Dia: 29 de agosto de 2022

  • Doenças raras: estado nutricional pode reduzir período de internação e custos

    Doenças raras: estado nutricional pode reduzir período de internação e custos

    Matheus Caputo

    No Brasil, mais de 7 mil doenças raras já foram identificadas, acometendo cerca de 13 milhões de pessoas.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma doença rara é definida como aquela que afete uma a cada 2 mil pessoas.
    Essas doenças geralmente são crônicas, progressivas, degenerativas e muitas vezes com risco de morte. Não existe uma cura eficaz, mas há medicamentos e terapias para tratar sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
    Fator de bem-estar e sobrevida
    A manutenção do estado nutricional dos pacientes está entre um dos principais fatores de bem-estar e sobrevida de quem trata de doenças raras ou até mesmo de alguns tipos de câncer.
    “Em algumas situações, o metabolismo pode encontrar-se desregulado e o paciente pode estar em desnutrição devido ao enfrentamento de determinadas doenças, e esse paciente acaba não resistindo não apenas pela ação da doença, mas pelo quadro de desnutrição”, explica o nutrólogo Dr. Matheus Caputo, que está à frente do HDia, Centro de Atendimento Médico Hospitalar que oferece tratamentos nutricionais personalizados, como terapia enteral (por sonda) e terapia parenteral (via endovenosa), usadas para complementar ou substituir o fornecimento via oral ou enteral de nutrientes como: glicose, proteínas, sais minerais, eletrólitos, água e vitaminas.
    O caso de Helen Dias, uma das pacientes de Caputo, ilustra bem os benefícios desse tipo de terapia para quem tem doenças raras. Hellen tem polipose adenomatosa familiar (PAF) doença que acomete uma a cada 16 mil pessoas, causada por uma mutação genética e que acomete todo o sistema gastrointestinal, sendo necessário para tratamento o uso de colonoscopia e cirurgias preventivas, a fim de evitar a progressão para câncer colorretal. Helen conta que quando iniciou o tratamento no HDia estava com quadro avançado de desnutrição, totalmente debilitada, e que hoje vive normalmente. “Hoje estou saudável, com peso e estado nutricional adequados para total qualidade de vida”, conta.
    Nutrição adequada diminui custos assistenciais
    Luciana Rodriguez, nutricionista e especialista em Saúde Suplementar, ressalta que se os gestores de planos de saúde se debruçarem nas contas hospitalares, verificarão que o estado nutricional adequado do paciente reduz o período de internação, incluindo pacientes acometidos por doenças raras, como a síndrome do intestino curto, ou pacientes oncológicos. “Pacientes desnutridos ou com perda de peso diminuem a resposta aos tratamentos, baixam a imunidade, elevam o risco de infecções e dificultam o prognóstico. Tudo isso reflete no maior tempo de internação e no consequente aumento do custo assistencial das operadoras”, avalia a especialista.

  • Bolsonaro questiona Lula sobre corrupção na Petrobras: ‘Governo feito à base de roubo’

    Bolsonaro questiona Lula sobre corrupção na Petrobras: ‘Governo feito à base de roubo’

    Ex-presidente Lula e o presidente Jair Bolsonaro durante o debate da TV Bandeirantes
    REPRODUÇÃO/TV BANDEIRANTES – 28.08.2022

    Pergunta do presidente foi direcionada ao petista durante o debate promovido pela TV Bandeirantes na noite deste domingo (28)

    Ao questionar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre corrupção na Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro disse na noite deste domingo (28) que a gestão do petista ocorreu “à base de roubo” e que foi o “governo mais corrupto da história do Brasil”.

    Em sua defesa, Lula disse que, durante sua gestão, a estatal cresceu por meio de uma capitalização de R$ 70 bilhões. “O meu governo é marcado pela maior política de inclusão social, pela maior geração de emprego, pelo maior aumento de salário mínimo, pelo maior investimento na agricultura familiar, pelo maior investimento na criação da Lei Geral da Pequena Empresa”, argumentou.

    Presidenciáveis reunidos durante o debate
    Presidenciáveis reunidos durante o debate REPRODUÇÃO/TV BANDEIRANTES – 28.08.2022

    As indagações ocorreram durante o debate entre seis presidenciáveis promovido pelo grupo Bandeirantes, TV Cultura, Folha de S.Paulo e UOL. Também marcaram presença no encontro Ciro Gomes (PDT), Felipe D’Avila (Novo), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil).

    De acordo com o chefe do Executivo, a Petrobras, ao longo de 14 anos de governos do PT, se endividou em aproximadamente R$ 900 bilhões, fruto de “desmandos, refinarias começadas e não concluídas, entre outras coisas”.

    “Esses R$ 900 bilhões dariam para fazer 60 vezes a transposição do rio São Francisco. Ou seja, o povo nordestino sofreu por falta d’água por causa de corrupção do seu governo. Mais ainda: esse montante é equivalente a 120 vezes o orçamento do Ministério da Infraestrutura”, afirmou Bolsonaro, que questionou: “O senhor quer voltar ao poder para quê, para continuar fazendo a mesma coisa na Petrobras?”.

    Em resposta, o petista afirmou que o seu governo foi o que mais investigou a corrupção. “Fizemos o Portal da Transparência, a fiscalização da CGU [Controladoria-Geral da União], a Lei de Acesso à Informação, a Lei Anticorrupção, a lei contra crime organizado, a lei contra lavagem de dinheiro, fizemos o Coaf [Conselho de Controle de Atividades Financeiras] funcionar [para fiscalizar] as movimentações bancárias atípicas”, elencou Lula.

    ELEIÇÕES 2022 | Do R7, em Brasília