Dia: 25 de julho de 2024

  • Lafayette de Andrada recebe delegação da Arábia Saudita na Câmara

    Lafayette de Andrada recebe delegação da Arábia Saudita na Câmara

    Objetivo da visita é estreitar relações entre países

    Brasília (DF) – Em virtude do recesso parlamentar, o republicano Lafayette de Andrada (MG) representou o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), e recebeu uma comitiva do Conselho Shura da Arábia Saudita. O encontro aconteceu na Liderança do Republicanos, nesta quarta-feira (17), com representantes do órgão consultivo composto por membros nomeados pelo rei.

    A visita teve o objetivo de fortalecer e estreitar as relações entre os países. “Quero externar minha admiração pessoal pelo reino da Arábia Saudita. O Brasil é um país muito jovem, tem muito a aprender com os árabes, que têm uma cultura milenar”, disse o republicano.

    Segundo o conselheiro chefe da comitiva, Ali Al Sheikh, o Conselho convidou uma delegação do Congresso Nacional para visitar o país árabe. “Fizemos um convite de forma generalizada, ficando a critério do Parlamento brasileiro compor a delegação, mas, com certeza, nos honraria a presença do deputado Lafayette na comitiva”, disse Ali Al Sheikh.

    Também fizeram parte da comitiva os conselheiros Rimah Saleh Alyahya, Najwa Abdulkareem Alghamedi e o embaixador Faisal Ibrahim Ghulam. O ex-deputado Edinho Bez também participou da reunião.

    Saiba Mais

    O conselho Shura é composto por 120 homens e 30 mulheres. Funciona desde 1927 e seria o equivalente à Casa Legislativa do país, embora, por se tratar de uma monarquia absolutista, toda decisão aprovada pela assembleia pode ser sancionada ou vetada pelo rei.

    Texto: Fernanda Cunha, com edição de Mônica Donato / Ascom – Liderança do Republicanos na Câmara
    Fotos: Douglas Gomes

  • Em congresso mundial de medicina, governador destaca desafios e investimento anual de R$ 12 bilhões na Saúde

    Em congresso mundial de medicina, governador destaca desafios e investimento anual de R$ 12 bilhões na Saúde

     Foto: Renato Alves / Agência  Brasília

    Ibaneis Rocha participou da abertura da 16ª edição da Conferência Mundial de Bioética, Ética Médica e Direito da Saúde e falou sobre a construção de hospitais, UPAs e a contratação de anestesiologistas

    O governador Ibaneis Rocha traçou um breve panorama sobre os investimentos na saúde e a capacidade do Distrito Federal de receber grandes eventos, durante a 16ª edição da Conferência Mundial de Bioética, Ética Médica e Direito da Saúde, nesta quarta-feira (24).

    Sediado em Brasília, o evento organizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ocorre de forma inédita na América Latina, até sexta-feira (26). O encontro reuniu palestrantes para debates sobre a ciência, bioética, ética médica, direito da saúde e áreas relacionadas, como integridade científica, inteligência artificial e meio ambiente, incluindo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

    “Nós colocamos toda a estrutura do GDF à disposição do Conselho Federal de Medicina para garantir que a realização desse evento marcasse o DF pela sua postura de capital da República, com capacidade organizacional para receber os grandes eventos mundiais”, destacou o governador Ibaneis Rocha, em evento que contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin | Foto: Renato Alves/Agência  Brasília

    Em sua fala, Ibaneis Rocha destacou o potencial do DF em receber eventos deste porte, responsável por atrair profissionais de diferentes regiões e nacionalidades, e também listou desafios e ações que o governo tomou na área da Saúde.

    “Nós colocamos toda a estrutura do GDF à disposição do Conselho Federal de Medicina para garantir que a realização desse evento marcasse o DF pela sua postura de capital da República, com capacidade organizacional para receber os grandes eventos mundiais. Nos alegra bastante ver a participação não só dos médicos dos estados brasileiros, mas também a participação internacional desse grande congresso que, certamente, trará muitos avanços na questão da bioética em âmbito mundial”, disse Ibaneis para, em seguida, lembrar que  Brasília foi eleita a cidade com mais qualidade de vida no país, segundo o levantamento IPS Brasil 2024.

    O chefe do Executivo também falou sobre a construção de hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs) e a contratação de profissionais, num esforço para deixar o atendimento à população na saúde cada vez melhor.

    O governador Ibaneis Rocha destacou investimentos feitos por este GDF para reforçar os atendimentos na área de saúde

    “Estamos avançando com a construção de novas unidades hospitalares, com a contratação de mais profissionais para a saúde, investimentos que chegam aqui no Distrito Federal na ordem de R$ 12 bilhões por ano, e conseguimos vencer todos os desafios. Confiamos muito com o apoio do Conselho Federal de Medicina, do Conselho Regional, de todos os dirigentes do Conselho Federal para nos orientar também nas demandas e no atendimento ao público da nossa capital”, disse.

    O GDF investiu mais de R$ 48,4 bilhões nos últimos cinco anos na saúde pública da capital. Em 2019, foram empenhados R$ 7,66 bilhões, enquanto em 2023 o valor subiu para R$ 12,45 bilhões, um aumento de 62,5% nos recursos destinados ao setor.

    Ibaneis também lembrou do crescimento da população do DF e que a capital, que também atende o Entorno, ficou 16 anos sem construção de um hospital regional. Ele ainda pontuou outras ações que estão sendo adotadas.

    “Na questão da anestesia, nós conseguimos contratar as cooperativas. Serão quase mil cirurgias feitas num prazo de 22 dias, e a gente espera até o final do ano ter uma redução muito grande na fila das cirurgias eletivas. A gente espera também o mais rápido possível liberar a construção de mais nove unidades de pronto atendimento. Temos aí os hospitais que foram lançados, em fase de projetos, e daqui a pouco começam as obras. Serão cinco com o Hospital do Gama, e nós temos agora o relançamento do Hospital do Câncer, que foi paralisado em virtude da quebra da empresa que havia ganhado. Então, a gente vem fazendo investimento desde o primeiro dia de governo nosso, em 2019, para tentar melhorar a saúde do Distrito Federal. Esse talvez seja o maior desafio hoje nosso”, finalizou.

    Já o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, agradeceu o apoio do GDF para a realização do evento de forma inédita no Brasil. “O governador nos proporcionou este grande evento, colocando todo o Estado à disposição do Conselho Federal de Medicina, com a Secretaria de Turismo, os seus secretários e o Banco de  Brasília. O Conselho Federal de Medicina constrói um ponto para o diálogo, um ponto para uma medicina de qualidade, e é com grande honra que represento o CFM neste evento que está acontecendo pela primeira vez na América do Sul”, elogiou.

    Por Ian Ferraz, da Agência  Brasília | Edição: Débora Cronemberger
  • Brasil investe R$ 43,4 bi em esportes e conquista 351 medalhas olímpicas em 20 anos

    Brasil investe R$ 43,4 bi em esportes e conquista 351 medalhas olímpicas em 20 anos

    Reprodução/Redes Sociais – @rebecaandrade

    Brasil investe R$ 43,4 bilhões em esportes

    Para os Jogos Olímpicos de Paris-2024, o Brasil terá 276 atletas, dos quais 241 são do programa Bolsa Atleta

    Nos últimos 20 anos, o Brasil destinou R$ 43,4 bilhões aos esportes olímpicos e o resultado foram 84 medalhas olímpicas, sendo 25 delas de ouro. Incluindo as Paralimpíadas, o país conquistou um total de 351 medalhas, com 112 de ouro. Para os Jogos Olímpicos de Paris-2024, que começam nesta semana, o Brasil contará com 276 atletas, dos quais 241 são beneficiários do programa Bolsa Atleta, representando 87,3% da delegação.

    “O Bolsa Atleta é um incentivo que vai diretamente para o atleta. Isso faz toda a diferença na preparação. Em Paris, dos 275 atletas olímpicos, quase 90% são apoiados pelo programa. Nas Paralimpíadas, o percentual é de 98%, mostrando a importância desse investimento”, detalha o ministro do Esporte, André Fufuca.

    Do total de R$ 43,4 bilhões, R$ 6,5 bilhões correspondem ao patrocínio de marcas por meio do programa de incentivo ao esporte do governo federal, a partir de renúncias fiscais. O setor privado, inclusive, deu um salto nos investimentos no evento a partir de 2021, acompanhando o maior interesse da opinião pública: os recursos do último triênio (2021, 2022 e 2023) somaram R$ 1,9 bilhão, valor 48% superior ao aporte que antecedeu as Olimpíadas de Londres em 2012.

    A pesquisa, feita pela empresa de análise e pesquisa Ponto MAP, demonstrou que há uma relação direta e proporcional entre os investimentos em esportes olímpicos e a conquista de medalhas. Os valores foram atualizados até dezembro de 2023, pelo IPCA, e tomam como base as informações do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Ministério do Esporte e o portal Transparência no Esporte, da UnB (Universidade de Brasília). Este montante não inclui os investimentos destinados à infraestrutura de grandes eventos sediados no país, como os Jogos Pan-Americanos de 2007 e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

    “Além do entretenimento, os grandes eventos são expressões da cultura, que geram engajamento do público”, diz Marília Stábile, fundadora da Ponto MAP. “Essas reações podem ser positivas ou negativas e englobam as marcas apoiadoras. Daí a necessidade de medir o impacto social, no caso das Olimpíadas, e o quanto se espera das marcas, para além de um logotipo estampado na camiseta”, afirma.

    O estudo revela uma evolução crescente dos investimentos ao longo dos anos. Entre 2003 e 2004, o Brasil investiu R$ 1,5 bilhão, resultando em 10 medalhas nos Jogos Olímpicos e 33 nas Paralimpíadas. Entre 2017 e 2020, período prolongado devido à pandemia, o país investiu R$ 7,3 bilhões e conquistou 21 medalhas nos Jogos Olímpicos e 72 nas Paralimpíadas.

    A fundadora ainda destacou o impacto cultural e social dos grandes eventos esportivos. “Nossa pesquisa mostra uma relação direta entre o investimento e o número de medalhas conquistadas. Além disso, 54% da classe C está engajada com as Olimpíadas, o que abre uma janela de oportunidades para investimentos contínuos em infraestrutura esportiva em escolas públicas e privadas. A atividade física é fundamental não apenas para a saúde mental dos jovens, mas também para a convivência social”, ressaltou Stábile.

    Bolsa Atleta

    Nos Jogos Olímpicos de Paris, a delegação contará com 276 atletas em 39 modalidades esportivas, 27 delas terão 100% de atletas bolsistas. O ministro do Esporte, André Fufuca, que liderará a delegação brasileira durante os Jogos Olímpicos, sublinhou a importância deste número. “Quase todos os atletas que estarão em Paris recebem o apoio do Ministério do Esporte. Isso demonstra que estamos no caminho certo e que os esportistas apoiados estão alcançando um alto desempenho com o incentivo do governo. Isso é positivo para o esporte e para o Brasil. Parabéns a todos os convocados e boa sorte na competição”, afirmou Fufuca.

    A lista de atletas beneficiados pelo programa inclui nomes de destaque como Rebeca Andrade (ginástica), Rayssa Leal (skate), Rafaela Silva (judô), Abner Teixeira (boxe), Ana Marcela Cunha (natação em águas abertas), Marta (futebol) e Beatriz Haddad (tênis).

    Um aspecto notável da delegação é a presença significativa de mulheres. São 153 mulheres, representando 55% do total de convocados. O COB atribui esse maior número de mulheres ao fato de que as vagas em esportes coletivos, como futebol, vôlei, handebol e rúgbi, foram determinantes para que elas fossem a maioria no Time Brasil. Em contraste, os homens garantiram suas vagas principalmente no vôlei e basquete. O Comitê observa que o número de atletas pode sofrer pequenas alterações devido a possíveis realocações de vagas ou lesões.

    O Time Brasil competirá em 39 modalidades, que incluem:

    Águas abertas
    Atletismo
    Badminton
    Basquete (masculino)
    Boxe
    Canoagem slalom
    Canoagem velocidade
    Ciclismo BMX Racing
    Ciclismo BMX Freestyle
    Ciclismo estrada
    Ciclismo mountain bike
    Esgrima
    Futebol (feminino)
    Ginástica artística
    Ginástica rítmica
    Ginástica trampolim
    Handebol (feminino)
    Hipismo adestramento
    Hipismo CCE
    Hipismo saltos
    Judô
    Levantamento de pesos
    Natação
    Pentatlo moderno
    Remo
    Rúgbi (feminino)
    Saltos ornamentais
    Skate
    Surfe
    Taekwondo
    Tênis
    Tênis de mesa
    Tiro com arco
    Tiro esportivo
    Triatlo
    Vela
    Vôlei
    Vôlei de praia
    Wrestling
    Atletas com mais participações

    Rodrigo Pessoa, cavaleiro campeão olímpico e detentor de dois bronzes, participará de sua oitava edição dos Jogos Olímpicos de verão, estabelecendo um novo recorde brasileiro. Ele superará Robert Scheidt (vela) e Formiga (futebol), ambos com sete participações. Considerando qualquer edição dos Jogos Olímpicos, Pessoa igualará Jaqueline Mourão, que possui três participações em Jogos de verão e cinco em Jogos de inverno.

    BRASÍLIA|Victoria Lacerda, do R7, em Brasília