Dia: 18 de abril de 2025

  • Via Sacra do Morro da Capelinha, em Planaltina, emociona milhares de fiéis

    Via Sacra do Morro da Capelinha, em Planaltina, emociona milhares de fiéis

    Com mais de 50 anos de tradição, a Via Sacra do Morro da Capelinha, em Planaltina, reuniu milhares de fiéis, nesta sexta-feira (18), para a encenação da Paixão de Cristo. Reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do DF, a celebração é feita a muitas mãos, com participação de 1,4 mil voluntários, e contou com investimento de mais de R$ 1,7 milhão do Governo do Distrito Federal (GDF). O aporte foi direcionado por meio da Secretaria de Turismo (Setur-DF), oriundo da Fonte 100, um dos principais meios de recursos do orçamento público do DF.

    Diversas autoridades do GDF prestigiaram a celebração que une fé e cultura | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    O evento começou às 15h, com uma missa presidida pelo arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar Costa. Depois, foi iniciado o espetáculo principal, que durante quatro horas levou o público pelas 14 estações da Via Sacra — em um trajeto de 800 metros que retrata o julgamento, a prisão, a crucificação, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.

    “É um dia de muita fé, de milagre, em que as pessoas se renovam. Sempre falo para quem não conhece a experiência para vir aqui, ver o momento doloroso de Jesus. É algo muito especial, é um momento em que as pessoas se unem para orar e se restabelecer novamente”, declarou a governadora em exercício, Celina Leão. “É um evento que tem 100% de apoio do GDF. Esse ano tivemos o maior número de policiais da história, ou seja, é um lugar onde as famílias podem ir com tranquilidade. Tem todo um aparato de policiais militares, policiais de serviço, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar.”

    O administrador regional de Planaltina, Wesley Fonseca, celebrou o sucesso de mais uma edição da festa religiosa e disse que a expectativa era reunir mais de 100 mil pessoas. “Toda a força de segurança e o governo estiveram presentes para garantir que o evento saísse de forma excelente”, destacou. “É um evento familiar. A Secretaria de Segurança Pública coordena todos os órgãos envolvidos, e a organização do evento direcionou bem as atividades. Houve policiamento, pontos de distribuição de água, tudo para acolher bem o público.”

    Celina Leão: “Sempre falo para quem não conhece a experiência para vir aqui, ver o momento doloroso de Jesus. É algo muito especial, é um momento em que as pessoas se unem para orar e se restabelecer novamente” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    Fonseca também observou que, diferentemente do ano passado, em que não houve precipitações, nesta edição houve registro de chuva na cidade logo no início da tarde. “Choveu forte por volta de meio-dia até uma da tarde, o que fez com que muita gente começasse a chegar depois desse horário. Mas, ainda assim, o público compareceu em massa. Tenho certeza que este ano bateu recorde de público”, completou.

    Milhares de fiéis foram ao Morro da Capelinha, mesmo com a chuva no início da tarde | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    Diversos órgãos prestaram apoio logístico ao evento, como a Polícia Militar (PMDF), Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF), Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), Departamento de Trânsito (Detran-DF), Conselho Tutelar e Administração Regional de Planaltina. A CEB Ipes também auxiliou com a instalação de 80 refletores de iluminação provisória, com o objetivo de garantir mais sensação de segurança, visibilidade e conforto para o público.

    Fé e emoção

    A via-sacra do Morro da Capelinha é considerada Patrimônio Cultural Imaterial do DF desde 2008

    A via-sacra do Morro da Capelinha nasceu de um sonho do padre Aleixo Susin, antigo pároco de Planaltina que faleceu em 2021, aos 92 anos. Consolidado como uma tradição brasiliense, o espetáculo cênico da morte e ressurreição de Jesus Cristo é considerado Patrimônio Cultural Imaterial do DF desde 2008, pelo Decreto nº 28.870/2008, e foi incluído no calendário oficial de eventos da capital federal em 1986. A primeira montagem ocorreu em 1973.

    Thaísa Martins participa da celebração há cinco anos: “As pessoas se dedicam para estar aqui, para representar uma história que aconteceu há tanto tempo” | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    A estudante Thaisa Martins, 19, participa da celebração há cinco anos consecutivos e conta que a motivação é a fé em Jesus Cristo. “Também é muito bonito ver a encenação. As pessoas se dedicam para estar aqui, para representar uma história que aconteceu há tanto tempo. Então é um pouco de tudo: a fé, o evento, as pessoas”, afirmou. Sobre a estrutura do evento este ano, elogiou a organização: “Hoje está diferente. Vi bastante policiamento, mais banheiros, tudo bem organizado.”

    A comerciante Anorasi Ramos, 64, moradora de Ceilândia, contou que esta é a terceira vez que participa da Via Sacra no Morro da Capelinha. “Já fazia seis anos que eu não vinha, mas hoje voltei”, disse. “A gente faz promessa, então tem que vir, tem que subir [o morro]”, afirmou. Sobre a organização do evento, elogiou a presença da segurança: “Muito bom. Vi tanta polícia. Está tudo muito bem organizado, mesmo chegando em cima da hora, com a missa já começando”.

    Nilson dos Santos: “Para mim, essa encenação é uma forma de vivenciar um pouco do que Jesus passou, claro, à nossa maneira” | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    O fotógrafo Nilson dos Santos, 43, participa do evento desde os 11 anos de idade. “Já perdi as contas de quantas vezes subi. Para mim, essa encenação é uma forma de vivenciar um pouco do que Jesus passou, claro, à nossa maneira. Essa peregrinação com tanta gente é uma experiência única”, contou. Nilson também falou sobre o sentido espiritual da caminhada: “Já fiz promessas e hoje venho para agradecer”.

    Movidos pela fé

    Diante da magnitude da celebração, são necessários meses de planejamento e ensaios. Do total de voluntários envolvidos, cerca de 1,1 mil são atores e 300, da produção. Os ensaios começam oito semanas antes, junto da preparação do Morro da Capelinha, para que os fiéis sejam recebidos da melhor maneira possível.

    Rafael Gonçalves viveu Jesus Cristo pela segunda vez e se emocionou com a oportunidade | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    Antes da encenação, nesta sexta, os atores foram reunidos no Centro de Ensino Médio 01 de Planaltina, para preparação do figurino e maquiagem. Em uma das salas, estavam o Rei Herodes e Salomé, importantes personagens da liturgia católica, representados pelo empresário Paulo Castro e pela bailarina Kênia Cavalcante, respectivamente.

    Há 15 anos participando do evento, este foi o primeiro de Paulo no papel de um dos vilões da história de Jesus Cristo. Ele conta detalhes dos preparativos para o grande dia: “Começamos os ensaios no segundo domingo da Quaresma, com ensaios semanais e, na Semana Santa, um por dia, justamente para chegar no dia mais tranquilo — apesar de que a emoção não deixa.” Mesmo com o nervosismo, ele confiava que as coisas sairiam do jeito certo. “Sem o apoio do governo, a Via Sacra não tem como ser realizada. Toda a estrutura física, de segurança, saúde, é o GDF que dá esse apoio para a gente e traz tranquilidade e segurança para todos que estão presentes.”

    Para Kênia, a oportunidade ficará marcada em sua história pessoal. “Está sendo uma experiência totalmente diferente do que eu já tinha feito na Via Sacra. É um desafio, é uma responsabilidade”, contou ela, que antes atuava apenas na parte de coreografia. “A Salomé é um personagem muito forte, muito marcante. Então, eu precisei me redobrar ali nos ensaios e hoje vai ser a realização de um sonho e de uma construção artística muito forte. A Via Sacra tem esse poder, sabe? É muito da fé também e muito da realização de cada um. Estar aqui, estar por dentro, e acompanhar as outras pessoas, ver a devoção que elas têm, tem sido muito importante para mim”, completa.

    O papel mais importante da Via Sacra ficou com o gerente de comércio Rafael Gonçalves, que interpretou Jesus Cristo pelo segundo ano consecutivo. “É uma emoção muito grande representar Jesus Cristo. Nos preparamos bastante durante toda a Quaresma, com ensaios todos os dias à noite, nos finais de semana no Morro da Capelinha, para levar essa mensagem que nós tanto buscamos, que é o amor de Deus para as pessoas que irão nos assistir”, comentou. “Se não tivesse apoio, a gente não conseguiria fazer esse evento. Então, o apoio do governador, da Secretaria de Turismo, dos parlamentares que fizeram todo o trâmite, foi necessário e essencial para que a gente realizasse tudo isso.”

    18/04/2025 - Via Sacra do Morro da Capelinha, em Planaltina, emociona milhares de fiéis

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  • Exposição virtual valoriza cultura indígena do Centro-Oeste

    Exposição virtual valoriza cultura indígena do Centro-Oeste

    No dia 19 de abril, é celebrado o Dia dos Povos Indígenas, data fundamental para reconhecer a diversidade e a resistência dos povos originários na formação do Brasil. A exposição virtual Bororo Vive se destaca como uma importante iniciativa voltada à valorização da cultura indígena, ao promover o acesso a informações sobre um dos povos mais antigos do Cerrado.

    Lançada em 2017, a mostra permanece disponível gratuitamente na internet, com conteúdo acessível e bilíngue. O projeto foi desenvolvido pelo Museu Virtual de Ciência e Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB), com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), pelo Programa de Difusão Científica, e tem como foco a popularização da ciência e a educação intercultural.

    O termo bororo significa ‘pátio da aldeia’, o que remete à tradicional disposição circular das casas de suas aldeias, formando um espaço central usado para rituais | Fotos: Divulgação/Museu Virtual Bororo

    Valorização cultural

    Voltada especialmente para alunos da educação básica, a mostra apresenta de forma visual e interativa a história, os rituais e a organização social dos bororo ou boe – povo indígena que vive há mais de 5 mil anos no Centro-Oeste do país e atualmente está concentrado em uma reserva no estado de Minas Gerais. A proposta surge da necessidade de incluir a presença indígena no Cerrado nos materiais didáticos e promover o respeito às culturas originárias.

    “Nosso objetivo foi criar um espaço de aprendizagem visual, onde os alunos pudessem conhecer mais sobre um povo com forte presença histórica, mas pouca visibilidade nos currículos escolares”, explica o professor Gilberto Lacerda, coordenador do projeto.

    O Brasil tem ainda aproximadamente 230 povos indígenas, que falam cerca de 180 línguas; cada etnia tem sua identidade, rituais, modo de vestir e de se organizar

    Tecnologia e acessibilidade

    A plataforma foi desenvolvida em Joomla, mesma tecnologia adotada por outras iniciativas do Museu Virtual da UnB. O conteúdo está disponível em Libras e em quatro idiomas estrangeiros (inglês, francês, espanhol e alemão), ampliando o alcance da exposição dentro e fora do Brasil.

    A construção da narrativa visual teve como base um acervo fotográfico inédito sobre o ritual funerário bororo, registrado pelo fotógrafo Kim-Ir-Sen Pires Leal, na década de 1980. O material foi organizado com o apoio do próprio autor das imagens e validado junto à comunidade Bororo, que teve acesso ao conteúdo e ao acervo.

    Rituais e identidade coletiva

    Um dos destaques da exposição é o funeral bororo, considerado por antropólogos como um dos rituais indígenas mais importantes do Brasil. Mais do que uma cerimônia de despedida, o funeral é um processo complexo que envolve cantos, danças e práticas simbólicas que equilibram a comunidade e reafirmam sua identidade coletiva.

    “A preservação desses rituais é fundamental para a resistência cultural dos bororo. Nosso papel, enquanto instituição de ensino e pesquisa, é contribuir para que esses saberes sejam respeitados e valorizados”, afirma o professor Gilberto Lacerda.

    Reconhecimento e perspectivas

    O projeto representa uma experiência bem-sucedida de como a ciência, aliada à tecnologia e à sensibilidade cultural, pode promover a inclusão e o reconhecimento dos povos originários. Embora não haja planos para expandir a exposição a outras etnias no momento, a iniciativa abre caminho para futuras ações interdisciplinares com foco na educação intercultural.

    A FAPDF, ao apoiar a realização da mostra, reforça seu compromisso com o fortalecimento da educação e da ciência no Distrito Federal. “Investir em projetos como o Bororo Vive é essencial para ampliar o acesso ao conhecimento e incentivar a valorização da diversidade cultural brasileira”, afirma o presidente da fundação, Marco Antônio Costa Júnior.

    A mostra foi baseada num acervo fotográfico inédito sobre o ritual funerário bororo, registrado pelo fotógrafo Kim-Ir-Sen Pires Leal na década de 1980

    Acesso permanente

    A exposição Bororo Vive está disponível de forma permanente no portal do Museu Virtual da UnB. Educadores, estudantes e o público em geral podem acessá-la gratuitamente, contribuindo para a construção de uma sociedade mais informada e plural. 

    *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

     

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  • Projeto oferece curso gratuito a jovens de São Sebastião que querem viver de música

    Projeto oferece curso gratuito a jovens de São Sebastião que querem viver de música

    Os moradores de São Sebastião apaixonados por música e que sonham em um dia ser cantores ou cantoras profissionais podem ter uma boa oportunidade. Estão abertas, até 10 de maio, as inscrições para a seletiva do projeto Eu Sou Músico, que oferece formação musical aos participantes. A iniciativa, idealizada pelo produtor cultural Sherwin Morris, em parceria com o Instituto Cultural Congo Nya, conta com aporte do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

    As inscrições para a seletiva do projeto Eu Sou Músico, que oferece formação musical aos participantes, vão até 10 de maio; iniciativa foi idealizada pelo produtor cultural Sherwin Morris | Foto: Divulgação

    As inscrições devem ser feitas pela internet. Podem participar jovens de São Sebastião, com idade a partir de 16 anos. Não é preciso ter experiência profissional na música. Os inscritos participarão de audições em 17 e 24 de maio, às 14h, no Centro Educacional São Francisco, em São Sebastião.

    São dez vagas, sendo duas destinadas a pessoas com deficiência. Os aprovados participarão do curso, que tem duração de oito meses. A formação inclui oficinas de técnica vocal e composição, ministradas por profissionais renomados, além de mentorias exclusivas.

    Os participantes também receberão ajuda de custo. As aulas ocorrerão aos sábados, das 15h às 17h, a partir de 7 de junho, na sede do Instituto Cultural Congo Nya. “Tem uma galera que tem aptidão para a questão da arte, a gente vem tentar suprir essa parte com o nosso trabalho. É uma oportunidade. As aulas serão aos sábados, dia em que a maioria não trabalha, e tem uma contribuição mensal, uma ajuda de custo para passagem e alimentação”, destacou Sherwin Morris.

    Ao final do curso, haverá um show gratuito para que os participantes mostrem as músicas autorais escritas durante as atividades. “O projeto foca em oferecer formação musical, principalmente na área de canto, mas também em aumentar a autoestima, fazer as pessoas acreditarem em si mesmo, oferecer oportunidades. E, futuramente, a gente está falando também de geração de emprego e renda, girando a cadeia produtiva da cidade”, arrematou o produtor cultural.

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  • Campanha Solidariedade Salva vai arrecadar alimentos na festa de aniversário de Brasília

    Campanha Solidariedade Salva vai arrecadar alimentos na festa de aniversário de Brasília

    Que tal aproveitar a programação do aniversário de Brasília e ainda ajudar a cuidar de quem mais precisa? A campanha Solidariedade Salva estará presente na comemoração com a arrecadação de alimentos não perecíveis para famílias em situação de vulnerabilidade social. Para participar, basta levar alimentos não perecíveis e entregar nos pontos de coleta, instalados nas entradas principais e nos camarotes – a estrutura dos shows foi montada na Esplanada dos Ministérios. Recomenda-se a doação de 2 kg de alimentos. O gesto não é obrigatório, mas uma demonstração de solidariedade com o próximo.

    A preferência é por doação de alimentos que compõem a cesta básica | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Serão arrecadados alimentos não perecíveis, preferencialmente os que compõem os itens de uma cesta básica (arroz, feijão, óleo, leite, açúcar, macarrão, flocão, etc). Para realmente atender a quem mais precisa, o cidadão deve ter atenção a alguns cuidados. Os alimentos precisam estar com o prazo de validade em dia e não podem estar abertos – produtos nestas condições não serão aceitos.

    Neste ano, a campanha já arrecadou 27,7 mil doações na partida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, na Arena BRB Mané Garrincha

    Liderada pela primeira-dama Mayara Noronha Rocha, a campanha é promovida pela Chefia Executiva de Políticas Sociais, vinculada ao gabinete do governador Ibaneis Rocha. A iniciativa foi incluída no calendário oficial do DF em agosto de 2024, com a publicação do Decreto nº 46.115/2024 no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

    “Brasília faz 65 anos, e o maior presente que podemos dar à nossa cidade é olhar com carinho para quem mais precisa”, salienta a primeira-dama. “O Solidariedade Salva nasceu da vontade de transformar celebração em cuidado, festa em acolhimento. Cada alimento doado carrega muito mais do que sustento – leva dignidade, esperança e amor. E é por isso que afirmamos com orgulho: Brasília é a Capital da Solidariedade.”

    Neste ano, a campanha já arrecadou 27,7 mil doações na partida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, na Arena BRB Mané Garrincha | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    A chefe de gabinete da Chefia Executiva de Políticas Sociais do DF, Talita Mattosinhos, afirma que as parcerias com eventos para a arrecadação de alimentos têm dado certo e concretizado a missão do projeto. Neste ano, a campanha já arrecadou 27,7 mil doações na partida pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, na Arena BRB Mané Garrincha. Os alimentos foram entregues como contrapartida dos ingressos de meia-entrada solidária e até mesmo por parte de pessoas que decidiram doar espontaneamente.

    “Preparamos com muito carinho três dias de festa como um verdadeiro presente para a população do Distrito Federal. É uma programação gratuita, diversa e pensada para todas as idades – para que cada brasiliense se sinta valorizado e parte dessa celebração pelos 65 anos da nossa capital”, descreve Mattosinhos. “É um momento de alegria e, também, um chamado à solidariedade. Por isso, convidamos todos que forem aos eventos a levarem 2kg de alimento não perecível. Com esse gesto simples, cada pessoa ajuda a transformar a festa em cuidado e esperança para milhares de famílias.”

    As apresentações musicais do aniversário de 65 anos de Brasília começam neste sábado (19), com os cantores Wesley Safadão e Léo Santana. Domingo (20) terá Fagner, Mari Fernandez e o clássico espetáculo O Grande Encontro, com Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo.

    Já na segunda-feira (21), data oficial do aniversário de Brasília, o público poderá curtir shows das bandas Menos É Mais e BenzaDeus, além da dupla Zé Neto & Cristiano, que gravará novo conteúdo audiovisual direto do palco brasiliense. No mesmo dia, terá também espetáculo pirotécnico e o encerramento oficial das celebrações.

    Toda a programação é gratuita. Para saber mais detalhes e conferir outras atrações culturais do aniversário, acesse o site da Agência Brasília.

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  • Brasilienses e turistas aproveitam a Sexta-feira Santa no Jardim Botânico e no Zoológico de Brasília

    Brasilienses e turistas aproveitam a Sexta-feira Santa no Jardim Botânico e no Zoológico de Brasília

    Famílias, turistas e moradores da capital aproveitaram o feriado prolongado para curtir os espaços ao ar livre da cidade. Centenas de pessoas escolheram a Sexta-feira Santa (18) para visitar o Jardim Botânico (JBB) e o Zoológico de Brasília, que estão com acesso gratuito devido ao programa do Governo do Distrito Federal (GDF), Lazer Para Todos, que estendeu a entrada franca desde a quinta-feira (17) a segunda-feira (21).

    Brasiliense, o analista jurídico Ramon Lopes, 36 anos, levou a filha Luana, 2, para conhecer os animais no Zoológico. O preferido da menina foi o elefante. “Vi como uma oportunidade de mostrar animais que ela ainda não conhece e também porque eu e minha esposa, quando crianças frequentávamos bastante o Zoológico, então quisemos passar essa cultura para ela”, revelou.

    Ramon Lopes levou a pequena Luana para ver o elefante e os outros bichos do zoológico | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    A gratuidade foi uma surpresa boa para a família. “Chegamos aqui cedo para não pegar fila e foi superagradável descobrir que estava com entrada franca no feriado. Sem dúvidas, com o acesso de graça, o fluxo de entrada é mais rápido e, como mais pessoas visitam, isso é importante para o comércio, para quem tem lanchonete ou vende lanches aqui”, analisou.

    A dentista Gabriela Moreira, 25, também reuniu a família no Zoológico. Ela, o marido Alessandro e a filha Izie vieram de Tocantins, para passar o feriado na capital federal. “A gente costuma passar as datas comemorativas em Brasília. Vi que a entrada estava de graça, então quis trazer a minha filha. Estamos amando a experiência. É um ambiente bem espaçoso e dá para ver que os animais são bem cuidados”, comentou.

    A dentista Krislibiane Tomish foi surpreendida pela gratuidade da entrada no zoológico e aprovou a medida: “Deu para economizar bem”

    O Zoológico foi o destino escolhido pela dentista Krislibiane Tomish, 40, para um dia com o marido Alexandre e os três filhos Catherine, Sophie e Alexandre. “Viemos de Goiânia para trazer as crianças para essa experiência de ver os animais e interagir com a natureza. Brasília é uma cidade que a gente sempre vem por ser muito cultural”, disse. “Não sabíamos que estaria de graça e foi uma surpresa boa, porque deu para economizar bem”, completou.

    O diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto, comemorou a ampla visitação do público. “É uma grande satisfação abrir as portas do nosso Zoológico gratuitamente durante o feriado prolongado. É uma oportunidade valiosa para promover a educação ambiental e sensibilizar a população sobre a importância da conservação das espécies ameaçadas”. Até o último domingo, o Zoo já havia acumulado 30.400 visitantes gratuitos pelo programa.

    Incentivo

    Thaís Macedo comemorou o aniversário da mãe com um piquenique no Jardim Botânico

    O Jardim Botânico de Brasília também atraiu vários frequentadores nesta sexta-feira. O advogado Marcelo Santos, 45, disse que o passeio aconteceu graças ao incentivo da gratuidade. “Já tinha muito tempo que a gente não vinha. A última vez que a gente veio a Luna tinha apenas 1 ano. Com toda a certeza o acesso gratuito foi o que nos fez estar aqui hoje”, disse.

    Já a professora Thaís Macedo, 42 anos, descobriu a gratuidade apenas quando chegou ao local. Ela e os familiares marcaram um piquenique para comemorar o aniversário da mãe. “Foi uma coincidência e uma grata surpresa termos marcado o aniversário aqui bem no dia da gratuidade”, afirmou. “Acho que é uma iniciativa importante porque a população mais carente não tem como acessar esse espaço se ele não for gratuito”, acrescentou. Desde o início do programa, o JBB recebeu 9.569 visitantes gratuitamente.

    Lazer para Todos

    O Lazer para Todos foi instituído em 27 de março pelo governador Ibaneis Rocha por meio do decreto nº 47.009, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). O programa estabelece a entrada gratuita ao Jardim Botânico e ao Zoológico de Brasília aos domingos e feriados. A execução fica a cargo da Secretaria de Meio Ambiente (Sema-DF), do Jardim Botânico de Brasília e do Zoológico de Brasília.

    Devido ao feriado da Semana Santa e ao aniversário de Brasília, o GDF estendeu o programa. Serão cinco dias de gratuidade de quinta-feira a segunda-feira. O Zoológico funcionará todos os dias, das 8h às 16h. Já o Jardim Botânico de Brasília estará aberto de quinta-feira a domingo, das 9h às 17h. Na segunda-feira, o espaço ficará fechado para manutenção seguindo as normas internas do JBB.

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  • Léo Santana, Wesley Safadão e Os Melhores do Mundo estão entre atrações do aniversário neste sábado (19)

    Léo Santana, Wesley Safadão e Os Melhores do Mundo estão entre atrações do aniversário neste sábado (19)

    As comemorações do aniversário de 65 anos de Brasília na Esplanada dos Ministérios têm início neste sábado (19) a partir das 14h. Gratuita, a programação inclui shows de artistas como Léo Santana, Wesley Safadão, Dhi Ribeiro, e a companhia teatral Os Melhores do Mundo, entre outros, que a população poderá acompanhar utilizando o transporte público gratuito pelo programa Vai de Graça.

    Confira, aqui, a programação do dia:

    Sábado, 19 de abril

    14h – Abertura oficial: Solenidade institucional
    14h – Dih Ribeiro (artista local)
    15h – Inauguração da exposição fotográfica Brasília Ontem e Hoje
    15h10 – Eduardo & Mônica (artista local)
    16h20 – Willian & Marlon (artista local)
    17h30 – Enzo & Rafael (artista local)
    18h40 – Samuel Rocha (artista local)
    19h50 – Heverton & Heverson (artista local)
    20h – Os Melhores do Mundo (Teatro Nacional)
    21h – Show nacional: Wesley Safadão
    23h – Show nacional: Léo Santana
    2h – Encerramento do dia

    Vale lembrar que todos os eventos serão de livre acesso, sem a necessidade de retirada de ingressos. Todas as informações sobre acessos, horários, o que pode e o que não pode ser levado pode ser conferido aqui.

    As apresentações na Esplanada ocorrerão em um megapalco montado especialmente para o evento, com telões, passarela e uma estrutura completa que inclui camarotes, área kids, espaço pet, roda-gigante, tirolesa e praça de alimentação.

    Créditos da Notícias

  • Confira as alterações no trânsito durante as festividades do 65º aniversário de Brasília

    Confira as alterações no trânsito durante as festividades do 65º aniversário de Brasília

    Entre sábado (19) e segunda-feira (21), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal realizará controle de tráfego nas vias S2 e N2 da Esplanada dos Ministérios, em apoio à Polícia Militar, para garantir a segurança das mais de 150 mil pessoas esperadas nas comemorações do 65º Aniversário de Brasília. As intervenções no trânsito acontecerão das 14h às 2h do dia seguinte.

    Os agentes de trânsito farão o controle do tráfego de veículos nas vias adjacentes durante todo o período do evento, coibindo o estacionamento em local proibido ou que prejudique a fluidez nas vias a fim de garantir a segurança nas proximidades dos locais de shows e a incolumidade física do público. A sinalização dos locais será implantada na noite de sexta-feira (18).

    A Unidade de Operações Aéreas (Uopa) atuará com o helicóptero Sentinela, a fim de ter uma visão privilegiada e abrangente de toda a área do evento, possibilitando o monitoramento em tempo real das condições de tráfego, a identificação imediata de pontos de congestionamento e a indicação de rotas alternativas, fazendo a coordenação eficiente das equipes em solo, principalmente em horários críticos de chegada e dispersão do público.

    Artes: Detran-DF

    As orientações repassadas pela equipe do Sentinela serão utilizadas para reposicionamento das equipes em áreas com maior necessidade e fechamento ou abertura de vias conforme a dinâmica do fluxo, além de auxiliar na implementação de rotas alternativas em casos de obstrução de vias.

    Já a Unidade de Motociclistas Operacionais (Umop) atuará de forma a proporcionar mobilidade tática avançada para as operações de trânsito durante o evento, oferecendo capacidade de resposta rápida, versatilidade de deslocamento e presença ostensiva em áreas de difícil acesso para outros veículos.

    Para isso, os motociclistas do Detran-DF farão intervenção imediata em pontos críticos de congestionamento, fiscalização dinâmica em áreas de estacionamento irregular e pontos de parada e desembarque não autorizados, além de coibir infrações de trânsito e proporcionar resposta rápida a incidentes e emergências. A escolta de veículos de emergência, como ambulâncias e Corpo de Bombeiros, por exemplo, e comboios oficiais ficará a cargo dos motociclistas operacionais do Detran-DF.

    “É importante que todos estejam atentos às orientações dos agentes de trânsito e dos policiais militares, trafegando com muita atenção e velocidade reduzida, para que o tráfego de pedestres transcorra de forma segura e que possamos realmente festejar com alegria e segurança o aniversário de nossa cidade”, ressalta o diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, Glauber Peixoto.

    Vale estacar que o Buraco do Tatuí sentido norte está em obras. Outra informação importante é que o controle de acesso ao estacionamento da Cúria será realizado pelo pessoal da Catedral, sendo a entrada e saída realizadas pela via S2. Na entrada do túnel do Itamaraty, o Detran-DF fará controle da entrada e saída de veículos de PCD e Idosos para os estacionamentos e impedirá a entrada de pedestres pelo túnel. Os agentes implantarão dois pontos de travessia de pedestres nas extremidades da alça leste do Eixo Rodoviário, com a presença de viaturas a partir das 13h para facilitar o tráfego de pedestres que se dirigem aos locais de show.

    *Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF)

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  • Fagner e O Grande Encontro comandam o aniversário de 65 anos de Brasília com muito forró e MPB neste domingo (20)

    Fagner e O Grande Encontro comandam o aniversário de 65 anos de Brasília com muito forró e MPB neste domingo (20)

    Neste domingo (20), a programação do aniversário de 65 anos de Brasília terá uma festa recheada de forró e MPB. A Esplanada dos Ministérios vai receber grandes nomes, como o cantor cearense Fagner e o trio O Grande Encontro, formado por Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo. A programação é gratuita e promete emocionar o público com clássicos da música popular brasileira.

    O cantor cearense Fagner morou em Brasília nos anos 1970 – cursou arquitetura na UnB e  venceu o prêmio de música popular brasileira do UniCeub | Fotos: Divulgação

    Natural do Ceará, Fagner é conhecido por sucessos como Borbulhas de Amor, Espumas ao Vento, Deslizes e Canteiros. Fagner morou em Brasília nos anos 1970, quando estudou arquitetura na Universidade de Brasília e fez inúmeros amigos na cidade, entre eles Clésio e Clodo Ferreira, que compuseram Revelação. 

    Foi na capital que Fagner se destacou no prêmio de música popular brasileira do UniCeub, e dali viria a se tornar um dos maiores nomes do gênero. Entre idas e vindas para se apresentar no Distrito Federal, o artista fincou mais um capítulo na relação com a cidade ao lançar, em 2020, o álbum Raimundo Fagner e Zeca Baleiro – Ao vivo em Brasília, 2002.

    Para facilitar o acesso da população às festividades, o programa Vai de Graça garantirá gratuidade no transporte público

    Já o trio O Grande Encontro, que reúne Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, tem uma conexão especial com a capital federal. Alceu Valença, por exemplo, compôs a música Plano Piloto em parceria com Carlos Fernando, em homenagem à cidade, e eternizada na voz de Luiz Gonzaga. Ele também escreveu o sucesso Te amo, Brasília.

    Na bruma leve das paixões que vêm de dentro, o trio estará na capital neste domingo para cantar sucessos como Anunciação, Coração Bobo, Banho de Cheiro, Dia Branco, e Dona da Minha Cabeça, entre outras.

    A noite ainda terá apresentação da cantora Mari Fernandez, e um show de luzes com drones, a partir das 23h50, para a população celebrar a virada do aniversário de Brasília, eternizado no 21 de abril. As demais informações do evento podem ser conferidas aqui.

    O trio O Grande Encontro, formado por Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, será uma das atrações da programação do aniversário de Brasília neste domingo (20)

    Confira a programação de domingo (20): 

    · 14h – Abertura
    · 14h – Teatro infantil e atividades recreativas
    · 15h – Rock Beats (artista local)
    · 16h10 – Digão (artista local)
    · 17h20 – Miguel Santos (artista local)
    · 18h30 – Show nacional: Fagner
    · 19h – TJ Fernandes (Teatro Nacional)
    · 20h30 – Show nacional: O Grande Encontro (Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo)
    · 22h – Show nacional: Mari Fernandez
    · 23h50 – Show de luzes com drones
    · 2h – Encerramento do dia

    Vai de graça 

    Para facilitar o acesso da população às festividades, o programa Vai de Graça garantirá gratuidade no transporte público, incluindo ônibus e metrô, de quinta-feira (17) até segunda-feira (21). 

    Os passageiros podem utilizar Cartão Mobilidade, Vale-Transporte, Especial (PcD), Idoso (sênior) ou Passe Livre Estudantil para a liberação automática na catraca. Na ausência dessas opções, cartões de crédito e débito também serão aceitos sem qualquer cobrança.

    Crédito da Matéria

  • O tempo em infusão: redescobrindo a Casa de Chá aos 65 anos de Brasília

    O tempo em infusão: redescobrindo a Casa de Chá aos 65 anos de Brasília

    Em meio às curvas de concreto que deram forma à utopia modernista de Brasília, há um cantinho onde o tempo parece descansar. A Casa de Chá, discreta e elegante como a própria cidade, guarda histórias de encontros, contemplação e silêncios embalados pelo aroma de infusões delicadas – além de um cardápio repleto de referências ao Cerrado, vegetação que cerca e compõe o Quadradinho.

    Projetada entre 1965 e 1966 pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, a Casa de Chá foi concebida para ser um ponto de encontro e um local para reuniões e descanso na monumental Praça dos Três Poderes. O “restaurante da Praça dos Três Poderes”, como o próprio arquiteto nomeou em seu livro Quase Memórias, reunia os trabalhadores da região que frequentavam o local após o dia de serviço, com rodas de violão e cantorias no lado de fora. O auge da movimentação foi nos anos 1970 e 1980.

    Reinaugurado em 2024 em formato de café-escola, o espaço busca retomar o propósito de Oscar Niemeyer e tem demonstrado fôlego para reunir tantas pessoas e memórias quanto em décadas passadas. Agora sob gestão do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-DF), o espaço se dedica à gastronomia e à qualificação profissional com a promoção de cursos. A Casa também funciona como Centro de Atendimento ao Turista (CAT), em uma cooperação técnica entre o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Turismo (Setur-DF).

    Em tempos de cafés apressados e bebidas para viagem, a Casa de Chá resgata o ritual de saborear a bebida com calma em um refúgio especial, mantendo viva a tradição de servir, em xícaras de porcelana, memórias de uma cidade que completa 65 anos.

    “Há quase um ano anunciamos uma proposta robusta, por meio da Fecomércio, do Senac, que foi a reformulação do espaço. Em 70 dias, reinauguramos a Casa de Chá e entregamos um restaurante-escola de qualidade, um presente para a cidade. Já recebeu mais de 115 mil pessoas em menos de um ano e é exemplo para todo o país. Moradores e visitantes mereciam um espaço para alimentação, descanso e entretenimento no centro da Praça dos Três Poderes”, afirmou o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo.

    Projetada entre 1965 e 1966 pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer, a Casa de Chá foi concebida para ser um ponto de encontro e um local para reuniões e descanso na monumental Praça dos Três Poderes | Fotos: Divulgação/Setur-DF

    Essa não foi a primeira intervenção que este GDF fez no local. Em 2019, o espaço foi pintado, teve o mármore do piso polido e as paredes receberam limpeza específica para o mármore bruto. Além disso, o mapa localizado em frente ao CAT, que estava com a imagem apagada devido à ação do tempo, foi trocado. O mobiliário e decoração da unidade foram cedidos por designers da cidade, em parceria com a Associação dos Designers de Produto do Distrito Federal (Adepro-DF).

    Reconhecimento internacional

    A Casa de Chá atingiu mais de 115 mil atendimentos desde a reabertura, em julho de 2024. Atualmente, o espaço recebe uma média de 12,5 mil visitantes por mês, firmando sua posição como um dos principais pontos turísticos de Brasília. O reconhecimento não vem só de quem mora ou visita a capital. No ano passado, o local foi citado na lista 150 Tea House You Need to Visit Before You Die (150 casas de chá que você precisa visitar antes de morrer, em tradução livre), da jornalista britânica Léa Teuscher.

    Para o diretor do Senac-DF, Vitor Corrêa, os números e o reconhecimento refletem o quanto o café-escola tem se consolidado como um espaço de formação, acolhimento e experiências gastronômicas no DF.

    “Ter esse espaço é um orgulho para o Senac, especialmente ao celebrar os 65 anos de Brasília com chá, café, cerveja, drinks ou vinho — tudo com o DNA de Brasília, respeitando o Cerrado e o saber local. É um ambiente que homenageia os modernistas, construtores e idealizadores da cidade, mas também valoriza as gerações atuais, com designers, artesãos e produtores locais. A Casa de Chá é uma síntese de Brasília — e Brasília, uma síntese do Brasil”, destacou.

    Reinaugurado em 2024 em formato de café-escola, o espaço busca retomar o propósito de Oscar Niemeyer e tem demonstrado fôlego para reunir tantas pessoas e memórias quanto em décadas passadas

    Pelos olhos de um Niemeyer

    O fotógrafo carioca Kadu Niemeyer, 71, neto do símbolo da arquitetura brasileira com reconhecimento mundial, Oscar Niemeyer, tinha apenas 6 anos quando a família se mudou do Rio de Janeiro para viver na recém-capital do país, que completa 65 anos este ano. Acompanhando o trabalho do avô durante 54 anos, ele pôde registrar de perto cada nuance da fundação de Brasília e acumular memórias vivas em diferentes espaços.

    Entre eles, a Casa de Chá, que visitou em 2 de abril deste ano. À Agência Brasília, ele detalhou que estar no local foi como abrir um álbum de memórias que mistura arquitetura, cultura e convivência. “A relação da nossa família com a Casa de Chá e com todas as obras de meu avô é profundamente emocional e histórica. Meu avô sempre foi apaixonado por criar espaços que unissem beleza, simplicidade e funcionalidade, mas também que proporcionassem encontros e momentos de convivência. A Casa de Chá reflete isso: é um lugar onde arquitetura e vida se misturam de maneira única”, declarou.

    À frente da administração do escritório de Oscar Niemeyer, Kadu tem como objetivo preservar a imagem e o legado da família. Ele lembra das histórias sobre como o avô idealizou a Casa de Chá como um ponto de encontro e refúgio na Praça dos Três Poderes.

    “Ele queria que fosse um lugar onde as pessoas pudessem se conectar, refletir e apreciar a beleza de Brasília. Recentemente estive na Casa de Chá e a sensação de olhar pelas janelas, que oferecem uma vista livre do horizonte, é fantástica. É como se o espaço fosse uma extensão da própria cidade, com suas curvas ousadas e a integração harmoniosa com o Cerrado. Também me lembro das conversas sobre como a arquitetura pode transformar um espaço público em um lugar de pertencimento e identidade”, acrescentou.

    Durante a visita, um item que chamou a atenção de Kadu ao experimentar o cardápio, junto a esposa, foi o requeijão com sabor de pequi. “Os sabores do Cerrado são uma verdadeira celebração da biodiversidade brasileira. E conseguem realçar o sabor com delicadeza, vale a pena experimentar. Inclusive tem uma entrada com o nome de meu avô que é muito saborosa, mistura a simplicidade que ele tinha com a magnitude de ingredientes únicos”, recomendou.

    Funcionamento

    Para muitos que não conhecem Brasília – e até para os que muitas vezes passam por ali e não sabem onde fica – a Casa de Chá se situa no subsolo da Praça, com acesso por uma ampla escadaria, frontal ao Pavilhão Nacional. Funciona de quarta-feira a domingo, das 10h30 às 19h30 e, para quem pretende fazer a visita no domingo, pode usufruir do programa Vai de Graça, que garante a gratuidade do transporte público para a população.

    É possível fazer reservas online, para as quais são separadas 40% das mesas, mas também há atendimento por ordem de chegada. Às segundas, não há atendimento no café, mas, para quem desejar, é possível visitar o espaço e obter informações no CAT.

    Créditos da Notícias

  • Cardápio especial marca a Sexta-feira Santa nos restaurantes comunitários do DF

    Cardápio especial marca a Sexta-feira Santa nos restaurantes comunitários do DF

    Sexta-feira Santa é um dia sagrado para os cristãos, que evitam comer carne vermelha na data. Por isso, o peixe no almoço virou uma tradição. E não seria diferente nos restaurantes comunitários do Distrito Federal. Nesta sexta (18), seguindo o costume, os locais ofereceram uma moqueca de peixe ao público – com ovos mexidos como alternativa, acompanhados de arroz, feijão, pirão e salada, além do suco e da fruta de sobremesa.

    Os restaurantes comunitários do Distrito Federal serviram um cardápio temático nesta Sexta-feira Santa: moqueca de peixe, com arroz, feijão, pirão e salada | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    “O restaurante comunitário é um lugar onde as famílias se reúnem para fazer as refeições, confraternizar. E 13 dos 18 equipamentos do DF funcionam normalmente durante o feriado. Como muitos brasileiros gostam de comer peixe nesta data e têm isso como uma tradição, decidimos substituir, excepcionalmente, a feijoada de sexta para atender um número maior de pessoas e receber essas famílias”, ressaltou a secretária de Desenvolvimento Social do DF, Ana Paula Marra.

    O público aprovou a ação. “Hoje eu só como peixe, é tradição. E aqui está ótimo, uma maravilha, uma benção”, definiu a dona de casa Neuza Maria de Jesus, que ainda contou ir com frequência ao restaurante comunitário do Sol Nascente.

    A dona de casa Neuza Maria de Jesus aprovou o menu especial: “Hoje eu só como peixe, é tradição. E aqui está ótimo, uma maravilha, uma benção”

    O pedreiro Adomiran Siqueira é outro que vai “de manhã, de tarde e de noite” ao local. Evangélico, ele relatou que “a vida toda, desde criança” costuma comer peixe na Sexta-feira Santa: “Hoje está maravilhoso. Estou levando [marmitas] para casa para o pessoal que está aguardando aproveitar também essa ceia, que está bacana.”

    A aposentada Irineia Pereira também levou marmitas para casa: “Vou levar para meu esposo e para uma filha. Pego comida quase direto aqui, difícil eu fazer em casa. O preço é bom”.

    A aposentada Irineia Pereira aproveitou para garantir o almoço dos familiares que ficaram em casa: “Vou levar para meu esposo e para uma filha. Pego comida quase direto aqui, difícil eu fazer em casa”

    Atualmente, o DF conta com 18 restaurantes comunitários, dos quais 13 funcionam todos os dias da semana – incluindo domingos e feriados –, com oferta de café da manhã, almoço e jantar. Juntas, as unidades servem, em média, 50 mil refeições por dia. Os cardápios de cada dia estão disponíveis no site da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). 

    Os preços são populares: enquanto o almoço sai por R$ 1, o café e o jantar custam R$ 0,50 cada, totalizando um custo de R$ 2 para as três refeições do dia. Pessoas em situação de rua, cadastradas junto à Sedes, podem comer gratuitamente – só no ano passado, 900 mil refeições foram servidas a esse público.

    Os cardápios temáticos são adotados frequentemente nos restaurantes comunitários em datas especiais. No Natal, por exemplo, as unidades ofereceram uma ceia, com direito a música e presença do Papai Noel. Tais ações reforçam a vocação do espaço de, além de oferecer alimentação de qualidade a preços populares, servir como espaço de convivência para a população.

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  • Via Sacra de Planaltina terá reforço de 80 refletores

    Via Sacra de Planaltina terá reforço de 80 refletores

    Em apoio à realização da Via Sacra de Planaltina — um dos maiores espetáculos religiosos a céu aberto do país — a CEB Ipes instalou 80 refletores de iluminação provisória no Morro da Capelinha, palco da tradicional encenação da Paixão de Cristo no Distrito Federal.

    O reforço na iluminação tem o objetivo de garantir mais sensação de segurança, visibilidade e conforto para o público estimado em milhares de pessoas e voluntários envolvidos na montagem do espetáculo. O Morro da Capelinha é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do DF, e a Via Sacra, realizada há mais de 50 anos, é um dos eventos mais emblemáticos do calendário religioso e cultural da região.

    Além dos 80 refletores, a CEB Ipes também realizou vistorias preventivas no entorno e garantiu o funcionamento pleno do sistema de iluminação pública da região | Foto: Divulgação/CEB Ipes

    De acordo com o presidente da CEB, Edison Garcia, a iluminação pública vai além do serviço essencial. Ela promove segurança, acolhimento e possibilita o uso pleno dos espaços urbanos: “Em um evento dessa magnitude, com grande circulação de pessoas, é fundamental garantir uma estrutura segura e eficiente”.

    Além dos 80 refletores, a CEB Ipes também realizou vistorias preventivas no entorno e garantiu o funcionamento pleno do sistema de iluminação pública da região.

    *Com informações da CEB Ipes

    Créditos da Notícias

  • Filmes que celebram o DF serão exibidos em mostra comemorativa aos 65 anos da cidade e do Cine Brasília

    Filmes que celebram o DF serão exibidos em mostra comemorativa aos 65 anos da cidade e do Cine Brasília

    O Distrito Federal será o grande protagonista da mostra cinematográfica que estreia no Cine Brasília na sexta-feira (19) em celebração aos 65 anos da cidade e do equipamento público, que foi inaugurado um dia depois da nova capital. Batizada de Brasília em Cena, a programação terá três dias e contará com sessões com filmes de ficção e documentários que retratam a história e o cenário da capital federal.

    “Montamos a mostra Brasília em Cena com filmes de Brasília e sobre Brasília nesse recorte da capital como palco em vários tipos de situações: futuro, passado, política, grandes personalidades… São filmes marcantes e emblemáticos que reverenciam Brasília”, explica a diretora do Cine Brasília, Sara Rocha.

    O Cine Brasília recebe a mostra Brasília em Cena, com programação de três dias e sessões com filmes de ficção e documentários que retratam a história e o cenário da capital | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Entre os destaques da programação está o Manual do Herói, dirigido por Fauston da Silva, que terá sessões sábado (19) e domingo (20), às 10h, e segunda (21), às 14h. O longa-metragem infanto juvenil acompanha a história de Agnus, um jovem que após ser assaltado em ônibus ganha de uma misteriosa heroína mascarada um livro milenar que retrata um mundo povoado por heróis, vilões e omissos. A obra foi gravada com financiamento do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e com locações em Ceilândia, Águas Claras, Taguatinga e Samambaia.

    A curadoria traz também filmes premiados no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, como Branco Sai, Preto Fica, de Adirley Queiroz, vencedor da 47ª edição, e A Câmara, de Cristiane Bernardes e Tiago de Aragão, melhor filme do júri popular no ano passado.

    O primeiro longa se passa em Ceilândia e é baseado na história real de dois homens negros, um que perdeu a perna e o outro que ficou em uma cadeira de rodas após a invasão da polícia a um baile de black music na periferia, que tem a vida impactada pela chegada de um terceiro que vem do futuro. Já o segundo é um documentário sobre o dia a dia das deputadas federais de diferentes partidos políticos em 2022, refletindo a sub-representação no Congresso Nacional.

    “Montamos a mostra Brasília em Cena com filmes de Brasília e sobre Brasília nesse recorte da capital como palco em vários tipos de situações: futuro, passado, política, grandes personalidades… São filmes marcantes e emblemáticos que reverenciam Brasília”, explica a diretora do Cine Brasília, Sara Rocha

    A mostra ainda terá atrações populares, como Eduardo e Mônica, de René Sampaio, e Somos Tão Jovens, de Antonio Carlos da Fontoura, e uma produção inédita nas telonas, Democracia em Vertigem, de Petra Costa. “Estamos trazendo também esses olhares de fora de Brasília que ajudam a construir esse panorama. Teremos o ineditismo do filme da Petra Costa que, na época, só foi lançado no streaming. Vai ser uma imersão bem gostosa para quem é apaixonado por Brasília”, acrescenta Sara.

    A programação no Cine Brasília faz parte das atrações oficiais dos 65 anos de Brasília. Além do cinema, Teatro Nacional Claudio Santoro e o Museu Nacional da República terão programações gratuitas de 19 a 21 de abril. A curadoria é da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF.

    Programação completa

    Com o tema “O melhor tempo é agora”, o aniversário de Brasília promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) terá uma programação diversificada. Entre os dias 17 e 21, a população poderá usufruir dos programas Vai de Graça e Lazer Para Todos, que oferecem gratuidade no transporte público e no acesso ao Jardim Botânico e ao Zoológico de Brasília.

    Os shows ocorrerão a partir do dia 19 na Esplanada dos Ministérios reunindo atrações de renome nacional, como Léo Santana e Wesley Safadão, e artistas locais, a exemplo dos grupos de pagode Menos É Mais, BenzaDeus e Doze por Oito, durante três dias.

    Eventos religiosos também integram a programação. Este ano, a Via Sacra na sexta-feira (18), no Morro da Capelinha, terá participação efetiva dos órgãos do GDF. A missa em ação de graças a Brasília será celebrada na segunda-feira, às 10h, pelo arcebispo Dom Paulo Cezar na Catedral Metropolitana de Brasília. A expectativa é receber 3 mil fiéis.

    Gastronomia e esporte complementam a festividade, com os festivais Restaurant Week, entre 14 e 27 de abril, Comida di Buteco, com programação de 11 de abril a 4 de maio, e a Maratona Brasília, nos dias 20 e 21.

    Mostra Brasília em Cena

    ⇒ Dia 19 de abril (sábado)

    10h – Manual do Herói, direção de Fauston da Silva
    14h – O Vazio de Domingo à Tarde (Sessão com acessibilidade), direção de Gustavo Galvão
    16h – Capitão Astúcia, direção de Filipe Gontijo
    18h – A Câmara, direção de Cristiane Bernardes e Tiago de Aragão
    20h – Branco Sai, Preto Fica, direção de Adirley Queiroz

    ⇒ Dia 20 (domingo)

    10h – Manual do Herói, direção de Fauston da Silva
    14h – Dulcina, direção de Glória Teixeira
    16h – O Último Cine Drive-In, direção de Iberê Carvalho
    18h10 – Rodas de Gigante, direção de Catarina Accioly
    20h20 – Somos Tão Jovens, direção de Antonio Carlos da Fontoura

    ⇒ Dia 21 (segunda-feira)

    14h – Manual do Herói, direção de Fauston da Silva
    16h – Plano B, direção de Getsemane Silva e Santiago Dellape
    18h – Democracia em Vertigem, direção de Petra Costa
    20h30 – Eduardo e Mônica, direção de René Sampaio.

    18/04/2025 - Filmes que celebram o DF serão exibidos em mostra comemorativa aos 65 anos da cidade e do Cine Brasília

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  • Museu de Arte de Brasília terá atividades gratuitas para celebrar o aniversário da capital

    Museu de Arte de Brasília terá atividades gratuitas para celebrar o aniversário da capital

    O Museu de Arte de Brasília (MAB) preparou uma programação especial para comemorar os 65 anos de Brasília. De sábado (19) a segunda-feira (21), o espaço oferece uma série de atividades gratuitas para pessoas de todas as idades.

    No sábado (19), haverá contação de histórias para bebês (de 18 meses a 3 anos), a partir das 10h30. Às 15h, o público poderá fazer uma visita guiada pelo museu, com intérprete de Libras, na mediação Olhar Fotográfico no MAB: Brasília e a Arquitetura Modernista. Fechando o dia, às 16h30, haverá uma oficina de arte abstrata a partir das obras de Galeno e Athos Bulcão, para crianças a partir de 4 anos.

    O Museu de Arte de Brasília (MAB) preparou uma programação especial para comemorar os 65 anos de Brasília | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    No domingo (20) e na segunda (21), às 10h30 haverá um teatro de luz e sombras para crianças com mais de 3 anos. Às 16h30, jovens e adultos podem conferir a oficina Brasília em Maquetes. A principal atividade da programação especial terá vez às 14h30. Trata-se da mediação Linhas que contam histórias, que promoverá uma caminhada entre o MAB, a orla do Lago Paranoá e a Concha Acústica, com visitas, inclusive, a lugares que não são abertos ao público, como os camarins da concha. Ao final, os participantes são convidados a participar de um piquenique coletivo no gramado do museu — cada um deve levar seu próprio lanche.

    Todas as atividades são gratuitas e não é necessário fazer inscrição. Porém, há um limite de vagas para cada uma delas. A programação completa está disponível nas redes sociais do museu.

    MAB Educativo

    As atividades especiais do aniversário de Brasília abrem a 3ª edição do MAB Educativo, cujo objetivo é promover ações de mediação cultural no Distrito Federal, ao longo de um ano. Escolas podem fazer o agendamento para levarem seus alunos na plataforma Conecta. A iniciativa conta com aporte do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC) e projeta receber 13 mil pessoas neste ano.

    “O MAB Educativo é um exemplo do impacto positivo que os projetos apoiados pelo Fundo de Apoio à Cultura (FAC) têm na formação cultural da nossa população. Lançar a 3ª edição da programação justamente no aniversário de Brasília é uma forma simbólica e potente de conectar a cidade à sua vocação artística. Mais do que celebrar a história da capital, é uma oportunidade de convidar o público a vivenciar experiências culturais diversas, inclusivas e profundamente ligadas ao espírito modernista de Brasília”, destacou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes.



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  • Único cinema de rua do DF, Cine Brasília chega aos 65 anos sendo redescoberto pelo brasiliense

    Único cinema de rua do DF, Cine Brasília chega aos 65 anos sendo redescoberto pelo brasiliense

    Quando Lucio Costa propôs o Plano Piloto da Nova Capital, em 1956, o urbanista imaginou um cinema a cada quatro quadras das asas Norte e Sul, dentro das chamadas Unidades de Vizinhança. O projeto vingou apenas no chamado Quadrilátero Modelo, que abrange as quadras 107, 108, 307 e 308 Sul, onde nasceu o Cine Brasília (EQS 106/107).

    Localizado na EQS 106/107, Cine Brasília é o único cinema de rua do DF, além de ser a maior sala de cinema do Brasil em atividade | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, o local foi o primeiro equipamento público cultural da cidade, aberto em 22 de abril de 1960, um dia depois da inauguração de Brasília. Hoje, é o único cinema de rua do Distrito Federal, além de ser a maior sala de cinema do Brasil em atividade, com capacidade para atender 620 pessoas.

    Ao longo dos anos, o espaço viveu altos e baixos – para além do tradicional Festival de Brasília do Cinema Brasileiro –, seja pela falta de programação contínua, seja pela estrutura que foi se deteriorando com o tempo. Mas, como uma joia, sobreviveu às mudanças temporais.

    Nos últimos anos, se modernizou, com reformas que melhoraram o espaço e trouxeram mais tecnologia, acessibilidade e conforto, e ampliou o acesso ao público, com programação ampla, regular e acessível definida por uma gestão compartilhada entre o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), e uma organização da sociedade civil (OSC).

    “O Cine Brasília vai completar 65 anos, mas pelo funcionamento intermitente que teve ao longo do tempo precisou ser reposicionado e reconstruído em sua história, o que vem acontecendo nos últimos anos”, explica Sara Rocha, diretora do Cine Brasília.

    “Estamos nesse processo de reposição para que ele seja redescoberto e integrado à rotina de lazer das pessoas, já que foi originalmente desenvolvido para ser uma sala de cinema pública com programação de qualidade a preços populares e uma alternativa às grandes cadeias, trazendo ao entretenimento camadas de reflexão”, revela.

    Sara Rocha: “O Cine Brasília vai completar 65 anos, mas pelo funcionamento intermitente que teve ao longo do tempo precisou ser reposicionado e reconstruído em sua história, o que vem acontecendo nos últimos anos”

    Memória afetiva

    Símbolo da resistência cultural da cidade, o espaço é um marco da memória afetiva de quem cresceu na capital. A pesquisadora de audiovisual Daniela Marinho, 40 anos, começou a frequentar o Cine Brasília na adolescência. Hoje, ela tem o cinema como seu ofício. É produtora-executiva e de atividades formativas do local. “Sempre foi o meu cinema favorito. Não tinha muitos amigos na escola, então era meu lugar de fuga, respiro, sonho, alento e, de certa forma, de conexão com o meu pai, que, na infância em Anápolis, de família adventista, fugia para ir ao cinema”, lembra.

    “Acho que me encantei pelo cinema brasileiro dentro do Cine Brasília. Foi o que me fez fazer Comunicação Social com habilitação em Audiovisual na UnB, pesquisar o cinema brasiliense e começar a trabalhar com mostras e exibições. Então, trabalhar aqui é, de fato, a realização de um sonho. É como se a cobra mordesse o próprio rabo, um símbolo de continuidade”, define.

    Um dos mais respeitados documentaristas brasileiros, Silvio Tendler, 75 anos, tem uma relação próxima com o local. “Desde o começo na minha carreira de cineasta tenho uma ligadura muito forte com o Cine Brasília. Comecei a frequentar os Festivais de Cinema de Brasília nos anos 1970, assim que voltei para o Brasil e, além de cinema, o palco se tornou espaço de grandes encontros e debates de cineastas de todo o país”, relembra Silvio.

    Nas memórias do também professor e historiador, ecoam os aplausos e participações da plateia nos festivais. “São muitas lembranças desse espaço de cinema. Na sala de exibição, lembro daquela plateia pulsante, que levantava durante os filmes e participava das exibições ativamente”, comenta Tendler.

    A pesquisadora de audiovisual Daniela Marinho frequenta o Cine Brasília desde a adolescência: “Acho que me encantei pelo cinema brasileiro dentro do Cine Brasília. Foi o que me fez fazer Comunicação Social com habilitação em Audiovisual na UnB”

    Formação de público

    Hoje, o Cine Brasília tem conquistado também novos públicos e aumentado o número de frequentadores. No ano passado, o espaço recebeu 91 mil pessoas. Só este ano, nos três primeiros meses, já foram registrados 45 mil espectadores.

    É o caso de Aline Peres, 34, que após conhecer o equipamento público em novembro do ano passado, tem ido pelo menos uma vez no mês ao espaço, atraída pela programação diversificada, preço acessível, boa localização e ambiente agradável.

    “Sempre gostei de filmes, principalmente os nacionais, mas os espaços de cinema de shopping nunca me agradaram. Então, esperava as obras chegarem aos streamings para assistir. Depois de conhecer o Cine Brasília essa minha relação mudou. Hoje, eu pesquiso mais sobre os filmes e participo dos debates promovidos aqui”, conta Aline.

    O primeiro contato foi quando ela se mudou para o Guará com a esposa e elas foram assistir ao filme vencedor do Oscar, Ainda Estou Aqui. “Antes disso, por morar no Entorno, a distância e a falta de tempo eram empecilhos para conhecer o local”, explica. “Mas lembro de ver o Cine Brasília através do ônibus, durante o percurso da Universidade de Brasília para Luziânia, achar o ambiente muito bonito e sempre pensar que um dia eu ia conhecer esse cinema”, acrescenta Aline.

    No ano passado, o Cine Brasília passou por reforma e ganhou acessibilidade nos banheiros, restauração da tela de projeção para exibições em 4K e impermeabilização do telhado, entre outros serviços

    Reformas e investimento

    Em 2024, o Cine Brasília passou por uma reforma estrutural com investimento de R$ 1,5 milhão, proveniente da Lei Paulo Gustavo. As obras incluíram a adequação da acessibilidade nos banheiros, restauração da tela de projeção para exibições em 4K, impermeabilização do telhado, reparos nas caixas de luz externas e restauro da obra Candango, exposta na entrada do cinema.

    O GDF também planeja ampliar o local, incluindo a construção de uma cinemateca para preservação e armazenamento de películas cinematográficas. A criação do anexo faz parte do projeto original de Oscar Niemeyer e será selecionada por meio de concurso público de arquitetura.

    “O Cine Brasília é um lugar que está muito na vida das pessoas, porque está ligado à cena cultural da cidade desde o início. Então as pessoas realmente têm relações afetivas com o espaço”, destaca o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes. “Temos feito inúmeras melhorias, e com a preocupação de sempre apresentar o melhor. A nossa ideia é, cada vez mais, expandir o acesso e trazer mais mostras e pessoas para cá”.

    Créditos da Notícias

  • Bicampeã sul-americana de atletismo vai participar da Maratona Brasília

    Bicampeã sul-americana de atletismo vai participar da Maratona Brasília

    A atleta pernambucana Mirelle Leite, 23, bicampeã sul-americana sub-23 nos 3 mil metros com obstáculos e embaixadora do time Neoenergia, será destaque na Maratona Brasília, uma das mais tradicionais corridas de rua do Distrito Federal. A prova é uma das atrações em comemoração ao 65º aniversário de Brasília e conta com o apoio da Neoenergia Brasília.

    Mirele, que já subiu no pódio em Brasília duas vezes, está se preparando para a Maratona de Los Angeles, daqui a três anos: “Vou me dedicar ao máximo para estar lá em 2028; isso vai representar um importante marco para ampliar a inclusão social dos povos originários no Brasil” | Foto: Divulgação/Neoenergia

    A largada será na segunda-feira (21), às 6h30, em frente ao Museu da República. A competição oferece percursos de 42 km (maratona), 21 km (meia maratona), 10 km, 5 km e 3 km (caminhada). Além disso, os corredores poderão participar dos desafios BSB 65 Anos e JK, que combinam provas de longa distância em dois dias consecutivos.

    Mirelle volta ao DF após correr duas provas na capital federal e subir no lugar mais alto do pódio nas duas vezes. “Brasília é sempre um lugar especial para mim”, afirma. “Sei a tradição da Maratona Brasília e espero repetir os meus resultados. Estou muito animada para essa prova”.

    Dedicação

    Natural da reserva Xukuru, no distrito de Cimbres, município de Pesqueira (PE), Mirelle Leite carrega o sonho de ser a primeira atleta brasileira indígena a representar o país nos próximos jogos, daqui a três anos, em Los Angeles (EUA).

    “Vou me dedicar ao máximo para estar lá em 2028; isso vai representar um importante marco para ampliar a inclusão social dos povos originários no Brasil”, afirma ela, que, além do bicampeonato sul-americano (2021-2022), venceu o brasileiro sub-18 (2019), e foi bicampeã brasileira sub-20, em 2020, e sub-23, em 2021.

    Apoiadora do esporte feminino, a Neoenergia, atualmente, conta com um grupo de oito atletas de várias modalidades,  que são as embaixadoras do time da companhia. Além de Mirelle Leite, atuam nesse time Rayane Soares (brasiliense e atleta paralímpica de atletismo), Bia Souza (judô), Ana Marcela Cunha (águas abertas), Antonia Silva (futebol), Ana Vitória Magalhães (ciclismo), Bruna Kajiya (kitesurfe) e Celine Bispo (natação).

    *Com informações da Neoenergia

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  • Concerto de rock e espetáculos de humor marcam a programação dos 65 anos de Brasília no Teatro Nacional

    Concerto de rock e espetáculos de humor marcam a programação dos 65 anos de Brasília no Teatro Nacional

    Reinaugurado no ano passado, o Teatro Nacional Claudio Santoro é um dos equipamentos públicos culturais do Distrito Federal que terá uma programação comemorativa aos 65 anos de Brasília. Serão dois dias dedicados às artes cênicas e outro à música, com apresentação de atrações locais a partir das 20h. A entrada é franca, mediante retirada de ingresso online.

    Para abrir a celebração, a cia Os Melhores do Mundo retorna à Sala Martins Pena com o espetáculo sucesso de público Hermanoteu na Terra de Godah. Criada em 1995, a peça é uma sátira aos filmes sobre o Antigo Testamento, se utilizando dos fatos e personagens históricos para fazer humor com o dia a dia da nossa realidade. No domingo é a vez do humorista TJ Fernandes apresentar um espetáculo de stand-up comedy.

    Para abrir a celebração, a cia Os Melhores do Mundo retorna à Sala Martins Pena com o espetáculo sucesso de público Hermanoteu na Terra de Godah | Foto: Melhores do Mundo/Divulgação

    Na segunda-feira, no dia do aniversário da cidade, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro sobe ao palco acompanhada de cinco músicos brasilienses para tocar clássicos do rock’n’roll. São eles: Kiko Peres (Natiruts), Dillo Araújo, Haroldinho Matos, Marcelo Barbosa (Angra) e Ticho Lavenère.

    “Teremos o rock sinfônico com cinco artistas muito importantes aqui da cidade. Tudo isso numa configuração de orquestra do clássico do rock, que vem dos Beatles passando por Rolling Stones, Scorpions, Pink and Floyd até chegar a Legião Urbana”, adianta o maestro Cláudio Cohen.

    A programação faz parte das atrações oficiais dos 65 anos de Brasília. Além do Teatro Nacional Claudio Santoro, o Cine Brasília e o Museu Nacional da República terão programações gratuitas de 19 a 21 de abril. A curadoria é da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec-DF).

    O maestro Cláudio Cohen e a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro sobem ao palco acompanhada de cinco músicos brasilienses para tocar clássicos do rock’n’roll | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Programação completa

    Com o tema “O melhor tempo é agora”, o aniversário de Brasília promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) terá uma programação diversificada. Entre os dias 17 e 21, a população poderá usufruir dos programas Vai de Graça e Lazer Para Todos, que oferecem gratuidade no transporte público e no acesso ao Jardim Botânico e ao Zoológico de Brasília.

    Os shows ocorrerão a partir do dia 19 na Esplanada dos Ministérios reunindo atrações de renome nacional, como Léo Santana e Wesley Safadão, e artistas locais, a exemplo dos grupos de pagode Menos É Mais, BenzaDeus e Doze por Oito, durante três dias.

    Eventos religiosos também integram a programação. Este ano, a Via Sacra na sexta-feira (18), no Morro da Capelinha, terá participação efetiva dos órgãos do GDF. A missa em ação de graças a Brasília será celebrada na segunda-feira, às 10h, pelo arcebispo Dom Paulo Cezar na Catedral Metropolitana de Brasília. A expectativa é receber 3 mil fiéis.

    Gastronomia e esporte complementam a festividade, com os festivais Restaurant Week, entre 14 e 27 de abril, Comida di Buteco, com programação de 11 de abril a 4 de maio, e a Maratona Brasília, nos dias 20 e 21.

    Teatro Nacional Claudio Santoro

    ⇒ Dia 19 de abril (sábado)

    20h – Espetáculo com Os Melhores do Mundo – Hermanoteu na Terra de Godah

    ⇒ Dia 20 (domingo)

    20h – Stand-up comedy com TJ Fernandes

    ⇒ Dia 21 (segunda-feira)

    20h – Concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional – Clássicos do Rock

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  • Teatro Nacional Claudio Santoro ressurge no coração de Brasília, democratizando a cultura

    Teatro Nacional Claudio Santoro ressurge no coração de Brasília, democratizando a cultura

    Na área central, entre a agitada circulação de pessoas na Rodoviária e o centro do poder nos ministérios, está um dos locais mais icônicos da cultura: o Teatro Nacional Claudio Santoro. O espaço tem uma história que se mistura com a da cidade. Com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, o equipamento cultural começou a ser construído três meses após a inauguração da nova capital. Mas foi apenas no aniversário de 1981 da cidade que foi entregue de forma completa à população – até então, ele funcionava de forma parcial.

    Com projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, o equipamento cultural começou a ser construído três meses após a inauguração da nova capital | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    No ano passado um novo capítulo foi escrito com a reinauguração da Sala Martins Pena encerrando um ciclo de quase 11 anos de interdição do teatro. Foram investidos R$ 70 milhões pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para reformar o espaço, em uma obra que representou mais do que a modernização e a adequação às exigências técnicas de segurança, acessibilidade e prevenção contra incêndios. Ela devolveu à capital um ambiente de democratização da cultura, onde arte e público se encontram.

    O servidor público Guaraci Paes, 56 anos, lembra que frequentava o Teatro Nacional mensalmente em sua juventude. “Perdi as contas de quantas vezes eu fui. Assisti a vários balés internacionais, todas as óperas clássicas e levava meus sobrinhos para os eventos de música clássica. Era um local sagrado para mim porque evocava esse sentimento de pertencimento com a cultura e a arquitetura de Brasília”, comenta.

    Quando o local fechou, Guaraci sentiu revolta. “Considerei um crime. Imagina quantas crianças se tornaram adultas sem ter acesso a esse aparelho cultural?”, se questionava. Já a reabertura trouxe uma felicidade imensurável: “É uma alegria tão grande que fico sem palavras”.

    Para Cláudio Cohen, a reabertura do teatro marca mais que um reencontro profissional – é um retorno às origens | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

    Alegria também foi como definiu o maestro Cláudio Cohen sobre o retorno ao espaço. “É uma sensação de pertencimento a um espaço mágico, da arte, da criatividade e da expressão”, acrescenta o regente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, que, após anos de peregrinação pelos equipamentos culturais da cidade, finalmente retornou ao espaço, onde agora faz concertos gratuitos todas as quintas, às 20h.

    Para Cohen, a reabertura marca mais que um reencontro profissional – é um retorno às origens. Ele esteve presente no concerto inaugural da orquestra, em 1980, como jovem violinista de apenas 16 anos. “É toda uma vivência e uma história que tenho com esse aparelho cultural. Olhando para o teatro visualizo todas essas décadas que vivi lá dentro e isso me traz uma energia muito positiva e um sentimento de alegria e tranquilidade”, complementa.

    Se o maestro revive memórias, a pequena Cecília Lisboa, de 7 anos, começa a escrever as suas. Quando nasceu, o teatro já estava interditado. Este ano, ao lado da mãe, a dentista Cinthia Lisboa, ela pôde entrar pela primeira vez no espaço para assistir a um concerto da orquestra.

    “Nós nunca havíamos ido ao Teatro Nacional antes. Acredito que com a reabertura a população pode novamente assistir gratuitamente a espetáculos em um espaço confortável e de fácil acesso. Além disso, a possibilidade de levar crianças torna a experiência ainda melhor, tornando o teatro um local acolhedor para toda família”, avalia Cinthia.

    A emoção ficou estampada no rosto da menina. Encantada com a Sala Martins Pena, ela acompanhou o concerto do início ao fim, sem desviar os olhos do palco. “Cecília acompanhou o concerto do começo ao fim, super atenta, e no final disse, toda empolgada, que tinha sido incrível”, conta a mãe.

    Patrimônio restaurado

    A obra de restauração do Teatro Nacional Claudio Santoro era aguardada há muitos anos. Antes mesmo da interdição do complexo cultural em 2014, o equipamento público já demonstrava a necessidade de intervenções. A reforma só veio oito anos depois do fechamento, quando este Governo do Distrito Federal (GDF) assumiu o desafio de restaurar um dos maiores complexos culturais do país.

    O processo de restauração contou com a participação de dois órgãos: a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), que é responsável pela gestão do equipamento público, e a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), que assumiu a responsabilidade pela execução e fiscalização da obra junto à empresa vencedora da licitação.

    Na primeira fase, foram realizadas adequações às normas atuais, com novas saídas de emergência, construção de reservatório para combate a incêndios, troca de toda a rede elétrica e hidráulica, além da substituição de materiais inflamáveis. A Sala Martins Pena e seu foyer foram totalmente restaurados, dando início à devolução do teatro à população.

    A segunda etapa da obra já está garantida e permitirá a restauração de todo o corpo do Teatro Nacional Claudio Santoro, incluindo o foyer da Villa-Lobos, as salas Villa-Lobos e Alberto Nepomuceno e o Espaço Dercy Gonçalves.

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  • Detran-DF fará alterações no trânsito para eventos religiosos

    Detran-DF fará alterações no trânsito para eventos religiosos

    O Departamento de Trânsito organizou esquemas de trânsito especiais para garantir a segurança dos fiéis que participarão de eventos religiosos em razão da Semana Santa. As intervenções ocorrerão na sexta-feira (18), pela manhã no Guará, à tarde e noite no Paranoá e no Setor P Norte; nas tardes de sábado (19), domingo (20) e quarta-feira (23) , na Ceilândia.

    Procissão Via Sacra Guará
    Na sexta-feira (18), das 8h30 às 12h, aproximadamente 10 mil fiéis sairão da Paróquia Maria Imaculada, na EQ 15/17 do Guará II, passando pela Avenida Central e contornando a 4ª Delegacia de Polícia em direção ao Condomínio Sargento Wolf, de frente para o Conjunto U da QE 26, onde será o encerramento da encenação. O trânsito ficará interrompido durante toda a manhã e os agentes atuarão em quatro viaturas fazendo os fechamentos e a Unidade de Motociclistas fará o patrulhamento do trânsito durante o evento para garantir segurança aos participantes.

    Artes: Detran-DF

    Via Sacra do Paranoá
    Das 15h30 às 22h de sexta-feira (18), haverá a procissão Via Sacra do Paranoá, com a participação estimada de quatro mil fiéis. A concentração será na Av. Paranoá, altura do Terminal e o percurso será desde o palco montado ao lado da Caesb até a quadra coberta próxima à Caixa Econômica e à Administração do Paranoá. O Detran-DF, com o apoio da Polícia Militar, realizará o acompanhamento da procissão nos dois sentidos da via, garantindo a segurança dos participantes durante todo o trajeto.

    Via Sacra Paróquia São Marcos e São Lucas
    Na sexta-feira (18), das 15h às 21h, cerca de 1,5 mil pessoas sairão da Paróquia São Marcos e São Lucas, localizada na EQNP 9/13, percorrerão um trecho da avenida principal do P norte (P2), descerão pela VC 311, virando na rua P da QNP 11 e subindo até o quadradão da QNP 11. Os agentes do Detran-DF, em duas viaturas, realizarão o acompanhamento da procissão fazendo os fechamentos necessários ao longo do percurso a fim de garantir a segurança dos participantes durante o trajeto.

    Procissão Dia de São Jorge e Santo Expedito
    A procissão acontecerá no sábado (19) e na quarta-feira (23), das 17h às 19h, na Avenida Hélio Prates. Os fiéis sairão da Paróquia São Jorge e Santo Expedito e caminharão até a altura da Polyelle Calçados, na QNM 18 de Ceilândia, de onde retornarão ao ponto inicial. Os agentes do Detran-DF acompanharão a procissão fazendo as intervenções que se fizerem necessárias para a segurança do público.

    Procissão de Páscoa da Ceilândia
    No domingo (20), das 6h às 7h30, aproximadamente 180 pessoas participarão de uma procissão saindo da Paróquia São Marcos e São Lucas, na EQNP 9/13 e se dirigindo pela via P2 Norte até próximo ao Asas Grill Espetos, subindo em direção ao Supermercado Caprichosos. De lá, pegam a via P1 Norte até o Tô Aqui Beer e descem em direção à paróquia de onde partiram. Os agentes acompanharão os fiéis em todo o trajeto, em uma viatura de quatro rodas e duas motocicletas, a fim de garantir a segurança dos participantes.

    *Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF)

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