Dia: 31 de março de 2024

  • Jovens apresentam propostas de negócios em curso de empreendedorismo rural

    Jovens apresentam propostas de negócios em curso de empreendedorismo rural

    A atividade extraclasse contou com a participação de 65 alunos dos cursos de ciências agrárias e se encerrou na terça-feira (26), após cinco aulas | Foto: Divulgação/Emater-DF

    Estudantes do Instituto Federal de Brasília de Planaltina participam de atividade extraclasse promovida pela Emater-DF

    Geleia de pimenta, linguiças defumadas, cachaças, pepino em conserva: essas foram algumas bases das propostas de negócios apresentadas pelos estudantes do Instituto Federal de Brasília (IFB) em Planaltina ao final do curso de empreendedorismo do projeto Filhos deste Solo, da Emater-DF. A atividade extraclasse contou com a participação de 65 alunos dos cursos de ciências agrárias e se encerrou na terça-feira (26), após cinco aulas.

    Para o médico-veterinário Carlos Goulart, da Gerência de Desenvolvimento Econômico (Gedec) da Emater-DF, o resultado do curso foi surpreendente. “Nas aulas expositivas, repassamos alguns conceitos básicos de empreendedorismo, como o cálculo de preços, avaliação de mercado, estratégias de marketing, ou seja, como se administra uma empresa”, explica. Na aula final, quando os grupos de jovens apresentaram os trabalhos, veio a surpresa. “Todos os trabalhos são ideias muito inteligentes, que foram mostradas de forma entusiasmada”, comemora o extensionista, que tem pós-graduação em gestão

    Carlos Goulart aponta ainda que o objetivo principal da Emater-DF, ao oferecer essa capacitação, é mostrar ao jovem que é possível viver bem e ter renda na área rural. “Queremos fixar as famílias no campo, e para isso é necessário que os estudantes entendam a diferença entre produtor e empreendedor. E essa turma captou os conceitos de forma bastante satisfatória”, conclui Goulart.

    A assessora da direção da Emater-DF Adriana Dutra, que coordena o programa Filhos deste Solo, explica que os estudantes que desejarem investir na atividade proposta terão apoio da empresa: “Muitos deles são filhos de produtores ou trabalham em empreendimentos rurais, e essa é uma oportunidade de fazer o negócio progredir. É uma importante ação de sucessão familiar e desenvolvimento econômico e social das famílias rurais”.

    Essa foi a segunda turma formada em 2024 pelo projeto Filhos deste Solo, que, lançado pela Emater-DF em 2019, já formou mais de 350 jovens em empreendedorismo rural

    O professor Adilson Jayme, de gestão rural no IFB, também elogia o resultado do curso. “Foi muito além das nossas expectativas, os projetos apresentados. Para uma atividade de curta duração, o aproveitamento foi excelente”, avalia. A mesma opinião tem da professora de zootecnia Larissa Queiroz: “Acompanhamos a evolução tecnológica dos últimos 20 anos, e as ideias aqui mostradas estão bem de acordo com os tempos modernos, demonstrando viabilidade econômica e administrativa”.

    Além de linguiças, geleias, cachaça e conserva, outras propostas de negócio foram ranicultura (criação de rãs) e panificação. Todas as ideias foram apresentadas com cálculos financeiros de custo, lucratividade e estratégias de marketing, como páginas em redes sociais e vendas por WhatsApp. Essa foi a segunda turma formada em 2024 pelo projeto Filhos deste Solo, que, lançado pela Emater-DF em 2019, já formou mais de 350 jovens em empreendedorismo rural.

    Por Agência Brasília* | Edição: Igor Silveira

    *Com informações da Emater-DF

  • Responsabilidade por bala perdida, uso de itens religiosos em fotos de documentos e ‘filtragem racial’: veja o que está no radar do STF em abril

    Responsabilidade por bala perdida, uso de itens religiosos em fotos de documentos e ‘filtragem racial’: veja o que está no radar do STF em abril

    O Supremo Tribunal Federal (STF) deve analisar, em abril, se é possível usar trajes religiosos em fotos de documentos oficiais, como a carteira de habilitação.

    Os ministros também podem retomar o julgamento sobre a validade das abordagens da polícia que têm como alvo um suspeito por conta da cor da sua pele.

    O tribunal terá oito sessões no mês.

    Está na programação do plenário também a fixação da tese sobre a possibilidade de o Poder Público pagar indenizações às famílias de vítimas de balas perdidas, mesmo quando não há confirmação de onde partiu o tiro. A tese será uma espécie de guia para aplicação em processos semelhantes.

    Datafolha divulga pesquisa de opinião sobre o atual Congresso e sobre o STF

    Os ministros também devem voltar a tratar da “revisão da vida toda” das aposentadorias do INSS. Dessa vez, o processo específico sobre o tema será julgado levando em conta o entendimento estabelecido no fim de março, que não permite que os aposentados façam escolhas por regimes mais vantajosos (leia mais abaixo).

    O g1 reuniu os detalhes das ações que poderão ser analisadas pelos ministros. Veja lista abaixo:

    • Uso de trajes religiosos em documentos oficiais
    • Validade de provas obtidas em busca baseada na cor da pele
    • Responsabilidade do Poder Público em bala perdida
    • ‘Revisão da vida toda’
    • Ação contra requisitos para esterilização de homens e mulheres
    • Recursos à decisão sobre a ‘coisa julgada em matéria tributária’

    Uso de trajes religiosos em documentos oficiais

    No dia 17, o tribunal volta a julgar o recurso que discute se é possível usar trajes religiosos em fotos de documentos oficiais — como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), por exemplo.

    O presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, é o relator deste processo. Os ministros começaram a analisar o caso em fevereiro.

    Na ocasião, os advogados apresentaram suas manifestações. Agora, o relator e os demais ministros apresentarão seus votos.

    A discussão é sobre se as restrições a uso de itens que cobrem a cabeça e parte do rosto nessas fotos ferem a liberdade religiosa. As limitações ao uso desses objetos estão previstas em uma norma do Conselho Nacional de Trânsito.

    Em manifestação enviada ao tribunal, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que já existem estudos para mudar a norma, de forma a permitir “o uso de itens de vestuário relacionados à crença ou religião e à queda de cabelo em decorrência de patologias ou tratamento médico, desde que a face, a testa e o queixo estejam plenamente visíveis”.

    O caso concreto envolve uma disputa jurídica que começou com uma ação no Paraná. O Ministério Público Federal ingressou na Justiça com uma ação civil pública contra o Departamento de Trânsito do estado, a partir da representação de uma freira da Congregação das Irmãs de Santa Marcelina, que impedida de usar a veste religiosa na renovação da CNH.

    Atendendo ao MPF, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região reconheceu o direito da religiosa. A União recorreu e o caso chegou ao Supremo porque envolve questões constitucionais, como a liberdade religiosa e a segurança jurídica.

    O caso tem a chamada repercussão geral, ou seja, uma decisão da Corte será aplicada em disputas jurídicas em todas as instâncias.

    ‘Filtragem racial’

    Volta à pauta no dia 10 de abril o recurso discute se é possível anular provas de uma investigação quando elas foram obtidas a partir de abordagem policial motivada pela cor da pele do suspeito.

    Os ministros debatem a questão a partir de um caso de um homem que foi condenado por tráfico de drogas por portar 1,53 grama de cocaína.

    A abordagem policial ocorreu em Bauru (SP), em maio de 2020, no fim da manhã, quando o homem estava de pé, ao lado de um carro.

    Os ministros vão decidir se a prova é lícita, pois estaria apoiada em racismo estrutural, ou seja, na chamada “filtragem racial”. Se for considerada ilícita, não pode ser usada em processos criminais, que decidem a condenação ou absolvição de acusados.

    Responsabilidade do Poder Público em bala perdida

    Em março, os ministros retomaram, em ambiente virtual, o julgamento sobre a responsabilidade do Poder Público em caso de bala perdida.

    Na ocasião, decidiram o caso concreto: a maioria da Corte determinou que a União pague indenização à família de uma vítima de bala perdida em operação do Exército no Rio de Janeiro.

    Mas o Supremo não concluiu o julgamento da tese, que vai resumir a orientação a ser aplicada em processos do mesmo tipo em instâncias inferiores. No dia 10 de abril, o tribunal discute a redação desse documento.

    Há quatro propostas diferentes:

    • a do relator, ministro Edson Fachin, que responsabiliza o Estado quando há morte de pessoas por balas perdidas em operações policiais;
    • a do ministro Alexandre de Moraes, que entende que os governos só devem pagar indenização por danos quando há comprovação de onde partiu o tiro;
    • a do ministro André Mendonça, que considera que há responsabilidade nestas circunstâncias quando se mostra “plausível o alvejamento por agente de segurança pública”;
    • a do ministro Cristiano Zanin, que entende que “a perícia inconclusiva sobre a origem de disparo fatal durante operações policiais e militares não é suficiente, por si só, para afastar a responsabilidade civil do Estado”.

    ‘Revisão da vida toda’

    Os ministros também vão revisitar o tema da “revisão da vida toda” de aposentadorias do INSS. Desta vez, vão analisar o recurso que discute diretamente o tema. Isso vai ocorrer no dia 3 de abril.

    No dia 21 de março, em outra ação, os ministros decidiram que é válido o regime de transição do cálculo de valor de aposentadorias criado depois da reforma da Previdência de 1998.

    Fixaram também que ele é obrigatório para todos os casos, sem exceções. Na prática, essa determinação inviabiliza a revisão da vida toda, que é justamente a possibilidade de um aposentado escolher, entre os regimes possíveis, o que for mais favorável a ele.

    O mecanismo poderia, na prática, mudar os valores dos benefícios de milhares de aposentados e pensionistas, o que também impacta nas contas públicas.

    Ação contra requisitos para esterilização de homens e mulheres

    No dia 17 de abril, o primeiro item da pauta é uma ação que questiona a lei que só permite laqueaduras e vasectomias em mulheres e homens com pelo menos dois filhos.

    As laqueaduras e vasectomias são procedimentos de esterilização que funcionam como métodos contraceptivos. Na prática, permitem que homens e mulheres optem por não ter filhos.

    A ação foi apresentada pelo PSB em março de 2018 e contesta a legislação que regulamenta a prática. Tem como relator o ministro Nunes Marques.

    A norma somente permite a esterilização em homens e mulheres maiores de 21 anos e com pelo menos dois filhos vivos.

    Os ministros vão ouvir os argumentos apresentados pelas partes do processo. A apresentação dos votos ocorrerá em outra sessão, ainda a ser marcada.

    Recursos à decisão sobre a ‘coisa julgada em matéria tributária’

    No dia 3 de abril, os ministros devem voltar a julgar os recursos contra a decisão que autorizou a revisão de determinações judiciais em relação a tributos. Esses pedidos começaram a ser avaliados em novembro do ano passado, mas um pedido de vista do ministro Dias Toffoli suspendeu a análise.

    Em fevereiro de 2023, a Corte tinha decidido que a revisão era possível, mesmo que a disputa sobre a cobrança já estivesse encerrada na Justiça. Isso pode acontecer nas situações em que, mesmo após o pronunciamento definitivo do Judiciário, uma decisão do Supremo reconhece que o pagamento deve ser feito.

    Na prática, se uma disputa judicial sobre o pagamento de um tributo acabou por beneficiar o contribuinte, liberando-o do pagamento, ela pode ser revista se houver mudança no entendimento sobre as leis que deram base à conclusão da Justiça. Essa modificação de orientação deve ocorrer por decisão do próprio Supremo.

    Esse entendimento vale para tributos recolhidos de forma continuada, ou seja, com cobrança periódica. Isso acontece, por exemplo, com a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

    O processo que foi analisado pelo tribunal envolveu justamente a CSLL. Em 1992, empresas conseguiram na Justiça o direito de não pagar a contribuição — esta decisão favorável se tornou definitiva, sem mais recursos, em instâncias inferiores.

    No entanto, em 2007, em um julgamento de ação contra a legislação sobre o tributo, o STF afirmou que a contribuição era constitucional e deveria ser paga. E fixou que, a partir daquela decisão, todos deveriam ter passado a recolher o valor regularmente.

    Por Fernanda Vivas, g1 e TV Globo — Brasília

  • Guará abre inscrições para Conselho Local de Planejamento

    Guará abre inscrições para Conselho Local de Planejamento

    Foto: Divulgação/Administração Regional do Guará

    O Diário Oficial do Distrito Federal publicou as regras para quem deseja integrar o órgão, que visa acompanhar o planejamento territorial e urbano da RA

    Estão abertas as inscrições para o Conselho Local de Planejamento (CLP) da Região Administrativa do Guará. Os procedimentos para o processo de escolha dos membros da sociedadeforam divulgados no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) da última segunda-feira (25). Representantes de entidades legalmente constituídas e sediadas no Guará podem realizar a inscrição por meio deste link até 9 de abril.
    Entre as regras do edital para a inscrição no CLP, é necessário que a entidade esteja em funcionamento, ininterruptamente, nos últimos dois anos no Guará. O conselho terá caráter consultivo e será constituído por oito representantes do poder público e por oito representantes da sociedade civil organizada que desempenhem projetos ou políticas de planejamento territorial na região administrativa. A assembleia de eleição está marcada para 13 de abril, das 8h às 12h, na Administração Regional do Guará.
    “Acreditamos que o CLP será um dos conselhos mais importantes do Guará. Afinal, o órgão vai definir o futuro da cidade e ajudar a planejar o desenvolvimento urbano para os próximos anos. É uma grande felicidade incentivar mais esse canal de participação popular na nossa cidade”, destaca o administrador do Guará, Artur Nogueira.
    Os conselhos locais de planejamento territorial e urbano do Distrito Federal estão previstos na Lei Complementar nº 803, de 25 de abril de 2009, que aprovou a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (Pdot). O CLP foi regulamentado pelo Decreto nº 37.556, de 17 de agosto de 2016, com as alterações indicadas no Decreto nº 41.669, de 30 de dezembro de 2020.
    Serviço
    • Inscrições para o Conselho Local de Planejamento do Guará
    • Prazo: até 9 de abril
    • Link para inscrições
    • Outras informações: 3686-2425
    Com informações da Agência Brasília
  • Novas tendas de dengue no DF seguem modelo de hospitais de campanha

    Novas tendas de dengue no DF seguem modelo de hospitais de campanha

    Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

    O objetivo é aumentar a capacidade de acesso aos pacientes a rede pública de saúde logo que apresentem os primeiros sintomas da doença

    As 11 novas tendas de acolhimento aos pacientes com dengue anunciadas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) vão funcionar como hospitais de campanha, com consultórios, equipamentos, mobiliário e climatização.

    O objetivo é aumentar a capacidade de acesso das pessoas logo que apresentem os primeiros sintomas da doença.

    As estruturas serão maiores do que as das tendas montadas anteriormente. Para a instalação é necessário haver pontos de energia e de água, além de rede de esgoto, serviços que são preparados pela área de engenharia da Secretaria de Saúde (SES-DF).

    Também foram priorizados espaços próximos a unidades de Saúde, como hospitais, unidades de pronto-atendimento (UPAs) e unidades básicas de saúde (UBSs), para facilitar casos de remoção de pacientes.

    “Vamos garantir uma melhor estrutura para os pacientes e servidores porque os profissionais vão conseguir fazer a triagem, dar encaminhamento e o tratamento devido de acordo com a situação. Se for um atendimento de rotina, o paciente recebe os procedimentos e hidratação, e se for algo mais agravado ele poderá ser encaminhado ou removido a uma unidade de Saúde”, explica o subsecretário de Infraestrutura na Saúde da SES-DF, Leonídio Neto.

    Cada tenda terá, no mínimo, um coordenador, três médicos (entre esses, um pediatra), um enfermeiro, dois técnicos de enfermagem, dois técnicos de laboratório, um especialista em laboratório (biomédico ou farmacêutico bioquímico), dois apoios administrativos, um farmacêutico, pessoal de limpeza e pessoal de segurança.

    “Não vamos precisar tirar nenhum servidor da saúde de seus postos de trabalho. É um reforço que vem para facilitar o trabalho dos nossos profissionais, que vão continuar fazendo os atendimentos nos hospitais, UPAs e UBSs. É uma nova mão de obra para reforçar esse atendimento porque, além da dengue, estamos passando por um período de sazonalidade das doenças respiratórias”, complementa Neto.

    Serão oito tendas com atendimento diário das 7h às 19h no Plano Piloto, Vicente Pires, Varjão, Taguatinga, Planaltina, Águas Claras, Ceilândia e Samambaia. Outras três funcionarão 24 horas no Gama, Guará e Paranoá.

    Desde o início do ano, o DF já conta com nove tendas de hidratação, espalhadas por várias regiões do DF: Sol Nascente, Brazlândia, Ceilândia, Estrutural, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião e Sobradinho.

    Confira onde serão instaladas as novas tendas:

    Com funcionamento 24h

    • Gama: estacionamento do Hospital Regional do Gama (HRG)
    • Guará: em frente à UBS 1
    • Paranoá: estacionamento do Hospital da Região Leste

    Com funcionamento diário, das 7h às 19h

    • Plano Piloto: estacionamento do Hospital Regional da Asa Norte (Hran)
    • Vicente Pires: estacionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA)
    • Varjão: atrás da UBS 1
    • Taguatinga: estacionamento do ambulatório do Hospital Regional de Taguatinga (HRT)
    • Planaltina: policlínica da região
    • Águas Claras: estacionamento da UBS 1 do Areal
    • Ceilândia – Estacionamento do HRC
    • Samambaia: Estacionamento da UBS 7
    Por Thalita Vasconcelos – Metropoles