Dia: 25 de dezembro de 2024

  • PF abre inquérito para investigar emendas parlamentares após ordem de Dino

    PF abre inquérito para investigar emendas parlamentares após ordem de Dino

    PF abre inquérito para investigar emendas parlamentares Marcos Oliveira/Agência Senado – Arquivo

    Ministro do STF determinou que corporação apure a liberação de R$ 4,2 bilhões em pagamentos

    A PF (Polícia Federal) abriu nesta terça-feira (24) inquérito para apurar as emendas parlamentares. O movimento se dá após a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que ordenou à corporação a investigação sobre a liberação de R$ 4,2 bilhões.
    Em decisão dada na última segunda-feira (23), Dino suspendeu o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares. Para o ministro, é clara a “persistente inobservância de deveres constitucionais legais e aprovados pelo Congresso Nacional quanto à transparência, rastreabilidade e eficiência na aplicação de bilhões de reais”.

    Segundo o ministro, o pagamento não seria compatível com “a ordem constitucional, notadamente com os princípios da Administração Pública e das Finanças Públicas”. Além disso, citou supostos desvios de verba identificados em auditorias dos Tribunais de Contas e das Controladorias, além de “malas de dinheiro sendo apreendidas em aviões, cofres, armários ou jogadas por janelas, em face de seguidas operações policiais e do Ministério Público”.

    “Tamanha degradação institucional constitui um inaceitável quadro de inconstitucionalidades em série, demandando a perseverante atuação do Supremo Tribunal Federal”, afirma Dino. Em nota, a AGU (Advocacia-Geral da União) informou que vai examinar a decisão de Dino e informar o que foi solicitado. “Somente após esse exame, será possível avaliar o eventual cabimento de algum pedido”, comunicou o órgão.
    No início deste mês, o governo federal publicou uma portaria que adequou as normas das emendas parlamentares às determinações de maior transparência e rastreabilidade definidas pelo STF. Com o aprimoramento, o pagamento dos valores foi retomado. As mudanças atingem somente os recursos do Orçamento deste ano e os valores ainda não pagos de períodos anteriores. A portaria não se aplica à execução orçamentária de 2025, que ainda será regulamentada. O texto faz parte de um acordo entre o Executivo e o Legislativo.
    À Câmara dos Deputados cabe:

    Publicar, no site, as atas das reuniões das Comissões Permanentes nas quais foram aprovadas as 5.449 emendas indicadas no ofício encaminhado para o Executivo;
    Ao lado de cada “emenda de comissão” informada no citado ofício, indicar a ata exata em que consta a aprovação da emenda, para cotejo;
    Encaminhar à Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do Poder Executivo, por ofício, cópia de todas as referidas atas.
    Ao Ministério da Saúde cabe:

    Notificar, em 48 horas, todos os gestores estaduais e municipais para que, relativamente às emendas parlamentares:
    Mantenham bloqueados nas contas os recursos recebidos de transferências fundo a fundo;
    Abram, imediatamente, contas específicas para cada emenda parlamentar na área da saúde. As contas específicas devem ser informadas, via ofício dos gestores estaduais ou municipais, à Controladoria-Geral da União e ao ministério, em 10 dias corridos.
    À Advocacia Geral da União cabe:

    Informar nos autos, no prazo de 10 dias úteis:
    Montantes empenhados e pagos, por modalidade de emenda parlamentar e por órgão;
    Os nomes e CPF dos responsáveis jurídicos pelo empenho e pagamento de emendas parlamentares;
    Ofícios e atas recebidos pelo Poder Executivo nos meses de novembro e dezembro.

    Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília –

  • Fogos de artificio com barulho são proibidos no DF. Conheça as regras

    Fogos de artificio com barulho são proibidos no DF. Conheça as regras

    Imagem de Nick por Pixabay

    Barulho coloca em risco a saúde e bem-estar de pessoas com deficiência (PCDs), idosos e bichos. Artefatos não podem ultrapassar 100 decibéis

    A venda e uso de fogos de artifício com barulho são proibidos no Distrito Federal. Sons altos abalam a saúde e o bem-estar de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), idosos e animais de estimação. Mesmo assim, nas festas de fim ano, frequentemente, há casos do uso ilegal destes artefatos.

    Segundo portaria conjunta da Secretaria de Segurança Pública e do Brasília Ambiental, desde 2023, é proibido o manuseio, a utilização e a comercialização de fogos com estampido. Os artefatos não podem ultrapassar 100 decibéis — medidos a 100 metros de altura. No ano-novo de 2024, o GDF utilizou fogos silenciosos, por exemplo.

    Além disso, os fogos de artifício não podem ser usados em eventos com participação de animais ou em áreas próximas a zoológicos, santuários, abrigos, parques públicos e áreas de preservação permanente. Todos os eventos que utilizam fogos de artifícios precisam de autorização.

    “Essa autorização é dada pela Divisão de Armas, Munições e Explosivos (Dame) da Polícia Civil (PCDF). O Brasília Ambiental é consultado no caso de interferência em áreas com unidade de conservação e fauna. Após as autorizações emitidas, a fiscalização ambiental vai fazer o monitoramento”, explicou a superintendente de Fiscalização e Monitoramento Ambiental do Brasília Ambiental, Simone Moura.

    Autorização

    A venda dos artefatos também é fiscalizada. Os interessados em comprar fogos de artifício precisam de uma autorização junto às autoridades do governo e essa compra só pode ser feita em comércios cadastrados. “As lojas aqui no DF não podem vender fogos com estampido acima de 100 decibéis e essa fiscalização é feita pela Dame”, acrescentou Simone Moura.

    O uso dos fogos deve ser comunicado à Polícia Civil com antecedência mínima de 10 dias. As regras valem para eventos públicos e particulares, em recintos abertos ou fechados, para pessoas físicas e jurídicas. O descumprimento pode ser enquadrado no artigo 253 do Código Penal, que prevê pena de seis meses a dois anos de detenção e multa.

    Fogos sem ruído

    O Instituto Cultural e do Bem-Estar Animal (ICBEM), com apoio do Brasília Ambiental e da Secretaria de Proteção Animal, lançaram uma campanha contra os fogos de artifício neste fim de ano. O grupo defende o uso de fogos de baixo estampido como uma alternativa aos tradicionais. Nas redes, o movimento segue com a tag #FogosSemRuido.

    Caso a população flagre uma violação dessas normas, pode fazer uma denúncia anônima à PCDF pelo número 197, ou à Polícia Militar, pelo 190. É possível denunciar ainda pela Ouvidoria Geral do GDF, pelo telefone 162 ou pelo site www.ouv.df.gov.br. Nesse caso, a denúncia será encaminhada ao Brasília Ambiental.

    Por Francisco Dutra – Metrópoles