Dia: 22 de novembro de 2024

  • Gestores escolares do Guará recebem homenagem da CLDF

    Gestores escolares do Guará recebem homenagem da CLDF

    Foto: Reprodução Web

    A Câmara Legislativa do Distrito Federal homenageou diretores e vice-diretores da Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Guará, da Secretaria de Educação do DF, em sessão solene na manhã desta quinta-feira (21). O evento, realizado no Clube da Saúde, no Guará, foi transmitido ao vivo pela TV Distrital (canal 9.3) e YouTube.

    A autora da homenagem, deputada Dayse Amarilio (PSB), lembrou que a sessão solene ocorre em alusão ao Dia do Diretor Escolar, comemorado em 12 de novembro, e ressaltou a excelência dos gestores escolares, defensores da educação. “Sinto-me honrada de devolver à escola pública aquilo que tive através da educação”, afirmou, ao acrescentar que realiza visitas regulares às escolas e destina recursos, via emenda parlamentar, às instituições de ensino.

    Amarilio salientou o papel fundamental dos diretores e vices no funcionamento das escolas, cujo trabalho inclui a coordenação pedagógica, além da gestão administrativa e financeira. Ela citou que a Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Guará abrange 29 escolas públicas e cerca de 21 mil estudantes, abarcando Guará, Lúcio Costa e Estrutural.
    Por sua vez, o deputado Martins Machado (Republicanos) destacou a “responsabilidade” dos diretores e vices, que precisam, entre outras habilidades, saber lidar com as diferenças de pensamento e de comportamento entre os membros de uma comunidade escolar. Ele exaltou a importância do trabalho desses profissionais, que enfrentam desafios diários, como “comunicar com todos de forma respeitosa e tomar decisões difíceis”.

    Protagonistas

    Segundo a coordenadora da regional de ensino do Guará, Karine Rodrigues, os diretores e vices escolares “são a base sob a qual edificamos sonhos, superamos desafios e construímos o futuro de tantos estudantes e famílias que dependem da educação pública para transformar suas realidades”. Ela completou que liderar uma escola vai muito além da gestão administrativa, pois significa “tocar vidas, inspirar mudanças e criar oportunidades, é ser um farol, assegurando que cada estudante encontre um ambiente acolhedor, inclusivo e transformador”.

    Nesse sentido, a gestora do Centro Educacional 4 do Guará, Ana Patrícia dos Santos, apontou que ser gestor, eleito pela comunidade escolar, é uma honra, mas também uma responsabilidade e um compromisso social, ético e político. “Diretores e vices são heróis sem capa”, disse, ao enumerar as funções e atribuições dos cargos. Ana Patrícia agradeceu à comunidade e, em especial, ao apoio de Dayse Amarilio e Martins Machado na melhoria de estruturas e ações escolares.

    Ao término do evento, que contou com apresentação musical e participação da comunidade local, foram entregues moções de louvor da CLDF a gestores por suas contribuições à educação.

    Franci Moraes – Agência CLDF

  • Governador Ibaneis Rocha assina decreto que cria, na Polícia Civil, a Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento

    Governador Ibaneis Rocha assina decreto que cria, na Polícia Civil, a Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento

    O governador Ibaneis Rocha assinou, nesta quinta-feira (21), o decreto que cria a Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento (Dpcev) dentro do organograma da PCDF | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    Setor será composto por dois delegados e 23 policiais e vai enfrentar, prevenir e mapear tentativas de atentados no DF; profissionais passarão por treinamentos e população vai poder colaborar com denúncias

    O governador Ibaneis Rocha assinou, nesta quinta-feira (21), o decreto 46.541 que determina a criação da Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento (Dpcev) dentro do organograma da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). O ato ocorreu no gabinete do chefe do Executivo e contou com a participação do secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, do delegado-geral da PCDF, José Werick de Carvalho, e do consultor jurídico do governo, Márcio Wanderley. O texto foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

    Ao assinar o decreto, o chefe do Executivo defendeu as forças de segurança do DF e o avanço na proteção da capital do país. “Temos os melhores profissionais do Brasil e os nossos índices de segurança demonstram isso. Com essa nova divisão mantemos a nossa cidade ainda mais protegida. Sabemos da responsabilidade com os três milhões de habitantes, com todo o corpo diplomático e todas as instituições acolhidas aqui no Distrito Federal. Certamente a Polícia Civil fará um belíssimo trabalho preventivo e combativo”, disse Ibaneis Rocha.

    A criação da Dpcev é uma iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF) para prevenir que episódios como o das explosões na Praça dos Três Poderes, na noite de quarta-feira (13), voltem a ocorrer. O caso é investigado pela Polícia Federal (PF) com apoio das polícias Militar (PMDF) e Civil (PCDF).

    “Nosso compromisso diário é tornar o Distrito Federal um lugar cada vez mais seguro, e tenho plena confiança de que a Dpcev atuará com a excelência já reconhecida da PCDF”

    Celina Leão, vice-governadora do DF

    A nova divisão da PCDF será composta por dois delegados e 23 policiais e vai combater, prevenir e mapear tentativas de atentados no DF. A Dpcev terá cartório, seção de análise técnica, seção de fontes humanas, seção de investigação, seção de investigação cibernética e seção de operações.

    No organograma da PCDF, a divisão estará no guarda-chuva do Departamento de Inteligência, Tecnologia e Gestão da Informação (DGI), ligada à Coordenação de Inteligência (CI), à Divisão de Controle de Denúncias (Dicoe) e à Divisão de Inteligência Policial (Dipo).

    Para a vice-governadora Celina Leão, a criação da Dpcev marca um avanço significativo na prevenção e investigação de crimes no DF. “Essa nova divisão da Secretaria de Segurança Pública, conduzida pela Polícia Civil, reforça nossa capacidade de proteger os poderes e garantir a segurança da população. Nosso compromisso diário é tornar o Distrito Federal um lugar cada vez mais seguro, e tenho plena confiança de que a Dpcev atuará com a excelência já reconhecida da PCDF”, destacou Celina Leão.

    O secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, defendeu a estrutura que vai atuar tanto na prevenção quanto no combate a manifestações radicais, frequentemente violentas, que possam ameaçar a segurança da capital federal. Avelar destacou a peculiaridade de Brasília como alvo dessas ações devido ao seu papel como sede dos governos local e federal e inúmeras instituições, o que atrai indivíduos com intenções criminosas.

    “Brasília tem uma situação muito peculiar, na medida em que, sendo a capital federal, acaba atraindo esse tipo de manifestação radical, muitas vezes violenta e criminosa”, afirmou. A divisão será responsável por monitorar perfis suspeitos, investigando previamente possíveis ameaças, e agindo com uma equipe especializada para garantir que atos extremistas não se concretizem. “A PCDF que já tem o maior índice de solução de criminalidade em todo o país agora também expande a sua atividade nesse sentido de evitar atos de extremismo violento”, acrescentou Avelar.

    “Nós não podemos deixar que atos extremistas coloquem em risco a democracia, o Estado democrático de direito, integridade das pessoas e das autoridades”

    José Werick de Carvalho, delegado-geral da DPDF

    De acordo com o delegado-geral da PCDF, José Werick de Carvalho, os profissionais da divisão vão passar por treinamentos específicos. Ele afirmou também que a população vai poder colaborar com denúncias para que a divisão investigue. “Vamos criar quatro seções, uma específica para a investigação de atos violentos extremistas, outra de tecnologia, especificamente nessa área de investigação de redes sociais e de qualquer conduta que possa caminhar nesse sentido de extremismo violento”, detalhou.

    “Pretendemos criar um protocolo, fazer treinamento, inclusive no exterior, para que a equipe possa adquirir toda a expertise para enfrentar esse fenômeno que coloca em risco a integridade da sociedade. Nós já temos algumas ações previstas para assim que nós iniciarmos a estrutura da divisão. Nós não podemos deixar que atos extremistas coloquem em risco a democracia, o Estado democrático de direito, integridade das pessoas e das autoridades”, reforçou José Werick de Carvalho.

    Por Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger
  • Aliados defendem Bolsonaro e relacionam indiciamento a ‘medo’ do retorno dele às urnas

    Aliados defendem Bolsonaro e relacionam indiciamento a ‘medo’ do retorno dele às urnas

    Aliados defendem Bolsonaro e relacionam indiciamento a ‘medo’ do retorno dele às urnas                                                    Foto: Pedro França/Agência Senado – 29 de outubro de 2024

    Ex-presidente foi indiciado pela PF por tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa

    Brasília|Rute Moraes, do R7, em Brasília

    Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentam relacionar o indiciamento dele por parte da Polícia Federal ao “medo” de ele retornar às urnas em 2026. Inelegível até 2030, Bolsonaro foi indiciado pela polícia, na quinta-feira (21), no inquérito que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após o resultado das eleições presidenciais de 2022. Outras 36 pessoas também foram indiciadas no relatório enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal).

    Bolsonaro se defendeu afirmando que o ministro Alexandre de Moraes faz “tudo o que não diz a lei” e que vai esperar a manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República). “O ministro Alexandre de Moraes conduz todo o inquérito, ajusta depoimentos, prende sem denúncia, faz pesca probatória e tem uma assessoria bastante criativa. Faz tudo o que não diz a lei”, disse o ex-presidente.

    Os apoiadores do ex-presidente classificaram que a ação foi por “medo” das próximas eleições. “Na democracia relativa, que vivemos hoje, na democracia de faz de conta, em que inventaram também um golpe fake, sem armas, é claro que já esperávamos que o alvo principal seria o presidente Bolsonaro. Aquele que eles têm medo, medo de concorrer, novamente, na urna, que eles tanto defendem e dizem que é segura, de concorrer na próxima eleição”, disse a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC).

    O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), declarou que o indiciamento é uma “reação à eleição” do republicano Donald Trump para a Presidência dos EUA.

    “O desespero bateu, a volta de Bolsonaro é uma realidade e, agora, querem reagir, querem sapatear, querem continuar contando a história e o enredo que o presidente Lula já falou, que tinha que montar uma narrativa”, pontuou o parlamentar.

    Filho do ex-presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reforçou o pensamento. “O que acontece nos EUA, acontece no Brasil”, declarou o deputado, após chamar o relatório da PF de “porcaria”. Trump é alvo em diversos processos nos EUA, incluindo um sobre a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

    “Relatório pífio”

    Senador pelo PL, Magno Malta (ES) fez críticas à investigação policial. “Alexandre Criativo de Morais (sic), parabéns pelo desfecho de sua ‘obra’, onde formou criativos que, juntamente com os criadores de narrativas, resultaram nesse pífio relatório que tenta incriminar quem nenhum crime cometeu”, escreveu o parlamentar nas redes sociais.

    Líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ) destacou que, para se caracterizar uma tentativa de golpe, é “necessário que tivesse uma execução que tenha sido frustrada”. “Não me parece que o presidente Bolsonaro ou Valdemar [Costa Neto, presidente do PL] em momento algum tenham concordado com qualquer ideia do tipo”, declarou ao R7.

    Para o parlamentar, até o momento, “trata-se da construção de uma narrativa, que iniciariam objetivando a inelegibilidade e a prisão de Bolsonaro, o maior adversário de Lula e do governo instalado”.

    Ex-ministra no governo Bolsonaro, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou que o ex-mandatário é um “democrata”. “Se alguém em volta do Bolsonaro falou ou pensou diferente dele, que responda por seus atos. Mas não tentem imputar isso a um democrata como nosso eterno presidente”, destacou a senadora.

    Também ex-ministro de Bolsonaro, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) disse ter “certeza da inocência do ex-presidente”. “Há coisas a respeito das quais tenho certeza e uma delas é sobre a inocência de Bolsonaro”, escreveu nas redes sociais.

    O senador Marcos Rogério (PL-RO) levantou suspeitas sobre as provas contra Bolsonaro e afirmou que um indiciamento só deve ocorrer quando “há, de forma concreta, a presença de indícios de prática criminosa”.

    Ele chamou as acusações de “especulações” e disse haver a necessidade de mais apuração. “O que se conhece são especulações que alimentam suposições de participação em práticas que, ao que se sabe, ainda estão pendentes de maior apuração. Pelo que foi divulgado até o momento, o indiciamento do presidente está muito fundado em afirmações genéricas e superficiais”, declarou.

    Entenda

    Segundo a PF, as provas contra os investigados foram obtidas por meio de “diversas diligências policiais realizadas ao longo de quase dois anos, com base em quebra de sigilos telemático, telefônico, bancário, fiscal, colaboração premiada, buscas e apreensões, entre outras medidas devidamente autorizadas pelo poder Judiciário”.

    O indiciamento é um ato formal feito pela autoridade policial durante a investigação de um crime. Ele ocorre quando, com base nas provas coletadas, os investigadores identificam uma pessoa como suspeita principal da prática de um delito e formaliza essa suspeita no inquérito.

    A Polícia Federal identificou que os investigados se estruturaram por meio de divisão de tarefas, o que permitiu a individualização das condutas e a constatação da existência de seis grupos:

    • Núcleo de Desinformação e Ataques ao Sistema Eleitoral;
    • Núcleo Responsável por Incitar Militares à Aderirem ao Golpe de Estado;
    • Núcleo Jurídico;
    • Núcleo Operacional de Apoio às Ações Golpistas;
    • Núcleo de Inteligência Paralela;
    • Núcleo Operacional para Cumprimento de Medidas Coercitivas

    “Com a entrega do relatório, a Polícia Federal encerra as investigações referentes às tentativas de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, disse a corporação.

    Veja a lista completa dos indiciados

    • Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República
    • Mauro Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
    • Anderson Gustavo Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública
    • Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional
    • Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa
    • Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro em 2022
    • Valdemar Costa Neto, presidente do PL
    • Alexandre Rodrigues Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Investigação)
    • Filipe Garcia Martins, ex-assessor especial para assuntos internacionais de Bolsonaro
    • Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major do Exército
    • Alexandre Castilho Bitencourt da Silva, coronel do Exército
    • Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha
    • Amauri Feres Saad, advogado
    • Anderson Lima de Moura, coronel do Exército
    • Angelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército
    • Bernardo Romao Correa Netto, coronel do Exército
    • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, engenheiro
    • Carlos Giovani Delevati Pasini, coronel do Exército
    • Cleverson Ney Magalhães, coronel do Exército
    • Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general do Exército
    • Fabrício Moreira de Bastos
    • Fernando Cerimedo, consultor político
    • Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército
    • Guilherme Marques de Almeida, coronel do Exército
    • Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel do Exército
    • José Eduardo de Oliveira e Silva, padre
    • Laercio Vergilio, general da reserva do Exército
    • Marcelo Bormevet, policial federal
    • Marcelo Costa Câmara, coronel do Exército
    • Mario Fernandes, general da reserva do Exército
    • Nilton Diniz Rodrigues, general do Exército
    • Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho, economista e blogueiro
    • Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel do Exército
    • Ronald Ferreira de Araujo Junior, tenente-coronel do Exército
    • Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel do Exército
    • Tércio Arnaud Tomaz, ex-assessor de Bolsonaro
    • Wladimir Matos Soares, policial federal