Dia: 17 de junho de 2023

  • Moraes manda PF ouvir Bolsonaro e Daniel Silveira em investigação sobre Marcos do Val

    Moraes manda PF ouvir Bolsonaro e Daniel Silveira em investigação sobre Marcos do Val

    A medida ocorre no âmbito da investigação que teve como alvo o senador Marcos do Val nesta quinta-feira (15)

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta sexta-feira (16), que a Polícia Federal tome os depoimentos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-deputado federal Daniel Silveira no âmbito da investigação que teve como alvo o senador Marcos do Val (Podemos-ES) nesta quinta-feira (15). A Polícia Federal cumpriu, na quinta, três mandados de busca e apreensão no gabinete e em endereços ligados a Do Val em Brasília e em Vitória. A operação ocorreu porque a corporação teria identificado tentativas de atrapalhar as apurações sobre os atos de 8 de janeiro. A PF chegou a pedir o afastamento dele do cargo de senador, mas Moraes negou o pedido.

    Marcos do Val prestou depoimento na Polícia Federal em 2 de fevereiro, quando se mostrou arrependido por ter envolvido o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na história de um suposto plano de golpe de Estado em que gravaria conversas com o ministro Alexandre de Moraes.

    À época, o parlamentar disse a jornalistas que o pedido para tentar gravar o ministro partiu do ex-deputado Daniel Silveira, em uma reunião na qual Bolsonaro estava presente.

    BRASÍLIA | Gabriela Coelho, do R7 em Brasília

  • Com decisão de Nunes Marques e condenação por improbidade, Arruda segue inelegível até 2032

    Com decisão de Nunes Marques e condenação por improbidade, Arruda segue inelegível até 2032

    Foto: Igo Estrela/Metrópoles

    Ex-governador soma condenações em segunda instância por envolvimento no escândalo da Caixa de Pandora, que lesou os cofres públicos do DF

    A inelegibilidade de José Roberto Arruda (sem partido) está mantida até, pelo menos, 2032. Decisão do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixa Arruda impedido de concorrer em eleições até 2026. Em outra frente, a 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) suspendeu os direitos políticos do ex-governador do DF até 2032.

    As duas condenações por improbidade são em decorrência da operação Caixa de Pandora. No primeiro caso, Nunes Marques revogou liminar que suspendia decisão contra Arruda proferida, em 2018, pela 6ª Turma Cível, no caso da Linknet.

    Na ocasião, a Turma manteve o entendimento da 2ª Vara de Fazenda Pública. Além de negar recurso de Arruda, os magistrados aceitaram, em segunda instância, pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e aumentaram o valor da condenação por danos morais, que subiu de R$ 11 milhões para R$ 64 milhões.

    A pena refere-se ao prejuízo provocado aos cofres públicos devido a um esquema de corrupção que superfaturava contratos de empresas de informática. O advogado de José Roberto Arruda, Paulo Emílio Catta Preta, recorreu da decisão. O caso ficou sobrestado pelo STF aguardando a votação da nova Lei de Improbidade Administrativa. Com a decisão de Nunes Marques, a decisão da Turma voltou a valer e o processo a correr.

    “Houve a condenação por órgão colegiado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal por ato de improbidade que ensejou lesão ao patrimônio, em cujo âmbito foi anotada a existência do elemento volitivo”, destacou o ministro. Em relação a esse processo, Arruda está inelegível até 2026. Mas em outra condenação, a pena se estende até 2032.

    Até 2032

    Em 19 de outubro de 2022, a 4ª Turma Cível do TJDFT manteve outra condenação de Arruda por improbidade administrativa.

    Nesse caso, Arruda foi denunciado no âmbito da operação Caixa de Pandora por captar recursos por meio de propina com empresas de informática contratadas pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) durante a campanha dele ao Governo do DF.

    Arruda e outros réus foram condenados à suspensão dos direitos políticos por 10 anos e à proibição de ocupar cargos ou funções públicas e de contratar com o governo. Pela decisão do colegiado, órgão de segunda instância, os direitos políticos de Arruda ficam cassados até 2032. O acórdão prevê a suspensão dos direitos políticos de cada um dos réus por 10 anos, contados a partir de outubro de 2022.

    Os réus também devem devolver R$ 250 mil, que teriam sido obtidos ilicitamente, e pagar multa cível no valor de três vezes ao dano causado ao erário. Os réus devem pagar, juntos, R$ 2 milhões por danos morais coletivos.

    Veja trecho da decisão:

    ReproduçãoDecisão da 4ª Turma Cível do TJDFT sobre improbidade administrativa de José Roberto Arruda

    Por Manoela Alcântara Paulo Toledo Piza – Metropoles