Dia: 14 de setembro de 2021

  • Ministro das Comunicações estima investimento trilionário com 5G

    Ministro das Comunicações estima investimento trilionário com 5G

    Ao lado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e de Leonardo Euler, presidente da Anatel, Fábio Faria debateu a implementação da tecnologia 5G em evento nesta terça-feira (14/9). No Planalto, Bolsonaro ressaltou importância da pauta e papel dos Poderes
    Com o leilão do 5G em fase final de votação na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou que o Brasil deve receber US$ 1,2 trilhão em investimentos diretos e indiretos com a instalação da nova tecnologia até o fim do contrato, que deve ser efetuado nas próximas semanas. A licitação teve decisão original marcada para a última segunda-feira (13/9), mas foi adiada devido a um pedido de vista do conselheiro Moisés Queiroz Moreira.
    Durante participação no evento Painel Telebrasil 2021, nesta quarta-feira (14), o ministro disse que a aprovação do leilão deve ser célere, para que cerca de 40 milhões de brasileiros possam ter acesso à internet, e mencionou os benefícios que o leilão pode trazer. Fábio Faria afirmou ainda que o 5G não é um projeto de governo, mas, sim, de Estado. “Vai aumentar a produtividade do Brasil no agronegócio, saúde, gestão urbana e segurança pública. A internet terá delay muito baixo e com isso nós teremos um Brasil muito mais produtivo e muito mais eficiente. Faremos também instalação de fibra óptica e antenas. Hoje, temos 100 mil antenas no Brasil e vamos passar para 500 mil”, explicou.

    A arrecadação do leilão do 5G será não arrecadatório, ou seja, o valor arrecadado com a venda será investido na ampliação da infraestrutura de telecomunicações do Brasil, como na instalação de antenas e de cabos de fibra óptica, informou Fábio Faria. Ele ressaltou ainda que “o valor estimado até agora é de R$ 54 bilhões. A grande notícia para os brasileiros é que teremos um leilão não arrecadatório. O valor investido no 5G será reposto ao colocarmos os brasileiros conectividade”.
    Para contribuir com a viabilidade da nova cobertura de internet, a Anatel disponibilizou orientações e informações para incentivar prefeituras e câmaras municipais a reduzirem barreiras à conectividade de seus municípios e de suas populações com atualização da legislação local. Presente no debate, o presidente da Anatel, Leonardo Euler, ressaltou que o 5G é uma “chave” para ajudar também a alavancar a economia no Brasil. “O uso mais intensivo e mais inteligente dos mecanismos digitais traz benefício ao cidadão e aos negócios com melhores serviços e redução de custos”. Há possibilidade de distribuição de renda, inclusão social, provimento de renda e educação”, concluiu.
    Desigualdade digital
    O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ressaltou a importância da ampliação da conectividade brasileira e mencionou os impactos da pandemia que evidenciaram a desigualdade digital vivida no Brasil. “A pandemia expôs com muita clareza a desigualdade da nossa sociedade. Cidadãos de determinadas classes logo se adaptaram ao home office. Já a população mais simples que usualmente trabalha de forma essencialmente presencial enfrentou e enfrenta o desemprego. A imensa maioria de seus filhos nas escolas públicas não teve acesso ou teve acessos precários às aulas on-line”, disse.
    O senador também se colocou à disposição do Ministério das Comunicações para ajudar dentro dos trâmites do Congresso, e disse que um dos caminhos para isso é no “enfrentamento” da questão tributária. “A OCDE estima que 40% do preço do serviço de banda larga fixo e móvel é composto por tributos e taxas. Isso afasta investimentos e afasta a repercussão positiva que o setor de telecomunicações poderia ter”, explicou.

    Bolsonaro moderado
    No Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro repercutiu o avanço do 5G e fez elogios a Poderes com relação ao avanço da nova tecnologia. “Não tem como não acreditarmos no futuro dessa nação tendo aí o Legislativo, tendo o Judiciário cada vez se entendo mais para o bem comum de todos nós”, disse o presidente.

    Painel Telebrasil
    O debate desta terça-feira foi o primeiro de três dias, a continuar em 21 e 28 de setembro. O evento reúne as principais autoridades governamentais e lideranças empresariais do setor de telecomunicações.

    Por Raphael Felice – Correio Braziliense

  • Grave Acidente entre ônibus, 4 carros e caminhão deixa mortos em SP

    Grave Acidente entre ônibus, 4 carros e caminhão deixa mortos em SP

    Acidente entre ônibus, 4 carros e caminhão deixa mortos em SP, seis pessoas foram à óbito e oito ficaram feridas
    Um acidente envolvendo um ônibus de turismo, um caminhão e quatro carros na via Dutra, em São José dos Campos (SP), deixou ao menos seis mortos e oito feridos na manhã desta terça-feira (14).
    De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, o caminhão e o ônibus prensaram um carro, na altura do km 134 da rodovia, no sentido São Paulo, e outros três automóveis se envolveram no acidente.
    Após o ocorrido, o ônibus pegou fogo.
    Todas as seis pessoas mortas se encontravam no carro que foi prensado.
    Os demais feridos são passageiros que se encontravam no ônibus.
    Com ferimentos em estado moderado, eles foram encaminhados ao hospital da Fusam em Caçapava.
    O acidente resultou em congestionamento de 10 km por volta das 12h no sentido São Paulo, e, conforme informações do portal G1, não há previsão de liberação da via.

    Com informações do portal G1

  • GDF- Trabalho, remuneração e carteira assinada para 1,8 mil jovens

    GDF- Trabalho, remuneração e carteira assinada para 1,8 mil jovens

    Nesta terça (14), governador participou de cerimônia do Programa Jovem Candango, que promove formação profissional a adolescentes de 14 a 18 anos
    Na manhã desta terça (14), o governador Ibaneis Rocha participou da cerimônia de boas-vindas aos 1,8 mil novos integrantes do Jovem Candango, programa do Governo do Distrito Federal (GDF) que promove formação técnico-profissional na administração pública. A iniciativa tem o objetivo de abrir portas no mercado de trabalho, estimulando a continuidade dos estudos com suporte financeiro.

    As atividades desenvolvidas são voltadas ao desenvolvimento físico, moral e psicológico dos participantes, que têm entre 14 e 18 anos. Na programação dos jovens estão o aprendizado de diversos conceitos da administração pública, bem como a promoção da convivência e o fortalecimento de vínculos, incentivando inclusive a prática de esportes.

    O governador Ibaneis Rocha enfatizou o valor que essas formações têm na política pública atualmente implementada no DF. “Oportunidades são muito importantes. Antigamente, estágios eram muito poucos e conseguir uma oportunidade de emprego era muito difícil. Só quem passa por isso sabe a importância de dar o primeiro emprego a uma pessoa. Estou feliz por vocês e por poder dar essa oportunidade, orgulhando seus pais e seus parentes, e tendo uma carteira com uma assinatura. Espero que vocês saibam aproveitar essa oportunidade para que possam vencer na vida”, afirmou.

    Participaram do encontro os atletas e paratletas do DF Caio Bonfim, Jéssica Gomes e Wendell Belarmino, que receberam placas de homenagem pela participação na última edição dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, realizados nos últimos meses | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

    Quem foi selecionado para participar do Jovem Candango não vê a hora de começar a trabalhar. Maria Eduarda Oliveira de Jesus, 14 anos, mora em um abrigo para crianças e adolescentes e não esconde a expectativa. “Desde que eu cheguei lá queria trabalhar, e quando eu descobri que eu poderia, fiquei muito feliz. Acho que vai ser bom pra mim. É a minha primeira chance no mercado de trabalho. Estou ansiosa, acho que vai ser legal”, contou.

    A secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira, destacou as cooperações que o programa fez para este ano. “Temos agora parcerias com o Sesi e o Senai, unindo propostas para dar mais qualidade de vida para a população. Esse programa visa formar cidadãos, transformar a família, dando a oportunidade para vocês estudarem e levarem renda”, explicou.

    A deputada federal Celina Leão agradeceu o GDF e o governador Ibaneis pela decisão de seguir em frente com o projeto. “São oportunidades com carteira de trabalho assinada, direitos trabalhistas garantidos. Meu coração se enche de alegria e gratidão. A vocês jovens, cheios de sonhos, vocês podem conseguir. Vocês vão conseguir. O GDF está dando uma chance”, ressaltou.

    Também participaram do encontro os atletas e paratletas do DF Caio Bonfim, Jéssica Gomes e Wendell Belarmino, que receberam placas de homenagem pela participação na última edição dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, realizados nos últimos meses.

    Sobre o programa

    O Jovem Candango é coordenado pela Rede Nacional de Aprendizagem, Promoção Social e Integração (Renapsi) e pelo Centro Espírita Fraternidade Jerônimo Candinho (OSJC), entidades selecionadas pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEL) por meio de chamamento público.
    Os participantes ganham uma ajuda de R$ 516,66 e, por terem carteira de trabalho assinada, também têm direito a férias e 13º salário. Outros benefícios são vale-alimentação de R$ 220, vale transporte e seguro de vida, além de uniforme e crachá.

    As 1.800 vagas foram distribuídas da seguinte maneira:
    > 20% das vagas destinadas a jovens egressos ou em cumprimento de medida socioeducativa;
    > 10% das vagas destinadas a jovens em situação de acolhimento institucional;
    > 5% das vagas destinadas a jovens PCD;
    > 5% das vagas destinadas a jovens atendidos pelo Programa Bombeiro Mirim do DF;
    > 5% das vagas destinadas a jovens residentes em área rural do DF no mínimo há 5 (cinco) anos.
    > 55% ou mais das vagas remanescentes serão destinadas a jovens que atendam aos critérios de seleção exigidos pelos parâmetros estabelecidos.

     

    FLÁVIO BOTELHO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA* I EDIÇÃO: CAROLINA JARDON

    * Com informações da Secretaria de Esporte e Lazer

  • Avião de pequeno porte cai em Piracicaba (SP) e todos os ocupantes morreram

    Avião de pequeno porte cai em Piracicaba (SP) e todos os ocupantes morreram

    Aeronave bateu em barranco e todos os ocupantes morreram, segundo Corpo de Bombeiros

    Um avião de pequeno porte caiu em uma área de mata na região da avenida Cezira Giovanoni Moretti, em Piracicaba, no interior de São Paulo, na manhã desta terça-feira (14), por volta das 8h40.

     

    Avião de pequeno porte caiu em Piracicaba, no interior de São Paulo

    Queda de avião em Piracicaba, no interior de São Paulo, deixou sete mortos

    Confira Aqui 

  • “Impeachment não é solução para crise”, diz Michel Temer ao Correio

    “Impeachment não é solução para crise”, diz Michel Temer ao Correio

    CB Poder recebeu o Ex Presidente Michel Temer – (crédito: Ed Alves/CB)

    Com a experiência de quem já esteve à frente da Nação e viveu a pressão de ver protocolados vários pedidos para que sua passagem pelo governo fosse abreviada, emedebista considera que o processo convulsionaria o país e terminaria às portas da eleição de 2022

    O ex-presidente Michel Temer é enfático ao afirmar que o impeachment de Jair Bolsonaro não traria a solução para a crise institucional entre o presidente com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista, ontem, ao CB.Poder — uma parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília —, ele destacou que seria um processo doloroso e contraproducente, com a possibilidade de se encerrar perto das eleições do próximo ano. Isso deixaria o ambiente ainda mais convulsionado, sem contar que promoveria a paralisia completa do país.
    “Todos devem aproveitar esse momento, de certa pacificação, para combater em definitivo a pandemia e recuperar a economia”, recomendou, com a experiência de quem quase viu avançar um processo de impeachment contra ele.

    Autor do texto da Declaração à Nação, que serviu para apaziguar os ânimos depois dos inflamados discursos de Bolsonaro insuflando a militância contra os ministros do STF, no 7 de Setembro, Temer acredita na moderação do presidente de agora em diante. Para o ex-presidente, o momento de equilíbrio deve ser aproveitado para levar adiante as reformas administrativa e tributária — que, como fez questão de lembrar, começou no governo dele.
    “Com esse documento, os acampamentos de caminhoneiros se desmobilizaram em Brasília. O fato é que, convenhamos, se não houvesse a ‘Declaração à Nação’ dia 9, não sei o que aconteceria no dia seguinte”, salientou, certo de que se evitou algum evento de alta gravidade e que poderia ter o condão de convulsionar mais o país.

    Temer afastou, ainda, qualquer hipótese de se ter fechado algum acordo entre Bolsonaro e o ministro Alexandre de Moraes, versão que tem circulado nos grupos bolsonaristas. De acordo com o ex-presidente, ele jamais proporia isso ao magistrado por saber que a ideia seria imediatamente rechaçada.
    Sobre uma possível candidatura do MDB, partido ao qual ainda é ligado, ao Palácio do Planalto, Temer não acredita nessa possibilidade — embora elogie a competência, a capacidade de trabalho e de articulação da pré-candidata da legenda, a senadora Simone Tebet (MS).

    “Tem uma bela pré-candidata, mas não sei se o partido vai com essa posição até o final. O que acontecer pela frente vai determinar a conduta do MDB e dos demais partidos”, observou.
    A seguir os principais pontos da entrevista.

    A leitura que se fez, logo depois da publicação da nota oficial, foi de que a participação do senhor deu uma esfriada nas manifestações que estavam previstas para o último domingo. Acha que o país afastou o perigo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro?
    Ainda há clima para isso?
    Não foi o documento que afastou o pessoal da rua, foram as divergências dos vários grupos. Pelo que eu vi pelos jornais, certos partidos não quiseram participar do movimento por não terem o protagonismo — e os organizadores não quiseram que certos partidos participassem. Então, eu penso que não foi o documento que afastou as pessoas das manifestações. A questão do impedimento, vejo do seguinte modo: você abre um processo de impeachment agora; vai durar de sete a nove meses. Vai bater com as eleições e colocar o país numa agitação brutal. Você tem eleição logo aqui adiante, no ano que vem, e as coisas devem se resolver por eleição. Se o presidente for candidato à reeleição, quem quiser votar no presidente vota; quem não quiser, escolhe outro candidato.

    Na a avaliação do senhor, não temos tempo para isso e o país precisa trabalhar em outras pautas?
    Temos pandemia para combater e economia para recuperar. Acho que os poderes têm que se reunir, o Legislativo e o Executivo fundamentalmente. Mas, de alguma maneira, com apoio do Judiciário e de todos os partidos também. Todos devem aproveitar este momento, de certa pacificação, para combater em definitivo a pandemia e recuperar a economia. Digo para você: não sei se é o caso de fazer campanha eleitoral agora. Tem um ano e dois meses para eleição, muito tempo ainda. Vamos cuidar da pandemia, da economia e deixar o debate eleitoral para o ano que vem.
    Na semana passada, o senhor foi fundamental no processo de pacificação do país. Queria que fizesse uma retrospectiva desse encontro.
    Na quinta-feira, antes do 7 de Setembro, recebi vários telefonemas de pessoas me pedindo uma ajuda para intermediar esse diálogo. Coincidentemente, o presidente Bolsonaro acabou me ligando no dia 8, pelas 20h, e me convidou para ir no dia seguinte a Brasília. Antes de ir, disse que haveria alguns pontos determinados que achava que deveriam ser assinalados e listei para ele. O presidente disse que estava de acordo, que era para eu levar esses pontos para Brasília que iríamos redigir. É um documento que diz o óbvio, que é cumprir o texto constitucional. Ou seja, preservar harmonia entre os Poderes, pregar pacificação do país e cumprir rigorosamente a Constituição e decisões judiciais. Basicamente, o documento retrata esses episódios que estou avidamente mencionando. Na verdade, com esse documento, os acampamentos de caminhoneiros se desmobilizaram em Brasília. O fato é que, convenhamos, se não houvesse a “Declaração à Nação” dia 9, não sei o que aconteceria no dia seguinte.

    O senhor acha que essa promessa de moderação de Bolsonaro é verdadeira? Sabemos que o presidente pode recuar e avançar com facilidade.
    A sensação que tenho é de que o presidente vai levar a sério aquilo que assinou — pelo menos torço por isso. Até me surpreendi positivamente com a sinalização extremamente favorável, a significar que o povo brasileiro deseja mesmo essa tranquilidade. Me surpreendi também quando saí do Palácio (do Planalto): logo depois, a Bolsa subiu e o dólar caiu.

    Na conversa do senhor com o ministro Alexandre de Moraes, houve um acordo costurado para que o magistrado também não faça mais prisões? Acredita que também vai haver uma mudança de comportamento do Supremo Tribunal Federal?
    De fato falei com o ministro Alexandre, mas não houve acordo nenhum. Primeiro, que eu não teria o atrevimento de pedir isso a ele, que é ministro do STF. Segundo, que ele jamais aceitaria essa forma de acordo. O que existe, sim, é uma distensão, a distensão é que poderá produzir bons resultados. Até porque retoma-se um diálogo mais aprofundado entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

    O MDB vai ter candidato à eleição presidencial de 2022? O senhor acha que é preciso que o partido se lance em uma candidatura solo ou seria melhor reunir vários partidos em uma terceira via para enfrentar a polarização?
    Essa coisa de terceira via é fundamental ao eleitorado. Mas, com toda franqueza, estou achando complicada essa história. Não acho que os principais cotados da terceira via abram mão da candidatura em dado momento, priorizando só um candidato, o que seria o ideal. Eu sinto que todos os que estão se apresentando vão até o fim, ou boa parte deles. Veja você que se houver muitos candidatos, ganha com isso aqueles que polarizaram, que tem um número maior e mais sólido de apoio.

    Já tem gente dizendo que o senhor pode ser o (presidente dos Estados Unidos, Joe) Biden brasileiro. Como vê essa avaliação? Está preparado para disputar a Presidência da República no ano que vem?
    Acho que só poderia ser como o Biden em função da idade. Fora daí, confesso que não está no meu horizonte. O que puder colaborar com o país — o que penso que, modestamente, fiz há poucos dias —, na medida que for convocado, dar palpites, farei com muito prazer. Mas, em relação ao futuro, confesso hoje que não penso em me candidatar. Até brinco que estou com mais prestígio hoje do que tinha quando era presidente, mas eu acho que isso é fruto do reconhecimento do meu governo. Passou muito rapidamente; achava que demoraria mais tempo — e você sabe como aquelas pessoas tentaram me prejudicar e acabaram atrapalhando o país. Então, em relação às manifestações de “Biden brasileiro”, tomo isso como reconhecimento ao meu governo.

    O senhor acha que o MDB vai lançar mesmo a (senadora) Simone Tebet? Vai defender que o partido tenha candidato ou aposta nessa tentativa de união dos partidos?
    Conheço o MDB há muito tempo. Sempre foi assim: querem lançar candidato e, muitas vezes, acabam não lançando. Hoje, tem uma bela pré-candidata, a Simone Tebet, mas não sei se o partido vai com essa posição até o final. Não há condições de fazer uma análise como essa a mais de um ano das eleições. O que acontecer pela frente vai determinar a conduta do MDB e dos demais partidos.

    Há clima, hoje, para retomar as votações da reforma tributária e administrativa? Ou essas pautas vão ter que ficar para depois da eleição de 2022?
    Acho que antes do dia 9 deste mês não havia clima algum. A partir do dia 9, particularmente depois da declaração (de Bolsonaro à Nação), acho que há algum clima que poderá permitir o prosseguimento das reformas, que começaram em meu governo. É preciso continuar com aquilo que chamo de simplificação tributária, com a reforma administrativa. Au acho que há clima, sim. Não se deve esperar as eleições para fazer isto, vamos fazer já! Temos tempo agora, neste ano e praticamente metade do próximo para caminharmos com essas reformas.

    No próximo dia 15, o senhor tem um encontro com (os ex-presidentes) Fernando Henrique Cardoso e José Sarney. Como vai ser esse encontro? É uma preparação para um projeto futuro ou serão ideias para o atual governo?
    Vamos dizer obviedades que, na verdade, precisam ser repetidas, porque, muitas vezes, as pessoas se esquecem disso. Vamos falar sobre democracia, o Estado de Direito, como se deve preservá-lo. O debate será nessa linha, o que pensamos em matéria econômica e política no país. Penso que será tudo pautado no texto constitucional. Diremos obviedades porque acho que, nos últimos tempos, as pessoas se esqueceram das coisas mais triviais

    Com informações do Correio Braziliense

     

  • Tempestade tropical Nicholas vira furacão e atinge o Texas

    Tempestade tropical Nicholas vira furacão e atinge o Texas

    Chuvas devem atingir também a Lousiana e o Mississipi. Não há relatos de danos e vítimas até o momento
    A tempestade tropical Nicholas ganhou força e se tornou um furacão de categoria 1 (de uma escala que vai até 5) pouco antes de atingir a costa do Golfo dos Estados Unidos nesta terça-feira (14/9). Segundo informações do portal G1, a tormenta tocou o solo do Texas a 55 km da cidade de Freeport e agora ruma para Houston.
    O Nicholas vai levar muita chuva ao Texas até a próxima quarta-feira (15/9) e à Louisiana e ao Mississippi até quinta-feira (16/9). Não há relatos de danos e vítimas até o momento.

    Estados americanos ainda se recuperam dos danos causados pelo furacão Ida, que causou mortes no sul dos EUA e deixou um rastro de destruição até no nordeste do país.
    O governador do Texas, Greg Abbott, alertou a população na tarde de segunda-feira (13/9) de que haverá grande volume de chuva.

     

    “Será uma tempestade de avanço lento pelo Texas, de vários dias, e vai descarregar uma quantidade imensa se chuva”, afirmou Abbott. “As pessoas precisam estar preparadas para eventos extremos com alto nível de água”.

    O governador do Texas disse também que vai declarar estado de emergência em 17 condados e 3 cidades na costa e que equipes de resgate estão em alerta.

    Muitos voos foram cancelados nos aeroportos da região de Houston. Também foi fechado o canal de navegação do movimentado porto da cidade, que tem cerca de 2,3 milhões de habitantes.

    Imagem satélite do furacão/tempestade tropical Nicholas sobre o Golfo do México em 12 de setembro de 2021 — Foto: NOAA vía AP
    Imagem satélite do furacão/tempestade tropical Nicholas sobre o Golfo do México em 12 de setembro de 2021 — Foto: NOAA vía AP
    Veículos trafegam pela Intracoastal Waterway Bridge em Matagorda, no Texas, antes da chegada do furacão/tempestade tropical Nicholas no estado em 13 de setembro de 2021 — Foto: Elizabeth Conley/Houston Chronicle via AP
    Veículos trafegam pela Intracoastal Waterway Bridge em Matagorda, no Texas, antes da chegada do furacão/tempestade tropical Nicholas no estado em 13 de setembro de 2021 — Foto: Elizabeth Conley/Houston Chronicle via AP

    Com informações do Metropoles