O apresentador também revelou como foi os bastidores da sua volta para a Rede Bandeirantes
Com estreia marcada para o dia 17 de janeiro na Band, Fausto Silva falou pela primeira vez sobre sua saída inesperada da Globo em meados de 2021.
Em entrevista ao podcast Rap 77, do Youtuber Júnior Coimbra, Faustão revelou que não guarda mágoas da antiga emissora e que tudo o que viveu la considera uma pagina virada.
“É uma coisa normal. Não posso falar nada. Fiquei num lugar por 33 anos. Fui muito feliz lá. Consegui trabalhar com gente como o Boni, foi o melhor presente que a vida me deu. Daniel Filho, Carlos Manga, Paulo Ubiratan… Trabalhei com gente que fez a televisão brasileira durante 33 anos”, declarou.
O apresentador falou ainda, que entende a decisão da Globo de retirá-lo da emissora de forma abrupta e sem despedida. Mesmo antes do fim de seu contrato, ele já havia anunciado seu retorno para a Band.
“A partir do momento que eu me antecipei em dizer que ia voltar para a Band, é claro que eles não iam me deixar na vitrine. Não tem problema nenhum. Página virada e olhar para a frente”, disse Faustão.
Durante a entrevista, o comunicador também revelou alguns detalhes dos bastidores de seu retorno a Rede Bandeirantes. “Eles precisavam de uma programação. Falei ‘olha, eu, depois de velho, vão me inventar essa história’. Eu estava numa praia que era a minha praia há bastante tempo, que era o domingo”, explicou.
“Para fazer o mesmo tipo de programa, não vale a pena. Vamos tentar fazer um programa diferente por dia. E é o que a gente vai tentar fazer. E, principalmente, levar alegria e otimismo”, afirmou o apresentador.
Há semanas, técnicos da pasta trabalham para resolver problemas gerados por ataques de criminosos que atuam pela internet
O Ministério da Saúde vai anunciar, nesta quarta-feira (12), o restabelecimento da plataforma de dados que registra informações da pandemia de Covid-19. O sistema estava fora do ar desde que a pasta foi alvo de um ataque de hackers, em dezembro do ano passado.
Com os problemas gerados pelo ataque, o país sofreu com um apagão de dados sobre infectados pela Covid-19, novos casos e óbitos diários, o que pode mascarar um cenário de avanço da pandemia no país.
Há semanas, técnicos de tecnologia do Ministério trabalham para restabelecer os sistemas que foram gravemente acometidos em dois ataques, sendo que o primeiro tirou do ar os dados de vacinação dos brasileiros no aplicativo ConecteSUS. A segunda investida afetou sistemas internos, como intranet e rede de telefonia do ministério.
O caso é investigado pela Polícia Federal, que realizou uma perícia nos computadores para encontrar vestígios dos autores. As equipes de tecnologia do governo atuaram para fechar vulnerabilidades nos sistemas que permitiram os acessos indevidos. A suspeita também recai sobre um ataque interno, em que um servidor com acesso provilegiado ao sistema apagou os dados. Com a resolução dos danos, se espera que o país registre um aumento esponencial de casos de covid, motivados pelo aumento de contaminados pela variante Ômicron.
Julio Cesar Ribeiro (Republicanos) disse ter procurado regional de ensino para cobrar providências sobre lavatórios multigêneros
O deputado federal Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF) afirmou, nesta quarta-feira (12/1), ter trabalhado para impedir a instalação de um banheiro unissex em uma escola pública do Distrito Federal.
Pelo Twitter, o representante da Igreja Universal do Reino de Deus disse ter procurado a Secretaria de Educação do DF para cobrar explicações sobre a medida.
“Entrei em contato com o coordenador de Ensino e a Secretária de Educação para falar a respeito da instalação de banheiro unissex na Escola Classe 01 do Paranoá e pedir que tomassem providências sobre a situação. Prontamente, já tomaram providências sobre o caso”, escreveu o parlamentar.
“Estamos atentos! Não iremos admitir medidas impositivas lideradas por um determinado grupo de pessoas que não respeitam o desenvolvimento psicológico de nossas crianças”, emendou.
O Metrópoles procurou a Secretaria de Educação do DF e aguarda uma manifestação oficial.
Projeto
Julio Cesar é autor de um projeto de lei a fim de impedir novos toaletes sem definição de gênero em locais públicos pelo país.
A polêmica sobre o banheiro unissex foi levantada após uma unidade do McDonald’s em Bauru, no interior de São Paulo, ter instituído o toalete sem gênero.
Um vídeo viralizou na internet, no qual uma mulher acusava a rede de lanchonetes de “comunista” por causa dos banheiros multigêneros.
O texto prevê que fica proibida “a instalação e a adequação de banheiros, vestiários e assemelhados na modalidade unissex, nos espaços públicos, estabelecimentos comerciais e demais ambientes de trabalho”.
Carro com placa do DF vinha sentido Brasília. Casal de idosos, filha e netos morreram na hora
Um acidente entre um carro de passeio e um ônibus de viagem deixou ao menos seis pessoas mortas na madrugada desta quarta-feira (12/1), na BR-020, na altura de Formosa (GO), próximo ao Distrito Federal. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), por volta das 00h, os veículos bateram de frente.
O acidente foi na km 37 da rodovia, uma região de zona rural no distrito de Bezerra. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), que atendeu a ocorrência, o ônibus era da empresa Transbrasil, saiu do DF e tinha como destino o estado do Piauí.
O veículo de passeio vinha no sentido de Brasília quando invadiu a pista contrária, colidindo frontalmente e lateralmente contra o ônibus. O carro saiu da pista e caiu em uma vala.
Segundo o corpo de bombeiros, os cinco ocupantes do carro, sendo o motorista, um senhor de 64 anos, a esposa dele, de 61, uma mulher de 36 anos — filha dos idosos — e os os filhos dela, um adolescente de 17, e uma criança de 4 anos. A placa do veículo era do DF, mas a PRF não soube informar se os ocupantes eram moradores da capital.
A sexta vítima era o auxiliar do motorista do ônibus. O rapaz tinha 23 anos e estava de pé no momento da batida e foi arremessado do veículo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) atestou os óbitos no local do acidente.
Segundo a PRF, no momento do acidente, chovia e a pista estava molhada.
TSE garante a livre manifestação de pensamento, mas proíbe conteúdos ofensivos e divulgação de fake news
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) divulgou as regras da resolução sobre a propaganda eleitoral para as eleições de 2022. De acordo com a resolução, é livre a manifestação de pensamento dos eleitores por meio da internet. No entanto, ela poderá ser objeto de limitação se ofender a honra ou a imagem de candidatos, partidos, coligações ou federações partidárias, ou ainda se propagar notícias falsas, as fake news. As campanhas eleitorais serão permitidas a partir de 16 de agosto.
Veja a seguir as principais diretrizes.
Integridade do processo eleitoral
O texto da resolução prevê que “é vedada a divulgação ou compartilhamento de fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinja a integridade do processo eleitoral, inclusive os processos de votação, apuração e totalização de votos”.
Propaganda paga na internet
A resolução proíbe a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet. A exceção fica por conta do impulsionamento de conteúdo, que deverá ser identificado de forma clara e ter sido contratado, exclusivamente, por candidatos, partidos, coligações e federações partidárias ou por representantes legais constituídos.
O impulsionamento pago deverá ser identificado onde for divulgado. Por ser vedada tal prática por parte de apoiadores, esses anúncios deverão identificar como responsáveis o candidato, o partido, a coligação ou a federação partidária. A regra também proíbe a contratação de pessoas físicas ou jurídicas que façam publicações de cunho político-eleitoral em suas páginas na internet ou redes sociais. Blogs e sites
É permitida a veiculação de propaganda eleitoral em blogs ou páginas na internet ou redes sociais dos candidatos, partidos políticos, coligações ou federações. No entanto, os endereços devem ser informados à Justiça Eleitoral.
Críticas e elogios em páginas pessoais
Publicações com elogios ou críticas a candidatos, feitos por eleitores em suas páginas pessoais, não serão consideradas propaganda eleitoral. Poderá haver a repercussão desse conteúdo, desde que não haja impulsionamento pago de publicações com o objetivo de obter maior engajamento.
Envio de mensagens
Está permitido o envio de mensagens eletrônicas aos eleitores que se cadastrarem voluntariamente para recebê-las, desde que os emissores sejam identificados. Também devem ser cumpridas as regras da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais). Além disso, devem ser disponibilizadas formas de descadastramento para quem não quiser mais receber as mensagens.
Telemarketing e disparos em massa
A resolução proíbe a propaganda via telemarketing. Também fica vedado o disparo em massa de conteúdo eleitoral por meio de mensagens de texto, sem o consentimento prévio do destinatário. Além de proibido, o disparo de mensagens em massa pode ser sancionado como prática de abuso de poder econômico e propaganda irregular. A multa prevista varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil.
Direito de resposta
Fica assegurado o direito de resposta à propaganda na internet e abusos identificados podem ser punidos com multa, além da retirada de conteúdo abusivo de páginas na internet e das redes sociais por determinação da Justiça Eleitoral.
Propaganda na imprensa
Na imprensa, não será considerada propaganda eleitoral a divulgação de opinião favorável a candidatos, partidos, coligações ou federações partidárias, desde que não sejam matérias pagas.
*Com informações da assessoria de comunicação do TSE
Ano de 2021 foi marcado pela retomada da rotina nas escolas públicas, em unidades reformadas e mais confortáveis
CATARINA LIMA, DA AGÊNCIA BRASÍLIA I EDIÇÃO: CAROLINA JARDON
A retomada das aulas foi um grande desafio da Secretaria de Educação (SEE) para o ano de 2021. Titular da pasta, a professora Hélvia Paranaguá assumiu o cargo em 15 de julho, quando, devido à pandemia de covid-19, ainda não era possível retornar às salas de aula. Em agosto, os 446 mil estudantes da rede pública passaram do sistema totalmente remoto para o modelo híbrido e, em novembro, voltaram às atividades 100% presenciais.
“O retorno foi importantíssimo. Num momento de pandemia, é difícil ter o aluno presente na escola voltando às suas rotinas, retomando as aprendizagens da forma como tem que ser, ele, o colega, o professor, todos na sala de aula. Então, se eu pudesse resumir, eu diria que o retorno 100% presencial foi o grande salto que nós demos em 2021”, destacou a secretária. Ela enfatizou que colocar todos os professores e alunos nas escolas cumprindo o calendário escolar foi o principal objetivo de sua gestão.
Em agosto, os 460 mil estudantes da rede pública passaram do sistema totalmente remoto para o modelo híbrido e, em novembro, retornaram às aulas 100% presenciais | Foto : Joel Rodrigues /Agência Brasília
Mas o desafio não era apenas voltar às salas de aula. Era preciso verificar as perdas que os estudantes tiveram no modelo remoto. A avaliação é feita de acordo com a realidade de cada unidade de ensino. “Cada escola tem um comportamento diferente; dependendo das condições, nós vamos fazer as intervenções pedagógicas de acordo com a realidade delas”, explicou a secretária.
Melhorias e transparência
Outro grande desafio em 2021 foi a modernização do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf), para dar maior agilidade à execução de serviços nas escolas, além de simplificar e levar mais transparência à prestação de contas.
Cada escola, bem como cada coordenação regional de ensino, terá um cartão físico, emitido pelo BRB, para administrar os recursos recebidos via Pdaf, incluindo as emendas parlamentares destinadas ao programa.
Os recursos do Pdaf podem ser usados para custeio – benfeitorias, manutenção e reparos – e investimento/capital em materiais que se incorporam ao patrimônio. De acordo com dados da SEE, todas as 686 escolas da rede receberam essa verba. O valor destinado ao programa, até 17 de dezembro de 2021, foi de R$ 160,1 milhões.
Novas escolas
Em fevereiro, com investimentos de cerca de R$ 15 milhões, foi inaugurada a Escola Técnica Brazlândia, que tem estrutura para atender 1.440 alunos | Foto: Joel Rodrigues /Agência Brasília
Enquanto os estudantes estavam em ensino remoto, o GDF cuidou de melhorar a estrutura física de suas unidades de ensino. Ao longo do ano foram entregues cinco novas escolas – entre elas, uma totalmente reformada e outra totalmente reconstruída. Em fevereiro, foi inaugurada a Escola Técnica Brazlândia, que demandou investimentos de cerca de R$ 15,3 milhões, com 200 empregos gerados. A unidade tem capacidade para atender 1.440 alunos.
Outra entrega importante em fevereiro foi a reforma geral da Escola Classe 1 Porto Rico, em Santa Maria – uma obra prometida há mais de dez anos. O investimento foi de R$ 1,6 milhão e possibilitou a criação de dezenas de empregos, além de movimentar a economia do DF. A reforma da escola beneficia 522 estudantes, sendo 52 do segundo período da educação infantil e 470 dos anos iniciais.
Em março, a região administrativa de São Sebastião ganhou o Centro de Educação Infantil (CEI) Parque dos Ipês. Mesmo durante o período de aulas totalmente remotas, a escola, com capacidade para atender 520 crianças, foi entregue à população. O investimento foi de R$ 4,4 milhões.
O Centro de Ensino Fundamental (CEF) 01 Vila Planalto foi construído com capacidade para cerca de 630 crianças | Foto: Paulo H. de Carvalho/Agência Brasília
A construção e reconstrução de escolas representou um marco da atual gestão. Em março de 2021, foi inaugurada a obra de reconstrução do Centro do Ensino Fundamental 1 da Vila Planalto. Foram 30 anos de espera para que os mais de 630 alunos do Centro de Ensino Fundamental 01 (CEF 01) da Vila Planalto ganhassem um colégio totalmente reconstruído.
Construído há décadas, o prédio era uma unidade provisória que funcionou até ser condenada e demolida, em 2013. O investimento foi de R$ 8,1 milhões, com recursos dos cofres locais e de emendas parlamentares federais.
A mais recente entrega do governo na área de educação foi a primeira creche da região administrativa do Sol Nascente/Pôr do Sol, o Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Jandaia. Com um investimento de R$ 3,75 milhões, a unidade vai atender 188 crianças de até 3 anos em período integral.
E não parou por aí a atenção com a primeira infância. Existem oito Cepis em execução, para os quais foram desembolsados R$ 34 milhões, nas regiões de Planaltina, Gama, Vila DVO, Santa Maria, Ceilândia, Vila Telebrasília e Recanto das Emas – aqui, serão mais duas creches. Está em andamento ainda a licitação para uma nova unidade, na Estrutural. Todas serão inauguradas em 2022.
Com a meta de ajudar a diminuir o déficit educacional para o ensino infantil, o GDF também investiu no programa Cartão Creche, que em 2021 atendeu 4.342 crianças, em 45 unidades cadastradas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). O valor mensal do benefício é R$ 803,47 por aluno.
Mas em 2021 não foram empreendidas apenas obras de construção de escolas. As unidades já existentes passaram pela manutenção necessária para estar em perfeitas condições durante o retorno das aulas presenciais.
Para que esses reparos sejam possíveis, além dos recursos do Pdaf, a SEE mantém um contrato de manutenção por meio do qual as escolas podem contar com reparos, muitos deles grandes, como cobertura (telhado, forro e laje), reforma nas instalações elétricas, hidrossanitárias, de águas pluviais e de gás. Aí estão incluídos serviços de menor porte, como pintura, piso e sistema de combate e prevenção a incêndio.
Segundo a SEE, até 17 de dezembro de 2021, 365 escolas foram contempladas pelos contratos para serviços de manutenção. Ao todo, foram aplicados R$ 57, 9 milhões.
Mais de três mil professores
Com a nomeação de 337 professores efetivos em 16 de novembro, já são 3.337 profissionais da educação contratados pelo governador Ibaneis Rocha desde que assumiu o GDF, em 2019. Em 2021, foram nomeados 53 analistas de gestão educacional, 432 técnicos de gestão, 150 monitores, 359 professores e 635 servidores para a carreira de assistência.
“Eu me lembro do dia em que o meu nome saiu no Diário Oficial como efetiva para pertencer ao quadro da Secretaria de Educação. Foi emocionante, e hoje estou me sentindo assim. Zeramos o banco com essa nomeação, e um novo concurso já está em processo na Secretaria de Economia, porque o governo não para”, comemorou a secretária Hélvia Paranaguá durante a cerimônia dos últimos aprovados da lista.
Cartão Material Escolar (CME)
Cartão pode ser usado para adquirir material escolar | Foto: Arquivo/Agência Brasília
O programa no ano de 2021 atendeu 96.405 estudantes. O total aplicado foi de R$ 29,67 milhões. O CME é concedido a estudantes em situação de vulnerabilidade social.
Em 2021, foram contemplados aqueles cujos pais ou responsáveis faziam parte do programa Bolsa Família, do governo federal. Para quem estava na educação infantil e no ensino fundamental, o auxílio foi de R$ 320. Já os estudantes do ensino médio receberam R$ 240.
Cartão Creche
O programa atendeu 4.342 crianças, de 45 creches. O valor mensal do benefício é R$ 803,47 por criança encaminhada a creches privadas, cadastradas pela SDE. Para atendimentos, os beneficiados se inscrevem pelo telefone 156, opção 2, e entram para a lista única de espera.
Enem inclusivo e especial
A edição 2021 do projeto Enem Inclusivo e Especial, que começou em 18 de setembro, teve como objetivo preparar estudantes do ensino especial para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Eles participaram de dez encontros para revisão de conteúdos e dicas de preparação para as provas nos sábados que antecedem o certame. Entre os inscritos 413 estudantes do terceiro ano do ensino médio especial estavam aptos a participar do projeto.