Dia: 13 de fevereiro de 2025

  • Hamas diz que vai respeitar termos do cessar-fogo e libertará reféns israelenses no sábado

    Hamas diz que vai respeitar termos do cessar-fogo e libertará reféns israelenses no sábado

    Mediadores da trégua solucionaram desavenças entre Hamas e Israel nesta quinta (13), segundo a Reuters. Cessar-fogo em Gaza poderia acabar caso o grupo terrorista, que acusa Israel de violações no acordo, não liberasse os reféns no prazo combinado.

    O grupo terrorista Hamas, que controla a Faixa de Gaza, afirmou nesta quinta-feira (13) que vai respeitar os termos do cessar-fogo e libertará os três reféns israelenses no sábado, como combinado.

    O anúncio ocorre após mediadores pressionarem o Hamas para que o acordo seja totalmente cumprido, garantindo que as trocas de reféns sejam retomadas nos prazos previamente acordados e que Israel cumpra o protocolo humanitário.

    Após intensas conversas com Israel e Hamas desde quarta, os mediadores conseguiram nesta quinta-feira com que as partes envolvidas se comprometam a seguir com a implementação do cessar-fogo em Gaza, disse uma autoridade palestina à agência de notícias Reuters.

    Mais cedo, o Hamas havia afirmado em comunicado que não deseja o fim do acordo de cessar-fogo com Israel, que interrompeu a guerra que já durava 15 meses no território palestino.

    A trégua no território palestino estava “por um fio” em meio a um aumento de tensões entre Israel e Hamas. Ambos os lados se acusam de violar os termos do cessar-fogo, e Netanyahu ameaçou retomar o conflito caso o grupo terrorista não liberasse os reféns no sábado.

    O governo de Israel convocou reservistas para se prepararem para uma possível reativação do conflito em Gaza. A próxima libertação de reféns, no sábado, prevê a entrega de mais três israelenses.

    O Hamas justificou a suspensão acusando Israel de “atrasar o retorno de pessoas deslocadas ao norte de Gaza”, “atingindo-as com bombardeios e tiros em várias áreas da Faixa” e de violar o acordo sobre suprimentos de ajuda.

    Em resposta, Israel acusou o Hamas de uma “violação completa do acordo de cessar-fogo e do acordo para libertar os reféns”.

    Na terça-feira (11), o presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu no ultimato que deu ao grupo terrorista na segunda-feira (10), quando afirmou que Gaza viraria um inferno se o Hamas não libertasse todos os reféns – de uma só vez – no fim de semana.
    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, repetiu a ameaça de Trump na terça e declarou que vai retomar os confrontos em Gaza se o Hamas não soltar os reféns até o meio-dia de sábado.

    Crédito: Redação g1
    Foto: REUTERS/Dawoud Abu Alkas/Foto de arquivo

  • Portuguesa x Corinthians: vendas estão abertas! Compre seu ingresso

    Portuguesa x Corinthians: vendas estão abertas! Compre seu ingresso

    Corinthians e Portuguesa se enfrentam neste sábado (15/2), às 18h30, no Estádio Pacaembu, em São Paulo, em partida do Metrópoles Sports

    Mais um grande duelo do Campeonato Paulista promete agitar o fim de semana de São Paulo. Portuguesa e Corinthians se enfrentam neste sábado (15/2), às 18h30, no Estádio Pacaembu. E os ingressos para o jogão na capital paulista já estão disponíveis. A partida é uma realização Metrópoles Sports.

    A venda de ingressos para o duelo no Pacaembu começou na quarta-feira (12/2), para o público geral. Os torcedores podem garantir os ingressos neste link. A partir desta quinta-feira (13/2), além da venda pela internet, as entradas estarão disponíveis para compra nos pontos físicos.

    Portuguesa e Corinthians se enfrentam pela 10ª rodada do Campeonato Paulista. Na liderança do Grupo A, o Timão já está classificado para a próxima fase do torneio e quer encaminhar mais uma boa atuação no estadual. Já a Portuguesa é a vice-líder do Grupo B, com nove pontos, e briga por uma vaga na próxima etapa.

    Corinthians e Portuguesa já se enfrentaram em 229 ocasiões. O Timão leva ampla vantagem no retrospecto, com 123 vitórias na história, contra apenas 55 da Lusa. O duelo ainda terminou empatado em 51 jogos.

    Crédito: Ana Beatriz Martins, Metrópolis
    Foto: Arte/ Metrópoles

  • Mega-Sena: Justiça dá vitória à mulher em briga com ex por R$ 103 mi

    Mega-Sena: Justiça dá vitória à mulher em briga com ex por R$ 103 mi

    Prêmio da Mega-Sena foi de R$ 103 milhões. Justiça decidiu que não houve união estável anterior ao casamento
    A Justiça decidiu que não houve união estável entre a ex-dona de barraca que ganhou R$ 103 milhões na Mega-Sena e o ex-motorista de kombi antes do casamento, em briga judicial revelada pela coluna. Por isso, a mulher não precisará repartir o prêmio com o ex-marido, que também terá que pagar os honorários advocatícios. Ainda cabe recurso.

    Como a coluna revelou em janeiro, a mulher recebeu o prêmio em outubro de 2020, casou dias depois e, após nove meses, se separou.

    O ex-motorista de kombi, então, acionou as autoridades para ter acesso à metade do valor, mais danos morais. A reportagem teve acesso ao processo da Mega-Sena e preservou os nomes dos envolvidos e a localidade por questões de segurança.

    “Entendo que os elementos constantes do processo não têm o condão de demonstrar a configuração da alegada união estável que, embora incontestável a existência do relacionamento amoroso entre as partes, migrando etapas até o casamento sem que, com isso, tenha espaço para se reconhecer a união estável, à ótica da lei”, informa a sentença do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).

    O processo judicial foi impetrado um ano após o fim do relacionamento, porque, justifica a defesa do ex-motorista de kombi, ele estava com medo do “poderio econômico” dela. A Justiça mandou bloquear 50% dos bens da mulher, o correspondente a R$ 66 milhões, em dezembro de 2023. Porém, só encontrou R$ 22,5 milhões em contas diferentes. Uma decisão de fevereiro de 2024 liberou 10% desse valor.

    Os bens dela só serão desbloqueados quando houver trânsito em julgado, isto é, não couber mais possibilidade de recurso na Justiça.

    “Uma vez certificado o trânsito em julgado, procedam a liberação das contas e bens bloqueados por este juízo, em favor da ré e, cumpridas as formalidades legais, arquivem os autos, com a devida baixa na distribuição”, diz a sentença, à qual a coluna teve acesso.

    Além do casamento em separação total de bens, consta na certidão de divórcio que não havia bens a partilhar. Nos autos do processo, constam doações dela ao então marido e aos filhos dele. Amigas também foram agraciadas financeiramente, com parte do prêmio da Mega-Sena. Foram quantias por volta de R$ 100 mil a R$ 120 mil, de acordo com depoimento dela.
    Em conversa com a coluna, o advogado da mulher disse que ela chegou a mudar de cidade por razões de segurança, tendo em vista a fortuna recebida. Pontuou ainda que, hoje, a cliente vive com parte do prêmio da Mega-Sena, já que a Justiça bloqueou, em decisão monocrática, em primeira instância, o restante do montante a pedido do ex-companheiro.

    Crédito: Melissa Duarte, Metrópolis.
    Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

  • Prisões da Polícia Federal por corrupção despencam quase 80% em 6 anos

    Prisões da Polícia Federal por corrupção despencam quase 80% em 6 anos

    Polícia Federal (PF) afirma que indiciamentos por corrupção aumentaram e que queda nas prisões se deve a mudanças na lei e decisões do STF

    São Paulo — As prisões por corrupção realizadas pela Polícia Federal despencaram 78% em seis anos, de acordo com dados da própria corporação obtidos pelo Metrópoles. Os mandados de prisão expedidos pela Justiça e cumpridos pela PF passaram de 607, em 2019, para apenas 136 no ano passApós o desmantelamento da Operação Lava Jato e a reação por parte da classe política e do Judiciário, revisando procedimentos criminais, as prisões vêm vivendo declínio no Brasil. A recente série histórica mostra que as detenções registradas pela Coordenadoria de Repressão à Corrupção e Crimes Financeiros da PF caíram pela metade logo em 2020, chegando a 350.

    No período informado, o menor número de prisões aconteceu em 2022, último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), com 94 casos de detenções preventivas e temporárias por corrupção e crimes similares. Se fossem considerados apenas os dois primeiros anos de cada gestão, porém, a administração do ex-presidente chegaria a 957, contra apenas 281 no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Especialistas consultados pelo Metrópoles e a própria PF atribuem a queda do número de encarceramento em casos de corrupção a limitações nas regras para as prisões ocorridas desde 2020. Naquele ano, por exemplo, apenas a Operação S.O.S prendeu 73 pessoas em ação de combate a desvios de recursos da saúde no Pará.

    Hoje, esse cenário dificilmente se repetiria. A mais ruidosa operação contra a classe política do ano passado, a Overclean, prendeu 16 pessoas, segundo dados obtidos pela reportagem por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). A ação investiga empresários e políticos ligados ao União Brasil — no caso, um dos presos é Marcos Moura, empresário conhecido como o Rei do Lixo.

    Agora, a apuração tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, porque foram identificados indícios contra o deputado Elmar Nascimento (União-BA).

    Em contrapartida, as prisões por tráfico de drogas subiram na Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor). Em 2019, foram 836 suspeitos de tráfico presos, contra 1.572 no ano passado, alta de 88%.

    Histórico de prisões da PF por corrupção:
    2024 — 136

    2023 — 145

    2022 — 94

    2021 — 244

    2020 — 350

    2019 — 607
    Efeito STF
    Ao Metrópoles a Dicor, chefiada pelo delegado Ricardo Saadi, afirmou que precedentes do STF restringiram as situações nas quais podem ser decretadas prisões preventivas ou temporárias e que a corporação tem aumentado pedidos por medidas alternativas ao encarceramento provisório, como afastamento de cargo, proibição de sair do país e de falar com outros investigados e testemunhas.

    O precedente citado pela PF diz respeito a duas ações movidas por partidos políticos. Uma delas envolveu uma parceria inusitada. Do PTB de Roberto Jefferson, ex-deputado que viria a ser preso em meio a um tiroteio contra agentes da própria PF e condenado a 9 anos de prisão por atos antidemocráticos, com o Grupo Tortura Nunca Mais, composto por ex-presos da ditadura militar.

    A ação foi movida ainda em 2008, quando Jefferson já era o pivô do esquema do Mensalão. O Tortura Nunca Mais entrou no processo como amicus curiae — do latim, amigo da causa. O caso foi julgado somente em 2022.

    Naquele ano, o STF definiu que, para decretar uma prisão temporária, a Justiça precisa reconhecer que todos os requisitos para embasar a medida previstos no Código de Processo Penal precisam ter sido demonstrados pelas polícias e pelo Ministério Público em seu pedido. Antes, bastava que parte desses requisitos fosse apontada. Segundo a decisão, é preciso que o suspeito esteja cometendo o crime continuamente durante a investigação, que o delito seja violento ou que envolva grave ameaça, e que o crime apurado seja grave.

    A diretoria da Polícia Federal também mencionou que mudanças no Código Penal aprovadas pelo Congresso Nacional em 2021, quando parlamentares desidrataram o pacote anticrime enviado pelo então ministro da Justiça e atual senador Sergio Moro (União-PR) e aprovaram uma série de medidas que favorecem investigados.

    A PF reforça que não contesta os precedentes e as mudanças na legislação, mas passou a respeitar esses normativos deixando de pedir prisões em casos que antes dariam ensejo ao encarceramento.

    Já delegados que atuam no combate à corrupção e já passaram pela cúpula da PF afirmam que esses precedentes do Supremo e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) têm provocado um clima de insegurança para pedir prisões preventivas ou temporárias de suspeitos.

    Eles afirmam que a mudança constante de regras criou uma espécie de autocensura tanto em delegados quanto em magistrados para autorizar medidas mais duras contra investigados, mesmo em casos nos quais, segundo eles, essas medidas seriam necessárias.

    A PF afirma que sua produtividade é mais bem medida por meio da análise de indiciamentos, que são os relatórios finais de apurações que atribuem crimes a investigados e, portanto, concluem inquéritos.

    Os números mostram que os indiciamentos na Coordenadoria de Combate à Corrupção aumentaram de 1.108, em 2019, para 4.256, em 2024, uma variação de 284%.

    Quanto às medidas alternativas à prisão, a PF afirma que 189 investigados foram afastados de funções públicas e 55 alvos de operações foram proibidos de manter contatos com outros averiguados. Pontua ainda que tem focado também o bloqueio de bens e de outros ativos para asfixiar células financeiras de organizações criminosas.

    Esvaziamento
    Delegados experimentados em grandes operações de combate à corrupção relataram ao Metrópoles que essa área tem sido esvaziada ao longo dos últimos anos. Na sede da PF, em Brasília, essa competência fica a cargo da Dicor.

    Os crimes atribuídos a quem tem foro perante os Tribunais Superiores — STF e STJ — são centralizados no Serviço de Inquéritos (Sinq). Delegados relatam que o setor encolheu significativamente desde o período das grandes investigações com base em delações, como a da Odebrecht e da JBS.

    A Dicor afirma que a quantidade de inquéritos de competência do Sinq, aqueles referentes a autoridades com foro privilegiado, tem caído não apenas porque não há mais delações com números de citados semelhante àqueles da empreiteira baiana, mas porque o STF tem restringido ao longo dos últimos anos casos de foro privilegiado, o que deu ensejo ao envio de inquéritos para outras instâncias.

    Os delegados ouvidos pela reportagem também mencionam que a PF tem sido fortemente consumida por operações deflagradas por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, como a que mirou os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

    Segundo essas mesmas fontes internas, a PF priorizou no atual governo Lula criar novas diretorias, como a relacionada a crimes na Amazônia e de cibercrimes, destacando delegados e agentes para esses setores. Mesmo assim, a PF garante que não há falta de efetivo na área de corrupção da Dicor.

    Ao Metrópoles o criminalista Pierpaolo Bottini afirma que a entrada em vigor do pacote anticrime, em 2020, durante o governo Bolsonaro, impôs regras que influenciaram a queda das prisões por corrupção. “O pacote anticrime proibiu prisão preventiva baseada apenas em delação premiada. Depois, deixou mais claro que, para prender preventivamente alguém, não se pode usar uma decisão genérica”, pontua.

    O advogado defende que a queda das prisões não necessariamente tem a ver com a diminuição do combate à corrupção. “Acho que não se deve olhar para o número de medidas cautelares, mas sim para o número de sentenças condenatórias. Porque a prisão preventiva, no fundo, não tem nada a ver com o crime cometido, mas sim com a possibilidade de destruição de provas.”

    Crédito: Artur RodriguesLuiz Vassallo, Metrópolis.
    Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

  • Acidente entre carro e caminhão carregado com gado deixa três mortos na GO-020

    Acidente entre carro e caminhão carregado com gado deixa três mortos na GO-020

    Colisão entre carro de passeio e carreta aconteceu em Bela Vista de Goiás. Uma pessoa envolvida não se feriu gravemente.
    Um acidente entre um carro e um caminhão carregado com gado deixou três mortos na GO-020, em Bela Vista de Goiás, Região Metropolitana da capital. De acordo com o Corpo de Bombeiros, dois homens e uma mulher morreram no local. O acidente aconteceu na tarde desta quarta-feira (12). Uma outra mulher que estava no carro recebeu atendimento e não precisou ser levada ao hospital, informou a corporação.
    Os bombeiros informaram que duas das vítimas eram o motorista e o passageiro do caminhão. A outra vítima fatal dirigia o carro de passeio. Elas não tiveram os nomes divulgados.

    Pelas imagens, é possível ver que o Volkswagem Gol ficou com as partes dianteira e lateral esquerda destruídas. O caminhão perdeu o eixo da frente. Nas fotos é possível ver que o veículo saiu da pista e invadiu uma área de mata.

    Os bombeiros fizeram a retirada dos corpos das vítimas das ferragens e também resgataram os animais que estavam no caminhão. O g1 solicitou informações sobre as causas do acidente à Polícia Científica, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

    Crédito: Gilmara Roberto, g1 Goiás
    Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

  • Mansão de Peixão: em operação, polícia encontra “oasis” de traficante

    Mansão de Peixão: em operação, polícia encontra “oasis” de traficante

    A operação começou após as polícias Civil e Militar receberem informações de inteligência de que Peixão, estaria escondido em sua mansão
    Equipes das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro que participavam da operação para enfraquecer a fação Terceiro Comando Puro (TCP), nesta quarta-feira (12/2), chegaram até uma mansão, em Parada de Lucas, Zona Norte do Rio, que pertenceria ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefe do Complexo de Israel. A operação foi deflagrada após informações de que o criminoso estaria numa casa incrustada na comunidade. Além de piscina e área de lazer, até uma Estrela de Davi (marca da facção) é ostentada no local, sob uma cascata, símbolo de proteção para os israelenses.

    A operação começou no início da tarde após as polícias Civil e Militar receberem informações de inteligência de que Peixão, estaria escondido em uma casa do complexo. O traficante Wallace Brito Trindade, o Lacoste, chefão do Complexo da Serrinha, em Madureira, estaria junto com Peixão. Durante o confronto, quatro pessoas foram feridas, duas delas estavam em um ônibus. Uma ajudante de cozinha foi atingida na perna em Vigário Geral. Ela foi encaminhada para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha.

    Traficantes da facção de Peixão estão promovendo ataques na Zona Norte da capital. Bandidos do Complexo da Pedreira tentaram incendiar um ônibus, mas a PM impediu. Foram registrados tiros no Amarelinho, em Acari. Um ônibus da linha 774 (Madureira x Jardim América) foi atingido por um tiro quando passava pela Rua Bulhões Marcial, em Parada de Lucas.

    Mansão de peixão
    Se intitulando um “traficante evangélico”, Peixão se valeu de uma suposta visão, de que precisaria “libertar o povo” da Cidade Alta, para ampliar seu poder sobre a região. O argumento é de que ele dominaria as favelas do entorno sob as bênçãos divinas. Nesta quarta-feira, após intensas trocas de tiros, policiais civis conseguiram entrar em Parada de Lucas e acessar uma casa que seria usada por ele e seus comparsas. O imóvel, que se parece com um clube, tem piscina, churrasqueira e uma espécie de “lounge”, acessado por escadas ao lado da piscina. Os muros do imóvel estão com vários furos, resultados de tiros.

    Crédito: Carlos Carone, Metrópolis
    Foto:Metrópolis

  • GDF recorrerá da decisão que pede demolição de condomínio no Lago Sul

    GDF recorrerá da decisão que pede demolição de condomínio no Lago Sul

    O Governo do Distrito Federal (GDF) recorrerá da decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) que determinou a demolição das edificações do Condomínio Mini Chácaras do Lago Sul das Quadras 4 a 11.

    Ao Metrópoles, o governador Ibaneis Rocha (MDB) disse que já determinou ao jurídico da Terracap e à Procuradoria do DF que apresentassem o recurso porque o processo de regularização foi concluído. “Já mandei que fizessem os recursos para defender os moradores que já cumpriram todas as exigências ambientais”, pontuou o chefe do executivo local.

    O decisão da derrubada foi expedida pela Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Distrito Federal. Segundo a sentença, a comarca entendeu que o condomínio é localizado em área de proteção ambiental. A decisão atende a uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

    No processo, o MPDFT afirmou que o parcelamento do solo ocorreu sem licenças prévias, “em região sensível, onde a legislação ambiental exige cuidados específicos”.

    Play Video
    Ainda destacou que a ocupação aumentava a degradação ambiental e colocava em risco recursos hídricos, flora, fauna e segurança dos moradores. O Distrito Federal, a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) e a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) foram apontados como corresponsáveis, por “omissões na fiscalização e na proteção da área”.

    Ao analisar o caso, o juiz responsável entendeu que o condomínio foi “inequivocamente ilícito e denotativo de profundo dano urbanístico”.A Justiça, então, manteve a ordem para demolir edificações construídas sem permissão e recompor o solo ao estado natural. O plano de recuperação da área degradada será pago pelos réus — o GDF, a associação dos moradores e os responsáveis pelo condomínio — solidariamente, no prazo de 12 meses, sob pena de multa no valor de R$ 10 mil por dia de atraso, até o limite de R$ 500 milhões.

    “Contramão da política de regularização”
    Nos últimas dias, os moradores do Condomínio Mini Chácaras do Lago Sul, tentam impedir a demolição e regularizar o residencial o quanto antes.Segundo os condôminos, a decisão judicial de derrubada está na contramão da política de regularização do Distrito Federal, da legislação, e de uma súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF)

    Segundo o advogado do condomínio, Mário Gilberto de Oliveira, as ações e recomendações do MPDFT, bem como as decisões judiciais, não se sobrepõem à legislação. “Não se sobrepõem à sumula vinculante Nº 10 do STF, que diz que nenhum magistrado pode afastar a aplicação da Lei. O magistrado está afastando os efeitos da lei e mandando demolir o condomínio. Ele está violando a súmula vinculante do STF”, argumentou.

    De acordo com Oliveira, o GDF adotou a política de regularização com base na legislação nacional e local. “Existem sentenças transitadas e julgadas mandando a demolição de outros condomínios, mas como no DF, o governador tem a prerrogativa de regularizar, o governo está regularizando”, comentou.

    Crédito: Isadora TeixeiraJéssica Ribeiro, Metrópolis.
    Foto: Reprodução / Redes sociais