Dia: 13 de agosto de 2024

Lei do deputado Martins Machado reconhece salões de beleza que promovem doação de cabelo
Crédito foto: Rogério LopesSelo Salão Amigo de Pacientes em Tratamento de Câncer busca facilitar a doação no local onde a pessoa realiza o corte de cabelo.Conceder certificação de reconhecimento público por meio do selo Amigo de Pacientes em Tratamento de Câncer, aos salões de beleza que promovam campanhas de incentivo aos programas de doação de cabelos para pacientes em tratamento oncológico é o que prevê a lei n° 7533 de autoria do deputado distrital Martins Machado ( Republicanos- DF), sancionada pelo governador Ibaneis Rocha, publicada no Diário Oficial Do Distrito Federal.A certificação visa sensibilizar as pessoas para as campanhas e facilitar a doação no local onde a pessoa realiza o corte de cabelo. Os fios serão encaminhados às organizações representativas para que produzam perucas voltadas a pacientes que tiveram queda capilar causada por tratamentos oncológicos.As perucas serão distribuídas para pessoas previamente cadastradas e para aquelas que se encontram em vulnerabilidade social, sendo vedada qualquer utilização comercial. Os interessados em adquirir o selo devem fazer a solicitação na Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). Com a chancela, o salão pode aplicar a certificação em produtos e peças publicitárias.Para o parlamentar as campanhas de doação de cabelo têm um papel importantíssimo na conscientização da sociedade, pois a doação de cabelo é simples, mas o efeito é profundo “Os tratamentos, provocam uma mudança visível que pode impactar profundamente a autoestima e o bem-estar emocional dos pacientes. Para muitos, o cabelo é uma parte essencial da identidade e perder essa parte de si mesmo pode ser devastador “, disse Martins Machado.
Polícia Civil abre leilão de veículos e sucatas
Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Ativos do Fundo Nacional Antidrogas serão divididos em 55 lotes, dos quais 16 são veículos e 39 são sucatas; lances poderão ser dados até o dia 27 de agosto
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizará neste mês o terceiro leilão de ativos do Fundo Nacional Antidrogas (Funad) de 2024. O evento é promovido pela Comissão Permanente de Alienação da PCDF (CPA), organizado pela Comissão Permanente de Avaliação e Alienação de Bens do DF (Cpaab) e conduzido por um leiloeiro público contratado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).O leilão contará com 55 lotes, dos quais 16 são veículos e 39 são sucatas veiculares. A modalidade será exclusivamente online, permitindo que participantes de qualquer lugar possam dar seus lances.Confira o cronograma:→ Visitação dos bens: dias 23 e 26 de agosto, das 13h às 16h, no pátio da Divisão de Custódia de Bens, localizado no Complexo Regional Norte da Polícia Civil do Distrito Federal (DF-440, Km 15, Rota do Cavalo, Sobradinho).→ Encerramento (sessão pública): a partir das 14h45 do dia 27 de agosto.Interessados podem acessar informações, fotos e descrições detalhadas de todos os bens disponíveis para leilão neste link (veículos) e neste (sucatas).*Com informações da Polícia Civil do Distrito Federal
O que se sabe sobre avião que sofreu danos durante pouso e fechou Aeroporto de Florianópolis por 18 horas
Situação dos pneus após pouso que interditou pista de Aeroporto em Florianópolis — Foto: Floripa Mil Grau/Divulgação
Aeronave aterrizou na pista perto das 2h30 e operação só voltou ao normal depois das 20h de segunda-feira (11). Mais de 99 voos haviam sido cancelados até 20h30.
O Aeroporto de Florianópolis ficou sem operações nesta segunda-feira (12) por quase 18 horas, após um avião ter danos nos pneus ao pousar na pista durante a madrugada. O terminal ficou fechado entre 2h30 e 20h15 de segunda.
Apesar de o avião que teve problemas nos pneus ter pousado de madrugada, somente perto das 17h chegou o equipamento necessário e os trabalhos para a retirada da aeronave da pista começaram.
O g1 preparou perguntas e respostas sobre o que se sabe e o que falta saber sobre o caso.
- O que aconteceu?
- Por que houve demora para a retirada do avião da pista?
- Qual equipamento foi usado para retirar o avião? Por que demorou a chegar ao aeroporto?
- Enquanto o avião estava na pista, o aeroporto não pôde ser usado?
- Quantos voos foram cancelados?
- Que horas o avião foi retirado da pista?
- Qual a orientação para os passageiros?
- O que diz o Procon?
- A situação é investigada?
O que aconteceu?
Perto de 2h30, uma aeronave da companhia Azul Linhas Aéreas sofreu danos nos pneus ao pousar na pista. A empresa não detalhou o problema, mas disse que o avião não conseguiu deixar a via por meios próprios. Ninguém se feriu.
Nas imagens é possível ver os pneus da aeronave rasgados e murchos. O voo AD 4225 saiu às 23h25 do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (MG). Os passageiros e tripulantes conseguiram desembarcar do avião com segurança em Florianópolis.
Por que houve demora para a retirada do avião da pista?
A Azul disse por nota que a aeronave não conseguia ser retirada sem ajuda de um outro equipamento, que só chegou perto das 17h.
Qual equipamento foi usado para retirar o avião? Por que demorou a chegar ao aeroporto?
A Azul não informou o nome do equipamento usado para rebocar o avião, nem explicou como ele funciona. Também não detalhou de onde veio o aparelho ou a razão da demora do transporte até o Aeroporto de Florianópolis.
Sabe-se que o equipamento chegou através de um avião de carga da Azul.
Enquanto o avião estava na pista, o aeroporto não pôde ser usado?
A concessionária do aeroporto esclareceu que a aeronave ficou parada na pista 14/32, a única que pode ser usada por aviões de grande porte e a jato. Por isso, a situação afetou outros pousos e decolagens.
Quantos voos foram cancelados?
Pelo menos 99 voos haviam sido cancelados no aeroporto até 20h30, conforme a concessionária.
Que horas o avião foi retirado da pista?
A aeronave foi retirada às 20h08, conforme a concessionária.
Por Joana Caldas, g1 SC

Pela primeira vez, Brasília terá uma lei para preservar e modernizar a área tombada
Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília
Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub) foi sancionado nesta segunda-feira (12) pelo governador Ibaneis Rocha
Em um momento histórico para a capital do país, o governador Ibaneis Rocha sancionou, nesta segunda-feira (12), em cerimônia no Palácio do Buriti, o Projeto de Lei Complementar (PLC) 41/2023 que institui o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (Ppcub). A sanção encerra um período de 15 anos de debates entre governo, representantes da sociedade civil, do setor produtivo e Legislativo.

O governador Ibaneis Rocha destacou a participação de diversos órgãos públicos e da sociedade na construção do Ppcub, sancionado nesta segunda (12): “Analisamos o projeto com muito carinho e muita responsabilidade, reunindo todas as equipes técnicas e ouvindo também a sociedade” | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília
“Estou muito feliz com a sanção desse projeto de lei. Tenho certeza de que estamos dando um passo muito importante para o desenvolvimento sustentável da nossa capital. Que essa legislação seja bem-aplicada para que a gente possa realmente desenvolver o Distrito Federal”, destacou Ibaneis Rocha.
A proposta de autoria da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF (Seduh) atualiza as normas de preservação e uso e ocupação do solo ao mesmo tempo que cria condições para o desenvolvimento do Conjunto Urbanístico de Brasília (CUB). Até então, o Distrito Federal possuía uma legislação antiga, com mais de mil normas urbanísticas incidindo sobre a área tombada, dificultando a interpretação e gerando insegurança jurídica. As normas serão aplicadas para o Plano Piloto, Cruzeiro, Candangolândia, Sudoeste, Octogonal e Setor de Indústrias Gráficas (SIG).
“O Ppcub vem condensando as normas de forma objetiva para que a gente consiga ter segurança jurídica e definir o que pode ser feito em cada área”, revelou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz. “Foram várias discussões feitas com a sociedade e com o Iphan, para que esse texto hoje, de fato, atenda toda a sociedade e faça com que Brasília se desenvolva de forma ordenada do ponto de vista do meio ambiente e urbanístico, e, ao mesmo tempo, a gente consiga alcançar essa segurança jurídica que há tanto tempo era almejada.”
O próximo passo é a regulamentação do Ppcub, a ser feita por meio de um decreto que será publicado no prazo de até 15 dias, quando todos os artigos serão revisados.
Vetos

“Os vetos foram muito importantes, realmente foram vetos sensíveis, muitos deles convergentes, com pontos até sugeridos pelo próprio conselho. Estamos satisfeitos com o resultado, e permaneceremos atuantes, vigilantes, em todas as instâncias em que o CAU tiver cadeira para contribuir”, disse o presidente do CAU-DF, Ricardo Meira
O projeto de lei aprovado em junho pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recebeu 63 vetos. Entre os principais, quatro já haviam sido anunciados pelo governador Ibaneis Rocha: alojamentos como motéis, apart-hotéis e flats nas quadras 700 e 900 das asas Sul e Norte, alojamentos como camping, no Parque dos Pássaros no final da L4 Sul, permissão de comércio no Setor de Embaixadas e alteração nos lotes da W2 e W3 Sul.
O Conjunto Urbanístico de Brasília (CUB) abrange as regiões do Plano Piloto, Cruzeiro, Candangolândia, Sudoeste/Octogonal e SIG, incluindo o Parque Nacional de Brasília e o espelho d’água do Lago Paranoá
Além destes, também foram vetados o aumento na altura, de 13,5 para 35 metros, dos chamados “hotéis baixinhos” dos Setores Hoteleiros Sul e Norte, e ainda o artigo 175, que transferia as áreas públicas remanescentes para a Terracap.
“Analisamos o projeto com muito carinho e muita responsabilidade, reunindo todas as equipes técnicas e ouvindo também a sociedade. Alguns vetos foram de natureza técnica, outros vetos foram recomendações da Procuradoria [Geral do Distrito Federal], principalmente por uma invasão da legislação, que foi feita por algumas emendas apresentadas pela Câmara [Legislativa do DF], e outros vieram da sociedade, como a história do camping e dos motéis na Asa Norte, e o aumento do gabarito dos hotéis”, explicou o governador.
Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do DF (CAU-DF), Ricardo Meira, a lei “traz o instrumento legal para dar segurança jurídica daqui para a frente”, e o regramento atendeu demandas de diferentes setores.
“Os vetos foram muito importantes, realmente foram vetos sensíveis, muitos deles convergentes, com pontos até sugeridos pelo próprio conselho. Estamos satisfeitos com o resultado, e permaneceremos atuantes, vigilantes, em todas as instâncias em que o CAU tiver cadeira para contribuir”, afirmou.
O Ppcub
“Nós estamos permitindo que aqueles usos que atualmente não são possíveis possam ser realizados, então nós trazemos para a regularidade aquilo que infelizmente hoje está sendo feito de forma equivocada”
Marcelo Vaz, secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação
O Conjunto Urbanístico de Brasília (CUB) abrange as regiões do Plano Piloto, Cruzeiro, Candangolândia, Sudoeste/Octogonal e SIG, incluindo o Parque Nacional de Brasília e o espelho-d’água do Lago Paranoá, sendo tombado nas instâncias distrital e federal e inscrito como patrimônio da humanidade.
Para a organização da área, o Ppcub divide o conjunto urbanístico em 12 territórios de preservação (TPs), cada um com regras próprias e subdivididos em unidades de preservação (UPs), onde são definidos os parâmetros de uso e ocupação, os instrumentos de controle urbanístico e de preservação.
“Nós estamos permitindo que aqueles usos que atualmente não são possíveis possam ser realizados, então nós trazemos para a regularidade aquilo que infelizmente hoje está sendo feito de forma equivocada”, afirmou Marcelo Vaz.
O secretário também destacou que outras alterações foram feitas a partir de pedidos do Iphan. “Fizemos algumas inclusões de uso residencial em setores em que o Iphan mesmo definiu que é necessário trazer a população para se apropriar da cidade, para que a gente garanta que, ela se apropriando e participando, a cidade seja preservada da forma como é”, acrescentou.
Dessa forma, o plano permitirá uma gestão do território do Ppcub com maior eficácia e de maneira compartilhada entre os órgãos distritais responsáveis pela cultura e fiscalização, e do governo federal, responsável pela preservação do sítio tombado.
O texto foi elaborado com base em três diretrizes principais:
⇒ Plano de preservação: proteção do patrimônio urbanístico e arquitetônico de Brasília, tratando das quatro escalas urbanas,: residencial, monumental, gregária (onde se situam os setores bancário, hoteleiro, comercial e de diversões) e bucólica (áreas livres e arborizadas);
⇒ Plano de desenvolvimento local: trata da elaboração de estudos, planos, programas e projetos para o futuro de Brasília;
⇒ Uso e ocupação do solo: atualização das normas de uso, ampliando o rol de atividades permitidas e padronizando os parâmetros de ocupação do solo.Parâmetros urbanísticos
As planilhas de parâmetros urbanísticos e de preservação (Purps) serão os instrumentos do Ppcub mais utilizados no dia a dia, tanto por pessoas interessadas no licenciamento de atividades econômicas quanto por profissionais da área de arquitetura e engenharia. Localizadas no anexo VII da proposta de lei complementar, as Purps tratam de três pontos principais:
⇒ Valor patrimonial: contempla o patrimônio cultural, indicando os bens efetivamente tombados e os exemplares com indicação de preservação;
⇒ Parâmetros de uso e ocupação do solo: estabelecem os parâmetros construtivos por grupo de lotes que possuem os mesmos índices urbanísticos e arquitetônicos;
⇒ Dispositivos de parcelamento e tratamento do espaço urbano: estabelecem desde as situações onde se aplicam determinados instrumentos até o reforço das diretrizes e recomendações.Histórico
Ao longo dos 15 anos de debates, o Ppcub passou por oito audiências públicas. Além disso, o texto foi debatido em 29 reuniões com entidades civis e do Governo do Distrito Federal (GDF) que integram a Câmara Temática do CUB, criada em abril de 2022 pelo plenário do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF (Conplan), a pedido dos seus conselheiros.
A proposta também passou pelo crivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Isso porque foi construída dentro dos limites da portaria n° 166/2016, usada como referência na elaboração do projeto.
No portal do Ppcub, na página da Seduh, é possível acessar a lei e consultar o histórico de todas as etapas de construção da lei.
Agência Brasília * Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh)





