Dia: 7 de julho de 2023

  • Ibram divulga resultado final da 1ª etapa de seleção para brigadistas temporários

    Ibram divulga resultado final da 1ª etapa de seleção para brigadistas temporários

    Arquivo/Agência Brasília

    Edital publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (7/7) traz a convocação para realização da segunda etapa

    O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) divulgou, nesta sexta-feira (7/7), o resultado definitivo da primeira etapa do processo seletivo para contratação de 150 brigadistas florestais.

    Essa é a primeira das fases do certame para selecionar seis supervisores de brigada, 24 chefes de esquadrão e 120 brigadistas combatentes.

    A convocação para a realização da segunda etapa também consta no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

    Confira aqui a lista definitiva da primeira etapa.

    Agora, os selecionados estão convocados para a realização do Teste de Aptidão Física (TAF) e do Teste de Habilidade no Uso de Ferramentas Agrícolas (THUFA), de caráter classificatório e eliminatório.

    Os testes iniciam na próxima segunda-feira (10/7), a partir das 8h. O candidato, porém, deve chegar com uma hora de antecedência para assinar presença e fazer identificação. Pela manhã, será realizado o THUFA, e à tarde, a partir das 14h, o TAF.

    Esse primeiro dia é somente para os candidatos cujos nomes comecem com as letras de A a I. Já os candidatos com nomes iniciando com as letras J em diante farão os testes na terça-feira (11/7), nos mesmos horários e turnos do dia anterior.

    Seletiva

    O local de realização dos testes é o Parque Ecológico Ezechias Heringer, na QE 23, Área Especial do Guará 2 (acesso ao lado do Sesi). Candidatos que precisem mudar o dia de testes deverão enviar e-mail com a solicitação e justificativa para digep@ibram.df.gov.br.

    A organização do processo ressalta que os candidatos deverão portar carteira de identidade original ou carteira nacional de habilitação válida original e trajar, obrigatoriamente, calça comprida, camisa ou camiseta de manga curta ou longa e calçado fechado apropriado. E orienta que levem também sua água e alimentação.

    A previsão é que a divulgação do resultado preliminar dessa segunda etapa ocorra no dia 13 de julho.

    A contratação faz parte do Plano de Prevenção de Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF), da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), com objetivo de prevenir e combater incêndios florestais nas unidades de conservação espalhadas pelo DF. Os brigadistas contratados também poderão atuar em outras áreas, em parceria com o Corpo de Bombeiros.

    Por Nathália CardimMarc Arnoldi  Metrópoles

  • Câmara aprova PEC e reforma tributária avança para o Senado

    Câmara aprova PEC e reforma tributária avança para o Senado

    Deputados aprovaram a reforma tributária em dois turnos – CAMILA COSTA/R7

    Proposta foi aprovada com o aval de 375 deputados em segundo turno na madrugada desta sexta; sessão durou mais de 12 horas

    A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta sexta-feira (7) a proposta de reforma tributária. Antes da finalização do texto-base, os deputados também aprovaram uma emenda aglutinativa — ou seja, um texto que junta todas as emendas. No entanto, todos os destaques — que poderiam mudar partes do texto — foram rejeitados. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera e simplifica o sistema tributário brasileiro (veja mais detalhes do texto abaixo) avança agora para o Senado.

    Foram mais de 12 horas de discussão e votação. A sessão teve início às 11h de quinta-feira (6) e terminou por volta de 1h50 desta sexta (7). O plenário da Câmara esteve reunido para discutir a reforma tributária (PEC 45/19) em dois turnos.

    No segundo turno, foram 375 votos a favor, 113 contrários e três abstenções. Já no primeiro turno, foram 382 votos favoráveis e 118 votos contra. Eram necessários 308 votos para a aprovação da proposta.

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    No Senado, a proposta pode ser discutida e votada no segundo semestre. Horas antes da aprovação da refoma tributária na Câmara dos Deputados em primeiro turno, nesta quinta-feira (6), a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, afirmou que a proposta deve ser discutida no Senado até o fim do ano. “Tem algumas particularidades, acho que é uma Casa que vai precisar de um pouco mais de tempo. E é até bom que se tenha esse tempo”, disse.

    Minutos após a proclamação do resultado da votação em plenário, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, publicou no Twitter que “parecia impossível”, mas que “valeu lutar”. Pouco depois, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, afirmou nas redes sociais que a votação favorável da proposta que simplifica os impostos “é mais um passo importante para a reconstrução e desenvolvimento do nosso país”.

    Mesmo com a movimentação de Jair Bolsonaro (PL) para que seu partido votasse contra a reforma tributária, 20 deputados do PL disseram “sim” à proposta em primeiro turno. As “traições” não se limitaram à oposição. Partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votaram contra a reforma tributária. É o caso do PDT, que deu um “não”, e do PSOL, que foi responsável pelas três abstenções que a proposta recebeu na primeira votação.

    Confira os votos ‘sim’ e ‘não’ por partido

    • Avante
    SIM: 6
    NÃO: 1

    • Cidadania
    SIM: 4
    NÃO: 0

    • MDB
    SIM: 36
    NÃO: 6

    • Novo
    SIM: 1
    NÃO: 2

    • Patriota
    SIM: 3
    NÃO: 1

    • PCdoB
    SIM: 6
    NÃO: 0

    • PDT
    SIM: 16
    NÃO: 1

    • PL
    SIM: 20
    NÃO: 75

    • Podemos
    SIM: 10
    NÃO: 2

    • PP
    SIM: 40
    NÃO: 9

    • PSB
    SIM: 15
    NÃO: 0

    • PSC
    SIM: 2
    NÃO: 1

    • PSD
    SIM: 39
    NÃO: 4

    • PSDB
    SIM: 12
    NÃO: 2

    • PSOL
    SIM: 10
    NÃO: 0
    ABST.: 3

    • PT
    SIM: 67
    NÃO: 0

    • PV
    SIM: 6
    NÃO: 0

    • Republicanos
    SIM: 37
    NÃO: 3

    • Solidariedade
    SIM: 4
    NÃO: 0

    • União
    SIM: 48
    NÃO: 11

    Como ficam os impostos

    A mudança no sistema tributário do país prevê nesse momento alterações nos impostos que incidem sobre o consumo.

    O texto da reforma tributária prevê a substituição de cinco impostos:
    • PIS, Cofins e IPI (tributos federais): por uma Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), gerida pela União; e
    • ICMS (tributo estadual) e ISS (tributo municipal): por um Imposto sobre Bens e Serviço (IBS), que será administrado por estados e municípios.

    A proposta aprovada também prevê três alíquotas para o futuro Imposto sobre Valor Adicionado (IVA):
    • alíquota geral;
    • alíquota 50% menor para atividades como transporte público, medicamentos, produtos agropecuários in natura, serviços médicos e de educação; e
    • alíquota zero para alguns medicamentos e setores como saúde, educação, transporte público, medicamentos e produtos do agronegócio.

    Cesta básica
    A cesta básica nacional de alimentos também foi incluída na alíquota zero. De acordo com o texto, fica instituída a Cesta Básica Nacional de Alimentos, “em observância ao direito social à alimentação, cujos produtos poderão ter redução de alíquota a zero”. A lei complementar definirá os produtos destinados à alimentação humana que comporão a cesta e terão alíquota zero.

    Segundo a proposta, o período de transição para unificar os tributos vai durar de 2026 a 2032. A partir de 2033, os impostos atuais serão extintos. Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator do texto, propõe o início da transição em 2026. Nessa etapa, o IVA federal terá alíquota de 0,9%, e o IVA estadual e municipal, de 0,1%.

    Apelo dos governadores foi atendido

    Aguinaldo Ribeiro atendeu ao pedido de governadores e fez mudanças na governança do Conselho Federativo, que vai ser responsável por gerir o IBS. O relator definiu que a composição da estrutura do conselho terá:
    • 27 representantes de cada um dos estados e do Distrito Federal;
    • 14 representantes, que serão eleitos, com voto em peso igual, pelos municípios;
    • 13 representantes, que serão eleitos, com peso do voto ponderado pelo número de habitantes, pelos municípios.

    As decisões do conselho serão votadas e aprovadas se obtiverem a maioria dos votos que considerem:
    • a maioria absoluta de seus representantes;
    • se a maioria de representantes dos estados e do Distrito Federal corresponderem a mais de 60% da população do país; e
    • se tiver maioria absoluta de representantes em relação ao conjunto dos municípios e do Distrito Federal.

    Mudanças em cima da hora
    O texto aprovado é um novo parecer do relator da proposta, Aguinaldo Ribeiro (PP-AP), apresentado por volta das 18h55 desta quinta (6) com mudanças em pontos que travavam as negociações: o Conselho Federativo, a Zona Franca de Manaus e o setor do agro. O texto protocolado é uma nova versão do substitutivo inserido no sistema na quarta-feira (5), após  negociações com os governos federal, estaduais e municipais e com diversos setores econômicos. De acordo com o relator, é uma versão “em prol de uma reforma tributária mais consensual”.

    Além do detalhamento do Conselho Federativo, outra mudança se deu no tratamento diferenciado para a Zona Franca de Manaus e as Áreas de Livre Comércio. A alteração, como aponta o relatório, é “ fruto de importante acordo entre os estados amazônicos e o governo federal”. A proposta garante, ainda, o diferencial competitivo das zonas de processamento de exportação.

    As alíquotas dos regimes favorecidos foram reduzidas ainda mais, de 50% para 40% da alíquota padrão. Além disso, a nova versão apresentada nesta quinta (6) retira a referência à lei nº 10.925, de 23 de julho de 2004, na redução para insumos agropecuários, alimentos destinados ao consumo humano e produtos de higiene pessoal, e amplia alíquota reduzida para setores de comunicação como produção jornalística e audiovisuais nacionais.

    Veja outros pontos da proposta:

    • Imposto seletivo — Será uma espécie de sobretaxa sobre produtos e serviços que prejudiquem a saúde ou o meio ambiente.

    EXCEÇÕES
    A Zona Franca de Manaus e o Simples manteriam suas regras atuais. E alguns setores teriam regimes fiscais específicos: operações com bens imóveis, serviços financeiros, seguros, cooperativas, combustíveis e lubrificantes, planos de saúde.

    CORREÇÃO DE DESEQUILÍBRIOS
    • Cashback — A emenda constitucional deve prever a implantação de um cashback ou devolução de parte do imposto pago. Mas o funcionamento do mecanismo ficará para a lei complementar.
    • Fundo de Desenvolvimento Regional — Este fundo será criado com recursos da União para promover regiões menos desenvolvidas. O objetivo é ter R$ 40 bilhões por ano a partir de 2033.

    BRASÍLIA | Camila Costa, do R7, em Brasília

  • Decreto determina apuração de assédio no ambiente de trabalho

    Decreto determina apuração de assédio no ambiente de trabalho

    Comissão especial, a ser presidida pela Sequali/Sefaz, vai analisar previamente as denúncias sobre casos de importunação sexual e moral

    Agência Brasília* | Edição: Saulo Moreno

    O Governo do Distrito Federal (GDF) divulgou nesta quinta-feira (6) o Decreto n° 44.701, de 5 de julho de 2023, que estabelece a apuração de casos de assédio moral ou sexual no ambiente de trabalho dos órgãos e entidades da administração direta e indireta do Distrito Federal. Essa medida visa combater e prevenir práticas abusivas e assegurar um ambiente de trabalho saudável e respeitoso para os servidores públicos.

    De acordo com o secretário Itamar Feitosa, o GDF reafirma seu compromisso em promover um ambiente de trabalho saudável e respeitoso | Foto: Alan P. Cavalcante/Ascom Sequali-Sefaz

    O decreto estabelece que deve ocorrer uma investigação preliminar por meio de um procedimento administrativo preparatório, investigativo e sigiloso. Essa etapa tem a finalidade de reunir informações relevantes para a apuração dos fatos, principalmente quando não há elementos de convicção suficientes para a instauração de uma sindicância.

    Uma das características importantes do processo é que qualquer pessoa, identificada ou não, pode registrar denúncias de assédio moral ou sexual. As denúncias podem ser feitas de diferentes formas, como pelo endereço eletrônico www.participa.df.gov.br, pela central telefônica 162 ou presencialmente nas ouvidorias dos órgãos e entidades do DF.

    Além disso, o decreto prevê a criação da Comissão Especial de Prevenção e Combate ao Assédio. Essa comissão será responsável por receber as denúncias, avaliar sua veracidade e determinar se há indícios mínimos de ocorrência do assédio. A Secretaria-Executiva de Valorização e Qualidade de Vida da Secretaria de Fazenda (Sequali/Sefaz) será responsável por presidir a comissão, que contará com representantes da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), Secretaria da Mulher (SMDF), Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração (Seplad) e Sequali. Os membros deverão ser indicados pelos titulares dos respectivos órgãos, por meio de ofício à Secretaria de Fazenda, que divulgará posteriormente no Diário Oficial do DF.

    Segundo o secretário de Fazenda, Itamar Feitosa, o Governo do Distrito Federal (GDF) reafirma seu compromisso em promover um ambiente de trabalho saudável e respeitoso, e espera que essa medida continue contribuindo para a maior conscientização, prevenção e combate ao assédio moral e sexual nos órgãos e entidades públicas.

    “Estamos empenhados em receber e avaliar as denúncias de forma diligente, assegurando que todas as medidas necessárias sejam tomadas para combater o assédio moral e sexual. Nossa missão é criar uma cultura organizacional que valorize o respeito, a dignidade e a qualidade de vida no ambiente de trabalho”, explica o secretário-executivo da Sequali, Epitácio Júnior.

    *Com informações da Sequali/Sefaz