Dia: 28 de julho de 2021

  • EDUCAÇÃO- Ibaneis Rocha Sancionada lei que cria a universidade distrital

    EDUCAÇÃO- Ibaneis Rocha Sancionada lei que cria a universidade distrital

    Governo vai investir R$ 200 milhões em quatro anos e abrir concurso público para servidores

    Marco histórico para a educação pública, a sanção da lei que cria a Universidade do Distrito Federal Jorge Amaury (UnDF) foi assinada nesta quarta-feira (28) pelo governador Ibaneis Rocha. Fruto de um sonho de décadas, o projeto pioneiro – de autoria do Executivo local – autoriza a construção do primeiro centro universitário distrital, ampliando a oferta gratuita de vagas no ensino superior.

    Ibaneis Rocha destacou que a criação da UnDF não significa despesa, mas investimento. “Quando se trata de educação você não está gerando despesa, está gerando riqueza e é essa riqueza que eu quero para a população, em especial os mais pobres”, disse | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

    Durante a cerimônia no Palácio do Buriti, o chefe do Executivo anunciou investimento de R$ 200 milhões pelos próximos quatro anos, a realização de concurso público para 3,5 mil profissionais, a cessão de um imóvel no Lago Norte para funcionamento inicial da universidade e o projeto para construção de um prédio na área do Parque Tecnológico (Biotic), que também será destinada às instalações acadêmicas.
    O governador Ibaneis Rocha fez questão de destacar que a criação da universidade não significa despesa, mas investimento. “Quando se trata de educação você não está gerando despesa, está gerando riqueza e é essa riqueza que eu quero para a população, em especial os mais pobres”, afirmou, antes de enumerar as ações que vão permitir a viabilidade da UnDF.

    “A partir do ano que vem, começam as aulas dos cursos. Esperamos que a universidade cresça em todo o DF, ajudando principalmente as famílias mais carentes. Já colocamos à disposição, tirando do orçamento do DF, aproximadamente R$ 200 milhões. É um projeto que estou encaminhando hoje para a Câmara Legislativa [CLDF], e a gente espera que seja votado da forma mais rápida possível para não faltarem recursos para constituição e funcionamento da universidade”, detalhou Ibaneis Rocha.

    Futura reitora da UnDF Jorge Amaury, Simone Benck lembra o resgate feito pela atual gestão ao tirar o projeto do papel. “Revisitar o passado, antes de qualquer coisa, significa reverenciar o compromisso com o passado pela lei orgânica e constituir no DF um sistema próprio de educação superior. Passadas quase três décadas da legitimação desse dever, o governo Ibaneis escreve história, retirando nossa unidade da Federação do incômodo rol dos quatro estados que ainda não têm uma universidade pública sob sua alçada”, comemorou.

    A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, também destacou o projeto de construção do novo campus. “Representa a esperança para trazer melhoria da qualidade dos nossos profissionais, e nisso, governador Ibaneis Rocha, você marcou um gol de placa. A UnDF é importantíssima para o avanço da qualidade do ensino público no DF”, apontou.
    Os cursos da UnDF Jorge Amaury estão previstos para as áreas das Ciências da saúde e humanas, Cidadania e meio ambiente, Gestão governamental de políticas públicas e de serviços, Educação e magistério, Letras, artes e línguas estrangeiras modernas, Ciências da natureza e matemática, Educação física e esportes, Segurança pública e defesa social, Engenharia e áreas tecnológicas de setores produtivos e Arquitetura e urbanismo.

    O ingresso deve ser nos moldes da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) e da Escola Superior de Gestão (ESG), uma vez que ambas serão integradas ao campus. Logo, 40% das vagas da nova universidade serão destinadas a alunos que concluíram a educação básica integralmente na rede pública. A cota racial, prevista na Lei Distrital nº 3788/2006, também será atendida. Outras possibilidades de admissão são por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do governo federal.

    Deputados elogiam iniciativa

    Presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (Cesc) da Câmara Legislativa, a deputada distrital Arlete Sampaio classificou o projeto como fundamental para a educação na capital. “O DF ganha hoje uma universidade nova que será muito importante para nossos jovens terem uma universidade e a oportunidade de cursar uma escola de nível superior”, disse.

    Já o deputado distrital Cláudio Abrantes disse que a UnDF vem para corrigir uma defasagem histórica das vagas no ensino superior. “Espero que a universidade chegue para os mais pobres. Os mais ricos estudam mais de 14 anos, e os mais pobres, até dez anos, segundo dados da Funab [Fundação Universidade Aberta do Distrito Federal]. É uma defasagem muito grande que hoje, numa visão de futuro, está sendo corrigida”, avaliou.
    A fala de Abrantes é traduzida em números. Em toda a Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride-DF), a oferta do ensino superior está concentrada em 88 instituições acadêmicas, das quais 72 têm sede no DF (cinco públicas e 67 privadas) e outras 16 estão distribuídas entre os demais municípios que integram a Ride, todas privadas. Os dados, referentes aos Censos da Educação Superior (CenSup) de 2010 a 2019, são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

    Nesse grupo há apenas duas universidades: a Universidade de Brasília (UnB), pública e federal, e a Universidade Católica de Brasília (UCB), privada sem fins lucrativos – o que significa que a maior parte das instituições de ensino superior da região é de unidades não universitárias privadas.

    IAN FERRAZ, DA AGÊNCIA BRASÍLIA | EDIÇÃO: FREDDY CHARLSON

     

     

     

  • Richarlison brilha de novo, e Brasil vence e vai às quartas em Tóquio

    Richarlison brilha de novo, e Brasil vence e vai às quartas em Tóquio

    Seleção aguarda definição do grupo C, que terá os jogos às 8h desta quarta-feira, para conhecer o adversário das quartas de final
    Richarlison brilhou de novo, marcou duas vezes, e a seleção brasileira venceu por 3 a 1 a Arábia Saudita, na manhã desta quarta-feira (28), e se classificou para as quartas de final do futebol masculino nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. O outro gol brasileiro foi de Matheus Cunha, no começo do primeiro tempo.

    Com o resultado, o Brasil se classificou na primeira colocação do grupo D e enfrenta o Egito no próximo sábado (31), às 7h, pelas quartas de final.
    O jogo
    Desde o começo a seleção já mostrou domínio na partida, com mais investidas no ataque. O primeiro o gol não demorou para sair: Claudinho cruzou um escanteio do lado esquerdo e, de cabeça, Matheus Cunha abriu o placar aos 13 minutos do primeiro tempo.

    Após abrir o placar, a seleção brasileira seguiu em cima dos sauditas. Seis minutos depois do gol, Guilherme Arana mandou a bola para a área e Antony cabeceou na trave. Na sequência, o Brasil insistiu em mandar a bola para o gol, até que acabou finalizando pela linha de fundo.

    Embora a seleção brasileira demonstrasse mais qualidade em campo, a seleção da Arábia Saudita manteve mais a posse de bola e tentou aproveitar lances de bolas paradas para chegar ao empate. E o gol saiu justamente após um cruzamento de uma falta na intermediária, que o zagueiro Al Amri cabeceou para o gol, para deixar tudo igual no placar aos 26 minutos.

    O Brasil voltou a assustar os sauditas aos 36 minutos. Após ora brasileiros trocarem passe no campo de ataque, Guilherme Arana recebeu pelo lado esquerdo e arristou o chute, que passou raspando a a trave do goleiro Al Bukhari. Depois disso, a seleção chegou mais duas vezes em sequência: primeiro com Richarlison, que parou no goleiro sem muito perigo, depois, com Claudinho, recebendo cruzando de Daniel Alves e mandando à direita do gol.

    Mas o foi aos 40 minutos que quase o brasileiros comemoram o segundo. Matheus Cunha cruzou rasteiro e achou Antony na pequena área, mas ele já estava pressionado pelo goleiro, que se jogou no chão para pegar a bola que já estava no pé do atacante brasileiro. Al Bukhari até precisou de atendimento médico após a defesa. Esse foi o último lance de perigo no primeiro tempo.

    Para a etapa complementar, o técnico André Jardine colocou Malcom no lugar de Antony. A seleção voltou para o segundo tempo do mesmo jeito que terminou o primeiro: com domínio dos lances ofensivos, mas sem oferecer tanto perigo.

    O primeiro grande lance do segundo tempo aconteceu aos 20 minutos. Após um chute de Matheus Henrique, o goleiro saudita espalma, a bola sobra para no pé de Matheus Cunha, que sozinho chuta na trave. Na sequência, o Brasil tentou seguir a jogada, no entanto, não conseguiu mais oferecer perigo ao gol da Arábia Saudita no lance.

    Seis minutos depois, mais uma boa chegada da seleção. Richarlison recebe passe de Reinier na entrada da área, e chuta forte e alta, mas o goleiro Al Bukhari defendeu bem. O Brasil seguiu pressionando, e após um cruzamento de Daniel Alves na área, a zaga saudita afastou parcialmente, Bruno Guimarães cabeceou de volta para a área e Richarlison, também de cabeça, mandou para as redes.

    No final da partida, Richarlison ainda marcou duas vezes. Na primeira recebeu um passa da linha de fundo e, dentro da pequena área, empurrou para as redes — mas o gol foi anuldo por impedimento. Depois, em uma jogada parecida, o camisa 10 da seleção recebeu de novo e mandou para o gol, agora com todos em posição legal, para ampliar e fechar o placar do jogo em 3 a 1.

    O Brasil venceu a Arábia Saudita por 3 a 1, na manhã desta quarta-feira (28), pela última rodada do Grupo D da primeira fase do futebol masculino nos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

    A seleção brasileira precisava apenas de um empate para se garantir nas quartas de final da Olimpíada

    Já eliminada de Tóquio 2020, a Arábia Saudita foi a campo em busca de conquistar pelo menos um ponto para se despedir dos Jogos Olímpicos

    O Brasil abriu o placar do jogo aos 13 minutos do primeiro tempo, com Matheus Cunha de cabeça, aproveitando um cruzamento de escanteio do Claudinho

     

    r7 esportes

     

     

  • VEJA O VÍDEO – Paciente psiquiátrico surta, rouba ambulância e tenta furar bloqueio da PM

    VEJA O VÍDEO – Paciente psiquiátrico surta, rouba ambulância e tenta furar bloqueio da PM

    Um homem foi preso após roubar ambulância e colidir o veículo em uma base móvel da PM (Polícia Militar) em Santo André, no ABC paulista, na manhã desta segunda-feira (26).
    Segundo a PM, a vítima estava manobrando a ambulância, quando foi abordada por um homem. A polícia foi acionada por volta das 6h50 e iniciou um acompanhamento da ocorrência.

    Com informações do Terra Brasil Noticias

     

  • Eleições 2022: saiba quem é quem na 3ª via e o desempenho nas redes

    Eleições 2022: saiba quem é quem na 3ª via e o desempenho nas redes

    Partidos buscam nomes para se contrapor à polarização entre Lula e Bolsonaro, mas desempenho no meio digital e nas pesquisas não empolga
    Ainda sem cara definida para as eleições de 2022, a chamada terceira via testa nomes proeminentes do cenário político em busca de uma candidatura que possa servir como alternativa à polarização entre o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), favorito até o momento nas pesquisas.As conversas para tentar bater de frente com o bolsonarismo e o petismo envolvem nove partidos: MDB, PSDB, DEM, PSL, Cidadania, Solidariedade, PV, Podemos e o Novo.

    Até o momento, é impossível falar em um só nome, ou em quantos nomes poderão encarnar essa contraposição. No entanto, há um consenso entre todos os presidentes das legendas envolvidas na formação da terceira via: se for para lançar uma candidatura realmente competitiva, os caciques estão dispostos a abrir mão de ser cabeça de chapa.
    Essa premissa é que fez, por exemplo, o PDT, que pretende lançar o nome de Ciro Gomes (CE) em 2022, não integrar o grupo. Ciro não abre mão de ser candidato e também coloca-se como alternativa à polarização.

    “Centro equilíbrio”
    Em meio a reuniões, manifestos e conversas no grupo de WhatsApp intitulado “centro equilíbrio”, os presidentes das nove legendas pretendem criar até o próximo ano uma plataforma que inclua modelos de desenvolvimento econômico, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento regional que lhes dê identidade política.
    O grupo ensaia a possibilidade de formar, já a partir do início do ano que vem, uma equipe de comunicação integrada para dar corpo a esse desenho.

    Ações conjuntas
    A frente de centro já realizou pelo menos duas manifestações conjuntas na política nacional. A primeira ocorreu contra a proposta de reforma do Imposto de Renda. A segunda, quando houve o repúdio às ameaças de Bolsonaro às eleições por causa da não inclusão do voto impresso.
    Apesar de ter sido considerado dura, a crítica às declarações de Bolsonaro sobre o pleito causaram o primeira racha no grupo. A presidente do Podemos, Renata Abreu (SP), não assinou o documento de repúdio por falta de consenso no partido sobre o assunto.

    “Quem se colocar contra esse direito de livre escolha do cidadão terá a nossa mais firma oposição”, prometeram os presidentes dos partidos. Assinaram a nota ACM Neto (DEM), Baleia Rossi (MDB), Bruno Araújo (PSDB), Eduardo Ribeiro (Novo), José Luís Penna (PV), Luciano Bivar (PSL), Paulinho da Força (Solidariedade) e Roberto Freire (Cidadania).
    Desempenho
    Cada nome apontado pelas siglas como alternativa para terceira via tem sido acompanhado pela consultoria AP Exata por meio de uma plataforma de monitoramento dos presidenciáveis. A pedido do Metrópoles, a empresa levantou o desempenho de cada candidato na última semana (19 a 23 de julho) no Twitter.

    A plataforma monitora diariamente os nomes de Bolsonaro, Lula, Ciro, Rodrigo Pacheco (DEM), Simone Tebet (MDB), Sergio Moro (sem partido), Eduardo Leite (PSDB), João Doria (PSDB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Guilherme Boulos (Psol-SP).

    A presença digital dos possíveis candidatos da terceira via, em comparação com Bolsonaro e Lula, ainda é muito tímida. Somados, todos os nomes cogitados pelo centro, mais Ciro e Boulos, têm apenas 12,2% das menções na rede na última semana.
    Bolsonaro teve a maior parte das citações nesse período: 63% das publicações levantadas do grupo se referiram ao presidente. Em segundo lugar está o ex-presidente Lula, com 24,7% das menções. Ciro aparece com 2,4% das publicações em terceiro lugar.

    Desempenho do Twitter nos últimos cinco dias dos presidenciáveis
    Desempenho dos presidenciáveis no Twitter de 19 a 23 de julho

    Confira o desempenho de cada um na rede:
    Simone Tebet
    A senadora Simone Tebet (MS) tende a ser o nome indicado pelo presidente nacional do MDB, Baleia Rossi (SP), para 2022. O nome da parlamentar venceu resistência da ala mais antiga do partido que defendia a volta de Michel Temer ao poder.

    A desistência do ex-presidente para dar lugar à congressista foi selada com um encontro entre as partes e Rossi, em São Paulo. No Senado, Simone presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), foi a primeira mulher candidata à Presidência da Casa e lutou pela instalação de uma bancada feminina, da qual é líder atualmente.
    A atuação de Simone na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 foi o que alavancou seu nome como possível candidata da terceira via. Apesar de não ser membro do colegiado, ela participa do trabalho representando a bancada feminina no Senado e se mostrou perspicaz ao questionar autoridades investigadas e testemunhas de um suposto esquema de corrupção na compra de vacinas pelo Ministério da Saúde.

    Na última semana, a senadora obteve 1,3% das menções no Twitter. Dessas publicações, no entanto, só 39% tiveram cunho positivo enquanto 61% foram negativas. Tebet marcou um grau de confiança, ou seja, percentual de publicações que conotam esse sentimento de 26%. Isso pode pesar contra sua candidatura.

    Rodrigo Pacheco
    Presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) desponta como nome potencial para a terceira via. O senador mineiro (mas nascido em Porto Velho, Rondônia) ficou conhecido por pregar independência e harmonia entre os Poderes e pelo seu tom “apaziguador” e “conciliador”.

    Sem dizer publicamente que será candidato, o parlamentar trabalha nos bastidores para se credenciar como alternativa ao Executivo em 2022. Para isso, estuda deixar o Democratas e filiar-se ao PSD.

    O senador ainda aguarda as prévias de candidatura presidencial do PSDB. A definição dos tucanos servirá de parâmetro para que o presidente do Senado meça as reais chances de se apresentar como o candidato de maior potencial da terceira via.
    O mineiro é conhecido por seu tom moderado e apaziguador. Pacheco também é um apoiador do governo Bolsonaro e, recentemente, chegou a se indispor com senadores que cobraram uma postura mais intransigente na defesa das prerrogativas parlamentares e contrária às tentativas de intimidação por parte de militares.

    Pacheco obteve apenas 0,9% das menções no Twitter ao longo da semana. A confiança em Pacheco apareceu em 27% das mensagens. O presidente do Senado também conta com maior índice de mensagens negativas na rede: 58%. As outras 42% das publicações sobre Pacheco tiveram cunho positivo.

    Sergio Moro
    O ex-juiz federal e ex-ministro Sergio Moro é outro nome que circula como possibilidade para as disputas presidenciais. Diferente dos demais, a candidatura do ex-magistrado à Presidência ainda é tida como improvável, mas não está descartada.

    Caso opte pela carreira política, Moro deve filiar-se ao Podemos. O partido é presidido pelo senador Álvaro Dias (PR), que concorreu à Presidência da República em 2018. Se as tratativas avançarem, Dias deve dar espaço ao ex-juiz, cujo nome tem apelo maior atualmente.

    Ex-juiz responsável pela Lava Jato em Curitiba, Moro ficou conhecido por ter condenado Lula à prisão. Sua atuação rendeu um convite de Bolsonaro para que se tornasse ministro da Justiça e Segurança Pública, cargo que exerceu por pouco mais de um ano, até romper com o presidente sob acusações de uso político da Polícia Federal. Recentemente, Moro foi declarado suspeito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar processos relacionados ao petista e teve todas as suas decisões contra Lula nos processos da Lava Jato anuladas.

    De acordo com o levantamento da AP, grande parte das menções ao magistrado são negativas: 64%, contra 36% de citações positivas. O grau de confiança em Moro expresso em publicações do Twitter ficou em 27%. O ex-ministro obteve 1,8% das menções na última semana.

    Eduardo Leite
    O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, é apontado como o favorito para vencer as prévias do PSDB para 2022. Para isso, enfrenta forte concorrência do governador de São Paulo, João Doria. Caso as previsões se confirmem, Leite deverá ser o nome tucano para rivalizar com Lula e Bolsonaro. Com a ascensão do militar ao poder, o PSDB enfraqueceu-se e hoje disputa a terceira opção de votos dos eleitores.

    Leite ganhou os noticiários e muita repercussão nas redes sociais ao se declarar gay.

    A análise das menções de Eduardo Leite o apontam como candidato entre os presidenciáveis com maior volume de menções positivas no Twitter, mesmo que os elogios ainda venham em menor número que as críticas. Das publicações citando o tucano, 48% tiveram caráter positivo e 52%, negativo. Leite também apresentou o maior grau de confiabilidade: 35%. O número de citações do tucano, porém, permanece baixo. Na última semana ele obteve 1,6% das menções.

    João Doria
    O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), elege-se como apoiador de Bolsonaro e encerrará o mandato como um dos maiores desafetos do presidente. Doria e Bolsonaro viraram rivais políticos durante a pandemia da Covid-19.

    O tucano discordou sobre a postura do chefe do Executivo no enfrentamento da crise sanitária e comprou briga com ele ao defender a produção, em solo nacional, da vacina chinesa Coronavac.

    Até a volta de Lula ao cenário político, Doria era o candidato natural do PSDB à Presidência da República. Depois disso, o tucano avalia disputar a reeleição em São Paulo.

    A análise das redes sociais mostra que Doria aparece com 1,1% de menções, 53% de menções negativas e 47% de citações positivas. O grau de confiança no governador ficou em 31%.

    Luiz Henrique Mandetta
    Ex-ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta despontou como um dos primeiro nomes potenciais para a terceira via, principalmente ao deixar a pasta por discordar da postura do presidente frente a maior crise sanitária da história do país.

    Para concorrer à Presidência, Mandetta está disposto a brigar com seu partido, o Democratas. A legenda tem estreitado relações com Bolsonaro e reavalia se lançará candidatura própria ou se deve apoiar outro nome em 2022.

    Após a saída do governo, Mandetta experimentou um período de maior notoriedade em defesa da ciência e em contraposição aos negacionistas do governo. Hoje, essa presença no noticiários e nas redes sociais esfriou.

    O nome de Mandetta sofre resistência da ala bolsonarista e pena para decolar nas pesquisas eleitorais.

    Ele tem sido pouco citado nas redes em comparação com os demais presidenciáveis. Na última semana, obteve 1,3% das menções. Destas, 75% tiveram um caráter negativo e 25% foram positivas. Entre os presidenciáveis monitorados, Mandetta foi o que obteve menor grau de confiança: 21%.

    Jair Bolsonaro e Sergio Moro

    Senadores Randolfe Rodrigues e Renan Calheiros deixam a CPI ao do ex ministro Luiz Henrique Mandetta

    João Doria

     

    Com informações do Metrópoles