O banco Itaú se posicionou sobre o problema ocorrido nesta quinta-feira (3) que fez o dinheiro “sumir” na conta de clientes e “aparacer” na conta dos outros. O aplicativo chegou a ficar fora do ar para muitos usuários. O assuntou apareceu em alta nos trending topics do Twitter durante a manhã.
Em nota enviada ao Olhar Digital, o Itaú disse que trabalha para corrigir o erro. “O Itaú Unibanco informa que está atuando para corrigir o problema de intermitência que afeta seus sistemas na manhã desta quinta-feira (3), com impacto na demonstração do extrato e saldo de conta corrente para parte de seus clientes”, explicou a empresa.
Itaú diz que atua para corrigir erro
O banco ainda disse que tenta corrigir o problema o mais rápido possível. “O banco lamenta o transtorno e trabalha para que a situação seja corrigida o mais rapidamente possível”, completa o comunicado. Não há detalhes sobre o que causou a falha nos sistemas.
De acordo com o site DownDetctor, que monitora o funcionamento de serviços online, as reclamações contra o Itaú começaram por volta das 8h30 da manhã. Depósitos não identificados e retiradas indevidas de dinheiro estão entre os problemas apontados pelos usuários. No Twitter, clientes disseram terem recebido dinheiro de origem desconhecida.
Diante da possibilidade da confirmação do valor de R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o “fundão” eleitoral, no Supremo Tribunal Federal (STF), os partidos políticos se preparam para receber quantias vultosas para as eleições deste ano. A maior delas será do União Brasil, fruto da fusão entre PSL e DEM, e deve chegar a quase R$ 800 milhões.
Além da nova sigla, completam a lista das três agremiações que receberão as maiores fatias do fundo: o Partido dos Trabalhadores (PT); do ex-presidente Lula; que deve ser agraciado com R$ 484,6 milhões, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que ganhará R$ 356,7 milhões.
Juntos, os três partidos no topo da lista deverão receber R$ 1,611 bilhão. Essa quantia fica apenas R$ 105 milhões abaixo do valor repassado para todas as 34 siglas nas eleições de 2018. Os dados foram estimados pela Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep) e divulgados pelo portal UOL nesta quinta-feira (3).
Confira abaixo quanto cada partido deverá receber:
– União Brasil: R$ 770 milhões
– Partido dos Trabalhadores (PT): R$ 484,6 milhões
– Movimento Democrático Brasileiro (MDB): R$ 356,7 milhões
– Partido Progressistas (PP): R$ 338,6 milhões
– Partido Social Democrático (PSD): R$ R$ 334,2 milhões
– Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB): R$ 314,1 milhões
– Partido Liberal (PL): R$ 283,2 milhões
– Partido Socialista Brasileiro (PSB): R$ 263,6 milhões
– Partido Democrático Trabalhista (PDT): R$ 248,4 milhões
– Republicanos: R$ 242,1 milhões
– Podemos: R$ 187,7 milhões
– Partido Trabalhista Brasileiro (PTB): R$ 112,2 milhões
– Solidariedade: R$ 110,8 milhões
– Partido Socialismo e Liberdade (PSOL): R$ 97,5 milhões
– Partido Republicano da Ordem Social (PROS): R$ 89,2 milhões
– Partido Novo (NOVO): R$ 87,7 milhões
– Cidadania: R$ 86,2 milhões
– Patriotas: R$ 84,3 milhões
– Partido Social Cristão (PSC): R$ 79,9 milhões
– Partido Comunista do Brasil (PCdoB): R$ 74,5 milhões
– Rede Sustentabilidade (REDE): R$ 68,1 milhões
– Avante: R$ 67,6 milhões
– Partido Verde (PV): R$ 49 milhões
– Partido Trabalhista Cristão (PTC): R$ 22,5 milhões
– Partido da Mobilização Nacional (PMN): R$ 13,7 milhões
– Democracia Cristã (DC): R$ 9,3 milhões
– Partido Comunista Brasileiro (PCB): R$ 2,9 milhões
– Partido da Causa Operária (PCO): R$ 2,9 milhões
– Partido da Mulher Brasileira (PMB): R$ 2,9 milhões
– Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB): R$ 2,9 milhões
– Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU): R$ 2,9 milhões
– Unidade Popular (UP): R$ 2,9 milhões
O aumento no Fundão Eleitoral é a primeira pauta desta quinta-feira
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nesta semana duas importantes ações, uma sobre o aumento do Fundo Eleitoral para R$ 4,9 bilhões nas eleições de outubro, aprovado pelo Congresso Nacional, e a outra sobre a vigência das punições da Lei da Ficha Limpa.
Após ser suspenso no último dia 24 de fevereiro, o julgamento sobre o Fundão Eleitoral retoma amanhã (3) com os votos de Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.
O julgamento teve início no dia 23, na ocasião, o relator do caso, ministro André Mendonça, votou por suspender a decisão do Congresso Nacional que aumentou o Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Para ele o valor deve ser equivalente ao aprovado no ano de 2020, cerca de R$ 2 bilhões, corrigido pela inflação.
Porém, no segundo dia de julgamento, a maioria dos ministros, votaram contra ação do partido Novo. Para os ministros Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Luiz Fux o valor de R$ 4,9 bilhões, deve ser mantido.
Na ação, o Novo questiona o dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2022 que destina até R$ 4,9 bilhões ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral). Para o Novo, o Congresso Nacional invadiu prerrogativa exclusiva do Poder Executivo para alterar os valores destinados ao fundo.
A segunda pauta será a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) movida pelo PDT que pretende reduzir a punição prevista na Lei da Ficha Limpa a políticos condenados.
O julgamento foi interrompido em setembro do ano passado por um pedido de vistas do ministro Alexandre de Moraes. Até o momento, só votaram os ministros Luís Roberto Barroso e Nunes Marques.
Na ação a legenda pede a retirada da expressão “após o cumprimento de pena” no trecho que prevê a inelegibilidade “a quem for condenado, em decisão transitada em julgado ou proferida por órgão judicial colegiado, desde a condenação até o transcurso do prazo de 8 anos após o cumprimento da pena”. A ideia, é reduzir o tempo de punição do político que é condenado, permitindo que ele volte a se candidatar para cargo eletivo.
O PDT argumenta que a expressão “tem acarretado uma inelegibilidade por tempo indeterminado dependente do tempo de tramitação processual” permite que a inelegibilidade ultrapasse mais de oito anos a partir da condenação de colegiado ou após transito em julgado.
Pela Lei da Ficha Limpa, todos os que foram condenados em segunda instância ou em qualquer órgão colegiado da Justiça em certos tipos de crime ficam inelegíveis “desde a condenação até o transcurso do prazo de oito anos após o cumprimento da pena”.
Entre os dez tipos de crime que acarretam inelegibilidade podemos citar, como exemplos, os crimes praticados contra a economia popular, contra o sistema financeiro e o patrimônio privado, a lavagem de dinheiro, o abuso de autoridade, crimes ambientais e contra a vida.
Questionário online contou com 280 respostas e 123 sugestões da população; melhorias na iluminação, nas calçadas e instalação de sistemas de segurança são alguns dos principais pedidos
A proposta da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) para reformar os espaços da Praça do Relógio, em Taguatinga, foi apoiada por 98,2% dos participantes da consulta pública concluída pela pasta em 24 de fevereiro. Ao todo, 280 respostas e 123 sugestões foram enviadas pelo questionário online criado para coletar as opiniões da comunidade para a elaboração do projeto de requalificação e urbanização do local.
Principal cartão-postal de Taguatinga, a Praça do Relógio está localizada no centro da cidade e divide o espaço com uma estação do metrô e um ponto de táxi | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Sobre o que a população gostaria que fosse executado na praça, 89,9% responderam que a principal ação seria a instalação de mais postes de iluminação pública; 87,7% destacaram a necessidade de melhorar as calçadas com pavimentação acessível; 87,4% querem manter a arborização do local; 84,1% escolheram a instalação de sistemas de segurança como uma prioridade; e 80,5% apontaram a importância de mais bancos e lixeiras.
As respostas se alinharam com alguns dos problemas que a população mais identificou na Praça do Relógio. Do total, 89,9% dos participantes avaliaram as calçadas danificadas como a principal dificuldade no local. Em segundo lugar ficou o uso de substâncias ilícitas na praça, com 81,2%, seguido pela ausência de iluminação adequada, com 79,1%; mobiliário urbano danificado, com 76,5%, e a quantidade de assaltos, 75,5%.
Em relação à proposta desenvolvida pela Seduh para redesenhar o piso da praça, com a criação de calçadas acessíveis de concreto, 94,2% dos participantes manifestaram aprovação ao projeto. Sobre a possibilidade de reformar e reativar o espelho d’água e o chafariz, 85,3% se mostraram favoráveis à iniciativa.
Das atividades que a população gostaria que fossem ofertadas na praça, 76,1% pedem feiras livres e atividades culturais, 66,3% querem food trucks, 62% reivindicam quiosques, 52,2% desejam mais obras de arte públicas, 47,5% apontaram espaços para ginástica ao ar livre e 45,7% solicitam parques infantis.
“Essa iniciativa busca melhorar a Praça do Relógio e vai se somar ao pacote de obras voltadas àquela área central de Taguatinga. Para isso, a consulta pública veio como forma de democratizar o debate, colhendo as opiniões da sociedade sobre o assunto”– Janaína Vieira, secretária-executiva de Gestão do Território
O perfil dos participantes foi em sua maioria feminino, representando 51,3% do total. Quanto à idade, 50,2% têm entre 36 e 60 anos, 39,8% entre 19 e 35 anos e 8,2% estão acima de 60 anos. A maior parte (62,9%) é de moradores de Taguatinga, dos quais 68% são pessoas que passam pela praça com frequência.
“Essa iniciativa busca melhorar a Praça do Relógio e vai se somar ao pacote de obras voltadas àquela área central de Taguatinga. Para isso, a consulta pública veio como forma de democratizar o debate, colhendo as opiniões da sociedade sobre o assunto”, explicou a secretária-executiva de Gestão do Território da Seduh, Janaína Vieira.
Cartão-postal
A Praça do Relógio, por onde circulam milhares de pessoas diariamente, é o principal cartão-postal de Taguatinga. Está localizada no centro da cidade, próximo à administração. Divide o espaço nobre com uma estação do metrô e um ponto de táxi.
O relógio mede 15 metros de altura e foi doado à cidade, em 1970, pela empresa Citizen Watch Co., tendo sido tombado como patrimônio cultural e artístico do Distrito Federal conforme o Decreto nº 11.823, de 18 de setembro de 1989.
*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação
Um avião de pequeno porte caiu em Registro, no interior de São Paulo, nessa terça-feira (1º). O piloto não resistiu aos ferimentos graves e morreu.
Ele tinha 70 anos de idade e foi identificado como Newton Cesar da Silva Vomero.
A queda da aeronave não provocou incêndios, e Newton era a única pessoa a bordo.
O caso foi registrado em uma delegacia local e será investigado.
A Força Aérea Brasileira também está participando das investigações para determinar o motivo da queda.
– O objetivo das investigações realizadas pelo Cenipa é prevenir que novos acidentes com características semelhantes ocorram.
A conclusão das investigações terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade de cada ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os fatores contribuintes – diz um comunicado do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, enviado ao portal UOL.
Além de piloto,
Newton era atleta e praticava judô, taekwondo e musculação.
Ele chegou a competir nessas modalidades. Sua morte foi lamentada por diversos colegas nas redes sociais.
Interessados em concorrer a uma das 167 vagas de emprego oferecidas podem ir a uma das 14 unidades ou acessar o Sine Fácil.Após o recesso de carnaval, as agências do trabalhador reabrem, nesta quarta-feira (2), a partir das 14h. São 167 vagas de emprego em 52 profissões. Entre elas, nove são exclusivas para pessoas com deficiência (PCD). Os salários podem chegar a R$ 2,5 mil, mais benefícios.
As vagas para PCD são de atendente de lanchonete, auxiliar de limpeza, carpinteiro, motorista de caminhão, nutricionista, pedagogo e recepcionista. Os salários variam entre R$ 1.212 e R$ 1,8 mil, mais benefícios.
MESMO QUE NENHUMA DAS VAGAS DO DIA SEJA ATRAENTE AO CANDIDATO, ELE PODE SE CADASTRAR PARA OPORTUNIDADES FUTURAS, JÁ QUE O SISTEMA CRUZA DADOS DOS CONCORRENTES COM O PERFIL QUE AS EMPRESAS PROCURAM
Entre as vagas, 21 são para a área de vendas – supervisor e vendedor. As remunerações ficam na faixa de R$ 1.212 a R$ 1.290, mais benefícios. A maioria pede profissionais de nível médio de escolaridade e não exige experiência.
Pedreiro é o profissional mais procurado. São 36 oportunidades e apenas uma pede experiência. A escolaridade do candidato não é exigida. O melhor salário, porém, é para duas vagas: uma para encarregado de obra e outra para pintor de automóveis. Ambas pagam R$ 2,5 mil, mais benefícios.
Os interessados podem cadastrar o currículo no aplicativo Sine Fácil ou, ainda, ir a uma das 14 agências do trabalhador, de 8h às 17h, durante a semana.
Mesmo que nenhuma das vagas do dia seja atraente ao candidato, ele pode se cadastrar para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.
Empregadores que desejarem ofertar vagas ou, ainda, utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas, podem se cadastrar pessoalmente nas unidades e pelo aplicativo Sine Fácil. Também é possível solicitar atendimento através do e-mail gcv@setrab.df.gov.br. Há, ainda, o Canal do Empregador, no site da Secretaria de Trabalho.
Fonte: Alline Martins, da Agência Brasília | Edição: Renata Lu.
Foram longos 12 anos de negociações até a concretização da adesão do Brasil ao Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), reconhecidamente o maior laboratório de física do mundo.
Bandeiras dos países membros em frente ao Centro Europeu de Pesquisas Nucleares. Imagem: olrat – Shutterstock
Agora, o processo de filiação está na dependência da aprovação do Congresso Nacional, principalmente em termos financeiros, já que é estimado que o Brasil terá de pagar US$10 milhões (R$51 milhões, na cotação atual). No entanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) afirma que o orçamento da pasta já reservou os recursos necessários para que a contribuição anual do país seja cumprida.
As coisas estão tão encaminhadas que o ministro Marcos Pontes já está em Genebra para assinar o termo de adesão, em cerimônia oficial a ser realizada nesta quinta-feira (3).
“Esse acordo é uma espera de doze anos da comunidade científica e também do setor produtivo do Brasil”, declarou o ministro em entrevista ao UOL. Segundo ele, o acordo permitirá maior intercâmbio de pesquisadores e o envolvimento de entidades brasileiras em projetos internacionais.
De acordo com Pontes, a filiação também trará resultados para o setor produtivo, já que empresas poderão fornecer equipamentos para as expansões do Cern e manutenções previstas no sistema.
Em relação à alta contribuição anual, o ministro afirma que o investimento será recuperado pela venda de produtos das empresas nacionais no mercado global.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, está em Genebra para assinar o contrato de adesão do Brasil ao Cern. Imagem: Marcos Pontes – Instagram
O que falta para o Brasil finalmente ser membro do Cern
Após a assinatura, começa a correr o prazo de um ano para a ratificação do compromisso pelo Congresso Nacional. Só depois disso é que o acordo entrará em vigor.
O processo começou a ser delineado em 2010, ganhando fôlego no ano seguinte, sob o governo Dilma Rousseff. Na época, diplomatas brasileiros começaram a mediar a assinatura de uma carta de intenções entre o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Cern, entidade que entrou para a história com a abertura da rede mundial de computadores, a internet, para domínio público, em 1993, e com o maior acelerador de partículas do mundo.
Em 2012, o então ministro da Ciência, Aloizio Mercadante, chegou a visitar Genebra e prometeu acelerar o processo. Naquele mesmo ano, o Cern enviou uma comitiva para avaliar a situação do Brasil, e o resultado foi positivo.
No entanto, em 2013, houve certos ruídos na comunicação do Cern com o governo, e a cúpula do laboratório mostrou-se bastante insatisfeita com a lentidão no processo.
O cientista Rolf Heuer, diretor do Cern da época, chegou a ser irônico diante de uma pergunta sobre a falta de retorno do governo brasileiro. “Você sabe o que é um buraco negro? É incompreensível a demora do Brasil”.
A crise foi contornada, e o Brasil chegou a enviar a documentação exigida pelo Cern, que anunciou que o país atendia aos critérios de filiação. Assim, o Conselho Executivo do laboratório suíço deu autorização para que um tratado de adesão fosse executado entre a entidade e Brasília. Embora o contrato tenha sido enviado ao Brasil, com previsão de assinatura em 2014, isso nunca aconteceu.
Pesquisadores brasileiros já participam de estudos do Cern de forma independente
Caso as negociações finalmente se concretizem após a assinatura do tratado pelo ministro Marcos Pontes e a aprovação do Congresso, isso abrirá caminho para licitações milionárias e formação de centenas de cientistas, além de permitir a participação ativa do Brasil em alguns dos maiores projetos científicos do mundo. Além disso, nós poderemos fazer parte do Conselho Administrativo da entidade, ainda que sem poder de voto.
Alguns pesquisadores brasileiros já participam ativamente de muitos dos projetos do Cern, como o próprio acelerador de partículas. No entanto, isso ainda se dá de forma individual ou por meio de convênios institucionais.
Caso realmente se torne membro associado, o Brasil poderá concorrer a posições como funcionários e pesquisadores e empresas brasileiras poderão participar de forma regular das licitações do Cern, para fornecer tanto serviços quanto materiais.
Resta agora ficar na torcida para que a assinatura do acordo não fique apenas nisso mesmo, e que as tratativas finalmente sejam concluídas.
Chance de se fazerem uma aliança desse tipo entrou em banho-maria entre dirigentes dos dois partidos
O assunto “federação” entre dirigentes do PT e do PSB deu uma esgotada. Ninguém suporta mais tratar do tema ou falar a jornalistas sobre o assunto.
Nos dois partidos, o assunto é tido como superado e sem solução. É mínima a chance de vingar esse tipo de parceria entre as duas legendas de esquerda.
Nem a janela partidária, oficialmente aberta e com duração até o final do mês, pode alterar esse quadro.
Rodadas de conversa na mesa também parecem esgotadas.
Ibaneis discute com Saúde, Educação, Casa Civil e consultoria jurídica se afrouxará as medidas para impedir avanço da doença
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, vai se reunir nesta quinta-feira (3) com integrantes do governo para avaliar os indicadores da pandemia de Covid-19 e definir se haverá mudanças nas medidas de restrição e de prevenção da doença. A preocupação da cúpula era que o número de casos aumentasse por causa do Carnaval, apesar do cancelamento das festas.
Entre os convocados para o encontro estão integrantes das secretarias de Saúde e da Educação, da Casa Civil e da consultoria jurídica do Executivo. Atualmente, o uso de máscara é obrigatório ao ar livre e em ambientes fechados na capital federal. Também estão proibidos eventos com cobrança de ingresso e competições esportivas com público.
Essas são algumas das medidas que podem ser flexibilizadas. O governo quer analisar o impacto do feriado de Carnaval sobre os índices da pandemia para definir a amplitude do afrouxamento. Nesta Quarta-Feira de Cinzas (2), os leitos pediátricos no DF atingiram 100% de ocupação, mesmo com o aumento no número de vagas em UTIs para Covid nos hospitais públicos. As 42 vagas restantes nesta manhã eram para pacientes neonatais e adultos.
O último boletim epidemiológico, divulgado pela Secretaria de Saúde na segunda-feira (28), mostra que 922 novos diagnósticos da infecção foram notificados, incluindo casos do fim de semana. Ao todo, sete mortes foram computadas no período, tendo todas as vítimas mais de 70 anos. A taxa de reprodução do coronavírus está em 0,68, o que sinaliza redução no ritmo de contaminações.
O governo informou que não avalia vacinar crianças e adolescentes nas escolas públicas. Nesta semana, uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), cassou a recomendação do Ministério Público do DF que desaconselhava a imunização das crianças e jovens nas instituições de ensino.
A ação abriu espaço para a revisão da estratégia, mas ainda não há definição sobre a oferta das doses no ambiente escolar para ampliar a cobertura vacinal. Até esta quarta, 52% das crianças de 5 a 11 anos haviam recebido a primeira dose da Pfizer infantil, e 68% dos adolescentes de 12 a 17, a segunda dose da vacina.
Mais cedo, a Aspa-DF (Associação de Pais e Alunos das Instituições de Ensino) publicou uma nota em que se posiciona favoravelmente à vacinação, mas se opõe à exigência do comprovante de imunização para que os estudantes frequentem as aulas.
“A Aspa é favorável à vacinação, como forma de combate ao vírus, mas respeita a liberdade dos pais na decisão pela vacina de seus filhos; contudo, é importante ter a clareza de que a educação não é uma opção, e sim um direito do aluno, que não pode ser limitado por qualquer que seja a decisão dos pais.”