Dia: 10 de fevereiro de 2025

  • Lula ironiza e diz que governar para pouca gente não gera déficit fiscal: ‘Dinheiro tem, só a gente dizer onde tem que colocar’

    Lula ironiza e diz que governar para pouca gente não gera déficit fiscal: ‘Dinheiro tem, só a gente dizer onde tem que colocar’

    Fala de Lula é uma alfinetada nos críticos das contas públicas do governo, que vêm alertando para os sucessivos déficits fiscais e o aumento da dívida pública.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso nesta segunda-feira (10) em que ironizou o que, segundo ele, é um pensamento corrente no país: o de que se deve governar apenas para a parcela mais rica da população.

    Dessa maneira, segundo Lula, o país não tem déficit fiscal, já que o governo estaria gastando apenas com uns poucos “ricos”.

    A fala de Lula é uma alfinetada nos críticos das contas públicas do governo, que vêm alertando para os sucessivos déficits fiscais e o aumento da dívida pública.

    Déficit ocorre quando o governo gasta mais do que arrecada. Isso pressiona a inflação e os juros. Mas Lula vem dizendo que gastos em áreas como educação, por exemplo, não são gastos, mas sim investimentos. Ele discursou nesta segunda em um evento para entrega de premiações na educação.

    “Muitos governantes achavam isso natural [desistências de alunos no ensino médio]. Porque esse país tem gente que acha que esse país tinha que ser governado apenas para 35% da população. Apenas para 35% da população, a gente não tinha problema de Orçamento. A gente não teria problema de déficit fiscal, porque é governar para menos gente, e gente com mais dinheiro”, argumentou o presidente.
    Lula disse que cabe à área econômica pregar a austeridade, enquanto cabe a cada ministério cobrar recursos para suas áreas, e que a palavra final sempre será do presidente. “Enquanto eu for presidente, não vai faltar recursos para recuperar a educação desse país”, disse.

    Lula afirmou que é preciso as três esferas de governo, federal, estadual e municipal, tomarem consciência da importância de alfabetizar as crianças na idade correta e que isso não foi feito durante os governos anteriores.

    “Não é porque esse país não tinha dinheiro, não é porque esse país era pobre, é que esse país não tinha vergonha para cuidar de todas as pessoas”, afirmou.

    “Se tem uma coisa que a gente não pode abdicar, retroceder, ter medo de lidar e defender é a educação desse país. Fico pensando nos grandes economistas que disseram que não pode fazer escola, universidade, alfabetizar porque custa muito caro, eu fico perguntando quanto custou não ter feito as coisas no momento certo? Quanto custou não alfabetizar as crianças há 50 anos atrás?”, questionou Lula.

    Crédito: Pedro Henrique Gomes, Paloma Rodrigues, g1 e TV Globo — Brasília
    Foto: Diario do ACRE.

  • Escolas públicas do DF voltam às aulas nesta segunda-feira

    Escolas públicas do DF voltam às aulas nesta segunda-feira

    Para cumprir dias letivos obrigatórios por lei, aulas vão até 18 de dezembro. Principal mudança esperada para o ano é proibição do uso de celulares nas escolas; veja orientações da Secretaria de Educação.
    As escolas da rede pública do Distrito Federal dão início ao ano letivo nesta segunda-feira (10). De acordo com a Secretaria de Educação, 470 mil alunos devem voltar às salas de aula das 948 escolas após as férias de fim de ano.

    A principal mudança esperada na educação para este ano é a proibição do uso de celulares nas escolas de todo o país, conforme a lei federal sancionada em janeiro pelo presidente Lula (PT). Na sexta-feira (7), a Secretaria de Educação divulgou uma circular com orientações sobre o uso dos aparelhos na rede pública da capital.

    Segundo a pasta, os alunos que levarem os aparelhos para a escola devem mantê-los, desligados, dentro das mochilas. Caso as regras sejam desrespeitadas, a direção da escola pode adotar medidas disciplinares

    Para garantir os 200 dias letivos obrigados por lei, segundo o calendário da Secretaria de Educação do DF, as aulas devem terminar em 18 de dezembro.

    As Instituições Educacionais Parceiras, como as creches conveniadas, seguem o mesmo calendário: de 10 de fevereiro até 18 de dezembro.

    Nos Centros Interescolares de Línguas, as aulas também começam em 10 de fevereiro. O primeiro semestre termina em 8 de julho. Já o segundo vai de 28 de julho até 18 de dezembro.
    Tecnológica, as aulas também vão de 10 de fevereiro até 8 de julho no primeiro semestre, e de 28 de julho até 18 de dezembro no segundo semestre de 2025 .

    Os estudantes que levarem os celulares para a escola devem mantê-los, desligados, dentro das mochilas.

    Se o aluno descumprir as regras, a direção da escola pode adotar medidas disciplinares, como recolher o aparelho para entrega aos responsáveis.

    Como devem ser usados os aparelhos?

    O uso celulares é proibido aos estudantes nas seguintes situações:

    durante as aulas, em sala, ou em qualquer espaço pedagógico da unidade escolar;
    fora da sala de aula durante atividades pedagógicas e/ou realização de trabalhos individuais, ou em grupo, na unidade escolar;
    durante os intervalos entre as aulas, incluindo o recreio.
    O uso de celulares é permitido, excepcionalmente, quando:

    houver autorização expressa do professor regente para fins estritamente pedagógicos ou didáticos, tais como: pesquisas, leituras, atividades avaliativas supervisionadas, acesso ao material em plataformas de ensino, ferramentas educacionais específicas ou qualquer outro conteúdo ou serviço educacional;
    para os estudantes com deficiência ou com condições de saúde que necessitam desses dispositivos para monitoramento ou auxílio de sua necessidade, e como recurso de adequação e acessibilidade pedagógica, visando garantir a inclusão e a aprendizagem;
    houver autorização expressa da equipe gestora da unidade escolar por motivos de força maior, situações de estado de perigo ou estado de necessidade.
    Crédito: Redação g1, g1 DF

  • Dólar fecha em queda, a R$ 5,78, mesmo com Trump ameaçando taxar aço

    Dólar fecha em queda, a R$ 5,78, mesmo com Trump ameaçando taxar aço

    Moeda americana oscilou depois de abrir em alta de 0,44%, a R$ 5,81. Republicano disse que anunciaria sobretaxa também para o alumínio

    O dólar fechou em leve queda nesta segunda-feira (10/2), depois de oscilar ao longo de todo o pregão. Pouco depois da abertura do mercado, às 9 horas, a moeda americana chegou a ser cotada a R$ 5,82. À tarde, porém, reverteu a tendência de elevação, encerrando a sessão com recuo de 0,13% frente ao real, a R$ 5,78. Havia, nesta segunda-feira, a expectativa de fortes solavancos na cotação do dólar. Isso como resultado de novas ameaças de aumento de tarifas de importação, feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no domingo (9/2).

    Em entrevista a jornalistas no avião presidencial Air Force One, o republicano disse que elevaria as taxas para produtos como o aço e o alumínio. Se confirmada, a medida afetaria diretamente o mercado brasileiro.

    Em janeiro, os principais fornecedores de aço para os EUA foram o Canadá, seguido pelo Brasil, México, Coreia do Sul e Alemanha. O Canadá também é o maior exportador de alumínio para o mercado americano.No primeiro mandato (2017 a 2021), Trump impôs tarifas de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio. Na ocasião, o Instituto Aço Brasil, que representa as siderúrgicas brasileiras, afirmou que a sobretaxa levaria ao desligamento de fornos e a demissões. Trump, depois de anunciar a medida, concedeu cotas com isenções a países como Canadá, México, União Europeia e Reino Unido.

    Bolsa de Valores
    A Bolsa brasileira (B3) fechou em alta nesta segunda-feira (10/2), também apesar das novas ameaças de Trump. Às 18 horas, o Ibovespa, o principal índice da B3, registrava elevação de 0,76%, aos 125.571 pontos. Esse patamar chegou a 126.360 pontos, com salto de 1%, às 10h30. O pregão foi puxado pela alta de ações de grande peso no indicador, como Petrobras, Vale, Itaú, Bradesco e Ambev.Na avaliação da corretora Ativa, os destaques positivos da B3 foram as ações da Automob (AMOB3) e Cogna (COGN3), que chegaram a subir, respectivamente, 12% e 5,92%. Depois delas, veio a Gerdau (GGBR4), que subiu 5,81%.

    Bom para a Gerdau
    Se implementadas, as tarifas de Trump podem favorecer a companhia. A Gerdau mantém operações nos EUA. Elas representam quase metade dos resultados da empresa.Os destaques negativos ficaram com Azul (AZUL4), com chegou a registrar queda de 2,65%, seguidas pela Embraer (EMBR4) e Azzas (AZZA3), que caíram, respectivamente, 2,17% e 1,62%.

    Crédito: Carlos Rydlewski, Metrópolis.

  • Júri de ex-deputado acusado de matar jovem é adiado por falta de comida

    Júri de ex-deputado acusado de matar jovem é adiado por falta de comida

    Carlos Xavier foi condenado por encomendar a morte de um jovem de 16 anos, em 2004. Porém, o júri foi anulado e será realizado novamente
    O novo Tribunal do Júri do ex-deputado distrital Carlos Pereira Xavier, 62 anos, marcado para 19 de fevereiro de 2025, precisou ser remarcado. Segundo comunicação do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), houve rescisão unilateral do contrato com a empresa responsável pelo fornecimento de refeições aos tribunais. Por isso, será preciso aguardar o retorno do serviço para marcar novamente o júri. O ex-parlamentar é acusado de mandar matar Ewerton Ferreira, um adolescente de 16 anos, em 2004. Ele chegou a ser condenado a 15 anos de prisão pelo crime, mas, em setembro do ano passado, o TJDFT anulou a sentença. O processo tramita no Tribunal do Júri do Recanto das Emas.

    Em novembro, o novo júri foi marcado para 19 de fevereiro. Porém, em 5/2, a vara responsável pelo caso definiu que seguirá recomendação do Tribunal e suspenderá os júris marcados para mês até o retorno do serviço.

    “Considerando a situação relatada e o fato de que o réu desta ação penal responde ao processo em liberdade, determino a redesignação da sessão plenária para data posterior ao restabelecimento do fornecimento de alimentação aos participantes do ato”.

    Enquanto isso, Xavier aguarda em liberdade.

    Xavier foi condenado em duas instâncias por mandar matar um adolescente de 16 anos, em 2004.
    Segundo a acusação, o homem acreditava que o adolescente estava tendo um caso com sua esposa e decidiu encomendar a morte do menor de idade.
    O ex-parlamentar teria pagado R$ 15 mil pela “cabeça” do garoto.
    O corpo de Ewerton foi encontrado com marcas de tiro de revólver atrás de uma parada de ônibus no Recanto das Emas.
    Anulação do 1º Júri
    O primeiro júri de Carlos, também conhecido como Adão Xavier, foi anulado após a defesa dele juntar novos elementos no processo. Entre eles está um relatório policial e um depoimento do policial civil Adamastor Castro e Lino de Andrade Júnior. Adamastor atuou na investigação do caso enquanto estava lotado na antiga Corvida, hoje Delegacia de Homicídios. Segundo as falas do agente anexadas ao processo, houve “contaminação política” no caso.

    Adamastor afirmou que um dos autores teve o indiciamento alterado de latrocínio para homicídio. Para o policial, isso aconteceu “em decorrência de questões políticas e econômicas”, porque, à época, o então suplente de Xavier, Wilson Lima, estaria interessado na cassação de Xavier para poder assumir o cargo.

    Com a mudança de latrocínio para homicídio, o delegado Mário Gomes assumiu o caso. Gomes e Wilson Lima seriam amigos e vizinhos, e a esposa do agente policial havia sido nomeada no gabinete de Lima depois que ele assumiu a cadeira de deputado.

    Crédito: Samara Schwingel, Metrópolis.
    Foto: TV Globo