Família achou corpo do idoso, sem cabeça, depois que vizinho da vítima encontrou portão trancado e não conseguiu fazer contato por telefone
Goiânia – Um jovem de 19 anos é suspeito de ter decapitado o próprio avô, em Senador Canedo, região metropolitana de Goiânia. O corpo sem cabeça foi encontrado no fim da tarde de terça-feira (31/8). A identidade da vítima, que estava dentro de casa, é Severino Inácio da Silva, de 82 anos.
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, há indícios veementes de que o próprio neto do idoso, de 19 anos, é que teria cometido o crime. Ele teria indicado à polícia onde jogou a cabeça do avô, que estava dentro de uma sacola, a alguns quilômetros da casa da vítima, em um matagal próximo de um córrego. A prisão foi feita pela Polícia Militar.
Ainda segundo a Polícia Civil, o corpo foi encontrado depois que um vizinho estranhou o portão da casa trancado e não conseguiu fazer contato por telefone. Esse vizinho procurou a família, que foi até o local e se deparou com o corpo da vítima, caído na porta da sala. O próprio neto do idoso chegou a falar com a polícia como testemunha, em um primeiro momento.
Equipes da Polícia Militar e da Polícia Científica estiveram no local do crime. O corpo foi removido em um veículo do Instituto Médico Legal (IML). O Grupo de Investigação de Homicídios de Senador Canedo investiga a motivação do homicídio.
O suspeito está sendo ouvido na manhã desta quarta-feira (1/9) e teria confessado o crime durante depoimento. Segundo a PM, ele teria dito que cometeu o crime por causa de brigas familiares.
O grupo atuava desde 2015 e já havia praticado ataques nos estados de São Paulo, Ceará, Pernambuco, Santa Catarina e Minas Gerais
Equipes da Divisão de Repressão a Roubos e Furtos (DRF) cumpriram três mandados de prisão preventiva e realizaram a transferência de presos de Campo Grande (MS) para o Distrito Federal, nesta quarta-feira (1/9). O trio fazia parte da organização criminosa especializada em furtar casas de chineses ao redor do país.
O bando foi desarticulado na primeira fase da Operação Xangai, deflagrada em 17 de abril deste ano. À época, além dos três suspeitos transferidos nesta quarta, foram presas outras duas pessoas e cumpridos seis mandados de busca e apreensão. Antes de ser desmantelada, a organização criminosa furtou cerca de R$ 800 mil, subtraídos na casa das vítimas.
Presos preventivamente em março pela prática de furtos qualificados, os três criminosos foram agora presos preventivamente pelos crimes de associação criminosa e roubo. A ação da da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Corpatri) contou com o apoio da Divisão de Operações Aéreas (DOA). “As transferências ocorreram para evitar novo ajuste criminoso e as autorizações contaram com as Justiças do Distrito Federal e Mato Grosso do Sul” , explicou o o diretor da DRF, delegado Fernando Cocito.
A operação
A organização criminosa tinha base em São Paulo e era especializada em roubos e furtos de apartamentos de chineses em todo o Brasil. O grupo atuava desde 2015 e já havia praticado ataques nos estados de São Paulo, Ceará, Pernambuco, Santa Catarina e Minas Gerais.
Apurou-se que os criminosos invadiram sete apartamentos no Distrito Federal, sendo quatro em Águas Claras, dois no Guará e um em Taguatinga. Ao todo, foram subtraídos mais de R$ 800 mil das vítimas.
Nos furtos do Distrito Federal, os criminosos se valeram de veículos alugados na cidade de São Paulo. Eles se passavam por parentes dos chineses ou entregadores para enganar os porteiros dos prédios. Em seguida, arrombavam as portas dos apartamentos.
Faccionado ocupava a função de “Geral do Estado” dentro da facção e foi preso pela Polícia Civil do DF em chácara onde também se escondia suspeito de mega-assalto em Araçatuba
Investigadores do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal (Decor/PCDF) prenderam, nessa terça-feira (31/8), um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) — facção oriunda de São Paulo — pertencente à célula do DF. O homem foi preso em Piracicaba (SP) e estava com outros dois rapazes, sendo que um deles é suspeito de participar do ataque a bancos em Araçatuba, em São Paulo, na madrugada dessa segunda-feira (30/8).
Pelo menos 20 criminosos participaram da ação, que durou cerca de duas horas e deixou três mortos e cinco feridos, um deles está internado em estado gravíssimo, após ter os pés amputados depois de ser atingido por explosivos. O faccionado, mais conhecido como Luiz Adriano, ocupava a função de “Geral do Estado” dentro da facção e estava escondido em uma região de chácaras nos arredores da cidade de Piracicaba (SP), onde, de lá, geria os negócios do PCC no Distrito Federal.
Segundo a PCDF, as ações de “Luiz Adriano” foram investigadas no âmbito da Operação Tríade, deflagrada em junho deste ano pela Decor/PCDF,, como forma de conter a tentativa de estabelecimento do PCC na capital federal. Em decorrência dessa investigação contra o criminoso, constava mandado de prisão preventiva expedido pelo Poder Judiciário do DF.
Nessa terça-feira, os policiais civis do DF e de SP cumpriram o mandado de busca e apreensão e localizaram e prenderam “Luiz Adriano”. Na casa, os agentes encontraram dois homens que tinham mandados de prisão em aberto. Um deles, inclusive, estava com um ferimento em um dos braços decorrente de troca de tiros com a polícia durante o mega-assalto em Araçatuba.
Araçatuba
Os criminosos teriam contado com o auxílio de um drone para acompanhar a movimentação policial. Eles também fecharam algumas entradas da cidade, bloqueando a passagem da equipe da polícia. Moradores também relataram que encontraram explosivos e munições nas ruas da cidade. A polícia orientou que moradores permaneçam em casa até que a situação seja controlada.
Nessa terça-feira, outros três homens foram presos suspeitos de participarem do mega-assalto. Dois dos suspeitos foram capturados em Piracicaba, ao dar entrada em um hospital para tratar de ferimentos de balas de grosso calibre. O outro homem foi detido em Campinas.
Bandeira “Escassez Hídrica” passa a valer de 1º de setembro de 2021 a 30 de abril de 2022, no valor de R$ 14,20/100kWh
A Creg (Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética), formada pelo governo Bolsonaro para enfrentar a crise hídrica, anunciou nesta terça-feira (31) que determinou à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) a implementação de bandeira inédita da conta de luz, chamada de bandeira “Escassez Hídrica”, que trará aumento de 6,78% na tarifa média.
Ministro Bento Albuquerque minimizou possibilidade de racionamento DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
A nova taxa será de R$ 14,20/100kWh, quase 50% acima da bandeira atual, e valerá para todos os consumidores de 1º de setembro de 2021 a 30 de abril de 2022. As exceções ficam por parte dos moradores do estado de Roraima e os cidadãos de baixa renda que aderem à tarifa social da conta de luz.
Este novo reajuste contraria decisão da própria Aneel, anunciada na última sexta-feira (27), de manter a conta de luz no patamar da bandeira vermelha, que cobra taxa adicional de R$ 9,49/100kWh.
O governo justificou o aumento por conta do alto custo de geração de energia através das usinas termelétricas, de alto custo e que substituem as hidrelétricas neste momento de seca. “A arrecadação já realizada via Bandeiras Tarifárias, no atual patamar vermelho 2, é insuficiente para fazer frente aos custos reais observados e previstos, considerando a garantia do suprimento eletroenergético”, afirmou o Ministério de Minas e Energia.
A conta de luz teve seu primeiro aumento em junho, pouco depois do governo anunciar que o país passaria em 2021 pela maior crise hídrica em 91 anos. O Ministério de Minas e Energia ainda anunciou outros reajustes dentro da bandeira vermelha nos meses seguintes, até estabelecer nesta terça a nova bandeira.
A situação piorou depois que os meses de julho e agosto tiveram ainda menos chuvas do que o esperado pelo governo. Por isso, os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, responsáveis por cerca de 70% da geração hídrica do país, terminaram agosto com a pior média mensal da história.
Apesar da situação crítica, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, minimizou a possibilidade da Creg impor o racionamento obrigatório de energia aos cidadãos. “Os cenários indicam que temos a oferta suficiente para a demanda do sistema e as medidas estão surtindo o efeito. Estamos em condições melhores do que no início do mês de agosto”, comentou.
Entenda o efeito da bandeira escassez hídrica pelas contas do governo Bolsonaro DIVULGAÇÃO/MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
Pronunciamento nacional
Ainda nesta terça-feira, às 20h30, o ministro Bento Albuquerque, falará em cadeia nacional de rádio e televisão para explicar o novo reajuste e os programas de incentivo à economia de energia que o ministério lançará junto a indústrias e cidadãos.
Para as indústrias, o programa permite a apresentação de programas de redução voluntária de energia e mudança do horário de consumo pelos empresários em troca de compensação financeira.
Já os cidadãos devem receber bônus de R$ 0,50 a cada kWh reduzido. O governo pretende premiar os consumidores que reduzirem o consumo em um patamar de 10% a 20%. Quem economizar menos que 10% não receberá bônus, e quem superar o nível de 20% não receberá prêmio adicional Os cidadãos de baixa renda que aderem à tarifa social também poderão participar.
Da sua parte, o governo decretou na semana passada redução de pelo menos 10% na energia gasta pelas entidades e órgãos que fazem parte da gestão Bolsonaro.