Dia: 6 de abril de 2025

  • Semana começa com 342 vagas de emprego disponíveis nas agências do trabalhador

    Semana começa com 342 vagas de emprego disponíveis nas agências do trabalhador

    As agências do trabalhador do Distrito Federal estão com 342 oportunidades de emprego abertas nesta segunda-feira (7). Os salários variam entre R$ 1.518 e R$ 2,6 mil, com vagas que exigem diferentes níveis de escolaridade e experiência, além de posições exclusivas para pessoas com deficiência (PcD).

    Cargo com maior número de vagas nesta segunda (7), nas agências do trabalhador, é o de consultor de vendas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

    Entre as opções com maior salário está a função de operador de guindaste móvel. São duas vagas para a Ponte Alta Norte, no Gama. A remuneração é de R$ 2,6 mil. Para se candidatar, os interessados devem ter experiência e o ensino fundamental completo. Já o cargo com maior número de chances é de consultor de vendas, um total de 70, em Vicente Pires. O salário oferecido é de R$ 1.518. A vaga exige o ensino médio completo.

    Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 14 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

    Empregadores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou solicitar atendimento pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

     

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  • Governador Ibaneis Garante Reforço ao Corpo de Bombeiros com Concurso e Valorização da Tropa

    Governador Ibaneis Garante Reforço ao Corpo de Bombeiros com Concurso e Valorização da Tropa

     

    O governador Ibaneis Rocha anunciou um novo concurso para compor o quadro de servidores do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). A novidade foi divulgada em um almoço, neste domingo (6), onde ele se reuniu com militares da corporação. Na ocasião, o chefe do Executivo também disse avaliar novas reduções de interstícios para permitir mais promoções de praças e oficiais em 2025.

    O governador Ibaneis Rocha foi homenageado neste domingo (6) pelo recorde de promoções concedidas ao CBMDF em 2024 | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

    “A questão do concurso é por causa da recomposição devido às aposentadorias que nós vamos ter dentro do Corpo Bombeiros. Então, a gente sempre tem que ter um olhar mais para frente para exatamente não deixar faltar essa força que é tão importante para a segurança das pessoas e para o atendimento à comunidade”, afirmou o governador.

    Na agenda, Ibaneis Rocha foi homenageado pelo recorde de promoções concedidas à corporação em 2024, quando 2,8 mil profissionais subiram de patente graças à redução de interstício autorizada por este Governo do Distrito Federal (GDF).

                                                                        A primeira promoção de 2025 foi em 30 de março, com 588 praças promovidos desde subtenentes a cabos

    Segundo o chefe do Executivo, o governo vai estudar para que sejam feitas novas reduções de interstício neste ano: “Nós havíamos firmado um compromisso de não fazer mais quebra de interstício por conta dos reajustes que enviamos para o governo federal a respeito de todas as forças de segurança. Mas temos um grande grupo de profissionais bombeiros que obrigatoriamente teriam de se aposentar porque já estão há mais de seis anos na mesma categoria. Então, vamos fazer um levantamento para manter esse pessoal na ativa, trabalhando pela população do DF”, disse o governador. 

    “Temos neste governo pessoas honradas que cumprem com a sua palavra. O deputado Roosevelt Vilela é um advogado pelas causas do Corpo de Bombeiros. Somos um governo que luta dia e noite por vocês”, acrescentou o secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury. 

    A primeira promoção de 2025 foi em 30 de março, com 588 praças promovidos desde subtenentes a cabos. “Decisões como essa vêm para atender as famílias, e isso é uma ação direta do governador na vida do bombeiro militar. Tivemos a maior promoção e isso nos alegra bastante. A tropa está muito feliz, porque também traz perspectiva aos que vão ser atingidos na próxima leva”, defendeu o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, coronel Leonardo Duarte Raslan. 

    O anfitrião do evento, deputado distrital Roosevelt Vilela, comemorou as conquistas da corporação. “A família Bombeiro Militar está toda reunida aqui para agradecer o carinho e o cuidado que o governador tem tido com todos nós. Ano passado, mais de 50% da corporação foi promovida e agora tivemos a promoção dos praças, que foi o maior número de primeiro-sargento a subtenente”, acrescentou o deputado.

    “Eu entrei no Corpo de Bombeiros em 1994. Agora sou subtenente e fomos promovidos graças à estrutura que foi montada pelo governo”, afirmou o militar Cleiton Marcos Barbosa

    O militar Cleiton Marcos Barbosa, de 52 anos, faz parte desta estatística. Com a conquista da nova patente, ele agora está pronto para encerrar os trabalhos prestados em prol da população do Distrito Federal. 

    “Eu entrei no Corpo de Bombeiros em 1994. Agora sou subtenente e fomos promovidos graças à estrutura que foi montada pelo governo. Estou pronto para ir para casa, me aposentar, depois de 30 anos de serviço”, comemorou Cleiton.

    06/04/2025 - Ibaneis Rocha anuncia novo concurso para CBMDF

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  • Acervo digital de Lucio Costa começa a ser compartilhado com o Arquivo Público do DF

    Acervo digital de Lucio Costa começa a ser compartilhado com o Arquivo Público do DF

    O acervo digital de Lucio Costa, responsável por planejar Plano Piloto de Brasília, começou a ser compartilhado com o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF). O material, que contém rascunhos inéditos do projeto original da cidade, antes sob a guarda da Casa da Arquitectura de Portugal, está sendo transferido como parte de um acordo de cooperação firmado entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e a instituição portuguesa. A iniciativa busca preservar a memória e o legado do arquiteto para que as futuras gerações possam desfrutar.

    “Conforme os documentos forem chegando, o Arquivo vai organizando e disponibilizando aos poucos, garantindo que tudo esteja bem estruturado para consulta”, diz o arquivista Arthur Silva | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Para o superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano, qualquer acervo, em qualquer formato, seja audiovisual, textual ou cartográfico, é fundamental para complementar a história de Brasília. “Tudo é relevante, desde fotos e documentos de pioneiros até registros de um grande gênio como Lucio Costa. Cada peça ajuda a compor uma visão mais completa da cidade e, mais do que isso, garante a preservação dessa história para as futuras gerações”, afirma.

    A parceria visa criar um acervo digital que reunirá plantas, esboços, correspondências, fotografias, publicações e outros materiais de relevância histórica e cultural, para facilitar pesquisas acadêmicas, exposições e intercâmbio de conhecimentos

    O superintendente ainda destaca que a importância desse material está, primeiro, no fato de que o urbanista foi um dos idealizadores da capital. Mas há também um valor diplomático nessa parceria, já que envolve o governo português. Agora, tanto Brasil quanto Portugal possuem um acervo mais completo sobre ele, permitindo que tanto a população portuguesa quanto a brasileira tenham acesso a esse legado.

    Os documentos originais estão na Casa da Arquitectura, em Matosinhos, Portugal, que foram doados pela filha de Lucio Costa, Maria Elisa. A parceria visa criar um acervo digital que reunirá plantas, esboços, correspondências, fotografias, publicações e outros materiais de relevância histórica e cultural, para facilitar pesquisas acadêmicas, exposições e intercâmbio de conhecimentos.

    O historiador e especialista na história de Brasília Elias Manoel da Silva destaca a importância do acervo: “É um material essencial para entendermos como Brasília nasceu, desde os primeiros traços até a cidade real”

    Historiador do ArPDF há 20 anos e especialista na história de Brasília, Elias Manoel da Silva, se mostrou empolgado com a primeira remessa de documentos. “Cada página revela detalhes inéditos do processo criativo. Quando olhei pela primeira vez, me chamou a atenção como o Eixo Monumental era menor do que acabou sendo. Dá para ver claramente que ele foi ampliado depois. Também notei que a Praça dos Três Poderes já estava planejada como um platô, ou seja, Lucio Costa não queria que o terreno natural definisse a cidade, ele já previa a necessidade de nivelamento e terraplanagem”, conta.

    Elias destaca que essa documentação no Arquivo Público de Brasília reforça a autenticidade da cidade e do criador. “É um material essencial para entendermos como Brasília nasceu, desde os primeiros traços até a cidade real”, garante. O historiador também chama a atenção para um detalhe curioso: Lucio Costa descreveu Brasília como dois eixos que se cruzam “como um sinal da cruz”. A ideia de que a cidade teria o formato de um avião não partiu dele. Se dependesse do urbanista, as regiões seriam chamadas de “Braço Norte” e “Braço Sul”, e não “Asa Norte” e “Asa Sul”. Para Costa, a metáfora do sinal da cruz simbolizava a posse do território de forma intencional.

    “Cada peça ajuda a compor uma visão mais completa da cidade e, mais do que isso, garante a preservação dessa história para as futuras gerações”, destaca o superintendente do Arquivo Público do DF, Adalberto Scigliano

    Até o momento, o Acervo recebeu cerca de 30 documentos, incluindo imagens, rascunhos e croquis. Dentre eles, a foto onde aparecem Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer, Lucio Costa e Ícaro de Castro Mello é a mais interessante para o arquivista Arthur Silva. “Essa foto ilustra bem o espírito visionário da época, com JK reunindo os melhores profissionais para tornar Brasília uma realidade”, destaca.

    Quanto ao acesso da população, o Arquivo Público precisa classificar, descrever, criar tabelas e os instrumentos de pesquisa. “Conforme os documentos forem chegando, o Arquivo vai organizando e disponibilizando aos poucos, garantindo que tudo esteja bem estruturado para consulta”, explica Arthur. Assim que a equipe responsável concluir a descrição técnica da documentação, o acervo estará acessível ao público.

    Parceria

    A assinatura do acordo ocorreu em fevereiro de 2025 no gabinete do governador Ibaneis Rocha, que conduziu a reunião com o diretor-executivo da Casa da Arquitectura (CA), Nuno Sampaio, a ministra da Cultura de Portugal, Dalila Rodrigues, o superintendente do Arquivo Público (ArPDF), Adalberto Scigliano, o secretário-executivo da Secretaria de Relações Internacionais (Serinter-do DF), Paulo Cesar Pagi Chaves, e a neta de Lucio Costa, Julieta Sobral.

    História

    Criado em 1985, por meio do Decreto nº 8.530, o Arquivo Público do Distrito Federal é vinculado à Casa Civil do Distrito Federal e tem a responsabilidade de planejar e coordenar o recolhimento de documentos produzidos e acumulados pelo Poder Executivo da capital brasileira, assim como documentos privados de interesse público.

     

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  • No aniversário de 65 anos, Brasília ganha vinho exclusivo de projeto que integra a Rota das Uvas

    No aniversário de 65 anos, Brasília ganha vinho exclusivo de projeto que integra a Rota das Uvas

    06/04/2025 às 14:04, atualizado em 06/04/2025 às 14:15

    A iniciativa é da Vinícola Brasília, empreendimento composto por 10 produtores do PAD/DF, e possui o terroir do Cerrado

    Por Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

    O vinho brasiliense já tem seu próprio terroir. Esse gostinho do Cerrado poderá ser sentido no rótulo comemorativo dos 65 anos da capital federal a ser lançado pela Vinícola Brasília, iniciativa composta por 10 produtores da região do PAD/DF que integra a Rota das Uvas criada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Turismo (Setur), para desenvolver o enoturismo da cidade.

    O tempranillo foi escolhido para essa edição especial por sua boa adaptação ao Cerrado, segundo a Vinícola Brasília | Foto: Divulgação/Agência Lazu

    “A criação desse vinho exclusivo para celebrar os 65 anos de Brasília reforça a identidade do enoturismo da nossa capital e valoriza as riquezas do Cerrado”, afirma o secretário de Turismo, Cristiano Araújo. “O enoturismo tem se consolidado como uma experiência diferenciada para os visitantes, agregando ainda mais valor à nossa oferta turística. Iniciativas como essa da Vinícola Brasília promovem não só o turismo, mas também a cultura e a gastronomia local”, completa.

    “A criação desse vinho exclusivo para celebrar os 65 anos de Brasília reforça a identidade do enoturismo da nossa capital e valoriza as riquezas do Cerrado”

    Cristiano Araújo, secretário de Turismo

    A edição comemorativa é um tempranillo, variedade de origem da Península Ibérica que se adaptou ao território do DF. Parte do vinho amadureceu em barricas de carvalho francesas e americanas. Foram produzidas três mil garrafas de 750ml e 65 de 1,5l, a partir de três safras 2020, 2022 e 2024.

    Colecionável, o rótulo da garrafa foi inspirado em um quadro criado pelo artista brasiliense Daniel Jacaré. A obra, que também ficará exposta na sede da vinícola, destaca elementos da paisagem e da identidade de Brasília. A arte representa os principais monumentos da cidade, como a Torre de TV, a Catedral Metropolitana de Brasília e o Memorial JK, além dos Candangos, estátua marcante localizada na Praça dos Três Poderes.

    “Nosso desejo é que este rótulo seja mais do que um vinho – um presente que celebra este momento especial e uma experiência única para quem aprecia a bebida e tem Brasília no coração. Foram meses de trabalho para criar um vinho que traduzisse a história de Brasília. O tempranillo foi escolhido para essa edição especial por sua boa adaptação ao Cerrado”, explica o diretor comercial da Vinícola Brasília, Artur Farias.

    Circuito

    A Rota das Uvas foi lançada no ano passado durante o aniversário de Brasília, em 21 de abril, com o objetivo de desenvolver o enoturismo da capital federal. Estão no circuito a Vinícola Brasília, Casa Vitor, Vila Triacca, Lacustre, Irmãs Alvim, Marchese Vinhos e Vinhedos e Fazenda Califórnia. Os estabelecimentos estão espalhados no PAD/DF, São Sebastião, Paranoá, Lago Norte e Fercal.

    06/04/2025 - No aniversário de 65 anos, Brasília ganha vinho exclusivo de projeto que integra a Rota das Uvas

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  • Para manutenção da rede, área de Taguatinga terá energia suspensa nesta segunda (7)

    Para manutenção da rede, área de Taguatinga terá energia suspensa nesta segunda (7)

    06/04/2025 às 13:02, atualizado em 06/04/2025 às 13:03

    Trabalhos devem durar das 10h às 13h; interrupção é necessária para garantir a segurança dos profissionais e da população

    Por Fernando Jordão, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

    Endereços de Taguatinga terão o fornecimento de energia interrompido nesta segunda-feira (7) para execução de serviços de manutenção da rede elétrica. A interrupção ocorre para garantir a segurança dos profissionais e da população.

    A interrupção atingirá a Colônia Agrícola Vicente Pires, Chácara 327, das 10h às 13h. Caso o trabalho termine antes do previsto, a rede voltará a ser energizada sem aviso prévio.

    Além dos desligamentos programados, pode acabar a energia em outra região do Distrito Federal. Nesse caso, a população deve registrar a ocorrência pelo telefone 116. Clientes com deficiência auditiva e de fala podem acessar o atendimento pelo 0800 701 01 55, desde que utilizem aparelho adaptado para essa finalidade.

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  • Viaduto do Noroeste: Vigas pré-moldadas dão mais agilidade à obra

    Viaduto do Noroeste: Vigas pré-moldadas dão mais agilidade à obra

    A construção do viaduto do Noroeste conta com um recurso especial para acelerar as obras: o uso de vigas pré-moldadas. Na área onde será o elevado, operários trabalham na escavação. Ao mesmo tempo, em um canteiro logo ao lado, as vigas são construídas para, depois, serem levadas prontas e instaladas no local em que ficarão.

    Início da montagem das vigas pré-moldadas, que vão ajudar a acelerar os trabalhos no Viaduto do Noroeste, obra com investimento de R$ 30 milhões | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

    O viaduto será uma opção de acesso ao Noroeste para quem trafega pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia). As obras contam com um investimento estimado de R$ 30 milhões e, ao todo, devem gerar cerca de 300 empregos.

    O engenheiro do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) Geraldo Jacinto explica que, atualmente, os trabalhos estão divididos em três frentes. “Estamos fazendo o aterro para encabeçamento da fundação que a gente já fez; estamos ainda fazendo a parte de drenagem; e estamos fazendo a escavação para início da fundação dos blocos de pilar central do viaduto”, apontou.

    “Acho que vai melhorar. É bom que não fica muito tempo parado, não vai perdendo tempo”, afirma o motorista de aplicativo Arthur Matheus dos Santos

    “As vigas são feitas no canteiro central. Lá, elas são protendidas e, depois de protendidas, são lançadas nos vãos do viaduto. Por isso que a gente está fazendo essa fundação do pilar central, que é o que vai receber essas vigas que estão sendo construídas no canteiro central”, completou Jacinto.

    Quando concluída, a obra vai beneficiar os quase 100 mil motoristas que trafegam pela região diariamente. “O Noroeste teve um crescimento muito grande. São diversas construções e já se pensa até em trabalhar em outros acessos, além desse pela Estação da Asa Norte. Houve um crescimento expressivo e era necessária essa melhoria no viário”, pontuou o engenheiro.

    Cerca de 100 mil motoristas serão beneficiados diariamente com a conclusão das obras

    Um dos condutores que serão beneficiados é o motorista de aplicativo Arthur Matheus dos Santos. “Na hora de ir embora, é um trânsito danado. Acho que vai melhorar. É bom que não fica muito tempo parado, não vai perdendo tempo”, avaliou.

    “Trafego todos os dias aqui pelo Noroeste, acho que vai ajudar muito a logística do transporte”, emendou o frentista Paulo Melo, que acrescentou: “Na entrada do Noroeste, tem muito engarrafamento no período da tarde e na saída pela manhã. Vai mudar muito”.

    Durante a atual fase das obras, os motoristas precisam fazer um pequeno desvio tanto para acessar a Epia vindo do Noroeste quanto para acessar o Noroeste vindo da Epia. Todas as alterações estão devidamente sinalizadas.

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  • GDF amplia oportunidades de emprego, no esporte e investe na mobilidade para as pessoas com deficiência

    GDF amplia oportunidades de emprego, no esporte e investe na mobilidade para as pessoas com deficiência

    Cuidar da população é assistir e prestar serviços em todas as áreas. Mais do que isso, um governo deve promover oportunidades independentemente do público. No Distrito Federal, as pessoas com deficiência (PcDs) têm apoio do Governo do Distrito Federal em áreas essenciais, da mobilidade ao emprego e também no esporte.

    A Agência Brasília conta, a seguir, algumas dessas histórias, que fazem parte da série de reportagens Esta é a Nossa História, com o objetivo de levar o cidadão a conhecer como os projetos do governo mudaram a realidade das pessoas nestes últimos seis anos.

    O programa DF Acessível ajuda Deise Maria da Silva a levar o filho Enzo a compromissos semanais: “Os motoristas são muito educados. As vans chegam sempre com uma 1h de antecedência e, quando há algum imprevisto, sempre nos avisam” | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

    No campo da mobilidade, o programa DF Acessível representa segurança, conforto e economia para cerca de 2 mil pessoas com mobilidade reduzida severa. Lançada em 2021, a iniciativa fornece transporte gratuito na modalidade “porta a porta” para pacientes inscritos no Cadastro da Pessoa com Deficiência (CadPcD) e acompanhantes a consultas, terapias e outros serviços de saúde, sejam públicos ou particulares.

    R$ 18 milhões

    Investimento em três anos para a ampliação do programa DF Acessível

    Uma dessas duas mil pessoas é a estudante Deise Maria da Silva, 30 anos. Moradora de Planaltina, ela utiliza o programa há cerca de um ano para levar o filho Enzo Emanuel, 8, a compromissos semanais. O menino está em estado vegetativo persistente e requer cuidados especializados. “Ele é tractomizado e precisa do meu apoio constante”, pontua a mãe.

    Antes, os deslocamentos até as consultas eram feitos por conta própria e comprometiam o orçamento da dona de casa. Semanalmente, o gasto com combustível chegava a R$ 350 e prejudicava o pagamento de outras contas da família. Agora, basta selecionar a data e o horário da consulta previamente e, pronto, transporte garantido.

    “Esse benefício é muito importante, principalmente para as mães. O custo para levar meu filho para todos os lugares era muito alto”, conta Deise. Sobre o atendimento, ela tem apenas elogios: “Os motoristas são muito educados. As vans chegam sempre com uma 1h de antecedência e, quando há algum imprevisto, sempre nos avisam.”

    O DF Acessível passa por todas as regiões administrativas e, atualmente, conta com 35 vans, que levam de dois a quatro pacientes por vez. “Moro no Núcleo Rural Pipiripau II, em Planaltina, e sempre que faço o agendamento, eles vão até lá para me buscar. A estrada de chão não é obstáculo”, conta a dona de casa Ana Lídia Gonçalves, 40, mãe do pequeno Levi, 10, que é autista, e do Gael, 5, cadeirante. A distância da residência da família até o Plano Piloto é de cerca de 40 km.

    Em média, ela usa o programa seis vezes por mês para consultas do Gael com fisioterapeuta, neuropediatra e neurocirurgião, entre outras especialidades. “Não preciso mais vir dirigindo e acabo economizando uns R$ 400, com certeza”, conta Ana Lídia. “Esse serviço facilitou muito a minha vida. Eles nos pegam no horário certinho, normalmente não tem atraso, e nos levam em segurança.”

    Ampliação

    A dona de casa Ana Lídia Gonçalves usa o DF Acessível seis vezes por mês para consultas médicas de Gael: “Não preciso mais vir dirigindo e acabo economizando uns R$ 400, com certeza”

    Neste ano, o serviço atenderá também a população com doença renal crônica (DRC) que necessita de terapia renal substitutiva (TRS), levando os pacientes para a realização de hemodiálise no Complexo Regulador em Saúde ou em redes conveniadas. O DF Acessível – TCB Hemodiálise será operado pela TCB em colaboração com a Secretaria de Saúde.

    Em três anos, a ampliação do programa receberá um investimento de R$ 18 milhões. A expectativa é que mais de 350 pessoas sejam atendidas já neste ano. “É um serviço gratuito importantíssimo para garantir a cidadania dessas pessoas com deficiência. Nosso objetivo é expandir a quantidade de vans disponíveis para que mais pessoas tenham acesso a serviços essenciais para a saúde e qualidade de vida delas”, declara o secretário da Pessoa com Deficiência, Flávio Pereira dos Santos.

    Para solicitar uma viagem, a pessoa com deficiência deve estar com o cadastro aprovado no Cadastro da Pessoa com Deficiência (CadPcD) e, então, realizar o agendamento por meio do site Agenda DF. Mais informações estão disponíveis no site da TCB e da Secretaria da Pessoa com Deficiência.

    Emprego e dignidade

    Diagnosticada desde os 14 anos com visão monocular, Danielce Soares é uma das 130 pessoas beneficiadas pela cooperação entre a Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD) e empresas do DF

    O GDF também se faz presente no campo do emprego. Para a assistente administrativa Danielce Maria Soares Alves, 40, a palavra oportunidade traduz a mudança de trajetória de vida ao adentrar no mercado de trabalho por meio do programa Cadastro de Empregabilidade. “Passei muitos anos me especializando na minha área, para me destacar e se não fosse a chance de mostrar meu trabalho, se não acreditassem em mim, eu não teria conseguido”, admite.

    Danielce é uma das 130 pessoas beneficiadas pela cooperação entre a Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD) e empresas do DF. De acordo com dados do setor de empregabilidade da SEPD, de fevereiro de 2024 até janeiro deste ano são 59 parceiras com vagas disponíveis. A parceria com as empresas foi firmada por meio de um Acordo de Cooperação Técnica com o Ministério Público do Trabalho, que exige que as empresas que não cumprem a Lei de Cotas reservem um percentual de vagas para o segmento de PcDs.

    “Possibilitamos que as pessoas com deficiência conquistem espaços, estejam em lugares de decisão e ocupem profissões necessárias dentro da sociedade. É uma forma de viabilizar que as qualificações das pessoas com deficiência sejam utilizadas e promover representatividade dentro dessas grandes empresas”

    Flávio Pereira dos Santos, secretário da Pessoa com Deficiência

    Diagnosticada desde os 14 anos com visão monocular, Danielce Maria Soares Alves, 40, enfrentou dificuldades até conseguir a vaga que almejava. “Por ser PcD, os gestores e as pessoas acabam olhando para a gente como seres incapazes; mas, na verdade, o que a gente quer é mostrar nossa capacidade, que somos fortes e que estamos ali para contribuir com o crescimento do país e também da capital”, destaca a assistente administrativa.

    Nesse o processo, Danielce enfrentou diversos questionamentos, entre eles a possibilidade de não se identificar como pessoa com deficiência ou de duvidar se apareceriam oportunidades para ela. “Durante o período em que eu trabalhei como não PCD, busquei me qualificar para não ser vista apenas como cota e sim, ter visibilidade como a profissional que merecia uma oportunidade igual a todos no mercado de trabalho”, diz orgulhosa.

    Assim como Danielce, o jovem Matheus Marques Luiz, 28, também encontrou uma oportunidade no programa. “Fui diagnosticado com autismo aos 21 anos e sempre enfrentei dificuldades para interagir com as pessoas. Então, quando consegui a vaga de ajudante de eletricista e pude ficar em uma área mais reclusa, fiquei muito satisfeito”, conta.

    Outro benefício da vaga foi o respeito dentro do local de trabalho. “Nas outras vagas que trabalhei acabei ficando pouco tempo, porque as empresas me demitiram sem dar um motivo. Agora estou realmente satisfeito, porque encontrei uma área que me adaptei e que as pessoas me respeitam”, comemora Matheus.

    A fim de reduzir as barreiras de acesso a postos de trabalho, o cadastro de empregabilidade tem como objetivo assegurar o processo de inclusão do cidadão PcD no mercado de trabalho, atendendo ao Estatuto da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal, estabelecido pela Lei nº 6.637, de 20 de julho de 2020.

    “Possibilitamos que as pessoas com deficiência conquistem espaços, estejam em lugares de decisão e ocupem profissões necessárias dentro da sociedade. É uma forma de viabilizar que as qualificações das pessoas com deficiência sejam utilizadas e promover representatividade dentro dessas grandes empresas”, destaca Flávio Pereira dos Santos.

    Para se candidatar às vagas oferecidas pela SEPD, é necessário que o interessado esteja inscrito no Cadastro da Pessoa com Deficiência (CadPCD), que gera documentos comprobatórios, como a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea) e o Cartão de Identificação da Pessoa com Deficiência.

    Após cadastro e aprovação, o candidato deve preencher o formulário de Empregabilidade, no site da SEPD, e anexar o currículo.

    Inclusão através do esporte

    Centros olímpicos e paralímpicos do DF oferecem atividades inclusivas, como o goalball, esporte em que os jogadores utilizam as percepções táteis e auditivas para arremessar e defender uma bola com guizo em direção ao gol

    Incentivar a prática de esportes e mostrar que portar alguma deficiência não é impeditivo para se divertir e socializar. Também neste campo, o GDF oferece atividades inclusivas nos 12 centros olímpicos e paralímpicos localizados (COPs) em diversas regiões administrativas, além de seis polos de centros de iniciação desportiva paralímpicos (CIDPs) da rede pública de ensino.

    Entre as modalidades oferecidas nos COPs, o goalball foi a que chamou a atenção de Cauã Rodrigues de Jesus, 18, diagnosticado desde os 4 anos com retinose pigmentar, doença que compromete a visão ao longo do tempo. Referência em Brasília, o esporte é praticado por pessoas com deficiência visual, que utilizam as percepções táteis e auditivas para arremessar e defender uma bola com guizo em direção ao gol. Durante a partida os paratletas ficam com os olhos vendados.

    “Dentro do goalball eu aprendi que, mesmo deficiente visual, tenho a capacidade de fazer o que quiser”, afirma Cauã Rodrigues de Jesus

    “Depois que comecei a frequentar as aulas, minha vida melhorou muito: em questão de locomoção, de segurança e de autonomia”, relata Cauã, que pratica o esporte no COP de São Sebastião. A partir do esporte, o atleta passou a ter curiosidade e segurança para conhecer novas modalidades: “O goalball me deu coragem de começar a andar de skate, de bicicleta e a correr, por exemplo. Foi fundamental para me acostumar com a deficiência e a ganhar confiança. Dentro do goalball eu aprendi que, mesmo deficiente visual, tenho a capacidade de fazer o que quiser”, conta o jovem, que tem como objetivo participar da seleção brasileira.

    Jefferson Gonçalves fala da transformação em sua vida desde que começou a praticar goalball, há 10 anos: “Mudou em mim a questão da maturidade, a de querer ser um humano melhor e a pensar mais no próximo, já que jogamos em coletivo”

    Companheira de jornada do atleta, a mãe Carlione Rodrigues, 38, percebeu uma grande mudança no filho, desde que ele entrou para o esporte. “Antes ele passava o dia inteiro trancado em casa, sem fazer nada, com depressão mesmo. Mas depois do goalball, ele se tornou um jovem alegre, com mais autonomia e hoje faz tudo sozinho. Sou muito grata aos professores e ao projeto”, comemora a manicure.

    Há quase 10 anos no esporte, a vida de Jefferson Gonçalves, 26, também foi transformada a partir do goalball. “Mudou em mim a questão da maturidade, a de querer ser um humano melhor e a pensar mais no próximo, já que jogamos em coletivo”, reflete o atleta. Nascido em Santa Cruz Cabrália, município localizado no sul da Bahia, a família de Jefferson veio para Brasília em busca de um tratamento para o filho. Apesar de não conseguir recuperar a visão, o jovem se deparou com mais oportunidades na capital. “Quando eu vim para cá, percebi que havia muita acessibilidade na escola, além da chance de me destacar no esporte. Pelo goalball, consegui comprar minha casa própria e construir minha própria família”, relata, orgulhoso.

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  • Obras na ESPM: Equipes trabalham para ligar rede de drenagem sob linha do metrô

    Obras na ESPM: Equipes trabalham para ligar rede de drenagem sob linha do metrô

    As obras da Estrada Setor Policial Militar (ESPM) chegaram a um ponto fundamental. A rede de drenagem já conta com dois trechos prontos, faltando apenas a ligação entre eles. Essa ligação precisa ser feita sob os trilhos do metrô, na altura da Estação Asa Sul, o que demanda um cuidado redobrado. E é esse trabalho que está sendo executado agora, com previsão de conclusão para a próxima semana.

    “A gente teve que ter muito cuidado, porque não pode deixar que desça nem um centímetro a linha do metrô. Então foi feito um projeto todo específico para esse ponto, são 26 metros que a gente precisa vencer aqui [de um lado a outro dos trilhos]. Por isso toda essa operação com guindaste e uma tubulação específica que vem lá de São Paulo, para que a gente possa fazer essa obra com todo o cuidado com a linha do metrô”, explicou o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro.

    A construção da nova rede de drenagem na Estrada Setor Policial Militar chegou a um ponto fundamental: dois trechos estão prontos, faltando apenas a ligação entre eles | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    “O grande problema é você ter diferença de nível de um trilho para o outro, porque corre até risco de descarrilamento das composições. Por isso o estudo aqui teve que ser muito apurado, toda noite a gente vem aqui – quando o metrô está fora de operação, é feito o monitoramento para ver se a via está baixando e se não está tendo problema nenhum”, acrescentou Aires Soares, engenheiro da pasta.

    A reforma da ESPM conta com investimento de cerca de R$ 48 milhões e prevê, entre outras medidas, a construção de um corredor exclusivo para ônibus, ciclovia, calçadas, viadutos, sinalização e paisagismo, além da rede de drenagem. A obra integra o chamado Corredor Eixo Oeste, que terá 38,7 km de extensão, ligando as principais vias do Sol Nascente/Pôr do Sol ao Plano Piloto. O objetivo é reduzir, para 30 minutos, o tempo de deslocamento entre as duas regiões.

    A construção da rede de drenagem é uma das principais ações na nova ESPM. Por ela, águas pluviais captadas desde a Estrada Parque Indústrias Gráficas (Epig) seguirão até uma bacia de detenção perto do aeroporto. “A gente sabe que as mudanças climáticas têm trazido muitos transtornos, como as chuvas intensas, toda vez com alagamento e com enxurrada. Então, a gente está ampliando toda a capacidade de drenagem da cidade, e isso não é diferente aqui na ESPM, onde foi feito um redimensionamento do sistema de drenagem da Epig — que recebe toda a água do Sudoeste —, do Setor Policial Militar e dessa região da Estação Asa Sul, para que a gente diminua os transtornos de alagamentos e enxurradas”, enfatizou Valter Casimiro.

    A cobradora Dilvânia Rabelo aprova os serviços que estão sendo feitos na EPSM: Agora, depois dessas obras, a gente tem esperança que tudo mude, porque [o alagamento] dá muito engarrafamento, atrapalha as viagens

    A população aguarda ansiosa a conclusão dos trabalhos para minimizar, ou até pôr fim, aos transtornos causados pelas chuvas. “Quando chovia, tinha muito alagamento, a água vinha até mais ou menos a canela. Agora, depois dessas obras, a gente tem esperança que tudo mude,  porque [o alagamento] dá muito engarrafamento, atrapalha as viagens”, apontou a cobradora Dilvânia Rabelo. “Na Asa Sul tem muito caso de alagamento quando chove forte, muitos ônibus ficam travados. Acabando com os alagamentos, melhora o metrô, a circulação das pessoas, dos ônibus, tudo melhora”, emendou o autônomo Carlos Eduardo da Costa.

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  • Estudantes do CED 1 no Riacho Fundo II apresentarão propostas para o novo Plano Nacional de Educação

    Estudantes do CED 1 no Riacho Fundo II apresentarão propostas para o novo Plano Nacional de Educação

    Nove estudantes do CED 01 do Riacho Fundo II contribuirão para a construção do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece diretrizes para a educação brasileira até 2034. Entre os dias 22 e 24 de abril, as alunas, do Projeto Dandaras e Carolinas, iniciativa do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) com apoio do Fundo Malala, participarão de um encontro nacional, onde apresentarão uma proposta voltada para uma educação antirracista e antissexista. O objetivo é garantir a inclusão e a participação ativa de meninas, adolescentes e jovens negras, periféricas e quilombolas na formulação de políticas educacionais. O evento reunirá, ao todo, 30 meninas de diferentes regiões do país.

    Alunas do CED 01 do Riacho Fundo II vão participar de um encontro nacional, entre 22 e 24 de abril, onde apresentarão uma proposta voltada para uma educação antirracista e antissexista | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

    Durante os dois dias, as meninas participarão de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, além de agendas no Ministério da Educação e no Ministério da Igualdade Racial. “A implementação de projetos de educação antirracista e antissexista nas escolas não apenas promove o respeito à diversidade, mas também contribuem para a formação de cidadãos críticos, conscientes e comprometidos com a equidade”, afirma a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.

    “Queremos que elas compreendam essa legislação e se tornem ativistas para que seus direitos sejam garantidos na lei. Por isso, elas estão elaborando uma petição, na qual defendem um PNE que combata desigualdades e seja antirracista e antisexista”

    Cleo Manhas, educadora e assessora política do Inesc

    Segundo ela, a Secretaria de Educação promove diversos projetos para incentivar o protagonismo feminino, e essa proposta é importante por atuar na base, orientar as meninas e mostrar caminhos para que se posicionem na sociedade, continuem os estudos e sigam as carreiras que desejam.

    Desde julho do ano passado, as jovens se reúnem em ações voltadas para a formação de lideranças de meninas negras. A participante do projeto, Ester Alves, 16, destaca que a petição que irão apresentar para o PNE aborda a realidade dos quilombolas, das periferias e de comunidades tradicionais. “Também falamos sobre povos originários e outras minorias, mas o nosso foco será nos direitos das mulheres e na forma como muitas leis não são devidamente aplicadas. Vamos levar essas pautas para serem discutidas”, afirma. Para ela, o processo foi muito interessante porque, além de colaborar com uma pauta tão importante, o projeto mudou completamente a forma dela de falar, ouvir e se expressar.

    “Nosso foco será nos direitos das mulheres e na forma como muitas leis não são devidamente aplicadas”, diz a estudante Ester Alves

    “Antes, eu não ligava muito para a opinião dos outros, só respondia ‘sim’ ou ‘não’ e seguia em frente. Hoje, aprendi a respeitar o que cada pessoa tem a dizer. Dentro de casa também mudou muito. Eu era explosiva, falava o que queria do jeito que queria, mas, no projeto, aprendi sobre respeito, não só com os outros, mas comigo mesma”, conta. Ela também passou a enxergar melhor a importância de respeitar a identidade de cada um, pois muitas vezes, julgava sem conhecer a história do outro e, agora, pensa antes de falar e trata todo mundo com mais empatia.

    “Ao inserir essa proposta de combate às intolerâncias no nosso ambiente pedagógico, a escola não apenas resgata histórias de resistência, mas também desperta nos alunos a consciência crítica e o desejo de construir uma sociedade mais justa e igualitária”, afirma o diretor do CED 01 do Riacho Fundo II, Julio Moronari

    A educadora e assessora política do Inesc, Cleo Manhas, explica que as oficinas abordam a política educacional desde a Constituição Federal, passando pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e pelo PNE, que é decenal e será renovado este ano. “Queremos que elas compreendam essa legislação e se tornem ativistas para que seus direitos sejam garantidos na lei. Por isso, elas estão elaborando uma petição, na qual defendem um PNE que combata desigualdades e seja antirracista e antisexista. Estamos coletando assinaturas e, na audiência pública, elas vão apresentar essa petição aos parlamentares, explicando os principais desafios que enfrentam”, destaca.

    O diretor da escola, Julio Moronari, ressalta que, no contexto escolar, ações como a do Projeto Dandaras e Carolinas são essenciais para estimular debates sobre resistência, educação e igualdade de gênero As trajetórias das mulheres que inspiram a proposta, embora em épocas e lugares distintos, convergem na luta por direitos fundamentais e inspiram as práticas pedagógicas da escola, que são voltadas para a formação cidadã dos estudantes, com viés na garantia dos direitos humanos.

    O vice-diretor do CED 1, Jonas Freire, diz que o proetjo fortalece o combate à violência de gênero

    “Ao inserir essa proposta de combate às intolerâncias no nosso ambiente pedagógico, a escola não apenas resgata histórias de resistência, mas também desperta nos alunos a consciência crítica e o desejo de construir uma sociedade mais justa e igualitária”, afirma o diretor do CED 01 do Riacho Fundo II.

    Para Jonas Freire, o vice-diretor, o mais marcante é ver a resistência das meninas, que se tornaram protagonistas da própria história, com denúncias contra abusos e cobranças de respostas. Ele destaca também a questão das alunas trans, que, sem acesso a um banheiro adequado, tiveram essa lacuna resolvida, que reforça o compromisso da escola com a inclusão. Segundo ele, o projeto fortalece o combate à violência de gênero e permite que as meninas se sintam amparadas e acolhidas, além de superar a invisibilidade que as afetava.

    Segunda edição

    “Nos debates, percebemos o quanto é interessante perceber diferentes realidades. Eu conheço a minha, mas, ao conversar com outras meninas, vejo histórias completamente diferentes, e essa troca tem sido incrível”, diz a estudante Bella Rodrigues

    A segunda edição do projeto, nomeada como Malala, começou em janeiro e vai até julho de 2025. Liderado exclusivamente pelo Inesc, com oficinas presenciais, o instituto trabalha dessa vez com 25 meninas do CED 01 do Riacho Fundo II, todas as sextas-feiras. O foco é mostrar como funciona a política educacional, como é feito o financiamento da educação e por que é importante o ativismo para garantir leis e políticas públicas que combatam discriminações na educação básica.

    Para Bella Rodrigues, 16, a motivação para participar do projeto foi a vontade de entender melhor o lugar da mulher na sociedade e os direitos. “Como pessoa trans, percebi o quanto isso é importante, porque aprendemos sobre como podemos nos posicionar e ocupar espaços. Nos debates, observamos o quanto é interessante perceber diferentes realidades. Eu conheço a minha, mas, ao conversar com outras meninas, vejo histórias completamente diferentes, e essa troca tem sido incrível”, conta.

    A estudante também ressalta que, desde que entrou, percebeu o quanto isso a ajudou a se sentir melhor consigo mesma, a se reconhecer como mulher e a entender que tem direitos. “Agora, as meninas vão apresentar a pesquisa, e estou muito animada para acompanhar. Conversamos bastante sobre como falar e debater os temas, porque são assuntos muito importantes e envolvem muitas pessoas. Então, estamos nos preparando da melhor forma possível”, destaca.

    A previsão é que no segundo semestre de 2025 o projeto chegue a uma escola pública do Plano Piloto, para comparar os desafios enfrentados por escolas periféricas e escolas mais centrais dentro da mesma rede.

     

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