Dia: 31 de janeiro de 2025

  • PMDF apreende adolescentes responsáveis por matar dois homens no Recanto das Emas

    PMDF apreende adolescentes responsáveis por matar dois homens no Recanto das Emas

    PMDF/Divulgação – 30.01.

    Crime aconteceu na noite de domingo; menores assumiram o crime e já possuem antecedentes infracionais
    A Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu nessa quinta-feira (31) dois menores responsáveis por matar duas pessoas no Recanto das Emas na noite de domingo (26). As vítimas foram dois homens, um de 27 e outro de 23 anos, assassinados na quadra 511 da região administrativa. Segundo a PMDF, os homens queriam atingir outro adolescente que teria roubado o celular de uma amiga dos autores dias antes do crime.

    A Polícia Militar identificou que os dois suspeitos estariam nesta quinta-feira (30) em um bar na Praça da QI 20 do Guará. As equipes foram até o local e encontraram os dois menores, de 16 anos, que assumiram de imediato a autoria do crime.

    Durante a diligência, um dos adolescentes revelou onde uma das armas utilizadas no homicídio estava escondida. A equipe seguiu até o local indicado, na Quadra 114, onde localizou uma pistola Taurus calibre 9mm com numeração suprimida.

    Os menores, com a arma apreendida, foram levados para a DCA II (Delegacia da Criança e do Adolescente) para as providências legais cabíveis. Os dois já tinham antecedentes infracionais.

    Fonte: Edis Henrique Peres, do R7, em Brasília

  • Entenda as consequências de uma possível sobretaxação dos EUA no Brasil

    Entenda as consequências de uma possível sobretaxação dos EUA no Brasil

    (Foto: Alan Santos/PR)

    Nova tarifa poderia reduzir a competitividade dos produtos brasileiros e trazer impactos na rentabilidade das exportações
    As políticas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, geraram uma nova tensão no mundo, principalmente no cenário comercial. Recentemente, justificando uma possível taxação, Trump citou uma lista de países que, segundo ele, querem prejudicar os EUA, como o Brasil. Para especialistas ouvidos pelo R7, a sobretaxação de produtos brasileiros pelo governo norte-americano reduziria a competitividade dos itens no exterior, podendo trazer impactos na rentabilidade das exportações, além de afetar o câmbio e a balança comercial.

    Não é a primeira vez que Trump ameaça taxar o Brasil. Em dezembro, o então presidente eleito criticou a ideia dos Brics — grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — de criar uma moeda comercial única. Na época, ele chegou a afirmar que as nações que seguissem com a ideia seriam taxadas em 100% ao exportarem produtos aos Estados Unidos.
    Segundo o professor de relações internacionais Guilherme Frizzera, uma sobretaxação poderia diminuir a demanda por produtos brasileiros e afetar setores estratégicos, como o agropecuário, siderúrgico e manufatureiro. Isso ocorre pois as taxas tornariam os itens mais caros para os importadores americanos, levando empresas a buscares outros fornecedores.

    “Embora o exportador brasileiro não pague diretamente essa tarifa, ele pode sofrer pressões para reduzir preços e compensar o aumento do custo para o comprador americano. Isso afetaria a rentabilidade das exportações e poderia gerar impactos no câmbio e na balança comercial brasileira. Além disso, uma retaliação desse tipo elevaria a tensão diplomática entre os países, exigindo negociações rápidas para evitar um efeito cascata em outros setores e preservar a relação bilateral”, explica Frizzera.
    O especialista em direito migratório Vinicius Bicalho entende que a perda de competitividade no cenário global seria um problema para o Brasil. “Não podemos esquecer que no mercado internacional, apesar de ser muito grande, 25% do PIB [Produto Interno Bruto] do mundo está nos Estados Unidos. Então, se o Brasil perde competitividade para um mercado que representa praticamente um quarto da economia mundial, é natural que haverá impactos econômicos negativos”, disse.

    Para os analistas, as ameaças de taxação são usadas como ferramenta de pressão para tentar forçar um comportamento específico. Frizzera entende que esse tipo de postura cria um risco para as relações entre os países envolvidos, pois gera um ciclo de retaliações que prejudica a confiança mútua. “O resultado pode ser a fragmentação dos mercados globais, onde alianças mais flexíveis e estratégicas ganham força, e o sistema de comércio baseado em regras multilaterais fica cada vez mais enfraquecido”, completa.

    Via de mão dupla
    Em resposta às ameaças do republicano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil atuará com “reciprocidade” em um eventual aumento tarifário dos Estados Unidos para com o Brasil. “É muito simples. Se ele taxar os produtos brasileiros, haverá reciprocidade do Brasil em taxar os produtos dos brasileiros. Taxar os produtos que são exportados para os EUA, não tem nenhuma dificuldade”, afirmou. Além das ameaças tarifárias, Trump disse que o Brasil e outros países da América Latina precisam mais dos EUA do que o contrário. “[Acho que a relação] é excelente. Eles precisam de nós muito mais do que nós precisamos deles. Nós não precisamos deles. Todos precisam de nós”, afirmou Trump ao assumir a Presidência dos EUA.

    Para o Brasil, os Estados Unidos ocupam o segundo lugar entre os principais parceiros comerciais. Em 2024, por exemplo, os americanos exportaram e importaram o equivalente a US$ 40,3 bilhões e US$ 40,5 bilhões, respectivamente.

    No caso dos EUA, o México, Canadá e China são os principais parceiros comerciais do país. Entretanto, o Brasil ainda se destaca no ranking das 15 maiores nações que mais fazem acordo com os americanos, principalmente no quesito das exportações.

    Fonte: Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

  • Eleitos na Câmara e Senado devem bater recorde de votos

    Eleitos na Câmara e Senado devem bater recorde de votos

    Hugo Motta (Republicanos-PB) lidera disputa na Câmara e Davi Alcolumbre (União-AP) no Senado
    Bruno Spada/Câmara dos Deputados e Marcos Oliveira/Agência Senado

    Principais cotados lideram apoio com folga; Motta e Alcolumbre somam a maior quantidade de votos prometidos
    As eleições para as novas Presidências da Câmara e do Senado podem ter um resultado recorde em 2025. Com nomes que despontam em cada uma das Casas, Hugo Motta (Republicanos-PB) tem a preferência entre deputados, enquanto Davi Alcolumbre (União-AP) é favorito para um segundo mandato na votação de senadores. Os dois indicados ganharam ampla preferência desde o fim do ano passado e caminham para alcançar um patamar inédito neste sábado, 1º de fevereiro.
    Motta reúne apoios que o deixam perto dos 500 votos, tendo indicações de todos os partidos da Casa — com exceção do PSOL e Novo, que indicaram nomes próprios à Presidência. Os dois partidos têm, juntos, 17 votos, o que dá ampla margem ao republicano frente a todos 513 deputados.

    Mesmo com possíveis traições, que podem mudar o placar final, Motta tende a superar o maior resultado da Câmara. Ele foi alcançado pelo atual presidente, Arthur Lira (PP-AL), durante a reeleição em 2023. À época, o alagoano reuniu 464 votos. Lira também enfrentou dois nomes de oposição, dos mesmos partidos que se mantêm na disputa. Disputaram Chico Alencar (PSOL-RJ) e Marcel van Hattem (Novo-RS).

    No Senado
    Levando em conta os apoios anunciados no Senado, Alcolumbre bateria o recorde dos 76 votos alcançado duas vezes: o primeiro com o deputado Mauro Benevides (MDB-CE), em 1971; o segundo por José Sarney (MDB-AP), em 2003.

    Em tese, Alcolumbre conta com o apoio de 77 senadores, somando os anúncios feitos por todos os partidos que declararam apoio ao nome do amapaense. A quantidade total de votos, porém, pode passar por alterações, devido a dissidências para apoio a outros candidatos.

    O Podemos, por exemplo, conta com uma bancada de seis senadores e anunciou apoio a Alcolumbre. Entretanto, a legenda tem dois senadores do com candidaturas independentes à Presidência: Soraya Thronicke (MS) e Marcos do Val (ES). O mesmo ocorre no PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro: o senador Marcos Pontes (SP) defende a própria candidatura ao Senado. Há, ainda, uma quarta candidatura avulsa, do senador Eduardo Girão (Novo-CE).
    Tranquilidade após eleição mais disputada
    Alcolumbre chegou à Presidência do Senado em 2019, quando alcançou 42 votos, naquela que é considerada eleição mais disputada da história entre senadores. O resultado só veio depois de dois processos para apuração de votos.

    Em uma primeira votação, o total de cédulas chegou a 82 — mesmo o número total de senadores sendo 81. O resultado equivocado obrigou uma nova votação.

    O senador venceu frente a outros cinco nomes: Esperidião Amin (PP-SC), que teve 13 votos naquele ano; Angelo Coronel (PSD-BA), 8; Reguffe (sem partido-DF), com 6; e Fernando Collor (Pros-AL), 3.

    No meio da confusão, Renan Calheiros (MDB-AL) retirou a candidatura antes da segunda votação, mas ainda assim recebeu cinco votos.

    Fonte: Lis Cappi, do R7, em Brasília