Dia: 2 de maio de 2021

  • Brasil tem primeiro transplante de pulmão bem-sucedido após Covid

    Brasil tem primeiro transplante de pulmão bem-sucedido após Covid


    Um empresário de Maceió recebeu o órgão em São Paulo. Cirurgia levanta questões éticas sobre a fila do transplante
    O primeiro paciente a receber um transplante bem sucedido de pulmão após ter tido Covid-19 no Brasil é o empresário José Hipólito Correia Costa, 61 anos. No próximo dia 14 completará três meses desde a cirurgia e ele continua no hospital. O homem teve o órgão destruído pela doença com fibrose irreversível.

    A previsão é de que o empresário possa ir para casa após completar 90 dias da operação, após quase sete meses de internação hospitalar, como mostra a Folha de S.Paulo. A operação ocorreu no Hospital Israelita Albert Einstein, em na capital paulista.
    Antes disso, a instituição havia feito um outro transplante pós-Covid, mas o primeiro paciente não sobreviveu. No mundo, foram documentados cerca de 50 procedimentos desde o início da pandemia, destaca o jornal.
    “Se não tivesse ocorrido o transplante, certamente o paciente já teria morrido”, diz o cirurgião torácico Marcos Samano, coordenador de transplante pulmonar do Einstein e professor da USP.
    Hipólito precisou recorrer à mesma terapia da qual faz uso o ator Paulo Gustavo, a ECMO. Ele passou 88 dias ligado à Membrana de Oxigenação Extracorpórea, que funciona como uma espécie de pulmão artificial que oxigena o sangue fora do corpo, substituindo temporariamente o órgão comprometido de maneira severa.

    A cirurgia demorou 10 horas e envolveu sete profissionais e a situação atípica de ter um paciente conectado a duas Ecmos simultâneas: aquela à qual ele já estava ligado antes e outra usada durante o transplante.

    Antes de fazer a operação, foi preciso consultar o Ministério da Saúde a respeito de questões éticas sobre a posição do paciente na fila do transplante. Só no estado de São Paulo, como noticia a Folha, há pelo menos cem pacientes à espera de um pulmão. No Einstein, são 35.

    A favor do empresário havia o fato de que ele era muito saudável antes da Covid (caminhava 15 km diariamente na orla de Maceió) e, mesmo com a doença, seus outros órgãos estavam preservados.

    A situação foi discutida na Câmara Técnica de Transplante de Pulmão, ligada ao Ministério da Saúde, que autorizou a cirurgia.

    Com informações do Metrópoles

  • Motorista que matou advogada no trânsito é condenado depois de 3 anos do acidente

    Motorista que matou advogada no trânsito é condenado depois de 3 anos do acidente

    Depois de mais de 3 anos, o jovem e estudante de medicina, que matou a advogada Carolina Albuquerque Machado, em um acidente de trânsito em Campo Grande, foi condenado a 2 anos e terá a Carteira Nacional de Habilitação suspensa por sete meses.
    O acidente aconteceu no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Doutor Paulo Machado. Carolina Albuquerque estava com o filho de 3 anos quando o carro foi atingido pela caminhonete que era dirigida pelo estudante de medicina.
    De acordo com a decisão do juiz Roberto Ferreira Filho, o motorista demonstrou “agir culposo do acusado, na modalidade de imprudência, o qual não agiu com o necessário e indispensável dever objetivo de cuidado, conduzindo veículo de considerável porte (camionete Nissan Frontier, de quase 2 t), em altíssima velocidade (quase o dobro do permitido para a via pública no qual se deu o evento) e em via pública arterial de intenso movimento”, detalhou.

    A vítima, Carolina Albuquerque Machado, morreu em decorrência do acidente — Foto: Reprodução/TV Morena

    Nos autos, os laudos periciais mostraram que houve abuso no excesso de velocidade por parte do motorista da caminhonete. “Foi atestado pelo laudo pericial de análise de conteúdo em arquivos de vídeo sem áudio associado, o qual indicou que a velocidade em questão estava compreendida entre 104 km/h e 130 km/h”, elucidou.
    As informações do inquérito aponta que o motorista “fazia conjuntamente com ultrapassagem perigosas, arriscadas, aliado ao fato de já registrar diversos envolvimentos em infrações de trânsito anteriormente, inclusive de condução de veículo automotor em excesso de velocidade”.

    “A intensidade do impacto foi tal, que o Fox [carro da vítima] praticamente afundou mais da metade dele, o que fez com que atingisse a vítima, que uma velocidade menor isso não aconteceria”, disse o juiz no inquérito.

    Na decisão, os delitos de homicídio culposo e lesão culposa em acidente de trânsito, acarretaram “indubitavelmente, culpa concorrente entre a conduta levada a efeito pelo réu com aquela da vítima fatal, culpa esta que, cuida bem fixar, não conduz à absolvição daquele, sendo incabível se falar, em sede de direito penal, ressalto, na figura da compensação de culpas”, detalhou o juiz Roberto Ferreira Filho.

    Os autos mostram que o motorista iniciará a pena em regime semiaberto. A medida foi tomado pois “o réu é primário, de bons antecedentes, de delito culposo e, ainda, tendo uma das vítimas concorrido para o crime, entendo que o elevado grau de culpabilidade da conduta do acusado, aliado às circunstâncias do crime”, destrincharam na decisão.

    O acidente
    O acidente aconteceu no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Doutor Paulo Machado. Carolina Albuquerque estava com o filho de 3 anos quando o carro foi atingido pela caminhonete que era dirigida pelo estudante de medicina.
    Segundo a perícia, o motorista, que fugiu do local após o acidente, estava em alta velocidade e testemunhas disseram que ele apresentava sinais de embriaguez.
    O menino, de 3 anos, que ficou ferido no acidente de trânsito que matou a mãe dele, a advogada Carolina Albuquerque Machado, de 24 anos, na avenida Afonso Pena, recebeu alta.

    Após o acidente, o menino foi internado na Santa Casa. Segundo a família, ele quebrou a clavícula e teve ferimentos nas costelas.

    O avô do menino, o engenheiro civil, Lázaro Barbosa Machado, de 63 anos, contou ao G1, que o neto saiu do hospital e foi para a casa da avó materna. Em alguns momentos a criança reclama de dor, mas na maioria do tempo demonstra estar muito bem.

    “Agora estamos muito felizes. Perdemos uma filha, mas ganhamos um neto de volta. Choramos a Carol e agora temos nosso netinho. Nessa altura do campeonato, isso é motivo de muita alegria para a família” conta Machado.

    Com informações do Direito News