Doações serão destinadas a famílias em extrema vulnerabilidade social e entidades atendidas pela OVG, dentro de ações do Programa Goiás Social
Governo de Goiás, via Goiás Social, recebeu cerca de seis toneladas de peças de roupas nesta quarta-feira (03/05). A doação foi feita pela Receita Federal do Brasil, em Goiânia. Os itens, que incluem camisetas, shorts, calças, bermudas e agasalhos serão destinados a famílias em extrema vulnerabilidade social e entidades atendidas pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG).
A doação é fruto de apreensões da Receita Federal e parceiros em operações contra falsificação, sonegação de imposto e combate ao contrabando. Somadas, as peças de roupa totalizam R$ 385 mil. O repasse foi feito pelo titular da Delegacia da Receita Federal em Goiânia, auditor Djalma Alencar Lustosa Sobrinho. “É uma satisfação poder contar com o Goiás Social. A Receita Federal tem também uma grande preocupação de atender, de forma palpável, a população mais vulnerável”, afirmou.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Wellington Matos de Lima, ressaltou a importância do Goiás Social, que é coordenado pela primeira-dama Gracinha Caiado, e reúne várias pastas do Governo Estadual. “Nós trabalhamos dessa forma: um apoiando o outro. O objetivo final é fazer chegar esse material a quem mais precisa”.
Parcerias
A doação recebida nesta quarta-feira soma-se a outras feitas por parceiros que fazem parte de uma rede de solidariedade formada pelo Goiás Social, por meio da OVG e do Gabinete de Políticas Sociais (GPS). No começo de março desse ano, a Organização e o GPS receberam 17 mil peças de roupa do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), itens que estão sendo destinados a famílias em extrema vulnerabilidade social, em todo o Estado, dentro de ações do Goiás Social.
Desde 2019, foram mais de 22 mil unidades de peças doadas pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, entre roupas masculinas, femininas e infantis, cintos, carteiras, relógios, roupas íntimas e calçados.
Já a Delegacia do Consumidor (Decon) repassou, em dezembro ao ano passado, mais de mil peças de roupas, como camisas, camisetas, bermudas e calças jeans à OVG e ao GPS. Doação também destinada a dar mais dignidade e cidadania aos que mais precisam.
Organização das Voluntárias de Goiás – Governo de Goiás
O prazo para pegar o documento nas agências do BRB é de dois meses a contar da disponibilização na agencia bancária. Depois disso, o cidadão perde o benefício
Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) informa que há 7.778 beneficiários que não retiraram o cartão Prato Cheio nas agências do Banco de Brasília (BRB). São cidadãos que estão em situação de insegurança alimentar e nutricional, que fizeram solicitação no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e foram contemplados com o benefício, mas não estão utilizando o crédito de R$ 250 para a compra de alimentos.
“O cidadão que foi contemplado e não retira o cartão, além de se prejudicar, ainda ocupa o lugar de outras famílias que também estão passando por dificuldade e aguardam na fila para receber o benefício”Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento SociaL
Os novos beneficiários foram incluídos recentemente no programa social com a ampliação do Prato Cheio, que hoje atende cerca de 100 mil famílias. Para saber se foram contempladas e onde buscar o cartão, elas devem acessar o site GDF Social, colocar nome e CPF de quem foi cadastrado.
“É importante que as famílias que estão aguardando pelo benefício, que já fizeram solicitação no Cras, façam a consulta no GDF Social. O cidadão que foi contemplado e não retira o cartão, além de se prejudicar, ainda ocupa o lugar de outras famílias que também estão passando por dificuldade e aguardam na fila para receber o benefício”, reforça a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.
O prazo para retirada do cartão Prato Cheio nas agências do BRB é de dois meses a contar da disponibilização na agência bancária. Mas atenção: não basta retirar o cartão, tem que fazer o desbloqueio nesse prazo no caixa eletrônico da agência bancária ou pelo aplicativo do BRB. A partir do momento que for contemplada, a família recebe o crédito, que é acumulativo. Ou seja, se o cidadão recebe há dois meses e não utilizou o recurso, o crédito referente aos dois meses estará lá.
A secretária Ana Paula Marra reitera que não existe punição para quem não busca o cartão na agência bancária. “Encerrado o prazo, o cartão é inutilizado e a família apenas perde o benefício. Neste caso, o cidadão terá de passar por um novo atendimento socioassistencial para entrar no programa e ficar na fila de espera”, ressalta.
*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes)
Estão abertas as inscrições para o “II Seminário TVs Legislativas: Desafios e Oportunidades”, que acontece no dia 25 deste mês, a partir das 19h. O evento gratuito é uma realização conjunta entre a TV Câmara Distrital, da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), a Escola do Legislativo da CLDF e a Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública).
O seminário será todo no formato online, com transmissão pelo canal da TV Câmara Distrital no YouTube. Para participar do evento, que dá direito a certificados emitidos pela Escola do Legislativo, basta fazer inscrição até o dia 24 de maio (CLIQUE AQUI para garantir sua participação).
Quatro painéis compõem a programação:
Painel 1:
Tema: Organização, produção e distribuição de conteúdos multimídia
Palestrante: Erico da Silveira – Diretor da TV Senado; mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília; especialização em Televisão e Rádio pela City University of New York; vice-presidente da ASTRAL – Associação Brasileira de Rádio e Televisão legislativa.
Painel 2:
Tema: Desafios das TVs legislativas em tempo de crise política
Palestrante: Patrícia Porto – Gerente-geral de Rádio e Televisão da Assembleis Legislativa de Minas Gerais; especialista em Poder Legislativo pela PUC-Minas; jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Painel 3:
Tema: gestão plural e diversa das TVs legislativas
Palestrante: Paulo Victor Melo
Pós-doutorando em Comunicação e Artes pela Universidade da Beira Interior / Portugal; coordenador do Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania da Universidade Federal da Bahia; foi professor da Universidade Federal de Sergipe.
Painel 4:
Tema: Infraestrutura e parque tecnológico da TV Legislativa/ALESP
Palestrante: Gilberto Caracanha
Audiovisual, diretor da Rede Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) há 6 anos, responsável pela atualização do parque tecnológico da TV e da digitalização das operações.
Serviço:
II Seminário TVs Legislativas: Desafios e Oportunidades
Quando: 25 de maio – 19h
Onde: canal da TV Câmara Distrital no Youtube.
Inscrições: até o dia 24 de maio.
Link das inscrições: AQUI
A 1º sargento do Corpo de Bombeiros Vanessa Lima e Cinthia Peluti, uma das doadoras que ajudam a salvar vidas no DF | Foto: Michelle Horovits/SES
Estoques são fundamentais para recém-nascidos em UTIs, alerta Secretaria de Saúde. Para doar, mães não precisam nem sair de casa
Agência Brasília* I Edição: Débora Cronemberger
Com estoques baixos, o Banco de Leite Humano do Distrito Federal precisa de doações. Desde janeiro, não é alcançada a meta mensal de 2 mil litros. Entre janeiro e abril de 2023, foram coletados somente 6.620 litros, o que representa uma média mensal de 1.655 litros. É preciso melhorar os estoques para atender quase 300 crianças internadas nas unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais públicas e privadas, além de ampliar a assistência a outros casos.
“Toda mulher que estiver amamentando pode doar e qualquer quantidade é bem-vinda. Não é preciso sair de casa. Uma equipe do Corpo de Bombeiros irá até a residência da pessoa para fazer a coleta”Miriam Santos, coordenadora de Políticas de Aleitamento Materno do DF
O mês de maio é dedicado a falar sobre a importância da doação de leite humano. Com o tema Um pequeno gesto pode alimentar um grande sonho: doe leite materno, a campanha é organizada pela Secretaria de Saúde (SES) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). A cooperação entre as instituições existe há 34 anos no DF
A coordenadora de Políticas de Aleitamento Materno do DF, a pediatra Miriam Santos, alerta que é necessário contar com mais doadoras. “Toda mulher que estiver amamentando pode doar, e qualquer quantidade é bem-vinda. Não é preciso sair de casa. Uma equipe do Corpo de Bombeiros irá até a residência da pessoa para fazer a coleta”, explica.
Preocupada com o baixo estoque, a coordenadora alerta que uma única doadora pode fazer a diferença para um grande número de crianças. As doações são encaminhadas para hospitais de toda a rede pública; e, após a pasteurização, o leite pode ser armazenado por até seis meses. “A partir do momento em que tenho mais leite disponível, mais crianças são atendidas, e conseguimos manter a rede de solidariedade”, aponta.
Classificados como referência nacional pelo Ministério da Saúde, os bancos de leite de Brasília possuem certificação de Padrão Ouro pelo Programa Internacional Ibero-Americano de Bancos de Leite Humano.
Banco de Leite: lugar de acolhimento
As doações de leite humano são encaminhadas para hospitais de toda a rede pública; após a pasteurização, material pode ser armazenado por até seis meses
Além da coleta, processamento e distribuição do leite materno com qualidade certificada, a Rede de Bancos de Leite Humano do DF oferece assistência ampliada a mulheres grávidas ou àquelas com complicações para amamentar. Entre as atividades ofertadas, uma equipe multidisciplinar auxilia em processos como a relactação (volta à amamentação) e a translactação (técnica momentânea para bebês que apresentam sucção descoordenada).
“Aprendi como fazer a mamada, que é a massagem no seio para não empedrar. A equipe faz um trabalho incrível, com muita informação e paciência”
Andrea Santana, atendida pela equipe do Banco de Leite
O trabalho do Banco de Leite Humano tem sido importante para Cinthia Peluti, mãe da pequena Clarisse, de dois meses. Ela apresentou dor ao amamentar e descobriu que tinha candidíase mamária. “Eu sentia muita dor dentro do peito. No Banco de Leite, recebi orientações e fui atendida pela equipe multidisciplinar. Inclusive, realizei todo tratamento a laser para diminuir a dor e melhorar a cicatrização”, contou.
Depois de ser atendida pelo Banco de Leite do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Cinthia hoje é doadora e ajuda a salvar vidas na capital. “Eu não sabia que o banco viria coletar em casa, tinha medo que me faltasse leite”, conta. E não poupa elogios ao atendimento recebido: “Fui bem-acolhida e me deram muito carinho em um momento que estava fragilizada. Agradeço demais aos profissionais do banco, que orientaram e explicaram sobre meu problema e tiraram minhas dúvidas”.
Andrea Santana, mãe da pequena Isabela, de um mês, e de Daniel, de oito anos, reconhece que o Banco de Leite foi importante para todo o processo de amamentação. “Aprendi como fazer a mamada, que é a massagem no seio para não empedrar. A equipe faz um trabalho incrível, com muita informação e paciência”. Ela ainda destaca que é um período de muita insegurança e dúvida para as mulheres.
A primeiro sargento Vanessa Lima, do Corpo de Bombeiros, faz a coleta para o Banco de Leite do Hran há oito anos. Para ela, é muito gratificante integrar esse trabalho. “Mesmo não estando efetivamente na função de socorro emergencial, estamos salvando vidas”, conta.
Quer doar?
As mães que desejarem doar devem ligar para o número 160 (opção 4) ou se cadastrar no site do Amamenta Brasília. Em seguida, são passadas orientações de como coletar e armazenar o leite em casa, sem necessidade de deslocamento aos hospitais. Por último, uma equipe dos bombeiros vai à residência da doadora deixar o kit e, posteriormente, buscar os vidros cheios.
O processo de coleta do leite é simples. A mulher deve identificar a data da primeira coleta no pote e, ao fim da ordenha, armazená-lo no congelador. Não é preciso se preocupar em encher o pote de uma vez. Basta colocar o líquido no frasco que está no congelador com a ajuda de um copo de vidro esterilizado. A doação deve ser entregue ao banco de leite em até 15 dias.