Dia: 23 de junho de 2021

  • ANÁPOLIS  – Centro de Excelência em Tecnologia Ferroviária

    ANÁPOLIS – Centro de Excelência em Tecnologia Ferroviária

    lkciocalçados

    Durante audiência, nesta terça-feira (22/06), com ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, em Brasília, governador confirma que Memorando de Entendimento para formalização do complexo será assinado dia 15 de julho. Ainda na capital federal, governador recebe confirmação de lançamento da pedra fundamental da Ferrovia de Integração Centro-Oeste, em Mara Rosa, para agosto, e avança nas tratativas para garantir terreno onde será construído Hospital do Câncer de Goiás, na capital

    “Será a planta mais estruturada da América Latina”, diz Caiado sobre instalação, em Anápolis, do Centro de Excelência em Tecnologia Ferroviária

    O governador Ronaldo Caiado esteve Brasília, nesta terça-feira (22/06), onde se reuniu com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, para discutir os próximos passos para a criação do Centro de Excelência em Tecnologia Ferroviária. O Memorando de Entendimento (MoU) para a implantação será assinado no dia 15 de julho durante evento em Anápolis, município que sediará a unidade. “Será a planta mais estruturada da América Latina. Algo semelhante só existe nos Estados Unidos”, destacou.

    Com foco na tecnologia e inovação, o complexo funcionará no Centro de Convenções de Anápolis e deve contar com recursos das concessionárias de ferrovias no Brasil, depositados em um fundo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A verba será aplicada na implantação e manutenção da estrutura, que poderá atender todas as concessionárias do Brasil, como a Rumo e a Vale do Rio Doce.

    Caiado destacou que o espaço oferecerá o progresso do setor e a formação de profissionais especializados a partir de parcerias futuras, inclusive junto a unidades de ensino superior e pesquisas. “A Universidade Estadual de Goiás (UEG), e outras instituições, poderão expandir o apoio com a construção de laboratórios para desenvolver técnicas sofisticadas. Vai atender toda demanda de vagões, locomotivas, trilhos, dormentes”, informa.

    Na mesma audiência com o ministro, Caiado recebeu a confirmação da data para instalação da pedra fundamental da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), em Mara Rosa (GO). Será na primeira quinzena de agosto, com expectativa de participação do presidente da República, Jair Bolsonaro. “É uma notícia extremamente importante, algo que já estamos esperando e agora se tornou realidade”, disse o governador.

    A obra deve começar a partir da construção de um trecho de 30 quilômetros. “No total, serão 383 quilômetros de ferrovia, que chegará até Água Boa (MT). Vai atravessar todo o Norte goiano e também o Vale do Araguaia”, detalhou Caiado. A nova ferrovia será construída perto de onde passa a Norte-Sul e a rodovia BR-153. “Agora aquela região terá uma logística capaz de atender a demanda de agricultores e industriais que queiram se instalar por ali”, projetou.

    Hospital do Câncer
    Ainda em Brasília, o governador Ronaldo Caiado esteve na Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Economia, para tratar sobre a concessão do terreno onde será construído o Hospital do Câncer de Goiás, em Goiânia.

    A área, que pertencia à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), chegou a ser doada ao Estado. No momento da transferência, houve um impasse de ordem burocrática e as tratativas agora ocorrem junto à SPU. “Falamos com o secretário, coronel Mauro Filho, que se colocou à inteira disposição para resolver o mais rápido possível”, assegurou o governador.

    A unidade de saúde terá espaços para internação, ambulatório, recuperação, quimioterapia, radioterapia, cirurgia, parte robótica, leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), e também áreas para abrigar familiares dos pacientes que estiverem em tratamento e que residam em outros municípios. “Vai beneficiar todo o Estado e outros também, que vão recorrer ao nosso hospital”, salientou.

    “Queremos começar pela ala do tratamento oncológico de crianças. Depois, de adultos. A planta já está pronta, o terreno totalmente avaliado, a topografia feita. Concluída a parte documental, iniciaremos as obras”, projetou Caiado.

    Acompanharam o governador na agenda, em Brasília, o secretário-geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima, o prefeito de Anápolis, Roberto Naves e o diretor de planejamento da Agência Goiana de Transportes e Obras (Goinfra), engenheiro Riumar dos Santos.

  • Papa recebe “Homem-Aranha” no Vaticano e ganha máscara de presente

    Papa recebe “Homem-Aranha” no Vaticano e ganha máscara de presente

    Mattia Villardita usa fantasias para alegrar crianças internadas em hospitais da Itália e foi até o pontífice para falar sobre a missão
    Um homem vestido como Homem-Aranha participou, nesta quarta-feira (23/6), de uma audiência-geral com o Papa Francisco, no Vaticano. O jovem Mattia Villardita, de 28 anos, usa fantasias de super-herói para alegrar crianças internadas em hospitais da Itália.
    O rapaz ocupou um cadeira na área VIP do Pátio São Dâmaso, onde ocorre a audiência pública do Papa Francisco. Ele foi até o Vaticano para conversar com o pontífice sobre a “missão” nas áreas pediátricas dos centros de saúde italianos.
    Ao L’Osservatore Romano, o jornal oficial do Vaticano, o jovem disse que se veste como o herói da Marvel para tirar um sorriso das crianças que estão no hospital. Ele ainda revelou que é portador de uma doença congênita.

    “Durante 19 anos, eu entrava e saía do Hospital Gaslini, em Gênova, e eu teria gostado muito, quando estive lá, sozinho, no meu leito, ver o Homem-Aranha entrar pela janela do meu quarto”, disse.

    No final do encontro, Mattia encontrou o Papa por alguns minutos e presentou o pontífice com uma réplica de uma máscara do Homem-Aranha (foto em destaque).

    Com informações METROPLOES 

     

  • Média de mortes por Covid-19 no DF completa uma semana abaixo de 20

    Média de mortes por Covid-19 no DF completa uma semana abaixo de 20


    O indicador caiu de 19,3 para 18,6 nesta quarta-feira (23/6) e está 17,7% menor do que o registrado há 14 dias
    A média móvel de mortes por Covid-19 no Distrito Federal caiu pelo terceiro dia consecutivo e chegou a 18,6 nesta quarta-feira (23/6), completando uma semana em que o indicador permanece abaixo de 20, o que não acontecia desde o período entre 5 e 11 de março.

    Em relação ao registrado há 14 dias, o índice reduziu 17,7%, o que sinaliza queda na quantidade de óbitos.

    Por causa do tempo de incubação do novo coronavírus, adotou-se a recomendação dos especialistas de se comparar a média móvel do dia com a de duas semanas antes. As oscilações no número de mortes ou de casos em até 15% para mais ou para menos caracterizam invariabilidade.

    Nas últimas 24 horas, foram registradas 17 mortes e 602 novas infecções. Devido ao atraso nas notificações, os óbitos não ocorreram, necessariamente, nesse período. Ao todo, o DF já registrou 425.125 casos da doença e 9.129 vidas perdidas desde o início da pandemia.

    Veja:

    Taxa de ocupação das UTIs

    A taxa de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) e UCIs voltadas para pacientes com Covid-19 na rede pública estava em 64,3% na última atualização da Secretaria de Saúde, realizada às 16h25. Ao todo, 415 dos 645 leitos estão ocupados.

    Na rede privada de saúde, a ocupação dos leitos adultos para tratamento contra Covid-19 é de 85%, com 204 das 240 unidades ocupadas. Essas informações foram atualizadas às 12h10 desta quarta.

    Com informações do Metrópoles 

  • Homem é espancado após ser confundido com serial killer Lázaro

    Homem é espancado após ser confundido com serial killer Lázaro

    Depois de ter sido espancado a pauladas na tarde desta terça-feira (22), um homem de 27 anos, identificado apenas como Brendo, tentou, mas não conseguiu socorro enquanto perambulava e pedia ajuda às margens da BR-262, próximo ao autódromo de Campo Grande. Ele ficou mais de 3 horas tentando, sem sucesso. O motivo? A semelhança com o serial killer Lázaro, atualmente um dos mais procurados do Brasil.

    À polícia, Brendo apresentou documentos e deu detalhes sobre pontos de Campo Grande, o que descartou qualquer possibilidade de se tratar do procurado, apesar da semelhança no tom de pele e cabelos negros.

    O homem contou versão de cinema sobre o que ocorreu. Diz ter sido sequestrado por volta do meio-dia, no Bairro Tiradentes. Segundo ele, quatro encapuzados o abordaram e o obrigaram a entrar em um carro preto. De lá, partiram para a região do autódromo.

    Já no local, distante da área urbana, a vítima afirma ter sido espancada com pedaços de pau e abandonada na região.

    Ferido, o rapaz foi flagrado por motoristas andando às margens da rodovia sinalizando para carros e gritando por socorro, porém, ninguém parou.

    O Campo Grande News recebeu mensagens de vários leitores que presenciaram a cena e também falaram sobre a semelhança com Lázaro. Um deles chegou a filmar, mas não parou.

    “É muito parecido. Se é verdade ou não logo, logo vamos descobrir,  se ele não chegar no Paraguai, né”, comentou um leitor. “Parece muito com o Lázaro”, completou outro.
    Depois de horas tentando ajuda, o jovem não resistiu, caiu próximo a pista. Pessoas que passavam pela área acionaram a polícia e o Corpo de Bombeiros dizendo que viram “um cara parecido com Lázaro na rodovia”.

    Brendo foi socorrido com ferimentos nas costas, pescoço e cabeça e levado para a Santa Casa. Segundo a Polícia Militar, o rapaz possui passagens pela polícia, entre elas, por roubo.

    CAMPO GRANDE NEWS

  • Depoimento dos irmãos Miranda baterá recorde de audiência da CPI

    Depoimento dos irmãos Miranda baterá recorde de audiência da CPI


    A história esquisita da compra superfaturada da vacina indiana contra a Covid-19 que não chegou ao Brasil até hoje
    “Filhos da pátria”, berrou ao telefone, ontem à tarde, o presidente Jair Bolsonaro, ao saber que senadores da cúpula da CPI da Covid-19 pretendem convocar para depor nesta sexta-feira os irmãos Luís Miranda, deputado federal pelo DEM do Distrito Federal, e Luís Ricardo Fernandes Miranda, servidor do Ministério da Saúde.
    (Não foi bem “filhos da pátria” o que berrou Bolsonaro, e ouviu acidentalmente um funcionário do Palácio do Planalto. Foi outra coisa parecida com isso. E não foi um reles funcionário do palácio que ouviu, muito menos por acidente. Foi o graduado titular de um dos gabinetes próximos ao do presidente.)

    Lázaro Torres, o serial killer, está no mato repleto de cachorros à sua caça, alguns deles, por seu apurado faro, importados de outros Estados. Bolsonaro parece estar no mato sem cachorro desde que os irmãos Miranda decidiram contar à CPI o que sabem sobre a compra da vacina indiana Covaxin.
    Em depoimento ao Ministério Público Federal, Luís Ricardo Fernandes disse que o governo fez pressão para a compra da vacina indiana e para favorecer a Precisa Medicamentos, empresa que intermediou a compra. Ao jornal O Estado de S. Paulo, Luís Miranda, o deputado, disse que seu irmão chegou a ser demitido.

    “Situação esdrúxula. Absurdo o que estavam tentando fazer. Era grave a situação”, disse Miranda. O governo fechou o contrato de compra da vacina por um preço 1.000% maior do que o anunciado pela fabricante seis meses antes. Miranda procurou o então ministro Eduardo Pazuello para reverter a demissão do irmão.“Fui despachar com o Pazuello e falei que ele (Luís Ricardo) estava sendo exonerado porque estava denunciando um esquema de corrupção. Vou explodir na mídia se fizerem isso com o garoto”, ameaçou o deputado, contando a conversa que teve com o general. Que lhe teria respondido:

    – Luís, eu não estou sabendo do caso, mas, se de fato não tiverem nada, o chefe dele não tiver nada que comprove alguma coisa contra ele, vou dar sem efeito a exoneração.
    Pazuello suspendeu a demissão. Todas as vacinas em uso no Brasil foram compradas diretamente pelo governo federal aos seus fabricantes – menos a Covaxin. A Precisa Medicamentos está na mira da CPI que quebrou os sigilos de um de seus sócios. Ela já foi acusada de fraude na venda de testes para a Covid-19.

    Sobre o mato sem cachorro em que se acha Bolsonaro: o governo pagou mais pela vacina indiana do que por qualquer outra. Em novembro último, Bolsonaro disse que não pagaria qualquer preço pela Coronavac, vacina chinesa. A dose da Coronavac custou ao país R$ 58, enquanto a Covaxin saiu por R$ 80.
    Em janeiro, antes do acerto, Bolsonaro escreveu uma carta ao primeiro-ministro indiano para informar que a Covaxin havia sido escolhida para o programa de imunização brasileiro. A entrega das primeiras doses foi prevista para maio. Nenhuma chegou até hoje. O depoimento dos irmãos Miranda vai bater recorde de audiência.

    METROPOLES 

  • Após matar amigo, Lázaro comeu cuscuz e tomou café na casa do padrasto

    Após matar amigo, Lázaro comeu cuscuz e tomou café na casa do padrasto


    Refeição foi feita entre os assassinatos de José Carlos e Manoel Desidério. Crimes ocorreram em novembro de 2008, em Barra do Mendes, na BA
    Enviados especiais a Barra do Mendes, Bahia – Era madrugada de segunda-feira, dia 17 de novembro de 2008, por volta das 4h40, quando Lázaro Barbosa de Sousa, após virar a noite bebendo cachaça e cerveja, dirigiu-se para uma casa em Melancia, zona rural de Barra do Mendes, na Bahia, e chamou o padrasto, Getúlio José de Souza.
    O homem levantou-se da cama, abriu a porta e se assustou ao ver o enteado, que na época tinha 20 anos. Lázaro apontava o cano de uma espingarda socadeira, de cor amarelada, em direção ao padrasto.O jovem estava prestes a cometer seu segundo homicídio naquela madrugada. Getúlio pediu para que o criminoso abaixasse a arma. Segundo relatos de vizinhos, ele falou “coisas de Deus” ao enteado
    Lázaro atendeu ao pedido. Em seguida, perguntou se tinha algo para comer, e Getúlio o convidou para entrar.

    “Carlitinho já era, e tem mais pessoas para matar”, disse Lázaro ao padrasto, enquanto comia cuscuz e tomava café frio. Ainda temeroso, Getúlio perguntou se seria a próxima vítima, mas Lázaro negou e antecipou que ia matar “seu Manoel”.

    Após o café, Lázaro pediu ao padrasto que não “abrisse o bico” e saiu pela porta dos fundos, com a espingarda nas costas. Três minutos depois, a comunidade de Melancia ouviu o segundo disparo.
    Primeiro homicídio
    Por volta das 4h, Lázaro havia atirado contra um amigo dele, José Carlos Benício de Oliveira, o Carlito, que morava em frente a uma igrejinha, também em Melancia. Ambos almoçaram juntos no dia anterior, e o criminoso voltou ao lar do colega à procura de Maria Antônia* (nome fictício).


    A mulher se escondia após um homem, até então não identificado, tentar arrombar a casa dela. Acredita-se que a intenção dele era estuprá-la, pois a jovem morava sozinha com uma criança de 5 anos.
    “Cadê Maria Antônia?”, perguntou Lázaro, de touca na cabeça, capanga (bolsa de couro) e a espingarda, ao chegar à casa de Carlito. Após direcionar a arma para os filhos e a mulher de Carlos, o criminoso ressaltou que não queria levar nada: nem televisão, nem DVD. Só queria Maria Antônia.
    Foi quando Carlito, que estava amarrando o cachorro, voltou para casa e se deparou com o amigo. “O que é, Lázaro? O que é que tu quer uma hora dessa?”, questionou, ao se aproximar do colega.

    lkciocalçados
    https://www.lkcio.com.br/meu-estilo/masculino/page/3

    Sem meias-palavras, Lázaro virou-se, puxou o fecho da espingarda e disparou contra o amigo, à queima-roupa. O tiro atingiu o coração de Carlito, deixando um furo de 3 centímetros de diâmetro no peito dele. A vítima colocou a mão esquerda no peito, deu quatro passos devido ao impacto da bala, e caiu de bruços no chão vermelho do sertão baiano, com os pés cruzados. Os detalhes constam em processo ao qual o Metrópoles teve acesso.

    Lázaro esperou o amigo morrer. Ao vê-lo finalmente sem vida, saiu caminhando do local e fugiu pela mata.
    “Bota a cabeça pra fora”
    A esposa e os filhos de Carlito desesperaram-se. Imediatamente, um deles foi até a casa do irmão de Maria Antônia, onde a mulher havia sido acolhida após ter a residência quase arrombada, a fim de avisá-la que Lázaro estava atrás dela.
    Depois de matar Carlito, Lázaro passou em frente à casa do colega de infância Tomas Gomes Martins de Sousa. Um dia antes, no domingo à tarde, os dois haviam brigado debaixo de uma árvore, perto de uma escola em Melancia.

    Tomas acusou Lázaro de pegar um rádio e não devolvê-lo. Ao resistir à acusação, o criminoso teria dado uma gravata no pescoço do amigo. Tomas conta que Lázaro só o soltou após levar uma cotovelada na barriga. O assassino também o insultou e prometeu mostrar “como é que homem faz”.

    Talvez, por isso, foi para a casa de Tomas no dia seguinte, depois do primeiro assassinato. Com a espingarda na mão, gritou, do lado de fora:
    “Tomas, bota a cabeça pra fora, se tiver coragem.” Tomas não botou; estava dormindo. Lázaro repetiu a provocação uma, duas vezes. Após não ser correspondido, seguiu viagem.

    Eliene Martins de Sousa, tia de Tomas, estava acordada quando Lázaro passou em frente à casa deles e falou para que o colega colocasse a cabeça para o lado de fora. Ela achou estranho e não abriu a porta. Depois, contou tudo ao sobrinho.

    Ambientação da cidade de Barra do Mendes e Povoado de Melancia, onde Lazaro passou durante a fuga
    Rafaela Feliciano/Metrópoles
    Ambientação da cidade de Barra do Mendes e Povoado de Melancia, onde Lazaro passou durante a fuga
    Rafaela Feliciano/Metrópoles
    Cuscuz e café em Barra do Mendes. Lazaro comeu cuscuz e tomou café após matar o amigo na casa de padrasto
    Rafaela Feliciano/Metrópoles

    Segundo homicídio

    A terceira parada, após tentar arrombar a casa de Maria Antônia, foi na residência do padrasto, onde comeu cuscuz e tomou café.
    Depois de sair da casa de Getúlio, Lázaro foi atrás de Manoel Desidério Silva. No local, quem primeiro recebeu o criminoso foi Edjalma Desidério de Novais, filho de Manoel.

    “Eu quero é seu pai”, disse o assassino, que estava em uma cerca perto da residência.

    Logo após, um homem de cabelos grisalhos, olhos castanhos claros, vestindo calça azul e camisa verde atravessou a porta. Era Manoel. Com a arma em punho, Lázaro pediu para que Edjalma, que estava a cerca de um metro atrás do pai, se afastasse. O filho da vítima pediu novamente que o criminoso abaixasse a espingarda. Sem sucesso.

    Edjalma se afastou um pouquinho, e Lázaro, com um “adeus”, atirou contra Manoel.
    A bala atingiu o peito da vítima. Manoel foi socorrido pelos familiares e levado para o Hospital de Barra do Mendes, mas não resistiu.


    Lázaro fugiu e ficou nove dias foragido, até decidir entregar-se à polícia, em 25 de novembro de 2008. Na delegacia, admitiu ter sido o autor dos dois assassinatos. Explicou que matou Manoel porque o homem o teria acusado “injustamente” de roubar, na roça dele, melancia e mandioca, além de dar ossos para o gado comer e morrer.

    Familiares da vítima ouvidos pelo Metrópoles relatam, porém, que Lázaro estaria insatisfeito porque Manoel o acusou de ter abusado sexualmente do neto dele, quando o criminoso tinha 10 anos.

    Fuga
    Durante a fuga, Lázaro invadiu casas – até tomou banho em uma delas –, roubou alimentos, água, roupas, uma arma e um carro.

    O Metrópoles teve acesso com exclusividade ao depoimento do maníaco realizado na delegacia de Irecê, na Bahia, em 26 de novembro daquele mesmo ano, um dia após ele se entregar. Lázaro detalhou o passo a passo da fuga que mobilizou a polícia baiana à época.

    Hoje, 13 anos depois, empreende outra escapada. Forças de segurança de Goiás e do Distrito Federal entraram, nesta quarta-feira (23/6), no 15º dia de buscas, na região de Girassol, em Goiás.

    O fugitivo é acusado de cometer uma série de crimes – entre os quais, uma chacina que vitimou quatro pessoas da mesma família, no Incra 9, em Ceilândia, no dia 9 de junho deste ano.

     

    Com informações do Metrópoles