Veículos foram entregues pelo governador Ibaneis Rocha durante cerimônia e se somam a outros 75 já incorporados, totalizando 160 viaturas
As operações, rondas e fiscalizações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ganharam o reforço de mais 85 viaturas nesta quinta-feira (24). Os veículos, à pronta disposição da corporação, foram entregues pelo governador Ibaneis Rocha durante cerimônia na Praça do Buriti.
Veículos foram entregues pelo governador Ibaneis Rocha durante cerimônia e se somam a outros 75 já incorporados, totalizando 160 viaturas. Foto: Renato Alves/Agência Brasília.
“Esta semana tem sido de muitas vitórias em relação ao Fundo Constitucional, o que preserva a qualidade do trabalho que a gente vem fazendo na segurança pública. O DF é um dos locais mais seguros do país”Governador Ibaneis Rocha
A primeira leva de 75 veículos modelo Chevrolet TrailBlazers foi liberada em 15 de agosto, e os 85 restantes hoje, totalizando 160 viaturas. Elas serão distribuídas para os batalhões e vão reforçar o policiamento em todas as regiões do DF
Ao comentar os novos equipamentos, o governador Ibaneis Rocha comemorou a preservação do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) fora do projeto do arcabouço fiscal. “Esta semana tem sido de muitas vitórias em relação ao Fundo Constitucional, o que preserva a qualidade do trabalho que a gente vem fazendo na segurança pública. O DF é um dos locais mais seguros do país e nós temos que agradecer pelo trabalho que eles realizam. Não estamos fazendo mais do que a nossa obrigação de equipar essa polícia para que eles possam fazer o trabalho deles”, disse o governador.
A compra foi feita justamente com parte dos recursos do Fundo Constitucional e outra parte pelo Fundo de Modernização, Manutenção e Reequipamento da Polícia Militar do Distrito Federal (FUNPM). Segundo a corporação, o objetivo é atualizar a frota constantemente. “Nossa meta é fazer uma renovação da frota em torno de 20% ao ano, de forma que a gente tenha equipamentos sempre novos, antenados com a tecnologia, para atender a população da forma que ela merece. A viatura é importante, porque dá mobilidade ao policiamento, atinge mais localidades num espaço menor de tempo. Ela é equipada e dá mais segurança aos nossos policiais e às pessoas conduzidas”, detalha o comandante-geral da PMDF, coronel Adão Teixeira.
Além dessas viaturas, outras 57 foram entregues recentemente à Polícia Penal e outras oito foram doadas pelo governo federal para uso nas Delegacias Especiais de Atendimentos à Mulher (Deam).
“Essa é uma demonstração do GDF em atender demandas não só das categorias, mas também da sociedade. Dando mais condições de trabalho para a Polícia Militar e demais corporações, você traz esse benefício para a comunidade. A sociedade se beneficia de uma corporação com melhores condições de trabalho”, acrescenta o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar.
O GDF tem investido também em infraestrutura, com a reforma de batalhões, quartéis e delegacias e uma nova sede para a Secretaria de Segurança Pública. A valorização dos profissionais também está em pauta, com o recente aumento de 18% para as forças de segurança, em vigor desde julho deste ano.
Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo
Nas unidades infantis da rede pública de ensino, os pequenos têm contato com hortas, aprendem a ter hábitos alimentares mais nutritivos e ganham autonomia na hora das refeições
Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Saulo Moreno
“Eu gosto muito do lanche da escola para crescer”, declara Sophia Manoela Silva de Souza, de 5 anos de idade. Ela, assim como outras crianças do Jardim de Infância 603 do Recanto das Emas, já sabem o momento favorito do dia: a hora da merenda escolar.
O Jardim de Infância 603 do Recanto das Emas, premiado em 2022 pela Jornada de Educação Alimentar e Nutricional pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, ficou entre as 20 melhores estratégias e iniciativas de educação alimentar e nutricional no Brasil | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
“O Natanael ama todos os lanches. Ele praticamente nem traz de casa, porque sei que o lanche da escola é melhor. Ele come tudo e ainda repete”, afirmou Auriquele Fernandes, enquanto deixava seu filho de 6 anos na porta do Jardim de Infância.
Sophia e Natanael fazem parte dos mais de 420 alunos entre 4 e 6 anos de idade que frequentam a unidade infantil do Recanto das Emas, premiada em 2022 pela Jornada de Educação Alimentar e Nutricional pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. A escola ficou entre as 20 melhores estratégias e iniciativas de educação alimentar e nutricional no Brasil.
Há uma preocupação especial em oferecer refeições nutritivas. A previsão para crianças que frequentam instituições escolares em um período de 5h é de atingir pelo menos 20% das calorias diárias.
Para as que passam 10h nas dependências escolares, a previsão é alcançar 70% do total de calorias diárias. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), uma criança entre 4 e 6 anos deve consumir um equivalente a 1.800 calorias por dia.
A diretora de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação, Juliene Santos, justifica: “A gente pensa muito nas crianças que estão em vulnerabilidade, por isso fornecemos arroz, feijão, frango, justamente porque entendemos que, para algumas crianças, vai ser a única refeição, carne ou verdura que elas vão comer no dia. Então temos que garantir a segurança alimentar delas”
Principal refeição do dia
Algumas pessoas podem estranhar o lanche da manhã lembrar um almoço. Mas o cardápio escolar é baseado em todas as legislações do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que é do governo federal, além de seguir também as legislações distritais.
“A gente pensa muito nas crianças que estão em vulnerabilidade, por isso fornecemos arroz, feijão, frango, justamente porque entendemos que, para algumas crianças, vai ser a única refeição, carne ou verdura que elas vão comer no dia. Então temos que garantir a segurança alimentar delas”, explica Juliene Santos, diretora de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação.
Na área rural de Monjolo, cerca de 20 crianças saem bem cedo de casa para pegar o ônibus escolar até o Jardim de Infância. “Muitas delas, às vezes pela organização familiar, não conseguem ter uma alimentação saudável, um almoço preparado fresquinho”, exemplifica a vice-diretora do Jardim de Infância do Recanto das Emas, Fabíola da Costa Farias
Vice-diretora do Jardim de Infância do Recanto das Emas, Fabíola da Costa conta: “Pela fala das crianças e pela empolgação na hora que o lanche chega, a gente sabe que pode ser a única refeição daquela manhã ou daquela tarde. Por isso que o lanche tem que ser tão saboroso, saudável e que alimente mesmo, porque essas crianças gastam muita energia, o corpo delas precisa de alimentação”
“Pela fala das crianças e pela empolgação na hora que o lanche chega, a gente sabe que pode ser a única refeição daquela manhã ou daquela tarde. Por isso que o lanche tem que ser tão saboroso, saudável e que alimente mesmo, porque essas crianças gastam muita energia, o corpo delas precisa de alimentação”, reforça.
A vice-diretora destaca a importância do momento das crianças pararem tudo, forrarem a mesinha e comerem com os coleguinhas, gerando um estímulo maior para se alimentarem. Há crianças, por exemplo, que recusam o verdinho do prato em casa, mas na escola experimentam ao ver os colegas comendo.
“Às vezes, a criança não se alimenta bem em casa, a mãe fala: ‘nossa, meu filho não come cenoura. Aqui ele é apaixonado por cenoura.’ Porque é no outro que a gente se espelha. E os pais trazem pra gente que eles estão comendo melhor”, acentuou.
Autonomia no prato
No Jardim de Infância, as crianças do período matutino chegam por volta das 7h30 e as do período vespertino às 13h. Duas horas após o início das aulas já é servido o lanche, em sala de aula, com utensílios de vidro e metal.
No início a professora começa a servir, mas logo as crianças vão criando autonomia para se servirem sozinhas na mesa que acopla a bandeja de alimentação. Os pequenos também fazem a limpeza do prato quando há restos de comida.
Gabriela Bertoldo fala sobre a mudança que observou no filho Pedro Igor: “Ele está aqui desde o ano passado e não tinha essa autonomia de comer sozinho. Eu não colocava prato de vidro e nem garfo, com medo de ele se machucar. Mas, do ano passado pra cá, ele já começou a desenvolver e já tem esse manuseio dos utensílios, é extraordinário”
Gabriela Bertolo, de 28 anos, é mãe do Pedro Igor, de 5 anos de idade. Ao deixar seu filho na porta do Jardim de Infância, ela trouxe a mudança que observou no Pedro na hora de comer.
“Ele está aqui desde o ano passado e não tinha essa autonomia de comer sozinho. Eu não colocava prato de vidro e nem garfo, com medo de ele se machucar. Mas, do ano passado pra cá, ele já começou a desenvolver e já tem esse manuseio dos utensílios, é extraordinário”, ressaltou.
Durante o ano, a Secretaria de Educação elabora sete ciclos de cardápio escolar. Para as crianças com restrições alimentares que as impeça de comer o lanche normalmente, é feita uma adaptação desses cardápios a cada novo ciclo, especificando o que podem ou não ingerir.
Atualmente, há quatro principais patologias na rede que são a maioria: alergia à proteína do leite de vaca, diabetes mellitus, intolerância à lactose e intolerância ao glúten. Se houver uma restrição muito específica, a nutricionista da regional de ensino faz essa adaptação para a criança.
Contato com a terra
Vários canteiros repletos de hortaliças podem ser encontrados na propriedade escolar do Recanto das Emas, bem ao lado das salas de aula. Mas eles tem um diferencial: tudo ali foi plantado, regado e colhido pelas crianças.
A pequena Larissa Roberta Oliveira, de 6 anos, teve contato com a horta pela primeira vez e disse que o que mais gosta de plantar é morango: “Você pega a semente, joga terra e bota água”
Larissa Roberta Oliveira da Silva, de 6 anos, colheu um punhado de cebolinha na hortinha da escola para levar até as merendeiras. Ela diz que o que mais gosta de plantar ali é morango. “Você pega a semente, joga terra e bota água”, ensina a pequena, que teve contato com a horta pela primeira vez na escola.
“A gente inicia os trabalhos com um banho de lama, que todos adoram, para incentivar as crianças ao contato com a terra. Saber que terra não é sujeira, terra é alimento, terra é produtora, terra é mãe”, explica a vice-diretora do Jardim de Infância do Recanto das Emas, Fabíola da Costa Farias.
Um canteirinho é preparado para cada turma, onde elas mesmas fazem o cultivo das sementes, tiram as ervas daninhas e acompanham esse processo de crescimento. Em seguida, elas fazem a colheita, podendo levar as plantas para casa. Mas, de acordo com Fabíola, a maioria opta por deixar com as merendeiras, para fazer a lavagem e servir na alimentação escolar.
“É um produto sem agrotóxico, saudável e divertido, produzido pelas crianças, que acompanharam todo o caminho da hortaliça”, completa a vice-diretora.
Prato famoso
Para saber se as crianças estão gostando da alimentação, há testes de aceitabilidade, com fichas de avaliação da distribuição. “A escola fala para a gente, temos as redes sociais também. Quando fazemos o cardápio pensamos muito na regionalidade. Cuscuz com ovo, com carne, queijo muçarela, manteiga…Tem a macarronada também, mas a galinhada é o prato rei do nosso cardápio”, destaca Juliene.
A galinhada é recordista e enche o olfato no dia do preparo. “Os pais chegam e falam ‘meu deus, eu queria comer aqui também’. O cheiro do frango, do tempero… as crianças sempre repetem. E a per capita que vem é para eles se alimentarem bem mesmo”, disse a vice-diretora.
Os sucos oferecidos nas regionais de ensino são todos de polpa e há projetos como cozinha experimental e espetinho de fruta para a criança ter o contato com frutas da estação que complementam o cardápio escolar e faz dele algo atrativo para os pequenos.
“Tem criança que só conhece suco de abacaxi e nunca viu um abacaxi. A alimentação não é só o ‘nutrir o corpo para sobreviver’. É uma cadeia de coisas, um conteúdo de escola que deve ser tratado. A gente começa as rotinas pra vida toda no Jardim de Infância”, observou a vice-diretora.
Diversas unidades escolares no DF se encaixam nos eixos do programa de alimentação escolar: oferta e educação nutricional. “Não adianta você só ofertar o alimento e não ensinar o aluno a ter uma boa relação com esse alimento, aprender a ter hábitos saudáveis, a essência do programa é essa”, destacou a diretora de alimentação escolar da Secretaria de Educação, Juliene Santos.
Segundo a secretaria, essa redução no número de ocorrências é graças ao trabalho preventivo e ostensivo das forças de segurança
Entre janeiro e julho, a Secretaria de Segurança Pública registrou uma queda de 39,7% de furtos de cabos de transmissão de dados, telefonia e energia no Distrito Federal. Nesse período, a pasta identificou 1.598 ocorrências, com prejuízo de R$ 997 mil à CEB, responsável pela iluminação pública, e que precisou substituir 48.441 m de cabos furtados. No mesmo período de 2022, foram 2.652 registros.
Segundo a secretaria, essa redução no número de ocorrências é graças ao trabalho preventivo e ostensivo das forças de segurança do Distrito Federal, como as polícias Civil e Militar, em parceria com outros órgãos do GDF
Daniel Donizet pediu autorização para deixar o PL-DF e a diretoria da sigla deu o aval. Agora, a Justiça referenda a saída do deputado
desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) Renato Gustavo Alves Coelho deferiu liminar, nesta quarta-feira (23/8), em que autoriza a desfiliação de Daniel Donizet do PL, sem perder o mandato.
Em 15 de agosto, o PL-DF abriu processo na comissão de ética após denúncia de violência envolvendo ex-assessor de Donizet e de assédio sexual contra o deputado.
Na decisão liminar, o desembargador eleitoral disse que há risco em caso de espera, que pode afetar a identidade política de Donizet perante os eleitores.
Coelho também considerou perigo da demora em decidir sobre a desfiliação porque o arquivamento do processo disciplinar no PL-DF está condicionada à homologação do pedido de saída do partido.
“Ante ao exposto, com fulcro no disposto no artigo 17, § 6º, da Constituição Federal, defiro a tutela de urgência pleiteada para autorizar a desfiliação do requerente do Partido Liberal/DF (PL/DF), sem a perda do mandato”, escreveu o desembargador.
Lista de contemplados será liberada às 10h – EDU GARCIA/R7 – 09.03.2023
Depósito bancário vai beneficiar mais de 6 milhões de contribuintes, com R$ 7,5 bilhões, no dia 31 de agosto
A Receita Federal libera, às 10h desta quinta-feira (24), a consulta ao quarto e penúltimo lote de restituição do Imposto de Renda 2023. A rodada de pagamentos contempla também restituições residuais de exercícios anteriores.
O crédito bancário para os 6.118.310 contribuintes com o nome presente na lista será realizado no dia 31 de agosto, no valor total de RS 7,5 bilhões. O depósito ocorre diretamente na conta bancária ou pela chave Pix informadas na entrega da declaração.
Quem não tiver o dinheiro liberado terá ainda uma última oportunidade, em 29 de setembro, para embolsar a restituição. Caso não apareça em nenhuma das listas, isso significa que o contribuinte caiu na malha fina e terá que acertar as contas com o Leão.
Do total de beneficiados, 98.387 são idosos, 9.065 apresentam alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave e 30.453 têm o magistério como maior fonte de renda.
Estão também presentes no lote 5.761.117 contribuintes não prioritários que entregaram a declaração até o dia 29 de maio de 2023, além daqueles que optaram pela declaração pré-preenchida ou vão receber a restituição via Pix.
Consulta
Para saber se você já foi contemplado nos três primeiros lotes de restituição do Imposto de Renda de 2023, basta acessar a página da Receita na internet. Também é possível realizar a consulta pelo aplicativo do Fisco, disponível para Android e iOS.
Em todos os sistemas, o contribuinte descobre se a sua restituição foi liberada, se ainda está sendo processada ou se existem pendências. Nesse último caso, as correções podem ser feitas por meio de uma declaração retificadora.
O pagamento da restituição é realizado diretamente na conta bancária informada na declaração. Após ser depositado, o dinheiro ficará disponível no banco durante o período de um ano. Se o contribuinte não fizer o saque no prazo, deverá solicitar o montante por meio do formulário eletrônico Pedido de Pagamento de Restituição ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.
Caso o valor a ser restituído não apareça na conta bancária, o contribuinte poderá comparecer a qualquer agência do BB ou ligar para a central de atendimento, pelos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.