Dia: 6 de agosto de 2023

  • GDF investe mais de R$ 4 milhões em moradias em situação de precariedade

    GDF investe mais de R$ 4 milhões em moradias em situação de precariedade

    A reforma na casa de Silvandira Almeida foi feita pelo Melhorias Habitacionais, um programa da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    De 2019 a junho deste ano, 173 casas foram reformadas ou reconstruídas a custo zero para seus moradores

    Carolina Caraballo, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

    Ter o piso de casa revestido com cerâmica. Esse foi o sonho que a auxiliar de limpeza Silvandira Almeida, 55 anos, acalentou por mais de dez anos. As janelas velhas, que todos os dias emperravam na hora de serem abertas, até incomodavam a moradora da Estrutural. As infiltrações na parede também não eram bonitas de serem vistas. Mas era o chão feito de cimento que tirava o sossego da mulher.

    A reforma na casa de Silvandira Almeida foi feita pelo Melhorias Habitacionais, um programa da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

    ‌“Minha casa estava no piso cru, sabe? Era muito difícil de manter limpo, uma luta”, recorda Silvandira. “Agora, com a reforma que o GDF fez aqui, ela tá bonita como nunca esteve. É a realização de um sonho, né? Porque a gente sempre quer dar o melhor para a nossa família”, celebra a mãe solo, que mora na casa com dois filhos e uma netinha.

    A reforma na casa de Silvandira foi feita pelo Melhorias Habitacionais, um programa da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) que garante qualidade de vida para moradias em situação de precariedade. De 2019 até junho deste ano, reformas e reconstruções executadas pelo projeto totalizaram R$ 4.318.554,58. O recurso atendeu 173 famílias da Estrutural, do Sol Nascente e de São Sebastião.

    4.318.554,58O recurso atendeu 173 famílias da Estrutural, do Sol Nascente e de São Sebastião

    ‌Na residência de Silvandira, as obras foram muito além da troca do piso e das esquadrias. O arquiteto responsável pela reforma, Leandro Fernandes, conta que a parte elétrica foi inteiramente recomposta, o telhado passou por uma revisão e a caixa d‘água, que era de amianto, foi trocada por uma de polietileno. “Também melhoramos a ventilação da casa e fizemos um tratamento nas paredes para acabar com as infiltrações”, acrescenta.

    ‌Vale ressaltar que intervenções feitas pelo Melhorias Habitacionais são totalmente custeadas pelo programa – os beneficiários não precisam desembolsar nada. No último mês, o valor destinado às reformas aumentou de R$ 35,5 mil para R$ 50 mil. A verba dedicada às reconstruções também foi incrementada, passando de R$ 75 mil para R$ 100 mil.

    Maria Belém Cardoso: “Agora, eu tenho meu cantinho e o meu filho tem o dele. A casa está toda revestida com cerâmica e eu ainda ganhei um banheiro novo, que não vou precisar dividir com o restante da família”

    Projeto personalizado

    Mais do que oferecer um lar com conforto e segurança, o projeto do Governo do Distrito Federal (GDF) procura atender às demandas específicas de cada família. Assistentes sociais visitam as residências antes do projeto ser elaborado para, assim, levantar as principais necessidades dos moradores. Foi assim que encontraram a solução perfeita para a situação da aposentada Maria Belém Cardoso, 70 anos

    ‌Moradora da Estrutural, a maranhense vive com o filho, a nora e a neta. Privacidade era algo que a família desconhecia, já que todo mundo precisa dividir dois quartos e um banheiro. “A casa não tinha iluminação natural e nem ventilação nos cômodos. Era abafado e o cheiro de mofo vindo das infiltrações incomodava bastante”, relata Maria.

    A reforma mudou toda a configuração da residência. Com técnicas de aproveitamento de espaço, foi possível construir duas minicasas em uma única edificação, ambas compartilhando de um mesmo hall de entrada. “Agora, eu tenho meu cantinho e o meu filho tem o dele. A casa está toda revestida com cerâmica e eu ainda ganhei um banheiro novo, que não vou precisar dividir com o restante da família”, comemora.

    ‌O diretor de Assistência Técnica da Codhab, Mauro Rocha, garante que o Melhorias Habitacionais é uma das prioridades da Codhab. “É um projeto que traz dignidade para as pessoas, além de uma alegria muito grande”, observa. “Ajudamos cidadãos que não teriam condições de fazer essas obras por conta própria”, enfatiza.

    ‌O subprograma não está com inscrições abertas no momento. O site e os postos de atendimento da Codhab vão divulgar quando um novo processo seletivo for aberto. Para se inscrever no programa, o candidato precisa ser proprietário do lote onde vive, morar no DF há pelo menos cinco anos e ter renda familiar de até três salários mínimos.

  • Saiba que cuidados tomar quando o tempo está seco

    Saiba que cuidados tomar quando o tempo está seco

    (crédito: Ed Alves/CB)

    Os dias de seca seguem castigando quem vive no Brasil. Na última quinta-feira (3), por exemplo, em Brasília registrou 16% de umidade relativa do ar, o índice mais baixo de 2023, até então. A previsão para o fim de semana é que o índice permaneça abaixo dos 20%.

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a umidade ideal é em torno de 60%, acima ou abaixo desse percentual, pode haver riscos à saúde. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), neste fim de semana, o índice no DF pode chegar a 15%. Já a temperatura fica entre 11 °C e 29 °C.

    Olhos coçando, nariz sangrando, pele ressecada e desidratação são alguns dos sintomas mais comuns causados pela baixa umidade desta época. Alguns desses desconfortos podem ser amenizados com boa alimentação, uma maior ingestão de água e alguns cuidados dentro de casa, segundo especialistas (veja abaixo todas as dicas).

    Em média, um adulto precisa beber 2 litros de água por dia. Mas a quantidade pode variar conforme o peso ou se a pessoa faz algum esporte, por exemplo. Para calcular quanto você deve beber, basta multiplicar 35 ml pelo peso do seu corpo.

    Alimentação e hidratação

    Segundo a nutricionista Renata Manganelli, em dias de baixa umidade é necessário reforçar a alimentação saudável.

    “Investa em alimentos como frutas e verduras que contém água na composição”, recomenda a nutricionista.

    Veja dez alimentos que mais contêm água e que devem ser incluídos na dieta, principalmente em períodos de seca:

    🥒 Pepino: 96% de água

    🥗 Alface: 96% de água

    🍅 Tomate: 96% de água

    🍉 Melancia: 95% de água

    🍓 Morango: 92% de água

    🍊 Laranja: 90% de água

    🍈 Melão: 90% de água

    🍑 Pêssego: 89% de água

    🍍 Abacaxi: 87% de água

    “Beba muita água, natural ou de coco, chás e sucos naturais. Outro ponto importante é evitar bebidas alcoólicas e gasosas pois, apesar de serem líquidos e darem a sensação de refrescância, essas bebidas têm efeito diurético e fazem o corpo perder água muito rápido”, explica Renata.

    Cuidados necessários com a umidade baixa

    💧 Mantenha uma boa hidratação e carregue sempre que possível uma garrafa com água

    👃 Umedeça as narinas e os olhos com soro fisiológico

    👄 Use hidratantes labiais e cremes no corpo para evitar o ressecamento da pele

    🧢👒 Use roupas leves, bonés ou chapéus

    Fonte: Portal 96 FM