Iniciativa da Sequali incentiva a doação de sangue entre servidores do GDF
Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader
No Dia Mundial do Doador de Sangue, 14 de junho, a Secretaria Executiva de Valorização e Qualidade de Vida da Secretaria de Fazenda (Sefaz) em parceria com a Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) lançará a 5ª edição da Campanha Sangue é Vida, que ocorrerá até o dia 14 de julho.
A campanha tem como objetivo incentivar os servidores do Governo do Distrito Federal a doarem sangue, a fim de ajudar a suprir o banco da FHB e contornar a diminuição das doações.
Para o secretário de Fazenda, Itamar Feitosa, a participação dos servidores públicos nessa campanha demonstra o comprometimento em promover o bem-estar coletivo e salvar vidas. Além disso, contribui para a construção de uma sociedade mais solidária e engajada. ”Essa iniciativa reflete a importância dos servidores públicos como agentes de transformação, mostrando envolvimento ativo em causas sociais e o papel fundamental na promoção do bem comum”, disse o secretário.
“Participar de campanhas solidárias, como essa, é de extrema importância, pois ajuda a suprir a demanda por sangue, beneficia tratamentos médicos avançados, fortalece a responsabilidade social e pode trazer benefícios tanto para os receptores quanto para os doadores”, afirma Epitácio Júnior, secretário-executivo da Sequali.
Para ser um doador de sangue e ajudar o próximo, é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade, pesar mais de 51 kg e estar em bom estado de saúde | Arte: Sequali/Divulgação
Para agendar a doação de sangue, o servidor pode acessar o site ou ligar para os números 160 – Opção 2. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sexta, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h.
Para fazer doação em grupo, é necessário ter entre 10 e 15 pessoas. Agende pelo telefone (61) 3327-4413 ou pelo WhatsApp (61) 99136-2495. O Hemocentro disponibiliza transporte gratuito para fazer o trajeto de ida e volta entre a fundação e qualquer ponto do Distrito Federal.
“Participar de campanhas solidárias, como essa, é de extrema importância, pois ajuda a suprir a demanda por sangue, beneficia tratamentos médicos avançados, fortalece a responsabilidade social”Epitácio Júnior, secretário-executivo da Sequali
Para ser um doador de sangue e ajudar o próximo, é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade, pesar mais de 51 kg e estar em bom estado de saúde. Caso tenha realizado algum procedimento estético, passado por cirurgia ou endoscopia, ficado doente ou utilizado medicamentos recentemente, é recomendado consultar o site do Hemocentro para verificar se há alguma restrição para a doação.
É importante que o candidato à doação esteja bem alimentado, mas evite alimentos gordurosos e derivados do leite pelo menos três horas antes do procedimento. Além disso, não deve consumir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores. É recomendado beber bastante água nas 24 horas anteriores à doação. É obrigatório apresentar um documento de identificação oficial com foto, em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade.
Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal é um dos mais modernos do país. Estrutura é utilizada por 11 cooperativas que empregam cerca de 460 catadores
Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo
Inaugurado em dezembro de 2020, o Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal (CIR/DF) é um dos mais modernos equipamentos públicos para reaproveitamento de resíduos do país. Em 28 meses de funcionamento do local, o número de materiais processados chegou a 37.574,82 toneladas – das quais até 46% geraram renda aos catadores e cooperativas envolvidos no serviço.
Com área de 80 mil m², o espaço abriga 11 cooperativas e gera emprego para cerca de 460 catadores – número flutuante, tendo em vista a rotatividade dos postos de trabalho. A gestão é compartilhada entre o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema), a Central de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop) e as associações de catadores que atuam na região.
No DF, 46% das mais de 37 mil toneladas de lixo processadas desde 2020 geraram renda aos catadores e cooperativas envolvidos no serviço | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
A escolha das entidades foi feita por meio de seleção baseada nos critérios de manifestação de interesse, existência de contrato de triagem com o SLU, por fazer parte da Centcoop e, preferencialmente, ser originária do antigo Lixão da Estrutural, local que atualmente sedia a Unidade de Recebimento de Entulho (URE) do SLU.
O complexo é formado por duas centrais de triagem e teciclagem (CTRs) e uma central de comercialização (CC). Os pontos de triagem têm 2,8 mil m² cada e recebem os resíduos que vêm da coleta seletiva. O material é separado, classificado, pesado, prensado e, então, transportado pelos catadores para a área de comercialização, onde ocorrem o beneficiamento, a estocagem e a venda dos itens.
“Esse lugar é um dos mais inovadores que temos no país para o trabalho dos catadores. Foi pensado e projetado com as condições ideais, de segurança, saúde e conforto, com estrutura coberta, piso adequado, iluminação, banheiros, refeitórios, sala de descanso e escritórios. É o modelo mais próximo do que acreditamos ser ideal”, explica o chefe da Unidade de Sustentabilidade e Mobilização Social do SLU, Francisco Mendes.
Chefe da Unidade de Sustentabilidade e Mobilização Social do SLU, Francisco Mendes: “Esse lugar é um dos mais inovadores que temos no país para o trabalho dos catadores. Foi pensado e projetado com as condições ideais, de segurança, saúde e conforto”
A estrutura foi construída pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com investimentos de R$ 21 milhões feitos por meio de contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por intermédio da Sema.
Impacto socioeconômico
No complexo, os catadores atuam em conjunto: o que é coletado por cada cooperativa é vendido pela Centcoop, e o lucro é rateado entre os trabalhadores envolvidos. Por meio dos contratos com o SLU, as cooperativas conseguem arcar com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) dos catadores e custear as despesas do centro de reciclagem.
De acordo com a presidente da Cooperativa de Trabalho de Reciclagem Ambiental da Cidade Estrutural (Coorace), Lúcia Fernandes, os contratos com o órgão são fundamentais para o modelo de trabalho. A entidade é responsável por 40 catadores que fazem a triagem dos materiais. “Estamos aqui há dois anos, éramos uma cooperativa do antigo Lixão da Estrutural. O complexo nos ajudou, porque aqui é um local definitivo”, conta ela, que também está à frente da Associação Vencendo Obstáculos. O grupo faz a coleta seletiva porta a porta no Cruzeiro e leva ao complexo, para triagem. Atualmente, são 25 associados.
Presidente da Coorace, Lúcia Fernandes: “O complexo nos ajudou, porque aqui é um local definitivo”
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do SLU, mantém 42 contratos firmados com organizações de catadores, atendendo a 32 cooperativas e associações – tendo em vista que algumas entidades possuem mais de um contrato – que empregam mais de 1,3 mil catadores de recicláveis. Do total de contratos, 22 são para o serviço de coleta seletiva e 20 para o serviço de triagem dos materiais. Na época da inauguração do CIR, em dezembro de 2020, eram mantidos 29 contratos com 22 cooperativas e associações, envolvendo 908 trabalhadores.
Arte: Agência Brasília
Reciclagem
Vidro, plástico, papel, sucata e isopor são os materiais que podem ser reciclados pelo complexo atualmente. Todos são separados por cor, descaracterizados, descontaminados e triturados ou prensados para comercialização.
Desde a abertura do espaço, foram processadas, em média, 1,3 mil toneladas de resíduos por mês. O termo processamento se refere a tudo o que é recebido. Isso porque, mesmo que o material não seja reciclado, passou por triagem dos catadores. O complexo trata de materiais recolhidos pela coleta seletiva do SLU e pelas cooperativas instaladas no local.
Diretor da Centcoop, Sinomar dos Santos: “A qualidade dos materiais influencia muito o valor pago por eles, e esse valor é repassado para as pessoas que, de fato, fazem acontecer, que é quem está na linha de triagem”
O diretor comercial da Centcoop, Sinomar Alves dos Santos, explica que, quanto melhor o nível de separação do lixo, maior o valor obtido com a comercialização. “Separar entre secos e molhados e não colocar os recicláveis com os orgânicos já nos ajuda muito a dar a destinação correta aos resíduos. Ainda há muito material reciclável indo para a coleta convencional”, pontua.
“A qualidade dos materiais influencia muito o valor pago por eles, e esse valor é repassado para as pessoas que, de fato, fazem acontecer, que é quem está na linha de triagem”, afirma. Cada um dos dois centros de triagem comporta cinco esteiras – que têm espaço para 34 pessoas trabalharem concomitantemente.
O catador Paulo Cezar Lobo diz: “Estou aqui há quase um ano, e já me perguntaram se quero sair, mas não. Aqui me sinto bem, as condições de trabalho são boas e a gente está ajudando o meio ambiente”
Um dos catadores envolvidos na separação é o fluminense Paulo Cezar Lobo, 63 anos. Morador da Estrutural, ele saiu do Rio de Janeiro no começo de 2022 e, no fim daquele ano, conseguiu o emprego no segmento de recicláveis por indicação de um sobrinho.
“Estou aqui há quase um ano e já me perguntaram se quero sair, mas não. Aqui me sinto bem, as condições de trabalho são boas e a gente está ajudando o meio ambiente”, afirma. “Trabalhamos com todos os EPIs [equipamentos de proteção individual]: máscara, luva, óculos”, acrescenta.
PL diz que serão transferidos para o quadro de empregados da CEB os empregados da “CEB Iluminação Pública e Serviços S.A – CEB IPES”, que tenham contrato de trabalho durante a sanção da proposta
A Comissão de Assuntos Sociais aprovou, nesta quarta-feira (7), o projeto de Lei nº 3.069/2022, apresentado pelo Poder Executivo, que outorga à Companhia Energética de Brasília (CEB) os serviços públicos de iluminação pública no Distrito Federal. O texto define que – diretamente, ou por meio de subsidiárias mediante concessão – os serviços serão prestados em todo o DF e nas demais unidades da Federação.
A CEB fica ainda obrigada a apresentar em sítio eletrônico e junto à Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da Câmara Legislativa do Distrito Federal relatórios de cumprimento das metas.
“Nós temos um compromisso muito grande com a iluminação pública da cidade e a gente trabalhou muito nesse projeto, fazendo uma ampla discussão e tendo um parecer mais técnico e apropriado e com maior impacto social possível.” disse a relatora Dayse Amarílio (PSB).
A proposta também diz que serão transferidos para o quadro de empregados da CEB os empregados da “CEB Iluminação Pública e Serviços S.A – CEB IPES”, que tenham contrato de trabalho durante a sanção da proposta. Além disso, o Poder Executivo deve enviar em 30 dias à CLDF projeto de lei instituindo, para os empregados concursados e em exercício da “CEB Distribuição”, um plano de aproveitamento na Administração Pública Direta ou Indireta do Distrito Federal.
Para o deputado pastor Daniel de Castro (PP), a aprovação é uma situação que vai trazer economia e segurança para população de Brasília, além de resolver a questão dos concursados da CEB.
“Desde sempre me coloquei favorável à aprovação do projeto, pois o julgo como muito importante. Porém, quando a CEB iluminação foi privatizada eu recebi muitos amigos e é triste porque você tem um servidor público concursado e depois há uma ruptura disso e o cidadão é posto na rua. Eu li todo o parecer que deu todas as garantias necessárias para os servidores e para o governo do Distrito Federal” acrescentou Daniel.
“Quero dar os parabéns a essa relatoria e parabéns à Dayse primeiro pela postura independente. Ouvindo e analisando o relatório, vimos a responsabilidade como foi elaborado, pontuando todas as dúvidas dos deputados atuais e da legislatura passada. O relatório realmente está completo, necessário e bem articulado”, afirma o deputado Martins Machado (Republicanos).
“Nós temos observado como a iluminação de LED tem modificado a vida das pessoas aqui no DF e acreditamos que essa mudança na iluminação vai melhorar bastante e nós estaremos acompanhando e cobrando. Eu defendo o servidor público porque como repito os verdadeiros guardiões do serviço público não são aqueles que passam, deputados, secretários, governadores. Os verdadeiros guardiões são servidores públicos efetivos.” concluiu a discussão da matéria João Cardoso (Avante).