Dia: 12 de maio de 2025

  • AgroBrasília 2025 aposta em tecnologia para alavancar pequenos e grandes produtores

    Guilherme Brenner: “A ideia é que o produtor venha aqui, conheça as soluções que as indústrias e empresas de tecnologia desenvolveram e, por meio desse conhecimento, possa escolher o que é melhor para o negócio dele”

    Junto aos pequenos produtores rurais, a Emater-DF dedica um espaço de 20.700 m² à agricultura familiar, um ambiente composto de dez circuitos com tecnologias adaptadas à questões como a agroindustrialização, cultivo de hortaliças, floricultura, mecanização e automatização da irrigação, bovinocultura, piscicultura, bioinsumos, panificados, embutidos, tratamento de solo e artesanato, além de organizações sociais e programas como o Empreender e Inovar.

    Novidades como o lançamento rota do queijo artesanal no Distrito Federal e do registro provisório do queijo artesanal – uma conquista para os produtores de leite que pedem o registro há mais de 30 anos – também serão lançadas na AgroBrasília 2025.Ricardo Luz é coordenador do espaço dedicado à agricultura familiar

    O extensionista da Emater-DF Ricardo Luz, coordenador do espaço destinado à agricultura familiar na AgroBrasília, acentua que o tema é inclusivo, contemplando o grande, médio e pequeno produtor. “A hortaliça do dia a dia que consumimos vem da agricultura familiar, são os pequenos que estão produzindo,[assim como] aquele cheiro-verde que você come, aquele tomate gostoso, aquela alfacezinha. A agricultura familiar tem uma força dentro do mercado muito grande, não só com o atendimento técnico, mas a organização, gestão, condução e a comercialização desses produtos. Eles movimentam bastante a economia”.

    Com uma média de participação em torno de 3,5 mil agricultores familiares por ano desde 2008, a Emater-DF disponibilizará transporte e alimentação para mais de 1.500 pequenos produtores para comparecerem. Entre eles está a produtora rural Lucimar Ferreira dos Santos, que tem uma propriedade no Assentamento Patrícia Aparecida, no Paranoá.Lucimar Ferreira dos Santos produz frutas, legumes e passou a se dedicar, recentemente, ao mel, com o apoio técnico da Emater-DF

    Agricultora familiar com uma horta que cultiva um pouquinho de tudo ー de quiabo a maracujá ー, ela iniciou recentemente a produção de mel com colmeias instaladas com apoio técnico da Emater-DF. Lucimar destaca a diferença que o acompanhamento da empresa pública faz na sua produção e descreve feiras, como a AgroBrasília, como importantes oportunidades de crescimento.
    “Estou aqui hoje, mas eu comecei sem saber muita coisa. Eu levo alimento para a mesa das pessoas, e isso é minha renda hoje. É muito importante para nós produtores rurais pequenos, porque é uma oportunidade maravilhosa. Vai impactar bastante, me ajudando com a tecnologia. É uma porta aberta, estou muito feliz de estar fazendo parte do AgroBrasília.”

    Acompanhando a família de Lucimar e outros pequenos produtores rurais há anos, a extensionista da Emater-DF Yokowama Odaguiri Cabral reforça a atenção direcionada à agricultura familiar e a importância da participação em grandes eventos como a AgroBrasília: “Além das capacitações, a Emater abre vários espaços em feiras como na AgroBrasília, para que eles possam comercializar os produtos de alguma forma. Lá abre-se a visão, eles conhecem várias técnicas novas e começam a empreender dentro da propriedade, gerando renda”.

  • Contribuintes sorteados no Nota Legal ainda têm R$ 415 mil a receber

      Contribuintes sorteados no Nota Legal ainda têm R$ 415 mil a receber Donos de 3.694 bilhetes premiados no segundo sorteio do ano passado p…

     


    Contribuintes sorteados no Nota Legal ainda têm R$ 415 mil a receber
    Donos de 3.694 bilhetes premiados no segundo sorteio do ano passado precisam indicar conta bancária até segunda-feira (12)
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    Você participou do último sorteio do Nota Legal do ano passado? Não sabe se foi premiado? Então, fique atento: contribuintes donos de 3.694 bilhetes premiados ainda não indicaram suas contas bancárias para o recebimento dos valores. O total a ser resgatado ainda é de R$ 415 mil, segundo dados da Secretaria de Economia (Seec-DF).

    Por isso, os auditores fiscais da Seec-DF voltam a lembrar que o prazo para indicação das contas bancárias acaba na próxima segunda-feira (12). Caso os ganhadores não o façam, eles perdem o benefício – e o dinheiro vai para o Tesouro do DF.

    A Seec-DF também envia e-mails alertando sobre a necessidade da indicação e informa que a consulta da premiação pode ser feita diretamente no portal do Nota Legal | Foto: Divulgação/Seec-DF

    Para indicar a conta bancária para recebimento dos valores, o contribuinte deve acessar o portal do Nota Legal, fazer login na área restrita e preencher os dados solicitados.

    A Seec-DF também envia e-mails alertando sobre a necessidade da indicação e informa que a consulta da premiação pode ser feita diretamente no portal do Nota Legal. Mas, fique atento: a secretaria não utiliza o WhatsApp para esse tipo de comunicação.

    Entre os valores não resgatados há premiações de até R$ 10 mil. “Também foram identificados contribuintes que não resgataram R$ 5 mil, R$ 1 mil, R$ 200 e R$ 100”, diz a coordenadora de Cadastro, Escrituração e Documentos Fiscais Digitais da Seec-DF, Giovanna Botelho.

    O segundo sorteio foi realizado em 13 de novembro de 2024, e os bilhetes pendentes de indicação pertencem ao terceiro e último lote de contemplados.

    *Com informações da Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF)

  • EUA e China citam “progresso substancial” após reuniões na Suíça

    EUA e China citam “progresso substancial” após reuniões na Suíça

    O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, relatou neste domingo (11) um “progresso substancial” nas negociações dos EUA com as principais autoridades econômicas da China para apaziguar uma guerra comercial prejudicial, e que houve um acordo, mas não ofereceu detalhes após dois dias de negociações concluídas em Genebra.

    Bessent disse a repórteres que os detalhes seriam anunciados na segunda-feira (12) e que o presidente dos EUA, Donald Trump, estava totalmente ciente dos resultados das “conversas produtivas”.

    Do lado chinês, a agência estatal Xinhua vai na mesma linha que os americanos e cita o vice premiê da China e principal assessor econômico de Xi Jinping, He Lifeng, que liderou as negociações para Pequim.

    “Progressos substanciais foram feitos e um consenso importante alcançado”, disse He à agência oficial, sem dar mais detalhes.

    O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, que participou das negociações com Bessent, o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng e dois vice-ministros chineses, descreveu a conclusão como “um acordo que fechamos com nossos parceiros chineses” que ajudará a reduzir o déficit comercial global de bens dos EUA de US$ 1,2 trilhão.Play Video

    “E estes foram, como o Secretário salientou, dois dias muito construtivos. É importante compreender a rapidez com que conseguimos chegar a um acordo, o que reflete que talvez as diferenças não tenham sido tão grandes quanto se pensava”, disse Greer, acrescentando que as autoridades chinesas foram “negociadores duros”.

    O encontro foi a primeira interação presencial entre Bessent, Greer e He desde que as duas maiores economias do mundo impuseram tarifas bem acima de 100% sobre os produtos uma da outra.

    Embora Bessent tenha dito que as tarifas bilaterais eram muito altas e precisavam ser reduzidas como medida de redução da tensão, ele não ofereceu detalhes das reduções acordadas e não respondeu a perguntas de repórteres.

    Anteriormente, o conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, disse que os chineses estavam “muito, muito ansiosos” para se envolver em discussões e reequilibrar as relações comerciais com os Estados Unidos.

    Hassett também disse à Fox News que mais acordos de comércio exterior podem ser firmados com outros países ainda esta semana.

    Durante a noite, Trump fez uma leitura positiva das negociações, dizendo que os dois lados haviam negociado “uma reinicialização total… de maneira amigável, mas construtiva”.

    “Uma reunião muito boa hoje com a China, na Suíça. Muitas coisas discutidas, muitas coisas acertadas”, publicou Trump em sua plataforma Truth Social.

    “Queremos ver, para o bem da China e dos EUA, uma abertura da China aos negócios americanos. GRANDE PROGRESSO FEITO!!!”, acrescentou Trump, sem dar mais detalhes sobre o progresso.

    Falando no “Sunday Morning Futures” da Fox News com Maria Bartiromo, Hassett disse que Pequim está ansiosa para restabelecer as relações comerciais com os Estados Unidos.

    “Parece que os chineses estão muito, muito ansiosos para cooperar e normalizar as coisas”, disse Hassett.

    Hassett também afirmou que mais anúncios de acordos comerciais podem ser iminentes após o anúncio de um acordo com o Reino Unido na semana passada . Ele disse ter sido informado pelo Secretário de Comércio, Howard Lutnick, sobre duas dúzias de acordos pendentes em desenvolvimento com o Representante de Comércio de Greer.

    “Todos eles se parecem um pouco com o acordo do Reino Unido, mas cada um é personalizado”, disse Hassett.

    A reunião

    As equipes de negociação se encontraram na vila fechada do embaixador da Suíça na ONU, com vista para o Lago Genebra, no arborizado subúrbio de Cologny. Vans Mercedes pretas com sirenes faziam o translado de ida e volta para o local, banhado por um sol brilhante.

    A Suíça neutra foi escolhida como sede após abordagens de políticos suíços em visitas recentes à China e aos Estados Unidos.

    Washington está tentando reduzir seu déficit comercial de US$ 295 bilhões com Pequim e persuadir a China a renunciar ao que os Estados Unidos dizem ser um modelo econômico mercantilista e contribuir mais para o consumo global, uma mudança que exigiria reformas internas politicamente sensíveis.

    (Com informações de Emma Farge, John Revill e Douglas Gillison, da Reuters)

    Por Da Reuters em Genebra

    Foto: Reprodução CNN Brasil

  • Vale do Lítio: projeto estratégico do Governo de Minas celebra dois anos transformando vidas na região

    Vale do Lítio: projeto estratégico do Governo de Minas celebra dois anos transformando vidas na região Ações conjuntas do Estado geraram des…


    Vale do Lítio: projeto estratégico do Governo de Minas celebra dois anos transformando vidas na região
    Ações conjuntas do Estado geraram desenvolvimento econômico e qualidade de vida para a população nos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas
    Arquivo pessoal
    Kessiane Lima Silva

    “Estamos dobrando a capacidade da nossa pousada. De 35 apartamentos passaremos a operar com 79 acomodações. Essa expansão possibilitará a contratação de mais funcionários.’’ O relato é de Pedro Lages, proprietário da Pousada das Araras em Araçuaí, que destaca o impacto do projeto socioeconômico Vale do Lítio (Lithium Valley Brazil) na região. Iniciativa do Governo de Minas, coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômic (Sede-MG), em parceria com a Invest Minas, completou nessa sexta-feira (9/5), dois anos desde a apresentação oficial, em Nova Iorque (EUA).

    Araçuaí, Coronel Murta, Itaobim, Jenipapo de Minas, Pedra Azul, Salinas, Taiobeiras são alguns dos 17 municípios beneficiados diretamente pelas ações do Vale do Lítio. Na região, os investimentos atraídos na produção do lítio já chegam a marca de R$ 6,3 bilhões, com a geração de mais de 3,9 mil empregos diretos.
    “Temos buscado cada vez mais atrair empresas e investimentos. Estamos apostando na qualificação da mão de obra, incentivo à tecnologia e fornecimento da infraestrutura necessários para o crescimento da região”, enfatizou o governador Romeu Zema.

    “O Vale do Lítio representa uma oportunidade histórica de transformar o potencial mineral do Jequitinhonha e Norte de Minas em desenvolvimento real. Nosso compromisso é atrair investimentos sustentáveis, gerar empregos qualificados e posicionar Minas como referência global na economia verde”, destaca a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Mila Corrêa da Costa.
    Pedro Lages / Crédito: Arquivo Pessoal

    Oportunidades profissionais que mudam vidas

    O Vale do Lítio impulsionou iniciativas em áreas prioritárias para melhorar a qualidade de vida da população, o que motivou também as empresas atraídas a se envolverem no processo. É o caso do “Volta ao Lar”, iniciativa da Sigma Lithium que visa atrair profissionais que deixaram o Vale do Jequitinhonha com oportunidades de qualidade para retornarem para a região.

    A gerente de Qualidade e Planejamento Integrado da Sigma Lithium, Kessiane Lima Silva, em 2014, foi trabalhar em Presidente Figueiredo, no Amazonas. Mas isso mudou com o novo cenário na região e a profissional retornou para casa com um trabalho atrativo.

    “Tive a oportunidade de crescer profissionalmente, estando perto da minha família. Pude mostrar a capacidade do povo do Vale Jequitinhonha, como pessoas técnicas e profissionais que sempre fomos, mas que nunca tivemos oportunidade”, relata.

    Os Vales do Jequitinhonha e Mucuri se destacam na abertura de novas empresas entre todas as regiões do estado. Isso é reflexo do Minas Livre Para Crescer, que já beneficia o ambiente de negócios em 14 cidades da região. Com isso, os municípios do projeto somam saldo de mais 6,1 mil novos empregos e, entre 2023 e 2024, houve aumento de mais de 13% em relação aos dois anos anteriores.

    Para atender as empresas instaladas na região, o Governo de Minas tem investido na qualificação da mão de obra com programas como o Trilhas de Futuro que beneficia 3,1 mil alunos na localidade.

    A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) já viabilizou mais de R$ 13 milhões em ações sociais que beneficiaram mais de 190 mil pessoas.

    “Estamos investindo de forma consistente para que essa região seja protagonista do crescimento do nosso estado. Em apenas dois anos, transformamos uma área que era vista apenas pelos seus desafios em um polo de desenvolvimento sustentável. A geração de empregos é o reflexo concreto de vidas transformadas e de um novo horizonte de possibilidades para os mineiros”, avalia a secretária de Estado de Desenvolvimento Social, Alê Portela.

    Projeto de desenvolvimento transversal

    A partir do desenvolvimento da cadeia produtiva do lítio, o Governo de Minas impulsionou 45 projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, em 11 instituições do estado, com cerca de R$ 11 milhões investidos, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

    Por meio do Minas Reurb, 558 famílias foram beneficiadas com a emissão de títulos de imóveis na região, e outros 1,6 mil estão em processo de regularização.

    Para garantir mais melhorias em mobilidade, transporte e infraestrutura energética, o Governo investiu mais de R$ 1,3 bilhão em obras, além de investimentos nas áreas de saúde, cultura e turismo.

    Crédito Agência Minas Gerais 

  • INSS cogita usar agências dos Correios para atender afetados por fraudes

    INSS cogita usar agências dos Correios para atender afetados por fraudes

    O governo federal está avaliando a possibilidade de utilizar a estrutura das agências dos Correios para oferecer atendimento presencial a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que foram vítimas de descontos indevidos em seus benefícios.

    A medida em estudo visa garantir um canal presencial para que esses cidadãos possam solicitar o ressarcimento dos valores subtraídos de maneira irregular das folhas de pagamento do instituto.

    O governo também está buscando formas de ampliar a estrutura das agências do próprio INSS para atender o grande contingente de pessoas de devem buscar atendimento no processo de ressarcimento.

    A definição do formato definitivo da operação deve ser tomada ao longo da semana, durante reuniões que contarão com a participação de representantes do INSS, dos Correios, do Palácio do Planalto e do Ministério da Previdência Social.

    Na próxima terça-feira (13), os beneficiários do INSS poderão consultar se houve qualquer tipo de desconto em seus benefícios, seja ele autorizado ou não. Já na quarta-feira (14), os aposentados e pensionistas terão a possibilidade de requerer a devolução dos valores por meio do aplicativo Meu INSS.

    No entanto, o governo demonstra preocupação com a parcela da população que enfrenta dificuldades para acessar a internet ou não possui familiaridade com o uso de aplicativos. Como alternativa, o INSS orienta que os segurados entrem em contato com a Central de Atendimento 135.

    O INSS já conta com a parceria com os Correios para a realização de outros serviços. O atendimento nas agências poderá ser expandido para atender a essa nova demanda emergencial de ressarcimento.

    Em 2024, o Ministério da Previdência, o INSS e os Correios ampliaram uma cooperação que permite aos segurados solicitar o benefício por incapacidade temporária por meio do sistema Atestmed em aproximadamente 2,6 mil agências próprias dos Correios espalhadas pelo país.

    Essa estrutura já existente poderá ser fundamental para ampliar e descentralizar o atendimento do INSS, especialmente em localidades mais distantes e carentes, onde o acesso à internet ou aos serviços do governo é mais limitado.

    Por Pedro Teixeira da CNN em Brasília

    Foto: Reprodução CNN Brasil

  • Governo de Minas vai implantar Rede de Medicina Fetal pioneira no SUS para ampliar cuidado materno-infantil

      Governo de Minas vai implantar Rede de Medicina Fetal pioneira no SUS para ampliar cuidado materno-infantil Iniciativa inédita reforça aco…

     Governo de Minas vai implantar Rede de Medicina Fetal pioneira no SUS para ampliar cuidado materno-infantil

    Iniciativa inédita reforça acolhimento e assistência à saúde de mães e bebês em todo o estado
    Rafael Mendes / SES-MG
    Kênia Carvalho com a filha Katharina, hoje com 7 anos de idade
    Neste Dia das Mães, celebrado no domingo (11/5), o Governo de Minas anuncia um passo histórico para fortalecer o cuidado com a saúde materno-infantil: a implantação, ainda em 2025, da primeira Rede de Medicina Fetal no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa vai oferecer, de forma inédita no país, diagnósticos avançados e tratamentos para intercorrências durante a gestação, com foco especial nos casos que exigem intervenção antes das 25 semanas.
    “Minas está mostrando que é possível inovar no SUS, com planejamento, responsabilidade e foco na vida. Ao implantar a primeira Rede de Medicina Fetal do país, colocamos nosso estado na vanguarda do cuidado materno-infantil e deixamos um legado para futuras gerações de mineiros”, afirma o vice-governador Mateus Simões.
    A nova rede, coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), vai ampliar o acesso a consultas especializadas, exames ultrassonográficos de alta complexidade e procedimentos cirúrgicos intrauterinos. Tudo isso para garantir diagnóstico precoce, intervenção oportuna e mais qualidade de vida para mães e bebês.
    “A organização e diretrizes da rede de medicina fetal são pioneiras no Brasil e trarão benefícios imensuráveis para as famílias mineiras. Minas tem atuado de forma firme para garantir acesso, diagnóstico, assistência e cuidado integral à saúde de gestantes, parturientes, puérperas e crianças”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti.
    Para a diretora de Gestão da Integralidade do Cuidado, Lírica Salluz Mattos Pereira, a implantação da rede é mais do que um avanço técnico: é um gesto de acolhimento.

    “Vamos facilitar o acesso, a identificação precoce e o encaminhamento para exames e cirurgias, com um olhar humanizado para as gestantes e os fetos que precisarem de atenção especializada”, afirma.

    Amor e assistência na hora de nascer

    A história de Katharina, hoje com 7 anos, é um símbolo da força da vida e da importância de uma rede bem estruturada. A mãe dela, Kênia Carvalho, enfrentou sérias complicações durante a gestação e deu à luz prematuramente, com apenas 25 semanas.

    “Tive pressão alta desde o início da gravidez. Por causa de um sangramento, fui parar no Hospital Risoleta Neves e, depois, transferida para a Maternidade Odete Valadares. Não teve jeito: foi preciso fazer o parto prematuro. Mas recebi todo o cuidado e minha filha também. Ela ficou na UTI até formar melhor o pulmãozinho. Sempre foi forte. Ela lutou muito. É uma guerreira”, emociona-se a mãe.

    Linha de cuidado: do pré-natal ao crescimento do bebê

    Em 2024, a SES-MG lançou a Linha de Cuidado Materno-Infantil, documento que orienta os serviços de saúde desde o planejamento da gestação até o primeiro ano de vida da criança. A proposta é garantir um percurso assistencial contínuo, reduzir desigualdades e melhorar os indicadores de saúde materno-infantil.

    A mulher que decide ser mãe encontra na Atenção Primária à Saúde o acolhimento inicial, com consultas de pré-natal e orientações fundamentais. Se necessário, é encaminhada para acompanhamento especializado. Após o parto, mãe e bebê seguem acompanhados pelas equipes da unidade de saúde, com foco na saúde da puérpera e no desenvolvimento infantil.

    “As equipes da Atenção Primária atuam no planejamento reprodutivo e sexual, orientam o cuidado no pré-natal, parto, amamentação e garantem apoio para que as mães possam cuidar bem de seus filhos”, afirma Lírica.

    As UBS oferecem consultas e realizam exames, como o teste do pezinho, além da vacinação e o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento das crianças por meio da puericultura.

    Minas conta com mais de 340 instituições de saúde que atendem partos e nascimentos segundo diretrizes de humanização. Dessas, 144 fazem parte da Política Hospitalar Valora Minas, que prevê o repasse de mais de R$ 169 milhões em 2025 para o fortalecimento da rede.

    Projetos estratégicos

    Para enfrentar a mortalidade materna e infantil, Minas implantou o Projeto Aurora, que visa reduzir a Razão de Mortalidade Materna de 40 para 30 por 100 mil nascidos vivos, e a Taxa de Mortalidade Infantil para menos de um dígito por mil nascidos vivos até 2027, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

    Além disso, o Estado aderiu à estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia (0MMxH), em parceria com o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A ação inclui oficinas com profissionais de saúde para qualificação do cuidado e prevenção de óbitos por hemorragia, uma das principais causas de morte materna. Atualmente, 27 instituições mineiras já participam do projeto.

    Em fevereiro de 2025, o Governo de Minas lançou também o programa Filhos de Minas, voltado à redução da mortalidade materno-infantil por meio do incentivo ao acompanhamento pré-natal. Gestantes inscritas no Bolsa Família que realizarem pelo menos cinco consultas até a 28ª semana ou sete consultas ao longo da gestação e estiverem com a vacinação em dia recebem um kit de enxoval completo. A previsão é distribuir 38.760 kits somente em 2025, com investimento de R$ 12,5 milhões.

    Crédito Agência Minas Gerais 

  • Salários de até R$ 96 mil: veja as 12 profissões que valorizam quem pensa com lógica

    Salários de até R$ 96 mil: veja as 12 profissões que valorizam quem pensa com lógica

    é de hoje que o mercado financeiro figura entre os setores mais bem-remunerados do mercado de trabalho. Mas, com a crescente complexidade das economias globais e a evolução tecnológica, a demanda por profissionais qualificados em finanças nunca foi tão alta. É isso que mostra um levantamento da Robert Half, empresa de recrutamento especializado. 

    O estudo revela que os salários no setor financeiro continuam a crescer como resultado da crescente valorização das habilidades financeiras. Para quem tem afinidade com números e busca uma carreira promissora, conhecer as diversas oportunidades dentro desse campo é essencial. Abaixo, a EXAME elencou as 12 profissões em alta para quem possui essa habilidade.

    Essas são as 12 profissões em alta

    1. Analista Financeiro

    Salário: R$ 9.050 a R$ 13.900 

    Os analistas financeiros são responsáveis por avaliar a saúde financeira de empresas e identificar oportunidades de investimento. Eles analisam demonstrações financeiras, realizam previsões e aconselham a administração sobre as melhores práticas financeiras. 

    1. Gestor de Fundos

    Salário: R$ 25.650 a R$ 39.500

    Gestores de fundos administram carteiras de investimento para indivíduos e instituições, buscando maximizar os retornos dos investidores. Eles tomam decisões sobre compra e venda de ativos, baseados em análises de mercado.

    1. Consultor Financeiro

    Salário: R$ 9.000 a R$ 15.750

    Consultores financeiros ajudam clientes a planejar suas finanças pessoais e empresariais. Eles oferecem conselhos sobre investimentos, planejamento de aposentadoria e gerenciamento de riscos. 

    1. Auditor

    Salário: R$ 6.700 a R$ 9.200

    Auditores revisam e verificam as demonstrações financeiras das empresas para garantir precisão e conformidade com as normas contábeis. Eles desempenham um papel crucial na prevenção de fraudes e na manutenção da integridade financeira. 

    1. Analista de Crédito

    Salário: R$ 12.850 a R$ 19.650 

    Analistas de crédito avaliam a capacidade de crédito de indivíduos e empresas, determinando a probabilidade de pagamento dos empréstimos. Eles analisam dados financeiros, histórico de crédito e outras informações relevantes para tomar decisões de crédito.

    1. Controller

    Salário: R$ 17.500 a R$ 41.000 

    Controllers são responsáveis pela supervisão das atividades contábeis e financeiras de uma empresa. Eles garantem que as práticas financeiras estejam em conformidade com as normas e regulamentos e ajudam na tomada de decisões estratégicas.

    1. Analista de Investimentos

    Salário: R$ 15.500 a R$ 23.700 

    Analistas de investimentos estudam e avaliam diversas oportunidades de investimento, fornecendo recomendações para gestores de fundos e investidores individuais. Eles analisam tendências de mercado, desempenho econômico e previsões financeiras.

    1. Tesoureiro

    Salário: R$ 13.650 a R$ 29.200

    Tesoureiros gerenciam as operações financeiras diárias de uma empresa, incluindo fluxos de caixa, investimentos e financiamentos. Eles desempenham um papel fundamental na gestão de liquidez e na otimização de recursos financeiros.

    1. Planejador Financeiro

    Salário: R$ 9.000 a R$ 15.750 

    Planejadores financeiros trabalham com clientes para desenvolver planos financeiros personalizados, que incluem investimentos, aposentadoria, seguros e gestão de patrimônio. Eles ajudam os clientes a alcançar seus objetivos financeiros de longo prazo.

    1. Analista de Riscos

    Salário: R$ 12.850 a R$ 19.650

    Analistas de riscos avaliam e identificam potenciais riscos financeiros e operacionais dentro de uma organização. Eles desenvolvem estratégias para mitigar esses riscos, garantindo a estabilidade financeira da empresa.

    1. Corretor de Valores

    Salário: R$ 9.050 a R$ 13.900

    Corretores de valores compram e vendem títulos em nome de seus clientes, que podem ser indivíduos ou instituições. Eles fornecem conselhos sobre investimentos e monitoram o desempenho dos ativos para maximizar os retornos.

    1. CFO (Chief Financial Officer)

    Salário: R$ 34.000 a R$ 96.300 

    O CFO é o executivo responsável pela gestão financeira de uma empresa. Ele supervisiona todas as atividades financeiras, incluindo planejamento, gestão de riscos e relatórios financeiros, e participa das decisões estratégicas da empresa.

    Por Guilherme Santiago e nIA Bot

    Foto: Freepik/Reprodução / Reprodução Exame.

  • Atletas olímpicos e talentos do DF brilham no Troféu Brasil de Ginástica Artística 2025

      Atletas olímpicos e talentos do DF brilham no Troféu Brasil de Ginástica Artística 2025 Evento apoiado pelo GDF, realizado na Arena BRB Ni…

     Atletas olímpicos e talentos do DF brilham no Troféu Brasil de Ginástica Artística 2025

    Evento apoiado pelo GDF, realizado na Arena BRB Nilson Nelson, fortalece Brasília como palco dos maiores eventos esportivos do país
    O Troféu Brasil de Ginástica Artística 2025 foi encerrado neste domingo (11), na Arena BRB Nilson Nelson, consagrando-se como um dos principais eventos esportivos do ano na capital federal. Com entrada gratuita e arquibancadas cheias, o evento reuniu a elite da ginástica nacional, incluindo nomes olímpicos e jovens promessas.Arena BRB Nilson Nelson vibrou com cinco dias de apresentação da elite da ginástica artística nacional | Foto: MeloGym/CBG

    Realizado em parceria com a Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), o torneio trouxe a Brasília cinco dias de apresentações de alto nível, com disputas acirradas nos aparelhos e grande participação do público.

    Entre os destaques da edição, Maria Eduarda Pinto (Flamengo) conquistou o ouro na trave de equilíbrio, seguida por Gabriela Barbosa (Pinheiros-SP) e Ana Luiza Lima (Minas Tênis Clube-MG).

    Os secretários de Governo, José Humberto Pires de Araújo (centro), e de Esporte e Lazer, Renato Junqueira (segundo à direita), acompanharam o evento, apoiado pelo GDF | Foto: Frederico Danin

    O ginasta Fernando Cantuária (APAM-SL-DF), representante do Distrito Federal, garantiu a 4ª colocação na final do solo masculino, reforçando a presença competitiva da capital federal no cenário nacional. Fernando treina no Centro de Treinamento de Ginástica do Parque da Cidade, fruto de uma parceria entre a Secretaria de Esporte e Lazer e a Federação de Ginástica do Distrito Federal.

    Na competição masculina, Caio Souza, do Minas Tênis Clube, foi o destaque absoluto: conquistou ouro nas argolas, nas barras paralelas e na barra fixa. Já Patrick Correa, do Esporte Clube Pinheiros, brilhou no solo e ficou com outras duas medalhas em aparelhos diferentes

    O ginasta Fernando Cantuária, representante do DF, cumprimenta o treinador após se apresentar na final do solo masculino | Foto: Frederico Danin

    O secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, destacou o papel da Secretaria na articulação e apoio à realização de eventos como este na capital. “Nosso compromisso é fortalecer Brasília como palco dos maiores eventos esportivos do país. A parceria com a Confederação Brasileira de Ginástica e o apoio institucional da Secretaria têm garantido estrutura, visibilidade e oportunidades para atletas e para toda a população. O Troféu Brasil é mais uma prova de que o esporte de alto rendimento tem espaço garantido na nossa capital”, afirmou.

    Na competição masculina, o grande destaque foi Caio Souza, do Minas Tênis Clube, que conquistou ouro nas argolas, nas barras paralelas e na barra fixa | Foto: MeloGym/CBG

    O secretário de Governo do DF, José Humberto Pires de Araújo, presente no evento, também ressaltou a relevância do torneio: “Eventos como o Troféu Brasil são fundamentais para movimentar a economia, impulsionar o turismo e valorizar os atletas da nossa região. O Governo do Distrito Federal está comprometido em apoiar iniciativas que promovam o esporte e beneficiem a população.”

    Além da competição, o evento foi marcado por momentos emocionantes. A moradora de Valparaíso (GO), Bruna Tainara, acompanhou as disputas ao lado da filha Rafaela, de 9 anos, que treina ginástica no CT do Parque da Cidade.

    Evento contou com a presença de atletas olímpicos, como a ginasta Flávia Saraiva | Foto: MeloGym/CBG

    “Hoje foi um dia que a Rafaela nunca vai esquecer. Ela pôde conhecer de perto todos os atletas que acompanha pela televisão. Ver os olhos dela brilhando é a maior recompensa. Foi um sonho realizado”, contou Bruna, emocionada. Rafaela completou: “Foi o melhor dia da minha vida! Quero ser como eles quando crescer.”

    Resultados das finais por aparelho – Troféu Brasil 2025

    * Masculino *

    Argolas
    1. Caio Souza (Minas Tênis Clube-MG) – 13.933
    2. Juliano Oliva (GNU-RS) – 13.233
    3. Felipe Bono (AGITH-SP) – 12.200

    Solo
    1. Patrick Correa (Pinheiros-SP) – 13.300
    2. Lucas Bitencourt (Minas Tênis Clube-MG) – 13.166
    3. Tomas Rodrigues (AGITH-SP) – 13.133
    4. Fernando Cantuária (APAM-SL-DF) – 12.633

    Cavalo com alças
    1. Johnny Oshiro (AGITH-SP) – 12.966
    2. Caio Souza (Minas Tênis Clube-MG) – 12.833
    3. Pedro Silvestre (Centro Olímpico-SP) – 12.766

    Salto
    1. Tomas Rodrigues (AGITH-SP) – 13.966
    2. Patrick Correa (Pinheiros-SP) – 13.583
    3. João Matheus Silva (SOGIPA-RS) – 13.350

    Barras paralelas
    1. Caio Souza (Minas Tênis Clube-MG) – 13.833
    2. Johnny Oshiro (AGITH-SP) – 13.333
    3. Leonardo Souza (Pinheiros-SP) – 12.633

    Barra fixa
    1. Caio Souza (Minas Tênis Clube-MG) – 13.966
    2. Patrick Correa (Pinheiros-SP) – 13.600
    3. Rogério Borges (Centro Olímpico-SP) – 13.200

    * Feminino *

    Barras assimétricas
    1. Ana Luiza Lima (Minas Tênis Clube-MG) – 13.066
    2. Luiza Abel (GNU-RS) – 12.500
    3. Thaís Fidélis (SESI-SP) – 12.433

    Salto
    1. Luiza Abel (GNU-RS) – 13.049
    2. Clara Stecca (GNU-RS) – 12.849
    3. Rebeca Procópio (SESI-SP) – 12.766

    Trave
    1. Maria Eduarda Pinto (Flamengo) – 13.000
    2. Gabriela Barbosa (Pinheiros-SP) – 12.933
    3. Ana Luiza Lima (Minas Tênis Clube-MG) – 12.833

    Solo
    1. Hellen Silva (Flamengo) – 13.200
    2. Sophia Weisberg (Pinheiros-SP) – 12.733
    3. Julia Coutinho (Flamengo) – 12.633

    A realização do Troféu Brasil 2025 reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) com o incentivo ao esporte de alto rendimento, o fortalecimento de parcerias institucionais e a democratização do acesso a eventos esportivos de alto nível para toda a população.

    *Com informações da SEL-DF

  • “O foco maior está na pessoa que tratamos”, diz presidente da Rede Sarah

    “O foco maior está na pessoa que tratamos”, diz presidente da Rede Sarah

    À frente da Rede Sarah e referência internacional em neurociência, Lúcia Willadino Braga é uma das idealizadoras do 1º Congresso Latino-Americano da Federação Mundial para Neurorreabilitação (WFNR), realizado em Brasília. Em entrevista ao Correio, a neurocientista, com décadas de trabalho na reabilitação de pessoas com lesão cerebral, falou da importância do evento para o Brasil. Ela destacou a relevância da cooperação internacional, da integração entre ciência e prática clínica, além da necessidade de manter um olhar humanizado, mesmo diante das mais avançadas tecnologias. 

    Como nasceu a ideia de trazer o Congresso Latino-americano de Neurorreabilitação para Brasília? Qual é o significado dessa realização?

    Na Rede Sarah,  temos uma cooperação com a Federação Mundial de Neurorreabilitação, que tem mais de 25 anos, desde o início da entidade. Na pandemia (de covid-19), fizemos um evento virtual para comemorar os 25 anos da federação, cuja sede na América Latina é na Rede Sarah. Aí, surgiu a ideia: por que não fazer congressos latino-americanos? Trouxemos o congresso para cá, combinamos a data e vamos passar a fazer os congressos latino-americanos com mais frequência. Um ponto importante é que Brasília, hoje, é um polo internacional de neurociências. Antes, a tendência era de os brasileiros incentivarem os filhos a estudar no exterior. Hoje, isso mudou. É muito interessante, porque vemos que, em vez de os nossos filhos irem para o exterior, os filhos dos noruegueses, suecos, americanos, franceses etc. estão vindo para aprender conosco. 

    Há possibilidade de os encontros em Brasília se tornarem eventos anuais ou bienais. Para além da perspectiva de futuras realizações, qual legado esse congresso deixará para a área?

    Traz um legado muito importante, não só para Brasília, para o Brasil, mas também para o mundo. Quando se juntam pensadores que produzem o conhecimento de ponta internacional, num momento de concentração e discussão, isso eleva o nível do entendimento. Estamos todos saindo daqui (do congresso) com muito mais conhecimento sobre o cérebro. Vemos cérebros de todas idades e as últimas descobertas do funcionamento cerebral por vários ângulos. Temos mais de 40 especialidades diferentes de profissionais juntos. Isso traz vários olhares distintos, riquíssimos. É um legado fazer com que a neurociência passe para um outro patamar. 

    Qual a importância dessa multidisciplinaridade para o avanço da própria neurociência? 

    Poder compartilhar olhares dá uma visão muito mais ampla e completa da realidade. Isso é riquíssimo para a neurociência, para o Sarah, para Brasília e para o futuro. No presente, nós temos resultados concretos de coisas que foram discutidas aqui e podem ser aplicadas. Em vez de termos que esperar o artigo ser publicado, absorvemos o conhecimento e estamos colocando em prática. O foco maior para a Rede Sarah está na pessoa que tratamos, à qual queremos ver com base em evidências científicas robustas, mas com olhar humanizado. 

    Qual é o caminho realizado para que as discussões acadêmicas cheguem ao consultório?

    Seguimos um caminho contrário. Em geral, aprendemos na academia e trazemos para a clínica. Aqui, lemos o que está na literatura. E é muito fácil colocar em prática o que está na literatura médica. Mas, tem muitas coisas que chegam no nosso cotidiano — ainda mais o Sarah, que atende a 2 milhões de pacientes por ano — e que não está na literatura nem tem solução. Nós pesquisamos isso. Publicamos tratamentos para coisas das quais não há nada publicado e a academia vai usar o que nasceu de um olhar na vida prática. 

    Considerando que a neuroplasticidade é um tema central da neurorreabilitação, quais descobertas recentes têm transformado a forma como a medicina encara esse conceito?

    Sabemos que a neurorreabilitação provoca melhoras importantes no indivíduo. Então, o que veio de novo? Tecnologia em neuroimagem, que nos permite ver o funcionamento cerebral. Por exemplo, quando a pessoa não tinha alguma aprendizagem, o cérebro não tinha ativação em várias áreas. Na hora em que a pessoa aprende, podemos detectar a formação de uma rede neuronal nova, e não só isso, mas mudanças na substância cinzenta e na conexão entre os neurônios. Outro dado muito importante é com relação ao etarismo. Se por um lado é fato que acontecem mais doenças que atingem o cérebro a partir de uma certa idade, o cérebro saudável continua sempre melhorando.

    Algumas das palestras destacaram o crescente papel da inteligência artificial e das tecnologias digitais na recuperação dos pacientes. Diante dessa perspectiva, como a senhora visualiza a integração dessas tecnologias no atendimento humanizado?

    Nós não podemos fechar os olhos para o nosso tempo nem para as coisas que acontecem na sociedade e na natureza. No Sarah do Lago Norte, por exemplo, temos todo um laboratório trabalhando com realidade virtual, trabalhando com inteligência artificial. Ao mesmo tempo, pacientes remando no lago. É uma tecnologia também, um barco, um remo, smart labs que são laboratórios nos quais o paciente tem contato com a realidade virtual. Isso é um instrumento maravilhoso. A pessoa faz (as atividades) de uma forma lúdica. O importante é ter todos os elementos da tecnologia e da natureza dando as mãos e ajudando nessa parceria, para melhoria das pessoas e da qualidade de vida. 

    Algumas iniciativas exploram a implantação de dispositivos como chips para potencializar a recuperação e até mesmo aprimorar o desempenho neural. Essas aplicações ainda se restringem ao âmbito da ficção científica ou vislumbram alguma aplicação prática?

    Aqui, na Rede Sarah e em outros lugares no Brasil e no mundo, numa pessoa com Parkinson, podemos implantar um eletrodo, e os tremores e movimentos involuntários desaparecem. Esse tipo de intervenção é maravilhosa. Temos resultados bem práticos. São mais focais. No sentido de uma aplicação ser feita num local específico do cérebro, com eixo objetivo. Não é uma coisa que mudará tudo ao mesmo tempo. Mas temos muitos especialistas estudando tecnologias que podem ser acopladas ao corpo ou que, realmente, são implantadas. A tecnologia sempre vai contribuir, mas ela nunca vai substituir o homem, quando se trata de um ser humano cuidar de outro ser humano. 

    A senhora é uma referência internacional na área. O que a motiva, após tantos anos de dedicação, a seguir pesquisando e atendendo a pacientes com uma combinação de olhar humanizado e visão de futuro?

    O que me move é a curiosidade, o interesse pela pesquisa, para conhecer uma coisa que não é conhecida. A ciência não mostra nada que não exista. Só que muito do que existe ainda não enxergamos. O pesquisador investiga e mostra que há algo lá. Isso move profundamente uma pessoa curiosa, um pesquisador. E essa interação com os pacientes nos dá ainda mais energia. Nessas doenças que nós tratamos, como as lesões cerebrais e medulares, a pessoa é acompanhada a vida toda. Mostrei um caso que estou acompanhando há 24 anos. São pessoas amigas, com as quais temos uma relação afetiva. É muito bom tê-los conosco. O paciente cresce e o profissional também. É uma parceria muito bonita.

    Por Carlos Silva do Correio Braziliense

    Foto: Bruna Gaston CB/DA Press / Reprodução Correio Braziliense

  • O estadista braziliense* – Por Brasília

    O estadista braziliense* – Por Brasília

    Jorge Henrique Cartaxo — jornalista e diretor de Relações Institucionais do IHG-DF
    Lenora Barbo — arquiteta e diretora do Centro de Documentação do IHG-DF

    Especial para o Correio

    “Inaugure Brasília e você terá um jornal lá, no primeiro dia”, teria dito Assis Chateaubriand ao presidente Juscelino Kubitschek, possivelmente na audiência quando seria convidado e nomeado embaixador do Brasil em Londres, em 1957. Já na Inglaterra, Chateaubriand iniciou as tratativas diplomáticas para trazer os restos mortais de Hipólito da Costa para o Brasil, então enterrado, desde o seu falecimento, em 1823, na Paróquia Mary-The-Virgin, no município britânico Hurley on Thames.

    Visionário, Chateaubriand já sabia o que significava inaugurar Brasília com os símbolos históricos do Correio Braziliense (1808-1823) — nosso primeiro jornal — e Hipólito da Costa, primeiro defensor da transferência da capital brasileira para o Brasil Central. Brasília e o “novo” Correio Braziliense foram inaugurados no mesmo 21 de abril de 1960. Enfermo, o comandante dos Diários Associados não pôde comparecer à grande festa da nova capital. Os entraves diplomáticos retiveram os restos mortais do extraordinário jornalista e homem de Estado, na igreja de St. Mary-The- Virgin.

    Márcio Cotrim, então diretor-executivo da Fundação Assis Chateaubriand, em 1999, retoma as articulações para o translado dos restos mortais de Hipólito da Costa. Em 27 de março de 2001, numa cerimônia acompanhado por 50 pessoas e presidida pelo reverendo Roy Taylor, realiza-se a exumação. Estavam presentes, dentre outros, o presidente dos Diários Associados, Paulo Cabral, o embaixador Sérgio Amaral, a arquiteta Maria Beatriz de Arruda Campos — da sexta geração da família Costa — e o prefeito de Huley, John Webb. Em 4 de julho, nos jardins do Museu da Imprensa Nacional, foram depositados os restos mortais de Hipólito da Costa, numa grande cerimônia com a presença do então vice-presidente da República, Marco Maciel e do jornalista Paulo Cabral.

    Hipólito José da Costa nasceu na então Colônia de Sacramento — na época território português — em 1774. Formou-se em direito e filosofia na Universidade Coimbra, em 1798. Com apenas 25 anos foi designado por Rodrigo de Souza Coutinho — o grande diplomata e estadista português durante as guerras napoleônicas — para uma viagem aos Estados Unidos, onde deveria apreender e relatar o que poderíamos chamar de os avanços técnicos, científicos, os recursos naturais que a jovem república americana mobilizava em torno da sua visível expansão econômica. Culto, inquieto e com o olhar refinado, o jovem Hipólito observou os modos, as vestimentas, o comportamento, a administração pública e as práticas industriais, o traçado urbano e os sistemas hidráulicos. Teria sido nessa viagem o seu encontro com a maçonaria que, de certo modo, interferiria no seu destino de forma radical. Essa experiência ele descreveu, com riqueza e concisão, no seu “Diário da Minha Viagem para a Filadélfia (1798/1799)”.

    Depois da sua viagem aos EUA, Dom Rodrigo, agora ministro da Fazenda e do Erário, o designou para uma nova missão na Inglaterra, onde deveria adquirir máquinas, livros e os equipamentos e materiais necessários para a Imprensa Régia, em que Hipólito era um dos diretores. Na Inglaterra, ele teria retomado os contatos com a maçonaria — instituição proibida e perseguida em Portugal. De volta a Lisboa, foi preso em sua residência em julho de 1802. Após três anos de encarceramento, fustigado pela Inquisição, Hipólito da Costa conseguiu fugir, certamente, com o apoio e as articulações dos seus amigos maçons.

    Em 1805, agora na Inglaterra, protegido e com o apoio do Duque de Sussex — maçom e liberal —, Hipólito terá no apoio do filho do Rei Inglês e as condições necessárias para o seu empreendimento extraordinário que o colocará como um dos fundadores da pátria e da nação brasileiras. Em dezembro de 1807, fugindo das tropas de Napoleão, Dom João VI e sua Corte rumam para o Brasil, onde desembarca em janeiro de 1808. Em junho daquele mesmo ano, Hipólito da Costa, de Londres, lança o primeiro número do Correio Braziliense. Durante os 14 anos seguintes foram publicados, praticamente todos os meses e de forma ininterrupta, 175 fascículos, basicamente com 123 páginas, do primeiro jornal “braziliense” — como
    preferia dizer o próprio Hipólito. Sua última edição, em razão da própria independência do Brasil, foi em dezembro de 1822.

    Iluminista, liberal, monarquista constitucional no modelo inglês, defendeu até o último momento a preservação do Reino Unido do Brasil e Portugal, Hipólito da Costa fez do Correio Braziliense a mais vibrante e consistente tribuna da construção da nação brasileira. Quando a Constituição portuguesa de 1821 quis impor ao Brasil o retorno ao modelo colonial, Hipólito reconheceu e apoiou a inevitabilidade da Independência e a Constituinte de 1823.

    Em dezembro de 1822, quando decidiu encerrar as publicações do Correio Braziliense — entendia que não fazia mais sentido uma edição de Londres para o Brasil, agora com uma imprensa livre e mais próxima do cotidiano político e econômico do país — Hipólito faz sua última reflexão sobre a primeira Constituição Brasileira já em debate e elaboração: — Foi a experiência, foram os repetidos ensaios, foram os melhoramentos sucessivos, foi enfim, a prudência dos legisladores em aproveitar os momentos, em adaptar suas medidas às circunstâncias em que se iam achando os povos na série dos acontecimentos políticos, que se fez chegar essas partes da Constituição inglesa, a que aludimos, ao grau de perfeição em que as vemos agora.

    Mais próximo de Edmund Burke do que de Rousseau, Hipólito não se entusiasmava com o “povo” jacobino de Danton e Robespierre. Contrário à escravidão, defensor do livre comércio com as observações fiscais quando imprescindíveis, entendia que as Constituições devem valorizar os costumes. “Tanto melhores serão as leis de um Estado, quanto mais se limitarem às regras gerais, claras e compreensivas”, assinalava ele.

    Hipólito da Costa foi convidado por Dom Pedro para o serviço diplomático brasileiro tendo como uma das suas atribuições iniciais o reconhecimento da Independência pela Inglaterra. Faleceu na manhã de 11 de setembro de 1823, prematuramente aos 49 anos, antes de receber seu diploma de nomeação, já assinado
    por Dom Pedro, de cônsul-geral na Inglaterra.

    *Para Hipólito da Costa “brazilienses” eram os nascidos no Brasil e os “brazileiros”, os portugueses que moravam no país, mas vindos da Europa.

    Por Correio Braziliense

    Foto: kleber sales / Reprodução Correio Braziliense

  • “O diagnóstico do Miguel mudou tudo, inclusive quem eu sou”: confira relato de uma mãe atípica

    “O diagnóstico do Miguel mudou tudo, inclusive quem eu sou”: confira relato de uma mãe atípica

    Por Riânia Melo e Beatriz Ocké 

    “O seu filho vai ser o que você fizer ele ser”.

    Essa é a frase que marcou a jornada desta mãe, Mariana Barros,  44 anos, mãe do Miguel, filho autista de nível 1 de suporte.

    Mariana conta que desafios e preconceitos fazem parte do cotidiano da família.

    Até o diagnóstico

    “No começo, foi difícil aceitar”. Quando Miguel, hoje com quase 15 anos, tinha por volta dos 3 anos, sua mãe, Mariana, observou os primeiros sinais de que algo não ia bem.

    Mesmo já sabendo que o filho possuía um problema genético, ela não imaginava o que mais poderia estar por trás daquelas dificuldades motoras. Mas a confirmação do espectro veio apenas aos cinco anos, após uma série de investigações.

    “Eu sabia que ele tinha uma síndrome genética, mas a questão do autismo, e todas as outras complicações possíveis… eu não tinha ideia do que podia vir. O autismo dele é secundário, ou seja, é uma das consequências do problema genético.”

    Miguel apresentava sinais desde cedo

    Ele tinha dificuldade para caminhar, por conta da hipotonia muscular (a falta de tônus) e da hiperflexibilidade articular, que pode causar luxações.

    “Quando ele começou a tentar andar, ele caía, tremia as perninhas. Eu percebi que aquilo não era normal. Aos dois anos, um neuropediatra avaliou que ainda era muito cedo para fazer uma investigação invasiva porque ele ainda era muito pequeno. Começaram a tratar os sintomas mais imediatos.”

    A orientação foi focar no que era possível tratar no momento: a falta de tônus muscular.

    “Ele poderia ou não ser autista, poderia ou não ter atraso, problemas cognitivos ou fisiológicos. Ele tem um problema genético que traz consigo várias possibilidades: Os riscos de câncer, problemas cardíacos… eram muitas possibilidades que vinham com o diagnóstico genético”, afirma.

    Quando o autismo se confirmou, aos cinco anos, foi muito difícil para a família. “Dez anos atrás, a palavra ‘autismo’ ainda carregava muito preconceito, pouca informação. A gente não falava sobre isso como fala hoje.

    Foi pelo filho que Mariana decidiu sair de Tocantins rumo a Brasília. Foi em busca de apoio e tratamento especializado. Na época, a mudança foi motivada pela carência neuropediatras, profissionais especializados na área, terapias e estrutura de apoio, para crianças com o espectro e outras condições em Palmas.

     “Em Tocantins não tinha neuropediatra. A profissional atendia de 15 em 15 dias. Era muito difícil conseguir horário.Para fazer o diagnóstico completo, a gente precisava sair do Estado”.

    Desde então, a trajetória dessa mãe tem sido uma jornada de amor incondicional, onde a decisão de se mudar para Brasília foi movida pelo instinto materno pela busca por dignidade no tratamento do filho.

    Aprendizado constante e resiliência

    Ela, como tantas outras mães atípicas, segue enfrentando os desafios de um sistema que ainda não está preparado, mas também celebra, com intensidade única, cada pequena conquista de Miguel.

    Deixei tudo para trás: casa, trabalho, amigos… mas eu não podia esperar, meu filho precisava

    Desafios

    Mariana explica que a maior dificuldade na criação de um filho autista é entender as capacidades e os limites do seu filho.

    “A minha dificuldade maior é me adaptar à necessidade  de entender o que ele precisa ou o que ele não precisa. Até onde ele pode chegar, o que eu posso cobrar dele?  O que ele está sentindo? Eu não sei”.

    O Miguel é autista não verbal, o que dificulta ainda mais a compreensão de suas necessidades.

    “Você tem que olhar pro seu filho todo dia, ele acorda uma criança diferente, então você tem que entender,porque ele não vai conseguir te verbalizar,muito dificilmente ele vai verbalizar.”

    Além disso, Mariana comenta acerca dos preconceitos, que segundo ela, são, em sua maioria, advindo dos pais das outras crianças.

    “Eu sofro muito com os próprios pais. Comentários de pais na escola, inclusive”. Pais de outras crianças comentariam que o andamento das aulas seria diferente.

    A negligência de algumas escolas que falham em não atender e proporcionar os cuidados e recursos necessários para crianças no espectro autista também é um problema, conforme avalia.

    Ela conta uma situação vivida por seu filho em uma escola de Taguatinga, quando foram bem recebidos até a matrícula. Mas, depois, o cenário se altera.

    ”Eles começaram a trancar o meu filho na quadra da escola. Então, muitas vezes, eu chegava lá, ele estava sozinho dentro de uma quadra vazia”, explica Mariana.

    Apoio

    Apesar do atraso cognitivo e da necessidade de terapias, Miguel apresenta um alto nível de independência em relação às pessoas autistas de níveis mais avançados.

    Mariana explica que os seus maiores receios são o futuro e os direitos de seu filho.

     “O direito à medicação, que eu gostaria muito que ele tomasse de uma forma livre, que ele faz uso do cannabis, e aí eu não consigo fazer com que ele tenha acesso a isso, que é uma coisa que a gente sofre também.” 

     Mariana faz parte de uma associação chamada Aliança Verde que tem como objetivo a extração de óleo de cannabis para pacientes que precisam da utilização, entre eles, pessoas com o espectro autista, Alzheimer, Parkinson, fibromialgia, etc.

    Nessa associação, quem pode pagar uma parcela ajuda quem não pode. O óleo é distribuído para todos os pacientes. Na Associação também tem uma neuropediatra e uma neurologista”.

    Dentro da associação Aliança Verde, Mariana teve a oportunidade de encontrar apoio em outras mães atípicas.

    “É uma associação de pacientes. E dentro dessa associação, conhecendo várias mulheres, a gente resolveu criar o grupo das mães canábicas.São as mães que lutam pelo direito dos filhos

    Limitações

    A Lei nº 12.764/2012, também conhecida como Lei Berenice Piana, instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

    Essa legislação assegura o acesso de tratamentos contínuos, como terapias especializadas, para pessoas com o Transtorno do Espectro Autista(TEA).

    No entanto, existem muitas operadoras de planos de saúde que limitam o número de sessões para os pacientes, alegando questões de contrato ou financeiras.

    Em 2022, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu a cobertura obrigatória para terapias utilizadas no tratamento do autismo, como ABA, fonoaudiologia, psicologia e terapia ocupacional, e proibiu a limitação das sessões de terapia por parte dos planos de saúde.

    Mariana explica que a questão com os limites impostos pelo plano de saúde também fazia parte de sua realidade no tratamento do Miguel.

    “Quando ele ficava esse período de carência do plano para mais terapias, para mais sessões de terapias, ele regrediu”

    Hoje, Miguel possui um plano que o permite ter acesso a quantas sessões ele precisar. “ É entender que o autismo não tem cura, o meu filho não vai deixar de ser autista, ele não vai deixar de precisar fazer fono, ele não vai poder deixar de fazer psicologia, fisioterapia pra algumas coisas.”

    Ser mãe

    Receber o diagnóstico do espectro autista do filho é, para muitas mães, como pisar em solo desconhecido. Mariana descreve o momento como um mergulho em incertezas.

    “É uma grande dificuldade você não saber o solo que você está pisando”.

    Empatia

    Na prática, as mães caminham sozinhas, “empateando ”, como diz Mariana, tentando encontrar o que funciona, lidando com regressões, avanços  incertos e, acima de tudo, o despreparo da sociedade. Mariana relata situações do tipo:

    Meu filho é autista e eu posso passar na sua frente sim porque tenho prioridade”. Porém, a falta de conhecimento público sobre o espectro autista gera julgamentos cruéis: “mas ele parece normal” ou “não parece ter nada.

    Tudo recai ainda mais sobre a mãe quando ela percebe que mesmo pessoas próximas não entendem. No final das contas, é seu.O filho é seu e vai ser pra sempre uma responsabilidade sua.

    Mariana reforça a sobrecarga da maternidade solo, especialmente diante de uma criança que possui necessidades específicas. Ainda assim, ser uma mãe atípica, apesar de ser um processo solitário e dolorido, também pode ser transformador.

    Ela reconhece o luto que muitas mães enfrentam: os sonhos projetados, pelo filho idealizado. Mas defende que esse sentimento seja breve, para dar espaço à ação.

    Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

    Por Jornal de Brasília

    Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução Jornal de Brasília

  • Bebê de 24 dias com sinais de asfixia é salvo por policiais em Plantalina

    Bebê de 24 dias com sinais de asfixia é salvo por policiais em Plantalina

    Um bebê, de apenas 24 dias, foi salvo por Policiais militares do DF (PMDF), na noite deste sábado (10/5), após apresentar sinais graves de asfixia. O fato ocorreu às 21h30, na sede da 2ª Companhia, localizada na região da Taquara, área rural de Planaltina-DF. Desesperado, o pai da criança chegou ao local buzinando e gritando por ajuda.

    O homem estava com o recém-nascido nos braços, que apresentava os lábios arroxeados e quase nenhuma resposta motora, sinais claros de que algo muito sério estava acontecendo. O 1º Sargento Marcos Vieira iniciou imediatamente os procedimentos de primeiros socorros, com o apoio da equipe. Foram realizadas manobras de tração abdominal e a técnica de Heimlich adaptada para bebês.

    Após o atendimento dos policiais, as vias aéreas do bebê foram desobstruídas, e ele voltou a respirar normalmente. A movimentação do recém-nascido também foi retomada, aliviando a tensão dos pais e dos militares que atuaram no resgate.

    Após o atendimento, a equipe acompanhou a família até a residência, garantindo que tudo estivesse em segurança e oferecendo apoio emocional aos pais.

    Por Davi Cruz do Correio Braziliense

    Foto: PMDF/Divulgação / Reprodução Correio Braziliense