Dia: 11 de dezembro de 2023

  • DF: número de homicídios em novembro é o menor em mais de duas décadas

    DF: número de homicídios em novembro é o menor em mais de duas décadas

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    Dados da Secretaria de Segurança mostram que, de janeiro a novembro, a redução de homicídios foi de 8,6%, na comparação com 2022

    Entre janeiro e novembro de 2023, o número de homicídios registrados no Distrito Federal diminuiu 8,6% em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), considerando apenas novembro, os 17 homicídios registrados no mês representam o menor número em duas décadas.

    Em novembro do ano passado, foram registrados 21 homicídios. Os crimes violentos letais intencionais — que englobam homicídios, feminicídios, lesões corporais seguidas de mortes e latrocínios — apresentaram o menor número dos últimos 24 anos. Este ano, foram registrados 253 crimes do tipoe; no ano passado foram 276.

    Em relação aos feminicídios, em novembro, foram registrados dois crimes do tipo no DF. Ao longo do ano, já foram 32. Nos primeiros seis meses, foram 21 vítimas do crime, o que resultou em um crescimento de 250%, quando comparado no mesmo período do ano passado.

    Segundo a secretaria, em novembro, cinco agressores foram presos por descumprimento de medidas protetivas, por meio da Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP), da SSP-DF. A diretoria monitora vítimas e agressores 24 horas por dia.

    Além do atendimento ininterrupto nas Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAM) e em todas as delegacias do DF, denúncias podem ser realizadas de forma online; pelo e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br; pelo telefone 197, opção zero; pelo WhatsApp (61) 9 8626-1197; e, ainda, em contato com a PMDF, através do número 190.

    Roubos e furtos

    Crimes como roubos a transeunte, em transporte coletivo, de veículo, em comércio, em residência e o furto em veículo apresentaram redução de -19,9% no acumulado dos onze meses.

    De janeiro a novembro, o roubo em transporte coletivo teve a maior redução (-28,8%), passando de 614, ano passado, para 437 este ano. Este é o segundo mês consecutivo que a redução se mantém. Além de atuações rotineiras de investigação e policiamento, a SSP-DF realiza uma série de ações específicas envolvendo as forças de segurança, a Secretaria de Mobilidade (Semob), representantes de empresas de ônibus, entre outros órgãos.

    Em seguida, também no acumulado do ano, os roubos a transeunte tiveram redução de -23,9%. O roubo a residência, a comércio e de veículos tiveram redução de, respectivamente, -17,4%, -16,5% e 15,2%. Os furtos em veículos (quando objetos são subtraídos sem que a vítima perceba) tiveram redução de -12,1%.

    “A Secretaria de Segurança Pública destaca a importância do registro de ocorrências pela população para apoiar a elaboração de estudos criminais, que monitoram e indicam locais e horários de maior incidência de cada tipo de crime. Essas informações são fundamentais para o planejamento de estratégias de policiamento pela Polícia Militar do DF e para a identificação de grupos especializados pela Polícia Civil do DF”, destaca a pasta.

    Ações da pasta

    Desde o início do ano, a SSP vem consolidando uma nova política pública, que tem como preceito a integralidade nas ações, o DF Mais Seguro – Segurança Integral.

    A ação envolve forças de segurança, órgãos de governo e sociedade civil na elaboração de projetos. Entre eles, a ampliação do videomonitoramento, que foi implementada em mais cinco regiões administrativas ao final deste ano – Lago Sul e Norte, Paranoá, Varjão e Jardim Botânico –, juntando-se a outras 24 monitoradas em tempo real pelas câmeras instaladas em pontos estratégicos.

    “O uso da tecnologia, a implementação de políticas coordenadas com diversos segmentos de governo e sociedade, assim como investimento em inteligência e capacitação, têm contribuído para a redução criminal no Distrito Federal. Nosso acompanhamento é constante, diário. Temos o desafio de continuar superando os resultados já alcançados na redução de homicídios e crimes contra o patrimônio, o que tem colocado o DF em posição de destaque nacionalmente”, ressalta o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar.

    “Com apoio do governador Ibaneis Rocha, oficializamos em novembro nosso novo programa de segurança, que não só microrregionaliza as ações, com base em manchas criminais e estudos de inteligência, mas que também ouve os anseios e sugestões da população, com o objetivo de melhorar a segurança e qualidade de vida de todos”, completa o gestor.

    Por Samara Schwingel Metropoles
  • Brasil deve recuperar em breve certificado de eliminação do sarampo

    Brasil deve recuperar em breve certificado de eliminação do sarampo

    País está há um ano sem novos casos, diz diretor da Opas

    O diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, disse neste sábado (9) que o Brasil deve recuperar, nos próximos meses, seu certificado de eliminação do sarampo. A afirmação foi feita durante seminário sobre vacinação na Academia Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro.

    “O Brasil já se encontra há um ano sem nenhum caso novo diagnosticado, o que nos permite também ter uma esperança muito grande de que, nos próximos meses. a comissão de verificação possa certificar novamente o país”, disse Barbosa.

    O Brasil recebeu certificado de eliminação do sarampo em 2016 da Organização Mundial da Saúde (OMS), mas acabou perdendo em 2019, devido a um surto da doença.

    As Américas foram o primeiro continente a receber um certificado regional de eliminação da doença, mas surtos tanto no Brasil quanto na Venezuela, que também perdeu o documento em 2019, fizeram com que a certificação regional fosse suspensa em 2018, segundo Barbosa.

    Uma comissão da Opas verificou recentemente que a Venezuela interrompeu a transmissão da doença, faltando apenas o Brasil para que o continente possa novamente ser considerada região livre do sarampo.

    Cobertura vacinal
    O sarampo pode ser evitado com a imunização da população. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, que também participou do seminário, afirmou que, desde 2016, o Brasil enfrenta o fenômeno da hesitação vacinal, com campanhas de desinformação que fazem com que a população deixe de buscar a imunização e a cobertura vacinal caia.

    Segundo ela, no entanto, dados preliminares do Ministério da Saúde, que devem ser divulgados nos próximos dias, mostram que a cobertura vacinal no país voltou a aumentar este ano.

    “Temos clareza de que muito trabalho há que ser feito”, disse Nísia. “Nós instituímos uma plataforma, Saúde com Ciência, como estratégia de governo, interministerial, para esclarecer à população e também identificar práticas criminosas de desinformação, de disseminação de notícias falsas”.

    Segundo Jarbas Barbosa, os governos dos diversos países precisam monitorar, todos os dias, e desmistificar boatos que surgem contra as vacinas nas redes sociais.

    “As desinformações estão praticamente todos os dias nas redes sociais, então uma campanha de esclarecimento anual não tem muito papel. O que temos procurado é estimular os países a ter um monitoramento diário de redes sociais, de não deixar nenhum boato, rumor ou desinformação sem resposta apropriada, porque isso é como uma bola de neve, que vai crescendo. E, sem dúvida nenhuma, que vai fazer com que as pessoas percam a confiança na vacina”, disse ele.

    Para Barbosa, além de combater as notícias falsas, é preciso adotar outras medidas para ampliar o alcance da vacinação, como sensibilizar os profissionais de saúde, monitorar as coberturas vacinais e ampliar a oferta em alguns lugares.

    O diretor cita, por exemplo, a dificuldade de vacinar crianças em áreas violentas das grandes cidades. Ele destaca que é preciso ampliar o horário de atendimento em postos de vacinação, de modo que fique mais fácil para os trabalhadores levar os filhos para serem imunizados. Assim é possível evitar áreas de pouca imunização.

    “Precisamos identificar [a cobertura vacinal] bairro por bairro e não trabalhar com a média de cobertura de uma cidade. A média de cobertura de uma cidade como o Rio de Janeiro não nos conta nada. A média pode ser adequada, mas temos em várias áreas uma cobertura muito baixa. Então, precisamos ter novos sistemas analisar os dados, identificar as barreiras [para a vacinação] e adotar estratégias para superar essas barreiras”.

    Mais informações da Agência Brasil – EBC