Dia: 30 de março de 2024

  • Dia do rock brasiliense anima artistas e produtores culturais da cidade

    Dia do rock brasiliense anima artistas e produtores culturais da cidade

    Foto: Divulgação/Gab. Ricado Vale

    Durante a solenidade, produtores culturais anunciaram um festival de rock

    Reverência aos grandes nomes do rock do DF e a cobrança por políticas de incentivo à cultura marcaram o primeiro Dia Oficial do Rock Brasiliense, celebrado nessa quarta-feira (27). A comemoração foi proposta pelo vice-presidente da CLDF, deputado distrital Ricardo Vale (PT), que promoveu uma sessão solene pela data com a participação de músicos, produtores culturais e fãs, que compareceram ao Espaço Cultural Renato Russo. Além da solenidade, era possível conferir shows e exposições sobre a história do rock na capital federal que estavam programadas no espaço.

    Na abertura da sessão, Vale falou do momento simbólico que o Dia do Rock Brasiliense representa para a história e para a cultura da cidade. “Essa data, fruto da nossa lei, é muito importante para manter o legado musical e para incentivar a produção das bandas autorais”, disse. O parlamentar também saudou o talento do cantor e compositor Renato Russo, cujo aniversário foi escolhido para marcar o dia do rock, como referência do potencial artístico de Brasília, e agradeceu a mobilização dos artistas para a realização do evento. Ricardo Vale afirmou que, após o reconhecimento do rock como patrimônio imaterial do DF e a data oficial de reconhecimento do gênero, o museu é a próxima meta a ser conquistada.

    Além das falas protocolares, a sessão contou com a execução do hino nacional em ritmo de rock e a apresentação de uma das composições de Renato Russo, a música Será, por integrantes da banda cover Quatro Estações. O deputado Ricardo Vale também entregou moções de reconhecimento a diversos músicos, artistas e produtores culturais que prestam ou prestaram relevantes atividades em prol do rock brasiliense, um momento de muita emoção.

    Jeferson Oliveira, produtor e músico, acredita numa virada cultural. “É um marco para nós que temos bandas novas, e nossas referências ainda são bandas das décadas de 1970 e 1980. É um momento de muita honra e espero que daqui pra frente tenhamos mais valorização para toda a cadeia do rock”, aspira.

    Políticas de incentivo

     

    Na mesa da sessão solene, nomes como o artista e produtor cultural Marcos Pinheiro, apresentador do programa Cult 22; o ativista cultural Ari Barros, fundador do Ferrok Festival; representantes do Setorial Cultura Rock; o Secretário de Cultura Cláudio Abrantes; e Maria do Carmo e Carmem Terezza Manfredini, mãe e irmã de Renato Russo. Durante as falas, foi anunciado que, entre os dias 14 e 16 de junho, na Torre de TV, será realizado um festival de rock autoral para promover os novos talentos, com o apoio da Secretaria de Cultura.

    * Com informações da assesseoria de comunicação do deputado Ricardo Vale

    Agência CLDF

  • Força-tarefa recupera área verde próximo a Santa Luzia, na Estrutural

    Força-tarefa recupera área verde próximo a Santa Luzia, na Estrutural

    Ação aconteceu nesta quarta (27) e segue em andamento nos próximos dias, com o objetivo de recompor a natureza do local e, principalmente, de impedir criadouros de mosquitos da dengue

    Cerca de 40 pessoas estão mobilizadas na recuperação da área verde localizada entre a Chácara Santa Luzia, na Estrutural, e o Parque Nacional de Brasília. O trabalho começou nesta quarta-feira (27) com a limpeza do local, que tem extensão de cerca de 6 km, e segue nos próximos dias. Também está em andamento a instalação de cercas de concreto para impedir o descarte irregular de resíduos e, em breve, será iniciada a aplicação de restos de construção civil (RCC). Por fim, a região receberá terra vegetal.
    A ação mobiliza esforços de diferentes órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF). Participam servidores e terceirizados do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), da Secretaria de Governo (Segov) e da Secretaria Executiva das Cidades (Secid), com apoio de caminhões e outros maquinários, como escavadeira hidráulica e pá carregadeira.
    Marco Aurélio Demes, subsecretário de Operações nas Cidades e coordenador-geral do programa GDF Presente, afirma que a recuperação foi autorizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), responsável pelo Parque Nacional de Brasília, e é a continuação de serviços iniciados em fevereiro, quando houve o Dia D de combate à dengue na RA.
    A previsão é que o transporte de RCC, doado pelo SLU, comece nesta segunda-feira (1º). Estima-se que serão usadas cerca de 180 toneladas do material para auxiliar no trajeto dos caminhões. “Como os veículos são muito pesados, precisamos do reforço para fazer o transporte da terra vegetal e evitar o atolamento dos veículos”, explica Demes.
    A terra vegetal é o solo misturado com folhas, caules e gravetos que ajudam a recompor a natureza. Devido à extensão da área degradada, a previsão é que sejam usadas mais de mil toneladas do composto, totalizando 300 viagens de caminhão.
    A cerca de 12 km da área central de Brasília, a Chácara Santa Luzia reúne mais de 10 mil habitantes e faz parte da região administrativa SCIA/Estrutural. A cidade reúne mais de 37,5 mil moradores em área de 738,66 hectares, conforme a última Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (Pdad).
    800 toneladas de entulho e inservíveis são recolhidas da Estrutural
    Saúde do DF e do Entorno debatem atendimentos de pacientes com dengue
    Projeto Comunicador do Futuro chega à Estrutural com oficinas gratuitas
    Projeto Comunicador do Futuro chega à Estrutural com oficinas gratuitas
    O administrador regional da SCIA/Estrutural, Alceu Prestes, ressaltou que essa é a primeira ação do tipo realizada na área. Ele pontuou, ainda, o compromisso governamental com a preservação do meio ambiente e com o combate à dengue. “É um trabalho pioneiro. Há anos as pessoas jogam lixo e entulho nessa área, causando risco à saúde de toda a cidade. Estamos limpando todo o espaço e vamos tapar as erosões para evitar o acúmulo de lixo e, principalmente, o surgimento de criadouros do mosquito”, comentou.
    Participe!
    A população pode solicitar ações relacionadas à infraestrutura e à limpeza das cidades pela Ouvidoria, pelo site, pelo número 162, ou diretamente nas administrações regionais. Os canais também estão abertos para elogios e críticas.
    Com informações da Agência Brasília – Catarina Loiola
  • Revisão da vida toda: entenda o que mudou com a nova decisão do STF e quem vai ser afetado

    Revisão da vida toda: entenda o que mudou com a nova decisão do STF e quem vai ser afetado

    Por Júlia Nunes, g1

    STF derruba tese que permitiria a chamada revisão da vida toda

    Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no último dia 21 deve acabar com as possibilidades de aposentados do INSS fazerem a chamada “revisão da vida toda”, afirmam especialistas em direito previdenciário ouvidos pelo g1.

    É que, apesar de a decisão não ter sido especificamente sobre o recurso que discute a revisão, que os ministros ainda vão julgar em outra sessão, o novo entendimento da Corte sobre a lei da previdência de 1999 inviabiliza que a tese seja considerada válida (leia mais abaixo).

    O QUE É: no geral, a revisão da vida toda permite que um grupo específico de pessoas aumente o valor da aposentadoria, ao pedir que sejam considerados mais anos de contribuição ao INSS para o cálculo do benefício.

    No entanto, embora o assunto desperte bastante interesse da população, poucas pessoas são, de fato, afetadas pelas decisões acerca do assunto, explica o advogado Washington Barbosa. São três cenários, segundo o especialista:

    • para as pessoas que entraram com ações judiciais pedindo a revisão da vida toda, ganharam o processo e já estão recebendo os valores atualizados da aposentadoria, nada deve mudar;
    • quem ingressou com ação judicial, mas teve o processo paralisado depois que o caso virou de repercussão geral no STF, provavelmente vai ter o pedido da revisão negado;
    • já para quem ainda pretendia entrar com uma ação na Justiça, talvez não valha mais a pena.

    Por que surgiu a revisão da vida toda?

    A tese da revisão da vida toda surgiu após a publicação da lei nº 9.876, em 1999, que mudou a forma como o valor da aposentadoria é calculado no Brasil.

    Até então, o INSS considerava apenas os três últimos anos de contribuição do trabalhador para fazer a média de quanto ele deveria receber, por mês, ao se aposentar. No entanto, o método tinha muitas fraudes, afirma o advogado Matheus Lataro.

    “O trabalhador sabia que ele ia se aposentar com os seus três últimos salários, então, nesses anos, ele recolhia mais para a previdência. Fazia acordo com o patrão para conseguir algo mais vantajoso”, explica o especialista, que é da Benedetti Advocacia.

    Com a lei de 1999, o cálculo da aposentadoria passou a considerar 80% de todas as contribuições de maior porte do trabalhador ao longo da vida.

    ⚠️ No entanto, criou-se também uma regra de transição: para quem já estava contribuindo com a previdência antes da lei, seriam considerados para o cálculo apenas os pagamentos a partir de 1º de julho de 1994, quando a moeda brasileira passou de Cruzeiro Real para Real.

    E é aí que entra a tese da revisão da vida toda. Quem fez boas contribuições ao INSS antes da data da transição passou a pedir na Justiça que esses valores também fossem considerados para o cálculo da aposentadoria.

    Várias pessoas ganharam processos sobre isso desde então, segundo os especialistas, e, em dezembro de 2022, o STF reconheceu o direito dos aposentados de utilizar o mecanismo.

    O tema teria a chamada repercussão geral, ou seja, o que foi decidido pelo Supremo passaria a ser aplicado em processos semelhantes em todas as instâncias da Justiça no país.

    No entanto, o INSS entrou com recurso, que ainda deve ser julgado, pedindo alguns esclarecimentos, e os processos que tratam do tema foram suspensos temporariamente.

    Para quem ela serve?

    Na prática, a revisão da vida toda beneficia quem tinha salários maiores antes de 1994, para que esses valores entrem no grupo das 80% maiores contribuições feitas ao longo da vida do trabalhador e, assim, no cálculo da aposentadoria.

    “E, muitas vezes, a gente ainda via casos de pessoas que tinham salários muito bons antes de 1994, mas por apenas 2 ou 3 anos, e aí isso não impactava na média das contribuições, no resultado do cálculo da revisão da vida toda”, pontua a advogada Janaína Braga, do Ecossistema Declatra.

    Importante destacar que, em 2019, a reforma da previdência mudou a regra novamente: o cálculo da aposentadoria passou a ser feito com uma média de 100% das contribuições do trabalhador a partir de 1994. Não se fala em vida toda.

    Assim, além dos demais critérios, a revisão se aplica somente às pessoas que se aposentaram ou adquiriram o direito de se aposentar até a data da reforma: 13 de novembro de 2019.

    E o direito também não pode ter completado dez anos, destaca o advogado Washington Barbosa. Por exemplo: se uma pessoa se aposentou há 15 anos, mas somente agora viu que seria vantajoso pedir a revisão da vida toda, já não pode mais entrar com processo.

    Entenda a nova decisão do STF

    No último dia 21, o STF julgou duas ações diretas de inconstitucionalidade (ADIs) que questionavam a lei da previdência de 1999. Por maioria, os ministros decidiram que a regra de transição prevista por ela é de aplicação obrigatória.

    Ou seja, para quem já estava contribuindo com a previdência antes da lei, são considerados válidos para o cálculo da aposentadoria apenas os pagamentos a partir do Plano Real, e não é possível que o segurado escolha uma forma de cálculo que lhe seja mais benéfica.

    Assim, como a tese da revisão da vida toda contraria justamente a regra de transição que se tornou obrigatória conforme o novo entendimento do STF, os ministros não terão como validá-la no julgamento que ainda está por vir, explicam os especialistas.

    “E, se o Supremo disser que não [é válida a revisão da vida toda], que é o que vai acontecer, ninguém embaixo vai poder dizer que sim. É uma decisão de repercussão geral. Então, todo mundo que está com processo aberto vai perder, e vai ser bobagem ajuizar qualquer pedido novo”, diz o advogado Washington Barbosa.

    Para o especialista Matheus Lataro, julgar essas ações antes do recurso extraordinário sobre a revisão da vida toda foi uma manobra de alguns ministros para barrar a tese.

    Ele acredita que o STF não conseguiria formar maioria para invalidar a revisão da vida toda no julgamento do recurso extraordinário, por causa dos votos a favor que já estavam valendo de ministros aposentados. Por isso, pautou o julgamento das ADIs, nas quais nenhum ministro aposentado havia votado, contando somente com os votos da Corte atual.

    “A demora do julgamento dessas ações não é uma coisa rara de se ver. Isso até que acontece. O que a gente questiona é essa extrema coincidência de os julgamentos baterem na mesma época, e essas ações acabaram influenciando na revisão da vida toda”, afirma.

    💸 IMPACTO FINANCEIRO – A justificativa por trás da manobra, segundo os especialistas, foi uma questão econômica: segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias deste ano, uma decisão favorável à revisão da vida toda levaria a um impacto de R$ 480 bilhões nas contas públicas.

    Seria uma “verdadeira bomba fiscal”, segundo Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, “que desestruturaria as contas públicas e produziria um efeito enorme sobre a dívida pública”.

    Esse valor, no entanto, tem sido questionado por especialistas em direito previdenciário.

    “O governo fala em um cálculo de R$ 480 bilhões, mas institutos de previdência dizem que o número não chegaria a R$ 1,5 bilhão, o que é mais próprio porque a quantidade de pessoas beneficiadas não é tão grande assim”, afirma o advogado Washington Barbosa.

    Para Felipe Salto, a conta do governo é razoável, feita a partir de “informações do INSS sobre as aposentadorias que seriam recalculadas conforme a regra mais benéfica, além dos processos em curso na Justiça e que foram interrompidos após o questionamento do governo no STF”.

  • Policia Federal conclui inquérito e não indicia Bolsonaro por importunação de baleia jubarte

    Policia Federal conclui inquérito e não indicia Bolsonaro por importunação de baleia jubarte

    Foto/Instagram

    Ministério Público pode arquivar caso, oferecer denúncia ou pedir diligências complementares

    BRASÍLIA | Bruna Lima, do R7, em Brasília

    A Polícia Federal concluiu o inquérito para apurar se o ex-presidente Jair Bolsonaro importunou uma baleia jubarte durante um passeio de moto aquática em São Sebastião, no litoral de São Paulo. Após cinco meses de investigação, a corporação encerrou os trabalhos sem indiciamentos. O advogado Fabio Wajngarten — que estava no passeio e precisou prestar esclarecimentos sobre o caso — também não foi indiciado.

    O relatório da PF aponta que não há provas suficientes para indicar que houve crime de importunação praticado por Bolsonaro. No depoimento prestado em fevereiro deste ano, o ex-presidente informou que andava de moto aquática quando uma baleia surgiu, que não sabia que era crime chegar perto e que não teve intenção de incomodar ou interferir na rota do animal.

    O caso ocorreu em junho de 2023, e o inquérito foi aberto com base em vídeos que mostram um homem pilotando uma moto aquática e ficando a 15 metros de distância da baleia com o motor ligado. A PF investigava possíveis crimes previstos em lei que proíbem a pesca ou o “molestamento intencional” de baleias.

    Em novembro do ano passado, o Ministério Público Federal passou a acompanhar o inquérito, suspeitando que Bolsonaro seria o condutor do veículo aquático que se aproximou do mamífero. O ingresso do órgão na investigação foi solicitado pelo Ibama, que também investiga o caso, como um desdobramento de uma apuração preliminar do MPF sobre o episódio.

    O processo está agora nas mãos do Ministério Público Federal, que pode decidir pelo arquivamento, por oferecer a denúncia ou por pedir diligências complementares.

  • Colisão entre carro e moto deixa motociclista ferido na DF 180

    Colisão entre carro e moto deixa motociclista ferido na DF 180

    Divulgação CBMDF

    O atendimento ocorreu no INCRA 09, DF 180, em frente ao Mercado Varanda

    O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) atendeu uma colisão entre um carro e uma moto na DF 180 nesta sexta-feira (29).

    O atendimento ocorreu no INCRA 09, DF 180, em frente ao Mercado Varanda.

    Quando o socorro chegou o condutor do automóvel não se encontrava no local, já o motociclista foi transportado consciente e orientado para o Hospital Regional de Ceilândia, apresentando várias escoriações pelo corpo e fratura no fêmur esquerdo.

    O trânsito no local precisou ser desviado para vias adjacentes para a realização do atendimento. A PMDF foi acionada.

    JBr