Dia: 8 de outubro de 2023

  • Padre descobre que vai ser pai e pede para sair da Igreja Católica

    Padre descobre que vai ser pai e pede para sair da Igreja Católica

    Reprodução/Diocese de Franca

    O padre, que atuava na Diocese de Franca, estava afastado de suas funções clericais e de celibato desde setembro

    São Paulo – A Diocese de Franca, no interior de São Paulo, confirmou a dispensa de um padre após o sacerdote pedir para deixar as atividades da igreja ao descobrir que vai ser pai.

    De acordo com a entidade, o pedido de dispensa partiu do próprio padre Ferdinando Henrique Pavan Rubio, que era um dos líderes espirituais da Paróquia Santa Luzia, no bairro São Joaquim, desde janeiro de 2023.

    Em nota assinada pelo bispo Dom Paulo Roberto Beloto, a Diocese de Franca explicou o motivo da dispensa e as orientações necessárias.

    “A causa foi o envolvimento com uma pessoa, que resultou numa gravidez. A igreja orienta que o sacerdote assuma a sua obrigação de paternidade”.

    O padre, que atuava na Paróquia Santa Luzia, no bairro São Joaquim, estava afastado de suas funções clericais e de celibato (abstinência sexual) desde setembro.

    Na ocasião, a Diocese divulgou um comunicado no qual pedia para que o padre não fosse julgado, ainda sem esclarecer o motivo do afastamento: “Mediante isso, acima de quaisquer especulações, unamo-nos em oração por este nosso irmão, a fim de que ele seja feliz nesta nova etapa de sua vida”.

    Agora, o padre deve recorrer ao Vaticano para validar a dispensa, um protocolo da Igreja Católica, chamado rescrito. De acordo com o Direito Canônico, que rege a Igreja Católica, padres não podem ter relacionamentos amorosos nem se casar.

    “Ele deixou de exercer o ministério sacerdotal e as suas funções pastorais. Está suspenso de Ordens, até que obtenha o rescrito [nome dado a um ato administrativo baixado por escrito pelo Papa] proveniente da Santa Sé”.

    Ferdinando é natural de São José da Bela Vista (SP) e foi ordenado padre há oito anos. Antes, ele passou pelas paróquias São Pedro, no bairro Vila Europa, e Santa Gianna, em Franca, e também foi reitor do Seminário Propedêutico.

    Por Thomaz Molina – Metropoles

  • Banho de mangueira e picolé: como os animais do zoológico de Brasília sobrevivem ao calorão

    Banho de mangueira e picolé: como os animais do zoológico de Brasília sobrevivem ao calorão

    Banho de mangueira: elefantes são contemplados
    CAIO CAVALCANTE/ZOO DF

    Cuidadores desenvolvem alternativas para garantir o bem-estar dos bichos durante o período de altas temperaturas

    BRASÍLIA | Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

    Diante da onda de calor que atinge o Distrito Federal, os animais do zoológico de Brasília passam por cuidados especiais para suportar as altas temperaturas e a pouca umidade. Uma das alternativas encontradas pelos cuidadores é oferecer picolés de frutas aos animais herbívoros e de sangue para os carnívoros.

    Os lanches ajudam na regulação da temperatura corporal e são ricos em líquidos, segundo o biólogo Mateus de Sousa. Feitos pelo setor de nutrição do zoológico com frutas da dieta dos animais, eles são adaptados para ser incluídos no regime de cada um deles nos períodos mais quentes.

    Para refrescar os animais, o cronograma da Gerência de Bem-Estar Animal do zoológico também inclui banho de mangueira em alguns bichos, como elefantes e tamanduás. Além disso, para promover o bem-estar às espécies que não são nativas do cerrado, outras intervenções são necessárias, como chuva artificial para aqueles que vivem em mata fechada e estão habituados com umidade mais elevada.

    “Tentamos trazer ao máximo vegetação, clima, sombreamento do habitat do animal, onde ele ocorre, para o recinto em cativeiro”, explica Souza. Outra medida, segundo o biólogo, é a utilização de aspersores que jogam água nos recintos, para “dar uma refrescada e melhorar o bem-estar do animal.”

    Alguns bichos, como o elefante-africano e o rinoceronte-branco-do-sul, também contam com lameiros, importantes não só para refrescar em dias quentes, como para hidratar e proteger a pele contra os raios solares.

    Os animais mais afetados pelo calor são os que vivem em mata fechada e mata atlântica, como antas, onças, mico-leão-dourado, bugio (macaco-uivador), mico-leão-de-cara-preta, além dos gatos mourisco, maracajá e do mato.

    Mesmo os bichos acostumados ao clima, como os de cerrado, recebem alguns enriquecimentos para amenizar o clima seco. Um exemplo é o tamanduá-bandeira, que ganha banho de mangueira.

    O zoológico

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    O zoológico de Brasília existe desde 6 de dezembro de 1957 e desenvolve ações com foco em educação ambiental e conservação da fauna brasileira. A unidade conta com 600 animais, distribuídos entre 180 espécies de aves, répteis e mamíferos, e ocupa uma área de 139,7 hectares, três deles destinados à produção da alimentação dos bichos.

    Nas outras áreas estão distribuídos os recintos dos animais, o Museu de Ciências Naturais, o borboletário, uma área para camping e piquenique, playground, lagos artificiais, áreas arborizadas para passeio, estacionamento, lanchonetes, entre outros.