Dia: 3 de setembro de 2024

  • Prorrogado prazo de inscrição para editais da Pnab

    Prorrogado prazo de inscrição para editais da Pnab

    A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) prorrogou o período de inscrição de projetos dos editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab). As inscrições ficarão abertas até o dia 20 de setembro.

    A prorrogação do prazo atende aos interesses da classe cultural, que terá mais tempo para se familiarizar com o Sistema Baru e aplicar os projetos desejados.

    Ao todo, são R$ 45.307.000,00 distribuídos em 18 editais. Os interessados poderão se inscrever no endereço do Sistema Baru. Cada proponente poderá concorrer com um projeto em cada edital da PNAB seguindo os critérios de avaliação de mérito da proposta e habilitação documental para pagamento.

    Acompanhe os editais abertos aqui.

    Canais para tirar dúvidas referente à PNAB 2024

    • Dúvidas referente aos editais: e-mail: gpfac.cultura@goias.gov.br.
    • Problemas com o sistema Baru (enviar print ou gravação de tela do erro): e-mail: planejamento.secult@goias.gov.br ou telefone: (62) 3201-4622/4658.

    Pnab

    Instituída pela Lei nº 14.399, de 08 de julho de 2022, a Pnab prevê a destinação de R$ 3 bilhões aos estados e municípios, divididos durante cinco anos. O Decreto nº 11.740/2023 regulamenta a Política Nacional Aldir Blanc e define como os valores podem ser usados em políticas estruturantes e de fomento à cultura.

    A Portaria nº 80/2023, do Ministério da Cultura, estabelece as diretrizes complementares para execução da Pnab. Goiás irá operacionalizar R$ 50.448.403,54. Já os municípios goianos deverão receber R$ 52.893.243,13.

    Saiba mais

    Secult lança dois novos editais da Pnab

    Secult abre inscrições para editais da Pnab

    Secretaria da Cultura – Governo de Goiás

  • GDF participa de evento com troca de informações sobre bancos de leite humano

    GDF participa de evento com troca de informações sobre bancos de leite humano

    Certificação da Fiocruz inicia em mais três países. Brasil já possui selo e DF segue como referência

    Para compartilhar o conhecimento já adquirido em sua rede, a Secretaria de Saúde (SES-DF) participou, nesta segunda-feira (2), da solenidade de Certificação Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de bancos de leite humano (BHL). O programa da instituição busca prover informações e avaliar países acerca do assunto. O Brasil já é um dos países certificados e, agora, Cabo Verde, Guatemala e Paraguai também recebem a iniciativa.

    Brasília é a única cidade do mundo autossuficiente em leite humano. Apenas em 2023, mais de 22 mil litros do alimento foram doados, beneficiando cerca de 15 mil bebês – totalizando mais de 200 mil atendimentos. Até julho deste ano, o número chegava a 11 mil litros e 9 mil crianças atendidas. No mesmo período de 2024, foram registradas quase 124 mil assistências relacionadas à amamentação junto às equipes da rede de BLHs.

    Lucilene Florêncio: “O trabalho conjunto ocorre desde o momento da criação do primeiro banco de leite até o olhar governamental de que a redução da mortalidade dos recém-nascidos e das lactantes pode ocorrer por meio do leite humano” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde

    Os números do DF, como apontou a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, refletem o trabalho conjunto entre diferentes instituições, como a integração com o Corpo de Bombeiros do DF (CMBDF). “O trabalho conjunto ocorre desde o momento da criação do primeiro banco de leite até o olhar governamental de que a redução da mortalidade dos recém-nascidos e das lactantes pode ocorrer por meio do leite humano”, declarou.

    Reforçando o papel significativo do DF em relação ao tema, o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ruy Carlos Pereira, apontou fatores que puderam contribuir para a autossuficiência da capital federal em leite humano: “É importante reconhecer que o DF considera essa questão uma política de Estado, uma singularidade em relação a outras unidades.”

    Certificação e bem-estar

    O programa da Fiocruz é global e parte de uma avaliação das ações desenvolvidas pelas unidades integrantes que assegurem a qualidade do leite, dos processos e dos serviços. Outra abordagem é um sistema de troca de informações sobre oportunidades de melhorias direcionadas aos diferentes níveis de gestão.

    Segundo a diretora da sede da Fiocruz em Brasília, Fabiana Damásio, os BLHs têm papel primordial na saúde dos bebês e de recém-nascidos. “A rede de bancos de leite humano emociona por tudo que consegue fazer, principalmente ao salvar as vidas de milhares de crianças”, afirmou.

    Além de corroborar com a fala, o representante da presidência da Fiocruz, Hermano Castro, lembrou algumas dificuldades para que o aleitamento seja considerado em todos os grupos da sociedade: “Temos desafios que são cultivados e permanentes. Há situações que são fruto dos processos de colonização, como o desafio da amamentação nas populações indígenas, vulneráveis a diversos riscos”, explicou.

    Um tema adicional citado no evento foi a existência de mais salas de amamentação nas instituições públicas. “Estamos trabalhando para que todas as unidades administrativas do DF ofereçam uma sala de aleitamento às servidoras. É uma prioridade da pasta”, assegurou a secretária de Saúde.

    Por Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader *Com informações da Secretaria de Saúde

  • Caminhão desgovernado capota e causa acidente entre 5 veículos no DF

    Caminhão desgovernado capota e causa acidente entre 5 veículos no DF

    Breno Esaki/Metrópoles (@brenoesakifoto)

    Motorista de caminhão e motociclista envolvido na ocorrência precisaram receber atendimento hospitalar. Acidente aconteceu na manhã desta 3ª

    Um motorista de 42 anos ficou preso às ferragens do caminhão que conduzia após o veículo sofrer um acidente, na manhã desta terça-feira (3/9), na Avenida Principal de São Sebastião (DF). A carreta, que transportava centenas de tijolos, capotou e atingiu um carro, um ônibus escolar e duas motos. Além do caminhoneiro, um motociclista precisou receber atendimento hospitalar.

    O acidente aconteceu por volta das 9h30, em frente ao Centro de Ensino Médio (CEM) 1 de São Sebastião. O motorista do caminhão, um Volkswagen 24-250 branco, foi retirado das ferragens pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) cerca de 40 minutos após o ocorrido. Ele foi levado para o Hospital de Base (HBDF), orientado, mas com escoriações pelo corpo.

    Já o condutor de uma das motocicletas atingidas, uma Yamaha 125cc vermelha, ficou gravemente ferido e foi levado para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de São Sebastião. A suspeita é de que a vítima, um homem de 45 anos, tenha sofrido traumatismo craniano. O CBMDF não divulgou as identidades dos envolvidos.

    Breno Esaki/Metrópoles (@brenoesakifoto)

    A Polícia Militar (PMDF) detalhou que o caminhão capotou depois de o motorista perder o controle da direção em uma pista em declive.

    No entanto, até o momento, não há detalhes confirmados pela perícia da Polícia Civil (PCDF) sobre como o acidente de fato ocorreu.

    Por Rebeca Kemilly e Luciano Arcoverde – Metrópoles

  • Apoio do GDF consolida Brasília como referência nacional na marcha atlética

    Apoio do GDF consolida Brasília como referência nacional na marcha atlética

    A marcha atlética é uma modalidade do atletismo em que se executa uma progressão de passos de maneira que o atleta sempre mantenha contato com o solo com pelo menos um dos pés. Treinando diariamente no Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho, há marchadores que também participaram das Olimpíadas em Paris deste ano | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Capital é celeiro de talentos na categoria e reúne atletas inspirados pelo medalhista olímpico Caio Bonfim, que contam com os programas de incentivo federal para representar o Distrito Federal em torneios nacionais e internacionais

    A conquista inédita da medalha de prata na marcha atlética nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 trouxe reconhecimento para a modalidade, crescente em Brasília e potencializada por meio de programas de incentivo ao esporte executados pelo Governo do Distrito Federal (GDF), como o Compete Brasília e o Bolsa Atleta.

    “O Governo do Distrito Federal, por meio desses programas, oferece suporte contínuo a esses atletas, garantindo recursos para treinamento, participação em competições e desenvolvimento técnico. Nosso compromisso é fortalecer ainda mais essa modalidade, criando oportunidades para que nossos marchadores alcancem os melhores resultados e representem nossa cidade nos pódios”  Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer

    O secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, afirma que a capital federal está se consolidando como um polo esportivo, e a marcha atlética é um exemplo disso, com atletas de alto nível competindo e conquistando vitórias em torneios nacionais e internacionais. “O Governo do Distrito Federal, por meio desses programas, oferece suporte contínuo a esses atletas, garantindo recursos para treinamento, participação em competições e desenvolvimento técnico. Nosso compromisso é fortalecer ainda mais essa modalidade, criando oportunidades para que nossos marchadores alcancem os melhores resultados e representem nossa cidade nos pódios”, afirma Junqueira.

    Treinando diariamente no Estádio Augustinho Lima, em Sobradinho, há marchadores que também participaram das Olimpíadas em Paris deste ano. Entre eles está Max Batista Gonçalves dos Santos, 29, tricampeão brasileiro dos 35 km, medalhista sul-americano e medalhista da Copa Panamericana de Marcha Atlética. Além de outras disputas importantes, como o Troféu Brasil e o Campeonato Mundial de Marcha Atlética, Max fez parte do auge das competições, conquistando o 28º lugar nos Jogos Olímpicos em Paris, em sua primeira participação.

    De um menino de 12 anos que enfrentava dificuldades em casa a um atleta de alto rendimento, a jornada de Max é composta de muito trabalho e dedicação. Ele conta que fez o primeiro treino em 2006, a convite de um amigo, atraído pelo lanche que viria depois. Logo se apaixonou pelo esporte, aprimorou-se e começou a competir. “A gente costuma dizer que não somos nós que escolhemos a marcha atlética, é a marcha atlética que nos escolhe. Eu tentei outras modalidades como corrida e salto, mas não me encaixei em nenhuma, e a marcha atlética me escolheu. Ela me deu a oportunidade de chegar onde cheguei hoje”, afirma o atleta.

    Resistência e técnica

    A marcha atlética é uma modalidade do atletismo em que se executa uma progressão de passos de maneira que o atleta sempre mantenha contato com o solo com pelo menos um dos pés. A perna que avança deve estar reta, desde o momento do primeiro contato com o solo até que se encontre em posição vertical. Foi integrada aos Jogos Olímpicos em 1900 e, em 1992, passou a ser disputada também na categoria feminina.

    A marchadora Gabriela Muniz não só cresceu nesse esporte como viu a modalidade crescer junto com ela. Quando tinha 12 anos, conheceu a marcha atlética por meio de um projeto social, onde via o esporte mais como uma brincadeira

    As provas de marcha atlética são disputadas nas distâncias de 20 km no feminino, e 20 km e 50 km no masculino, normalmente realizadas em um circuito na rua de no mínimo 1 km e no máximo 2,5 km. É uma modalidade esportiva em que a resistência e a técnica do atleta são fundamentais. E não é fácil: são muitos quilômetros de treino para aguentar a rotina de segunda a sábado, executando uma média de 20 km a 25 km por dia, geralmente com dois turnos de treino combinados com academia e fisioterapia para trabalho preventivo.

    A marchadora Gabriela Muniz, 22, não só cresceu nesse esporte como viu a modalidade crescer junto com ela. Quando tinha 12 anos, conheceu a marcha atlética por meio de um projeto social, onde via o esporte mais como uma brincadeira. Com o tempo, seu estilo de corrida se destacou por ela correr entrando com o calcanhar, uma característica de marchadora.

    A jornada de Max é composta de muito trabalho e dedicação. Ele conta que fez o primeiro treino em 2006, a convite de um amigo, atraído pelo lanche que viria depois. Logo se apaixonou pelo esporte, aprimorou-se e começou a competir

    “Disseram que eu poderia me dar melhor na marcha do que na corrida, então eu testei e estou aqui até hoje. Foi a prova com a qual mais me identifiquei e que mais deu certo para mim. No começo, não gostava tanto, porque não havia muitas pessoas praticando a modalidade e eu queria correr com um grupo maior. Mas, com o tempo, mais pessoas chegaram”, recorda.

    Apoio fundamental

    Gabriela ressalta o quanto o esporte mudou sua vida e que, por meio dele, conseguiu uma qualidade de vida melhor, conheceu pessoas e lugares, além de se superar. “O esporte é muito importante na minha vida. E, com certeza, o apoio do GDF é fundamental para buscarmos as marcas exigidas em campeonatos internacionais, que são mais fortes e têm mais competidores”.

    Enquanto o Compete Brasília custeia passagens para competições nacionais e internacionais, o Bolsa Atleta fornece condições para que os competidores permaneçam no esporte. Gabriela explica que, para participar das Olimpíadas, são necessárias pelo menos três boas marcas, o que foi possível a partir de competições no exterior, cujas passagens foram custeadas pelo Compete. “E o Bolsa Atleta permite custear essas viagens, comprar suplementos, tênis; tudo isso é um investimento para nós”, acrescenta.

    O colega de pista, Max, complementa a fala da atleta e frisa que é muito difícil alcançar grandes níveis sem ajuda. “Hoje eu vivo pelo esporte. Os programas do GDF têm garantido que eu chegasse a lugares que, sem apoio, não teria chegado. Meus treinadores e todos que tocam esse projeto me mostraram que eu podia ganhar muito mais do que um lanche. Sobradinho já tinha um reconhecimento nessa modalidade porque o Caio veio da Olimpíada do Rio de 2016 com um ótimo resultado, mudando a cultura local. Agora, creio que é assinar embaixo e fechar com chave de ouro que o Brasil é também o país da marcha atlética”, finaliza o marchador.

    O medalhista olímpico Caio Bonfim recorda que até seus adversários em Paris reconheciam a importância dos programas de apoio que garantem a presença em outros campeonatos. “A nossa Bolsa Atleta é quase o dobro da do governo federal, você vê o tanto que ela é relevante. Quando você tem essa segurança, você tem oportunidade. Paris é linda, a Torre Eiffel é deslumbrante e memorável. Mas voltar para casa, para Sobradinho, é lindo. A gente sonhou com esse momento e trabalhou muito por longos dias para estarmos vivendo isso aqui. Sermos coroados com essa medalha é algo que não conseguimos nem definir com palavras”, ressalta o atleta.

  • Brasília registra dia mais seco do ano, com umidade em 9%

    Brasília registra dia mais seco do ano, com umidade em 9%

    Em nove meses, o país já registrou 131 mil focos de incêndio – (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

    Onda de calor se juntará à secura e às queimadas país. Brasília registrou ontem o dia mais seco do ano, com umidade a 9%

    Por Mayara Souto

    O Brasil enfrenta um grave cenário ambiental neste ano. Em nove meses, o país já registrou 131 mil focos de incêndio — número que não era tão alto desde 2010, quando o valor do ano inteiro foi de 139 mil casos. Somente entre sábado e ontem, mais de 7,3 mil queimadas foram identificadas, principalmente, na Amazônia (4.656) e no Cerrado (1.820).

    Pará, Mato Grosso e Amazonas foram os estados com mais incêndios das últimas 48 horas (veja no mapa). As informações são do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que monitora a situação em todo o país.

    A tendência, segundo a MetSul Meteorologia, é que os focos de incêndio continuem neste mês e alcancem a maior média histórica. “Com uma massa de ar seco e extremamente quente cobrindo a Amazônia nos próximos dias e semanas, com temperaturas máximas perto e acima de 40ºC por muitos dias, a tendência que se desenha é de mais um mês com muito fogo no bioma e queimadas acima dos padrões históricos”, informa a previsão.

    No Pantanal, a situação não é diferente. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) calcula que, somente neste ano, a área de floresta queimada no bioma equivale a quase cinco vezes o tamanho do Distrito Federal. Conhecida como a “capital do Pantanal”, Corumbá (MS) é a cidade brasileira com maior número de incêndios no ano — mais de 4,3 mil.

    A situação, segundo o Ibama, é mais crítica agora pelo “adiantamento” da temporada de queimadas. Normalmente, esse período começaria em agosto, mas, neste ano, iniciou em junho. “O período de julho de 2023 a junho de 2024 também foi o mais quente já registrado no planeta”, constata a autarquia. “A combinação de condições climáticas adversas, como a seca histórica agravada por fenômenos como El Niño e La Niña, junto a práticas humanas insustentáveis, como queimadas descontroladas para atividades agropecuárias, está acelerando a propagação do fogo e ameaçando a biodiversidade da região, assim como as comunidades que dela dependem. Não foram identificados incêndios causados por raios nos meses de maio e junho, o que evidencia a influência humana no desastre ambiental”, descreve a entidade ambiental.

    Baixíssima umidade

    De fato, como ressalta o Ibama, o cenário dos altos focos de incêndio é uma combinação de fatores. Um deles, muito intenso, é a baixa umidade. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho durante a tarde de ontem devido à baixíssima umidade (menos de 12%) no Centro-Oeste e Sudeste. Dados das estações meteorológicas do país mostram que a umidade chegou a 7% em Goiânia, Barretos (SP) e Cotriguaçu (MT). Em Brasília, o dia mais seco do ano marcou 9% de umidade.

    Para hoje, o centro meteorológico está em alerta amarelo por conta da baixa umidade e uma onda de calor, que abrangem as mesmas regiões e sobem ao Norte, onde o cenário das queimadas é o mais grave. As autoridades climáticas alertam ainda para uma “onda de calor excepcional”, em que os termômetros podem bater 45ºC em alguns pontos do país. A previsão é de que isso ocorra com maior intensidade na primeira quinzena de setembro.

    Essa semana a temperatura deve ficar em torno de 40ºC no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Rondônia, Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Bahia, Piauí e Maranhão. Já na próxima, o calor deve ser maior ainda, quando as máximas serão mais altas e o pior cenário se desenha para ser no Norte, Centro-Oeste e Sudeste — exatamente onde há mais queimadas ocorrendo.

    Em São Paulo, por exemplo, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do estado chegou a fechar, no domingo, cerca de 80 unidades de conservação na região metropolitana e interior do estado. A decisão foi uma resposta ao crescente risco de incêndios florestais, que coloca em perigo tanto os visitantes quanto às áreas de preservação.

    Cidades encobertas

    Desde que os incêndios florestais começaram a se intensificar, casos de cidades cobertas por nuvem de fumaça têm sido mais frequentes. Cidades do interior de São Paulo, Amazonas e até Brasília tiveram dias cinzentos.

    A concentração dos chamados “aerossóis atmosféricos”, que são pequenas partículas suspensas na atmosfera oriundas de incêndios florestais, pode ser vista através de mapas do satélite Copernicus, da União Europeia. Neles, é possível verificar uma densa nuvem de fumaça tóxica na região Norte, que se estende até o Paraná, no Sul do país.

    O Correio fez a comparação entre a previsão de dissipação da fumaça que foi feita na quinta pelo satélite com a que está ocorrendo hoje. Nas imagens, é possível ver a área mais densa de partículas e também mais extensa. A região Amazônica é onde há maior concentração de partículas atualmente. A fumaça está sobre Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, além de parte do Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

    O “corredor de fumaça” desce pelos países vizinhos e atravessa em direção ao Oceano Atlântico passando pelo Paraná, São Paulo e parte do Rio de Janeiro. Nos próximos dias, pela previsão do satélite, a fumaça pode também avançar pelo Centro-Oeste.

    Colaborou Iago Mac Cord, estagiário sob a supervisão de Carlos Alexandre de Souza

  • Troféu Câmara Legislativa – Com edital aberto, inscrição de filmes do DF vai até 25 de setembro

    Troféu Câmara Legislativa – Com edital aberto, inscrição de filmes do DF vai até 25 de setembro

    CLDF vai distribuir um total de R$ 240 mil em prêmios às melhores produções do Distrito Federal

    Filmes concorrem a premiação de R$ 240 mil, dividida 13 categorias

    Mais longevo do País, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro já tem data em 2024: de 30 de novembro a 7 de dezembro. Na programação, a tradicional Mostra Brasília, onde são exibidos os filmes do Distrito Federal que disputam o Troféu Câmara Legislativa; este ano, em sua 26ª edição. As inscrições para a premiação da CLDF vão até 25 de setembro e devem observar o disposto no Edital nº 1/2024, publicado no Diário da CLDF desta segunda-feira (2). O formulário está disponível no site do 57º Festival de Brasília.

    Não é exigido ineditismo, mas os filmes devem ter sido concluídos, obrigatoriamente, a partir de 2023. Além disso, é necessário que a equipe de realização da obra seja composta, em sua maioria, por profissionais que tenham nascido no DF ou que aqui residam há, no mínimo, dois anos.

    Entre os inscritos, serão selecionados quatro filmes de longa-metragem e oito de curta-metragem, os quais concorrerão a um total de R$ 240 mil em prêmios, distribuídos em diversas categorias (veja abaixo). A seleção dos filmes que vão disputar o 26º Troféu Câmara Legislativa será feita por uma comissão integrada por cinco profissionais da área, cujos nomes serão divulgados em breve. Já a escolha dos vencedores será definida por um júri oficial – ao qual também será dada publicidade, antes da premiação – e por júri popular, composto pela plateia presente na exibição dos filmes.

    Troféu CLDF

    Criado em 1996, o Troféu Câmara Legislativa tem como missão valorizar e estimular a produção audiovisual do Distrito Federal, bem como reconhecer a qualidade técnica dos profissionais da área da cidade. Desde seu surgimento, a vitrine dos filmes que concorrem à premiação da CLDF – chamada de Mostra Brasília – tem histórico de sessões lotadas e grande participação do público.

    Para o presidente da Casa, deputado Wellington Luiz (MDB), o Troféu Câmara Legislativa é uma “celebração do talento e da criatividade” dos cineastas e produtores locais. “Essa premiação é fundamental para valorizar e incentivar a produção audiovisual em nossa cidade, destacando obras que refletem a diversidade e a riqueza cultural do Distrito Federal. É um reconhecimento importante que fortalece a identidade cultural e projeta nossos artistas para o cenário nacional”, avalia o parlamentar.

    Já o vice-presidente da Casa, deputado Ricardo Vale (PT) explica que, como a Casa do Povo, a CLDF desempenha um papel prioritário no fomento à cultura local, e o Troféu Câmara Legislativa representa um importante reconhecimento para o nosso cinema e audiovisual. “Ele valoriza o talento dos nossos criadores e fortalece a identidade cultural da região, destacando essa mistura tão própria do DF, composta pelas diversas regiões do país e trazendo as perspectivas e vivências únicas construídas no centro político do Brasil, especialmente as periféricas”, destaca o distrital.

    Nesta 26ª edição, o Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal concederá os seguintes prêmios em dinheiro:

    Júri Oficial
    Melhor longa-metragem: R$ 100 mil
    Melhor curta-metragem: R$ 30 mil
    Melhor direção: R$ 12 mil
    Melhor ator: R$ 6 mil
    Melhor atriz: R$ 6 mil
    Melhor roteiro: R$ 6 mil
    Melhor fotografia: R$ 6 mil
    Melhor montagem: R$ 6 mil
    Melhor direção de arte: R$ 6 mil
    Melhor edição de som: R$ 6 mil
    Melhor trilha sonora: R$ 6 mil

    Júri Popular
    Melhor longa-metragem: R$ 40 mil
    Melhor curta-metragem: R$ 10 mil

    Denise Caputo – Agência CLDF