
Dia: 11 de dezembro de 2024

Damares Alves destina R$ 26 milhões à educação em Água Quente para construção de complexo educacional
A senadora Damares Alves reafirma seu compromisso com a educação e a qualidade de vida no Distrito Federal ao anunciar um investimento histórico de R$ 26 milhões na jovem Região Administrativa de Água Quente. Esse recurso será destinado à construção de um complexo educacional, que incluirá um Centro de Educação da Primeira Infância, uma escola classe, um jardim de infância e um centro educacional.Com mais de 30 mil habitantes, Água Quente é uma das áreas que mais crescem no DF, mas ainda enfrenta desafios significativos de infraestrutura. Para a senadora, o investimento na educação é fundamental para transformar a realidade da comunidade local.“Água Quente é parte do nosso coração, do nosso quadradinho. Este recurso é mais do que tijolos e concreto; é uma ponte para oportunidades. Estamos investindo em nossas crianças e jovens, garantindo que eles tenham as ferramentas e o suporte necessários para construir um DF melhor”, destacou Damares.
A Nova Esperança do DFCriada oficialmente há dois anos, em 21 de dezembro de 2022, pela Lei nº 7.191, Água Quente é a 35ª Região Administrativa do Distrito Federal. Apesar de sua recente formalização, a região possui raízes que remontam à década de 1990, quando surgiu como uma extensão do Recanto das Emas. Hoje, desponta como um polo de crescimento, localizada às margens da rodovia DF-280 e fazendo divisa com Samambaia e Santo Antônio do Descoberto (GO). Algumas áreas também estão próximas de Ceilândia.Embora tenha conquistado avanços como acesso à água tratada e energia elétrica, Água Quente ainda carece de melhorias em pavimentação, transporte e equipamentos públicos. O novo investimento representa um passo decisivo para reverter essa situação e fortalecer a estrutura social e econômica da região.Transformação para a RegiãoEm comemoração aos dois anos de criação da Região Administrativa, o compromisso de Damares Alves é visto como um gesto que vai além dos números. É uma aposta no desenvolvimento humano e na transformação de realidades.“Água Quente está pronta para um novo capítulo, com educação e desenvolvimento no centro de sua trajetória. Vamos cuidar das nossas crianças, porque o DF precisa de educação de qualidade”, afirmou a senadora.Assessoria de Imprensa(61) 998190-0722
Lula segue em repouso após cirurgia; mesmo com internação, Alckmin não assume presidência
Não há recomendação médica de afastamento de Lula Marcelo Camargo/Agência Brasil – 3.12.2024
Presidente foi submetido a procedimento para drenar sangramento intracraniano, decorrente de queda sofrida em outubro
a uma cirurgia de emergência para drenar hemorragia intracraniana. Ele está internado na UTI de um hospital particular de São Paulo (SP), onde o procedimento foi feito. Apesar da condição, não há orientação médica de afastamento das funções presidenciais. Com isso, o vice-presidente Geraldo Alckmin não deve assumir o Palácio do Planalto.
A legislação do país não prevê o afastamento do presidente em virtude de uma emergência médica ou motivos de saúde em curto prazo. A Constituição só afirma que em casos de “impedimento” do presidente, o vice assumirá a função.
Como vice, Alckmin assumiu a agenda de Lula dessa terça (10) e recepcionou o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico. Os dois assinaram acordos nas áreas de segurança, defesa e compartilhamento de informações de inteligência. Também foi firmado um memorando de entendimento entre o Instituto Rio Branco e o Ministério de Negócios Estrangeiros e Assuntos Europeus.
Lula foi submetido a avaliação médica depois de sentir dor de cabeça no fim da tarde de segunda (9), e um exame de imagem confirmou a presença de sangue acumulado na cabeça. A hemorragia foi consequência do acidente doméstico que sofreu em outubro, quando caiu e bateu a cabeça no banheiro do Palácio da Alvorada.
A internação de Lula na ala intensiva é protocolar em casos semelhantes. O presidente deve ficar na UTI por até 48 horas depois do procedimento. A expectativa é que ele retorne ao trabalho em Brasília no início da próxima semana.
De acordo com a equipe médica, o sangramento no crânio do presidente Lula é consequência de um problema na cicatrizaçãoNesta quarta-feira, Lula deveria participar da posse do ministro Vital do Rêgo como presidente do TCU (Tribunal de Contas da União). Na cerimônia, ele será representado por Alckmin.
Alckmin é sete anos mais novo que Lula. No mês passado, quando o vice-presidente completou 72 anos, o petista o parabenizou e brincou: “Parece meu filho”.
“Eu estou aqui ativo e altivo para te dar parabéns pelo seu aniversário. Quantos anos, Alckmin? Parece meu filho (risos). 72! Parabéns, querido, muitos anos de vida. Eu quero viver até 120 e você, até 121. Tá bom, querido. Um abraço, querido”, disse Lula na ligação com o vice-presidente.
‘Absolutamente consciente’
Nessa terça, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou que o presidente está “absolutamente consciente e disponível” e em contato com ministros, apesar de estar em repouso.
“O presidente voltou à consciência logo depois do procedimento, logo depois que passou o efeito anestésico, contactante, orientado, alimentando-se. Depois de avaliação, os especialistas constataram que não tem qualquer tipo de sequela ou acometimento neurológico posterior ao procedimento. Está absolutamente consciente e disponível, contactando, inclusive, com ministros”, explicou Padilha, que é médico infectologista.
Apesar dos contatos com ministros, o chefe das Relações Institucionais reforçou que Lula está em repouso.
O presidente Lula deve ficar na UTI pelas próximas 48 horas e vai ficar com o drenoEntenda o quadro de Lula
A hemorragia intracraniana é uma condição séria e ocorre quando há sangramento dentro do cérebro ou entre membranas protetoras — este último foi o caso de Lula, segundo a equipe médica. O presidente foi submetido a uma trepanação para drenagem do hematoma.
A hemorragia intracraniana pode ser causada por fatores como traumas, hipertensão, aneurismas rompidos ou outras condições médicas. De acordo com o médico Fabiano de Abreu Agrela, pós-doutor em neurociências, esse tipo de sangramento pode levar ao aumento na pressão dentro do crânio, o que pode prejudicar os tecidos cerebrais e afetar funções neurológicas importantes.
“Os sintomas mais comuns incluem dor de cabeça súbita, confusão, náuseas, convulsões e perda de consciência, mas cada caso pode apresentar uma gravidade distinta”, explicou o especialista.
O médico explicou que o tratamento da hemorragia intracraniana depende da causa, da gravidade e dos sintomas do paciente. Em casos mais severos, pode ser necessária cirurgia para remover o sangue acumulado e aliviar a pressão no cérebro.
Brasília|Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

Fórum de Governadores defende a manutenção da Substituição Tributária na PEC da Reforma Tributária
Chefes do Executivo também pedem que o governo federal compense as unidades da federação com a perda de recursos pela isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil
O Fórum Nacional de Governadores manifestou a necessidade de manutenção da Substituição Tributária (ST) na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Tributária, em vias de ser regulamentada pelo Congresso Nacional. Esse foi o único ponto acordado entre os governadores na última reunião que não foi acatado pelo relator da proposta no Senado Federal, senador Eduardo Braga, e que provavelmente será encaminhado via emenda pelo senador Alessandro Vieira.
“O Fórum deliberou sobre três pedidos que foram encaminhados ao Senado no sentido de fazer alterações no relatório. Duas delas foram incluídas, ficou faltando a Substituição Tributária que diz respeito a bebidas e cigarros. Teremos uma evasão muito grande”, destacou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. “Estamos encaminhando ao senador Alessandro, de Sergipe, um documento do Fórum em apoio a essa alteração para que ele faça uma emenda”, completou.

“Outra preocupação muito grande dos estados é sobre a perda da arrecadação por causa da isenção do imposto de renda das pessoas que ganham até R$ 5 mil. Haveria uma perda muito grande. Ninguém se colocou contra a medida, que traz justiça social, mas precisamos que seja estabelecida uma compensação”, defendeu Ibaneis Rocha, que coordena o Fórum Nacional de Governadores | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília
Respaldados pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), os governadores esperam que a Substituição Tributária (ST) seja preservada, principalmente para bebida e fumo, pois sua eliminação pode representar o aumento da evasão tributária e dificultar a fiscalização. A ST é considerada essencial no combate à informalidade e à sonegação fiscal.
Os governadores informaram que seus pedidos sobre o Comitê Gestor (CG) do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a alíquota dos combustíveis foram aceitos pelo relator da proposta no Senado. O Fórum é contrário à criação de um regulamento único para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o IBS, defendendo que cada ente federativo tenha autonomia para regulamentar seus tributos, preservando o modelo de IVA dual e equilibrando a justiça fiscal e o desenvolvimento econômico.
Quanto às alíquotas de combustíveis, os governadores pedem que estados e municípios definam suas próprias taxas, com um período de 12 meses para a definição da alíquota, em vez dos 36 meses propostos, garantindo a manutenção da competência tributária e evitando retrocessos ambientais e desequilíbrios no sistema tributário.

Presente no Fórum, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, elogiou o Fórum e os temas debatidos de segurança pública, saúde e economia | Foto: Renato Alves/Agência Brasília
Isenção do IR
Outro tema tratado no campo econômico foi sobre a proposta do governo federal, ainda a ser encaminhada ao Congresso Nacional, para que trabalhadores que recebam até R$ 5 mil mensais fiquem isentos do Imposto de Renda. Os governadores se mostraram favoráveis à proposta, mas pediram uma compensação financeira.
“Outra preocupação muito grande dos estados é sobre a perda da arrecadação por causa da isenção do imposto de renda das pessoas que ganham até R$ 5 mil. Haveria uma perda muito grande. Ninguém se colocou contra a medida, que traz justiça social, mas precisamos que seja estabelecida uma compensação”, defendeu Ibaneis Rocha, que coordena o Fórum Nacional de Governadores.
“Entendemos a medida do ponto de vista social e do ponto de vista do consumo, mas os estados devem ser recompensados pelas perdas para que as finanças estaduais não sejam ainda mais sufocadas, como vêm sendo desde as leis complementares 192 e 194 de 2002”, acrescentou o presidente do Comsefaz, Carlos Eduardo Xavier.
Presente no Fórum, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, elogiou o Fórum e os temas debatidos de segurança pública, saúde e economia. “Quero agradecer esse Fórum, esse espaço de diálogo que tem sido tão importante”, disse.
Padilha ouviu as propostas dos governadores sobre a PEC da Reforma Tributária e do pacote de corte de gastos e disse que os ajustes são necessários. “Quero destacar a importância das medidas gerais que o governo encaminhou para o Congresso Nacional, que tem como único objetivo consolidar o marco fiscal como uma espécie de contrato com a sociedade brasileira e com os atores econômicos. No ano passado aprovamos o marco fiscal e ao longo deste ano o governo vem cumprindo à risca não só o marco fiscal, mas as metas fiscais estabelecidas”, concluiu.
Por Adriana Izel e Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira




