Dia: 16 de abril de 2023

  • Cercada por beleza natural, Brasília entra na rota do turismo rural

    Cercada por beleza natural, Brasília entra na rota do turismo rural

    Após anos sendo lembrada pela arquitetura, a capital abraça o potencial do Cerrado para ofertar um novo tipo de passeio aos visitantes

    Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

    Durante muito tempo, o turismo no Distrito Federal foi relacionado à arquitetura, aos monumentos cívicos e à religiosidade. Nos últimos anos, a cidade abraçou o potencial profetizado por Dom Bosco, quando o santo italiano previu a construção de Brasília em uma terra de riqueza inconcebível, e passou a apostar nos recursos naturais criando rotas turísticas rurais, onde a natureza e os recursos dela são protagonistas.

    “O turismo rural tem o importante papel de apresentar uma Brasília que vai muito além do turismo cívico, gerando emprego e renda para o segmento. Brasília é cercada por lindas paisagens, muitas cachoeiras e lugares incríveis de fácil acesso, como, por exemplo, as regiões de Planaltina, Sobradinho e do PAD-DF [Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal]. Precisamos mostrar essas outras tantas opções que podem ser visitadas”, afirma o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.

    “O turismo rural tem o importante papel de apresentar uma Brasília que vai muito além do turismo cívico, gerando emprego e renda para o segmento. Brasília é cercada por lindas paisagens, muitas cachoeiras e lugares incríveis de fácil acesso”Cristiano Araújo, secretário de Turismo

    Parte da região administrativa de Sobradinho é localizada entre a Reserva Biológica da Contagem e o Parque Nacional de Brasília. O Núcleo Rural Lago Oeste oferece uma experiência que une natureza, cultura e turismo e que está destacada na Rota Lago Oeste, da Coleção Rotas Brasília, da Secretaria de Turismo (Setur). Entre as diversas propriedades da região é possível vivenciar experiências em trilhas e cachoeiras, além de visitas a cultivos com direito a aproveitar a boa gastronomia regional.

    O casal Djeini Aparecida Carvalho e Abimael Carvalho está à frente do Sítio Titara, no km 0 da DF-170, que oferece passeios em dez unidades de cachoeiras, cascatas e quedas d’água, hospedagem e culinária da roça. “Meu marido tem essa propriedade há mais de 25 anos. Quando ele comprou o terreno, não tinha nada. Ele comprou para o lazer da família, mas já tendo uma visão de que poderia ser para o turismo, porque é uma região montanhosa, que você nem pensa que está no Distrito Federal”, lembra Djeini.

    Sítio Titara, no km 3 da DF-170, oferece passeios em cachoeiras, cascatas e quedas d’água, hospedagem e culinária da roça | Foto: Divulgação

    O empreendimento começou graças ao sucesso do queijo que era produzido na fazenda. “O queijo passou a ser referência na região e os clientes se interessaram em saber onde era produzido. Daí surgiu a ideia de fazer uma cozinha industrial e eu passei a alugar minha suíte. Depois construímos outros quartos e um bangalô que acomoda até seis pessoas e fomos investindo no turismo”, explica a coproprietária.

    Hoje, o espaço promove eventos para incentivar a visitação. “Fazemos colônia de férias, dia da pamonha, café rural e tantas outras atividades. Começamos do zero, mas já temos uma clientela muito boa”, revela. O Sitio Titara também investe em parcerias com outras propriedades do Lago Oeste, seja ofertando os produtos locais na alimentação, seja combinando passeios em conjunto pela região. “Me orgulho muito, porque estamos ajudando a divulgar a região. Antes as pessoas só sabiam o que era Lago Norte e Lago Sul, hoje todo mundo já sabe o que é o Lago Oeste”, acrescenta.

    Propostas diferenciadas

    Na região do Paranoá, o PAD-DF é outra área que tem explorado atividades turísticas a partir da produção rural. É o caso da propriedade comandada por Ronaldo Triacca, a pousada Villa Triacca.

    “Na verdade, a minha família é uma das pioneiras. Eles vieram do Sul para cá em 1977. Na época, o intuito do projeto do PAD-DF era produzir alimentos. A região aqui é produtora de grãos e cereais. Mas a nossa área é relativamente pequena para isso e tivemos que otimizar a propriedade. Desde o começo vimos o potencial agroturístico”, conta.

    Em 2010, o clã deu os primeiros passos para criar a hospedagem que hoje é reconhecida no roteiro de hotéis de charme do Brasil. “Vimos que era possível e que havia uma demanda por hotel. Eram dois nichos de mercado: o agronegócio e o turismo. De 2011 para cá, a gente vem num processo de crescimento e aprimoramento. Em 2018, ampliamos a pousada e continuamos com melhorias”, afirma Ronaldo Triacca.

    A pousada Villa Triacca possui cinco hectares de vinhedo  | Foto: Divulgação

    A proposta do espaço conta com acomodação, área de lazer, piscina aquecida, pedalinho nos lagos e ainda cinco hectares de vinhedo, onde é feito tour e degustação de rótulos. “Oferecemos uma hospedagem de qualidade, com muita natureza, trilhas, passeio entre os vinheiros e muita tranquilidade. Esse é o nosso propósito e os clientes se espantam por isso existir em Brasília. Hoje a gente pratica não só agroturismo, mas o enoturismo, uma coisa inusitada para Brasília. Produzimos vinhos finos e temos atividades enoturísticas e enogastronômicas”, informa Ronaldo Triacca.

    Conseguir iniciar e firmar o negócio foi um desafio. “Esse lado leste da cidade não tinha tradição nenhuma em turismo. Para reconhecer e o público entender, foi um caminho árduo e que tivemos que construir”, lembra. No início do negócio, a família contou com apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). “Nos ajudaram muito a planejar e criar um modelo com mais profissionalismo. Foi muito importante nesta caminhada”, avalia.

    Apoio aos produtores

    A família Triacca não foi a única auxiliada pela Emater. A empresa conta com uma extensionista rural especializada em turismo, a turismóloga Zaida Regina Almeida da Silva, para essa função. “O nosso público são os produtores rurais que têm interesse em fazer atividade de turismo rural. A gente dá assessoria e as informações técnicas todas. É um incentivo para que o produtor tenha mais uma possibilidade de renda”, destaca.

    “A ideia é conseguir desenvolver nossos produtores para que eles tenham no turismo uma complementação de renda. É importante porque otimiza a propriedade. Em vez deles terem que procurar uma feira ou levar os produtos até o público, é o contrário, os clientes vão até as propriedades”, acrescenta Zaida.

    Em 2014, a Emater criou junto com os produtores de Planaltina o Circuito Rajadinha, que reúne dez propriedades rurais de plantas ornamentais e produtos orgânicos. O projeto visa unir o turismo rural à venda de mercadorias da agricultura familiar. As visitas ocorrem em eventos promovidos pela comunidade ou com agendamento antecipado.

    A analista de sistemas Solange Cristina Almeida é a responsável pelo Sol Orquidário, um dos negócios que integra o Circuito Rajadinha. “Quando comprei a chácara, o circuito já existia, então me convidaram para participar, porque minha propriedade fica logo na entrada. Para nós realmente é ótimo, porque é uma oportunidade para vender, além de ser prazeroso receber as pessoas”, diz.

    Solange explica que o público ainda estranha. “As pessoas não vêm o DF com os olhos de natureza e produção rural. Muitos pensam que é só o Congresso Nacional e acabam se encantando quando nos visitam, porque não imaginam o que vão encontrar”, completa.

    Conheça as iniciativas de turismo rural

    → Sítio Titara
    → Villa Triacca
    → Circuito Rajadinha

  • Chapa Bigode do Gato e equipe desiste para apioar Elicacio de Jesus para o Conselho Comunitário 2023

    Chapa Bigode do Gato e equipe desiste para apioar Elicacio de Jesus para o Conselho Comunitário 2023

    Nota de esclarecimento Bigode do Gato e equipe

    Eu valdeir o Bigode do Gato candidato a presidente do conselho comunitário da Cidade Estrutural DF com o apoio dos amigos e amigas, familiares e com o apoio das lideranças.

    É com muita tristeza e ao mesmo tempo feliz de ter feito o meu papel,de ter lutado até o fim pra sair candidato,mais as dificuldades falaram mais alto.
    Nós começamos como a melhor chapa da Cidade Estrutural DF e tinhamos chances reais de ganhar essa eleição.

    Mais vieram as desavenças,as diferenças,as dificuldades,trabalhar um grupo grande e cuidar de um grupo grande igual a nossa chapa do Bigode do Gato,acontecem algumas ideias e pensamentos diferentes.
    As diferenças existem,as opiniões diferentes existem e faz parte da vida,isso é democracia.
    Depois da nossa chapa do Bigode do Gato perder os patrocinadores da nossa campanha,a coisa piorou muito,pensamos como iríamos fazer a campanha política? Sem o patrocínio? E Sem dinheiro?
    Diante dessas dificuldades,decidimos,eu o Bigode do Gato,Rafael Braz e Joazio Pereira entrar em acordo e fechamento com a Chapa do Elicacio Calçados.

    Eu, o Bigode do Gato serei o 1⁰ secretário,a Daiane das mães guerreiras será a conselheira fiscal e a Nara das casinhas Suplente da chapa do Elicacio Calçados.
    Quero falar pra vocês que o projeto lá é lindo pra comunidade, virá muitos projetos maravilhosos,como verbas para as instituições de caridade,a Uniplan dará atendimento médico a comunidade,lutar pela Santa Luzia,lutar pela quadra 12,pelas casinhas do setor oeste e por toda a Cidade Estrutural DF.
    E seguiremos até a vitória com a permissão do nosso senhor Jesus Cristo e juntamente com todos vocês que é o nosso principal apoio ,sem vocês não somos nada.

    Vamos continuar firme na luta,sem bandeira política,a nossa única bandeira é a comunidade da Cidade Estrutural DF,o nosso sonho é ver essa cidade muito melhor e evoluindo a cada dia,por isso contamos com o apoio de todos vocês.
    Não daremos chances para os concorrentes nos derrotarem,seremos mais fortes e mais unidos em prol de uma comunidade que precisa muito do nosso apoio,assim seja e assim seguiremos a nossa batalha e o nosso objetivo que é vencermos essa eleição juntamente com a chapa do Elicacio Calçados.
    Que Deus abençoe a todos nós.
    #juntossomosmaisfortes
    #bigodedogato
    #cidadeedtrutural
    #joaziopereira
    Ass: Valdeir da Rosa Neri
    O Bigode do Gato DF

    Ass: Joazio Pereira
    Ass: Rafael Braz líder comunitário da quadra 12
  • Fã de garis, menino de 2 anos ganha uniforme e cria amizade com coletores de lixo no interior de SP

    Fã de garis, menino de 2 anos ganha uniforme e cria amizade com coletores de lixo no interior de SP

    Por Andressa Souza*, g1 Vale do Paraíba e Região

    O pequeno Vitor Piconi, de apenas dois anos, ainda está aprendendo a falar, mas já sabe quais as profissões que mais admira no mundo: garis e coletores de lixo. O fascínio e o orgulho que demonstra tem por essas profissões são tão grandes, que ele criou uma relação de amizade e companheirismo com os trabalhadores que fazem a coleta na rua da casa dele em São José dos Campos (SP) e ganhou até um uniforme para se vestir igual a eles.

    Segunda a mãe, Carolina Piconi, o pequeno admira essa profissão desde seus 10 meses de vida, quando, da casa dos avós, acompanhava a passagem dos coletores. Conforme o menino foi crescendo, começou a aprender a falar e ficava encantado quando os coletores retribuíam seus cumprimentos.

    “Na rua dos meus pais, os coletores sempre passavam dando oi para as crianças que ficavam na janela e o Vitor começou a achar isso muito legal e a interagir com eles também. Conforme ele foi crescendo, aprendendo a falar, ele começou a dizer ‘oi’ na janela para eles e os coletores retribuíam com ‘oi, amigão’ e ele ficava todo feliz”, conta Carolina.

    Fã de garis, menino de 2 anos ganha uniforme e cria amizade com coletores de lixo no interior de SP — Foto: Arquivo pessoal/ Carolina Piconi

    Fã de garis, menino de 2 anos ganha uniforme e cria amizade com coletores de lixo no interior de SP — Foto: Arquivo pessoal/ Carolina Piconi

    A mão diz que quando escuta o barulho do caminhão se aproximando, Vitor corre para janela para esperar eles passarem. Até quando está tomando banho, o menino dá um jeito de acelerar para não perder a passagem dos coletores, que se tornaram amigos para ele.

    “Se ele tá tomando banho e escuta, Nossa Senhora, tem que ir rapidinho para ele poder ir vê-los. Ele fica numa ansiedade, que ele até começa a pular”, disse entre risos.

    Ainda segundo Carol, em muitos momentos Vitor prefere interagir com os coletores de perto, para desejar um bom trabalho e abraçá-los. O carinho é retribuído pelos trabalhadores, que de acordo com a mãe, ficam encantados com a presença do menino.

    “Às vezes até vamos na rua mesmo pra ele poder ver de perto e daí faz a festa. Dá ‘oi’ para os amigões dele, faz tchau, deseja bom trabalho, todo feliz. Os rapazes ficam contentes também e o motorista buzina quando o Vitor está na rua”, narrou.

    Fã de garis, menino de 2 anos ganha uniforme e cria amizade com coletores de lixo no interior de SP. — Foto: Arquivo pessoal/ Carolina Piconi

    Fã de garis, menino de 2 anos ganha uniforme e cria amizade com coletores de lixo no interior de SP. — Foto: Arquivo pessoal/ Carolina Piconi

    Toda a admiração fez com que a avó paterna comprasse o uniforme igual ao dos coletores de lixo, para presentear o Vitor.

    “No dia que ele vestiu e se olhou no espelho, ele achou incrível. Quando os coletores o viram com a roupa, desceram do caminhão, pediram pra tirar foto e ficaram encantados”, relembrou.

    Fã de garis, menino de 2 anos ganha uniforme e cria amizade com coletores de lixo no interior de SP. — Foto: Arquivo pessoal/ Carolina Piconi

    Fã de garis, menino de 2 anos ganha uniforme e cria amizade com coletores de lixo no interior de SP. — Foto: Arquivo pessoal/ Carolina Piconi

    Valorização das profissões

    Carol conta que acha especial a admiração que o filho tem pelos coletores e que tenta passar para o filho ensinamentos sobre empatia, amar sem preconceitos e a saber valorizar todas as profissões que existem.

    “A gente sempre tenta ensinar isso pra ele, sabe? A dar bom dia para a pessoa que está atendendo a gente no mercado, para o coletor de lixo, para um porteiro, quem for, desejar bom trabalho sempre! Ser humilde, ter empatia com o próximo. Sabemos que o trabalho dos coletores não é fácil, é árduo e falamos isso pra ele, que os amigões trabalham muito, ajudam a manter a cidade limpa”, disse.

    “É muito lindo ver que a criança não ter preconceito com nada, é muito lindo ver que as coisas mais simples encantam as crianças, né? Quando chove e ele vê os rapazes trabalhando na chuva , ele fica sentido, triste, pensando no desgaste deles. É uma relação muito bonita que eles criaram, de amizade mesmo”, contou emocionada.

    Menino de 2 anos que admira coletores de lixo, ganha uniforme e vira atração entre os coletores em São José — Foto: Arquivo pessoal/ Carolina Piconi

    Menino de 2 anos que admira coletores de lixo, ganha uniforme e vira atração entre os coletores em São José — Foto: Arquivo pessoal/ Carolina Piconi

    G1