Ibaneis Rocha recebeu representantes de entidades e sindicatos das polícias do DF
O governador Ibaneis Rocha recebeu representantes das forças de segurança e das entidades e sindicatos das polícias do Distrito Federal para tratar sobre a proposta de recomposição salarial deste público. O encontro foi um reforço do apoio já prestado pelo chefe do Executivo que, em março, encaminhou ao governo federal a proposta de reajuste de 10% para as polícias civil e militar e Corpo de Bombeiros Militar.
“Essa reunião foi solicitada pelas entidades de classe das forças policiais para verificar o andamento em relação à recomposição salarial, que foi deferida e autorizada pelo governador Ibaneis Rocha e encaminhada à União”Júlio Danilo, secretário de Segurança Pública
Presente na reunião, o secretário de Segurança Pública, Júlio Danilo, lembrou as ações do governo e o aumento de 8% já conquistado pela gestão ainda em 2019.
“Essa reunião foi solicitada pelas entidades de classe das forças policiais para verificar o andamento em relação à recomposição salarial, que foi deferida e autorizada pelo governador Ibaneis Rocha e encaminhada à União. Todos os esforços necessários pelo GDF foram feitos dentro do prazo, tanto pelo governador, como pelos comandos e a Secretaria de Segurança Pública”, disse.
O secretário também colocou ações do governo como a nomeação de mais de 3,5 mil profissionais da segurança pública, as reduções de interstício, o plano de saúde para a Polícia Civil, entre outras medidas. “Colocamos toda a valorização feita pelo governador, as diversas reduções de interstício, o aumento de 8% concedido lá em 2019, o plano de saúde para a Polícia Civil, o auxílio-uniforme e o aumento do auxílio-alimentação da PCDF, os mais de 3,5 mil nomeados e o concurso em andamento da PCDF e os aprovados para o ano que vem, da PMDF e Corpo de Bombeiros”, acrescentou.
Também participaram da reunião o comandante da PMDF, coronel Fábio Augusto Vieira; o comandante do CBMDF; Alan Araújo; o delegado-geral da PCDF, Robson Candido; os deputados distritais Rafael Prudente e Hermeto; e representantes de sindicatos.
Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Renata Lu
Moradora disse que ouviu de policial ao registrar a ocorrência que o bairro “está uma selva”
Câmeras de segurança de prédios da Zona Sul do Rio têm registrado com mais frequência assaltos a pedestres. Nesse roubo no Leblon, um dos bairros mais nobres da capital, o vídeo mostra que uma moradora do bairro chega a ser arrastada pelos cabelos durante o crime. Veja:
O site Metrópoles teve acesso às imagens que mostram a mulher, a advogada Andreia Falcão da Costa Leite, de 55 anos, que teve acesso ao vídeo das câmeras de segurança há dois meses, quando ocorreu o crime, para levar à 13ª DP (Ipanema). Ela chegava em seu prédio por volta das 4h da manhã quando vê dois homens em uma moto se aproximando. Para escapar do assalto, a vítima tenta correr.
Em seguida, um dos criminosos corre atrás dela para impedir a fuga. O homem puxa a mulher pelos cabelos, de forma violenta, pega a bolsa e foge de moto com o comparsa logo depois.
“Bandidagem à vontade fazendo o que bem quer, e os frequentadores à mercê desse festival de violência! Quando cheguei na delegacia, ouvi do inspetor: “O Leblon está uma selva”. E está mesmo, a gente não pode nem sair de casa. Toda hora chega um relato novo de assalto”, disse a vítima, em entrevista ao O Globo.
A advogada teve a bolsa roubada pelos assaltantes, junto com seu celular, dinheiro e documentos, que foram localizados no dia seguinte, em uma via do Morro do Vidigal, também na Zona Sul.
O feto apresentava um quadro raro de tumor benigno que comprimia seus órgãos, mas a equipe médica conseguiu queimar toda a massa.
“Escolhemos ‘Ragnar’, um nome de guerreiro, antes de saber que ele passaria por tanta coisa”, diz a jornalista Polyana Resende Brant, de 34 anos, que deu à luz a seu primeiro filho no dia 18 de maio.
Quando estava no segundo trimestre de gravidez, exames indicaram a presença de um tumor na região do tórax do bebê. Tratava-se de quadro raro, chamado de sequestro pulmonar, no qual a massa se assemelha a um pulmão — e é irrigada por vasos sanguíneos — mas não tem nenhuma função específica.
“Esse tumor, apesar de não ser maligno, ou seja, não ser um câncer, estava crescendo e comprimindo os órgãos do bebê, além de ‘roubar’ parte do sangue do corpo e fazer com que água ficasse depositada na região do pulmão”, diz Danielle do Brasil, médica cirurgiã especializada em cirurgia fetal do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, que foi indicada após Polyana procurar por obstetras que cuidassem de casos de alto risco.
Os médicos avisaram à Polyana que, se a gestação continuasse sem qualquer medida cirúrgica, seu filho não sobreviveria. E mesmo que fizessem um parto de emergência, Ragnar, que só tinha 29 semanas, idade considerada extremamente prematura, também poderia falecer.
“Foi desesperador descobrir isso. Tive que manter a fé e buscar os melhores especialistas. A gente tem que valorizar a ciência e saber que ela pode, sim, andar de mãos dadas com a fé. Foi o que eu e meu marido, que esteve ao meu lado em todos os procedimentos, fizemos”, diz a mãe.
Conforme explica a cirurgiã Danielle do Brasil, que se especializou em casos de alto risco na King’s College, em Londres, as descrições existentes na literatura médica indicavam que para um caso como de Ragnar, a ação a ser tomada seria queimar um dos vasos que abasteciam o tumor com sangue.
“Assim, com uma agulha grossa que contém fibra de laser dentro, podemos queima esse vaso, e a massa ‘morreria’ e depois seria absorvida pelo corpo. A ideia também era retirar o líquido do tórax para ajudar os pulmões expandirem”, explica.
Polyana procurou outras opiniões, mas depois de ouvir diferentes especialistas, concordou em seguir com o procedimento.
“Queimamos o vaso perfeitamente, e toda a equipe estava bastante satisfeita. Mas infelizmente após 10 dias, o tempo usual que esperamos para ver se a técnica ofereceu benefícios, descobrimos circulação do tumor fez outro caminho, fazendo com que a massa voltasse a crescer e aumentando o líquido no tórax”, disse a médica.
procedimento inédito
A cirurgiã conta que foi difícil compartilhar a notícia com os pais. “Eles já tinham escutado de nós e de outros médicos que uma segunda cirurgia poderia ser necessária, mas a expectativa era grande. Pense em um casal que imaginou, durante boa parte da gravidez, que o bebê poderia morrer. Não conseguiram sequer curtir todas as fases como poderiam”, afirma.
“Mas do sufoco, nasceu a criatividade”, diz Danielle do Brasil. A equipe decidiu não mais tentar queimar vaso, mas destruir, por meio da mesma técnica, o tumor inteiro.
Polyana e seu marido aceitaram a tentativa. “Eu fiz todos os procedimentos sorrindo, como mostram as fotos, por ter a oportunidade de salvar meu filho. De alguma forma, quanto a gente se torna mãe, nasce uma força colossal.”
O segundo procedimento durou duas horas e meia. “Foi o mais difícil da minha vida. Na cirurgia fetal, nem sempre sabemos os passos de tudo que vai acontecer – não é para todos os casos que temos clareza do que está lá dentro. Eu tinha um alvo móvel que era o tumor, dentro de outro alvo móvel que é o líquido amniótico – e tentando atingir a massa com uma base imóvel, que era a minha agulha”, afirma a cirurgiã, que operou com a ajuda da médica Juliana Rezende, de médicas residentes e da equipe de enfermagem e anestesia.
Dessa vez, o tumor não voltou a crescer, e Ragnar nasceu no fim do termo da gestação, no dia 18 de maio. O primeiro raio-x de tórax feito após seu nascimento não mostrou nenhum sinal do tumor.
“Em três meses faremos uma tomografia de tórax, um exame mais completo. Nossa expectativa encontrar áreas de fibrose por cicatrização do tumor que foi destruído. E claro, que esse neném não precise mais cirurgia”, afirma a cirurgiã.
Agora a equipe está reunindo os materiais dos procedimentos para enviar um relato de caso a algumas opções de revistas científicas, e assim ter a experiência reportada mundialmente para a comunidade médica.
Duas jovens canadenses que vivem um relacionamento há cerca de dois anos viralizaram nas redes sociais após descobrirem que podem ser irmãs.
Carley e Mercedes dividem uma conta no Tiktok onde publicam vídeos como um casal homoafetivo. Nesta segunda-feira (20/6), elas compartilharam uma história que viralizou na rede social.
Elas contaram que descobriram que as mães de ambas teriam dormido com o mesmo homem, levando-as a se perguntarem se são, na verdade, meio-irmãs.
“Quando você descobre depois de dois anos de namoro que suas mães dormiram com o mesmo cara. Devemos fazer um teste de DNA?”, questionaram. “Se formos realmente parentes, é errado ficarmos juntas?”.
Nos comentários, os internautas apontaram até para uma semelhança entre as duas.
“Eu não tenho ideia de quem vocês são e imediatamente pensei que vocês fossem irmãs antes de ler o texto”, disse um. “Isso poderia explicar por que vocês duas parecem irmãs”.
Outros sugeriram que elas continuassem sem saber se são parentes enquanto outros indicaram fazer teste de DNA, o que foi pensado por Carley e Mercedes
Começou com um carinho e terminou com uma violenta mordida REPRODUÇÃO/VÍDEO/THE SUN
Segundo registro do hospital, no México, José de Jesús era diabético e não concordou com a amputação da mão ferida RESUMINDO A NOTÍCIA
O tratador de um zoológico no México morreu horas depois de ser mordido por um tigre
José de Jesús era diabético e, segundo o hospital, não concordou com a amputação da mão
A saúde dele piorou com o ferimento e ocasionou a morte
O dono do zoológico particular afirmou que pagou as contas médicas e possui a licença do tigre
Um funcionário de um zoológico particular no México foi mordido por um tigre após fazer carinho na cabeça dele. A tragédia do trabalhador não parou por aí, pois duas horas depois ele morreu, vítima de um ataque cardíaco.
As imagens do grave acidente, ocorrido em Peribán, no oeste do país, mostram o momento em que José de Jesús, 23 anos, pôs a mão na jaula de um tigre-de-bengala, a maior das subespécies de tigre, que não reagiu bem ao momento carinhoso.
O felino selvagem mordeu a mão dele após receber carinhos nas costas por alguns segundos.
José gritou em agonia, enquanto uma segunda pessoa que registrava a cena tenta ajudá-lo. Logo depois, funcionários mostraram que a parte de fora da jaula estava cheia de sangue.
O funcionário atacado foi levado a um hospital local e, segundo relatos da mídia do país, ele não concordou com a amputação da mão ferida.
Horas depois, a saúde de José piorou e ele acabou morrendo, vítima de ataque cardíaco. Segundo o registro do hospital, o paciente era diabético, o que poderia explicar a necessidade de amputar o membro atingido.
O dono do tigre disse que pagou todas as despesas médicas e que possui licença para ter o animal. Além do tigre, o zoológico particular conta com um leão e um crocodilo.
Na noite desta terça-feira (21), por volta das 19h30, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal foi acionado para atender a uma ocorrência de capotamento na Ponte JK.
O condutor do fusca perdeu o controle do veículo e capotou. Os agentes do Detran verificaram que o motorista estava alcoolizado e realizaram o teste do etilômetro. O resultado indicou 0,71 miligrama de álcool por litro de ar expelido – mais que o dobro do quantitativo considerado crime de trânsito pela legislação.
*Motorista fica ferido após capotamento na Ponte JK.
O condutor foi encaminhado ao Hospital de Base. Após a liberação médica, ele será encaminhado a 1ª Delegacia de Polícia para o flagrante delito.
Duas faixas no sentido precisaram ser interditadas, no sentido Plano Piloto. Cerca de uma hora depois do acidente, a via foi liberada Os agentes do Detran desviraram o carro, que, em seguida, foi removido da via por um guincho particular.
Certame terá 350 vagas para provimento imediato e mais 1.050 para o cadastro reserva, distribuídas entre os cargos de professor e tutor de educação superior
A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) dá mais um passo decisivo para consolidar o sistema de educação superior público no âmbito do Distrito Federal e Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride).
“A contratação dos professores por meio de concurso público é o passo definitivo para a instalação da nossa universidade. É a coroação do trabalho desenvolvido pelo professor Jorge Amaury e que foi abraçado pela reitora Simone Benck, um serviço para os moradores do DF, especialmente os mais carentes”Governador Ibaneis Rocha
Foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (22) o edital do primeiro concurso público para docente da universidade distrital, em atendimento ao que preconiza a legislação norteadora da política de educação superior pública local. Acesse aqui o edital.
A publicação do edital normativo é uma das mais expressivas entregas da recém-criada universidade, instituída em julho de 2021. A divulgação do certame ocorre menos de um ano após a criação da Carreira de Magistério Superior do Distrito Federal (Lei nº 6.969, de 8 de novembro de 2021) e sinaliza o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) com a efetivação dessa política pública.
“A contratação dos professores por meio de concurso público é o passo definitivo para a instalação da nossa universidade. É a coroação do trabalho desenvolvido pelo professor Jorge Amaury e que foi abraçado pela reitora Simone Benck, um serviço para os moradores do DF, especialmente os mais carentes”, afirma o governador Ibaneis Rocha.
Na UnDF, estão previstos cursos nas áreas de ciências da saúde e humanas, gestão governamental de políticas públicas e de serviços, educação e magistério, entre outros | Foto: Arquivo Agência Brasília
O concurso público será conduzido pelo Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades) e terá 350 vagas para provimento imediato e mais 1.050 para o cadastro reserva, distribuídas entre os cargos de professor e tutor de educação superior. Todas as despesas com a execução dos serviços serão provenientes do valor da inscrição arrecadado pela contratada, não havendo nenhum ônus para o GDF.
“A realização do primeiro concurso público docente da UnDF representa um dos mais importantes capítulos da educação pública do Distrito Federal. Tenho a convicção de que os tutores e professores que vierem a atuar na instituição serão grandes agentes de um projeto de ensino superior arrojado e transformador, em que o ensino, a pesquisa e a extensão serão desdobrados de forma inclusiva e equitativa para toda a população do DF”, comenta Simone Benck, reitora pro tempore da UnDF.
Inscrições
As inscrições para o concurso público serão feitas exclusivamente pela internet, no endereço eletrônico http://www.iades.com.br, entre as 8h do dia 25 de julho e as 23h59 do dia 21 de agosto de 2022.
Etapas e fases do concurso
O concurso público de que trata o edital será composto por duas etapas:
A primeira etapa terá duas fases:
a) prova objetiva, de caráter eliminatório e classificatório;
b) prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório;
A segunda etapa será composta também por duas fases:
a) curso de formação profissional, de caráter classificatório; e
b) avaliação de títulos, de caráter unicamente classificatório.
Segundo o edital normativo divulgado, a data provável de realização das provas objetivas e discursivas é 25 de setembro de 2022, e a previsão é de que o concurso público tenha seu resultado final divulgado em março de 2023.
Remuneração
A remuneração de professores e tutores de educação superior é definida nos termos do anexo único da Lei nº 6.969. Os cargos se organizam em padrões e etapas, cujas remunerações básicas vão de R$ 2.860 (professores e tutores com título de especialização, em regime de tempo parcial) a R$ 6.760 (professores e tutores com título de doutorado, em regime de tempo integral).
Atribuições dos cargos
Professor de educação superior: titular de cargo da Carreira Magistério Superior do Distrito Federal com atribuições específicas de magistério, destacadamente aquelas relativas à construção e mediação da aprendizagem nas atividades de ensino, no desenvolvimento de pesquisas e na promoção de atividades de extensão universitária;
R$ 6.760Remuneração para professores e tutores com título de doutorado, em regime de tempo integral, da UnDF
Tutor de educação superior: titular de cargo da Carreira Magistério Superior do Distrito Federal com atribuições específicas de magistério, voltadas ao desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão, destacadamente aquelas relativas à utilização de metodologias inovadoras que promovam a facilitação do processo de aprendizagem por meio do estímulo à autonomia crescente dos estudantes no processo de construção de conhecimentos e na problematização dos saberes advinda do mundo do trabalho.
O concurso
O certame foi autorizado ainda no ano passado, por meio da Portaria nº 324, de 6 de dezembro de 2021, da Secretaria de Economia. Após a pasta ter conferido delegação de competência à UnDF para a realização, com a Portaria nº 34, de 26 de janeiro de 2022, a universidade instituiu comissão organizadora própria com o objetivo de organizar, planejar, acompanhar e supervisionar as etapas e fases relativas ao concurso público para provimento dos cargos da Carreira Magistério Superior do Distrito Federal (Portaria nº 1, de 3 de fevereiro de 2022, da Chefia Executiva de Implantação da UnDF).
Os futuros professores e tutores protagonizarão o desempenho da finalidade principal da UnDF: a de atuar pautada na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, visando à formação superior comprometida com o desenvolvimento sustentável, com a redução das desigualdades e com a busca de soluções aos problemas e às necessidades do DF e da Ride.
Em 2021, foi alcançada uma institucionalização sem precedentes da política de educação superior pública distrital. Não só foram criadas a UnDF (Lei Complementar nº 987/2021) e a Carreira de Magistério Superior do Distrito Federal (Lei nº 6.969/2021), como também o GDF se empenhou em garantir financiamento público de longo prazo para a instituição por meio do Fundo da Universidade do Distrito Federal (FunDF), regulamentado pelo Decreto nº 42.987/2022.
Estatuto
A Resolução nº 3, da Reitoria da UnDF, foi publicada no DODF no dia 16 de maio. A entrega do estatuto, aprovado pelo Conselho de Educação do DF, foi antecipada pela equipe de trabalho da nova instituição. A Lei Complementar nº 987/2021 havia definido como prazo de confecção do estatuto o mês de julho de 2022.
O documento apresenta as atribuições legais da universidade, bem como as suas características, como fundação pública com regime jurídico de direito público integrante da administração indireta. Além disso, em seu parágrafo 2º, a publicação informa sobre a autonomia pedagógica, didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial, nos termos da Lei Orgânica do Distrito Federal (LODF).
O deputado federal Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF) foi eleito na tarde desta terça-feira, presidente da comissão especial que vai analisar a Proposta de Emenda à Constituição 11/22, que determina que uma lei federal instituirá pisos salariais nacionais para o enfermeiro, o técnico de enfermagem, o auxiliar de enfermagem e a parteira.
O objetivo da PEC é inserir na Constituição os pisos salariais e evitar uma eventual suspensão na Justiça do Projeto de Lei 2564/20 aprovado pelo Congresso que trata do novo piso para as categorias.
“O PL 2564/20 representa um avanço para a enfermagem. Logo, a PEC dará aos profissionais a segurança jurídica que precisam para estabelecer uma justa remuneração além da definição da jornada de trabalho de 30 horas. O intuito é que a proposta possa ser levada ao Plenário antes do recesso”, declarou o presidente Julio Cesar Ribeiro.
Piso aprovado
O projeto 2564/20 foi aprovado pela Câmara em 4 de maio e define como salário mínimo inicial para os enfermeiros o valor de R$ 4.750, a ser pago nacionalmente pelos serviços de saúde públicos e privados. Nos demais casos, haverá proporcionalidade: 70% do piso dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem; e 50% para os auxiliares de enfermagem e as parteiras.
Um enfermeiro que passou dois anos prestando serviços no Instituto Bíblico de Brasília, na Asa Norte, entregou à Arquidiocese de Brasília dossiê com vários vídeos e conversas no WhatsApp revelando que o local sagrado foi transformado numa espécie de motel pelo padre Brás Costa. Apesar de o caso não configurar crime no Código Penal Brasileiro, a prática fere o Código de Direito Canônico da Igreja Católica e abala a confiança dos fiéis que acompanhavam as missas celebradas pelo sacerdote.
Ao tomar conhecimento do escândalo, o arcebispo de Brasília, dom Paulo Cezar Costa,enviou nota ao Metrópoles dizendo que sua “decisão é contrária à permanência do padre Brás no território da Arquidiocese de Brasília”. (Leia a manifestação completa no fim desta reportagem).
Chantagem, coação, ameaças e a garantia de emprego em troca de transas profanas movimentavam a rede sexual mantida dentro do instituto entre 2019 e 2021, segundo um ex-funcionário revelou à reportagem. O enfermeiro relatou que começou a ser “agradado” por Brás Costa, então conselheiro e professor de hebraico e latim da unidade durante esse período. O Instituto Bíblico encerrou suas atividades no último dia 12 e, desde então, o religioso exercia suas funções eclesiásticas numa paróquia do Riacho Fundo.
O profissional de saúde contou que as primeiras abordagens vinham acompanhadas de elogios ao seu corpo atlético, além de apalpadas nos braços, nas nádegas e até no pênis dele. “Além do padre Brás, quase todos os seminaristas do instituto sabiam e muitos participavam das sessões de sexo. Eu acabei cedendo às investidas”, disse o rapaz, que é bissexual.
Pressão
De acordo com o enfermeiro, havia uma espécie de pressão para que ele cedesse aos joguetes sexuais conduzidos pelo religioso. “Ficava muito claro que eu poderia perder o meu emprego caso não aceitasse. Acabei mantendo relações sexuais com esse padre durante dois anos. Isso acabou com a minha vida: tive depressão e até tentei suicídio”, relatou.
Ele ainda revelou que não havia dia nem hora para realizar os desejos sexuais do clérigo. As transas ocorriam dentro dos quartos, nos banheiros, corredores e até depois da celebração de missas, sempre dentro do prédio cristão. “Tudo era combinado pelo WhatsApp e, em alguns momentos, eu recebia dinheiro do padre Brás.”
O que diz o padre
Procurado pelo Metrópoles para comentar as denúncias, o padre Brás Costa negou que tivesse mantido relacionamento sexual com o enfermeiro dentro ou fora do Instituto Bíblico de Brasília. Segundo o pároco, o rapaz tentou chantageá-lo. “Ele prestou serviço no instituto e, há alguns meses, quis me extorquir com essas fotos. Como não cedi, ele procurou a imprensa”, defendeu-se.
Confrontado com o vídeo em que ele elogia o pênis do enfermeiro, o padre respondeu à coluna que “só disse que [o pênis dele] era bonito”. Em seguida, o pároco encerrou a conversa, garantindo que colocaria seu advogado em contato com a equipe do portal.
Arquidiocese se manifesta
Procurada para comentar as denúncias entregues à Cúria, a Arquidiocese revelou já ter tomado providências em relação ao padre Brás Costa. Uma delas foi pedir ao bispo da Diocese de Lugano, na Suíça, que tome providências “pela situação canônica e religiosa”. Tal medida se justifica porque Brás Costa foi ordenado padre no país europeu.
Leia a nota na íntegra da Arquidiocese de Brasília:
“O Sr. Arcebispo Dom Paulo Cezar Costa tomou conhecimento acerca da situação do Instituto Bíblico de Brasília.
Diante das circunstâncias que conheceu, considerando tradições e peculiaridades próprias da Igreja Católica, instituiu a Visita Canônica ao referido Instituto no mês de Nov/2021, designando responsáveis para apurar eventuais irregularidades, de modo que pudesse decidir a respeito do futuro institucional da entidade, cujo resultado, foi “encerrar as atividades”.
Quanto aos fatos apontados pelo Sr. F, importante dizer que a Arquidiocese de Brasília, na pessoa do Sr. Arcebispo o acolheu, ouvindo suas declarações e lhe prestando assistência, encaminhando as providências próprias que lhe cabe no âmbito religioso.
Entretanto, no que toca ao sentimento de assédio por parte do denunciante, não cabe a Igreja trazer definições. Pois aquele que sentir-se lesado em sua honra tem o direito de buscar o poder judiciário para sanar o dano que supostamente lhe tenha sido causado por outrem. Recomenda-se que o denunciante busque solucionar esta situação perante a Justiça Civil do País, isso porque foge a jurisdição canônica da Igreja.
Quanto ao Pe. Brás Ivan Costa Santos, importante destacar que ele não faz parte do Clero de Brasília, dessa forma, a responsabilidade pela situação canônica e religiosa do padre compete ao Bispo da Diocese de Lugano, na Suíça, onde o mesmo foi ordenado padre e se encontra incardinado.
Dom Paulo Cezar já pediu providências ao Bispo de Lugano, na Suíça, informando sua decisão contrária a permanência do Pe. Brás Ivan no território da Arquidiocese de Brasília. Além disso, o Arcebispo de Brasília continuará empenhando todos os esforços, dentro de suas competências canônicas, para resolver a situação”