Dia: 26 de maio de 2025

  • GDF investe em sustentabilidade e alimentação saudável na merenda escolar da rede pública

    GDF investe em sustentabilidade e alimentação saudável na merenda escolar da rede pública

     

      GDF investe em sustentabilidade e alimentação saudável na merenda escolar da rede pública São mais de R$ 222 milhões investidos pelo Gover…

    GDF investe em sustentabilidade e alimentação saudável na merenda escolar da rede pública

    São mais de R$ 222 milhões investidos pelo Governo do Distrito Federal na aquisição de alimentos para merenda escolar em 2025, atendendo cerca de 400 mil crianças e impulsionando a agricultura familiar da capital
    Logo de manhã cedo, a movimentação para a hora da merenda começa na Escola Classe 708 Norte – não só na cozinha, mas também nos corredores. Enquanto os temperos ainda estão dourando nas panelas, as crianças já chegam na porta e perguntam: “O lanche do dia vai ser o que? Já está na hora do lanche? Faltam quantos minutos?”.

    Os alunos da Escola Classe 708 Norte ficam ansiosos pela hora da merenda, curiosos para saber o que será servido; refeições balanceadas e nutritivas são elogiadas pelos estudantes | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    A ansiedade dos pequenos é relatada pela cozinheira Julia Pereira de Oliveira, que trabalha montando as merendas dos alunos na instituição pública de ensino. De seis em seis meses, ela e todos os funcionários da cozinha fazem um curso de preparação que passa por todo o ciclo de preparo, desde a higienização dos alimentos que chegam do campo até a hora de servir para os alunos. E, em todo o processo, o ingrediente que mais se destaca é o amor.

    “A gente tem que ter certeza do que tá servindo, de tudo que sai daqui para as crianças. Para mim é muito gratificante e para eles também, que adoram. Eles dizem: ‘Nossa, vovó, adorei essa comidinha hoje’. E isso para a gente é tudo. Cozinho com amor, é como se eu estivesse servindo meus netos e filhos. Quando volta a panela vazia, fico feliz porque sei que deu certo”, ressalta.

     

    Para a cozinheira Julia Pereira de Oliveira, o ingrediente mais importante das merenda escolares é o amor: “Para mim é muito gratificante e para eles também, que adoram. Quando volta a panela vazia, fico feliz porque sei que deu certo”

    São 355 alunos que compõem a escola localizada na Asa Norte. Entre eles, o Cauã Santos da Cruz, de 8 anos, que tem seu prato preferido na unidade: arroz com peixe. “As tias conseguem fazer um lanche muito gostoso com as habilidades delas”, afirma a criança. Já o colega Lucauã Fernandes Campos, 10, é mais fã do macarrão com carne: “A merenda da escola é muito saborosa, as tias da cantina dão a vida para fazer essa comida para a gente. Tudo é bom e faz bem para a saúde, para ficar forte”.

    A estudante Evellem Cristina Nunes da Silva, 11, também gosta do macarrão e do cuscuz servido no lanche. Ela afirma que a alimentação em casa melhorou depois da escola: “Antigamente eu comia muito doce e essas coisas assim. Aí vim para a escola e comecei a comer um monte de comida saudável oferecida aqui, daí acostumei a comer assim em casa também”.

     

    O estudante Lucauã Fernandes Campos é fã do macarrão com carne servido na Escola Classe 708 Norte: “A merenda da escola é muito saborosa, as tias da cantina dão a vida para fazer essa comida para a gente”

    Qualidade alimentar

    Com foco em alimentos nutritivos e balanceados, o Governo do Distrito Federal (GDF) investe na aquisição de produtos – parte deles orgânicos, vindos diretamente da agricultura familiar – para garantir refeições de qualidade aos estudantes da rede pública. Em 2025, serão aproximadamente R$ 222 milhões na aquisição de alimentos para a merenda escolar, conforme previsto na Lei Orçamentária Anual.

    Desse valor, já foram pagos R$ 53,4 milhões, sendo R$ 12,3 milhões (23,09%) destinados a alimentos oriundos da agricultura familiar. Até o momento, as escolas públicas do Distrito Federal já receberam 2.164 toneladas de alimentos não perecíveis e 6.399 toneladas de alimentos perecíveis, dos quais 2.481 toneladas são provenientes da agricultura familiar. São 14 contratos de agricultura familiar de frutas, legumes e verduras; um contrato de queijo e manteiga e outros 32 de itens diversos.
    A diretora de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação (SEEDF), Camila Beiró, afirma que a maioria dos alimentos são in natura ou minimamente processados – apenas 3% têm algum tipo de aditivo para manter a validade ou algum corante específico. “Nossa alimentação vem direto do campo para o prato dos estudantes. É muita variedade. Hoje contamos com mais de cinco tipos de proteínas, desde suínos, ovos, e cortes diferentes de carne vermelha e frango, é bem diversificada. Garantimos que os alunos em vulnerabilidade social recebem pelo menos duas refeições diárias, incluindo na zona rural. Então, promovemos segurança alimentar para os nossos alunos”, destaca.
    Cerca de 825 famílias de agricultores são beneficiados com o Programa de Aquisições (PAA), que visa adquirir alimentos produzidos pela agricultura familiar e distribuí-los gratuitamente para pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional. Entre os serviços já pagos este ano, estão mais de R$ 450 mil de transporte de alimentos não perecíveis para escolas e R$ 395,5 mil de armazenamento de alimentos não perecíveis no armazém central.

    “O DF já investe seis vezes mais que o Governo Federal, então isso proporciona uma comida com bastante variedade. Estamos nos destacando nesse meio e temos atingido todas as metas que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) solicita. Além disso, é um recurso que fica no âmbito do DF e gira a nossa economia”, acrescenta Camila.

     

    O GDF investe na aquisição de alimentos nutritivos e balanceados para garantir refeições de qualidade aos estudantes da rede pública; diversos produtos são orgânicos, vindos diretamente da agricultura familiar

    Cardápio personalizado

    Uma média de 546 mil refeições são distribuídas por dia para cerca de 400 mil estudantes atendidos pela rede pública do DF. O planejamento do cardápio passa por avaliação técnica constante e envolve nutricionistas, gestores e merendeiras, num trabalho conjunto que começa muito antes da comida chegar à mesa e tem reflexo direto no bem-estar e no aprendizado dos alunos.

    A diretora da Escola Classe 708 Norte, Viviane Costa Moreira, afirma que o cuidado tomado pelo GDF em oferecer alimentação de qualidade para os estudantes é primordial, uma vez que muitos deles têm sua principal refeição do dia feita na escola. “A alimentação escolar tem fundamental importância na vida dos nossos estudantes. A maioria deles vêm de regiões administrativas para cá, porque os pais trabalham no Plano Piloto. Então, muitos saem de casa 5h e muitas vezes a alimentação de qualidade que eles recebem é na escola”, ressalta.

    Para os alunos que possuem restrições alimentares, como diabetes ou intolerância à lactose, as refeições são adaptadas. “A aceitação é boa e percebemos que aos poucos os alunos vão mudando os hábitos alimentares, principalmente os do primeiro ano, que têm uma certa resistência em aceitar alguns legumes, verduras e até frutas. Aos poucos a gente vai incentivando e, ao verem os coleguinhas comendo, eles vão melhorando”, reforça Viviane.

     

    Por Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo

  • Escola do Esporte transforma vidas e forma cidadãos por meio da atividade física no DF

    Escola do Esporte transforma vidas e forma cidadãos por meio da atividade física no DF

     

    Escola do Esporte transforma vidas e forma cidadãos por meio da atividade física no DF Com aulas acessíveis, programa da Secretaria de Espor…

    Escola do Esporte transforma vidas e forma cidadãos por meio da atividade física no DF
    Com aulas acessíveis, programa da Secretaria de Esporte e Lazer atende crianças, adultos, idosos e pessoas com deficiência, promovendo saúde, inclusão e revelando talentos esportivos
    O esporte tem o poder de transformar vidas – e a Escola do Esporte, iniciativa da Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF), é a prova disso. Com aulas acessíveis e voltadas a todas as idades, o programa vai além da atividade física: promove inclusão, resgata sonhos e fortalece vínculos, mostrando que, mais do que formar atletas, o esporte forma cidadãos.

    Desde 2019, mais de 7 mil alunos já passaram pela Escola do Esporte, em modalidades que vão da formação de novos talentos à promoção do bem-estar, da inclusão social e da convivência entre gerações. Atualmente, o programa funciona no Complexo Cláudio Coutinho e no Pavilhão do Parque da Cidade.

    A Escola do Esporte promove hábitos saudáveis e estimula o surgimento de novos atletas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

    O secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, afirma que o foco da iniciativa é promover uma cultura de hábitos saudáveis e estimular o surgimento de novos atletas para o cenário esportivo, além de contribuir no combate ao sedentarismo, à violência e na redução de custos com saúde pública.

    “A Escola do Esporte representa esse compromisso: formar com qualidade, acolher com respeito e incentivar cada aluno a ir além, seja como atleta, cidadão ou agente de mudança. Queremos criar um ambiente onde talentos sejam descobertos, desenvolvidos e possam sonhar mais alto por meio do esporte”, defende.

    Vidas transformadasJuliana Coutinho: “Aqui, a gente não só pratica esporte, mas constrói relações; fiz amizades que quero levar para a vida”

    Entre os milhares de alunos matriculados, está a revisora de textos Juliana Coutinho, 44 anos, que reencontrou, no programa, uma paixão antiga de infância: “Comecei acompanhando meus filhos nas aulas de caratê e acabei entrando também. Sempre foi um sonho de infância”. “Aqui, a gente não só pratica esporte, mas constrói relações; fiz amizades que quero levar para a vida”.

     

    A história de Flávia Avelar, economiária de 60 anos, é parecida. Sem se identificar com as academias tradicionais e as aulas de musculação, ela viu na Escola do Esporte a chance de resgatar o prazer da infância. “Faço salto ornamental e isso me traz uma energia fantástica. Conheci o espaço pela televisão e fiquei encantada. É uma alegria voltar a me movimentar dessa forma”, relata.Kátia Barcelos reforça que “a atividade física aqui vem acompanhada de saúde emocional”

    Já Kátia Barcelos, 59, pet sitter, se apaixonou pelo deepwater – uma espécie de ginástica praticada em piscinas de grande profundidade. “Descobri por amigas e me encantei. A atividade física aqui vem acompanhada de saúde emocional. A energia do acolhimento entre os colegas é maravilhosa. A gente encontra pessoas de todas as idades, convivendo e se motivando”, diz.

    Inscrições

    No momento, as inscrições para a Escola do Esporte estão encerradas, mas os interessados em garantir uma vaga no próximo semestre de 2025 devem ficar atentos às próximas etapas. A renovação de matrícula é feita presencialmente no Complexo Aquático Cláudio Coutinho, de acordo com um cronograma específico para cada perfil de aluno. Já os novos candidatos deverão aguardar a divulgação das datas dos testes práticos (para modalidades aquáticas) e da reabertura do sistema para realizar a pré-matrícula online.

    É importante lembrar que a participação exige o pagamento de uma taxa semestral, com isenção garantida a idosos acima de 60 anos, alunos da rede pública, integrantes das equipes da SEL, pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade social — mediante apresentação da documentação exigida.

     

    Por Victor Fuzeira, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

  • O ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso, Pimenta da Veiga elogia Ibaneis por suas ações de transformação e melhorias no Distrito Federal.

    O ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso, Pimenta da Veiga elogia Ibaneis por suas ações de transformação e melhorias no Distrito Federal.

      Pimenta da Veiga, na inauguração da DF-140, destaca que a maioria dos governadores do DF se limitou à rotina, cuidando de limpeza e gramad…

     


    Pimenta da Veiga, na inauguração da DF-140, destaca que a maioria dos governadores do DF se limitou à rotina, cuidando de limpeza e gramados, sem grandes mudanças, enquanto Ibaneis Rocha transforma Brasília com obras e desenvolvimento

    Durante a inauguração da duplicação da DF-140, importante via que corta o Setor Habitacional Tororó, no Distrito Federal, o ex-ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique Cardoso, Alexandre Pimenta da Veiga, proferiu um discurso contundente.

    No discurso, ele destacou a relevância da obra entregue no sábado (24) e enalteceu a gestão do governador Ibaneis Rocha, reconhecendo seu impacto transformador na região.

    Residente há mais de 30 anos na região, Pimenta da Veiga aproveitou a ocasião para compartilhar sua visão sobre a administração de Brasília e o impacto transformador do atual governo.

    Em seu pronunciamento, o ex-ministro propôs uma divisão singular para classificar os governadores do Distrito Federal: os rotineiros e os transformadores.

    Pimenta da Veiga agradece Ibaneis na inauguração da DF-140, reconhecendo sua gestão transformadora
    Pimenta da Veiga agradece Ibaneis na inauguração da DF-140, reconhecendo sua gestão transformadora

    Segundo ele, a maioria dos governadores que passaram pela capital federal se limitou a administrar a rotina, cuidando da limpeza e dos gramados da cidade, sem, contudo, promover mudanças significativas.

    “Não é uma crítica, é uma constatação”, enfatizou Pimenta da Veiga, destacando que a gestão de Ibaneis Rocha se diferencia por sua capacidade de transformação.

    Ele convidou os presentes a percorrerem o Distrito Federal, de Planaltina ao Gama, de Almécegas ao Paranoá, de Ceilândia à Asa Norte, para constatarem a presença do governo em obras que estão mudando a face da cidade.

    A duplicação da DF-140, segundo o ex-ministro, é um exemplo concreto dessa transformação.

    A obra, celebrada no evento, não apenas melhora a mobilidade na região, mas também fomenta o desenvolvimento econômico, atraindo novas edificações, empresas e empregos.

    Pimenta da Veiga destacou ainda a geração de impostos que viabilizarão a sustentabilidade de projetos como esse.

    O discurso também foi marcado por um tom de agradecimento e reconhecimento. Dirigindo-se diretamente ao governador Ibaneis Rocha, o ex-ministro expressou gratidão em nome próprio, de sua família e de todos os presentes, pela obra que promete impulsionar o desenvolvimento do Setor Habitacional Tororó.

    Ele também fez questão de parabenizar a vice-governadora Celina Leão, destacando sua parceria com Ibaneis e os aprendizados adquiridos ao longo da gestão. “Isso lhe será muito útil na vida, sem dúvida, porque foram grandes ensinamentos”, afirmou.

    A manifestação de Pimenta da Veiga, além de destacar a importância da duplicação da DF-140 para a comunidade local, também retrata uma visão de Brasília em transformação, que, segundo ele, vai além da manutenção do cotidiano ao investir em mudanças estruturais.

    “A obra, símbolo de progresso, consolida a região como um polo de crescimento, trazendo benefícios que serão sentidos por todos os moradores do Distrito Federal”, destacou o ex-ministro.

    Com um tom de otimismo e reconhecimento, Pimenta da Veiga finalizou sua fala com uma mensagem simples, mas poderosa: “Muito obrigado”.

    Um agradecimento que ecoa o sentimento de uma comunidade que vê, na duplicação da DF-140, além de uma nova estrada, um caminho para o futuro de Brasília.

    Da redaçãod o Portal de Notícias, com a fonte do Radar DF

  • Kekeu Pancada na panificadora e restaurante Assis da Estrutural

    Kekeu Pancada na panificadora e restaurante Assis da Estrutural

    O homem das publicidades, Kekeu Pancada, visitou a Panificadora e Restaurante Assis da Estrutural O homem é mil uma utilidade.  Nesta última…

    O homem das publicidades, Kekeu Pancada, visitou a Panificadora e Restaurante Assis da Estrutural

    O homem é mil uma utilidade. 
    Nesta última semana, Kekeu Panacada realizou uma publicidade para a mais nova panificadora da cidade, a Panificadora Assis do amigo Alberto Assis da Estrutural.

  • Corrida Tiradentes 2025 reúne três mil participantes

    Corrida Tiradentes 2025 reúne três mil participantes

     

    O evento contou com a presença do governador Ibaneis Rocha e da vice-governadora Celina Leão

    Durante seu pronunciamento, a comandante-geral destacou a importância da corporação na promoção da segurança e na valorização de causas sociais relevantes.

    “A Corrida Tiradentes é um símbolo de integração, cidadania e respeito. Hoje, mais do que celebrar a tradição da nossa Polícia Militar, corremos juntos em defesa das mulheres e contra a violência”, afirmou Ana Paula Habka.

    Acrescentando, a comandante-geral também enfatizou o caráter solidário e simbólico da corrida, que teve como tema central o enfrentamento à violência contra a mulher. “Leiam ainda a camiseta de vocês. Unidos pela segurança delas. São homens e mulheres correndo juntos pela conscientização e pelo fim da violência contra as nossas mulheres. Defendam as nossas mulheres”, completou.

    A vice-governadora Celina Leão reforçou a relevância do evento para o DF. “Essa é a corrida mais tradicional de Brasília, a Corrida Tiradentes da Polícia Militar. E este ano é ainda mais especial: todo mundo correndo com o tema das mulheres. É a sociedade protegendo as mulheres e, principalmente, essa instituição, que é uma das mais respeitadas do Brasil — a nossa Polícia Militar”, disse Celina Leão.
    Além da forte mensagem de conscientização, o evento teve também um impacto social expressivo. Foram arrecadadas mais de 12 toneladas de alimentos, que serão distribuídas a instituições beneficentes do Distrito Federal, reforçando o compromisso da PMDF com a solidariedade e o bem-estar da comunidade.
    A prova foi disputada nos percursos de 5 km e 10 km, com categorias divididas entre civis e militares. Ao final, os participantes foram recepcionados com hidratação, alimentação e atividades voltadas ao bem-estar e à integração da comunidade.

    Mais do que incentivo à prática esportiva, a Corrida Tiradentes reafirma o compromisso da PMDF com a valorização da vida, promoção da cidadania e defesa dos direitos humanos, consolidando-se como um dos eventos mais aguardados do ano.

    Confira abaixo os primeiros colocados em cada categoria e modalidade:

    Primeiros colocados – Corrida Tiradentes 2025

    5 km – Categoria Feminina:

    PMDF Ativo: Melissa Saqueto
    PMDF Veterano: Eliane Ribeiro de Souza
    Público geral: Elane Ribeiro de Souza

    5 km – Categoria Masculina

    PMDF Ativo: Luciomar Martins de Oliveira
    PMDF Veterano: Osvaldo José de Souza dos Santos
    Público geral: Samuel Pinheiro da Silva

    10 km – Categoria Feminina

    PMDF Ativo: Camila Rueda Orlando Martins
    PMDF Veterano: Maria José de Souza Santos
    Público geral: Ester Ferreira Santos

    10 km – Categoria Masculina

    PMDF Ativo: Jean Carlos Gomes Nunes
    PMDF Veterano: Roque L. A. Lara
    Público geral: Arthur Medina Quintão

    Ao final, todos os participantes receberam medalhas de participação, celebrando mais uma edição de sucesso da Corrida Tiradentes.

    *Com informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF)

  • Egressos dos Programas de Residência em Áreas Profissionais da Saúde participam de solenidade de formatura

    Egressos dos Programas de Residência em Áreas Profissionais da Saúde participam de solenidade de formatura

    Uma noite marcada pela emoção e pelo reconhecimento. Mais de 130 residentes pelos Programas de Residência em Áreas Profissionais da Saúde da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) participaram, na última sexta-feira (23), da solenidade de formatura realizada no auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O evento reuniu egressos, familiares, preceptores, gestores e profissionais da saúde para celebrar o encerramento do ciclo de formação.

    Tendo como instituições formadoras a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) e a Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESPDF), os 21 programas oferecidos apresentam-se como uma modalidade de pós-graduação lato sensu, com foco na formação prática em serviço e na supervisão.

    A mesa de abertura contou com representantes do Governo do Distrito Federal, da SES-DF, da Fepecs e da ESPDF. A vice-governadora Celina Leão, destacou a importância da qualificação dos profissionais e ressaltou que “seguir o caminho da saúde pública é um legado, uma missão. Ter uma equipe multidisciplinar preparada para cuidar da nossa sociedade faz uma grande diferença na vida das pessoas”.

    A secretária adjunta de Assistência à Saúde da SES/DF, Edna Marques, que representou o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante,  parabenizou os formandos pela conquista e lembrou a importância dos programas de residência na consolidação do SUS e na valorização dos profissionais de saúde. “Não é apenas um encerramento de uma formação técnica, é o florescer de uma missão, cuidar, colher, tratar e, sobretudo, salvar vidas. A residência nos molda de uma maneira única”, afirmou.

    Já Fernanda Monteiro, representante da diretora-executiva da Fepecs e diretora da ESPDF, reafirmou o compromisso das instituições formadoras com a qualificação de profissionais de excelência para o SUS e destacou a importância e o diferencial “de uma formação com a possibilidade de vivenciar todo os cenários da SES/DF”.

    Após os pronunciamentos, a solenidade prosseguiu com a entrega de homenagens a profissionais que se destacaram na condução dos programas de residência. Em seguida, os egressos receberam seus certificados de conclusão.

    Participaram do evento os egressos dos programas de Enfermagem em Centro Cirúrgico, Terapia Intensiva, Urgência e Trauma, Saúde do Adulto e Idoso, Atenção ao Câncer, Atenção Cardíaca, Saúde da Criança, Saúde Mental Adulto, Saúde Mental Infantojuvenil, Saúde da Família e Comunidade, Gestão de Políticas Públicas para a Saúde, Cuidados Paliativos e Nefrologia.

    Sobre os programas

    As residências uni e multiprofissionais são custeadas pela SES-DF e têm duração mínima de dois anos. As atividades têm carga horária de 60h semanais e contemplam as profissões de biomedicina, ciências biológicas, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina veterinária, nutrição, odontologia, psicologia, serviço social, terapia ocupacional, saúde coletiva física médica.

    Atualmente, são mais de 800 residentes ativos prestando assistência nos diversos cenários da SES/DF. Todos os anos, a ESPDF e a Fepecs ofertam mais de 450 novas vagas de residentes e contam com mais de 300 preceptores atuando no suporte aos programas.

    *Com informações da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs)

    Por Agência Brasília

    Foto: Sandro Araújo /Agência Saúde-DF / Reprodução Agência Brasília

  • Tarifas de Trump: saiba quanto pode custar um iPhone fabricado nos Estados Unidos

    Tarifas de Trump: saiba quanto pode custar um iPhone fabricado nos Estados Unidos

    Na sexta-feira, o presidente americano Donald Trump ameaçou impor uma tarifa de 25% à fabricante Apple caso os iPhones não passem a ser produzidos nos Estados Unidos.

    “Há muito tempo informei Tim Cook, CEO da Apple, que espero que os iPhones vendidos nos Estados Unidos sejam fabricados e construídos nos Estados Unidos, não na Índia ou em qualquer outro lugar”, escreveu Trump em uma publicação em sua rede social. “Se isso não for possível, a Apple deverá pagar uma tarifa de pelo menos 25% aos EUA.”

    A declaração é mais um reflexo da guerra tarifária implementada pelos Estados Unidos desde março deste ano. Mas, afinal, quanto custaria um iPhone fabricado em solo americano?

    Tarifas de Trump ameaçam a Apple
    Com as tarifas aplicadas a outras nações, a Apple poderia pagar 54% a mais pela produção na China e 46% a mais pelo Vietnã — países onde é fabricada a maioria dos iPhones. Segundo Barton Crockett, analista da Rosenblatt, isso poderia gerar até US$ 40 bilhões em custos tarifários, o que resultaria em um aumento de até 40% no preço dos smartphones da marca.

    Por isso, segundo Tim Cook, a prioridade seria manter a fabricação na Índia. Analistas internacionais afirmam que, apesar dos riscos tarifários, implementar a produção nos Estados Unidos não é viável para o futuro da Apple.

    O volume de produção necessário para atender ao mercado americano, aliado à adaptação de fábricas e processos, demandaria tempo e investimentos. Há ainda preocupações com a mão de obra: os americanos estariam dispostos a assumir empregos na indústria fabril?

    Quanto custaria um iPhone feito nos Estados Unidos?
    De acordo com especialistas, um iPhone 100% produzido nos EUA poderia chegar a custar US$ 3.500.

    Para efeito de comparação, os modelos mais recentes da companhia — o iPhone 16 e o iPhone 16 Pro — são vendidos a partir de US$ 799 e US$ 999, respectivamente.

    A expectativa é que o iPhone 17 seja lançado em setembro, como de costume. Consumidores e investidores acompanham de perto a possibilidade de um aumento de preços ou de mudanças na cadeia de produção da Apple diante das novas ameaças tarifárias.

    Por Letícia Ozório

    Foto: Leandro Fonseca/Exame / Reprodução Exame.

  • Mais fiéis, menos padres: como a Igreja Católica mudou durante o papado de Francisco

    Mais fiéis, menos padres: como a Igreja Católica mudou durante o papado de Francisco

    Doze anos separam o conclave que elegeu o papa Francisco, em março de 2013, do encontro que elegeu o papa Leão XIV, em 8 de maio. Nesse período, a Igreja Católica teve um crescimento considerável no número de fiéis: passou de 1,2 para 1,4 bilhão de pessoas, segundo a própria instituição, que coloca na conta todas as pessoas batizadas, mesmo que não sigam a religião. Foi uma alta de 15,8%, acima do crescimento da população global, que subiu 13,7% no período.

    O crescimento foi puxado pelo aumento de fiéis na África, que passou a abrigar 20% dos católicos do mundo. A Igreja ganhou força especialmente na República Democrática do Congo, Nigéria e em Uganda, segundo o Anuário Pontifício 2025. No entanto, a maioria dos católicos  — 47% — está nas Américas, a terra do novo papa Leão XIV, nascido nos EUA e que se tornou cidadão do Peru.

    Número de católicos no Brasil
    O Brasil é o maior país católico do mundo, com 182 milhões de batizados, segundo a igreja. Mas o número de praticantes por aqui caiu. Eram 73,6% em 2000 e 64,6% em 2010, de acordo com dados do IBGE. Os números de religião do censo de 2022 serão relevados só no segundo semestre. Uma pesquisa de 2022 do instituto Datafolha mostrou que 51% dos brasileiros se declararam católicos, enquanto 22% disseram ser evangélicos.

    O avanço de outras religiões cristãs contribuiu para a redução no número de padres, apontam especialistas. “Surgiram outras formas de dedicação religiosa que não o sacerdócio”, diz Francisco Ribeiro, pesquisador e editor no jornal católico O São Paulo.

    Para o padre Reuberson Ferreira, professor de teologia da PUC-SP, a queda reflete ainda uma questão demográfica. “Geralmente, as famílias com muitos filhos costumavam fornecer sacerdotes. Como as famílias encolheram, isso mudou”, diz.

    Por Rafael Balago

    Foto: Corbis/Getty Images / Reprodução Exame.

  • Ele desistiu de US$ 10 milhões para perseguir um sonho: ‘Dinheiro não é o que me faz feliz’

    Ele desistiu de US$ 10 milhões para perseguir um sonho: ‘Dinheiro não é o que me faz feliz’

    Largar um bônus de US$ 10 milhões e uma carreira consolidada em Wall Street não é uma decisão comum. No entanto, para Dave Bolotsky, essa escolha foi um divisor de águas que o levou a fundar a Uncommon Goods, uma loja online de presentes exclusivos e de produção independente.

    A decisão, tomada em 1999, não foi movida pelo desprezo ao dinheiro, mas sim pela busca de propósito e a vontade de construir algo significativo. As informações foram retiradas de uma reportagem da CNBC.

    Bolotsky, então com 36 anos, ocupava uma posição de prestígio como diretor executivo no Goldman Sachs, mas sentia que sua contribuição no mercado financeiro estava distante de suas aspirações pessoais. “Dinheiro não é o que me faz feliz”, afirmou.

    Inspirado por uma visita a uma feira de artesanato, ele percebeu o potencial de oferecer produtos personalizados e únicos em um formato digital – algo inovador para a época.

    Liderar uma transição tão audaciosa exigiu mais do que coragem. Bolotsky demonstrou habilidades de gestão, como planejamento estratégico e resiliência. Durante os primeiros anos, a Uncommon Goods enfrentou desafios financeiros significativos.

    Ele precisou reduzir sua equipe de 35 para cinco funcionários, redimensionar a infraestrutura e investir a maior parte de suas economias pessoais para sustentar a empresa até que ela alcançasse a lucratividade, em 2003.

    Essa capacidade de tomar decisões difíceis, aliada a um foco em valores, é o que diferencia líderes como Bolotsky. Ele não apenas criou uma empresa lucrativa, mas também estabeleceu padrões éticos elevados. Em 2007, a Uncommon Goods tornou-se uma das primeiras empresas a receber a certificação B Corporation, que reconhece organizações comprometidas com impacto social e ambiental positivo.

    Liderar com integridade
    Para Bolotsky, liderar significa equilibrar valores e resultados financeiros. Em momentos de crise, ele enfatizou a importância de manter a missão central da empresa, mesmo diante de decisões complexas. Seu compromisso com salários justos – como pagar no mínimo US$ 20 por hora a sua equipe de armazém, muito acima do salário mínimo – é um exemplo prático de como liderar com integridade.

    Atualmente, a Uncommon Goods emprega 144 pessoas em regime permanente e processa mais de um milhão de pedidos por ano. Embora Bolotsky admita que poderia ter acumulado mais riqueza caso permanecesse em Wall Street, ele se diz satisfeito com sua trajetória.

    “Colaborar com minha equipe e construir um negócio que impacta tantas pessoas é muito mais recompensador do que meu papel anterior”
    Dave Bolotsky, fundador da Uncommon Goods
    A história de Dave Bolotsky é um exemplo poderoso de como líderes visionários podem redefinir suas carreiras ao alinhar propósito, valores e gestão eficiente.

    Por Guilherme Santiago e nIA Bot

    Foto: Reprodução Exame.

  • I Encontro da Cafeicultura celebra crescimento do setor e homenageia pioneiros na AgroBrasília

    I Encontro da Cafeicultura celebra crescimento do setor e homenageia pioneiros na AgroBrasília

    Mais de 70 produtores, técnicos, estudantes, pesquisadores e autoridades participaram neste sábado (24) do I Encontro da Cafeicultura do Distrito Federal e RIDE, realizado durante a AgroBrasília 2025, no auditório Buriti, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, PAD-DF. O evento, promovido pela Emater-DF em parceria com a Associação de Empreendedores de Café do Lago Oeste (Elo Rural) e com apoio da AgroBrasília, celebrou o crescimento da cafeicultura na região, apresentou novas perspectivas para o setor e homenageou produtores pioneiros.

    Em 2024, a cafeicultura movimentou quase R$ 23 milhões no DF, com 138 produtores cultivando cerca de 470 hectares e uma produção anual superior a 900 toneladas.

    Na abertura do evento, o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, ressaltou que o café trilha o mesmo caminho de sucesso de outras culturas já consolidadas na região. “O Distrito Federal tem se destacado com produtos de qualidade e alto valor agregado. Queremos que o café siga esse mesmo caminho, focando na produção de cafés especiais e valorizando quem produz”, afirmou. “O café pode se tornar mais uma marca forte do DF, levando qualidade e orgulho para quem planta e para quem consome.”

    O secretário-executivo da Secretaria de Agricultura (Seagri), Pedro Paulo, falou sobre a criação da Câmara Setorial dos Produtores de Café do DF, iniciativa que visa organizar o setor, articular políticas públicas e ampliar mercados.

    “Aqueles que se arriscaram estão hoje colhendo bons frutos: produzindo e exportando café de excelente qualidade. O café é uma cultura estratégica: fácil de plantar, viável em pequenas áreas e com grande potencial para transformar a vida das famílias. Com apoio da senadora Damares, conseguimos recursos para mapear a realidade da cafeicultura no DF e RIDE, capacitar técnicos e produtores e implantar unidades com os melhores materiais genéticos. Nosso objetivo é levar tecnologia de ponta ao produtor e caminhar juntos — pesquisa, técnicos e agricultores — para o sucesso da cafeicultura no Brasil Central”, destacou Antônio Fernando Guerra, da Embrapa Café.

    A presidente da Elo Rural, Lívia Tèobalddo, falou sobre o avanço da associação. “A Elo nasceu de um atrevimento que está dando certo. Começamos com dez associados e hoje somos 39. Estamos expandindo do Lago Oeste para todo o DF, RIDE e até outros estados como Minas Gerais e Tocantins. Muitos que moram aqui e produzem fora querem ajudar o DF a se destacar na cafeicultura mundial”, afirmou.

    Durante o I Encontro de Cafeicultura do Distrito Federal, produtores que são referência no desenvolvimento da cafeicultura local foram homenageados: Márcio Jório (in memoriam), pioneiro no cultivo orgânico e artesanal com o Café Serrazul, no Lago Oeste; Carlos Coutinho, do Café Minelis, cuja trajetória familiar levou o sabor do Cerrado para diversos países; Cristiane Zancanaro Simões, que, à frente da Famiglia Zancanaro, consolidou a tradição e a excelência no Cerrado Goiano; Leomar e Núcia Cenci, do Café Grão Nativo, exemplo de inovação e qualidade no DF; e Pedro Jardim, do Jardins Café, referência na produção de café orgânico e no fortalecimento da cadeia produtiva local.

    O técnico da Emater-DF, Bruno Caetano, destacou o papel fundamental da extensão rural. “Estamos ajudando os produtores a melhorar a qualidade do café, aumentar a produção e garantir mais renda, sempre com respeito ao meio ambiente e às características da nossa região”, frisou.

    Na programação técnica, o especialista Abraão Carlos Verdin, do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), apresentou palestra sobre poda programada, reforçando que o sucesso da produção depende de muitos fatores. “Se você não preparar bem o solo, não escolher a variedade certa, não nutrir e não realizar o manejo fitossanitário adequado, não terá café de qualidade. O sucesso é como uma pizza: cada pedaço é essencial — espaçamento, variedade, nutrição, poda… Tudo influencia o resultado”, explicou.

    O engenheiro agrônomo e consultor Maycon Klinton, de Unaí (MG), valorizou a iniciativa. “Esse primeiro encontro foi fundamental para valorizar o setor — produtores, indústria, consumidores e órgãos públicos. Toda essa cadeia tem feito um trabalho espetacular, que agora começa a ser mais divulgado, mostrando que nossa região produz cafés de excelência”, destacou.

    Segundo ele, o evento também revelou o potencial de crescimento do setor, com foco na qualidade e na sustentabilidade. “Que venha o próximo, acredito que será ainda maior. Quem sabe possamos programar dois dias focados no café na próxima AgroBrasília, com experimentos conduzidos no próprio campo experimental da CoopADF”, completou.

    Para a extensionista rural Adriana Nascimento, uma das organizadoras pela Emater-DF, o I Encontro da Cafeicultura superou todas as expectativas. “O objetivo foi cumprido: agregar os elos da cadeia produtiva do café — não só produtores, mas também pesquisadores, professores e nós, profissionais da extensão rural. Foi um evento importante, um marco para impulsionar ainda mais a cafeicultura no DF”, avaliou.

    Adriana ainda destacou: “É difícil reunir tantas pessoas com os mesmos objetivos de troca de conhecimento e experiências. A cadeia ainda está em desenvolvimento, mas já demonstra enorme potencial. Estou muito feliz com o evento e com o papel pioneiro da Emater-DF na discussão e fortalecimento da cafeicultura”, finalizou.

    *Com informações da Emater-DF

    Por Agência Brasília

    Foto: Divulgação/Emater-DF / Reprodução Agência Brasília

  • Fruticultura cresce no DF e aposta em tecnologias para aumentar produtividade

    Fruticultura cresce no DF e aposta em tecnologias para aumentar produtividade

    Clima favorável, solo fértil e assistência técnica gratuita são algumas das condições que têm colocado o Distrito Federal no cenário nacional quando o assunto é produção de fruticultura. Em 2024, a área plantada de frutas cresceu 8,5% e chegou a 2,5 mil hectares, enquanto a produção saltou 6,9% em relação ao ano anterior, ultrapassando as 40 mil toneladas. Entre as frutas produzidas na capital federal, o maracujá tem ganhado destaque, se tornando referência no país pela qualidade e tecnologia empregadas pelos produtores rurais assistidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF).

    Segundo dados do Relatório de Informações Agropecuárias (RIA), em 2024 foram colhidas 3.929 toneladas de maracujá em 126 hectares plantados, o que representa mais de 5% de toda a produção frutífera do DF. Na propriedade do engenheiro agrônomo Júlio Menegotto, 47 anos, o cultivo da fruta se tornou um verdadeiro polo de inovação.

    O produtor conta com 13,5 hectares dedicados exclusivamente ao maracujá. Ele investe há décadas no aprimoramento genético e no desenvolvimento de técnicas que hoje servem de modelo para diversas regiões do país.

    “Aqui nasceram tecnologias como o adensamento da plantação, o uso de mudas de grande porte, o protetor de tronco e o sistema de irrigação por gotejamento com adubação na água”, explica o produtor. “Hoje, nosso maracujá, chamado de Imperador do Cerrado, é considerado superpremium, com casca fina, baixo teor de acidez e alto rendimento de polpa.”

    A adoção de mudões — mudas mais desenvolvidas, com cerca de 1,5 metro de altura — também é uma das tecnologias pioneiras no mercado que foi adotada pelo produtor. A técnica encurta o ciclo produtivo da planta e reduz a incidência de doenças.

    “A gente pega uma muda e leva pro campo quando já está envelhecida. Assim, a gente consegue desenvolver o sistema imunológico dela, se tornando muito mais resistente a ataques de doenças. Isso também faz com que a planta produza em pouco tempo”, esclarece Júlio.

    Para render maracujás de maior qualidade, a rotina requer a polinização manual — atribuição que precisa de mão de obra qualificada. “Um dos desafios é justamente a falta de pessoas capacitadas para atuar nessa etapa, tendo em vista que é tudo feito de maneira manual”, comenta o produtor.

    “É um trabalho delicado e que requer atenção diária. Por isso, damos preferência à contratação de mulheres para a polinização, porque elas são mais delicadas”, conta Júlio. De acordo com ele, as atividades na sua propriedade geram em torno de 40 empregos diretos e indiretos. Em períodos de pico, como setembro, novembro e fevereiro, são efetivados até sete trabalhadores por hectare.

    A Emater-DF, que oferece assistência técnica gratuita aos produtores, é uma das responsáveis por incentivar o crescimento da atividade. “O DF tem clima e solo ideais para o maracujá, especialmente em regiões como Sobradinho e Planaltina. Além disso, por ser uma fruta que depende de manejo manual, ela se encaixa perfeitamente no perfil da agricultura familiar”, explica o coordenador do programa de Fruticultura da empresa,  Felipe Camargo. “Com orientação técnica correta, é possível até triplicar a produtividade.”

    O avanço do setor também tem sido impulsionado por iniciativas como a Rota da Fruticultura, promovida em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e a Secretaria de Agricultura. O projeto incentiva a diversificação de culturas no DF, com a introdução de frutas como mirtilo, framboesa, açaí e pitaya.

    “A fruticultura no Distrito Federal tem se expandido com o apoio do Governo do Distrito Federal, especialmente por meio do projeto Rota da Fruticultura. Nesse projeto, o GDF, agora com o Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), fez um aporte de R$ 2 milhões para financiar projetos voltados à fruticultura, com juros bastante baixos, de 3% ao ano”, acrescenta o secretário da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), Rafael Bueno.

    Além do mercado in natura, a propriedade de Júlio Menegotto aposta na transformação da fruta em produtos de valor agregado. Hoje, ele comercializa polpas com e sem sementes e, mais recentemente, lançou uma linha de geleias que já conquistou espaço nas redes de supermercados do DF. “Brasília tem um potencial enorme. As fábricas ainda estão concentradas fora da região, mas estamos mostrando que é possível inovar e agregar valor aqui mesmo”, afirma.

    A expectativa é de que a produção da propriedade alcance 1,2 milhão de toneladas neste ano, com distribuição para o DF, Goiás e São Paulo. E, com negociações em andamento para exportação, a meta é ainda maior. “O DF é, sem dúvida, um celeiro de inovação na fruticultura”, acrescenta Júlio.

    “Já temos demanda para exportação de polpa de maracujá do DF para a França e de mirtilo para os Emirados Árabes. Esperamos, nos próximos meses e anos, ampliar essa exportação para outros países”, conclui o secretário Rafael Bueno.

    Por Thaís Miranda da Agência Brasília

    Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília / Reprodução Agência Brasília

  • Homem armado mobiliza equipes de segurança neste domingo (25/5), na Asa Norte

    Homem armado mobiliza equipes de segurança neste domingo (25/5), na Asa Norte

    Corpo de Bombeiros (CBMDF) foi acionado por populares, na manhã deste domingo (25/5), depois que um homem, de 39 anos, apresentava comportamento agressivo e portava uma arma de fogo. O caso aconteceu na frente do Conselho de Administração de Defesa Econômica, na quadra 515 da Asa Norte. As equipes da Polícia Militar (PM) e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) também foram acionados.  

    Após o isolamento do local e a retirada de civis das proximidades, a equipe do Bope realizou negociações e o homem se entregou. Depois de imobilizado e desarmado, a equipe de emergência dos bombeiros fez o atendimento inicial e transportou o homem para a UPA do Paranoá. Uma viatura da PM escoltou o deslocamento.  

    Por Ana Carolina Alves do Correio Braziliense

    Foto: CBMDF / Reprodução Correio Braziliense