A partir desta sexta-feira (4) crianças com idades entre 1 e 4 anos, filhas de trabalhadores e produtores rurais no Distrito Federal serão atendidas, em regime integral ou nos turnos matutino e vespertino na creche rural unidade Jardim II, localizada no Núcleo Rural Jardim, Paranoá. A obra contou com investimento de R$ 366,4 mil proveniente de emenda parlamentar do deputado distrital Martins Machado (Republicanos-DF). A unidade tem área total de 244 m² e está completamente equipada para acolher as crianças.
Para o deputado, as creches desempenham um papel crucial em áreas rurais representando um grande avanço “Tudo foi feito pensando na mãe do campo, que precisa ter um local para deixar a criança em segurança e poder trabalhar. Com certeza essa creche proporcionará educação, apoio às famílias e benefícios sociais para a comunidade como um todo”, ressalta.
A comunidade também agradece a entrega. A cabeleireira Ana Cristina dos Santos Martins, 37 anos, sentia falta justamente de uma creche para deixar a filha Esther Barbosa, 2 anos, o que estava prejudicando a rotina do trabalho. “Antes eu não tinha como deixar minha filha. Estava tendo que faltar serviço. Com a creche aqui, é uma ajuda completamente maravilhosa. Nós não temos o que reclamar, só agradecer por tudo”, compartilhou.
Construção
As edificações da creche já existiam e foram adaptadas para um novo uso, com a criação de espaços necessários em unidades de ensino, como áreas de serviços, sanitários, parque infantil, solário, hall de entrada, refeitório, lactário, administração, banheiro de funcionários, cozinha, depósito e área para lavagem de gêneros alimentícios, sanitários para pessoas com deficiência e acesso de serviço.
Estão em andamento as tratativas para ceder terreno na região administrativa destinado à implantação da primeira unidade da capital
Brasília deu um importante passo para ter a primeira unidade da Santa Casa de Misericórdia. O espaço de saúde dedicado a cuidar dos mais necessitados deve ganhar uma sede em Samambaia, onde o Governo do Distrito Federal (GDF) está em tratativas para ceder uma área à entidade.
“É importante para o DF ter uma sede da Santa Casa como braço de apoio ao Sistema Único de Saúde. Eles fazem um belíssimo trabalho de filantropia e atendimento aos mais necessitados e vamos dar todas as condições para que a construção avance o mais rápido possível”Governador Ibaneis Rocha
O avanço nas negociações ocorreu na tarde desta quinta-feira (3) durante reunião do governador Ibaneis Rocha e da vice-governadora Celina Leão com o coordenador da Frente Parlamentar das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, o deputado federal Antônio Brito; o presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), Mirócles Véras; o ex-governador, empresário e presidente do PSD-DF, Paulo Octávio; e o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo.
No encontro, o chefe do Executivo mostrou-se disposto a tirar o DF da condição de única unidade da federação sem uma sede da Santa Casa. “É importante para o DF ter uma sede da Santa Casa como braço de apoio ao Sistema Único de Saúde. Eles fazem um belíssimo trabalho de filantropia e atendimento aos mais necessitados e vamos dar todas as condições para que a construção avance o mais rápido possível”, disse Ibaneis Rocha.
Presentes no Brasil desde o século XVI, as Santas Casas são responsáveis por sustentar enfermos e inválidos e dão assistência a recém-nascidos abandonados na instituição.
O deputado Antônio Brito (centro), coordenador da Frente Parlamentar das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, o ex-governador Paulo Octávio e o presidente da CMB, Mirócles Véras, visitaram o governador Ibaneis Rocha para conversar sobre a instalação da Santa Casa de Misericórdia no Distrito Federal | Foto: Renato Alves/Agência Brasília
Segundo a CMB, dos 7,3 mil hospitais do país, 1,8 mil são Santas Casas e hospitais filantrópicos, responsáveis por mais da metade da demanda de média e alta complexidade do SUS. Ainda de acordo com a confederação, em 830 municípios brasileiros, as Santas Casas e hospitais filantrópicos são o único equipamento de saúde para atendimento.
“Avançamos muito não só sobre o terreno, mas também a posição do governador de que a Santa Casa de Brasília já é uma realidade. A partir de agora, o GDF fará as tratativas com a CMB. Não haverá recursos públicos. Teremos um ambulatório, depois hospital e depois a articulação com o GDF na área de saúde”, detalhou o deputado Antônio Brito.
Já o presidente da CMB, Mirócles Veras, pontuou que a unidade será uma grande aliada para complementar nas áreas onde a rede tem mais demandas e necessita de reforço.
“A Santa Casa do DF será um importante apoio para a Secretaria de Saúde, atuando como um complemento. A concepção será para atender as necessidades do SUS da região. Queremos ser um hospital de alta complexidade dentro da maior necessidade do DF”, afirmou o presidente da CMB, Mirócles Veras.
Já o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, lembrou que Samambaia é uma das maiores cidades da região Oeste e o aumento nas opções e ofertas de saúde à população vem em boa hora. “Definição boa que o governador acabou de tomar de disponibilizar o terreno. Vamos ratificar as condições para que a Santa Casa seja construída com toda segurança necessária. Esse é mais um serviço que chega em boa hora, de ampliação dos nossos serviços”, disse.
O empresário Paulo Octávio resgatou a história de Brasília para enaltecer a Santa Casa. “Para nós do PSD é uma alegria enorme receber nosso líder Antônio Brito nessa audiência com o governador, que concedeu essa área. Tem um simbolismo grande porque nosso fundador, o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, foi médico da Santa Casa de Belo Horizonte. E agora teremos em Brasília, graças a esses líderes e ao governador Ibaneis Rocha. Ela vem para resgatar a história da nossa cidade”, finalizou.
Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Saulo Moreno
Segundo agência, mudanças deixam informações mais claras
A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou mudanças na rotulagem de medicamentos. De acordo com a agência, as alterações visam deixar mais claras as informações sobre os remédios nas embalagens, garantindo a segurança do paciente e o uso correto dos medicamentos.
No caso de remédios isentos de prescrição médica, a classe terapêutica e a indicação ficarão dispostas na parte da frente da embalagem para facilitar a visualização pelo consumidor.
O mesmo será feito para quantidade total de medicamento. “Com intuito semelhante, foi permitida a colocação da quantidade total do medicamento na face frontal da embalagem, podendo auxiliar o cidadão na comparação de preço dos produtos, sem, no entanto, causar prejuízo para a compreensão das informações relacionadas ao uso seguro do medicamento”, informa nota da Anvisa.
Segundo a agência, outra mudança é o uso obrigatório da técnica Tall Man Lettering (TML) – quando parte do nome de um remédio é escrito em letras maiúsculas – nos rótulos de medicamentos restritos ao uso de hospitais, clínicas, ambulatórios, serviços de atenção domiciliar e demais unidades de saúde.
“A técnica de TML é uma das ferramentas utilizadas para ajudar a minimizar os erros de medicações decorridos de troca acidental entre princípios ativos com fonética e/ou ortografia semelhantes”, explica a agência.
Em relação a remédios que são vendidos ao governo federal, serão retiradas as frases que utilizam os termos venda sob prescrição, sendo substituídas por “Uso sob prescrição” e “Uso sob prescrição e retenção de receita”.
Quantas vezes por semana você vai à academia para malhar? Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Edith Cowan, da Austrália, descobriu o “número mágico” que as pessoas devem realizar exercícios físicos para alcançar seus objetivos.
Em artigo publicado na European Journal of Applied Physiology, nessa quarta-feira (2/8), os pesquisadores afirmam que ir três vezes por semana é suficiente para obter ganhos significativos de músculos.
Para chegar à conclusão, os pesquisadores realizaram um experimento de quatro semanas com 26 jovens. Metade do grupo realizou atividades físicas três vezes por semana e os demais apenas duas. Eles deveriam realizar exercícios de bíceps de contração por três segundos.
Os voluntários que malharam três dias por semana aumentaram a força muscular em até 4%. Enquanto os que se exercitaram apenas duas vezes não obtiveram melhora alguma.
O principal autor do estudo, o professor Ken Nosaka, afirma que os resultados mostram o “ponto de inflexão” para obter benefícios significativos com os exercícios.
“Esses novos resultados sugerem que pelo menos três dias por semana são necessários, pelo menos para o treinamento de contração excêntrica de três segundos. Os músculos parecem gostar de ser estimulados com mais frequência, especialmente para o pequeno volume de exercícios de fortalecimento muscular”, afirma Nosaka.
Vale a pena ir mais vezes à academia?
Embora os primeiros resultados da pesquisa apontam que ir mais vezes à academia aumenta os ganhos, o professor Ken Nosaka, que é especialista em ciência do esporte, lembra que o corpo também precisa de descanso.
“As adaptações musculares ocorrem quando estamos descansando, então os músculos precisam descansar para melhorar sua força e sua massa muscular”, disse ele.