Dia: 15 de abril de 2021

  • Asfalto chega ao acesso à DF-055 e a Fazenda Água Limpa

    Asfalto chega ao acesso à DF-055 e a Fazenda Água Limpa

    Governador Ibaneis assina ordem de serviço para pavimentar estrada de terra em Vargem Bonita. Ação vai beneficiar cinco mil motoristas da região

    Há 30 anos os moradores da região de Vargem Bonita, no Park Way, aguardavam pela pavimentação de um trecho que liga a Quadra 17 da região administrativa à Fazenda Água Limpa, que pertence à Universidade de Brasília (UnB). Nesta quinta-feira (15), a longa espera deu lugar à concretização dessa demanda com a assinatura da ordem de serviço.

    Com a autorização do governador Ibaneis Rocha, o início da obra de pavimentação no acesso entre a DF-055 e a Fazenda Água Limpa será de imediato. O serviço é tratado com grande importância pelos moradores. Afinal, a pavimentação vai beneficiar cinco mil motoristas que trafegam pelo local, além de acabar com dois problemas crônicos: o da poeira, durante o período da seca, e o da lama, nas chuvas.

    “Cumprimos todas as exigências ambientais e iniciamos hoje os trabalhos, que esperamos entregar dentro do prazo de 40 dias”
    governador Ibaneis Rocha

    A obra, que está nas mãos do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER/DF), inclui drenagem, sinalização horizontal e vertical e a instalação de meios-fios. O investimento é de R$ 1,2 milhão, sendo que R$ 800 mil foram custeados por emenda parlamentar repassada pelo deputado distrital Hermeto.

    “Essa é uma obra esperada há 30 anos, interligando as comunidades das áreas rurais aos condomínios da Quadra 17 do Park Way. Cumprimos todas as exigências ambientais e iniciamos hoje os trabalhos, que esperamos entregar dentro do prazo de 40 dias. É uma obra de esperança para aqueles que estavam ali há muito tempo abandonados”, afirmou o governador Ibaneis Rocha.

    Presente à cerimônia, o diretor-geral do DER/DF, Fauzi Nacfur Júnior, reforçou que a pavimentação é um “trecho pequeno, mas com grande resultado e melhoria para os cerca de cinco moradores da região”.
    Importância que a presidente da Associação de Vargem Bonita, Maria Pereira Silva, faz questão de lembrar ao apontar para o trecho da via que hoje ainda é de terra. “Desde que a região surgiu esse pedaço foi esquecido. Agora, temos essa grande conquista. Para nós é uma vitória muito grande”, apontou.

    “Às vezes a gente pensa que uma obra dessa não é importante, mas ela faz tanta diferença na vida dos moradores. Esse é um governo que se preocupa com grandes obras como a do Túnel de Taguatinga e também com as pequenas, como essa”, acrescentou o deputado distrital Hermeto.

    IAN FERRAZ, DA AGÊNCIA BRASÍLIA I EDIÇÃO: CAROLINA JARDON

  • Senado aprova PL que estabelece aplicação de formulário para medir grau de risco de vítimas de violência doméstica

    Senado aprova PL que estabelece aplicação de formulário para medir grau de risco de vítimas de violência doméstica


    O plenário do Senado aprovou por unanimidade o Projeto de Lei 6298/19 que visa uniformizar o atendimento à mulher e medir o grau de risco das vítimas de violência doméstica. Com relatoria da senadora Leila Barros (PSB-DF), o projeto determina que as delegacias de polícia apliquem o Formulário Nacional de Risco e Proteção à Vida durante o atendimento à mulher vítima de violência doméstica. Outros órgãos públicos ou privados poderão aplicar também o questionário caso desejem.

    A senadora Leila Barros destacou que o primeiro atendimento dado à vítima mulher é essencial para que ela tome a decisão de permanecer na relação violenta ou procurar novos caminhos para sua vida.

    “O formulário padronizará o atendimento à vítima de violência doméstica. A aplicação efetiva do formulário e a ação coordenada dos órgãos de atendimento à mulher no uso das informações obtidas se fazem necessárias para que tenhamos um espaço onde a mulher pode contar a sua história e receber o devido amparo”, afirmou.

    O questionário toma por base a experiência de países como Portugal, Austrália, Canadá, Reino Unido e Estados Unidos e foi concebido por meio de parcerias entre importantes instituições atuantes no enfrentamento à violência contra a mulher, contando com o apoio técnico da União Europeia e do Ministério Público. São ao todo 19 perguntas objetivas e 10 abertas. Após as respostas, será possível determinar o grau de gravidade de risco e avaliar as condições físicas e emocionais da mulher.

    A proposta, de autoria da deputada Elcione Barbalho (MDB-PA), insere a obrigatoriedade de aplicação do formulário na Lei Maria da Penha (Lei 11.340). O Formulário já foi aprovado inclusive em ato normativo conjunto do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), cujo objetivo é mensurar o potencial de agravamento da violência doméstica

  • STF decide que plenário deve analisar anulação de condenações de Lula

    STF decide que plenário deve analisar anulação de condenações de Lula


    No início de março deste ano, ministro Edson Fachin anulou, de forma monocrática, as condenações do petista proferidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba relacionadas às ações da Lava-Jato.

    Por 9 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (14/4) que o plenário da Corte deverá analisar a decisão monocrática do ministro Edson Fachin que, no início do mês passado, anulou as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva proferidas pela 13ª Vara Federal de Curitiba relacionadas a quatro ações da Lava-Jato (tríplex do Guarujá, sítio de Atibaia e duas relacionadas ao Instituto Lula).
    Na ocasião, Fachin entendeu que a referida Vara, onde o ex-juiz Sergio Moro atuava, era incompetente para julgar os casos, e que as ações deveriam ser reiniciadas na Justiça Federal do Distrito Federal. Como relator, ele decidiu enviar ao plenário o recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR). Houve, entretanto, um recurso da defesa do ex-presidente pedindo que o caso ficasse na Segunda Turma. A análise desta quarta foi em torno disso.
    A sessão foi marcada por discussões encabeçadas pelo ministro Ricardo Lewandowski, que é contra remeter o caso ao plenário do Supremo e foi acompanhado no entendimento pelo ministro Marco Aurélio Mello. Lewandowski criticou de forma dura a posição da Corte, dizendo que milhares de habeas corpus são julgados na Turma o ano inteiro, e esse, do ex-presidente, é submetido ao plenário. “Será que o processo tem nome e não apenas capa? Da última vez que isso se fez naquele habeas corpus que discutia presunção de inocência, isso custou 580 dias de prisão ao ex-presidente”, disse.
    Ele se refere à decisão de 2018 da Corte, que rejeitou um pedido da defesa do ex-presidente e autorizou a sua prisão. Com isso, ele se tornou ‘ficha-suja’ e não pôde se candidatar. Lewandowski afirmou que na época, quem deveria ter analisado o caso da presunção de inocência de Lula era a Segunda Turma, o mesmo entendimento dele no caso em questão.
    “O caso anterior lhe custou (a Lula) a candidatura à presidência da República no momento que as pesquisas indicavam que ele estava bem cotado (…) Se essa inversão não tivesse sido feita, a história do Brasil teria sido diferente.
    Teríamos um rumo diferente. E talvez os acontecimentos que hoje estamos vivendo no Brasil talvez pudessem ter um rumo distinto. Foi uma opção que o STF fez e que teve consequências muito sérias”, afirmou.
    O entendimento dos outros ministros é que o regimento interno é claro ao prever que cabe ao relator decidir levar um processo ao plenário.
    Luís Roberto Barroso, por exemplo, disse que a situação não era uma “idiossincrasia do relator” nesta situação.
    “O regimento é claríssimo: essa é uma faculdade discricionária do relator, afetar (encaminhar) ou não afetar ao plenário”, afirmou. Barroso ainda fez questão de frisar, logo no início da fala, que quando se tornou juiz, abdicou inteiramente “de quaisquer preferências políticas”. “Julgo com serenidade, à luz da Constituição, das leis e do regimento interno”, disse.
    O ministro ainda disse que existe uma tradição no tribunal de prestigiar a condição que o relator dá ao processo. “Confesso até ter ficado surpreso, porque essa sempre foi a tônica que nós adotamos aqui: valorizar a condução dada pelo relator, mesmo quando a gente pessoalmente discorda de uma providência específica”, disse, ressaltando que o juiz natural é o STF, não uma turma.
    Votaram com Fachin: Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, e o presidente Luiz Fux. Foram contrários à análise do caso no plenário os ministros Lewandowski e Marco Aurélio Mello.
    Bate-boca
    Lewandowski manifestou indignação com a discussão antes mesmo do seu voto, acompanhado pelo ministro Marco Aurélio, e acabou virando um bate-boca com o presidente da Corte, Luiz Fux, que defendeu a posição de Fachin. Em determinado momento, Lewandowski afirmou que o caso foi “pinçado” por envolver o ex-presidente. “Essa é uma visão sua”, rebateu Fux. A discussão continuou, até que o ministro Nunes Marques foi proferir o voto, seguindo o relator – ou seja, para que o caso seja analisado pelo plenário.
    Destino de Lula
    Hoje, o Supremo irá analisar um recurso apresentado pela PGR no qual apontou que os casos do ex-presidente devem continuar na 13ª Vara. A questão deve dividir o plenário. A tendência é que os ministros favoráveis à Lava-Jato acompanhem o entendimento de Fachin, cuja decisão foi apontada como uma manobra para resguardar a operação no caso da suspeição do ex-juiz Sergio Moro. Isso porque quando decidiu pela incompetência a 13ª Vara, Fachin afirmou que o caso da suspeição do ex-magistrado havia perdido o objetivo, e não deveria mais ser analisado.
    A situação da suspeição também será analisada pelos ministros. Se votarem pela incompetência da Vara de Curitiba, deverão analisar, em seguida, se o caso da suspeição de Moro perdeu ou não o objeto.

    Com informações do Correio Braziliense