Dia: 11 de setembro de 2023

  • GDF tem vagas abertas para estágio e qualificação profissional

    GDF tem vagas abertas para estágio e qualificação profissional

    Programas e processos seletivos oferecem mais de 8 mil oportunidades de capacitação para ajudar jovens a ingressar no mercado de trabalho

    O Governo do Distrito Federal (GDF) está com vagas abertas, por meio de programas e processos seletivos, para jovens que desejam entrar no mercado de trabalho. De estágio remunerado a cursos profissionalizantes, são muitas as oportunidades.

    Na segunda-feira (11), o programa QualificaDF vai abrir inscrições para 8 mil vagas em 40 cursos gratuitos. A iniciativa promove a qualificação profissional em diversas atividades, promovendo cursos de cabeleireiro, açougueiro, assistente administrativo e manicure e pedicure, por exemplo. As inscrições poderão ser feitas, a partir de segunda, pelo site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).

    O QualificaDF vai abrir 8 mil vagas para cursos de capacitação na segunda-feira (11) | Foto: Kiko Paz/Novacap

    O QualificaDF tem uma versão, o QualificaDF Móvel, que dispõe de carretas que vão até as regiões administrativas para facilitar o acesso da população à capacitação profissional. No fim de agosto, 880 alunos participaram da formatura, em Ceilândia, da 8ª Etapa do QualificaDF Móvel. Nesta edição, as carretas percorreram as regiões de Santa Maria, Brazlândia, São Sebastião e Ceilândia.

    Foram oferecidos cursos de auxiliar de recursos humanos, atendente de farmácia, administração de serviços hospitalares, cuidador/atendente de pet shop, operador de microcomputador (informática básica), auxiliar administrativo, design gráfico e manutenção de aparelhos de celulares.

    Jovens aprendizes e estágios remunerados

    A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) está com processo seletivo aberto para empregar 60 aprendizes. São 40 vagas para assistente administrativo e mais 20 para técnico em redes de computadores.

    Para o primeiro cargo, os candidatos devem ser estudantes do ensino fundamental, do ensino médio ou ter concluído o ensino médio, com idade mínima de 14 anos. Já o cargo de técnico em redes de computadores exige que os candidatos estejam regularmente matriculados a partir do 2º ano do ensino médio ou tenham concluído o ensino médio.

    Para ambos os cargos, a jornada é de 20 horas semanais, com bolsa de R$ 720 mais benefícios no valor de R$ 546,71. As inscrições devem ser feitas até o dia 17 no site da companhia.

    O estágio na Terracap oferece bolsa de R$ 800 mais benefícios de R$ 10 por dia útil trabalhado. As inscrições devem ser feitas até o dia 20 de setembro

    A Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) também está com inscrições abertas para o processo seletivo de estágio remunerado para ensino técnico e superior. A seleção é para cadastro de reserva e, à medida que surgir necessidade, os selecionados serão convocados. O estágio na Terracap oferece bolsa de R$ 800 mais benefícios de R$ 10 por dia útil trabalhado. As inscrições devem ser feitas, até o dia 20 de setembro, neste link.

    Lançado em 2021, o programa RenovaDF, de qualificação profissional, já formou 12 mil aprendizes | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    Outro programa do governo é o RenovaDF, lançado em 2021 e considerado um dos maiores programas de qualificação profissional e social do país, sendo reconhecido também internacionalmente, em especial pelo atendimento a imigrantes, que fazem parte dos grupos de vulneráveis atendidos pelo programa. Durante três meses, os participantes do RenovaDF aprendem noções básicas de carpintaria, jardinagem, serralheria e hidráulica ao mesmo tempo em que recuperam equipamentos públicos da cidade.

    O RenovaDF já formou 12 mil aprendizes. De 2021 até agosto deste ano, foram recuperados 1.507 equipamentos públicos do DF, entre praças, parques, parquinhos, campos sintéticos, quadras poliesportivas e de areia e pontos de encontro comunitário (PECs) em 21 regiões administrativas. No fim de julho, a Sedet divulgou a lista dos selecionados para o 4º ciclo do programa em 2023. Fique atento às próximas oportunidades no site da Sedet.

    Outra frente de trabalho do GDF para facilitar a entrada de jovens no mercado de trabalho é o programa Jovem Candango, onde o participante acessa uma vaga de jovem aprendiz e tem a oportunidade de participar de um curso teórico por semana, com temas referentes ao mercado de trabalho. Esse programa é a principal ponte entre jovens do DF e o mercado de trabalho.

    Em agosto, a Secretaria da Família e Juventude (SFJ) divulgou a lista de pré-classificados para o preenchimento de 1.800 vagas. Na segunda edição de 2023, 431 adolescentes com idades entre 14 e 18 anos já foram contratados. Acompanhe a página do programa para as próximas oportunidades.

    Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

  • Micro e pequenos empreendedores crescem com o apoio do GDF

    Micro e pequenos empreendedores crescem com o apoio do GDF

    Foto: Tony Oliveira/ Agência Brasília

    Linhas de crédito com juros baixos, economia solidária e promoção de eventos para exposições de trabalhos estão entre os incentivos para o setor que mais emprega no país

    As micro e pequenas empresas são fortes geradoras de empregos com carteira assinada no país. Segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em julho de 2023, 79,8% das vagas abertas no Brasil foram absorvidas pelos pequenos negócios. Isso representa 113,8 mil postos de trabalho de um total de 142,7 mil. Esse montante representa uma média de 3.670 vagas formais geradas a cada dia.

    O volume total criado pelas micro e pequenas empresas (MPEs) é quase seis vezes maior que o número de contratações das médias e grandes empresas (MGEs), que concentraram 13,5% das vagas criadas. Os demais postos são preenchidos em instituições sem fins lucrativos, pessoas físicas e a administração pública.

    O GDF oferece linhas de crédito para microempreendedores | Foto: Tony Oliveira/ Arquivo

    O Governo do Distrito Federal (GDF) conta com programas para fomentar o mercado e proporcionar incentivo aos microempreendedores, a partir de linhas de crédito e outras ações no mercado.

    “A secretaria tem trabalhado para formalizar o empreendimento de quem está iniciando um negócio e fomentar e impulsionar o desenvolvimento de pequenos empreendedores”Thales Mendes, secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda

    “A secretaria tem trabalhado para formalizar o empreendimento de quem está iniciando um negócio e fomentar e impulsionar o desenvolvimento de pequenos empreendedores. Para isso, temos, por exemplo, o programa Prospera, que oferece crédito fácil e orientado para esse público específico”, afirma Thales Mendes, titular da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF).

    De acordo com a coordenadora da Subsecretaria de Microcrédito e Economia Solidária da Sedet-DF, Bárbara Oliveira, as micro e pequenas empresas foram muito impactadas pelo período pandêmico entre 2020 e 2021. “Percebo bastante no pós-pandemia uma retomada econômica. As médias e pequenas empresas sofreram mais e muita gente que perdeu o emprego na pandemia se tornou MEI (microempreendedor individual)”, observa.

    Programa Prospera

    Promovido pela Sedet-DF, o Prospera oferece microcrédito para quem está começando, de forma desburocratizada e gratuitamente. Coordenado pela Subsecretaria de Microcrédito e Economia Solidária, o programa concede empréstimos produtivos e orientados para micro e pequenas empresas, pequenos empreendedores do setor formal e informal da economia – como feirantes, artesãos, manualistas e trabalhadores autônomos.

    O crédito vem do Fundo para Geração de Emprego e Renda (Funger). Para a liberação de crédito, é necessário estar quite com a Secretaria de Fazenda do DF, com certidão negativa de débito.

    A Sedet-DF organiza espaços para que artesãos e outros profissionais consigam mostrar trabalhos em feiras e exposições | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    As linhas de crédito são de acordo com questões socioeconômicas. Pessoas inscritas no Cadastro Único podem ter acesso à chamada linha social, que disponibiliza até R$ 2.500. Para quem está empreendendo por conta própria e não está na categoria de baixa renda, a linha de pessoa física oferece até R$ 8 mil.

    Já a linha de pessoas jurídicas possui um limite de até R$ 57 mil de capital de giro para empresas de pequeno porte, com CNPJ, e para microempreendedores individuais (MEI). Existem, ainda, os grupos de aval solidário, com até R$ 25 mil para investimento. As taxas de juros também variam de acordo com a linha de crédito. Para as linhas de pessoas físicas e jurídicas é de 0,9%, enquanto para a social é de 0,4%.

    “O intuito é trazer esse incentivo mesmo. Acreditamos muito na força do trabalho empreendedor e sabemos o quanto é importante e muda a vida das pessoas. A mensagem é para as pessoas acreditarem nos seus projetos e procurarem a nossa secretaria. Estamos abertos para auxiliar na segurança de cada um”, destaca a subsecretária de Microcrédito e Economia Solidária da Sedet, Bárbara Oliveira.

    Para se inscrever no Prospera ou ter mais informações, é só acessar o site da Sedet ou ir a qualquer agência do trabalhador. Lá, é possível iniciar o processo de crédito.

    Além dos créditos, a Sedet organiza espaços para que artesãos e outros profissionais consigam mostrar trabalhos em feiras e exposições.

    Microempresa, grandes mudanças

    “Essas linhas de crédito e essa fomentação precisam chegar ao ouvido dos microempresários. O meu empreendimento não existiria sem esse conhecimento técnico”Lucas Feres, empresário

    Lucas Feres é o proprietário da loja The Pet Shop Roots, que será inaugurada neste mês. O veterinário e a esposa, Samira, abriram a empresa para oferecer serviços de banho e tosa, além de creche e day care para animais de estimação. A expectativa é, a partir dos três empregos já concretizados, gerar mais de 20 postos de trabalho em um ano.

    O empreendedor comenta que, a partir da consultoria do Sebrae, descobriu que o negócio era viável. Com o Prospera, ele e a esposa levantaram as linhas de crédito e estruturaram a empresa.

    “O microempresário brasileiro, no geral, é mal instruído sobre saber a que hora pedir um capital de giro, separar a forma física da jurídica, entre outras coisas importantes. O Sebrae me deu uma percepção de mercado e uma formação necessária para o negócio. Essas linhas de crédito e essa fomentação precisam chegar ao ouvido dos microempresários. O meu empreendimento não existiria sem esse conhecimento técnico”, afirma Lucas.

    Parceria com o Sebrae

    Vitor Ferreira da Silva, da Sucopira: “As microempresas têm uma capacidade de geração de emprego muito grande, além de serem escola de formação humana. Transformam a vida econômica e pessoal e fazem girar a economia” | Foto: Tony Oliveira/ Arquivo

    Outra parte de incentivo aos microempreendedores de Brasília é o Sebrae, entidade privada brasileira de serviço social e sem fins lucrativos, criada em 1972 com o objetivo de capacitar e promover o desenvolvimento econômico e a competitividade de micro e pequenas empresas no país.

    O empresário Vitor Ferreira da Silva, 23 anos, teve o apoio do Sebrae e de outros programas, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), na Sucopira, fornecedora de sucos naturais e kombuchas (um chá fermentado, levemente efervescente e adoçado). “O Sebrae é um braço estratégico da empresa até hoje. Existem projetos rodando que nos apoiam em pequenas estruturações, como transformar digitalmente a produção”, exemplifica o empreendedor.

    Vitor conta que a empresa começou com a vinda do fundador para Brasília que, a princípio, trabalhava com buffets, parte de comida e bebida. Segundo ele, a bebida fazia tanto sucesso que as pessoas chegavam a contratar o buffet por causa do suco. Em 2009, com o crescimento dos food trucks, veio a ideia de levar a Sucopira para o movimento de rua e, em 2013, nasceu a Kombi Sucopira com uma pegada mais retrô – mas que também combinava com o orçamento disponível para tocar o projeto.

    Os produtos da Sucopira podem ser encontrados em hamburguerias, lanchonetes e restaurantes | Foto: Tony Oliveira/ Arquivo

    Em seguida começaram a surgir demandas de empresários que conheciam o suco e passaram a querer a bebida nos próprios empreendimentos. Logo começaram os sucos envasados, incentivando o fundador a criar o primeiro piso fabril. A empresa foi crescendo com foco em atender hamburguerias, lanchonetes e restaurantes. Até que, em 2019, ele aumentou o espaço e foi para o galpão onde as instalações funcionam atualmente, em Sobradinho.

    Em 2020 a empresa passou por uma crise financeira, com a perda de cerca de 98% dos clientes em consequência da pandemia da covid-19 e o fechamento do comércio. Mas com a venda dos sucos focada em UTIs de hospitais particulares, a empresa conseguiu se manter.

    Com os programas governamentais e a volta do comércio, a empresa conseguiu se reerguer. Atualmente a Sucopira é uma empresa avaliada em mais de R$ 10 milhões, tem cerca de 26 funcionários e um faturamento em torno de R$ 450 mil mensal em vendas, que atingem cerca de 400 pontos de venda em Brasília.

    “Eu acho que essa importância das microempresas vai muito além da questão econômica. A gente faz a reinserção das pessoas na sociedade por meio do trabalho. Pessoas que estão em reabilitação e outros contextos. Nós, como sociedade, entendemos que o trabalho é o que dignifica o homem. Pouco se fala disso, mas as microempresas têm uma capacidade de geração de emprego muito grande, além de serem escola de formação humana. Transformam a vida econômica e pessoal e fazem girar a economia”, ressalta Vitor.

    Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader