Dia: 23 de novembro de 2021

  • Brasília sedia Congresso Nacional de Procuradores e homenageiam Governador Ibaneis Rocha

    Brasília sedia Congresso Nacional de Procuradores e homenageiam Governador Ibaneis Rocha

    Governador Ibaneis Rocha foi homenageado durante a abertura da 47ª edição do encontro e destacou atuação da categoria na pandemia.
    O governador Ibaneis Rocha foi homenageado, na noite desta segunda-feira (22), no Hotel Royal Tulip, durante a solenidade de abertura do XLVII Congresso Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (CNPE). O chefe do Executivo foi agraciado com uma placa que reconhece os serviços prestados em favor da advocacia brasileira, da preservação do Estado Democrático de Direito e da defesa da identidade de direitos e prerrogativas dos advogados públicos.

    “FORAM MUITAS AÇÕES QUESTIONANDO AS ATITUDES QUE NÓS TOMÁVAMOS DURANTE O INÍCIO DA PANDEMIA, E NÓS CONSEGUIMOS, POR MEIO DA PROCURADORIA-GERAL DO DISTRITO FEDERAL, MOSTRAR QUE O CAMINHO ESTAVA CORRETO ”GOVERNADOR IBANEIS ROCHA

    Essa é a segunda vez que Ibaneis Rocha recebe a honraria, mas a primeira na condição de governador do DF. A entrega foi feita pelo presidente da Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do DF (Anape), Vicente Braga, e pela procuradora-geral do DF, Ludmila Lavocat Galvão.

    No discurso de agradecimento, Ibaneis fez questão de citar o trabalho dos procuradores nos últimos dois anos, principalmente durante a pandemia de covid-19, na desjudicialização da administração pública. “Quero deixar bem claro que a judicialização no Brasil ainda é uma coisa que atrapalha muito, porque você coloca para analisar questões de Estado e da saúde de pessoas por meio de decisões judiciais que muitas vezes nem consideram o dia a dia da administração”, disse. “A Procuradoria do DF, nesta pandemia, ajudou muito. É momento de agradecer por tornarem governável um Estado em época de pandemia”.

    Após a solenidade, em conversa com a imprensa, o governador voltou a elogiar o trabalho da Procuradoria: “Foram muitas ações questionando as atitudes que nós tomávamos durante o início da pandemia, e nós conseguimos, por meio da Procuradoria-Geral do Distrito Federal, mostrar que o caminho estava correto e que a gente tinha que seguir naquela linha. Venho [hoje] valorizar a categoria e dizer da importância deles para administração pública como um todo”.

    Outras homenagens

    A procuradora-geral do DF, Ludmila Lavocat Galvão, também recebeu o reconhecimento pelos serviços prestados à advocacia e à democracia. “Gostaria de aproveitar para agradecer a homenagem”, declarou. “Certamente é fruto do trabalho conjunto da Procuradoria-Geral do DF. Por isso, deve ser estendido a todos os servidores”.

    Também receberam placas de homenagem a deputada federal Celina Leão, o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins, e o ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso. Ibaneis Rocha foi responsável pela entrega da honraria ao ministro Humberto Martins.

    Na oportunidade, o presidente da Anape, Vicente Braga, recebeu a medalha do mérito da Procuradoria-Geral do DF pelas mãos de Ludmila Lavocat Galvão. A medalha do Conselho Superior celebra personalidades com demonstração de apreço, reconhecimento e gratidão pelos serviços prestados à PGDF, à advocacia pública e à sociedade civil do DF.

    Em seu discurso, Braga teceu elogios ao governador e à procuradora do DF. “Antes de ser governador, Ibaneis já tinha conhecimento das nossas lutas”, afirmou. “Se hoje podemos votar pelos honorários, devemos ao senhor. Aonde a gente anda no DF, só temos elogios ao trabalho do senhor”. O presidente da Anape também Vicente agradeceu o auxílio da procuradora-geral do DF prestado na elaboração do congresso, organizado em tempo recorde: dois meses – a média costuma ser de dois anos.

    Congresso

    Após a entrega das láureas, o ministro Luís Roberto Barroso deu início à conferência de abertura em que abordou três temas: democracia, liberdade de expressão e desinformação. Realizado anualmente desde 1969, o congresso segue com programação até o dia 25, com palestras e painéis temáticos para debater assuntos relevantes para os procuradores brasileiros dentro do tema “Advocacia Pública: Direitos Fundamentais e Políticas Públicas”.

    Além dos painéis e palestras, o congresso abrigará a assembleia geral e reuniões do Conselho Deliberativo da Anape, do Colégio Nacional dos Procuradores Gerais dos Estados e do Distrito Federal, do Colégio Nacional de Corregedores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal e do Fórum Nacional dos Centros de Estudo das Procuradorias dos Estados e do Distrito Federal. Pela primeira vez, haverá apresentação das teses de forma totalmente virtual, ampliando a participação dos procuradores de todo o país.

    Fonte: Agência Brasília.

  • Vídeo: mãe flagra babá sufocando o filho de apenas cinco meses

    Vídeo: mãe flagra babá sufocando o filho de apenas cinco meses

    Ela segura o tecido com as duas mãos e sufoca o bebê por cerca de 15 segundos. A criança fica agitada, mexe as perninhas e começa a chorar
    Vídeo gravado por câmera de segurança mostra uma babá, de 18 anos, sufocando um bebê de apenas 5 meses em um apartamento localizado no Cruzeiro Novo. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada e prendeu a funcionária em flagrante por maus-tratos. A suspeita acabou presa em flagrante nessa segunda-feira (22/11).

    Nas imagens, é possível ver a autora sentada com a criança. Ela levanta, coloca o pequeno no carrinho e logo retorna com o bebê para o sofá.

    Logo em seguida, pega uma manta e o pressiona contra o rosto da criança. Ela segura o tecido com as duas mãos e sufoca o bebê por cerca de 15 segundos.

    A criança fica agitada, mexe as perninhas e começa a chorar. As imagens mostram a jovem colocando o bebê no colo. Minutos depois, a mãe aparece e ampara o filho.

    Confira:

    Babá sufoca bebê

    Babá sufoca bebê

    Babá sufoca bebê

     

    Momentos de terror
    A mãe da criança lembrou os momentos de terror vividos na própria casa. Ela conta que estava com o filho, de 5 meses, e a babá dele. Detalhou que estudava em um dos quartos do apartamento com a porta fechada enquanto o bebê estava com cuidadora na sala.

    A mulher monitorava os dois por meio de imagens das câmeras do apartamento. Em determinado momento, a mãe flagrou, pelo vídeo, a babá sufocando a criança com um pedaço de pano. Contou que correu até a sala e questionou a funcionária sobre o que estava acontecendo. A mulher respondeu que estava apenas limpando o nariz do garoto.

    Assustada e sem saber o que fazer, a genitora se trancou no quarto com o filho e pediu que a funcionária fosse embora. Posteriormente, a mãe acessou novamente as imagens das câmeras para ter certeza do que teria ocorrido, tendo constatado que, realmente, a babá havia tentado por duas vezes sufocar o bebê.

    Diante da certeza do ocorrido, ela acionou a Polícia Militar, que compareceu ao local.

    O outro lado
    À polícia a suspeita disse que era a segunda vez que trabalhava como babá para a família. Relatou que, em determinado momento, o pequeno teria golfado, ocasião em que ela pegou um pano para, supostamente, limpá-lo.

    Ela alegou que, enquanto limpava a criança, a patroa foi até a sala, pegou o bebê e seguiu para o quarto. Alguns minutos depois, a mãe voltou à sala e disse que tinha ocorrido um problema no trabalho do marido e pediu que ela fosse embora.

    Acrescentou que foi para casa e, depois, policiais militares foram até lá e a informaram sobre a acusação de maus-tratos.

    O bebê não apresentava sinais de agressão, mas foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para realização de exame de corpo de delito.

    Por Mirelle Pinheiro , Milena Carvalho – Metropoles

  • Merenda escolar garante segurança nutricional a cerca de 430 mil alunos

    Merenda escolar garante segurança nutricional a cerca de 430 mil alunos

    Cardápio sempre tem proteínas, carboidratos, frutas e hortaliças; gestores de escolas públicas falam como administram a oferta de alimentação
    Toda segunda-feira, a Escola Classe 15 de Ceilândia recebe os alimentos perecíveis e não perecíveis destinados à produção da merenda da semana.

    Na lista estão os chamados “gêneros” que compõem o cardápio sugerido pelos nutricionistas da Secretaria de Educação (SEE).

    Para assegurar o valor nutricional necessário a cada estudante, estão garantidos proteínas, carboidratos, frutas e hortaliças divididos.

    “Todas as regionais de ensino recebem a quantidade de gêneros de acordo com o quantitativo de alunos. Se meu aluno come uma maçã aqui, todos os alunos da rede pública do DF vão comer maçã também”, afirma o vice-diretor da EC 15, Ricardo da Silva Koziel.

    A única diferença da unidade é o formato integral, o que duplica os ingredientes recebidos, devido ao fato de os alunos terem cinco refeições por dia – a média é de até três nas demais escolas.

    De acordo com a Secretaria de Educação, a alimentação dos 429.762 estudantes contemplados diariamente com merenda é assegurada com 59 tipos de produtos alimentícios fornecidos. Desses, 32 itens são fornecidos pelos 854 produtores da agricultura familiar que integram os 16 contratos do GDF com cooperativas.

    A variedade de ingredientes permite a manutenção do valor nutricional, mesmo quando algum item está em falta. Ricardo Koziel explica ainda que cada regional de ensino pode solicitar ingredientes a outras unidades.
    “Se eu sei que faltará arroz, por exemplo, meu papel como gestor é falar com a nutricionista. Ela vai fazer uma guia de transferência e procurar uma escola que tenha o gênero sobrando. Do ponto de vista teórico, a merenda nunca vai faltar. Sempre vai sobrar, porque ela sempre vem para o total de alunos, e temos sempre algum faltante. A tendência é que o saldo seja maior na dispensa”, avalia.

    A Secretaria de Educação necessita de 4,3 mil toneladas de gêneros perecíveis e 746.143,90 quilos de gêneros não perecíveis, por ano, para atender as escolas do DF.

    Liberdade para o cardápio

    Apesar de disponibilizar de nutricionistas e sugestões nos cardápios, a secretaria deixa as unidades à vontade para adaptações na alimentação dos estudantes. “É preciso fazer uma gestão de alimentos. Está faltando carne vermelha, por isso está vindo muito peixe e frango, que também são proteínas”, explica.

    “O que eu tento fazer é pesquisar e sugerir outras formas, ao molho, assado e panache [receita com mistura de legumes]. Isso dá trabalho. Mas a nossa função é oferecer uma alimentação saudável e nutritiva para os nossos alunos”, explica o vice-diretor da Escola Classe 15 de Ceilândia.

    Merendeira há nove anos na escola, Maria de Lourdes Silva, 63, diz que criatividade é o que não falta na cozinha da EC 15: “A gente procura garantir uma comida variada, balanceada e colorida e tenta cumprir o cardápio proposto à risca”.

    Na avaliação do vice-diretor, as adaptações do cardápio também servem para estimular a reeducação alimentar. Ele cita crianças que aprenderam a comer brócolis e outros alimentos na escola.

    “A merenda na escola integral tem um efeito de distribuição de renda. O dinheiro que o pai economiza com alimentação pode ser gasto com outra coisa. Temos alunos carentes que passam fome em casa. Eles falam que o dia mais alegre é a segunda-feira e o mais triste é a sexta-feira, porque no sábado e no domingo não sabem o que vão comer”, lamenta o gestor.

    Esse foi o caso dos irmãos Mesquita Silva, Luís Davi, 11 anos, e Lara, 8, que provaram, pela primeira vez, canja e chuchu na merenda da EC 15. “Eles gostam bastante da merenda. Para mim, é muito bom. Porque o meu custo com os alimentos diminuiu. O que eu comprava para uma semana, hoje dura um mês”, afirma Nathália Souza Mesquita, mãe dos estudantes e voluntária da escola.

    A autônoma Adriana Vieira Gonçalves, 44 anos, explica que desde que a filha Pietra, 9 anos, começou a estudar na Escola Classe 15 de Ceilândia, ela acompanha a merenda. “Para mim, é maravilhoso, porque é oferecida uma boa alimentação para a minha filha”, comenta. O prato favorito de Pietra é salada. “Ela nunca foi uma criança com dificuldade de se alimentar, mesmo em casa, mas aqui tem uma variação maior na alimentação”, completa.
    Muitas crianças acabam tendo contato na escola com frutas, verduras e legumes. Isaac Lourenço, 7 anos, gosta do momento do lanche em que pode comer alimentos como banana e melancia. “Eu gosto da hora da merenda. Como tenho alergia a leite, eu gosto de comer banana e melancia. No almoço, eu gosto de arroz, feijão e frango”, revela.

    Já Mariana Juliana da Silva, 8 anos, destaca a proximidade dos alunos com os ingredientes. A escola conta com uma horta com alface e cebolinha que é cuidada e colhida pelos estudantes para incrementar o cardápio. Eles também são ensinados a reproduzir a horta em casa. “A gente sempre vai lá [à horta] para regar”, explica Mariana, que, toda animada, levou algumas folhas para as merendeiras.

    Agencia Brasília