Dia: 1 de agosto de 2024

  • Brasil no 12º lugar no quadro de medalhas, com os Estados Unidos na liderança? Entenda

    Brasil no 12º lugar no quadro de medalhas, com os Estados Unidos na liderança? Entenda

    Por Redação do ge — Paris

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  • São Paulo confirma primeiros casos autóctones de Febre de Oropouche

    São Paulo confirma primeiros casos autóctones de Febre de Oropouche

    INPA/Reprodução/L.P.C. Carvalho

    Os casos são na cidade de Cajati, no interior paulista, em 2 pessoas que não haviam viajado recentemente para locais com registros da doença

    São Paulo – O governo paulista confirmou nesta quinta-feira (1°/8) os dois primeiros registros de Febre Oropouche no estado. Os casos são considerados autóctones porque as as pessoas infectadas não possuíam histórico de viagem para locais com muitos registros da doença

    Ambos os registros foram em Cajati, cidade na região do Vale do Ribeiro, no interior de São Paulo. As duas pessoas vivem na zona rural do município e tiveram seus exames analisados pelo Instituto Adolfo Lutz.

    De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) os pacientes apresentavam sintomas parecidos com os da dengue, mas já se recuperaram e estão curadas.

    Entenda a doença

    O vírus causador da doença, o Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), foi registrado no Brasil pela primeira vez em 1960, mas os casos são mais comuns na região Amazônica. A doença é transmitida para os seres humanos principalmente pelo mosquito conhecido como maruim quando ele pica um animal ou pessoa infectados e depois pica uma pessoa sem o vírus

    No geral, os sintomas são parecidos com os da dengue, como dor muscular, náusea, dor de cabeça e diarreia.

    Não existe um tratamento específico para a doença, por isso, as autoridades recomendam evitar viagens para regiões com alta incidência dos casos e se proteger contra a picada a partir de roupas que cubram a maior parte do corpo e repelentes.

    Primeiras mortes registradas na história

    No dia 25 de julho, o Ministério da Saúde confirmou duas mortes causadas por Febre Oropouche no Brasil- esses foram os primeiros registros de óbito para a doença em toda a história. De acordo com o próprio ministério não existia relatos na literatura científica mundial sobre casos que terminaram em morte.

    As vítimas eram duas mulheres que viviam no interior da Bahia e apresentaram inicialmente sintomas parecidos com os da dengue.

    Só neste ano, mais de 7 mil casos da doença foram registrados no Brasil, sendo a maioria na região Norte do país.

    Pedro Trajano – Metropoles

  • CLDF protocola Título de Cidadão Benemérito de Brasília a Caio Bonfim

    CLDF protocola Título de Cidadão Benemérito de Brasília a Caio Bonfim

    Foto: Alexandre Loureiro/ COB

    Atleta do DF ganhou medalha de prata em prova da marcha atlética de Paris

    Homenagem é iniciativa do deputado Pastor Daniel de Castro.

    Nesta quinta-feira (1), a Câmara Legislativa retomou as sessões ordinárias da casa, inaugurando as atividades do segundo semestre. Na ocasião, o deputado Pastor Daniel de Castro (PP) anunciou que apresentou projeto de Decreto Legislativo para conceder o Título de Cidadão Benemérito de Brasília ao atleta Caio Bonfim, que conquistou hoje uma medalha de prata nas Olimpíadas de 2024, sediadas em Paris.

    Morador de Sobradinho, no DF, Caio competiu na marcha atlética 20 km. Em sua quarta participação nos Jogos Olímpicos, o brasiliense trouxe uma vitória inédita para o País na modalidade. Também natural de Brasília, Max Batista ficou em 26º lugar na mesma prova. Outro representante brasileiro foi o catarinense Matheus Corrêa, que concluiu na 39ª posição.

    “Os atletas que estão se apresentando merecem todas as homenagens”, enalteceu o deputado Pastor Daniel de Castro (PP). “Mas o Brasil não dá condições para nossos atletas”, emendou. O distrital Chico Vigilante (PT) também reforçou esse ponto e reivindicou que os esportistas “precisam de mais apoio”, já que “representam tão bem a nossa nação”.

    Estádio Augustinho Lima

    O medalhista olímpico treina nas ruas do DF e no Estádio Augustinho Lima, situado em Sobradinho. Após a vitória, a imprensa brasileira denunciou as condições precárias do espaço, com relatos de mato alto e pista esburacada. A Secretaria de Esporte e Lazer do Governo do Distrito Federal (GDF) administra o espaço.

    “O estádio não está à altura do número de atletas que é formado ali, está completamente abandonado pelo poder público. Eles treinam de forma muito precária”, alertou Ricardo Vale (PT), vice-presidente da casa legislativa. O deputado ainda estendeu homenagens a todos os atletas do DF.

    A Secretaria informou em seu portal que Caio recebe o Bolsa Atleta, que patrocina os esportistas individualmente, e explicou que a chegada do competidor a Paris foi possibilitada pelo programa Compete Brasília, também patrocinado pelo Buriti.

    Caio treina com os pais, o professor de Educação Física João Sena e a ex-marchadora Gianetti Sena. Por oito vezes, ela consagrou-se campeã nacional no esporte. Caio dividiu o pódio com o equatoriano Brian Pintado (ouro) e o espanhol Álvaro Martin (bronze).

    Títulos de Cidadão Honorário e Benemérito 

    Os Títulos de Cidadão Honorário e Benemérito são honrarias concedidas pelos deputados distritais a pessoas que praticaram atos de relevante interesse social em favor da população do Distrito Federal. O primeiro é conferido aos homenageados naturais de outros estados e o segundo aos que nasceram no Distrito Federal. A concessão só é realizada após a aprovação pela maioria absoluta dos membros da Câmara Legislativa.

    Daniela Reis – Agência CLDF

  • Buraco do Tatu é reinaugurado com novo pavimento e símbolo do Marco Zero

    Buraco do Tatu é reinaugurado com novo pavimento e símbolo do Marco Zero

    Foto: Renato Alves / Agência Brasília

    Passagem que liga os eixos rodoviários Norte e Sul, no coração do Plano Piloto, foi reformada com investimento de R$ 2 milhões do GDF. Durante os serviços, estaca que serviu de referência na ordenação numérica da quilometragem de Brasília foi reencontrada. Agora, o marco histórico pode ser visto e lembrado por todos que passarem pelo local

    A manhã de 1º de agosto de 2024 entrou para a história da capital federal. O dia, que seria lembrado pela liberação do trânsito no Buraco do Tatu – a passagem que conecta os eixos rodoviários Norte e Sul no Plano Piloto – após a primeira grande reforma do pavimento e da estrutura dos últimos 60 anos, ganhou uma simbologia ainda mais especial. Mais do que a reabertura de uma via por onde circulam 150 mil motoristas diariamente, esta quinta-feira se transformou na recuperação da memória de Brasília, com a inauguração do símbolo da Estaca Zero, mais conhecido como Marco Zero, ponto que serviu de referência para a ordenação numérica da quilometragem da área central da cidade.

    “A gente fica muito feliz de poder contar essa história dessa capital da República que tanto nos encanta e que encanta a todos que vieram do Brasil todo, e aqueles que nos visitam. Então é mais um ponto turístico para a cidade. Aos domingos, quando o Eixão estiver fechado, certamente as pessoas vão passar por aqui e poder fazer essa visita maravilhosa” Governador Ibaneis Rocha

    Agora, quem passar pela via terá mais do que a experiência de andar em um novo pavimento completamente reestruturado: poderá conferir a cruz de Lucio Costa reproduzida nas duas paredes com o título Marco Zero, além da própria representação da estaca no chão que foi fincada há 67 anos, em 20 de agosto de 1957, pelo engenheiro e topógrafo Joffre Mozart Parada, então chefe da equipe de topografia da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Foi apenas após a implantação do Marco Zero que as escalas urbanas – definidas no papel pela equipe de Divisão de Urbanismo da Novacap – puderam, então, ser transferidas para o chão da então futura capital.

    O governador Ibaneis Rocha, que celebrou a reabertura de uma das mais importantes vias de Brasília, destacou a necessidade da intervenção e a celeridade com que os serviços foram concluídos para beneficiar os milhares de motoristas que utilizam o local para circular pelo Distrito Federal | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    “A gente fica muito feliz de poder contar essa história dessa capital da República que tanto nos encanta e que encanta a todos que vieram do Brasil todo, e aqueles que nos visitam. Então é mais um ponto turístico para a cidade. Aos domingos, quando o Eixão estiver fechado, certamente as pessoas vão passar por aqui e poder fazer essa visita maravilhosa”, destacou o governador Ibaneis Rocha. No primeiro domingo após a inauguração do Marco Zero, o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) preparou uma programação para quem decidir visitar o novo ponto instagramável da capital.

    Via onde circulam 150 mil motoristas diariamente, o Buraco do Tatu recebeu restauração do asfalto em concreto, substituição das placas de concreto danificadas, tratamento das juntas de dilatação, lavagem das paredes azulejadas e do teto, limpeza e desobstrução das caixas de drenagem e sinalização horizontal e vertical

    Em relação à obra, o governador destacou a necessidade da intervenção e a celeridade com que os serviços foram concluídos para beneficiar os milhares de motoristas que utilizam a via para circular pelo Distrito Federal. “Sem dúvida nenhuma, era uma reforma necessária. Mais de 60 anos do Buraco do Tatu, um ponto de Brasília que tem um fluxo muito grande de pessoas. Uma obra maravilhosa em um prazo muito curto de 30 dias”, afirmou.

    Foram investidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF) R$ 2 milhões para a recuperação do trecho de 700 metros. O serviço foi feito pelas equipes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), com auxílio do maquinário próprio do órgão e em parceria com empresas que têm contratos com o GDF e com a Novacap. Os trabalhos foram efetuados em julho, em função das férias escolares, para minimizar os transtornos aos motoristas.

    Gláucia e Thelma, filhas do então chefe da equipe de topografia da Novacap, Joffre Mozart Parada, dizem que a retomada da memória do Marco Zero não é importante apenas para a história de Brasília, mas uma forma de reconhecer a importância do engenheiro e topógrafo na construção da capital federal.

    A obra consistiu na restauração do asfalto em concreto, substituição das placas de concreto danificadas, tratamento das juntas de dilatação, lavagem das paredes azulejadas e do teto, limpeza e desobstrução das caixas de drenagem e sinalização horizontal e vertical. A liberação do trânsito de veículos na passagem ocorreu depois da cerimônia de reinauguração do espaço.

    “Muito mais do que 700 metros de obras, fizemos em um mês a revitalização de todo o Buraco do Tatu”, disse o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Junior. “Esse pavimento de concreto existe há 60 anos, desde a construção de Brasília, e nunca tinha sido mexido. Com isso, as placas de concreto vão trabalhando, vão criando um desnível e gerando um desconforto no fluxo de veículos. Isso acabou. Foram mexidas as juntas de dilatação e niveladas. Aproveitamos para poder limpar e pintar todas as paredes, e toda a drenagem pluvial foi desobstruída.”

    O presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Junior, afirma: “Muito mais do que 700 metros de obras, fizemos em um mês a revitalização de todo o Buraco do Tatu”

    Descoberta histórica

    A recuperação da Estaca Zero ocorreu durante as obras. Os operários foram surpreendidos com os trechos do módulo de concreto do marco, confirmado por técnicos DER-DF, embasados em documentos do Arquivo Público, e foi decidido fazer a remarcação para que a história fosse conhecida por todo brasiliense e visitante da cidade.

    “Isso tudo envolve a preservação da memória, porque essa é uma informação que agora vai ser perpetuada”, defendeu o superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano. “Esse é um momento histórico. Quando Lucio Costa cruzou os dois eixos, ele não imaginava que aqui hoje estaríamos cruzando os eixos do passado e do futuro, porque agora cada brasiliense e cada pessoa que passar por aqui vai saber que foi exatamente aqui que Brasília nasceu. Esse é o ponto exato e esse é o momento do renascimento de Brasília.”

    Para o historiador do ArPDF, Elias Manoel da Silva, a data ficou marcada como a “reabertura da história de Brasília”

    Para o historiador do ArPDF, Elias Manoel da Silva, a data ficou marcada como a reabertura da história de Brasília. “Esse ponto é importante porque todos os elementos da cidade são pensados a partir da Estaca Zero. Hoje nós estamos revendo a história de Brasília não a partir de qualquer elemento, mas a partir do elemento fundador: o ponto onde toda a cidade foi pensada, produzida e deixada para nós até hoje”, revelou.

    A retomada da memória do Marco Zero não é importante apenas para a história de Brasília. Para a família de Joffre Mozart Parada, é uma forma de reconhecer a importância do engenheiro e topógrafo na construção da capital federal.

    “Ele era um homem muito fechado, carrancudo. Não falava com ninguém. Ele passava aqui com a gente, mas nunca falou que foi ele que demarcou. Nada disso ele falava. Então, para nós é muito gratificante aparecer o nome dele, que era uma coisa que a gente sempre quis”, destacou uma das filhas de Joffre, a aposentada Gláucia Marina Nascimento, 78 anos.

    A engenheira civil Thelma Consuelo Ribeiro, 69, outra filha de Joffre Mozart Parada, reforçou as palavras da irmã: “Agora está tudo bem-demarcado, tem os desenhos nas laterais e a sinalização no chão. Sabíamos que existia, mas que estava apenas coberto. Agora vai ficar mais visível. E o nome dele vai ficar mais relevante e ser lembrado”.

    Joffre Mozart Parada é considerado o primeiro engenheiro a pisar em Brasília em 1955. Além de definir o marco zero da capital, ele também foi prefeito do que hoje é o Núcleo Bandeirante, assinou o projeto de urbanização do Gama, trabalhou na Comissão de Cooperação para a Mudança da Capital Federal e fez o levantamento das áreas de cada fazenda que foi assentada para ser desapropriada para que hoje vigorasse a capital federal.

    Por Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Saulo Moreno
  • STF retoma sessões nesta quinta-feira e deve julgar elevação dos preços dos combustíveis

    STF retoma sessões nesta quinta-feira e deve julgar elevação dos preços dos combustíveis

    A pauta é uma previsão, que pode ser modificada com a inclusão ou exclusão de processos de acordo com a presidência da Corte

    O Judiciário volta aos trabalhos nesta quinta-feira (1º) e o STF (Supremo Tribunal Federal) conta com uma pauta cheia de processos. Já no dia 1º de agosto, os ministros vão analisar ação apresentada pelo Partido Novo contra a Emenda Constitucional (EC) 123, que criou o estado de emergência em 2022 após elevação dos preços de combustíveis e ampliou o pagamento de benefícios sociais. A pauta é uma previsão, que pode ser modificada com a inclusão ou exclusão de processos conforme a presidência da Corte.

    Na ação, o partido afirma que a medida violou o direito ao voto secreto e universal, uma vez que seria barrada pela legislação eleitoral. O julgamento já começou em sessão virtual. Na ocasião, o relator, ministro André Mendonça, e o ministro Alexandre de Moraes votaram para negar o pedido, mas a ação foi enviada à sessão presencial por um pedido de destaque do ministro Edson Fachin. Logo, o julgamento recomeça no plenário físico.

    Também está na pauta uma ação apresentada pela Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações contra lei do estado de Mato Grosso do Sul que obriga as prestadoras de serviços de internet a apresentarem, na fatura do mês, informações sobre a entrega diária de velocidade e envio de dados.

    No mesmo dia, o ministro Nunes Marques deverá analisar o prazo para pagamento da dívida de Minas Gerais. No plantão, o ministro Edson Fachin, que estava à frente do tribunal, atendeu a um pedido feito pelo governador do estado, Romeu Zema (Novo), e pelo presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e prorrogou o prazo até esta data. A intenção de Fachin foi deixar a questão nas mãos do relator do caso.

    Tribunais

    O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) também realiza, nesta quinta-feira (1º), a partir das 10h, a abertura do segundo semestre forense de 2024, com a retomada dos julgamentos em Plenário. As sessões do TSE ocorrem sempre às terças-feiras, às 19h, e às quintas-feiras, a partir das 10h. Os prazos processuais que estavam suspensos desde o dia 2 de julho, durante o recesso forense, voltarão a correr em 1º de agosto. No período, o Tribunal funcionou em regime de plantão.

    A corte também deve se preparar para as eleições, marcadas para 6 de outubro. Nas eleições municipais, mas de 155 milhões de eleitores irão às urnas escolher prefeitos e vereadores.

    O segundo semestre no STJ (Superior Tribunal de Justiça) também começa nesta quinta-feira com sessão da Corte Especial às 14h. Conforme o tribunal, ao longo dos próximos meses haverá o julgamento de muitos processos com grande impacto jurídico e social.

    “Um deles é de um caso envolve quatro desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1), acusados de participação em grupo criminoso que, em troca de propina, atuaria para incluir empresas e organizações sociais em plano especial de execução da Justiça do Trabalho. A previsão é de julgamento na sessão do dia 7 de agosto”, disse o STJ.

    Por Gabriela Coelho, do R7, em Brasília