Dia: 12 de junho de 2023

  • Campanha Sangue é Vida chega à quinta edição na quarta-feira (14)

    Campanha Sangue é Vida chega à quinta edição na quarta-feira (14)

    Iniciativa da Sequali incentiva a doação de sangue entre servidores do GDF

    Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

    No Dia Mundial do Doador de Sangue, 14 de junho, a Secretaria Executiva de Valorização e Qualidade de Vida da Secretaria de Fazenda (Sefaz) em parceria com a Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) lançará a 5ª edição da Campanha Sangue é Vida, que ocorrerá até o dia 14 de julho.

    A campanha tem como objetivo incentivar os servidores do Governo do Distrito Federal a doarem sangue, a fim de ajudar a suprir o banco da FHB e contornar a diminuição das doações.

    Para o secretário de Fazenda, Itamar Feitosa, a participação dos servidores públicos nessa campanha demonstra o comprometimento em promover o bem-estar coletivo e salvar vidas. Além disso, contribui para a construção de uma sociedade mais solidária e engajada. ”Essa iniciativa reflete a importância dos servidores públicos como agentes de transformação, mostrando envolvimento ativo em causas sociais e o papel fundamental na promoção do bem comum”, disse o secretário.

    “Participar de campanhas solidárias, como essa, é de extrema importância, pois ajuda a suprir a demanda por sangue, beneficia tratamentos médicos avançados, fortalece a responsabilidade social e pode trazer benefícios tanto para os receptores quanto para os doadores”, afirma Epitácio Júnior, secretário-executivo da Sequali.

    Para ser um doador de sangue e ajudar o próximo, é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade, pesar mais de 51 kg e estar em bom estado de saúde | Arte: Sequali/Divulgação

    Para agendar a doação de sangue, o servidor pode acessar o site ou ligar para os números 160 – Opção 2. O atendimento telefônico está disponível de segunda a sexta, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h.

    Para fazer doação em grupo, é necessário ter entre 10 e 15 pessoas. Agende pelo telefone (61) 3327-4413 ou pelo WhatsApp (61) 99136-2495. O Hemocentro disponibiliza transporte gratuito para fazer o trajeto de ida e volta entre a fundação e qualquer ponto do Distrito Federal.

    “Participar de campanhas solidárias, como essa, é de extrema importância, pois ajuda a suprir a demanda por sangue, beneficia tratamentos médicos avançados, fortalece a responsabilidade social”Epitácio Júnior, secretário-executivo da Sequali

    Para ser um doador de sangue e ajudar o próximo, é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade, pesar mais de 51 kg e estar em bom estado de saúde. Caso tenha realizado algum procedimento estético, passado por cirurgia ou endoscopia, ficado doente ou utilizado medicamentos recentemente, é recomendado consultar o site do Hemocentro para verificar se há alguma restrição para a doação.

    É importante que o candidato à doação esteja bem alimentado, mas evite alimentos gordurosos e derivados do leite pelo menos três horas antes do procedimento. Além disso, não deve consumir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores. É recomendado beber bastante água nas 24 horas anteriores à doação. É obrigatório apresentar um documento de identificação oficial com foto, em bom estado de conservação e dentro do prazo de validade.

    *Com informações da Sequali

  • Mais de 37 mil toneladas de lixo processadas no DF desde 2020

    Mais de 37 mil toneladas de lixo processadas no DF desde 2020

    Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal é um dos mais modernos do país. Estrutura é utilizada por 11 cooperativas que empregam cerca de 460 catadores

    Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

    Inaugurado em dezembro de 2020, o Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal (CIR/DF) é um dos mais modernos equipamentos públicos para reaproveitamento de resíduos do país. Em 28 meses de funcionamento do local, o número de materiais processados chegou a 37.574,82 toneladas – das quais até 46% geraram renda aos catadores e cooperativas envolvidos no serviço.

    Com área de 80 mil m², o espaço abriga 11 cooperativas e gera emprego para cerca de 460 catadores – número flutuante, tendo em vista a rotatividade dos postos de trabalho. A gestão é compartilhada entre o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Secretaria do Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema), a Central de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop) e as associações de catadores que atuam na região.

    No DF, 46% das mais de 37 mil toneladas de lixo processadas desde 2020 geraram renda aos catadores e cooperativas envolvidos no serviço | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

    A escolha das entidades foi feita por meio de seleção baseada nos critérios de manifestação de interesse, existência de contrato de triagem com o SLU, por fazer parte da Centcoop e, preferencialmente, ser originária do antigo Lixão da Estrutural, local que atualmente sedia a Unidade de Recebimento de Entulho (URE) do SLU.

    O complexo é formado por duas centrais de triagem e teciclagem (CTRs) e uma central de comercialização (CC). Os pontos de triagem têm 2,8 mil m² cada e recebem os resíduos que vêm da coleta seletiva. O material é separado, classificado, pesado, prensado e, então, transportado pelos catadores para a área de comercialização, onde ocorrem o beneficiamento, a estocagem e a venda dos itens.

    “Esse lugar é um dos mais inovadores que temos no país para o trabalho dos catadores. Foi pensado e projetado com as condições ideais, de segurança, saúde e conforto, com estrutura coberta, piso adequado, iluminação, banheiros, refeitórios, sala de descanso e escritórios. É o modelo mais próximo do que acreditamos ser ideal”, explica o chefe da Unidade de Sustentabilidade e Mobilização Social do SLU, Francisco Mendes.

    Chefe da Unidade de Sustentabilidade e Mobilização Social do SLU, Francisco Mendes: “Esse lugar é um dos mais inovadores que temos no país para o trabalho dos catadores. Foi pensado e projetado com as condições ideais, de segurança, saúde e conforto”

    A estrutura foi construída pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com investimentos de R$ 21 milhões feitos por meio de contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por intermédio da Sema.


    Impacto socioeconômico

    No complexo, os catadores atuam em conjunto: o que é coletado por cada cooperativa é vendido pela Centcoop, e o lucro é rateado entre os trabalhadores envolvidos. Por meio dos contratos com o SLU, as cooperativas conseguem arcar com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) dos catadores e custear as despesas do centro de reciclagem.

    De acordo com a presidente da Cooperativa de Trabalho de Reciclagem Ambiental da Cidade Estrutural (Coorace), Lúcia Fernandes, os contratos com o órgão são fundamentais para o modelo de trabalho. A entidade é responsável por 40 catadores que fazem a triagem dos materiais. “Estamos aqui há dois anos, éramos uma cooperativa do antigo Lixão da Estrutural. O complexo nos ajudou, porque aqui é um local definitivo”, conta ela, que também está à frente da Associação Vencendo Obstáculos. O grupo faz a coleta seletiva porta a porta no Cruzeiro e leva ao complexo, para triagem. Atualmente, são 25 associados.

    Presidente da Coorace, Lúcia Fernandes: “O complexo nos ajudou, porque aqui é um local definitivo”

    O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do SLU, mantém 42 contratos firmados com organizações de catadores, atendendo a 32 cooperativas e associações – tendo em vista que algumas entidades possuem mais de um contrato – que empregam mais de 1,3 mil catadores de recicláveis. Do total de contratos, 22 são para o serviço de coleta seletiva e 20 para o serviço de triagem dos materiais. Na época da inauguração do CIR, em dezembro de 2020, eram mantidos 29 contratos com 22 cooperativas e associações, envolvendo 908 trabalhadores.

    Arte: Agência Brasília

    Reciclagem

    Vidro, plástico, papel, sucata e isopor são os materiais que podem ser reciclados pelo complexo atualmente. Todos são separados por cor, descaracterizados, descontaminados e triturados ou prensados para comercialização.

    Desde a abertura do espaço, foram processadas, em média, 1,3 mil toneladas de resíduos por mês. O termo processamento se refere a tudo o que é recebido. Isso porque, mesmo que o material não seja reciclado, passou por triagem dos catadores. O complexo trata de materiais recolhidos pela coleta seletiva do SLU e pelas cooperativas instaladas no local.

    Diretor da Centcoop, Sinomar dos Santos: “A qualidade dos materiais influencia muito o valor pago por eles, e esse valor é repassado para as pessoas que, de fato, fazem acontecer, que é quem está na linha de triagem”

    O diretor comercial da Centcoop, Sinomar Alves dos Santos, explica que, quanto melhor o nível de separação do lixo, maior o valor obtido com a comercialização. “Separar entre secos e molhados e não colocar os recicláveis com os orgânicos já nos ajuda muito a dar a destinação correta aos resíduos. Ainda há muito material reciclável indo para a coleta convencional”, pontua.

    “A qualidade dos materiais influencia muito o valor pago por eles, e esse valor é repassado para as pessoas que, de fato, fazem acontecer, que é quem está na linha de triagem”, afirma. Cada um dos dois centros de triagem comporta cinco esteiras – que têm espaço para 34 pessoas trabalharem concomitantemente.

    O catador Paulo Cezar Lobo diz: “Estou aqui há quase um ano, e já me perguntaram se quero sair, mas não. Aqui me sinto bem, as condições de trabalho são boas e a gente está ajudando o meio ambiente”

    Um dos catadores envolvidos na separação é o fluminense Paulo Cezar Lobo, 63 anos. Morador da Estrutural, ele saiu do Rio de Janeiro no começo de 2022 e, no fim daquele ano, conseguiu o emprego no segmento de recicláveis por indicação de um sobrinho.

    “Estou aqui há quase um ano e já me perguntaram se quero sair, mas não. Aqui me sinto bem, as condições de trabalho são boas e a gente está ajudando o meio ambiente”, afirma. “Trabalhamos com todos os EPIs [equipamentos de proteção individual]: máscara, luva, óculos”, acrescenta.

  • CAS outorga à CEB serviços de iluminação pública do DF

    CAS outorga à CEB serviços de iluminação pública do DF

    Foto: Rinaldo Morelli/CLDF

    PL diz que serão transferidos para o quadro de empregados da CEB os empregados da “CEB Iluminação Pública e Serviços S.A – CEB IPES”, que tenham contrato de trabalho durante a sanção da proposta

    A Comissão de Assuntos Sociais aprovou, nesta quarta-feira (7), o projeto de Lei nº 3.069/2022, apresentado pelo Poder Executivo, que outorga à Companhia Energética de Brasília (CEB) os serviços públicos de iluminação pública no Distrito Federal. O texto define que – diretamente, ou por meio de subsidiárias mediante concessão – os serviços serão prestados em todo o DF e nas demais unidades da Federação.

    A CEB fica ainda obrigada a apresentar em sítio eletrônico e junto à Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da Câmara Legislativa do Distrito Federal relatórios de cumprimento das metas.

    “Nós temos um compromisso muito grande com a iluminação pública da cidade e a gente trabalhou muito nesse projeto, fazendo uma ampla discussão e tendo um parecer mais técnico e apropriado e com maior impacto social possível.” disse a relatora Dayse Amarílio (PSB).

    A proposta também diz que serão transferidos para o quadro de empregados da CEB os empregados da “CEB Iluminação Pública e Serviços S.A – CEB IPES”, que tenham contrato de trabalho durante a sanção da proposta. Além disso, o Poder Executivo deve enviar em 30 dias à CLDF projeto de lei instituindo, para os empregados concursados e em exercício da “CEB Distribuição”, um plano de aproveitamento na Administração Pública Direta ou Indireta do Distrito Federal.

    Para o deputado pastor Daniel de Castro (PP), a aprovação é uma situação que vai trazer economia e segurança para população de Brasília, além de resolver a questão dos concursados da CEB.

    “Desde sempre me coloquei favorável à aprovação do projeto, pois o julgo como muito importante. Porém, quando a CEB iluminação foi privatizada eu recebi muitos amigos e é triste porque você tem um servidor público concursado e depois há uma ruptura disso e o cidadão é posto na rua. Eu li todo o parecer que deu todas as garantias necessárias para os servidores e para o governo do Distrito Federal” acrescentou Daniel.

    “Quero dar os parabéns a essa relatoria e parabéns à Dayse primeiro pela postura independente. Ouvindo e analisando o relatório, vimos a responsabilidade como foi elaborado, pontuando todas as dúvidas dos deputados atuais e da legislatura passada. O relatório realmente está completo, necessário e bem articulado”, afirma o deputado Martins Machado (Republicanos).

    “Nós temos observado como a iluminação de LED tem modificado a vida das pessoas aqui no DF e acreditamos que essa mudança na iluminação vai melhorar bastante e nós estaremos acompanhando e cobrando. Eu defendo o servidor público porque como repito os verdadeiros guardiões do serviço público não são aqueles que passam, deputados, secretários, governadores. Os verdadeiros guardiões são servidores públicos efetivos.” concluiu a discussão da matéria João Cardoso (Avante).

    Joás Benjamin (Estagiário) – Agência CLDF