Dia: 1 de setembro de 2023

  • GDF sanciona auxílio a órfãos do feminicídio e regulamenta multa a agressor

    GDF sanciona auxílio a órfãos do feminicídio e regulamenta multa a agressor

    Governadora em exercício também regulamentou lei que prevê uma semana dedicada ao combate ao machismo e a valorização às mulheres na rede pública de ensino

    Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Igor Silveira

    A governadora em exercício Celina Leão sancionou uma lei e regulamentou outras duas que estabelecem medidas de proteção às mulheres e combate ao machismo, multa a agressores e o pagamento de um auxílio financeiro a órfãos do feminicídio. A assinatura dos atos ocorreu em evento no Palácio do Buriti nesta sexta-feira (1º).

    Vestida com uma camisa com os dizeres  “#NãoAoCovarde não seja covarde. Homem que agride mulher é covarde”, e nas costas “Violência contra a mulher é crime, denuncie, disque 190”, Celina Leão fez um forte discurso de proteção às mulheres e de que o governo adotará todas as medidas para proteger o público feminino e punir agressores

    “O que nós fizemos aqui não é pouco, vai repercutir nas futuras gerações. É educação dentro das escolas para os jovens que vão crescer com uma mentalidade diferente, é punição para o agressor. O estado gasta com viaturas, com saúde, gasta todo um aparato para acolher a vítima de violência, e o homem agressor, até agora, não tinha punição no bolso. Quem sabe agora sentindo no bolso esses agressores vão começar a repensar duas vezes”, destacou Celina Leão.

    Auxílio financeiro a órfãos do feminicídio

    Um dos atos desta sexta-feira (1º) foi a sanção da lei que prevê o pagamento de auxílio a órfãos do feminicídio, sendo que mais de 200 pessoas terão direito ao benefício. Para receber o benefício é preciso observar alguns requisitos: ter ficado órfão em decorrência de feminicídio, ser menor de 18 anos ou estar em situação de vulnerabilidade até os 21 anos, residir no DF por, no mínimo, dois anos e comprovar estar em situação de vulnerabilidade econômica.

    Intitulado Programa Acolher Eles e Elas, o auxílio será de até um salário mínimo (R$ 1.320) por criança ou adolescente, de acordo com a disponibilidade orçamentária. As despesas do programa vão sair do orçamento da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF).

    A governadora em exercício Celina Leão sancionou uma lei e regulamentou outras duas que estabelecem medidas de proteção às mulheres e combate ao machismo, multa a agressores e o pagamento de um auxílio financeiro a órfãos do feminicídio

    Esse programa tem como objetivo suprir necessidades básicas dos beneficiários, como alimentação, moradia, educação, saúde e acesso à cultura e ao lazer.  Além do auxílio, o GDF vai promover novas ações de sensibilização, divulgação e orientação à população sobre a importância do combate ao feminicídio. Parcerias com entidades públicas e privadas também podem ocorrer.

    Multa para agressores de mulheres

    Também foi regulamentada a lei, de autoria do deputado Ricardo Vale, que prevê aos agressores de mulheres o pagamento de multa e o ressarcimento de custos das vítimas com atendimento. A punição varia de R$ 500 a R$ 500 mil de acordo com a renda do agressor. Casos de violência com o uso de arma de fogo podem ter a punição aumentada em dois terços. O pagamento também deverá ser em dobro em casos de reincidência. Em situação como esta, considera-se o prazo de 5 anos a partir do cumprimento das sanções impostas pelas esferas penal, civil e administrativa.

    “É triste ver que precisamos de tantas proposições de leis enquanto não temos nossos direitos garantidos. Leis como essas são para falar: sociedade, precisamos cuidar dessas mulheres, senão vamos viver um ciclo sem fim de violência. Amém e acolham essas pessoas”, acrescentou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, ao falar da importância do governo adotar todas essas medidas.

    Já o ressarcimento das despesas decorrentes do atendimento das vítimas levará em conta os custos operacionais, de material e acolhimento da mulher em casa de abrigo ou semelhante. Os valores recolhidos pelo GDF serão utilizados em programas de combate à violência contra a mulher e no tratamento e recuperação da saúde das vítimas.

    Combate ao machismo na rede pública de ensino

    O terceiro ato assinado pela governadora em exercício foi o decreto que regulamenta a Lei nº 5.806/2017 para combater o machismo na rede pública de ensino e valorizar as mulheres.

    O texto prevê que as escolas organizem atividades didáticas e informativas de combate ao machismo. Também determina que, durante o mês de março, seja instituída a Semana de Conscientização e Enfrentamento contra o Machismo, com campanhas educativas para valorização feminina e combate à opressão e desigualdade.

    “Trabalhamos a rede pública para isso e incluímos no calendário de 2024, na última semana de agosto, uma semana de combate à violência contra mulher e a violência de gênero. Vai estar no calendário todos os anos. Isso não significa que seja só na última semana de agosto, porque a rede está trabalhando constantemente na formação dos profissionais com o programa Maria da Penha Vai à Escola e outras medidas para coibir essa cultura machista que ainda é muito forte na sociedade”, pontuou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.

    O decreto ainda estipula a criação de um Comitê de Prevenção e Combate ao Machismo e Valorização da Mulher para atuar na rede pública de ensino, composto pelas secretarias de Educação, da Mulher, de Justiça e Cidadania e entidades da sociedade civil.

  • GDF vai pagar R$ 20,6 milhões a mais de 90 mil contribuintes do Nota Legal

    GDF vai pagar R$ 20,6 milhões a mais de 90 mil contribuintes do Nota Legal

    Divididos em três lotes, pagamentos serão feitos entre os dias 12 e 14 deste mês
    O Governo do Distrito Federal (GDF) vai pagar R$ 20,6 milhões em créditos a 90.873 contribuintes do programa Nota Legal. Os valores serão depositados pelo BRB nos dias 12, 13 e 14 deste mês, divididos em três lotes.Recebimento do crédito é assegurado a todos os contribuintes que fizeram indicação de conta bancária entre 1º e 30 de junho | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
    Terão direito a receber os créditos os contribuintes que optaram por recebê-los em dinheiro e fizeram a indicação da conta bancária no período entre 1º e 30 de junho deste ano.
    “Por meio deste programa, a Secretaria de Fazenda incentiva que os cidadãos participem do recolhimento dos impostos para reverter esses valores em investimentos para o DF”Itamar Feitosa, secretário de Fazenda
    Quem for correntista do BRB receberá no mesmo dia em que o valor for creditado, enquanto os correntistas de outras instituições financeiras recebem até um dia após o depósito. O pagamento será comunicado pela Secretaria de Fazenda (Sefaz) via e-mail, mas é recomendável que os participantes confiram o extrato de suas contas para confirmar.
    Participantes que eventualmente indicaram uma conta com dígito ou outra informação errada não vão receber o valor neste momento, mas ficarão com o crédito para o próximo ano. O dinheiro não será perdido.
    Educação fiscal
    “O propósito do Nota Legal é despertar o entendimento sobre a importância de informar o CPF e solicitar a Nota Fiscal eletrônica [NF-e], o que, além de ser um ato de cidadania e educação fiscal, auxilia o governo no combate à sonegação de impostos”, afirma o secretário de Fazenda, Itamar Feitosa. “Por meio deste programa, a Secretaria de Fazenda incentiva que os cidadãos participem do recolhimento dos impostos para reverter esses valores em investimentos para o DF.”
    Chefe do Núcleo de Gestão de Sistemas do programa Nota Legal, Thiago Cunha de Moraes reforça a importância de participar do programa e indicar o CPF na nota como um exercício de cidadania fiscal.
    “Por opção ou por outros motivos, há pessoas que não têm carro ou imóvel próprio, e essa indicação de receber o crédito em dinheiro garante que todos tenham acesso”, lembra o gestor. “Além de ganhar o crédito, a pessoa participa do sorteio do Nota Legal, então ela é premiada duplamente pelo exercício da cidadania fiscal.”
    Ainda segundo a secretaria, o volume de indicações aumentou de 2022 para 2023, bem como o valor a ser pago, enumera Thiago de Moraes: “Ano passado, foram R$ 14 milhões, e neste ano passamos de R$ 20 milhões. Percebemos um volume maior de indicações e uma divulgação maior este ano”.
    Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto
  • Defesa de Bolsonaro pede ao STF acesso a depoimentos sobre joias

    Defesa de Bolsonaro pede ao STF acesso a depoimentos sobre joias

    Hugo Barreto/Metrópoles

    Bolsonaro, Michelle e outras seis pessoas prestaram depoimentos à PF sobre o desvio de joias entregues ao ex-presidente em viagens oficiais

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acesso à íntegra dos depoimentos prestados à Polícia Federal (PF) nessa quinta-feira (31/8). As oitivas aconteceram no âmbito da investigação sobre o desvio e a venda ilegal de joias presenteadas ao Brasil durante viagens oficiais no governo Bolsonaro.
    Os advogados do casal argumentaram que os depoimentos “constituem elementos já efetivamente documentados” e pediram acesso imediato às oitivas.
    “É indubitável que os termos de declarações de oitivas já realizadas constituem elementos já efetivamente documentados, tornando-se, assim, imperiosa a concessão de acesso imediato a esses documentos”, destaca trecho do pedido.
    O documento é assinado por sete advogados. Entre eles está Fabio Wajngarten, um dos depoentes dessa quinta sobre o desvio das joias. A defesa de Wajngarten afirmou que ele ficou em silêncio durante toda a oitiva.
    Além de Bolsonaro, Michelle e Wajngarten, foram ouvidos:Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro;
    Marcelo Câmara, assessor especial de Bolsonaro e coronel da reserva do Exército;
    Mauro Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
    Mauro Cesar Lourena Cid, pai de Cid e general da reserva;
    Osmar Crivelatti, assessor de Bolsonaro e tenente do Exército.
    Também ficaram em silêncio durante os depoimentos Bolsonaro, Michelle e Marcelo Câmara. Mauro Cid, Lourena, Crivelatti e Wassef responderam às perguntas dos investigadores sobre o desvio dos objetos de luxo.