Atropelamento do animal ocorreu em rodovia que atravessa reserva natural na Índia. Motorista acabou multado
Um rinoceronte tentava atravessar uma rodovia que corta o Parque Nacional de Kaziranga, no estado indiano de Assam, quando colidiu com um caminhão em alta velocidade. A força do impacto foi tamanha que o animal girou 360º antes de cair sobre o asfalto.
O incidente, captado por uma câmera de vigilância no local, mostra que ele ainda escorregou após ter se levantado. Assista abaixo:
Rhinos are our special friends; we’ll not allow any infringement on their space.
In this unfortunate incident at Haldibari the Rhino survived; vehicle intercepted & fined. Meanwhile in our resolve to save animals at Kaziranga we’re working on a special 32-km elevated corridor. pic.twitter.com/z2aOPKgHsx
“Rinocerontes são nossos amigos especiais; não permitiremos nenhuma violação no espaço deles”, escreveu na legenda Himanta Biswa Sarma, autoridade máxima da região.
Ele também acrescenta que o grandalhão sobreviveu ao atropelamento e que o motorista do veículo acabou interceptado e multado mais à frente.
De acordo com a imprensa indiana, a velocidade máxima permitida na região é de 40 km/h. Pouco antes da colisão, o caminhão trafegava a 51 km/h.
O jogador Vidal deve viajar com o elenco do Flamengo para São Paulo para prestar serviço ao técnico Dorival Jr. na primeira das finais da Copa do Brasil contra o Corinthians – (crédito: Gilvan de Souza/Flamengo)
O pai do volante do Flamengo Arturo Vidal, Erasmo Vidal, foi encontrado morto nesta terça-feira (11/10) no Clube de Hípica de Santiago do Chile. As informações iniciais não apontam as causas iniciais do falecimento, que deve ser apontada pela Brigada de Homicídios da polícia local, de acordo com o diário argentino Olé.
A instituição da capital chilena, disse em nota que o pai do jogador rubro-negro começou a sentir-se mal e logo foi solicitada ajuda de paramédicos locais. Em seguida, Erasmo foi levado pela a assistência de saúde reforçada. Mesmo com o apoio, um choque hipovolêmico seguido por uma parada cardiorrespiratória levaram Erasmo à morte.
Mesmo com a tragédia, o jogador Vidal deve viajar com o elenco do Flamengo para São Paulo para prestar serviço ao técnico Dorival Jr. na primeira das finais da Copa do Brasil contra o Corinthians desta quarta-feira (12/10), às 21h45, na Neo Química Arena. O Flamengo divulgou nota em luto e em suporte a seu atleta, lamentando o falecimento do parente: “Desejamos força neste momento difícil e seguimos juntos”, escreveu a instituição.
*Estagiário sob supervisão de Ronayre Nunes – Correio Braziliense
A licitação será transmitida ao vivo, no dia 26 de outubro, pelo canal da Terracap no YouTube | Foto: Terracap
Neste mês, são 98 opções disponíveis para venda ou concessão, sendo quase 60 no Recanto das Emas e em Samambaia. Saiba como participar!
O 10º Edital de Licitação de Imóveis da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) foi publicado e pode ser consultado no site da empresa. Em outubro, são 98 opções disponíveis para venda ou concessão em todo o DF. Desses, quase 60 ficam no Recanto das Emas e em Samambaia. Há opções com entradas iniciais de R$ 2,3 mil e área de 50 m². Para fazer o download do documento, com valores e metragens dos imóveis, basta clicar neste link.
Podem participar do processo licitatório quaisquer pessoas, físicas ou jurídicas. Os interessados devem ficar atentos aos prazos: caução até dia 25 de outubro e licitação no dia subsequente (26). As condições de pagamento são: 5% de caução, entrada (com abatimento da caução) e o restante em até 180 meses, a depender do imóvel escolhido.
Todo o procedimento licitatório pode ser feito via online. Já os clientes que tiverem interesse de entregar a proposta de compra e o comprovante da caução pessoalmente ainda contam com a opção do drive-thru, no estacionamento do edifício-sede da Terracap, localizado em SAM Bloco F, na Asa Norte. A licitação é transmitida ao vivo pelo canal da agência no YouTube.
Regiões com muitas oportunidades
Recanto das Emas e Samambaia são regiões com grande potencial para investimento. No Recanto das Emas são 24 oportunidades, parte delas na Avenida Vargem da Bênção, uma das mais importantes da região, que passa de 6 km de extensão. Mas também há terrenos na Avenida Central, assim como na Avenida dos Eucaliptos. Com R$ 2,3 mil de entrada é possível concorrer a um lote na RA. São ofertados em edital projeções com metragens a partir de 50 m² a 7,9 mil m².
Por sua vez, somente em Samambaia há 35 imóveis disponíveis para venda, com foco no comércio e na prestação de serviços. Ali, encontram-se, por exemplo, terrenos com 100 m² e entrada a partir de R$ 3,3 mil, uma oportunidade ao pequeno investidor que deseja iniciar o negócio ou mesmo àquele que já possui um empreendimento e planeja ampliá-lo. Também há opções maiores, como os dois localizados no Centro Urbano, com tamanho juntos de 2 mil m². Neste caso, não há venda, mas concessão mensal do terreno.
Outras opções podem ser encontradas no Riacho Fundo II, a grande maioria localizada na Quadra Central. São sete terrenos disponíveis para venda. Eles têm metragem de 450 m² a 1,4 mil m² e entradas a partir de R$ 27 mil.
Lotes mistos também podem ser encontrados em Ceilândia. Eles permitem os usos comercial, prestação de serviços, institucional, industrial e, ainda, residencial. São oito, ao todo. A maior projeção tem 2,5 mil m², entrada de R$ 86 mil.
Como participar da licitação?
Alguns cuidados são necessários para participar da licitação. Veja o passo a passo:
1. Escolha o imóvel;
2. Preencha a proposta de compra disponível no site da Terracap;
3. Recolha a caução, correspondente a 5% do valor do lote, que funciona como exigência para habilitação na licitação. Atenção: O valor deve ser recolhido em uma agência do BRB, mediante depósito identificado, transferência eletrônica (TED) ou pagamento de boleto expedido no site da Terracap, necessariamente em nome do próprio licitante ou pelo seu legítimo procurador até o dia 25 de outubro. A não apresentação da procuração implica em desclassificação automática do licitante. A licitação ocorrerá no dia subsequente, 26 de outubro;
4. Entregue a proposta. Há duas opções de fazer isto: dirigir-se à Terracap e depositar o documento devidamente preenchido na urna da Comissão de Licitação, no drive-trhu disposto no estacionamento, no dia 26 de outubro, entre 9h e 10h, ou optar pela proposta online, anexando o comprovante de pagamento de caução. Neste caso, a proposta também deve ser enviada eletronicamente no mesmo dia e horário;
5. É dever do licitante atentar para todas as cláusulas do edital, em especial a que se refere à possível incidência do pagamento de taxa de Outorga Onerosa de Alteração de Uso (Onalt) ou do Direito de Construir (Odir).
Para os licitantes preliminarmente classificados, a documentação exigida no edital deve ser entregue por meio da plataforma online, acessando o site www.terracap.df.gov.br, no menu Serviços, opção Requerimento Online, ou por meio do endereço eletrônico da Comissão de Licitação: copli@terracap.df.gov.br.
Mãe de César Tralli perde a vida em trágico acidente de avião (Foto: Reprodução)
Além de Edna Tralli, de 74 anos, o piloto e dono do avião, Euclides Brosch, de 78 anos, também morreu no acidente aéreo, registrado na tarde de domingo (9), na Represa de Jurumirim.
O acidente com a aeronave Petrel 100, prefixo PU-EAM, um modelo hidroavião, ocorreu perto de um condomínio às margens da Represa de Jurumirim, na tarde de domingo.
O corpo de Edna Tralli foi enterrado na manhã desta segunda-feira, em um cemitério de São Paulo (SP). Já Euclides Brosh será enterrado em um cemitério de Jundiaí (SP), na manhã desta terça-feira (11).
“A Globo se solidariza com o jornalista Cesar Tralli por conta da perda de sua mãe em um acidente aéreo. Nos próximos dias, ele será substituído por Alan Severiano no JH e por Leilane Neubarth no Edição das 18, da GloboNews.” G1
Chie e Chika Yoshikawa são famosas no Japão e começaram os procedimentos para pararem de comparar as duas
Por motivos muito óbvios, a aparência das gêmeas japonesas Chie e Chika Yoshikawa chama muita atenção há, pelo menos, cinco anos. As duas, de 34 anos, já gastaram cerca de R$ 1,4 milhão (US$ 275.000) com cirurgias plásticas desde que começaram a se tornar “Barbies humanas”.
Após tantas intervenções, a dupla ficou com essa cara de boneca, uma versão contemporânea das “Barbies humanas”, com olhos grandes, feições plásticas e narizes pequenos. Até o nome elas mudaram — elas se chamavam Guri e Gura, originalmente.
As cirurgias variaram de injeções de preenchimento e lifitings faciais a operações nas pálpebras, aumento de queixo e várias outras no nariz.
Além disso, elas capricham na maquiagem e nos filtros de Instagram, nos diversos posts que fazem na rede social, onde ressaltam que o processo de mudança foi sofrido, mas elas não se arrependem de nada.
Segundo a agência japonesa de notícias Model Press, as duas fizeram a primeira cirurgia em 2014, e não demorou para ganharem a atenção de revistas de moda do país.
Antes da primeira cirurgia elas eram assim REPRODUÇÃO/INSTAGRAM/@YOSHIKAWACHIE_16
A fama fez muita gente perguntar o motivo de alguém revirar a aparência até ficar quase totalmente irreconhecível, e as duas irmãs revelam que tudo começou ainda na infância, quando as duas eram comparadas a todo momento.
Como não eram idênticas, muitos diziam que uma delas era mais bonita que a outra, além de colegas sempre comentarem quando uma ia melhor na escola que a outra.
Em entrevista à revista de estilo Koakuma Ageha, as gêmeas disseram que as sucessivas comparações afetaram negativamente a saúde mental de ambas, até o ponto que as duas passaram a procurar defeitos em si próprias e uma na outra.
Quando se tornaram adultas, decidiram enfrentar o tortuoso caminho das cirurgias estéticas invasivas. E deu no que deu.
Inicialmente, elas pretendiam ficar exatamente iguais, mas perceberam ao longo dos anos que cada uma delas tinha um ideal de beleza único. Entender isso fez as duas ficarem levemente diferentes, embora ainda sejam plasticamente muito parecidas.
Embora as duas não façam os mesmos procedimentos cirúrgicos, o objetivo é terem uma aparência similar, que as distancie da realidade cotidiana.
As irmãs Yoshikawa dizem estar felizes com a aparência, mas ressaltam em entrevistas à mídia japonesa que, após a primeira cirurgia, é fácil perder o controle e se viciar em procedimentos do tipo.
E reconhecem que os padrões de beleza mudam com o tempo e o ideal é estar bem consigo mesmo.
Lar dar sucuris em Bonito agora é chamado de “motel” – (Fotos: Vilmar Teixeira)
Duradoura “orgia” animal fez o local em Mato Grosso do Sul ficar conhecido como “motel de sucuris”
Região alagada de Bonito, em Mato Grosso do Sul, já está sendo reconhecida como “motel de sucuris”. Isso porque, em período de reprodução, a espécie que tem como lar um pedaço do Rio Formoso, transformou o local em cenário de duradouras “orgias”.
De acordo com o guia turístico Vilmar Teixeira, que trabalha levando visitantes para desbravarem o habitat das cobras, o ambiente em que elas se reproduzem ganhou a fama de “motel de sucuris” após a enorme repercussão do acasalamento de uma delas com 4 machos ao mesmo tempo.
Assim que a sucuri virou uma “celebridade”, Vilmar publicou um registro em seu canal no YouTube chamando a moradia das serpentes de “motel de sucuris”,”Aqui é o motel das sucuris. Estão na orgia… só namorando com uma grande fêmea. É o processo de reprodução no motel. Muito legal, olha o macho aqui em volta. Essa aqui é a toca da sucuri”, detalhou o profissional.
Ele fez questão de esclarecer que a sucuri mostrada no “motel” não era “Vovózona”, aquela que escandalizou ao acasalar com vários machos. “Essa aqui é a sucuri ‘Mãezona’, ela gosta de ficar na toca com água”, afirmou o guia.
Logo depois, fãs do canal e do trabalho de Vilmar se divertiram com o tal “motel de sucuris”, que virou atração exótica do ponto turístico em Bonito.
“Pela quantidade e a tara delas, eu diria que é um baile funk das anacondas” brincou um internauta. “Nossa, haja fôlego pra essas gigantes com tantos dias de amor”, comentou outra.
“Motel de sucuris” é principal atração
Sucesso pelo Brasil, o trabalho de Vilmar tem ultrapassado fronteiras, já que o fascínio pelas sucuris não se restringe aos brasileiros. Cercada de mitos, a espécie gera curiosidade e produzir conteúdo mostrando a rotina das cobras tem rendido bons frutos.
Por isso, cada vez mais turistas se mostram interessados em conhecer as grandes e majestosas serpentes de perto e o “motel de sucuris” tem sido a principal atração: as pessoas vêm de todos os lugares do mundo só para vê-las fazendo “amor” ou simplesmente vivendo sua vida cotidiana, conta o guia.
De acordo com Norma que foi publicada no Diário Oficial, na sexta-feira (7), advogados iniciantes receberão pagamento por trabalhos que não puderem ser feitos pela Defensoria, A medida faz parte do “Programa Justiça Mais Perto do Cidadão”. A remuneração máxima para os advogados é de 10 salários mínimos por ano, que são fixados pelo juiz competente para cada ato processual.
A lei da advocacia dativa, sancionada em julho pela Câmara Legislativa do DF (CLDF), foi regulamentada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) a norma permite aos advogados iniciantes atuarem em causas na Justiça comum, caso isso não possa ser feito pela Defensoria Pública do Distrito Federal.
Os profissionais interessados devem se cadastrar na Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejus), que irá gerir o programa. O advogado pode informar em quais regiões de Brasília quer atuar, bem como as áreas do Direito de interesse.
O inscrito precisa estar em situação regular na Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do DF (OAB -DF) e ter inscrição concedida há até 5 anos. Além disso, é preciso morar no Distrito Federal ou no Entorno, e não ser servidor ou empregado da administração pública.
O programa também conta com um sistema de reserva de cotas para mulheres, pessoas com deficiência, negros e indígenas. Segundo o DODF, “a convocação e a nomeação do advogado iniciante devem observar a alternância entre o sistema universal e o sistema de reserva de cotas”.
Quanto os honorários dos advogados iniciantes o limite máximo é de 10 salários mínimos por ano, sendo que a remuneração deve observar os seguintes quesitos:
Complexidade da matéria
Grau de zelo e de especialização do profissional
Lugar e tempo exigidos para a prestação do serviço
Peculiaridades do caso
Ainda de acordo com a norma, o pagamento dos advogados iniciantes deverá ser feito enquanto houver dotação orçamentária para esta finalidade. Conforme o texto, não há vínculo empregatício entre os advogados e a administração direta e indireta da União, Estados, Distrito Federal e municípios.
Os advogados poderão ser excluídos do cadastro caso:
Recusem injustificadamente a nomeação do juízo por mais de 3 vezes
Renunciem injustificadamente ou abandonem a causa
Combinem ou recebam vantagens de seu assistido, a qualquer título
Atuem com desídia (falta de atenção, desleixo, preguiça), negligência ou imperícia
Prestem informações falsas no momento da inscrição
Percam a qualidade de advogado iniciante
Manifestem o interesse expresso de ser excluído
Veja a tabela de honorários:
Tabela de honorários do advogado dativo
ATOS (ADVOCACIA CÍVEL)
VALOR MÁXIMO
Apelação e contrarrazões
R$ 1.315,00
Recurso inominado e contrarrazões
R$ 986,97
Agravo interno
R$ 686,97
Agravo de instrumento
R$ 686,97
Medidas cautelares incidentais
R$ 657,00
Recurso especial, ordinário ou extraordinário
R$ 1.315,00
Agravo em recurso especial ou extraordinário
R$ 686,97
Incidente de desconsideração da personalidade jurídica
R$ 657,00
Audiência de conciliação
R$ 329,00
Audiência de instrução
R$ 450,00
Réplica
R$ 329,00
Contestação
R$ 657,00
Alegações finais
R$ 329,00
ADVOCACIA CRIMINAL
Habeas corpus requerido durante horário de funcionamento da Justiça
R$ 1.315,00
Pedido de reabilitação
R$ 657,00
Pedido de revogação ou relaxamento de prisão
R$ 986,00
Pedido de liberdade provisória
R$ 986,00
Requerimento para concessão de graça, indulto, anistia, comutação de penas, livramento condicional, unificação de penas, revogação de medida de segurança, prisão albergue, prisão domiciliar e progressão de regime
R$ 657,00
Exceções, restituição de coisas apreendidas, medidas assecuratórias e incidente de insanidade
R$ 657,00
Requerimento para concessão de fiança ou suspensão condicional da pena
As 38 feiras permanentes do Distrito Federal são paraísos dos mais diversos produtos. Esses espaços cativos da cidade, que acolhem mais de 17 mil feirantes, brindam a clientela com atrativos culinários de dar água na boca, além de moda e artesanato
Uma viagem sensorial repleta de surpresas gastronômicas e culturais. É o que reserva cada uma das 38 feiras permanentes do Distrito Federal aos milhares de usuários desses espaços que preservam tradições, cultivam experiências afetivas e eternizam identidades regionais. Economicamente relevantes para produtores locais e para as regiões administrativas, efervescentes locais de encontro e de comércio que acolhem mais de 17 mil feirantes, elas também surgem como magnéticos pontos turísticos. O Governo do Distrito Federal (GDF) já investiu mais de R$ 30 milhões, desde 2019, para reformar esses espaços.
Entre as mais tradicionais do quadradinho estão a do Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Cruzeiro e Ceilândia, com quase 500 bancas. “As feiras são as praias do brasiliense, é onde o povo se diverte no final de semana”, gosta de dizer o governador Ibaneis Rocha, grande entusiasta desses espaços. “Elas representam a cultura brasiliense, a gastronomia, a moda, o artesanato, gerando emprego e renda. Enfim, fazem parte do cotidiano dos brasilienses”, elenca o secretário-executivo de Turismo do DF, Gustavo Assis, lembrando a criação de passeios turísticos que contemplam esses ambientes, como a rota Fora dos Eixos.
Reformas e dignidade
De acordo com o diretor da Subsecretaria de Mobiliário Urbano da Secretaria de Governo, Renan Muniz Gonçalves, a reforma das feiras do DF é um trabalho realizado em conjunto pela Novacap, secretarias das Cidades e de Governo, administrações locais e associações dos feirantes.
Entre os trabalhos de manutenção, recuperação e melhorias de 14 desses espaços estão a reforma dos banheiros, padronização das pinturas das bancas e das fachadas, reparos nas instalações hidráulicas e elétricas. Depois de entregar para a população e feirantes as feiras do Gama, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Candangolândia, Taguatinga e Sobradinho reformadas, devem ser devolvidas ainda este ano as de Sobradinho II, Ceilândia e Samambaia.
“Quando a gente fala em feira, até por uma concepção histórica, pensa que é um lugar bagunçado e desorganizado, mas não. Nós trabalhamos para reformar esses espaços para dar dignidade, melhores condições de trabalho, além de estímulo para os feirantes e usuários”, pondera Renan Muniz. “Nossa preocupação era com quem trabalha nas feiras e também com os clientes”, finaliza.
Para o secretário-executivo de Turismo, Gustavo Assis, as feiras representam a cultura brasiliense, a gastronomia, a moda, o artesanato, gerando emprego e renda
Culinária brasileira
Paraíso dos mais diversos produtos, as feiras ganham a clientela, no dia a dia, sobretudo pelo paladar, na oferta de um rico cardápio que agrega sabores, temperos e gostos de várias partes do país. É a síntese da culinária brasileira reunida em um só lugar. Um caldeirão social bem curtido que o paraibano do sertão de Coremas José Aldy Leite, 55 anos, conhece muito bem. Especialista em comida nordestina e com mais de 30 anos de DF, ele dá a receita do sucesso culinário no tradicional point.
“O carro-chefe é a comida nordestina, que é tradicional da feira de Ceilândia. Aqui nós trabalhamos com muita qualidade e tradição, são comidas feitas com muito carinho”, garante. “Grande parte da clientela é nordestina, que chega aqui realmente para resgatar as raízes, matar a saudade, sentir o sabor novamente da comida típica da sua terra”, sentencia.
A principal atração do quiosque do Zé Aldy, como em quase todas as bancas de comida da Feira Central de Ceilândia, são receitas como sarapatel, dobradinha, buchada de bode, galinha caipira, costela, rabada, carne de sol, baião de dois e, claro, o tradicional mocotó. Iguaria feita com as extremidades do boi, ou seja, as patas cozidas sem o casco, o prato ganhou mais destaque após a covid-19. Tudo graças a um ingrediente milagroso embutido no alimento.
Entre as mais tradicionais do DF está a Feira Central de Ceilândia, com quase 500 bancas | Fotos: Paulo H Carvalho/Agência Brasília
“A procura tanto pelo mocotó quanto pela dobradinha disparou muito porque são comidas ricas em uma proteína chamada colágeno”, explica Francinaldo Pinho, 48 anos, proprietário de outra banca na mesma feira bastante procurada pela clientela. “Ela vai direto para a pele, para os ossos, o cabelo, importante para fortalecê-los. Vem muito idoso aqui pegar porção de mocotó por causa disso”, conta ele.
Morador de Águas Claras, o servidor público e músico carioca Paulo Thirso, 41 anos, gosta de fazer turismo pelas feiras do DF. Ele tem um carinho especial pela da Ceilândia. “Porque é um lugar barato e justo, aqui a comida não é cara e com um nível de qualidade muito grande”, avalia. “Fora isso, gosto do ambiente, do cheiro, de conversar com a galera, e a feira de Ceilândia oferece tudo isso.”
Temperos e e ervas
Inaugurada oficialmente em 1984, a Feira Central de Ceilândia, que chega a receber uma média de 11 mil pessoas só no fim de semana, nasceu da fusão de três espaços similares que existiam espalhados pela cidade. A ideia de centralizar o acesso ao local no coração da região administrativa, próximo à mítica caixa d’água, nasceu dos próprios feirantes, que vendiam em bancas rudimentares, mas já com produtos variados como carnes, peixes, queijos, verduras, frutas, artigos de moda, bolsas, sapatos, entre outros atrativos.
A feirante Dinah Cardoso diz: “Tem coisas que não adianta ir no mercado, só encontra aqui na Feira Central de Ceilândia”
Um desses comerciantes foi a mãe da vendedora Simone Dias, 40 anos, dona de uma banca de temperos e ervas no local. Num cantinho marcado por cheiro inebriante é possível encontrar uma rica variedade de condimentos e relvas que desafia a imaginação da clientela, como plantas exóticas para atrair maridos e, pasmem, espantar bruxas.
“Minha mãe começou aqui quando era de lona mesmo, foi uma das pioneiras”, diz orgulhosa. “O nordestino gosta muito desse tipo de comércio e, como a cidade tem muita gente dessa região, a feira foi crescendo mais e mais com o boca a boca. Essa feira é bem nordestina mesmo”, resume.
Feirante há 35 anos em Ceilândia, Dinah Cardoso, 61 anos, fala sobre a credibilidade e a confiança conquistadas na Feira Central de Ceilândia graças aos produtos que vende na sua banca. Delícias como queijos e requeijões mineiros e doces nordestinos fizeram a clientela mudar, inclusive, de hábitos. “Antes, muita gente tinha que encomendar os produtos, que vinham de avião, carro. Agora eles encontram tudo aqui”, orgulha-se.
Além de queijos fresquinhos e requeijão, quem fizer um pit stop no quiosque da Dinah vai encontrar agrados como manteiga de todos os tipos, petas, rapaduras, doces variados tradicionais do Nordeste. “Tem coisas que não adianta ir no mercado, só encontra aqui na Feira Central de Ceilândia”, avisa.
Feira do Produtor de Vicente Pires
Com 27 anos de existência, a Feira do Produtor de Vicente Pires nasceu da necessidade de dar vazão às verduras e frutas produzidas pela colônia agrícola da cidade. Hoje abriga também pequenos agricultores vindos de Taguatinga e Águas Claras. Pessoas como a feirante Célia Regina Aires, 47 anos, dona de uma banca no local há oito anos. “A feira é o meu ganha-pão, é tudo para mim. Criei meus três filhos graças a esse trabalho, vendendo folhagens e verduras que a gente produz e também de outros produtores da região”, diz.
Célia Regina Aires, dona de uma banca na Feira do Produtor de Vicente Pires, diz: “Criei meus três filhos graças a esse trabalho, vendendo folhagens e verduras que a gente produz e de outros produtores da região”
Moradora de Vicente Pires há mais de uma década, Valdirene Ribeiro, 55 anos, confessa que tem uma queda por feiras. Ama o cheiro, a movimentação, o barulho e, claro, os produtos. “Morava em Ceilândia e quando mudei para cá fiquei preocupada, porque a feira de lá é fantástica”, confessa.
“Mas a de Vicente Pires, apesar de menor, consegue atender a população. Os produtos são excelentes e a variedade também. Passo aqui toda semana; no domingo, então, é sagrado”, admite Valdirene.
Lúcio Flávio e Lívia Braz, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo