptados para sucção e hidrojateamento de resíduos, além de três robôs de inspeção por vídeo, que tornam o processo mais ágil e eficiente.

    “A Novacap utiliza o sistema mais moderno do mundo no que diz respeito a desobstrução de bocas de lobo. Além de o serviço ser feito com mais excelência, ele é feito com mais velocidade e agilidade, possibilitando, assim, o atendimento de mais demandas”, defende o presidente da Novacap, Fernando Leite. “É importante lembrar que a tecnologia utilizada contribui diretamente para preservar a saúde do trabalhador, que passa a não precisar mais entrar nas galerias.”

    Números

    Para se ter uma ideia da dimensão do impacto da estratégia, as 192.024 toneladas de resíduos retiradas das redes pluviais em 2024 equivalem ao peso de mais de 1.040 caminhões-caçamba totalmente carregados, tomando como base a capacidade média de 183,5 toneladas por veículo.

    Além disso, foram desobstruídos 875 quilômetros de redes e ramais – uma extensão comparável à distância entre Brasília e o Rio de Janeiro, em linha reta. A força-tarefa também garantiu a limpeza de 7.426 poços de visita, estruturas fundamentais para o bom funcionamento do sistema de drenagem e prevenção de alagamentos.

    A potência dos equipamentos impressiona: em apenas 12 minutos, um único caminhão é capaz de desobstruir tubulações extensas, tarefa que antes poderia levar dias com trabalho exclusivamente manual. Cada máquina substitui, com eficiência, o esforço de até 100 operários.

    O processo é realizado em duas etapas. Primeiro, o sistema de hidrojateamento de alta pressão quebra as obstruções, que são imediatamente sugadas para os reservatórios dos caminhões. Em seguida, os robôs entram em ação. Equipados com câmeras e autonomia para operar por até 2h30, eles acessam áreas antes inalcançáveis, identificando se a rede foi completamente limpa e detectando eventuais rachaduras, vazamentos ou ligações clandestinas feitas por moradores e comerciantes.

    “Em ligações clandestinas, por exemplo, o robô percorre pelo líquido até identificar o ponto exato onde está sendo feito o despejo e tenta localizar quem é o lançador desse resíduo na galeria”, detalha Moura.

    Por Victor Fuzeira, da Agência Brasília

  • Desligamento de energia afeta áreas da Asa Norte nesta segunda (2)

    Desligamento de energia afeta áreas da Asa Norte nesta segunda (2)

      Devido a modernização da rede elétrica, algumas áreas serão impactadas para segurança das equipes Nesta segunda-feira, a companhia Neoener…

     

    Devido a modernização da rede elétrica, algumas áreas serão impactadas para segurança das equipes

    Nesta segunda-feira, a companhia Neoenergia dá andamento na manutenção da rede elétrica em locais do Plano Piloto, das 8h30 às 11h30, para modernização. As áreas impactadas serão: SQN 409, SQN 410 e EQN 408/409.

    Caso o trabalho termine antes do previsto, a rede voltará a ser energizada sem aviso prévio. Além dos desligamentos programados, pode ocorrer de acabar a energia em alguma região, sem comunicação prévia. Nesses casos, a população pode registrar a ocorrência pelo telefone 116. Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado.

    PorThaís Umbelino, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

  • Hospital da Criança de Brasília é referência nacional no tratamento e cuidado a pacientes com doenças raras

    Hospital da Criança de Brasília é referência nacional no tratamento e cuidado a pacientes com doenças raras

    Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Equipamento prestou mais de 8,2 milhões de atendimentos desde a inauguração, em 2011, e é voltado para doenças raras e complexas que surgem na infância e adolescência

    O mundo da agente de saúde Geane Ilha, 40 anos, virou de ponta-cabeça quando ela descobriu, por meio do teste do pezinho, que o filho recém-nascido tinha fibrose cística. “Deu uma alteração, nos chamaram para repetir o exame dias depois, e aí começou a angústia”, lembra. “Fizeram o teste visual, que comprova a doença, e, quando Pedro Henrique estava com um mês e meio de vida, recebemos o diagnóstico e iniciamos o acompanhamento”.

    Sem nenhum conhecimento sobre a enfermidade rara, Geane foi encaminhada ao Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) e, logo na primeira consulta, teve certeza de que a saúde do filho seria garantida: “A equipe me acolheu de um jeito que até falo que são meus anjos. Me explicaram que, embora seja um problema raro, tem avanços no tratamento. No início, tínhamos que vir para as consultas todo mês, mas hoje é de três em três meses. E ele tem a vida de uma criança saudável”.

    Pedro Henrique, hoje com 4 anos, é um dos 72 pacientes com fibrose cística acompanhados pelo HCB atualmente. Referência nacional no tratamento e cuidado de doenças raras, a unidade hospitalar oferece uma série de programas específicos, que promovem atendimento humanizado, integral e multiprofissional de média e alta complexidade, a partir da confirmação do diagnóstico, com fornecimento de medicamentos, exames e consultas.

    Doenças complexas

    Desde a inauguração, em novembro de 2011, até o final de abril deste ano, o HCB prestou mais de 8,2 milhões de atendimentos. Desses, destacam-se mais de 5,1 milhões de exames laboratoriais e mais de 1,2 milhão de consultas. Em cerca de 14 anos de história, foram mais de 587 mil diárias, 82 mil sessões de quimioterapia, 58 mil transfusões, 12 mil cirurgias ambulatoriais, 41 mil ecocardiogramas, 138 mil procedimentos de raios-X, 63 mil tomografias e 84 mil ultrassons, entre outros.

    “O Hospital da Criança é especializado em doenças raras e complexas da infância”, explica a diretora-executiva do HCB, Valdenize Tiziani. “Quanto mais atendemos, maior é a curva de aprendizagem da nossa equipe, que conta com pessoas especializadas em todas as áreas da medicina e que podem oferecer a melhor evidência científica no atendimento, tanto no diagnóstico como no tratamento.”

    Segundo Tiziani, a unidade fornece terapias individualizadas e dispõem de equipamentos de última geração, utilizados para promover o bem-estar dos pacientes. “Fazemos questão de que a criança seja realmente tratada como criança, e falamos, inclusive, que aqui brincar é coisa séria”, detalha a médica. “Então, conseguimos adotar as melhores e mais avançadas tecnologias para o tratamento e para a cura, ao mesmo tempo que entregamos humanização e compaixão”.

    Cuidado que faz a diferença

    Enfermidade de origem genética, a fibrose cística causa alteração nas glândulas exócrinas, que liberam o suor, lágrimas e saliva. Devido a isso, as secreções ficam mais densas e começam a obstruir principalmente pulmões, pâncreas e sistema digestivo, causando problemas progressivos. Quanto mais cedo é descoberta, melhor é a qualidade de vida do paciente.

    No caso de Pedro, a agilidade no diagnóstico é decorrente do teste do pezinho, exame oferecido em toda a rede pública de saúde do DF e capaz de identificar até 62 doenças. “Se nós não tivéssemos descoberto logo no início, talvez ele teria tido algum problema e não ia dar tempo de tratar”, pontua Geane. “Hoje ele corre, brinca, não sente cansaço, faz tudo como uma criança saudável. Sou eternamente grata ao HCB”.

    Assim como as demais doenças raras, o tratamento da fibrose cística inclui atendimento multidisciplinar, exames de controle, medicamentos para uso domiciliar, consultas médicas, a depender da necessidade da criança e adolescente. “Agradecemos a Deus todos os dias por ter esse hospital, é maravilhoso”, comemora o pai de Pedro, o empresário Lúcio Daniel Ilha, 44. “Já pensamos em nos mudar daqui, mas a dúvida que fica é: ‘será que lá terá um lugar assim?’. Aqui tem tudo: psicólogo, assistente social, dentista, fisioterapeutas”.

    Especialidades

    A unidade foi criada a partir de uma parceria entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e a Associação Brasileira de Assistência às Famílias de Crianças Portadoras de Câncer e Hemopatias (Abrace). Destinada a atender exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de encaminhamento pela Central de Regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF), a instituição é gerida pelo Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe).

    Entre as iniciativas, destacam-se o Programa de Reabilitação Intestinal Pediátrica (Prip) para pacientes com falência intestinal. São contemplados crianças e adolescentes que dependem do uso de nutrição parenteral total para sobreviver, devido à falta de capacidade do intestino de absorver os nutrientes da alimentação oral. Graças ao Prip, os pequenos podem seguir com o tratamento em casa e têm a chance de viver uma vida com mais normalidade. Atualmente, há sete pacientes internados com a condição e outros seis pacientes foram desospitalizados, com acesso completo ao tratamento domiciliar.

    Também há a oferta de transporte para pacientes com doença renal crônica em dias de hemodiálise. A ação evita faltas e atrasos, melhora a adesão ao tratamento, impedindo complicações decorrentes da ausência de terapia, além de otimizar a rotina do paciente e cuidadores. Há, ainda, a hemodiálise feita em casa, no período noturno, com todos os equipamentos e insumos custeados pelo HCB, com o objetivo de promover bem-estar e conforto ao paciente.

    Outro diferencial da unidade é a infraestrutura de ponta para diagnóstico e pesquisa de doenças raras, como o Biobanco, que armazena mais de 500 mil amostras biológicas, e a Unidade de Sequenciamento de Nova Geração, que permite avançar no mapeamento genético e na investigação de enfermidades complexas.

    Por Catarina Loiola, da Agência Brasília

  • Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul oferta capacitação profissional e inclusão social

    Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul oferta capacitação profissional e inclusão social

    Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
    Espaço público dispõe de intérpretes de libras e acessibilidade para quem busca oportunidade no mercado de trabalho
    Mais que uma porta de entrada, os cursos profissionalizantes podem ser uma chance para jovens e adultos no mercado de trabalho. E, quando acompanhados pela inclusão e acessibilidade, são também uma chave para a mudança de vida dos estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e de pessoas com deficiência (PCDs). Essas possibilidades são reais no Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (Cesas), localizado na Quadra 602 Sul, que oferece capacitação profissional para a comunidade gratuitamente.

    Para a estudante Erika dos Santos do Carmo, de 48 anos, que cursa gastronomia, a porta se abriu para um mundo completamente novo. Aprendendo a cozinhar desde fevereiro deste ano, ela gosta de fazer os pratos mais simples e gostosos do dia a dia: de macarrão e carnes a feijão com arroz. Com perda auditiva, Erika nem imaginava adquirir tantos conhecimentos ー mas, atualmente, ela já vislumbra um futuro promissor.

    “Quando cheguei aqui, não sabia nada. Nesse curso estou aprendendo muita coisa e é muito importante ter um intérprete, porque eu não escuto nada, então seria difícil compreender a fala da professora. Acredito que vou me desenvolver cada vez mais e, no futuro, eu vou ser uma chef de cozinha”, ressalta.

    São quatro alunos surdos matriculados no Cesas, sendo um pela manhã e três à noite. Ao todo, são nove turmas distribuídas nos cursos de operador de microcomputador, assistente administrativo e cozinheiro, cada turma com uma média de entre 15 e 20 alunos. As aulas são ministradas em três turnos durante três dias na semana – terças, quartas e quintas-feiras. Ao todo, compõem uma carga horária em torno de 220 horas, com a certificação e o passe estudantil que facilita o acesso à escola, além da alimentação junto aos estudantes da unidade.
    A subsecretária de Educação Inclusiva e Integral da Secretaria de Educação, Vera Barros, afirma que a pasta está em fase de fechamento de parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) para o projeto Empregabilidade Inclusiva. “Paralelamente, estamos estabelecendo parcerias com empresas que disponibilizam oportunidades de trabalho, com o objetivo de preparar nossos estudantes para o mercado realizando a capacitação necessária, além de permanecermos acompanhando de perto esse processo junto às empresas. Assim, garantimos que esses estudantes possam realmente participar de planos de carreira”, completa.

    Visibilidade

    Em funcionamento há 11 anos, os cursos profissionalizantes do Cesas começaram com o objetivo de acolher e capacitar alunos da EJA, direcionados a um público mais interno. Com o passar do tempo e a observação das necessidades da comunidade, o projeto foi readequado para alcançar também as pessoas com deficiência, ganhando intérpretes e abrindo as portas para a comunidade externa.

    A supervisora pedagógica do Cesas, Ana Carolina Leonel Emediato, chama atenção para a importância do apoio na qualificação profissional ao trabalhar com educação de jovens e adultos. “É uma oportunidade para aquele estudante que já saiu retornar para fazer uma capacitação no mercado de trabalho, que hoje não está muito fácil. E não estamos falando só de PCDs, mas do estudante jovem, adulto ou aquele que está passando por um processo de envelhecimento e ainda quer se qualificar, trabalhar ou até ocupar a cabeça. Temos toda a adaptação para atender essas pessoas”.

    O estudante de administração Luis Gustavo Ribeiro Almeida, 47, trabalha durante o dia e estuda à noite, com o intuito de se qualificar para conseguir uma posição melhor no trabalho, em que atua em digitalização. Com um intérprete para facilitar a comunicação, a deficiência auditiva não é um obstáculo para que ele avance e consiga a tão sonhada ascensão no trabalho.

    “Estou gostando muito e acho esse curso muito importante. Acredito que no futuro eu vou ter uma vida melhor por essa escolha que fiz, vai ser muito bom para mim. Eu tenho muita vontade de ter uma vida melhor e esse curso tem me ajudado, já percebo mudança na minha vida e tenho muita vontade de me formar”.

    “Minha vida está mudando muito depois que eu comecei a estudar no Cesas. Quero continuar me desenvolvendo profissionalmente, não quero parar de estudar e vou adquirir mais conhecimento para melhorar minha vida. Aqui eu consigo ter comunicação e pude aprender de forma mais fácil com o ensino adaptado, me desenvolver e dar continuidade aos estudos, além de ter a perspectiva de um futuro melhor e acessível para mim”.
    Inscrições
    Novas inscrições estão previstas para julho deste ano. Os interessados podem acessar o site da Secretaria de Educação ou ir pessoalmente ao Cesas localizado na 602 Sul, onde é possível tirar todas as dúvidas e colocar o nome na lista de espera, caso as vagas já estejam preenchidas.
    Por Jak Spies, da Agência Brasília

  • Lula para Hugo em meio à pressão pelo IOF: será “bem tratado pela esquerda”

    Lula para Hugo em meio à pressão pelo IOF: será “bem tratado pela esquerda”

    Em meio à crise provocada pelo aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em determinadas transações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto público ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), durante a convenção nacional do PSB, neste domingo (1º), e defendeu a construção de maioria no Congresso para medidas de interesse do país.

    “Quero cumprimentar nosso querido deputado Hugo Motta. Eu considero você uma novidade na política brasileira. Independente do partido que você pertence, o seu comportamento e a sua eleição como presidente da Câmara é a demonstração de que, dentre tantas coisas ruins que nós vivemos, começam a acontecer coisas boas”, afirmou Lula.

    “Isso é extremamente importante. Eu quero que você saiba que os partidos de esquerda desse país vão lhe tratar como jamais alguém imaginou que pudessem tratar um presidente da Câmara que pertence a outro partido político”, continuou.

    O gesto de Lula ocorre dias após a forte reação do Congresso à decisão da equipe econômica de elevar em 3,5% o IOF sobre determinadas transações internacionais. A medida, anunciada para aumentar a arrecadação ainda em 2025 e viabilizar o cumprimento das metas fiscais do arcabouço fiscal, provocou um desgaste político imediato.

    No mesmo dia, o Ministério da Fazenda recuou parcialmente, suspendendo o aumento para investimentos de fundos e de pessoas jurídicas no exterior — mas a pressão de líderes do Congresso, do setor financeiro e até dos presidentes das duas Casas legislativas continuou.

    Hugo Motta, no centro das negociações, passou a atuar diretamente na busca por alternativas. Mais recentemente, ele encomendou ao deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) a ampliação dos trabalhos do grupo técnico sobre reforma administrativa para incluir propostas de ajuste fiscal.

    “O Hugo havia me ‘contratado’ para pensar a reforma administrativa. Nesta semana ele me ligou e disse que estava aditivando o contrato para tratar de medidas de ajuste fiscal”, disse Pedro Paulo à CNN.

    O grupo terá 45 dias para apresentar um relatório com sugestões que aliviem a pressão sobre o Orçamento sem recorrer ao aumento do IOF.

    Ao comentar a necessidade de articulação com o Legislativo, Lula defendeu decisões baseadas na construção de consensos.

    “Nós estamos convencidos de que todas as decisões que a gente tiver que tomar em benefício do povo brasileiro, a gente tem que tomar na construção da maioria”, frisou.

    Viagens com parlamentares como estratégia de convencimento

    O presidente também destacou a importância de incluir parlamentares nas viagens internacionais e decisões estratégicas.

    “Uma coisa nova que tem acontecido é que eu tenho feito questão de, todas as coisas importantes que vou mandar para o Congresso Nacional e todas as viagens que faço, eu convido o presidente da Câmara, do Senado, deputados indicados pelas lideranças e senadores. Porque é importante que eles saibam o que as pessoas lá fora pensam do Brasil e como pensam agora”, disse.

    Segundo Lula, a participação direta dos parlamentares fortalece o entendimento sobre acordos internacionais e ajuda a aprová-los.

    “Quando o presidente viaja sozinho e volta com uma proposta de acordo, não compreenderam e não participaram do debate. Têm obrigação de questionar mesmo. Vão juntos e veem o que aconteceu — e fica mais fácil convencer as bancadas de que aquilo é importante”, disse.

    Por Por Brasília

    Fonte CNN Brasil

    Foto: Reprodução CNN Brasi

  • IOF segue como crise, com pressão do Congresso Nacional sobre o governo; entenda

    IOF segue como crise, com pressão do Congresso Nacional sobre o governo; entenda

      IOF virou motivo de tensão entre governo e Congresso Lula Marques/ Agência Brasil – 05.02.2025 Parlamentares deram prazo para alternativas…

     

    IOF virou motivo de tensão entre governo e CongressoLula Marques/ Agência Brasil – 05.02.2025

    Parlamentares deram prazo para alternativas de arrecadação, sob risco de derrubar ajuste do Ministério da Fazenda

    O Congresso entrou em embate com o Planalto e marcou posição ao longo dos últimos dias contra o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

    Com críticas ao Ministério da Fazenda, parlamentares pressionam o governo para reaver o ajuste, sob risco de derrubar a decisão no próximo 10 de junho.

    A data foi definida entre líderes da Câmara na última quinta-feira (30), como forma de dar tempo para alternativas a serem indicadas pela equipe econômica.

    A defesa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), é que o governo adote medidas “estruturantes”. Ou seja, que contribuam com as contas a longo prazo, como uma reforma administrativa e a revisão das isenções fiscais.

    “Precisamos discutir a vinculação das receitas, fazer uma reforma administrativa que traga mais eficiência à máquina pública. Só isso ajudará a melhorar o ambiente econômico para que o Brasil possa explorar seu potencial”, afirmou Motta a jornalistas.

    O presidente da Câmara também rechaçou o aumento no IOF: “Estamos cansados de tantos impostos”.

    A alta taxa tributária no país fez com que brasileiros precisassem trabalhar 149 dias em 2025 apenas para pagar impostos, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação.

    Ou seja, é como se o salário recebido do início de janeiro até o último 29 de maio serviu para pagar impostos, levando em conta os valores federais, estaduais e municipais do ano.

    Fazenda em busca de alternativas

    Em outra frente, a Fazenda indica que vai avaliar alternativas, mas ainda não vê uma forma de substituir o aumento do imposto. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, considera prescindir dos valores pode impactar diretamente a continuidade de pagamentos neste ano.

    “Significaria o equivalente a extinguir todo o [programa] Minha Casa, Minha Vida e todo o investimento do Ministério da Defesa”, disse à imprensa para anunciar as contas de abril.

    A estimativa do Planalto é de que o crescimento do IOF contribua em R$ 19 bilhões com a arrecadação deste ano, reduzindo impacto dos R$ 31 bilhões que foram contingenciados.

    Conforme indicou o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, a revogação pode comprometer o funcionamento da máquina pública.

    “Nós ficaremos um patamar bastante delicado do ponto de vista do funcionamento da máquina pública, do Estado brasileiro”, disse após se reunir com lideranças do Congresso.

    Expectativa do Congresso

    Luce Costa/Arte R7

    Até sexta-feira (30), 25 propostas haviam sido apresentadas no Congresso para sustar o aumento do IOF, entre a Câmara e o Senado.

    Os projetos ainda não foram pautados pela busca de alternativas junto ao Planalto, mas podem avançar na segunda semana de junho, se não houver acordo.

    A indicação de derrubada da decisão e contra valores em impostos também é apontada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

    “Que este exemplo do IOF, dado pelo governo federal, seja o último daquelas decisões tomadas pelo governo tentando, de certo modo, usurpar as atribuições do Poder Legislativo”, disse em sessão do plenário na última semana.

    Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília

  • Maior marca chinesa de celulares inicia vendas no Brasil

    Maior marca chinesa de celulares inicia vendas no Brasil

    A Jovi, maior marca chinesa de celulares, começa a vender seus novos smartphones no Brasil a partir deste domingo (1º).

    São os modelos JOVI V50 5G e o JOVI V50 Lite 5G. A chegada da Jovi ao país marca um novo capítulo de expansão global.

    A operação chega ao Brasil em uma parceria estratégica com a GBR para a produção local dos smartphones na Zona Franca de Manaus, trazendo também a já conhecida parceria estratégica global com a Zeiss, líder global em óptica e optoeletrônica, tudo apoiado por uma estrutura de pós-venda.

    “O interesse de expandir a marca para o mercado brasileiro começou há alguns anos. A partir do momento em que a decisão foi tomada, estudamos cuidadosamente o local, os consumidores e potenciais parceiros”, conta Allan Feng, CEO da Jovi.

    “A JOVI se estabeleceu localmente em 2024 e, em janeiro de 2025, começamos a fabricação dos primeiros smartphones da marca no Brasil. Para isso, unimos a experiência local com linhas de produção que importamos da China para garantir o mesmo nível de qualidade pelo qual nossos produtos são conhecidos no mundo todo”.

    O modelo V50 5G combina os recursos de retrato profissional co-criado com a Zeiss, o que inclui design premium, bateria de longa duração e tecnologia de carregamento rápido, posicionando-se com foco na criatividade e expressão pessoal.

    Já o V50 Lite 5G traz uma bateria que dura o dia todo em um design fino, acompanhado de uma câmera diferenciada que atende quem quer um aparelho bonito e diferenciado para o dia a dia.

    O V50 5G também oferece as funcionalidades mais populares de IA, da Plataforma Google Gemini, como o Circule para Pesquisar, Apagador de Objetos com seleção múltipla e Tradutor de Tela.

    Se o ambiente requer ainda mais luz, o consumidor pode acionar a qualquer momento o Aura Light, exclusivo ring light da Jovi. Com ele, é possível obter ótimos resultados em fotos e vídeos em ambientes escuros, alterando a intensidade da luz, assim como sua cor, como em um estúdio profissional.

    “Estamos entusiasmados em unir forças com a Jovi na entrada da marca no vibrante mercado brasileiro”, afirma Marisa Weis, head de negócios de celulares da of Mobile da ZEISS.

    “Com nossa parceria estratégica e de longo prazo, os consumidores terão acesso a recursos de imagem em nível profissional diretamente em seus smartphones — tornando a fotografia avançada fácil e acessível. Acreditamos que todos devem ser capazes de capturar os momentos mais autênticos da vida com clareza, criatividade e confiança.”

    Por Por Brasília

    Fonte CNN Brasil

    Foto: Aly Song/Reuters

  • Rodoviária do Plano Piloto passa a ser gerida integralmente pela iniciativa privada

    Rodoviária do Plano Piloto passa a ser gerida integralmente pela iniciativa privada

      Foto: Francisco Gelielçon / Estrutural On-line A Rodoviária do Plano Piloto, no centro de Brasília, começou neste domingo (1º/6) uma nova …

     

    Foto: Francisco Gelielçon / Estrutural On-line


    A Rodoviária do Plano Piloto, no centro de Brasília, começou neste domingo (1º/6) uma nova fase, agora sob administração exclusiva da iniciativa privada. O Consórcio Catedral assumirá a gestão completa do terminal por um período de 20 anos, como parte de um contrato firmado com o Governo do Distrito Federal (GDF) no formato de parceria público-privada (PPP).

    De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, estão previstos investimentos da ordem de R$ 120 milhões para modernizar a estrutura do terminal, que há anos enfrenta problemas como equipamentos quebrados e falhas de segurança. “Os usuários poderão notar, em breve, melhorias significativas, especialmente na recuperação das escadas rolantes, elevadores e na organização geral do espaço”, explicou Gonçalves.

    Durante os três meses anteriores à transferência definitiva, o consórcio já vinha atuando em modelo de gestão compartilhada com o GDF. Com a transição oficial, toda a operação da rodoviária passa a ser de responsabilidade do grupo privado.

    Entretanto, a privatização do terminal gerou descontentamento entre trabalhadores e comerciantes informais. Na semana passada, funcionários da limpeza chegaram a paralisar as atividades, exigindo a garantia de seus contratos de trabalho com a nova gestão. O serviço foi retomado após o secretário se comprometer a interceder junto ao consórcio para a manutenção dos contratos.

    Além disso, ambulantes que atuavam irregularmente no local têm se manifestado contra as mudanças, alegando que a nova administração limita sua atividade. No dia 8 de maio, uma operação da Secretaria DF Legal para desocupar o terminal resultou em confrontos, uso de spray de pimenta e discussões com o deputado distrital Fábio Felix (PSol), que acompanhava a ação. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou que os agentes agiram em resposta a agressões, enquanto o parlamentar denunciou abuso de autoridade.

    O projeto de revitalização da rodoviária inclui, entre outras melhorias, a construção de uma nova estação do BRT e a modernização dos estacionamentos, que passarão a ser rotativos e com cobrança de tarifas. O contrato estabelece que o consórcio deverá investir R$ 7 milhões na reestruturação dos estacionamentos e do sistema operacional nos próximos dois anos, e outros R$ 57,7 milhões na reforma do edifício. A modernização completa está orçada em aproximadamente R$ 54,9 milhões.

    Durante o período de transição, foram criados uma central de videomonitoramento integrada à Secretaria de Segurança Pública do DF e uma sala multissensorial para atendimento de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e outras neurodivergências.

    A expectativa do governo local é que, com os investimentos previstos, a rodoviária se transforme em um espaço moderno, seguro e funcional, capaz de oferecer serviços de qualidade aos cidadãos.

    Da redação Estrutural On-line

  • Ele ignorou as fórmulas tradicionais e ficou milionário antes dos 30

    Ele ignorou as fórmulas tradicionais e ficou milionário antes dos 30

    Quando jovem, Jonathan Sanchez jamais imaginou que um dia se tornaria milionário e administraria seu próprio negócio.

    Criado por uma mãe solteira, ele não via riqueza como um objetivo possível e não teve um mentor que o guiasse financeiramente. Mas, anos depois, fundou o Parent Portfolio, um site de finanças pessoais, com o objetivo de ajudar outros a conquistar segurança financeira.

    Hoje, ele credita seu sucesso a cinco hábitos essenciais que moldaram sua trajetória. As informações são da CNBC Make It.

    1. Reveja suas crenças sobre dinheiro
      Por muito tempo, Sanchez acreditou que apenas algumas pessoas poderiam enriquecer. No entanto, com o tempo, percebeu que a verdadeira riqueza não estava no valor acumulado, mas na liberdade que o dinheiro proporciona.

    Essa mudança de mentalidade fez com que ele direcionasse seus esforços para a construção de ativos que aumentassem sua flexibilidade financeira e profissional. Além disso, passou a questionar suas próprias crenças limitantes sobre dinheiro, refletindo sobre a origem de suas percepções e como elas influenciam suas decisões.

    1. Priorização do descanso
      Nos primeiros anos de sua jornada, Sanchez acreditava que precisava trabalhar incansavelmente para alcançar o sucesso. No entanto, essa rotina exaustiva cobrou seu preço, tornando-o menos produtivo e impactando sua qualidade de vida.

    O burnout o levou a perceber que tentar ser “super-humano” não era sustentável. Ao redefinir sua abordagem e reconhecer a importância do descanso, sua performance melhorou, sua energia foi renovada e suas decisões se tornaram mais estratégicas.

    1. Aprender algo novo todos os dias
      O hábito da leitura e da busca por conhecimento foi um dos grandes impulsionadores de sua carreira.

    Sempre curioso, ele começou a explorar diferentes perspectivas e habilidades por meio de livros, o que o levou a criar um blog de finanças pessoais para investigar questões que ele e sua família enfrentavam.

    O blog Parent Portfolio acabou se transformando em um negócio e exigiu que ele aprendesse novas habilidades essenciais para sua gestão, como contratar profissionais, decidir entre terceirizar ou manter projetos internamente e desenvolver parcerias estratégicas.

    1. Dominar uma habilidade de alta demanda
      Uma das estratégias mais eficazes para aumentar seus rendimentos foi aperfeiçoar uma habilidade valorizada pelo mercado. Sanchez percebeu uma grande demanda por conteúdo sobre finanças pessoais e começou a escrever artigos sobre o tema.

    No início, publicou gratuitamente para construir sua reputação, mas, com o tempo, conseguiu cobrar mais por seus textos e reinvestiu os ganhos no crescimento do Parent Portfolio. Hoje, ele continua incentivando outros profissionais a aprimorarem habilidades que agreguem valor às pessoas e ao mercado.

    1. Demonstrar gratidão
      O sucesso não foi conquistado sozinho. Ao longo do caminho, Sanchez recebeu apoio de colegas e amigos, que ofereceram conselhos, tempo e incentivo.

    Reconhecendo a importância desse suporte, ele sempre faz questão de expressar sua gratidão e retribuir, recomendando profissionais que o ajudaram e compartilhando oportunidades. Esse senso de comunidade e colaboração abriu novas portas e foi um dos fatores-chave para sua trajetória de sucesso.

    A importância de combater crenças limitantes
    A jornada de Sanchez reforça como mudanças de mentalidade e hábitos estratégicos são fundamentais para o crescimento profissional e empresarial. Ao questionar crenças limitantes, valorizar o descanso, buscar aprendizado contínuo, dominar habilidades de alta demanda e cultivar redes de apoio, profissionais e empreendedores podem transformar suas carreiras e alcançar novos patamares de sucesso.

    No ambiente corporativo, essas práticas são essenciais para a formação de líderes preparados para desafios complexos e mudanças rápidas. Profissionais que investem nesses pilares não apenas aumentam suas chances de crescimento, mas também criam equipes mais produtivas, inovadoras e engajadas. A liderança eficaz não se resume a comandar, mas a inspirar e desenvolver pessoas — e os hábitos que levaram Sanchez ao sucesso são um reflexo claro dessa mentalidade.

    Por Revista Plano B

    Fonte Exame.

    Foto: Parent Portfolio/Reprodução

  • GDF investe em infraestrutura viária com materiais tecnológicos no Plano Piloto

    GDF investe em infraestrutura viária com materiais tecnológicos no Plano Piloto

    O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou mais uma importante frente de obras no Plano Piloto, com o intuito de levar uma infraestrutura de qualidade a todas as regiões administrativas do DF. A nova intervenção é executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) das entrequadras 204/404 até a 208/408 Sul, contemplando serviços essenciais de recuperação asfáltica.

    Nesta semana, as equipes atuam no trecho que vai dos Correios até a Creche Jacarandá, com fresagem, aplicação de nova capa asfáltica e geogrelha – uma tecnologia utilizada no serviço padrão de fresagem, que consiste em um material composto de fibra de vidro e betume, instalada logo após a pintura de ligação. Em seguida, é feita a capa asfáltica por cima. As obras são executadas pela empresa Polo Engenharia e a instalação já foi feita em diversos trechos da L2 Sul.

    “A Novacap tem investido constantemente em novas tecnologias e soluções inovadoras de engenharia. Um bom exemplo é a geogrelha, em pavimentos asfálticos, que é usada para reforçar a estrutura e reduzir problemas como fissuras e trincas reflexivas, prolongando a vida útil do pavimento”, destacou o diretor de Obras da Novacap, André Vaz.

    Mais segurança

    A administradora Iolanda Borges Bringel, 55, mora na Asa Sul e utiliza os trechos diariamente. “É importante para todos os moradores do DF. Ver essa obra acontecendo é muito bom, porque como estamos todos os dias passando por aqui, essa infraestrutura é primordial para não trincar o asfalto. Com um serviço bem feito, elaborado e projetado, dá até mais segurança para a gente”, ressaltou.

    Na 404 Sul, um lado da pista já está pronto e liberado, enquanto as equipes trabalham no outro. O bancário Paulo Dias, 33, reforça os benefícios que a obra trará quando concluída. “Moro aqui perto e toda hora passo aqui na frente. É uma rua bastante popular por causa dos restaurantes aqui, então vai ajudar bastante não ter tantos buracos ou fissuras na pista. Vai ser muito benéfico”.

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília

    Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

  • Famílias do DF podem solicitar auxílio por morte em unidades de assistência social

    Famílias do DF podem solicitar auxílio por morte em unidades de assistência social

    Quando um membro da família morre, além da dor da perda, muitas vezes os parentes enfrentam dificuldades financeiras para custear o funeral. Para amparar essas famílias, a Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) oferece o Auxílio por Morte, benefício eventual que tem o objetivo de reduzir as vulnerabilidades provocadas pela morte de um ente querido.

    “Esse é um auxílio que faz parte da legislação aqui do Distrito Federal de benefícios eventuais. É uma política que visa ajudar as famílias em situações de vulnerabilidade. O que temos feito é assegurar a celeridade desse serviço. Ajustamos para responder de forma rápida para a população, mantendo os prazos na concessão do benefício e no repasse dos recursos”, explica o subsecretário de Assistência Social da Sedes, Coracy Chavante. “É um atendimento que não demanda agendamento. É imediato, basta as famílias procurarem o Cras ou Creas”, completa.

    O auxílio pode ser solicitado em qualquer unidade da assistência social com atendimento imediato, sem necessidade de agendamento. Nos Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e Especializados (Creas), o serviço é de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, exceto feriados e pontos facultativos. Em fins de semana e feriados, o atendimento é feito pela Unidade de Proteção Social 24 horas, na avenida L2 Sul, SGAS 614/615. A população em situação de rua pode fazer o pedido nos Centros Pop, que funcionam todos os dias das 7h às 18h.

    Como funciona

    O benefício pode ser concedido de duas formas. A primeira, em bens de consumo, que inclui urna funerária (caixão), translado do corpo, uso de capela, sepultamento, isenção de taxas, placa de identificação e espaço para enterro. Cada família requerente pode optar por um ou mais itens da modalidade bens de consumo. Em casos em que alguns dos itens não sejam disponibilizados pela Sedes, cabe o ressarcimento no valor limitado de R$ 415. O requerimento deve ocorrer em até 45 dias após a morte. Essa modalidade é operacionalizada pelo Núcleo de Serviços Funerários (Nusef).

    A segunda, em pecúnia, é uma parcela única no valor de R$ 415, oferecida em casos de impacto financeiro na família após o falecimento. A solicitação pode ser feita até 90 dias após a morte do ente querido.

    Segundo a Sedes, entre janeiro e abril de 2024, 47 famílias receberam o auxílio. No mesmo período, em regime de bens de consumo foram executados 452 sepultamentos (covas) e disponibilizadas 442 urnas.

    Podem ter acesso ao benefício famílias residentes no DF, com renda per capita igual ou inferior a meio salário mínimo e, preferencialmente, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). São necessários os seguintes documentos: atestado de óbito e guia de sepultamento; documento oficial com foto; CPF; comprovante de renda familiar e comprovante de residência.

    O Auxílio por Morte está previsto pelas seguintes normas, como parte dos benefícios eventuais: Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993 (LOAS); Resolução CNAS nº 33 de 12 de dezembro de 2012 (NOB SUAS); e Decreto nº 6.307, de 14 de dezembro de 2007. No DF estão regulamentados pela Lei N.º 5.165, de 4 de setembro de 2013, Decreto N.º 35.191, de 21 de fevereiro de 2014 e Portaria N.º 39, de 7 de julho de 2014.

    Por Por Brasília

    Fonte Agência Brasília

    Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

  • O Planalto Central na Regência da República

    O Planalto Central na Regência da República

    Especial para o Correio

    “Morra o traidor!”. Assim reagiu a aglomeração de, aproximadamente, quatro mil pessoas reunidas no Campo de Santana, na tarde do dia 5 de abril de 1831, ao saber da nomeação, por Dom Pedro I, de um novo gabinete impopular e distante da expectativa dos brasileiros. Dom Pedro não respeitava a Constituição e fragilizava a independência do Brasil!

    Pressionado e sentindo a crescente perda de autoridade, Dom Pedro faz uma viagem a Minas, em janeiro de 1831. No caminho e em Ouro Preto, ele viu a indiferença da população. No seu regresso, em 11 de março de 1831, os portugueses acenderam suas luminárias para saudar o imperador e tentaram pressionar os brasileiros para fazerem o mesmo. O resultado foi a violência generalizada na cidade que ficou conhecida como “a noite das garrafadas”.

    As tensões se seguiram até a manifestação no Campo de Santana, em 5 de abril, com a presença de parlamentares, militares, dentre eles o general Lima e Silva, numa mobilização contra o imperador. Num último gesto, Dom Pedro enviou uma declaração aos manifestantes. Antes de ser concluída a sua leitura, a mesma foi arrancada das mãos do juiz de paz, rasgada e jogada ao chão. Diante da tensão crescente, o general Lima e Silva vai a São Cristóvão — em nome dos líderes do movimento — e negocia com Dom Pedro a abdicação, a manutenção da monarquia e a segurança dos filhos do imperador. Concluía-se, de fato, a independência! O Rio de Janeiro, capital da colônia, do Reino Unido e do Primeiro Império — contestada desde 1808 — era insalubre e geopoliticamente imprópria. Ao ser expulso do Brasil, Pedro I anulava sua última referência: o símbolo da nação!

    Já no Brasil, depois do longo exilio na França, Bonifácio é nomeado tutor do menino Pedro II. Suplente de deputado, liderava uma articulada bancada na Assembleia. Bonifácio resgatou suas teses clássicas: abolição, integração indígena, escolas, universidades e a interiorização da capital. Não por acaso, no dia 14 de maio de 1831, pouco mais de um mês após a abdicação, o deputado João Candido de Deos, da província do Pará, apresentou o primeiro projeto no Parlamento propondo a mudança da capital do Rio de Janeiro. As iniciativas anteriores haviam sido nas cortes de Lisboa, em 1821, e na Constituinte de 1823, que seria dissolvida por Dom Pedro I. Na proposta de João de Deos, por decisão da Assembleia o governo formaria uma comissão para indicar, no interior do império, no seu ponto central, o sítio onde se edificaria a nova capital.

    Em 1833, no mesmo ano em que José Bonifácio seria novamente preso e posto em prisão domiciliar na Ilha de Paquetá, o deputado Ernesto Ferreira França, da província de Pernambuco, apresentou à mesa da Câmara dos Deputados requerimento solicitando que se imprima o memorial-proposta, entregue em 1823 pelo deputado José Bonifácio de Andrada à Assembleia Constituinte e Legislativa do Império, que tratava da mudança da capital do Brasil para o interior: “Parece muito útil, até necessário, que se edifique uma nova capital do império no interior do Brasil”.

    Em 1850, Adolfo Varnhagen — diplomata, humanista e militar, assim como José Bonifácio — em seu Memorial Orgânico — considerando uma certa tranquilidade política no país após a abdicação de Dom Pedro I — , sugere: “Mas se, abandonando a ideia de achar já feita e acabada a cidade que tanto nos convém, nós resolvermos fundar uma, segundo as condições que se requerem a toda a capital de um país civilizado hoje em dia… E como não temos de cor toda a configuração do Brasil, olhemos para o mapa, que ele mesmo indica uma situação como não temos segunda, nem a terá nenhum outro país. É a em que se encontram as cabeceiras dos afluentes Tocantins e Paraná, dos dois grandes rios que abraçam o Império; é, o Amazonas e o Prata, com as do S. Francisco, que depois de o atravessar pelo meio desemboca a meia distância da cidade da Bahia e de Pernambuco. É nessa paragem bastante central e elevada, donde partem tantas veias e artérias que vão circular por todo o corpo do Estado, que imaginamos estar o seu verdadeiro coração; é aí que julgamos deve fixar-se a sede do governo do Império”.

    O tema mudancista, desde então, acompanharia as ações e reflexões políticas do Visconde de Porto Seguro, Adolfo Varnhagen, até a sua morte em 1878. A mudança da capital, antes da Proclamação da República, mereceu mais duas referências no Parlamento. Em 1852, o senador Holanda Cavalcanti apresentou projeto de lei que mandava mudar a capital para uma região no interior do País. A proposta do senador Cavalcanti, inspirada nos textos de Varnhagen, foi discutida na sessão do dia primeiro de junho de 1853.

    O senador Jobim, por sua vez, em setembro de 1853, ao solicitar providências sanitárias para o Rio de Janeiro, observou: “Além disto, Sr. Presidente, como já tive ocasião de dizer, é sempre insalubre uma cidade como está situada sobre um terreno que quase todo foi antigamente um pântano…. Porque razão a capital do império há de estar colocada nesta localidade? Até a politica aconselhava que fosse situada em serra acima, à margem de rios, onde houvesse abundância de água para não estarmos a gastar 19.000:000$, como se pretende fazer para abastecer a cidade do Rio de Janeiro. Este lugar é próprio para um depósito comercial, e não para ser a capital do império que devia estar em lugar interno, onde houvesse mais segurança; porque um encouraçado inglês, que queira esbandalhar esta cidade, entra na barra com a maior facilidade, queima, destrói e arrasa tudo. Não há coisa mais fácil. Basta que se apodere da Ilha das Cobras, como fez, em 1711, Duguay Trouyo, quando atacou e tomou o Rio de Janeiro”.

    Proclamada a República, em 15 de novembro de 1889, o tema da mudança da capital se faz presente no primeiro ato. A cena se deu no mesmo Campo de Santana onde lideranças politicas, militares reunidos, em 1831, determinaram a abdicação de Dom Pedro I. Já no primeiro decreto Republicano, com 11 artigos, assinado pelo governo provisório presidido por Deodoro da Fonseca (integravam também Benjamim Constant, Eduardo Wandenkok, Aristides Lobo, Rui Barbosa, Campo Sales, Quintino Bocaiúva e Demétrio Ribeiro) na tarde de 15 de novembro, lia-se: Artigo 1. Fica proclamada provisoriamente e decretada como forma de governo da nação brasileira — a República Federativa… Artigo 10. O território do Município Neutro fica provisoriamente sob a administração imediata do governo provisório da República e da cidade do Rio de Janeiro constituída, também provisoriamente, sede do poder federal.

    A Constituição Provisória da República, estabelecida pelo Decreto número 914-A, de 23 de outubro de 1890, reitera, no seu Artigo 2, a proposta para a construção de uma nova capital: “Cada uma das antigas províncias formará um Estado e o antigo Município Neutro construirá o Distrito Federal, continuando a ser a capital da União, enquanto outra não deliberar o Congresso. Se o Congresso resolver a mudança da capital, escolhido para este fim o território mediante o consenso do Estado ou os estados de que tiver de desmembrar-se, passará o atual Distrito Federal de per si a constituir um estado”.

    No mesmo tom, o anteprojeto de Constituição elaborado pela Comissão de Juristas, nomeada pelo governo provisório da República, estabeleceu no seu Artigo 2: “As antigas províncias são consideradas Estados; e o Distrito Federal, outrora Munício Neutro, continuará a ser capital da União, até que o Congresso resolva sobre a sua transferência. Parágrafo único — Escolhido para esse fim o território, com o assentimento do Estado ou Estados de que houver de ser desmembrado, o referido Distrito será anexado ao Estado do Rio de Janeiro, conforme determinar o Congresso.”

    Em 1891, a primeira Constituição da República, no seu Artigo 3, assim determina: “Fica pertencendo à União, no planalto central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal. Parágrafo único — Efetivada a mudança da Capital, o atual Distrito Federal passará a constituir um Estado”.

    Por Por Brasília

    Fonte Correio Braziliense      

    Foto: Maurenilson Freire

  • DF tem a melhor qualidade de vida do Brasil

    DF tem a melhor qualidade de vida do Brasil

    O Índice de Progresso Social (IPS) de 2025 apontou Brasília como uma das capitais brasileiras com melhor qualidade de vida. Com nota 69,04, a capital federal figura entre as cinco cidades com maior desempenho no ranking nacional — acima da média nacional de 61,96. O resultado reforça a posição do Distrito Federal como líder em bem-estar social, ao lado de estados como São Paulo e Santa Catarina.

    O IPS avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais, divididos em três dimensões: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. Brasília, tradicionalmente reconhecida por sua infraestrutura urbana planejada, figura entre as capitais com melhor desempenho geral, ao lado de Curitiba (69,89), Campo Grande (69,63), São Paulo (68,88) e Belo Horizonte (68,22).

    Segundo os organizadores do índice, capitais como Brasília tendem a apresentar resultados mais altos em função da concentração de serviços de saúde, educação, saneamento e segurança. Ainda assim, o destaque do Distrito Federal vai além da infraestrutura, refletindo políticas públicas consistentes e acesso ampliado a direitos básicos.

    O levantamento também mostra que a dimensão com melhor avaliação nacional foi “necessidades humanas básicas” (74,79 pontos), seguida por “fundamentos do bem-estar” (65,02). Por outro lado, a dimensão “oportunidades” — que inclui acesso à educação superior, inclusão social e respeito a liberdades individuais — teve o pior desempenho, com 46,07 pontos, puxando para baixo a média nacional.

    O pesquisador Beto Veríssimo, um dos responsáveis pelo IPS, destacou que a segurança pública é o fator com maior impacto negativo no índice. Embora o acesso à energia elétrica e à moradia tenha melhorado em regiões remotas, a violência ainda compromete o avanço social em boa parte do País.

    O IPS Brasil é realizado por meio de uma coalizão entre instituições como Imazon, Fundação Avina, Amazônia 2030 e o Centro de Empreendedorismo da Amazônia. A metodologia adotada combina bases consolidadas como DataSUS, CadÚnico e Anatel com dados inovadores de projetos como o MapBiomas.

    Este ano, cinco novos indicadores foram incluídos: consumo de ultraprocessados, resposta ao benefício previdenciário, resposta a processos familiares, índice de vulnerabilidade das famílias e famílias em situação de rua.

    Para Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil, o índice permite “visualizar desigualdades que não são explicadas apenas por indicadores econômicos”. Segundo ela, cidades com PIB semelhantes podem apresentar níveis muito diferentes de progresso social, o que ressalta a importância de políticas públicas integradas e territorializadas.

    As informações são do jornal O Estado de São Paulo

    Por Por Brasília

    Fonte Jornal de Brasília

    Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília