Dia: 19 de abril de 2025

  • Exposições na Esplanada levam público a um mergulho na história de Brasília

    Exposições na Esplanada levam público a um mergulho na história de Brasília

    Mais do que curtir as atrações musicais, o público que for à Esplanada dos Ministérios para a festa em comemoração ao aniversário de Brasília vai poder dar um mergulho na história da capital federal. Duas exposições organizadas pelo Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) — Alma e Concreto e A Cidade que Inventei — apresentam imagens da época da construção e rascunhos de Lucio Costa para o projeto do Plano Piloto.

    “As pessoas fazem a história, mas o Arquivo Público é quem a guarda para sempre e traz à luz aquilo que de mais importante teve nessa epopeia que foi a construção da nossa capital. Pessoas que não tiveram oportunidade de ver, de participar podem agora, aqui com esta exposição, ter um contato mais direto com quem de fato fez e transformou aquilo que era uma ideia em uma realidade: essa cidade que, 65 anos depois, é uma referência de qualidade de vida, referência de arquitetura, referência para o mundo inteiro”, destacou o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, que visitou as duas mostras na tarde deste sábado (19).

    José Humberto Pires de Araújo: “As pessoas fazem a história, mas o Arquivo Público é quem a guarda para sempre e traz à luz aquilo que de mais importante teve nessa epopeia que foi a construção da nossa capital” | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    “Nós temos a parte cultural, tem o show, tem a música, mas temos também o resgate histórico das origens. Com esse resgate, o governo dá um grande passo para mostrar para a população o quanto a preservação da memória é importante para que a pessoa crie uma identidade, fortaleça seu civismo, fortaleça o orgulho que ela tem pela capital do Brasil, que é maravilhosa e é um Patrimônio da Humanidade”, acrescentou o superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano.

    A primeira mostra, Alma e Concreto, é a que reúne fotos da época em que a capital começou a tomar forma, valorizando, sobretudo, os candangos: pessoas de diferentes regiões que vieram para Brasília a fim de colocar a cidade em pé. “Nós conseguimos nesta exposição trazer uma perspectiva diferente. Não queríamos apenas colocar fotografias com prédios, queríamos que os 65 anos de Brasília fossem representados com alma e concreto, ou seja, queríamos resgatar aqueles que trabalharam, aqueles que produziram, aqueles que deram algo de si, sangue, suor e lágrimas. Então, essa exposição tem essa característica toda própria: a gente quis resgatar aqueles que criaram, que bolaram a cidade, mas também aqueles que botaram a mão no martelo, no concreto, nas ferragens”, enfatizou Elias Manoel da Silva, historiador do ArPDF.

    Elias Manoel da Silva: “Não queríamos apenas colocar fotografias com prédios, queríamos que os 65 anos de Brasília fossem representados com alma e concreto, ou seja, queríamos resgatar aqueles que trabalharam, aqueles que produziram, aqueles que deram algo de si, sangue, suor e lágrimas”

    Lucio Costa

    A outra exposição, situada bem ao lado da primeira, traz um acervo que até bem pouco estava distante de Brasília. Rascunhos originais do projeto do Plano Piloto, feitos pelo urbanista Lucio Costa, que antes eram exclusivos da Casa da Arquitectura de Portugal, foram compartilhados digitalmente com o Arquivo Público após assinatura de um acordo, em fevereiro deste ano. Agora, foram impressos em grande escala e estão à vista de todos na Esplanada. O nome da mostra, A Cidade que Inventei, é uma referência ao título de uma publicação na qual o próprio Lucio Costa descreve como projetou a capital.

    A história e os rascunhos de Brasília são mostrados nas exposições em cartaz na Esplanada dos Ministérios

    Os rascunhos foram colocados ao lado de fotos que mostram como as construções ficaram depois de prontas. “A intenção foi exatamente mostrar que, a partir desse pequeno traço a lápis ou à caneta, tão simples, no verso de um papel timbrado qualquer, ele já tinha ideias fantásticas. Ao lado a gente coloca uma foto que traz uma visão da Brasília daquela época da inauguração para mostrar o quão real se tornou isso, o quanto um traço de um arquiteto, de um urbanista pode virar uma cidade que mexe com a vida de milhões de pessoas”, apontou o arquivista Hélio Júnior, curador da exposição ao lado da historiadora Cecília Mombelli.

    As duas exposições ficam abertas ao público deste sábado (19) a segunda-feira (21), a partir das 14h. As estruturas estão montadas no gramado central da Esplanada dos Ministérios, na altura da Catedral Metropolitana de Brasília. A entrada é gratuita e não há necessidade de retirada de ingresso.

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  • Governo do DF amplia apoio a produtores rurais de baixa renda com transporte gratuito de insumos agropecuários

    Governo do DF amplia apoio a produtores rurais de baixa renda com transporte gratuito de insumos agropecuários

    O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), publicou na última quarta-feira (16) a Portaria nº 131/2025, que estabelece novas regras para o transporte gratuito de insumos agropecuários aos produtores rurais do DF. A iniciativa tem como objetivo estimular a produção local, promover o desenvolvimento rural e garantir a inclusão socioprodutiva dos agricultores familiares.

    O transporte será realizado de forma gratuita pela própria Seagri-DF e contemplará insumos como adubos, sementes, mudas, calcário, pó de rocha e bioinsumos. A medida deve beneficiar milhares de famílias no campo, reduzindo custos de produção e aumentando a competitividade da agricultura familiar no DF. Além disso, reforça políticas públicas como o programa Produzir, criado pela lei nº 5.288/2013, que busca fomentar a produção agrícola sustentável no Distrito Federal.

    O transporte será realizado de forma gratuita pela própria Seagri-DF e contemplará insumos como adubos, sementes, mudas, calcário, pó de rocha e bioinsumos | Foto: Divulgação/Seagri-DF

    De acordo com o secretário de Agricultura, Rafael Bueno, a portaria representa mais um passo do Governo do Distrito Federal no fortalecimento da agricultura familiar: “Ao garantir o transporte gratuito de insumos, reduzimos os entraves logísticos que, muitas vezes, impedem os produtores de baixa renda de acessar recursos essenciais para o cultivo e a criação. Com isso, esses produtores poderão aumentar sua produtividade e gerar mais renda no campo. Estamos organizando esse processo de forma criteriosa, transparente e técnica, para garantir que o benefício chegue, de fato, a quem mais precisa”.

    A Emater-DF será responsável por instruir os processos no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e enviar à Seagri-DF, que aprovará ou não as solicitações. O atendimento depende da capacidade operacional da Secretaria e o registro terá validade de até um ano.

    O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, explicou que o programa de fomento tem como objetivo apoiar famílias de produtores rurais em situação de vulnerabilidade social e de baixa renda, facilitando o início da produção. Segundo ele, muitas dessas famílias enfrentam dificuldades no transporte de insumos, e a Emater-DF não consegue realizar as entregas diretamente. “Por isso, essa parceria surgiu para melhorar o acesso. E essa portaria normatiza esse processo, estabelecendo critérios para atender essas famílias em suas atividades produtivas”, afirmou.

    Quem pode participar

    Segundo a portaria, terão direito ao benefício agricultores familiares e beneficiários da reforma agrária devidamente cadastrados no Cadastro Único (CADÚnico), com renda familiar de até três salários mínimos e assistência técnica da Emater-DF. Também podem participar associações e cooperativas que representem esses públicos, desde que possuam documentação atualizada como a DAP ou o CAF.

    O atendimento será feito por ordem de prioridade, com destaque para Assentados do Prat e do Incra, Produtores vinculados a programas como o Pnae, PAA e Papa e Famílias com menor faixa de renda. O transporte será disponibilizado após abertura de edital de inscrição, que poderá ser publicado semestralmente. Os produtores interessados devem se dirigir ao escritório local da Emater-DFcom a documentação exigida, como o NIS, folha resumo do CADÚnico e comprovantes de aptidão. O benefício terá validade de um ano, podendo ser renovado conforme edital.

    Além dos beneficiários individuais, instituições de ensino, pesquisa e órgãos públicos também terão a possibilidade de solicitar o transporte de insumos, desde que encaminhem a solicitação diretamente à Seagri-DF. A secretaria reforça que os materiais fornecidos devem ser utilizados exclusivamente nas propriedades rurais beneficiadas. Em caso de desvio ou comercialização irregular dos insumos, o produtor poderá enfrentar severas penalidades, que incluem a suspensão do benefício por até cinco anos e a imposição de sanções.

    *Com informações da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF)

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  • Ônibus do transporte público coletivo do DF são adesivados em homenagem aos 65 anos de Brasília

    Ônibus do transporte público coletivo do DF são adesivados em homenagem aos 65 anos de Brasília

    O transporte público coletivo do Distrito Federal homenageia os 65 anos de Brasília operando com alguns ônibus adesivados, especialmente para lembrar a data. A arte dos adesivos foi elaborada pela Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) e a programação visual envolve desenhos que lembram a cultura e o turismo do DF.

    Doze ônibus da Viação Pioneira foram adesivados em comemoração ao aniversário de 65 anos de Brasília | Foto: Divulgação/Semob-DF

    “A participação efetiva dos ônibus nas homenagens ao aniversário de Brasília é um registro da importância do transporte e da mobilidade nas atividades econômicas e sociais da cidade. Sugerimos ilustrações com os monumentos turísticos e os símbolos culturais da capital, remetendo aos tradicionais azulejos de Athos Bulcão, que tornaram-se referência em Brasília”, explicou o titular da Semob, Zeno Gonçalves.

    A homenagem do transporte público coletivo aos brasilienses é retratada numa ilustração composta pela logo dos 65 anos de Brasília, juntamente com os monumentos e símbolos mais conhecidos da capital, como a Catedral, a Ponte JK, a Torre de TV e a Torre Digital, as tesourinhas e o lobo-guará, entre outros. Ao todo, são 15 desenhos que se repetem nos dois lados dos veículos, sem interferir na identidade visual e nas cores dos ônibus em cada área de operação.

    Os veículos adesivados já começaram a circular na cidade. São 12 ônibus da Viação Pioneira, que estão circulando nas linhas que partem das regiões de Santa Maria, Gama, São Sebastião, Paranoá e Itapoã para a área central da capital.

    *Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF)

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  • Origem do Teatro Lambe-Lambe é contada em livro produzido em Brasília com fomento do GDF

    Origem do Teatro Lambe-Lambe é contada em livro produzido em Brasília com fomento do GDF

    Com o objetivo de preservar a memória de uma das linguagens do teatro, o Lambe-Lambe, as integrantes do grupo brasiliense As Caixeiras Cia de Bonecas criaram um livro sobre a origem do movimento. A obra faz parte do projeto Mistura Geral – Artes Cênicas com fomento da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF). O lançamento será na próxima terça-feira (22), às 19h, no Teatro dos Bancários.

    O livro Teatro Lambe-lambe: Uma Parição Brasileira foi escrito por três integrantes da companhia, Amara Hurtado, Jirlene Pascoal e Mariana Baeta, em parceria com Denise Di Santos, uma das criadoras da linguagem teatral, e com o jornalista Sérgio Maggio. A obra faz um resgate da história de Denise Di Santos e Ismine Lima, duas mulheres bonequeiras que criaram a iniciativa no Brasil em 1989.

    Amara Hurtado, Jirlene Pascoal e Mariana Baeta integram a companhia As Caixeiras Cia de Bonecas | Foto: Divulgação/Tatiana Reis

    “O livro surge de uma inquietação das Caixeiras Cia de Bonecas, que é a principal companhia do Centro-Oeste, sobre a origem feminina e nordestina do Teatro Lambe-Lambe que estava sendo colocada em risco. Elas sentiam falta de um documento que marcasse esse território na defesa dessa memória. O livro nasce para marcar esse terreno”, revela Maggio.

    Linguagem complexa, o Teatro Lambe-Lambe apresenta narrativas de três minutos num espaço fisicamente minúsculo – a antiga caixa utilizada pelos fotógrafos lambe-lambe –, com projeções, iluminação, interpretação e técnicas de manipulação de bonecos.

    “O artista que conta essa história precisa de precisão, intuição e capacidade de explosão de criatividade. Todo mundo pode fazer teatro, mas nem todo mundo pode fazer o teatro lambe-lambe, porque exige o mergulho na prática de conhecimento de bonecos”, explica o jornalista Sérgio Maggio.

    Parte da publicação do livro será doada a grupos teatrais e bibliotecas | Foto: Divulgação

    Parte das publicações será distribuída para grupos e bibliotecas, enquanto os demais exemplares estarão à venda pelo valor de R$ 50. Durante o lançamento, além dos livros, os presentes poderão conferir apresentações de lambe-lambe.

    Teatro Lambe-lambe: uma parição brasileira
    Lançamento do livro de Amara Hurtado, Denise Di Santos, Jirlene Pascoal, Mariana Baeta e Sérgio Maggio. Editora Bloco B, 154 páginas, R$ 50.
    Data: 22 de abril de 2025, às 19h
    Local: Teatro dos Bancários (Entrequadras 313/314 Sul)

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  • Iniciativa oferece curso gratuito a jovens de São Sebastião que querem viver de música

    Iniciativa oferece curso gratuito a jovens de São Sebastião que querem viver de música

    Os moradores de São Sebastião apaixonados por música e que sonham em um dia ser cantores ou cantoras profissionais podem ter uma boa oportunidade. Estão abertas, até 10 de maio, as inscrições para a seletiva do projeto Eu Sou Músico, que oferece formação musical aos participantes. A iniciativa, idealizada pelo produtor cultural Sherwin Morris, em parceria com o Instituto Cultural Congo Nya, conta com aporte do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

    As inscrições para a seletiva do projeto Eu Sou Músico, que oferece formação musical aos participantes, vão até 10 de maio; iniciativa foi idealizada pelo produtor cultural Sherwin Morris | Foto: Divulgação

    As inscrições devem ser feitas pela internet. Podem participar jovens de São Sebastião, com idade a partir de 16 anos. Não é preciso ter experiência profissional na música. Os inscritos participarão de audições em 17 e 24 de maio, às 14h, no Centro Educacional São Francisco, em São Sebastião.

    São dez vagas, sendo duas destinadas a pessoas com deficiência. Os aprovados participarão do curso, que tem duração de oito meses. A formação inclui oficinas de técnica vocal e composição, ministradas por profissionais renomados, além de mentorias exclusivas.

    Os participantes também receberão ajuda de custo. As aulas ocorrerão aos sábados, das 15h às 17h, a partir de 7 de junho, na sede do Instituto Cultural Congo Nya. “Tem uma galera que tem aptidão para a questão da arte, a gente vem tentar suprir essa parte com o nosso trabalho. É uma oportunidade. As aulas serão aos sábados, dia em que a maioria não trabalha, e tem uma contribuição mensal, uma ajuda de custo para passagem e alimentação”, destacou Sherwin Morris.

    Ao final do curso, haverá um show gratuito para que os participantes mostrem as músicas autorais escritas durante as atividades. “O projeto foca em oferecer formação musical, principalmente na área de canto, mas também em aumentar a autoestima, fazer as pessoas acreditarem em si mesmo, oferecer oportunidades. E, futuramente, a gente está falando também de geração de emprego e renda, girando a cadeia produtiva da cidade”, arrematou o produtor cultural.

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  • Projeto Cria Corpo promove residências artísticas gratuitas com apoio do FAC

    Projeto Cria Corpo promove residências artísticas gratuitas com apoio do FAC

    Financiado pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), o projeto Cria Corpo promove atividades gratuitas voltadas aos amantes da dança, performance, teatro e práticas corporais, independentemente de formação prévia em artes.

    Projeto Cria Corpo promove atividades voltadas para dança, performance e teatro | Foto: Djulia Marc/Divulgação

    Com foco na experimentação e no encontro de diferentes vivências corporais, a iniciativa terá cinco residências artísticas entre abril e julho de 2025. Segundo os organizadores, a proposta do projeto é valorizar mais o processo criativo do que o resultado final.

    “A ideia surge da vontade de criar um espaço no DF em que o foco esteja no processo, na experimentação, na brincadeira e na troca entre pessoas diversas – com ou sem trajetória acadêmica, com ou sem experiência formal com o corpo”, explica a arte-educadora Ava Scherdien, uma das idealizadoras do Cria Corpo. “A gente acredita que o corpo é lugar de aprendizagem constante, e não só um instrumento para entregar um espetáculo pronto.”

    A primeira residência será conduzida pelo artista Vitor Hamamoto, com foco na improvisação em dança e movimento consciente. As inscrições abrem neste domingo (20) e seguem até 26 de abril, com aulas presenciais no Sesc Taguatinga Norte.

    As próximas oficinas serão lideradas por Márcia Duarte, Aline Sugai, Ava Scherdien e Marcelo Evelin, com assistência de Bruno Moreno, distribuídas entre os meses de maio, junho e julho.

    Inscrições

    As residências terão, cada uma, duração de oito a dez dias e serão finalizadas com uma mostra aberta ao público, revelando os caminhos percorridos durante os encontros. Além do Sesc Taguatinga Norte, o projeto prevê a utilização de outros espaços culturais do DF, promovendo a descentralização e o acesso às práticas artísticas.

    Cada oficina terá um formulário de inscrição próprio, e o número de vagas varia conforme a proposta do facilitador. Os interessados em participar da primeira etapa do projeto podem se inscrever por meio deste link.

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  • Drenar DF é o novo capítulo para enfrentar problema crônico

    Drenar DF é o novo capítulo para enfrentar problema crônico

    Ver construções surgindo no Planalto Central foi um sonho que se tornou realidade na década de 1960. Mas, com o passar dos anos e o aumento da população, o aparecimento de novos prédios em Brasília passou a ser motivo de preocupação por conta da infraestrutura de drenagem da cidade, que não acompanhou esse crescimento. “Quanto mais construção vai acontecendo, mais limitação de passagem da água. Ia chegar um momento em que não ia ter como fazer nada”, aposta o aposentado Alfredo Guedes, de 71 anos.

    Foi nesse contexto da fala de Alfredo Guedes e pelo desenvolvimento de Brasília que nasceu o Drenar DF, o maior programa de drenagem já executado pelo Governo do Distrito Federal (GDF). No ano em que Brasília completa 65 anos de existência, a iniciativa reinventa a forma como é feita a captação e o escoamento de águas pluviais na capital.

    Alfredo Guedes (de azul) chegou a sair temporariamente da SQN 202 por conta das enchentes: “Já vi carros sendo arrastados pela comercial com a força da água, mas o que me fez voltar para lá foi ver que o governo estava trabalhando para solucionar esse problema” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    Morador de uma das quadras que mais sofrem com as chuvas na Asa Norte, a SQN 202, seu Alfredo conta que o coração falou mais alto do que os problemas de drenagem enfrentados há décadas. Não só isso, mas também ver que os moradores não seriam abandonados. “Em 1976, eu morava na 202. Me mudei para 402 e, depois de um tempo, retornei para a 202, onde vivo agora. Já vi carros sendo arrastados pela comercial com a força da água, mas o que me fez voltar para lá foi ver que o governo estava trabalhando para solucionar esse problema”, conta.

    Historicamente as quadras 902, 702, 302, 102, 202 e 402 da Asa Norte eram conhecidas como quadras-problema com as ocorrências de enchentes e inundações em dias de chuvas intensas. Mas esse cenário mudou com a execução do Drenar DF, onde foram investidos R$ 180 milhões nas obras.

    “Nenhum governo tinha coragem de fazer esse projeto, que já existia há anos. Mas nós nunca desistimos. Fomos insistindo, indo a encontros e reuniões na Terracap [Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal], CLDF [Câmara Legislativa do Distrito Federal]. Todo mundo se juntava para dar essa força. A nossa luta é desde 2014 para solucionar esse problema”, compartilha o aposentado e prefeito da SQN 402, David da Mata, de 66 anos.

    David da Mata, prefeito da SQN 402: “Nenhum governo tinha coragem de fazer esse projeto, que já existia há anos. Mas nós nunca desistimos”

    A insistência valeu a pena. Hoje, as quadras iniciais da Asa Norte contam com um novo sistema de drenagem de 7,7 km de extensão, projetado para suportar precipitações intensas e conduzir grandes volumes de água até o ponto de escoamento.

    “Esse projeto existe desde 2008, pelo menos. Mas este governo é conhecido por pegar problemas históricos e resolver, fazer o que nenhuma outra gestão fez. Há relatos de alagamentos nessas quadras da Asa Norte da década de 1970, que foi só aumentando com o tempo. Foi necessário atualizar o projeto com a realidade de hoje e, em 2019, levamos a ideia para o governador Ibaneis Rocha”, detalha o presidente da Terracap, Izidio Santos.

    Para além da intervenção estrutural na captação e escoamento de águas pluviais, o Drenar DF representa valorização imobiliária. “Por muitos anos eu morei na SQN 102. Minha filha continua lá e eu precisei sair por conta do trabalho. Agora, com essa obra entregue, os nossos imóveis serão valorizados. Antes, ninguém queria comprar nada nessa quadra, era impressionante. A 102 era um problema. Agora, ela é uma das melhores para se morar porque não tem mais essa questão de alagamento e está bem próxima de tudo, das autarquias, shoppings, com acesso fácil a qualquer local que você precise ir”, defende o aposentado Elpidio Piccinin, de 76 anos.

    O aposentado Elpidio Piccinin destaca a valorização imobiliária trazida pelo Drenar DF: “Antes, ninguém queria comprar nada nessa quadra, era impressionante. A 102 era um problema. Agora, ela é uma das melhores para se morar”

    O projeto audacioso conta com galerias que começam na altura da Arena BRB (Estádio Nacional Mané Garrincha), atravessando diversas quadras da Asa Norte, como as 902, 702, 302, 102, 202 e 402, além de cruzar a W3 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), até chegar à L4 Norte. Cabe ressaltar que o sistema abrange o início da Asa Norte, com cobertura até as quadras 4 e 5.

    “Essa é uma obra que beneficia não somente os moradores da Asa Norte, mas toda a população que transita pelo Plano Piloto. Tivemos 43 visitas às obras com estudantes, entidades de classe, tribunais, deputados e secretários que puderam acompanhar de perto a grandiosidade e o sucesso do Drenar DF, que foi inaugurado sem acidentes ou paralisações”, diz o diretor técnico da Terracap, Hamilton Lourenço.

    Lazer e meio ambiente

    Além de resolver um problema histórico, o Drenar DF também contribui com a preservação do Lago Paranoá, graças à bacia de detenção no final do projeto, no Parque Internacional da Paz. Com 37 mil m² de extensão – o equivalente a quatro campos de futebol – o reservatório tem capacidade para armazenar até 96 mil m³ de água, volume suficiente para abastecer 40 piscinas olímpicas.

    “Quando vi a bacia pela primeira vez, a sensação que eu tive foi de alívio, porque a água da chuva que ia lá para a garagem do meu prédio, para a minha quadra, agora vai ficar aqui nesse lugar, para ser direcionada para o Lago Paranoá”, completa o aposentado David.

    O novo ponto de lazer e turismo teve investimento de R$ 2,2 milhões e dispõe de 70 mil m² divididos entre estacionamento, calçadas, praça homônima, além de abrigar a bacia de detenção do Drenar DF.

    “Esse lugar ficou muito bonito. E uma bacia desse tamanho é para resolver o nosso problema. Agora temos uma estrutura muito bem feita, uma obra muito benéfica para o meio ambiente e para a sociedade”, elogiou o aposentado Alfredo Guedes.

    Para construir a Praça Internacional da Paz, foram gerados 200 empregos diretos e indiretos. O projeto urbanístico foi desenvolvido pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), seguindo normas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

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  • GDF inaugura City Tour Cívico gratuito para turistas e moradores conhecerem a história de Brasília

    GDF inaugura City Tour Cívico gratuito para turistas e moradores conhecerem a história de Brasília

    Com o objetivo de levar moradores e turistas a uma imersão pela história e pela arquitetura da capital federal, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Turismo (Setur), em parceria com a Brasília Receptivo, criou o projeto turístico City Tour Cívico. A iniciativa foi inaugurada na manhã deste sábado (19) pelo governador Ibaneis Rocha em solenidade no Salão Branco do Palácio do Buriti durante a qual ele anunciou a gratuidade permanente do passeio turístico.

    “Inicialmente seria um serviço gratuito só na primeira semana, mas eu pedi ao Cristiano [Araújo, secretário de Turismo] que fosse gratuito permanentemente”, revelou o chefe do Executivo. Serão investidos R$ 5 milhões pela Secretaria de Turismo (Setur-DF) para capitanear o acesso livre por meio de um chamamento público.

    Ibaneis Rocha: “A maioria da população do Distrito Federal não conhece a capital da República. Só vem ao Plano Piloto para trabalhar e volta para suas residências” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    A extensão da gratuidade visa permitir o acesso da população de Brasília e de todo o Brasil à cultura cívica brasileira. “O governo vai fazer isso porque a maioria da população do Distrito Federal não conhece a capital da República. Só vem ao Plano Piloto para trabalhar e volta para suas residências, não tem oportunidade de conhecer os monumentos e não consegue criar essa identidade com a capital que tem tantas belezas”, completou o governador.

    A ação integra o calendário oficial de comemorações do aniversário da cidade – iniciado na quinta-feira (17) e com atrações até segunda (21) – e tem como proposta apresentar um novo olhar sobre Brasília, valorizando monumentalidade, diversidade e riqueza cívica.

    “Nós programamos essa festa de 65 anos com muito carinho para a população, não só do Distrito Federal, mas de todo o Brasil. O resultado está sendo visto com hotéis cheios. Conseguimos fazer uma boa negociação junto à associação dos hotéis aqui do Distrito Federal, com redução dos preços [35% de desconto durante o feriado] e nós já tínhamos reduzido o ISS, com a visão de que Brasília tem que se transformar numa cidade turística”, acrescentou Ibaneis Rocha.

    O passeio propicia  um novo olhar sobre Brasília, valorizando monumentalidade, diversidade e riqueza cívica

    O secretário de Turismo, Cristiano Araújo, ressaltou que o projeto é uma iniciativa importante para o turismo local, que estava carente de ônibus turísticos oficiais. “Estamos fazendo a retomada do turismo cívico para fortalecer o pertencimento e passar a história da capital e do sonho de Juscelino Kubitschek. Isso aqui é uma grande ferramenta para que a gente possa valorizar e contar a nossa história”, comentou.

    Passeio

    O governador Ibaneis Rocha participou do passeio inaugural ao lado de autoridades e da imprensa. Em uma versão reduzida, o circuito começou e terminou no Palácio do Buriti seguindo pelo Eixo Monumental até a Esplanada dos Ministérios. Um guia turístico ficou responsável por curiosidades e informações sobre a cidade.

    “É uma experiência bastante interessante, mesmo para a gente que mora aqui, tem muita coisa ainda para ser contada e vista pelos guias que estão muito preparados. Então vale a pena esse city tour conhecendo, passando pelos principais monumentos da cidade, com explicações que certamente só engrandecem a população e criam esse vínculo ainda mais amoroso com essa que é a nossa capital da República”.

    Celina Leão destaca que, além de incentivar o turismo, o novo programa trará novas oportunidades de negócio

    Presente também no tour inaugural, a vice-governadora Celina Leão comemorou a iniciativa. “Hoje temos a possibilidade de incentivar o turismo cívico com esse transporte, que para nós é muito importante. Lembrando que esses ônibus serão gratuitos de forma permanente para atender aquele turista que quer fazer esse passeio pelos nossos monumentos. Também estamos aqui incentivando outros tipos de negócios”.

    O City Tour Cívico funcionará de terça-feira a domingo gratuitamente a partir da Torre de TV em três horários diários: 10h, 11h e 12h30, com inscrição pelo site Digital Ingressos. O percurso tem duração média de duas horas e será conduzido por guias profissionais bilíngues e trilíngues vinculados ao sistema Cadastur, que foram capacitados pela Setur-DF.

    Karine Câmara: “Os turistas e a população do Distrito Federal vão poder ter acesso a um tour grande com paradas e descidas nos principais monumentos de Brasília”

    “Os turistas e a população do Distrito Federal vão poder ter acesso a um tour grande com paradas e descidas nos principais monumentos de Brasília, que é uma cidade monumental concebida por Oscar Niemeyer, Lucio Costa, Athos Bulcão e Burle Marx ー todos esses grandes que fizeram Brasília. Então, a gente vai mostrar de forma explicativa em português, inglês e espanhol”, explicou a sócia e representante da Brasília Receptiva, Karine Câmara.

    O circuito conta com marcos históricos, culturais e arquitetônicos da capital, como Congresso Nacional, Memorial JK, Praça dos Três Poderes, Palácio da Alvorada, Catedral Metropolitana, Praça do Buriti, Praça dos Cristais, Parque da Cidade e Esplanada dos Ministérios. Além disso, os participantes terão momentos para fotos, contemplação e lanche em paradas estratégicas.

    Aniversário de Brasília

    Com o tema O melhor tempo é agora, o aniversário de Brasília promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) terá uma programação diversificada. Até o dia 21, a população poderá usufruir dos programas Vai de Graça e Lazer Para Todos, que oferecem gratuidade no transporte público e no acesso ao Jardim Botânico e ao Zoológico de Brasília. Os shows ocorrerão a partir do dia 19 na Esplanada dos Ministérios reunindo atrações de renome nacional, como Léo Santana, Wesley Safadão, O Grande Encontro, Fagner, Mari Fernandez e Zé Neto & Cristiano, e artistas locais, a exemplo dos grupos de pagode Menos É Mais, BenzaDeus e Doze por Oito, durante três dias.

    Os equipamentos públicos culturais prepararam um calendário especial. Cine Brasília, Teatro Nacional Claudio Santoro e o Museu Nacional da República terão atrações gratuitas de 19 a 21 de abril

    Os equipamentos públicos culturais prepararam um calendário especial. Cine Brasília, Teatro Nacional Claudio Santoro e o Museu Nacional da República terão atrações gratuitas de 19 a 21 de abril, com curadoria da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF.

    Eventos religiosos também integram a programação. Este ano, a Via Sacra ocorreu na sexta-feira (18), no Morro da Capelinha, com participação efetiva dos órgãos do GDF. A missa em ação de graças a Brasília será celebrada na segunda-feira, às 10h, pelo arcebispo Dom Paulo Cezar na Catedral Metropolitana de Brasília.

    Gastronomia e esporte complementam a festividade, com os festivais Restaurant Week, entre 14 e 27 de abril, Comida di Buteco, com programação de 11 de abril a 4 de maio, e a Maratona Brasília, nos dias 20 e 21.

    City Tour Cívico
    Data: Funcionamento de terça a domingo
    Horários: 10h, 11h e 12h30 (duração média de 2h)
    Embarque: Torre de TV
    Inscrição gratuita: digitalingressos.com
    Informações: www.brasiliareceptivo.com.br

    Itinerários

    Itinerário 1: Feira da Torre, Estádio Nacional de Brasília, Ginásio Nilson, Planetário de Brasília, Centro de Convenções Ulysses Guimarães, Palácio do Buriti, Praça do Buriti, Memorial dos Povos Indígenas, Memorial JK, Praça do Cruzeiro, Quartel General do Exército, Praça dos Cristais, Catedral Rainha da Paz, Câmara Legislativa, Parque da Cidade Sarah Kubitschek, Setor Hoteleiro Sul, Praça Burle Marx, Rodoviária do Plano Piloto, SESI Lab, Biblioteca Nacional de Brasília, Museu da República e Catedral Metropolitana de Brasília. Embarque: Torre de TV;

    Itinerário 2: Ministérios, Palácio Itamaraty, Supremo Tribunal Federal e Praça dos 3 Poderes / Espaço Lucio Costa;

    Itinerário 3: Casa de Chá;

    Itinerário 4: Palácio do Planalto, Teatro Nacional e Conjunto Nacional. Desembarque: Torre de TV.

    19/04/2025 - GDF lança City Tour Cívico gratuito para turistas e moradores conhecerem a história de Brasília

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  • Brasília transforma a infraestrutura urbana para atender aumento da população

    Brasília transforma a infraestrutura urbana para atender aumento da população

    Brasília foi um sonho planejado. E o seu plano era abrigar 500 mil pessoas – o que consta, inclusive, na lei de 1953 que autorizou estudos para a criação da nova capital. Quando o sonho, enfim, virou realidade, os olhos de todo o país se viraram para o Planalto Central, e era natural que milhares de brasileiros desejassem vir para cá. Tanto que, já nos anos 1970, a população do Distrito Federal chegou a 546 mil.

    A Avenida da Misericórdia, em Vicente Pires, recebeu investimento de R$ 58 milhões para execução do calçamento; a via também uma ponte de ligação com a Rua 4 | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Cumprindo seu intuito de abrigar gente de todos os cantos, a capital se reinventou e expandiu-se para fora do plano original. Com isso, foram surgindo novos complexos habitacionais que, por décadas, careceram de infraestrutura básica – Vicente Pires e Sol Nascente são exemplos clássicos.

    Prestes a completar 65 anos, a capital vem se reinventando mais uma vez para garantir que o sonho seja bom para todos. Nos últimos anos, investimentos na casa dos bilhões feitos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em infraestrutura urbana têm levado mais dignidade e qualidade de vida para moradores de todas as regiões.

    De 2019 até hoje, mais de R$ 630 milhões foram investidos em obras de urbanização no Sol Nascente, como pavimentação, drenagem, saneamento básico, iluminação pública, calçadas e acessibilidade

    São ações como pavimentação, construção e reforma de calçadas, iluminação e drenagem – que podem até parecer simples para aqueles que já as têm, mas que fazem uma diferença enorme no dia a dia de quem precisa delas. Em todo o DF, são mais de R$ 41 milhões investidos na recuperação de 524 km de calçadas, R$ 300 milhões dedicados à modernização de toda a iluminação pública e quase R$ 1 bilhão em obras para melhorar o escoamento de águas pluviais, fora o que foi destinado à construção ou recuperação de asfaltos.

    Apenas em Vicente Pires, foram cerca de R$ 500 milhões investidos desde 2019, que resultaram em 300 km de vias e calçadas pavimentadas, 185 km de redes de drenagem, 460 km de meios-fios e 13 lagoas de detenção. Além disso, estão em execução o calçamento da Avenida da Misericórdia, com investimento de R$ 58 milhões, e a finalização de mais uma bacia de contenção.

    Os avanços na Avenida da Misericórdia, aliás, são bem conhecidos pelo autônomo e líder comunitário Tiago Heitor Santos. “Eu cheguei aqui em 1993, não existia essa ponte [que liga a avenida à Rua 4], era muito escasso de fossa e a luz era precária. Aqui, primeiramente, era um setor de chácaras”, lembra. Agora, o cenário é outro: “Foram grandes mudanças. Hoje nós temos luz, temos esgoto, infraestrutura. Vivemos outra realidade”.

    O autônomo Tiago Heitor Santos acompanhou de perto os avanços na Avenida da Misericórdia: “Foram grandes mudanças. Hoje nós temos luz, temos esgoto, infraestrutura. Vivemos outra realidade”

    A percepção é a mesma da empresária Mariana Ângelo. “Melhorou bastante. Alagava muito antes de fazer a drenagem, já fiquei muitas vezes ilhada. Era chover forte e não dava para sair, mesmo dentro do condomínio era difícil. Meu cunhado até já perdeu um carro aqui na Rua 10”, relata ela, acrescentando que todas essas mudanças ajudaram a atrair comerciantes para a região, o que resolveu um problema crônico dos moradores: a falta de um posto de combustível. “O carro entrava na reserva e a gente já começava a pensar onde teria que ir. Era correr para Taguatinga, Guará, EPTG… Eu nem imaginava que ia ter um posto de gasolina aqui dentro, agora já são três”.

    E se tem um setor que cresceu na região nos últimos anos foi o imobiliário. Que o diga a corretora Vitória Natacha Linhares: “Eu vim para Vicente Pires, na verdade, sem conhecer a cidade, sem conhecer como era a estrutura. Então, eu aprendi a amar Vicente Pires desde o começo. Quando eu vim para cá foi tipo um choque. Cheguei aqui sem aquela infraestrutura, com as ruas todas mal acabadas, a gente tendo que passar por lama, por buraco. E eu passei por todo esse processo, desde a construção da pavimentação, a drenagem, o crescimento da cidade com a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a Unidade Básica de Saúde (UBS)… Tudo isso aí eu participei”.

    Atualmente, Vitória aponta Vicente Pires como a “região administrativa mais promissora do DF”. Na cidade, ela estruturou sua família e viu seu negócio prosperar, com cada vez mais pessoas buscando imóveis por lá. A corretora confessa até já ter tentado deixar a região, mas sentiu falta, acabou voltando e, hoje, usa expressões típicas do seu ramo para explicar a transformação que vivenciou: “Eu tinha noção que seria algo muito bom, mas não tão bom quanto ficou. A gente pegou na planta e hoje está no alto padrão”.

    Moradora de Vicente Pires, a empresária Mariana Ângelo elogia as obras de escoamento realizadas na cidade: “Melhorou bastante. Alagava muito antes de fazer a drenagem, já fiquei muitas vezes ilhada”

    De favela a cidade

    Por muito tempo rotulado como a “maior favela do Brasil”, o Sol Nascente é outro símbolo da transformação urbana em curso no Distrito Federal. Oficialmente reconhecido como região administrativa por este GDF, o local começou, ainda em 2019, a deixar no passado os dias de abandono e a escrever uma nova história, marcada por dignidade, cidadania e infraestrutura.

    A mudança de status não foi apenas burocrática. Com a regularização fundiária conduzida pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF) e pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab-DF), a cidade passou a receber atenção prioritária. De 2019 até hoje, mais de R$ 630 milhões foram investidos em obras de urbanização no Sol Nascente, como pavimentação, drenagem, saneamento básico, iluminação pública, calçadas e acessibilidade.

    A corretora Vitória Natacha Linhares costuma dizer que pegou Vicente Pires na planta e que hoje mora em uma cidade de alto padrão: “Eu tinha noção que seria algo muito bom, mas não tão bom quanto ficou”

    “O governador Ibaneis Rocha adotou uma visão muito importante para as cidades que cresceram de forma desordenada. Ao regularizá-las, abrimos caminho para levar a infraestrutura necessária e transformar de fato a realidade da população”, afirma o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro. Segundo ele, o Sol Nascente segue o mesmo modelo de intervenção que ajudou a acabar com os alagamentos em Vicente Pires: regularização fundiária seguida de urbanização.

    Ações como essas têm reflexo direto na vida das pessoas. Moradora da Chácara 142 A há 15 anos, Alessandra Morais de Andrade se emocionou ao ver, pela primeira vez, a rua onde mora pavimentada. Para ela, a obra entregue em outubro representou dignidade e liberdade, especialmente para o filho Felipe, de 24 anos, que tem paralisia cerebral.

    “Foi um divisor de águas. Antes, a gente vivia no barro, sem acessibilidade. Era impossível empurrar a cadeira de rodas. Só conseguíamos sair de casa com ajuda de quatro pessoas para colocá-lo no carro. E isso só para ir à escola”, conta. “Agora, posso empurrar a cadeira com facilidade. As crianças voltaram a brincar na rua, a jogar bola. Foi uma vitória para a gente.”

    Com a nova realidade, a sensação de pertencimento e reconhecimento também mudou. “Hoje, a gente existe. Antes, os Correios nem vinham, tínhamos que dar o CEP de outras quadras. Isso ficou para trás”, aponta. Segundo Alessandra, o impacto das obras vai além da infraestrutura: “Mudou o olhar das pessoas sobre a nossa cidade. Nossas casas se valorizaram, nossas vidas também”.

    19/04/2025 - Brasília transforma a infraestrutura urbana para atender aumento da população

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  • Das grandes obras ao Vai de Graça, Brasília reinventa a mobilidade com foco em segurança e agilidade

    Das grandes obras ao Vai de Graça, Brasília reinventa a mobilidade com foco em segurança e agilidade

    Presidente que concretizou a construção de Brasília, Juscelino Kubitschek também foi um dos propulsores do aumento da indústria automobilística no país. Por essa razão, era natural que a capital federal, pensada para abrigar, no máximo, 500 mil habitantes, fosse desenhada para carros, repleta de vias expressas e com poucos cruzamentos e semáforos.

    Brasília caminha para o futuro com valorização do transporte coletivo – programa Vai de Graça, renovação dos ônibus e expansão do metrô são exemplos do avanço | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    O tempo mudou e Brasília também. Hoje, o pedestre e o transporte coletivo são os protagonistas da mobilidade brasiliense. Com 2,8 milhões de habitantes – cinco vezes mais que o planejado inicialmente –, a cidade projeta o futuro sem esquecer o passado, com a renovação da frota de ônibus, o retorno dos zebrinhas e a expansão do metrô, entre outras ações, junto a obras que facilitam o trânsito de todos, como rodoviárias, passarelas e viadutos.

    “São ações importantes para melhorar a qualidade de vida da população. Todas as vezes em que terminamos uma obra viária, estamos devolvendo vida para as pessoas. O tempo que levariam parados no trânsito é o tempo que é acrescentado ao dia a dia”, assinala o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves.

    Uma das maiores novidades implementadas por este Governo do Distrito Federal (GDF) é o programa Vai de Graça, válido para ônibus e metrô aos domingos e feriados. A gratuidade, além de dar uma folga para o bolso dos cidadãos, também estimula a circulação nos espaços públicos e comércios, democratizando a oferta de lazer e desporto disponível no Quadradinho.

    Para reinventar a mobilidade brasiliense, este GDF também investe na construção e reforma das rodoviárias, com o objetivo de proporcionar acessibilidade, conforto e segurança tanto para os passageiros como para os motoristas

    “O primeiro grande objetivo é a inclusão social. Existem muitas famílias em situação de vulnerabilidade econômica que sentem o impacto do custo de deslocamento para lazer, turismo, cultura e até mesmo para atividades relacionadas à geração de renda. Ao disponibilizar transporte gratuito, sem limitação de acesso, oferecemos a oportunidade para que essas famílias conheçam Brasília e otimizamos a frota disponível, com mais pessoas usando os ônibus e o metrô”, destaca o secretário.

    Segundo Zeno Gonçalves, houve um aumento de 60% no número de passageiros aos domingos. Nos demais dias da semana, com destaque para os sábados, o acréscimo foi de 11%. “As pessoas estão conhecendo mais o transporte público. Muitas começaram a utilizá-lo porque é gratuito no domingo e nos outros dias perceberam que o sistema funciona – isso gera um efeito muito positivo e provoca o desafio de melhorar o sistema e aumentar a oferta, o que é muito bom, pois o papel do governo é prover um serviço de qualidade para todos”.

    “Tivemos aumento de apenas 3% na frota aos domingos, demonstrando que o impacto no custo é pequeno diante dos grandes resultados alcançados: aumento da satisfação, crescimento da demanda e, a médio e longo prazo, redução no custo do sistema”, observa. “Com mais usuários utilizando o sistema e a mesma frota, o valor da tarifa técnica diminui, pois o custo total permanece o mesmo. Ao aumentar a quantidade de passageiros, aumentamos a arrecadação e reduzimos o valor por viagem pago às empresas. A economia também já começa a sentir esse impacto. O comércio, por exemplo, está sendo dinamizado aos domingos, e isso atrai ainda mais usuários para o transporte público.”

    Uma das maiores novidades implementadas por este Governo do Distrito Federal (GDF) é o programa Vai de Graça, válido para ônibus e metrô aos domingos e feriados | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Incentivo à ocupação das cidades

    São inúmeros os depoimentos de cidadãos que aproveitaram a gratuidade dos coletivos e do metrô para visitar amigos e familiares, comparecer a compromissos ou curtir a programação dos equipamentos públicos. “Foi muito legal passear no Eixão do Lazer com minha filha, sem pagar passagem. É um dinheirinho que pode parecer pouco, mas no final do dia faz diferença – podemos usar para comprar uma comida, uma bebida, ajudando o comércio, inclusive”, conta a auxiliar de loja Patrícia Canguçu, 27 anos.

    Moradora de Samambaia, ela observa a importância da medida para quem deixaria de circular na cidade por conta do valor da tarifa. “Realmente, aumenta o acesso das pessoas aos lugares. E também tem pessoas como eu que trabalham aos domingos e podem economizar. É um dinheiro que fica no vale-transporte, mas que eu posso usar em outro dia”, avalia Patrícia. “Já estou me planejando para ir ao Parque Ana Lídia e à Torre de TV com a minha filha na próxima vez que estiver de folga no domingo”.

    A gratuidade também mudou a programação dos finais de semana da professora Eliana Fernandes Nunes, 46. “Tenho ido ao mercado, a feiras mais distantes de casa e à casa da minha mãe, em Ceilândia. Como eu moro no Paranoá Parque, não é sempre que conseguia ir lá por conta do preço da gasolina e do tanto que eu gastaria com passagem, já que vamos eu, meu marido e meus três filhos”, relata.

    Com o Vai de Graça, as visitas aumentaram. “Quando é domingo, já acordo cedo, animada para andar de ônibus sem pagar nada. É maravilhoso, muito bom mesmo. Era um gasto de R$ 55, ida e volta, que hoje fica para compras para casa e até para a gente aproveitar na rua”, revela Eliana. “É um programa muito importante: serve para inclusão social, estimula o comércio e reduz o uso de carros – eu mesma deixo o meu em casa para economizar –, e ainda por cima fortalece o convívio em comunidade e incentiva a cultura e o lazer”.

    Lançado no final de fevereiro, o Vai de Graça impulsionou a circulação das pessoas durante o Carnaval, com mais de 2,5 milhões de acessos nos ônibus e metrô em quatro dias de folia, e foi implementado na data da final do Candangão 2025. A gratuidade também estará em vigor no aniversário de Brasília, do dia 17 ao 21.

    Além disso, enquanto sete capitais brasileiras iniciaram o ano de 2025 com reajustes nas tarifas de ônibus, o Distrito Federal optou por manter os valores atuais das passagens até o final de 2026. O último reajuste foi feito no início de 2020, de 10%, inferior ao aplicado em outras gestões, quando os valores chegaram a subir até 50%.

    O Vai de Graça mudou os finais de semana da professora Eliana Fernandes, que tem feito mais programas com o marido e seus três filhos: “Tenho ido ao mercado, a feiras mais distantes de casa e à casa da minha mãe, em Ceilândia” | Foto: Arquivo pessoal

    Agilidade e segurança

    Para reinventar a mobilidade brasiliense, este GDF também investe na construção e reforma das rodoviárias, com o objetivo de proporcionar acessibilidade, conforto e segurança tanto para os passageiros como para os motoristas, cobradores e comerciantes que atuam nos locais. Desde 2019, foram entregues as unidades de Sobradinho, Santa Maria, Sol Nascente, Itapoã, Varjão e Gama, inaugurada em fevereiro deste ano. O espaço da Brazlândia também passou por uma reforma completa.

    Os circulares que rodam em Sobradinho são os principais meios de locomoção da diarista Sara Soares, 50, que frequenta a rodoviária da cidade semanalmente. Ela recorda como era a estrutura antes da reforma, inaugurada em maio de 2020 com investimento de mais de R$ 6,3 milhões. Por lá, são 22 linhas que registram uma média de 18 mil embarques diários, conectando os moradores a destinos dentro e fora do DF. “Era um ambiente precário, sem nenhuma organização; e agora está muito melhor, mais ajeitado, com mais segurança”, diz.

    Sara observa que as ações voltadas para mobilidade, de fato, melhoram o dia a dia da população. Ela também já utilizou a gratuidade dos coletivos aos domingos e feriados para ir trabalhar, em Vicente Pires. “Daqui até lá, quando estou sem o Cartão Mobilidade, gasto R$ 22. No domingo que tive que ir, foi de graça. Fiquei muito feliz quando vi o R$ 0 ao passar o cartão de débito. É muito importante, principalmente para as pessoas com baixa renda”, celebra.

    A diarista Sara Soares elogia a reforma feita da Rodoviária de Sobradinho, reinaugurada em maio de 2020: “Era um ambiente precário, sem nenhuma organização; e agora está muito melhor, mais ajeitado, com mais segurança” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Assim como a nova rodoviária, o Complexo Viário Padre Jonas Vettoraci também levou mais segurança para a população de Sobradinho, entre pedestres e motoristas. O feirante Josivaldo Santos, 49 anos, passa por lá todos os dias e conta que o engarrafamento diminuiu drasticamente após a construção, minimizando o risco de acidentes e colisões. “Melhorou demais a nossa vida. Aumentou o espaço para os carros e organizou para os pedestres”, diz.

    Mais um benefício foi a redução do tempo parado no trânsito, perceptível tanto para veículos individuais como coletivos. “Antes eu levava de 1h10 a 1h20 para ir de Formosa, onde eu moro, até a Feira de Sobradinho, meu trabalho. Agora são 50 minutos. É um tempo a mais com a família, para descansar, fazer uma caminhada”, disserta Josivaldo sobre o complexo inaugurado em 2023 com investimento superior a R$ 33,2 milhões, que beneficia mais de 100 mil motoristas diariamente.

    O Complexo Viário Padre Jonas Vettoraci reduziu o tempo de deslocamento do feirante Josivaldo Santos: “Antes eu levava de 1h10 a 1h20 para ir de Formosa, onde eu moro, até a Feira de Sobradinho, meu trabalho. Agora são 50 minutos” | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Outras ações

    O retorno dos zebrinhas e a ampliação do serviço para mais regiões administrativas também são um marco para a mobilidade do DF. O Transporte de Vizinhança atende Águas Claras, Arniqueira, Ceilândia, Cruzeiro, Lago Sul, Paranoá, Plano Piloto, São Sebastião, Sol Nascente/Pôr do Sol, Sudoeste/Octogonal, Taguatinga, Vicente Pires e Park Way. A frota conta com 55 veículos, distribuídos em 23 linhas, que registram um total de 481 viagens por dia útil, 156 aos sábados e 54 aos domingos, ultrapassando 690 viagens durante a semana.

    A concessão da Rodoviária do Plano Piloto, a renovação da frota de ônibus, a construção e manutenção de mais de 500 abrigos para passageiros e a digitalização do sistema de passagens foram outras realizações deste GDF. Todas as linhas urbanas deixaram de receber pagamento em dinheiro, resultando em maior segurança nos ônibus, embarques ágeis e viagens mais rápidas.

    Destacam-se, ainda, a autorização da expansão do metrô para Samambaia, com investimento de mais de R$ 319 milhões para construção de duas novas estações. Além do lançamento do programa Vai de Bike, que prevê a construção de 325 km de ciclovias. Com isso, a malha cicloviária do DF, que fechou 2024 com 710 km de vias, deve ultrapassar 1.000 km nos próximos anos, posicionando Brasília como a capital com mais ciclovias do país. Estas e outras ações contribuem para o título de capital com melhor qualidade de vida do país, mostrando que o benefício da população é a principal prioridade deste GDF.

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  • Brasília 65 anos: primeira sede da Novacap, no Rio de Janeiro, testemunhou início do projeto da capital

    Brasília 65 anos: primeira sede da Novacap, no Rio de Janeiro, testemunhou início do projeto da capital

    “O Departamento de Urbanismo e Arquitetura da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, constituído de profissionais de reconhecida competência, está sob a chefia do engenheiro Oscar Niemeyer, um dos pioneiros da mais avançada arte arquitetural de nosso tempo.” Assim começa a reportagem Arquitetura e urbanismo da nova capital, sem autoria especificada e publicada na página 8 da primeira edição da Revista Brasília, em janeiro de 1957.

    Primeira sede da Novacap ficava no centro do Rio de Janeiro, que, à época, ainda era a capital do Brasil | Fotos: Ádamo Dan/Novacap

    O exemplar foi editado ainda no Rio de Janeiro, na primeira sede da Novacap, no centro da capital carioca. O local, uma sala de 54 m x 48 m, foi exatamente onde o gênio da arquitetura brasileira traçou as primeiras linhas que se transformaram em tudo que vemos atualmente em Brasília. “Pelas minhas pesquisas, havia também uma cobertura de onde Niemeyer ficava admirando as belas paisagens do Rio de Janeiro, como o Pão de Açúcar, para buscar inspiração para seu trabalho”, conta o presidente da comissão do Museu da Novacap, Claudimar de Souza.

    Vista do terraço da antiga sede da companhia; cobertura foi inspiração de Oscar Niemeyer

    Há duas semanas, uma equipe da companhia  voltou ao endereço e constatou que tanto o escritório quanto o terraço superior ainda existem. O prédio já foi usado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, atualmente, abriga a Procuradoria Regional da República da 2ª Região, do Ministério Público Federal.

    “Tive a surpresa de saber que essa sala foi o palco onde o imortal Niemeyer projetou Brasília, e isso, para mim, foi uma honra”, comenta o procurador-chefe da 2ª Região, Leonardo Cardoso de Freitas. “Essa parte da história liga diretamente duas das nossas capitais, uma que foi e a que é. É uma honra poder trabalhar nesse lugar tão privilegiado e historicamente tão importante.” 

    Criada no Rio de Janeiro em 1956 pelo presidente Juscelino Kubitschek, Novacap foi o primeiro escritório de gerenciamento da construção da nova capital do Brasil; atualmente, é sede da Procuradoria Regional da República da 2ª Região/RJ Federal

    A unidade está no local desde 2011, quando teve início uma profunda reforma de todo o espaço. A partir de 2019, toda a equipe da Procuradoria passou a ocupar, de fato, as salas. A cobertura, inspiração de Niemeyer, transformou-se em um requintado e agradável rooftop, uma espécie de área de convivência e lazer, para proporcionar aos servidores mais tranquilidade, aconchego e conforto.

    Apesar de estar em constante trânsito entre Rio de Janeiro e Brasília, o primeiro presidente da Novacap, Israel Pinheiro, também costumava despachar desse gabinete enquanto o colega arquiteto projetava a capital federal com o apoio do urbanista Lucio Costa, também pioneiro.

    “É uma forma de revisitar nossas raízes”, avalia o presidente atual da Novacap, Fernando Leite. “É o começo de tudo. No nosso cotidiano, caminhamos por estruturas que foram projetadas nessa sala. Historicamente, estamos voltando ao ponto de partida não somente da Novacap, mas da capital de todos os brasileiros.”

    Em Brasília

    A Novacap foi criada em 19 de setembro de 1956 pelo presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. A finalidade única era gerenciar e coordenar a construção da nova capital do Brasil. Por se tratar de uma empresa do Governo do Distrito Federal, a Novacap é o principal braço executor das obras de interesse do DF, e sua vinculação é direta com a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF).

    Ainda em setembro daquele ano, foi nomeada a primeira composição: Israel Pinheiro, presidente; Ernesto Silva, Bernardo Sayão e Íris Meimberg, diretores. O primeiro escritório situava-se à Avenida Almirante Barroso, 54, no centro do Rio de Janeiro. Em Brasília, a sede foi erguida onde hoje é a Administração da Candangolândia, ali permanecendo de 1956 a 1959.

     Confira todos os exemplares da Revista Brasília. 

    *Com informações da Novacap

     

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