Dia: 24 de fevereiro de 2021

  • Leila é eleita vice-presidente da comissão de educação, cultura e esporte do senado

    Leila é eleita vice-presidente da comissão de educação, cultura e esporte do senado

     

     

    Na retomada dos trabalhos semi-presenciais do Congresso Nacional, os senadores elegeram, nesta terça-feira (23), os presidentes e vice-presidentes das comissões temáticas permanentes do Senado. A senadora Leila Barros assumirá a vice-presidência da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Ela conduzirá os trabalhos ao lado do presidente, senador Marcelo Castro.
    Em discurso após a eleição, a vice-presidente ressaltou que a educação foi muito comprometida por conta da pandemia. Segundo Leila, a comissão terá grandes desafios nos próximos dois anos. “Encaramos os piores índices de investimentos na educação nessa última década. Os jovens, as crianças e todos os brasileiros esperam uma resposta dessa Casa e principalmente dessa comissão, em uma pauta que deveria ser prioritária.”
     

     

    Leila tambem manifestou preocupação com a minuta da proposta que extingue os valores mínimos a serem investidos em educação e saúde. “É um retrocesso tal proposta. Ela afeta diretamente o Fundeb, que foi aprovado pelo Congresso Nacional no ano passado. Temos 70 milhões de brasileiros sem acesso ao ensino básico e o Fundeb é responsável por pelo menos metade do orçamento disponível para gastar por aluno a cada ano em mais de 85% dos municípios brasileiros”, alertou.

     

    A parlamentar do Distrito Federal também afirmou que o futuro dos jovens e, consequentemente, do Brasil passa pela comissão que analisará propostas que competem a normas gerais sobre educação, cultura, ensino e desportos, instituições educativas e culturais, diretrizes e bases da educação nacional, diversão e espetáculos públicos, criações artísticas, datas comemorativas e homenagens cívicas, formação e aperfeiçoamento de recursos humanos entre outros assuntos correlatos.

     

    O presidente Marcelo Castro ressaltou que a educação brasileira tem muitas carências, gerando grande volume de trabalho para a comissão. O senador destacou que o país não é bem classificado em rankings internacionais de desenvolvimento. “O Brasil infelizmente é um dos países que ficaram pra trás na evolução. Um dos grandes motivos, segundo um consenso de estudiosos, é porque o país nunca teve uma educação de massa de qualidade. Até poucos anos a gente ostentava índices de analfabetismo muito altos”, disse.

     

     

    Castro também lembrou que o colegiado praticamente não funcionou em 2020 por conta da pandemia de covid-19. E informou que neste ano a CE terá que conciliar suas reuniões com as de outras comissões, já que o Senado só tem dois plenários de comissões que funcionam remotamente.

     

     
    FonteO Cafezinho 
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    O suposto golpe seria possível fraudando chaves Pix, o que é chamado pelos golpistas “chave Pix bugada”, e chegaria a transferir R$ 100 mil

    atualizado 24/02/2021 8:53

    Homem mexendo em computadorJefferson Santos/Unplash

    Com a promessa de dinheiro fácil, literalmente brotando na conta bancária, hackers montaram um grupo no WhatsApp com cerca de 250 “clientes”. Os estelionatários garantem ter descoberto uma forma de retirar valores de contas bancárias espalhadas pelo país e fazer a transferência para quem contrata os serviços. O suposto golpe seria possível fraudando chaves Pix, o que é chamado pelos golpistas de “chave Pix bugada”.

    Durante três dias, a reportagem do Metrópoles acompanhou a movimentação no grupo, bloqueado para mensagens de usuários. Os administradores lançam informações sobre como os desvios financeiros funcionam. Segundo eles, as transferências de valores on-line ocorrem em, no máximo, 30 minutos.

    “Se a sua conta usar Pix, o valor cai na hora”, promete um dos golpistas.

    Os supostos hackers ressaltam que o pagamento feito por um cliente precisa ser realizado com antecedência. “Não existe a possibilidade de você fazer o pagamento depois de o valor acertado ser creditado na sua conta”, afirmam.

    Segundo os estelionatários, o esquema funciona da seguinte forma: o interessado compra um limite, fazendo o pagamento via boleto ou transferência bancária. Após a confirmação, os criminosos realizam a transferência de um valor superior.

    Confira:

    Valores altos

    Em postagens no grupo, os golpistas explicavam como funciona a tabela de preços a serem pagos. Cada pessoa que desejasse receber, por meio do Pix, o valor de R$ 1,5 mil, deveria pagar um seguro de R$ 220.

    Para R$ 2 mil, o valor pago seria R$ 250, e com R$ 3 mil o total transferido previamente era R$ 600. Gradativamente, a promessa de transferência fraudulenta seguia aumentando até R$ 100 mil, após o “cliente” pagar R$ 10 mil para os criminosos.

    Procurado pela reportagem, o delegado-chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), Giancarlos Zuliani, explicou que, na maioria dos casos, os suspeitos prometem transferir uma grande quantia em troca do pagamento de um seguro ou taxa, mas que os valores nunca são transferidos.

    “Em geral, não há essa sofisticação ou hackers agindo, mas sim estelionatários que prometem algo que nunca será cumprido”, explicou.

    A reportagem entrou em contato com o Banco Central para saber se existem informações envolvendo supostas fraudes no sistema Pix e quais medidas são adotadas em casos de fraude ao sistema bancário. No entanto, a instituição não havia respondido até a última atualização desta matéria.

    metropoles.com

  • Embaixador da Argentina no Brasil estava em “lista VIP” de vacinação

     

    Tema, comentado no cenário internacional como “Escândalo da vacinação VIP”, derrubou o ministro da Saúde Ginés González García

    O embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli, foi considerado, pelo governo do país vizinho, uma das personalidades que devem ser vacinadas, ainda que não faça parte de nenhum grupo prioritário para imunização contra a Covid-19.

    O tema, comentado no cenário internacional como “Escândalo da vacinação VIP”, foi descoberto em 19 de fevereiro e as acusações fizeram com que houvesse uma troca no comando do Ministério da Saúde da Argentina, que antes era dirigido por Ginés González García. O órgão está, agora, sob responsabilidade da médica Carla Vizzotti.

    Já atuante no cargo, a ministra divulgou, nesta terça-feira (23/2), uma lista com personalidades públicas que possivelmente receberam tratamento privilegiado em um hospital público na periferia de Buenos Aires e foram imunizadas após “furar a fila” da campanha de vacinação.

    A parcela da população argentina com prioridade, até o momento, consiste em profissionais da saúde e idosos, com cadastro on-line e declarado pela disponibilidade de doses. Em Buenos Aires, capital do país, só podem ser vacinados idosos com mais de 80 anos.

    Nomes estratégicos

    De acordo com Carla Vizzotti, o caso é uma exceção. Segundo ela, no ofício constam nomes considerados “estratégicos” para o poder na Argentina e, além disso, a lista faz menção apenas a pessoas que tomam decisões primordiais no governo. O documento reúne 70 indivíduos, entre eles Daniel Scioli. Além dele, foram apontadas personalidades como políticos, sindicalistas e empresários ligados ao governo argentino.

    Vale ressaltar que as informações contidas no material de divulgação incluem figuras que já receberam a vacina há algum tempo, como o presidente da Argentina, Alberto Fernández, que foi imunizado em 21 de janeiro.

    Felipe Solá e Martín Guzmán, ministros das Relações Exteriores e da Economia, respectivamente, também foram mencionados na lista do Escândalo VIP.

    No entanto, ainda que tenham sido apontados diversos nomes com relevância política para o país, também foram notados indivíduos com cargos de poder abaixo dos considerados essenciais. O jornalista Gabriel Michi, os empresários Seza Manukian e Florencio Aldrey e o ex-presidente do país, Eduardo Duhalde, estão entre os supostamente vacinados contra a Covid-19, mesmo sem ser parte do grupo prioritário.

    Metrópoles entrou em contato com o representante da embaixada argentina em Brasília, que preferiu não comentar o assunto.

    metropoles.com