Dia: 25 de junho de 2021

  • Polícia investiga se carta encontrada em casa foi escrita por Lázaro; leia

    Polícia investiga se carta encontrada em casa foi escrita por Lázaro; leia

    lkciocalçados

    Em entrevista ao Correio, uma testemunha, que preferiu não se identificar, contou que a mãe deixou a residência, que fica próxima à Unidade Prisional de Águas Lindas, há cerca de duas semanas e mudou-se para outra casa por medo
    Uma moradora do Parque Águas Bonitas em Águas Lindas de Goiás entregou à polícia, na manhã desta sexta-feira (25/6), uma mochila que encontrou em casa. Dentro, havia roupas, cobertores e uma carta que supostamente teria sido escrita por Lázaro Barbosa Sousa, 32 anos, suspeito de assassinar quatro pessoas da mesma família em Ceilândia Norte, balear três e manter pessoas como reféns. A polícia investiga a autoria dos pertences e da carta.
    Em entrevista ao Correio, a filha da mulher que encontrou os objetos, e que preferiu não se identificar, contou que a mãe deixou a residência, que fica próxima à Unidade Prisional de Águas Lindas, há cerca de duas semanas e mudou-se para outra casa em Águas Lindas por medo. “Ela visitou a casa [antiga] hoje e encontrou esses objetos. Ela acionou a polícia e agora eles estão lá para a perícia. Mas a porta ele não arrombou”, detalhou.

    Carta supostamente escrita por Lázaro Barbosa é encontrada em Águas Lindas
    Carta supostamente escrita por Lázaro Barbosa é encontrada em Águas Lindas                                                               (foto: Material cedido ao Correio)

    A carta apresenta erros de português e foi escrita em uma folha arrancada de um caderno. Logo no começo, o autor saúda o Brasil e se identifica como Lázaro Barbosa Sousa. “Não sei muito escrever […] [Não] Estou aqui para me justificar, pois nada justifica tamanha crueldade”, começa.

    Na carta, Lázaro conta que nasceu no interior da Bahia e trabalhava “sofrido” para ganhar R$ 5 por dia. “Saí da minha escola para trabalhar como muitos”. Em outro trecho, ele cita brevemente sobre o irmão, assassinado aos 18 anos e comenta sobre a “vida no mato”. “Eu aprendi a viver no mato, porque minha mãe vivia com nós no mato. Com 13 anos eu saí de casa e vim para o Goiás atrás de uma vida melhor”.
    Em outros trechos da carta, Lázaro fala sobre a tia, a mulher e as vivências dentro do presídio. Em 2009, ele foi preso por roubo e estupro no Complexo Penitenciário da Papuda. Por oito anos, Lázaro ficou detido até 2016, quando ganhou a progressão de regime e foi transferido ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP). No saidão de Páscoa, ele saiu e não mais retornou.

    Crimes
    Lázaro é investigado em uma série de crimes, como homicídios, estupros e roubos. Em 9 de junho, ele assassinou quatro pessoas da mesma família, no Incra 9 de Ceilândia Norte. Segundo o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, cometeu, ao menos, sete outros crimes brutais além da chacina no DF.

    Em Cocalzinho de Goiás, Lázaro baleou três pessoas, e em Edilândia (GO) manteve três pessoas da mesma família como reféns. As buscas pelo homem completaram 17 dias nesta sexta-feira. Na quinta-feira (24/6), a polícia prendeu duas pessoas por suspeita de estarem auxiliando na fuga de Lázaro. Eles foram identificados como Elmi Caetano Evangelista, 74 anos, e o caseiro dele, Alain Reis de Santana, 33. Os dois passarão por audiência de custódia nessa manhã.

    Leia a carta
    “Olá Brasil. Olá meu eu nesse mundo todo que tem o desprazer de ter eu nele. Sou Lázaro Barbosa de Souza que pela primeira vez escrevo, não como estão falando que eu escrevi isso ou aquilo. Não sei muito escrever pois não terminei a 7ª série direto. Não to aqui para me justificar pois nada justifica tamanha crueldade.
    Para começar, você Geraldo, fala disso como papagaio, fala porque ouviu, mas a verdade é outra. Você falou que meu remédio é cadeia (?) 12, é porque você não conhece Deus. Você que fala que eu faço macumba para a PM não me pegar, é um mentiroso e em você não existe verdade.

    Eu nasci no interior da Bahia, fui e sou sofrido. Como muitos vivia arrancando toco para ganhar 5 reais por dia, saí da escola para trabalhar. Como muitos, esse aí que se diz meu pai e quer justiça abandonou nós. Graças a Deus pois quando vivia com nós era a pior desgraça. Eu e o meu irmão vivia catando mamona para ele vender e beber cachaça e chegar bêbado quebrando as portas. Eu aprendi a viver no mato porque a minha mãe vivia com nós no mato com medo dele. Com 13 anos saí de casa e vim para o Goiás atrás de uma vida melhor. Ele já tava aqui há muito tempo, pensei que ele poderia ao menos me ajudar, mas ele não fez isso. Me colocou pra fora da casa e falou que não ia aceitar vagabundo.”

    Com informações do Correio Braziliense

  • Aprovada proposta de Marcos Pereira que garante registro de patentes

    Aprovada proposta de Marcos Pereira que garante registro de patentes

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    Projeto do republicano assegura recursos ao órgão que regula propriedade intelectual de produtos

    Brasília (DF) – A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (23), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 143/2019, que preserva o orçamento do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). O deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP) é o autor da proposta que garante a atividade do órgão responsável por conceder registro de patentes, cujo funcionamento impacta diretamente o ambiente de negócios.

    “É viabilizando de forma simples e rápida o registro de propriedade intelectual que o INPI protege e valoriza a inovação”, afirmou. Marcos Pereira explica que, por meio da inovação, as empresas otimizam tempo e recursos. Por outro lado, os consumidores ganham em qualidade de produtos e serviços e, ainda, na redução de preços. Para ele, a prática fortalece o mercado, atrai o público, movimenta a economia e gera empregos.

    A propriedade intelectual de um produto oportuniza vários meios de expansão de negócios. Entre elas estão a possibilidade de licenciamento, que gera renda de royalties, a venda de patentes e a promoção de parcerias entre instituições ou empresas. “O corte de verbas do INPI refletiria nos 218 mil pedidos de registro de patente atrasados no país e demoraria cerca de 10 anos para serem liberados. É preciso garantir os recursos da autarquia para assegurar o desenvolvimento nacional”, observou o deputado.

    A matéria já havia sido aprovada na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (CDEICS) e segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

    Texto: Fernanda Cunha, com edição de Mônica Donato / Ascom – Liderança do Republicanos na Câmara
    Foto: Douglas Gomes

  • Luis Miranda diz que usará colete à prova de bala em oitiva da CPI

    Luis Miranda diz que usará colete à prova de bala em oitiva da CPI


    Cúpula da comissão solicitou segurança da Polícia Federal para proteção do parlamentar e de familiares, mas pedido não havia sido respondido
    O deputado federal Luis Miranda (DEM-DF) afirmou ao Metrópoles, nesta sexta-feira (25/6), que decidiu prestar o depoimento na Comissão Parlamentar de Iquérito (CPI) da Covid-19, no Senado Federal, vestindo um colete à prova de balas. O uso do aparato constitui uma resposta à omissão da Polícia Federal (PF), em relação ao pedido da cúpula do colegiado para que a corporação garantisse a segurança do parlamentar, do irmão dele e de seus familiares.
    “Já acionei a Polícia Legislativa da Câmara e do Senado Federal e eles vão fazer os seus papéis. Mas estarei de colete à prova de balas para garantir minha proteção, porque vou falar coisas que muitos não vão querer ouvir”, disse o deputado à coluna Janela Indiscreta.

    O congressista e o irmão dele, Luis Ricardo Miranda – servidor concursado do Ministério da Saúde –, foram convidados pela CPI da Covid, como testemunhas, para detalhar a denúncia levada ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ainda no dia 20 de março, sobre possíveis irregularidades na compra da vacina Covaxin.
    Os senadores apuram se houve prevaricação do titular do Palácio do Planalto, ao não despachar os documentos para a PF.

    O deputado e o irmão, que alega ter sofrido pressão para consolidar a aquisição dos imunizantes, passaram praticamente toda a última quinta-feira (24/6), véspera do depoimento, com uma equipe de oito advogados e especialistas, como forma de se prepararem para a oitiva.
    Os irmãos Miranda têm reforçado, publicamente, uma possível ingerência da alta cúpula da pasta para a aquisição dos imunizantes indianos.

    Em entrevista ao Metrópoles, o congressista revelou as mensagens encaminhadas por autoridades do Ministério da Saúde cobrando de Luis Ricardo a liberação acelerada para a compra dessas vacinas. Além disso, também comprovou ter visitado Bolsonaro para alertar sobre o “esquema” – que, segundo ele, serviria para facilitar a compra bilionária do produto da Índia.
    Mesmo após o encontro, o parlamentar garante que nunca foram procurados pela Polícia Federal para prestar depoimentos.

    Metrópoles

  • Bolsonaro: “Querem me julgar por corrupção? Vão se dar mal”

    Bolsonaro: “Querem me julgar por corrupção? Vão se dar mal”

    lkciocalçados

    No interior de São Paulo, presidente disse que “lógico” que vão abrir processo contra deputado Luís Miranda, que apresentou denúncia
    Em agenda em Sorocoba (SP) nesta sexta-feira (25/6), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu o governo no caso da aquisição de vacina Covaxin contra a Covid-19. Segundo ele, não houve superfaturamento no processo e aqueles que o acusarem de corrupção “vão se dar mal”.
    “Olha, o contrato, pelo que me consta, não tem nada de errado nele. Não há superfaturamento, é mentira. Vou ver o Queiroga [Marcelo Queiroga, ministro da Saúde], pra ver qual é a opinião dele, mas não foi gasto um centavo com a Covaxin, não chegou uma ampola aqui. Vocês querem me julgar por corrupção? Vão se dar mal! Eu sou incorruptível, além de imbrochável. Vou levar porrada a vida toda e sou imbrochável.”

    Na quarta-feira (23/6), o deputado Luís Miranda (DEM-DF), aliado do presidente desde a campanha de 2018, denunciou irregularidades no processo de negociações da vacina produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

    “O próprio laboratório indiano fala que o preço tá na média dos outros três países que tinham contrato com eles. Vocês querem imputar a mim um crime de corrupção, [com algo em] que não foi gasto um centavo. Porque estamos há dois anos e meio sem corrupção, porque temos órgãos que funcionam, como, por exemplo, a CGU”, prosseguiu Bolsonaro, em entrevista à imprensa nesta sexta.
    O presidente está no interior de São Paulo, onde participa de cerimônia de inauguração do Centro de Excelência em Tecnologia 4.0.
    Compra da Covaxin
    Segundo o presidente, a Covaxin não foi comprada pelo governo brasileiro, e o documento apresentado pelo deputado Luis Miranda foi feito de forma equivocada e em seguida corrigido.

    “No dia seguinte, pelo que fiquei sabendo, era um documento que tava feito de forma equivocada, faltava um zero lá, de 300 mil doses eram 3 milhões, foi corrigido no dia seguinte. Há quatro meses, eu falei com ele [Luis Miranda], no passado, foi lá e falou um montão de coisa, como recebo de uma infinidade de pessoas que eu não conheço, 99% eu não conheço. Tem algum recibo meu pra ele? Foi consumado o ato?”, questionou.
    Apesar de o governo negar a compra da vacina Covaxin, o site do Ministério da Saúde mostra que o dinheiro para a aquisição está reservado.

    A compra de 20 milhões de doses consta no calendário oficial de entregas para 2021. A vacina indiana está no cronograma desde 17 de fevereiro. Ao todo, o governo espera desembolsar R$ 1,6 bilhão com as doses.
    O contrato de aquisição da Covaxin virou o centro de uma polêmica após suspeitas de superfaturamento no preço proposto pela empresa fabricante. O caso também é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF).

    O deputado Luis Miranda e o irmão, Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor do Ministério da Saúde que relatou pressões no processo de aquisição do imunizante, serão ouvidos nesta sexta-feira pela CPI da Covid.

    “Olha a vida pregressa desse deputado. É lógico que vai abrir inquérito”, disse o presidente ao ser questionado se a Polícia Federal (PF) vai investigar o parlamentar.

    O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, havia adiantado na quinta-feira (24/6) que o governo federal vai encaminhar à Polícia Federal (PF) um pedido de perícia em documentos trocados entre o Ministério da Saúde e a empresa Bharat Biotech.
    Agenda em Sorocaba
    Nesta sexta, o presidente foi a Sorocaba para a inaugurar o Centro de Excelência em Tecnologia 4.0 e para a cerimônia de Apresentação da Tecnologia 5G para o Agro. Depois de São Paulo, o chefe do Executivo nacional segue para Chapecó, em Santa Catarina.

    Acompanham o presidente na agenda em São Paulo os ministros Fábio Faria (Comunicações), Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Inovações) e Tereza Cristina (Agricultura), além do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e do prefeito local, Rodrigo Manga (Republicanos).

    Com informações do Metrópoles

     

  • Caseiro e patrão estiveram com Lázaro Barbosa em cinco ocasiões. Veja cronologia

    Caseiro e patrão estiveram com Lázaro Barbosa em cinco ocasiões. Veja cronologia


    Segundo Alain de Santana, o maníaco dormiu na sede da fazenda desde quarta-feira. Funcionário também sofreu ameaças do foragido
    O Metrópoles apurou, com exclusividade, que os dois homens presos, nessa quinta-feira (24/6), suspeitos de dar cobertura ao foragido Lázaro Barbosa, 32 anos, estiveram com o maníaco pelo menos cinco vezes nos últimos dias. Alain Reis de Santana, 33, afirmou que o patrão, Elmi Caetano, 74, escondia o criminoso e cozinhava para ele, em uma chácara situada na área rural de Girassol (GO), conforme revelou o Metrópoles.
    O caseiro Alain percebeu que Elmi fez quantidade maior de comida nesta semana. Na sexta-feira feira (18/6), o funcionário relatou que, ao fechar a porta dos fundos, viu que Lázaro estava no local, na área da churrasqueira. O foragido é acusado de cometer crimes brutais, como latrocínio, estupro e homicídios, e foge de centenas de policiais há 17 dias.

    Elmi Caetano Evangelista, de 74 anos; e Alain Reis de Santana
    Divulgação / SSP-GO
    Divulgação / SSP-GO
    Armas apreendidas com suspeitos de ajudarem Lázaro a fugir
    Divulgação / SSP-GO
    Munição apreendida com suspeitos de ajudarem Lázaro Barbosa
    Divulgação / SSP-GO

    O funcionário contou que ficou assustado e percebeu que Lázaro mancava. Ao questionar Elmi sobre a presença do fugitivo na fazenda, o patrão alegou que o caseiro estaria “imaginando coisas”. Alain também viu o maníaco na fazenda no último sábado (19/6); o empregado não compareceu à propriedade no domingo (20/6), pois estava de folga.
    Na segunda-feira (21/6), ao chegar à fazenda para trabalhar, Alain percebeu que faltava leite e pão na casa. Ele também identificou que Lázaro havia retornado para a chácara. O caseiro detalhou que, na terça-feira (22/6), observou que havia dois copos sujos na cozinha e percebeu que o foragido havia comido pão.

    Em seu relato, Alain acrescentou que, no dia seguinte, sofreu ameaças de Lázaro: “Se você falar para alguém que eu estou aqui, eu vou pegar a sua família. Eu sei onde a sua família mora”, teria dito o maníaco, na ocasião.
    Em seguida, de acordo com o testemunho do caseiro, o criminoso entrou na sede da fazenda, pegou uma faca e um cabo com pedaço de cano envolto em uma borracha, e saiu.
    Na quinta-feira (24/6), por volta das 6h30, Alain chegou para trabalhar de bicicleta e encontrou o patrão, Elmi, e o filho Gabriel. O caseiro afirma que foi mandado para o córrego, com a informação de que a bomba estaria estragada, mas não havia nada de errado com o equipamento. Para o empregado, a ordem serviu para afastá-lo da sede da fazenda.
    No mesmo dia, Alain viu Lázaro entrar correndo para se refugiar em um quarto, mas, antes, fez um sinal para que o funcionário deixasse o local. O caseiro encontrou policiais na propriedade e confirmou que o criminoso estava na fazenda, por ter sido ameaçado de morte. Depois que os agentes foram embora e, em seguida, um helicóptero sobrevoou a fazenda, o foragido saiu do cômodo e foi até o córrego onde costuma se esconder.

    Segundo Alain, Lázaro vestia apenas roupas pretas: camisa social, calça colada ao corpo, calçado (tênis ou bota) e um boné da marca Oakley.
    Alain revelou que Elmi ajuda o maníaco na fuga. O patrão teria permitido que o foragido passasse as noites na sede da fazenda e o alimentava desde quarta-feira. Nos últimos três dias, Elmi teria deixado as portas da fazenda destrancadas, como se esperasse por Lázaro.

    Com informações do Metrópoles